segunda-feira, agosto 26, 2019
Bolsonaro ameaça cortar entrevistas se mídia não publicar dado distorcido
A suposta notícia sugerida pelo presidente, porém, não é verdadeira; Bolsonaro mencionou de forma distorcida informações publicadas há quase dois anos pelo site The Intercept Brasil - https://uol.page.link/Ycjr5
Juíza de Sergipe diz que colegas do Judiciário fazem “teste do sofá”
A juíza de Sergipe Patrícia Cunha Paz Barreto de Carvalho deu uma declaração polêmica durante um congresso que discutia o papel da mulher no Judiciário. Ela disse que muitas advogadas e servidoras tiveram que fazer “teste do sofá”.

“Ouço a história de várias carreiras, de delegadas, advogadas, advogadas com juízes, para uma liminar, teste do sofá. Meus colegas fazem às vezes teste do sofá”, afirmou a magistrada em maio de 2018, durante o painel “gênero e a feminização da magistratura” no XXIII Congresso Brasileiro de Magistrados, promovido em Maceió.
“É muito delicado o tema, e não vem à tona. A gente ouve. Lógico que não vem a público. De repente você tem uma amiga que é servidora, então ela se sente à vontade para dizer. Mas é uma coisa velada, escondida, privada”, completou Patrícia.
(Conjur)
Macron lamenta falas machistas de Bolsonaro sobre sua esposa
Macron lamentou os comentários "extraordinariamente desrespeitosos" de seu colega brasileiro Jair Bolsonaro sobre sua esposa Brigitte, dizendo-se "triste por ele e pelos brasileiros".
BLOGDACIDADANIA.COM.BR
Bolsonaro sobre Moro: 'Com todo respeito, mas ele não esteve comigo durante a campanha'
Presidente respondeu a eleitor que lhe pedia para ‘cuidar bem’ do ministro da Justiça (via Política Estadão) #estadão
POLITICA.ESTADAO.COM.BR
‘Bolsonaro é absolutamente inapto para o exercício do cargo que hoje, para desgraça do Brasil, ocupa’, diz leitor
Leitores não aguentam mais Bolsonaro e Moro. Brasileiros que ainda os defendem são desavisados ou carregam os piores sentimentos que o ser humano é capaz de expressar
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Lava Jato procurou por documentos ligados a Wagner em operação contra ex-Odebrecht
Domingo, 25 de Agosto de 2019 - 11:00

Foto: Reprodução / Agência Brasil
O mandado de busca expedido para os endereços de Maurício Ferro, ex-executivo da Odebrecht, foi acompanhado de orientação da Lava-Jato em Curitiba para que os agentes buscassem elementos comprometedores contra o senador Jaques Wagner (PT) durante 63ª fase da operação que ocorreu em Salvador na quarta-feira (26).

Foto: Reprodução / Veja
A Polícia Federal (PF), em cooperação com o Ministério Público Federal (MPF), deflagrou na manhã de de quarta a 63ª fase da Operação Lava Jato, denominada Carbonara Chimica. Cerca de 40 policiais federais cumprem dois mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão em São Paulo e na Bahia. Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba-PR e objetivam a apuração de crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de capitais (saiba mais aqui).
Além de Wagner, que tem foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal, a PF ainda procurou documentos que citassem outros 15 investigados. De acordo com a coluna Radar de Veja, a lista inclui advogados e personagens petistas como José Eduardo Cardozo, Giles Azevedo, Fernando Pimentel, Aloizio Mercadante, Anderson Dornelles, Edinho Silva, Beto Vasconcelos, Aldemir Bendine e José Di Filippi Júnior. Muitos são advogados, como Nelson Jobim, Dora Cavalcanti e o falecido Marcio Thomaz Bastos. Há ainda pessoas jurídicas e empresários, como André Esteves e o BTG.
Bahia Notícias
Canonização de dom Hélder avança no Vaticano 20 anos após sua morte
por Edison Veiga | Folhapress

Foto: Divulgação/Arquivo da Arquidiocese de Recife e Olinda
O processo de reconhecimento como santo do religioso brasileiro dom Hélder Pessoa Câmara (1909-1999) entrará em nova etapa na semana que vem. Trata-se da abertura da fase romana das investigações. A morte do cearense com forte atuação em Pernambuco completa 20 anos nesta terça (27).
"O próximo passo será o papa reconhecer, em nome da Igreja, que dom Hélder praticou em grau heroico as virtudes cristãs. Aí ele será declarado venerável", disse à Folha Jociel Gomes, frade franciscano responsável por realizar o pedido junto ao Vaticano.
