domingo, agosto 25, 2019
Parece que o Esporte em Jeremoabo irá ressuscitar

Foto Divulgação do Facebook
Nota da redação deste Blog - Parece que o esporte em Jeremoabo irá ressuscitar, pelo menos por essa mensagem que recebei agora, está começando a sair do estado de coma.
Presidente do Senado agora trata ex-adversários como conselheiros
por Daniel Carvalho | Folhapress

Foto: Senado Federal
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), renovou sua roda de aliados, afastando-se de alguns nomes que o ajudaram a chegar ao comando do Legislativo e aproximando-se de ex-adversários como Renan Calheiros (MDB-AL), seu antagonista na disputa pelo comando da Casa no início de 2019.
A mudança no círculo mais próximo incomodou alguns antes vistos como conselheiros de confiança de Davi.
"Já cumpri este papel [de conselheiro], o ajudei nesta eleição. Agora tenho sido menos procurado e, consequentemente, menos ouvido. Não sou afeito a ficar paparicando o poder", disse o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), presença frequente ao lado de Davi ao menos até antes do recesso do meio do ano.
Apesar de dizer que ainda mantém uma relação pessoal com seu colega de bancada do Amapá, Randolfe afirma que Davi costumava ouvir mais no primeiro semestre o grupo que o levou à presidência como o nome anti-Renan.
Hoje, o aliado de outrora o vê como um político mais alinhado ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) e ao MDB, sigla que enfrentou em fevereiro.
"Não é um bom caminho ele se aproximar umbilicalmente com o presidente Bolsonaro e ter como única interlocução o MDB. Me preocupa [a aproximação com nomes do MDB] porque quero que o Davi dê certo", afirmou Randolfe.
O líder da oposição integra um grupo pluripartidário de 21 senadores intitulado "Muda, Senado! Muda, Brasil", que se considera independente.
São parlamentares de 9 dos 17 partidos com representação na Casa: PSD, Podemos, Cidadania, Rede, Patriota, PSB, PP, PSDB e PSL.
Eles tentam abrir um diálogo com o presidente do Senado para pressioná-lo a destravar uma pauta com temas ligados ao Judiciário: pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e CPI da Lava Toga, que teve um requerimento de criação rejeitado, outro engavetado e um terceiro está em fase de coleta de assinaturas.
Integrantes do grupo também cobram uma promessa de Davi ao ser eleito: voto aberto em todas as situações.
"Queremos sentar com ele, mas ele está adiando. Não dá mais para esperar. Isso está incomodando. Esperamos que haja esta sensibilidade porque já tivemos paciência no primeiro semestre", afirmou o senador Eduardo Girão (Podemos-CE).
Girão foi um dos principais articuladores dos senadores que se reuniram, no início do ano, para escolher um candidato capaz de enfrentar Renan, então desgastado entre o eleitorado por ser associado à "velha política".
"Se estivermos próximos a ele, não vai ter só o lado tradicional, haverá opinião diferente", disse o senador Plínio Valério (PSDB-AM), que também integra o grupo.
No primeiro semestre, de maneira menos organizada, senadores já haviam se mobilizado para pressionar Davi a adotar posição firme com outros Poderes e a Câmara.
Apesar de integrar o "Muda, Senado! Muda, Brasil", o líder do PSL, Major Olímpio (SP), nega que o presidente da Casa privilegie um determinado grupo ou deixe os requerimentos na gaveta por influência de conselheiros do MDB.
"Não vejo influência negativa. Ele tem uma paciência de louco. No colégio de líderes, ouve todos. Não tem rompante de dizer 'a pauta é minha, faço o que quiser'. Ele vai para o consenso", afirmou, mencionando a reunião em que são definidos quais projetos serão votados ao longo da semana.
Outros senadores também relataram contatos frequentes com Davi. Dizem que ele costuma mandar mensagens de WhatsApp até durante a madrugada e, não raro, vai até os gabinetes e os apartamentos funcionais de seus colegas para conversar.
"Davi janta três vezes por dia. Não sei até quando vai aguentar esta batida. Ele é muito informal e duvido que algum senador possa dizer que Davi não está conversando com ele", disse Eduardo Braga (AM), líder do MDB e apontado como um dos conselheiros mais influentes do presidente do Senado, embora rejeite o título.
Renan foi procurado pela Folha, mas não respondeu ao pedido de entrevista. Aliados do senador dizem que ele não tem tanta aproximação como alguns afirmam e que não dá orientações a Davi, apenas opina, pois os dois estão "se dando bem".
Na sessão da última quarta (21), Renan protestou contra o curto prazo para apreciação de uma medida provisória, uma das principais queixas de senadores no primeiro semestre. Mas, antes disso, fez elogios ao antigo adversário.
"Vossa excelência faz, na presidência do Senado, com absoluta tranquilidade, com muita liderança, o que eu, se tivesse sido o presidente, teria muita dificuldade de fazer pelas óbvias resistências que eu teria. Portanto, mais uma vez, antes de qualquer coisa, eu queria parabenizá-lo", disse ao microfone na votação da MP da Liberdade Econômica.
Davi também foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou. Seus aliados dizem que ele sabe qual a reivindicação do grupo que o pressiona, mas afirmam que ele não quer agravar a crise entre os Poderes e, por isso, tenta, com seu jeito bonachão, acalmar os ânimos.
A mudança no círculo mais próximo incomodou alguns antes vistos como conselheiros de confiança de Davi.
"Já cumpri este papel [de conselheiro], o ajudei nesta eleição. Agora tenho sido menos procurado e, consequentemente, menos ouvido. Não sou afeito a ficar paparicando o poder", disse o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), presença frequente ao lado de Davi ao menos até antes do recesso do meio do ano.
Apesar de dizer que ainda mantém uma relação pessoal com seu colega de bancada do Amapá, Randolfe afirma que Davi costumava ouvir mais no primeiro semestre o grupo que o levou à presidência como o nome anti-Renan.
Hoje, o aliado de outrora o vê como um político mais alinhado ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) e ao MDB, sigla que enfrentou em fevereiro.
"Não é um bom caminho ele se aproximar umbilicalmente com o presidente Bolsonaro e ter como única interlocução o MDB. Me preocupa [a aproximação com nomes do MDB] porque quero que o Davi dê certo", afirmou Randolfe.
O líder da oposição integra um grupo pluripartidário de 21 senadores intitulado "Muda, Senado! Muda, Brasil", que se considera independente.
São parlamentares de 9 dos 17 partidos com representação na Casa: PSD, Podemos, Cidadania, Rede, Patriota, PSB, PP, PSDB e PSL.
Eles tentam abrir um diálogo com o presidente do Senado para pressioná-lo a destravar uma pauta com temas ligados ao Judiciário: pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e CPI da Lava Toga, que teve um requerimento de criação rejeitado, outro engavetado e um terceiro está em fase de coleta de assinaturas.
Integrantes do grupo também cobram uma promessa de Davi ao ser eleito: voto aberto em todas as situações.
"Queremos sentar com ele, mas ele está adiando. Não dá mais para esperar. Isso está incomodando. Esperamos que haja esta sensibilidade porque já tivemos paciência no primeiro semestre", afirmou o senador Eduardo Girão (Podemos-CE).
Girão foi um dos principais articuladores dos senadores que se reuniram, no início do ano, para escolher um candidato capaz de enfrentar Renan, então desgastado entre o eleitorado por ser associado à "velha política".
"Se estivermos próximos a ele, não vai ter só o lado tradicional, haverá opinião diferente", disse o senador Plínio Valério (PSDB-AM), que também integra o grupo.
No primeiro semestre, de maneira menos organizada, senadores já haviam se mobilizado para pressionar Davi a adotar posição firme com outros Poderes e a Câmara.
Apesar de integrar o "Muda, Senado! Muda, Brasil", o líder do PSL, Major Olímpio (SP), nega que o presidente da Casa privilegie um determinado grupo ou deixe os requerimentos na gaveta por influência de conselheiros do MDB.
"Não vejo influência negativa. Ele tem uma paciência de louco. No colégio de líderes, ouve todos. Não tem rompante de dizer 'a pauta é minha, faço o que quiser'. Ele vai para o consenso", afirmou, mencionando a reunião em que são definidos quais projetos serão votados ao longo da semana.
Outros senadores também relataram contatos frequentes com Davi. Dizem que ele costuma mandar mensagens de WhatsApp até durante a madrugada e, não raro, vai até os gabinetes e os apartamentos funcionais de seus colegas para conversar.
"Davi janta três vezes por dia. Não sei até quando vai aguentar esta batida. Ele é muito informal e duvido que algum senador possa dizer que Davi não está conversando com ele", disse Eduardo Braga (AM), líder do MDB e apontado como um dos conselheiros mais influentes do presidente do Senado, embora rejeite o título.
Renan foi procurado pela Folha, mas não respondeu ao pedido de entrevista. Aliados do senador dizem que ele não tem tanta aproximação como alguns afirmam e que não dá orientações a Davi, apenas opina, pois os dois estão "se dando bem".