O processo de canonização de dom Hélder foi aberto oficialmente em fevereiro de 2015, nove meses depois de a Arquidiocese de Olinda e Recife solicitar a questão à cúpula da Igreja. Desde então, frei Jociel e sua equipe vasculharam sua biografia e ouviram pessoas que conviveram com o religioso. O resultado, enviado ao Vaticano em dezembro, foi um dossiê de 197 páginas, com depoimentos de 54 pessoas.
Se dom Hélder for considerado venerável, relatos de milagres passam a ser compilados. Os casos selecionados são analisados por um junta de especialistas do Vaticano. Para se tornar beato, é preciso ter um primeiro milagre reconhecido pela Igreja. A canonização, ou seja, o status de santo, só vem após um segundo milagre.
Neste ano, a freira baiana Irmã Dulce teve a sua canonização anunciada pelo Vaticano e será a primeira mulher nascida no Brasil e a se tornar santa. A cerimônia será em outubro. Décimo primeiro filho de um jornalista e de uma professora primária, dom Hélder entrou para a vida religiosa em 1923, aos 14 anos, no Seminário da Prainha, instituição católica de sua cidade natal, Fortaleza.
Foi ordenado padre aos 22 anos. Ainda jovem, envolveu-se com causas sociais. Coordenou os chamados círculos operários cristãos e liderou a Juventude Operária Católica. Dedicou-se a atividades de lazer e alfabetização de jovens sem acesso à formação. Também fundou, em 1933, a Sindicalização Operária Feminina, organismo que lutava por direitos de empregadas domésticas e lavadeiras.
Convidado pelo escritor e político Plínio Salgado (1895-1975), ingressou no grupo conservador e nacionalista Ação Integralista Brasileira. Foi considerado o maior propagandista do tema no Ceará. Contudo se desiludiu rapidamente com o movimento, considerado de extrema-direita. Ao fim da década de 1930 se autodefinia como humanista integral e democrata cristão.
Dom Hélder teve papel importante durante a Segunda Guerra Mundial. Fundou a Comissão Católica Nacional de Imigração e trabalhou para acolher refugiados que chegavam ao país. Tornou-se bispo aos 43 anos, em 1952. No mesmo ano, conseguiu a aprovação do Vaticano para criar a Conferência Nacional do Bispos do Brasil, a CNBB.
A partir de então passou a se dedicar a causas como a Cruzada São Sebastião, que resultou em conjuntos habitacionais para moradores de favelas, e o Banco da Providência, para atender aos sem renda. Participou ativamente das quatro sessões do Concílio Ecumênico Vaticano 2º, nos anos 1960, e foi um dos proponentes do Pacto das Catacumbas, em que 42 sacerdotes de todo o mundo se comprometeram a assumir atitudes com o objetivo de reduzir a pobreza global.
O documento é considerado o embrião da Teologia da Libertação, corrente cristã que determina assumir "a opção preferencial pelos pobres". Dom Hélder tornou-se arcebispo de Olinda e Recife em 1964. Foi um período de forte envolvimento com causas sociais, e ele se tornou um contraponto à ditadura militar. Incentivou e fortaleceu as comunidades eclesiais de base e foi alçado ao posto de resistência ao regime. Passou a ser visto como líder na defesa dos direitos humanos.
Foi acusado de comunista, chamado de "arcebispo vermelho" e perseguido pelos militares, sobretudo depois do Ato Institucional nº 5. Sua atuação leva a inferir que a eventual canonização, em um período como o atual, possa ser utilizada de forma política. Dom Hélder foi um dos interlocutores da família de Fernando Santa Cruz, militante de esquerda desaparecido durante o período da ditadura e alvo de recente ataque do presidente Jair Bolsonaro.
Frei Jociel descarta o uso político. "Dom Hélder foi um homem altamente coerente com a doutrina social da Igreja, um homem profundamente evangélico no sentido de que colocou em prática a opção preferencial pelos pobres e a busca da justiça e da paz", afirma. Em uma de suas frases famosas, dom Hélder disse: "Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo; quando pergunto por que eles são pobres, chamam-me de comunista".
"O discurso fajuto atual que diz que aquele que busca uma sociedade melhor é comunista é completamente anacrônico", diz frei Marcelo Toyansk Guimarães, da Comissão Justiça, Paz e Integridade da Criação dos Frades Capuchinhos do Brasil. "Dom Hélder nos ilumina como aquele que defende os direitos humanos, o direito à vida, o direito dos pobres em um momento difícil."
Para o religioso brasileiro Reginaldo Roberto Luiz, padre que trabalha com processos de canonização no Vaticano, o envolvimento político de dom Hélder deve exigir um maior detalhamento nos pareceres da canonização. "Trata-se de uma figura muito controversa da política. Isso precisará ser esclarecido durante o processo", diz. "[A canonização] vai demorar porque certamente será um processo muito detalhado para explicar e esclarecer, minuciosamente, a sua biografia."
À reportagem da Folha de S.Paulo ele comparou o caso com o do arcebispo de San Salvador (El Salvador) Óscar Romero (1917-1980), canonizado em 2018. Há semelhanças: Romero também lutou contra a ditadura em seu país e era adepto da Teologia da Libertação. "Mas ele foi mártir -o que é uma 'vantagem' em processos de canonização", ressalta Roberto Luiz. Romero foi assassinado por um atirador de elite do exército salvadorenho enquanto celebrava uma missa.
Dom Hélder realizou diversas viagens ao exterior para denunciar os abusos da ditadura brasileira. Isso lhe rendeu títulos honoris causa de universidades de 32 universidades estrangeiras. Também foi indicado quatro vezes ao Nobel da Paz. Em 2017, foi declarado Patrono Brasileiro dos Direitos Humanos, em lei federal.
"Dom Hélder dedicou toda a sua vida à defesa da vida e da dignidade dos mais pobres. Convocou toda a sociedade para uma ação não violenta em favor da justiça e da paz", diz Marcelo Barros, 74, monge beneditino e biógrafo de dom Hélder Câmara.
"O próximo passo será o papa reconhecer, em nome da Igreja, que dom Hélder praticou em grau heroico as virtudes cristãs. Aí ele será declarado venerável", disse à Folha Jociel Gomes, frade franciscano responsável por realizar o pedido junto ao Vaticano.
O processo de canonização de dom Hélder foi aberto oficialmente em fevereiro de 2015, nove meses depois de a Arquidiocese de Olinda e Recife solicitar a questão à cúpula da Igreja. Desde então, frei Jociel e sua equipe vasculharam sua biografia e ouviram pessoas que conviveram com o religioso. O resultado, enviado ao Vaticano em dezembro, foi um dossiê de 197 páginas, com depoimentos de 54 pessoas.
Se dom Hélder for considerado venerável, relatos de milagres passam a ser compilados. Os casos selecionados são analisados por um junta de especialistas do Vaticano. Para se tornar beato, é preciso ter um primeiro milagre reconhecido pela Igreja. A canonização, ou seja, o status de santo, só vem após um segundo milagre.
Neste ano, a freira baiana Irmã Dulce teve a sua canonização anunciada pelo Vaticano e será a primeira mulher nascida no Brasil e a se tornar santa. A cerimônia será em outubro. Décimo primeiro filho de um jornalista e de uma professora primária, dom Hélder entrou para a vida religiosa em 1923, aos 14 anos, no Seminário da Prainha, instituição católica de sua cidade natal, Fortaleza.
Foi ordenado padre aos 22 anos. Ainda jovem, envolveu-se com causas sociais. Coordenou os chamados círculos operários cristãos e liderou a Juventude Operária Católica. Dedicou-se a atividades de lazer e alfabetização de jovens sem acesso à formação. Também fundou, em 1933, a Sindicalização Operária Feminina, organismo que lutava por direitos de empregadas domésticas e lavadeiras.
Convidado pelo escritor e político Plínio Salgado (1895-1975), ingressou no grupo conservador e nacionalista Ação Integralista Brasileira. Foi considerado o maior propagandista do tema no Ceará. Contudo se desiludiu rapidamente com o movimento, considerado de extrema-direita. Ao fim da década de 1930 se autodefinia como humanista integral e democrata cristão.
Dom Hélder teve papel importante durante a Segunda Guerra Mundial. Fundou a Comissão Católica Nacional de Imigração e trabalhou para acolher refugiados que chegavam ao país. Tornou-se bispo aos 43 anos, em 1952. No mesmo ano, conseguiu a aprovação do Vaticano para criar a Conferência Nacional do Bispos do Brasil, a CNBB.
A partir de então passou a se dedicar a causas como a Cruzada São Sebastião, que resultou em conjuntos habitacionais para moradores de favelas, e o Banco da Providência, para atender aos sem renda. Participou ativamente das quatro sessões do Concílio Ecumênico Vaticano 2º, nos anos 1960, e foi um dos proponentes do Pacto das Catacumbas, em que 42 sacerdotes de todo o mundo se comprometeram a assumir atitudes com o objetivo de reduzir a pobreza global.
O documento é considerado o embrião da Teologia da Libertação, corrente cristã que determina assumir "a opção preferencial pelos pobres". Dom Hélder tornou-se arcebispo de Olinda e Recife em 1964. Foi um período de forte envolvimento com causas sociais, e ele se tornou um contraponto à ditadura militar. Incentivou e fortaleceu as comunidades eclesiais de base e foi alçado ao posto de resistência ao regime. Passou a ser visto como líder na defesa dos direitos humanos.
Foi acusado de comunista, chamado de "arcebispo vermelho" e perseguido pelos militares, sobretudo depois do Ato Institucional nº 5. Sua atuação leva a inferir que a eventual canonização, em um período como o atual, possa ser utilizada de forma política. Dom Hélder foi um dos interlocutores da família de Fernando Santa Cruz, militante de esquerda desaparecido durante o período da ditadura e alvo de recente ataque do presidente Jair Bolsonaro.
Frei Jociel descarta o uso político. "Dom Hélder foi um homem altamente coerente com a doutrina social da Igreja, um homem profundamente evangélico no sentido de que colocou em prática a opção preferencial pelos pobres e a busca da justiça e da paz", afirma. Em uma de suas frases famosas, dom Hélder disse: "Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo; quando pergunto por que eles são pobres, chamam-me de comunista".
"O discurso fajuto atual que diz que aquele que busca uma sociedade melhor é comunista é completamente anacrônico", diz frei Marcelo Toyansk Guimarães, da Comissão Justiça, Paz e Integridade da Criação dos Frades Capuchinhos do Brasil. "Dom Hélder nos ilumina como aquele que defende os direitos humanos, o direito à vida, o direito dos pobres em um momento difícil."
Para o religioso brasileiro Reginaldo Roberto Luiz, padre que trabalha com processos de canonização no Vaticano, o envolvimento político de dom Hélder deve exigir um maior detalhamento nos pareceres da canonização. "Trata-se de uma figura muito controversa da política. Isso precisará ser esclarecido durante o processo", diz. "[A canonização] vai demorar porque certamente será um processo muito detalhado para explicar e esclarecer, minuciosamente, a sua biografia."
À reportagem da Folha de S.Paulo ele comparou o caso com o do arcebispo de San Salvador (El Salvador) Óscar Romero (1917-1980), canonizado em 2018. Há semelhanças: Romero também lutou contra a ditadura em seu país e era adepto da Teologia da Libertação. "Mas ele foi mártir -o que é uma 'vantagem' em processos de canonização", ressalta Roberto Luiz. Romero foi assassinado por um atirador de elite do exército salvadorenho enquanto celebrava uma missa.
Dom Hélder realizou diversas viagens ao exterior para denunciar os abusos da ditadura brasileira. Isso lhe rendeu títulos honoris causa de universidades de 32 universidades estrangeiras. Também foi indicado quatro vezes ao Nobel da Paz. Em 2017, foi declarado Patrono Brasileiro dos Direitos Humanos, em lei federal.
"Dom Hélder dedicou toda a sua vida à defesa da vida e da dignidade dos mais pobres. Convocou toda a sociedade para uma ação não violenta em favor da justiça e da paz", diz Marcelo Barros, 74, monge beneditino e biógrafo de dom Hélder Câmara.
Bahia Notícias
Wagner diz que 'causa estranheza' ser alvo da PF e explica aluguel de imóvel para Dilma
Segunda, 26 de Agosto de 2019 - 09:00

Foto: Reprodução / Facebook
O senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que "causa estranheza" o mandado de busca expedido contra o ex-executivo da Odebrecht, Maurício Ferro, que determinou que os agentes da Polícia Federal buscassem elementos comprometedores contra ele também (reveja aqui). O petista ainda justificou o aluguel de imóvel para a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
"Os advogados do senador não tiveram acesso ao inquérito a que as buscas e apreensão se referem, tampouco aos documentos que foram apreendidos, até mesmo porque nenhuma medida desta natureza foi dirigida a Jaques Wagner. Causa estranheza, no entanto, que mandado de busca e apreensão contra um ex-executivo de uma empresa tenha escolhido alvos previamente, de pessoas que supostamente poderiam ser comprometidas. Isso explicita que, mais uma vez, parece que não há uma investigação de fatos, mas a tentativa de incriminar determinadas pessoas, o que é inaceitável", diz nota enviada pela assessoria de Wagner à imprensa.
Em delação premiada, o ex-ministro Antonio Palocci afirmou à Polícia Federal que usou R$ 250 mil da "conta" Lula de R$ 15 milhões acertada com o dono do BTG Pactual André Esteves para pagar despesas da viagem de descanso da ex-presidente Dilma Rousseff, para a Bahia, após sua vitória nas eleições em 2010.
Eleita no segundo turno sucessora de Lula, Dilma viajou no dia 3 de novembro para uma praia paradisíaca em Itacaré, na Bahia, onde ficou na mansão alugada do empresário paulista João Paiva Neto. Palocci diz que pagou o jato e outros custos como a locação do imóvel com o dinheiro acertado com Esteves.
O contrato de locação do imóvel feito com o empresário paulista foi assinado pelo então governador da Bahia, Jaques Wagner – ex-ministro da Casa Civil de Dilma. O dono enviou à PF um documento e informou que a casa tinha sido alugada para Wagner. No material há um recibo com data de 8 de novembro de 2010 que registra pagamento de R$ 12 mil pelo ex-govenador por meio de um cheque, pela locação da casa entre os dias 3 e 7 de novembro.
Em nota, Wagner afirmou que o contrado foi legal. "Sobre a locação de um imóvel na Bahia, em 2010, para que a presidenta eleita Dilma Rousseff descansasse após as eleições, o senador, então governador da Bahia, alugou e pagou pelo imóvel com cheques, por meio de contrato de locação lícito de imóvel, com valor compatível e adequado ao mercado e com recursos igualmente legais. Importante registrar que nem mesmo o delator faz relação deste pagamento com dinheiro de origem ilícita", diz.
"Os advogados do senador não tiveram acesso ao inquérito a que as buscas e apreensão se referem, tampouco aos documentos que foram apreendidos, até mesmo porque nenhuma medida desta natureza foi dirigida a Jaques Wagner. Causa estranheza, no entanto, que mandado de busca e apreensão contra um ex-executivo de uma empresa tenha escolhido alvos previamente, de pessoas que supostamente poderiam ser comprometidas. Isso explicita que, mais uma vez, parece que não há uma investigação de fatos, mas a tentativa de incriminar determinadas pessoas, o que é inaceitável", diz nota enviada pela assessoria de Wagner à imprensa.
Em delação premiada, o ex-ministro Antonio Palocci afirmou à Polícia Federal que usou R$ 250 mil da "conta" Lula de R$ 15 milhões acertada com o dono do BTG Pactual André Esteves para pagar despesas da viagem de descanso da ex-presidente Dilma Rousseff, para a Bahia, após sua vitória nas eleições em 2010.
Eleita no segundo turno sucessora de Lula, Dilma viajou no dia 3 de novembro para uma praia paradisíaca em Itacaré, na Bahia, onde ficou na mansão alugada do empresário paulista João Paiva Neto. Palocci diz que pagou o jato e outros custos como a locação do imóvel com o dinheiro acertado com Esteves.
O contrato de locação do imóvel feito com o empresário paulista foi assinado pelo então governador da Bahia, Jaques Wagner – ex-ministro da Casa Civil de Dilma. O dono enviou à PF um documento e informou que a casa tinha sido alugada para Wagner. No material há um recibo com data de 8 de novembro de 2010 que registra pagamento de R$ 12 mil pelo ex-govenador por meio de um cheque, pela locação da casa entre os dias 3 e 7 de novembro.
Em nota, Wagner afirmou que o contrado foi legal. "Sobre a locação de um imóvel na Bahia, em 2010, para que a presidenta eleita Dilma Rousseff descansasse após as eleições, o senador, então governador da Bahia, alugou e pagou pelo imóvel com cheques, por meio de contrato de locação lícito de imóvel, com valor compatível e adequado ao mercado e com recursos igualmente legais. Importante registrar que nem mesmo o delator faz relação deste pagamento com dinheiro de origem ilícita", diz.
Bahia Notícias
Espero que os brasileiros tenham logo um presidente à altura do cargo, diz Macron
Segunda, 26 de Agosto de 2019 - 09:40
por Lucas Neves | Folhapress

Foto: Reprodução / Facebook
O presidente francês, Emmanuel Macron, voltou a subir o tom contra Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (26), dizendo esperar que "os brasileiros tenham logo um presidente à altura" do cargo. Em entrevista ao lado do presidente chileno Sebastián Piñera, no âmbito da cúpula do G7 (clube dos países ricos), o chefe de Estado francês afirmou que "é triste" ver ministros brasileiros insultarem líderes estrangeiros.
No último fim de semana, o titular da Educação, Abraham Weintraub, chamou Macron de cretino oportunista. Já Bolsonaro zombou da mulher do francês, Brigitte Macron, em comentário na internet. "As mulheres brasileiras sem dúvida têm um pouco de vergonha [de seu presidente]", afirmou o líder europeu.
Macron descreveu os últimos lances da crise diplomática com Brasília como um "grande mal-entendido". "Ele me prometeu, com a mão no peito [na cúpula do G20, em julho, no Japão], respeitar seus engajamentos ambientais. Dias depois, demitiu cientistas de seu governo", disse o francês, referindo-se à demissão do presidente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Ricardo Galvão, após a divulgação de estatísticas sobre o desmatamento que desagradaram ao governo.
Os desentendimentos entre os dois líderes se acirraram desde que o brasileiro ameaçou deixar o Acordo de Paris sobre o Clima e o francês reagiu prometendo barrar o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. Na quinta-feira (22), Macron disse que as queimadas na Amazônia geraram uma crise internacional e convocou os membros do G7 a discutir soluções para o tema.
Bolsonaro reagiu às críticas. "A sugestão do presidente francês, de que assuntos amazônicos sejam discutidos no G7 sem a participação dos países da região, evoca mentalidade colonialista descabida no século 21", reagiu Bolsonaro no Twitter. Também na quinta, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal e filho do presidente, compartilhou um vídeo com o título "Macron é um idiota". Na sexta-feira (23), Bolsonaro voltou a criticar o presidente francês, Emannuel Macron, e o acusou de tentar potencializar o ódio contra o Brasil.
No último fim de semana, o titular da Educação, Abraham Weintraub, chamou Macron de cretino oportunista. Já Bolsonaro zombou da mulher do francês, Brigitte Macron, em comentário na internet. "As mulheres brasileiras sem dúvida têm um pouco de vergonha [de seu presidente]", afirmou o líder europeu.
Macron descreveu os últimos lances da crise diplomática com Brasília como um "grande mal-entendido". "Ele me prometeu, com a mão no peito [na cúpula do G20, em julho, no Japão], respeitar seus engajamentos ambientais. Dias depois, demitiu cientistas de seu governo", disse o francês, referindo-se à demissão do presidente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Ricardo Galvão, após a divulgação de estatísticas sobre o desmatamento que desagradaram ao governo.
Os desentendimentos entre os dois líderes se acirraram desde que o brasileiro ameaçou deixar o Acordo de Paris sobre o Clima e o francês reagiu prometendo barrar o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. Na quinta-feira (22), Macron disse que as queimadas na Amazônia geraram uma crise internacional e convocou os membros do G7 a discutir soluções para o tema.
Bolsonaro reagiu às críticas. "A sugestão do presidente francês, de que assuntos amazônicos sejam discutidos no G7 sem a participação dos países da região, evoca mentalidade colonialista descabida no século 21", reagiu Bolsonaro no Twitter. Também na quinta, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal e filho do presidente, compartilhou um vídeo com o título "Macron é um idiota". Na sexta-feira (23), Bolsonaro voltou a criticar o presidente francês, Emannuel Macron, e o acusou de tentar potencializar o ódio contra o Brasil.
Bahia Notícias
Saúde é Aqui: Coordenador de consórcios detalha funcionamento das policlínicas

Para que uma policlínica entre em funcionamento, é necessário que as prefeituras de uma região formem um “consórcio”, uma espécie de parceria entre os municípios para gerir e para cofinanciar o projeto. Esse é um dos detalhes explicado pelo coordenador de consórcios do governo da Bahia, Nelson Portela. Segundo ele, os consórcios são os responsáveis por coisas como a escolha da sede do equipamento. “"Não é escolhido pelo estado, pelo governador. É escolhido pelo consórcio”, explica Portela.
Um dos ganhos das policlínicas é o acesso facilitado a exames de média complexidade, que antes eram necessários encaminhamento para hospitais e grandes centros urbanos. Agora o paciente vai para o posto da Programa de Saúde da Família (PSF) e sai encaminhado para uma consulta ou um exame na policlínica.
Até o final de 2019, mais de 300 municípios baianos estarão sendo atendidos pelo projeto e, no próximo ano, já estão programadas outras cinco unidades. Veja mais:
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