Na sessão da última quarta (21), Renan protestou contra o curto prazo para apreciação de uma medida provisória, uma das principais queixas de senadores no primeiro semestre. Mas, antes disso, fez elogios ao antigo adversário.
"Vossa excelência faz, na presidência do Senado, com absoluta tranquilidade, com muita liderança, o que eu, se tivesse sido o presidente, teria muita dificuldade de fazer pelas óbvias resistências que eu teria. Portanto, mais uma vez, antes de qualquer coisa, eu queria parabenizá-lo", disse ao microfone na votação da MP da Liberdade Econômica.
Davi também foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou. Seus aliados dizem que ele sabe qual a reivindicação do grupo que o pressiona, mas afirmam que ele não quer agravar a crise entre os Poderes e, por isso, tenta, com seu jeito bonachão, acalmar os ânimos.
Bahia Notícias
Ministério usa foto velha da Bahia para divulgar ação na Amazônia; Bolsonaro compartilha

Foto: Divulgação
O ministério da Defesa misturou uma foto antiga com imagens novas feitas neste sábado (24) Ao divulgar pelo Twitter ações de combate a focos de incêndio na região da Amazônia, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo. As mensagens foram compartilhadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).
Na primeira postagem, por volta das 16h, o ministério publicou uma foto de uma aeronave soltando água em cima de uma região com fogo, o que dava a entender ser relacionada com a ação atual.
“Nosso papel é atuar em prol da nação. Mais de 43 mil militares das Forças Armadas reforçam ações de combate a incêndios na #Amazônia”, escreveu a Defesa no post.
A mesma imagem, no entanto, aparece também vinculada a uma notícia de novembro de 2015, sobre o trabalho realizado para conter chamas na Chapada Diamantina, na Bahia
Na primeira postagem, por volta das 16h, o ministério publicou uma foto de uma aeronave soltando água em cima de uma região com fogo, o que dava a entender ser relacionada com a ação atual.
“Nosso papel é atuar em prol da nação. Mais de 43 mil militares das Forças Armadas reforçam ações de combate a incêndios na #Amazônia”, escreveu a Defesa no post.
A mesma imagem, no entanto, aparece também vinculada a uma notícia de novembro de 2015, sobre o trabalho realizado para conter chamas na Chapada Diamantina, na Bahia
Bahia Notícias
Inteligência artificial aprende a escrever notícias falsas para combatê-las
por Raphael Hernandes | Folhapress

Foto: Divulgação
"Todos os produtos de carne estarão proibidos nos supermercados britânicos como parte de um banimento do país devido ao bem-estar animal, Brexit, questões sociais e dados relacionados à saúde, diz o jornal The Telegraph. Isso inclui tudo, de linguiças a hambúrgueres e churros."
O parágrafo acima, totalmente falso, foi escrito por um sistema de inteligência artificial. Ele faz parte de um texto completo, com pé e cabeça, criado em inglês. São nove parágrafos que simulam a escrita de um correspondente do jornal americano New York Times.
A ferramenta, batizada Grover, foi construída por pesquisadores da Universidade de Washington com o propósito de combater fake news geradas em massa por meio de inteligência artificial. Ela está disponível online gratuitamente tanto para fabricar quanto para detectar textos falsos, um a um -abaixo, leia mais sobre como fazer um teste.
Pode parecer contrassenso criar um robô que fabrica fake news em massa se é justamente isso que se pretende combater. Rowan Zellers, um dos pesquisadores envolvidos no projeto com outros seis colegas, explica que esse é o primeiro passo para criar uma proteção.
"É um princípio da cibersegurança. Quando a gente pensa num ataque [como campanhas massivas de propaganda], primeiro temos que entender como ele funcionaria e estudar o inimigo. Fazer uma análise da ameaça", diz o estudante de pós-graduação em ciência da computação. Em outras palavras, é como uma vacina contendo o vírus que precisa combater.
Nesse preocupante cenário de propagação de fake news, porém, Zellers dá uma boa notícia. Segundo ele, redes massivas com este tipo de conteúdo gerado automaticamente não são, ainda, uma ameaça. A ideia é estar à frente do que imaginam ser um futuro possível das fake news.
Como a máquina funciona? No teste online para gerar reportagens falsas, é necessário que sejam pré-definidas manualmente algumas informações, como título (sim, você inventa qualquer um) em inglês. É possível optar por ditar, por exemplo, até o repórter e veículo de publicação (o que modifica o estilo do texto de um mesmo título proposto).
A reportagem testou a criação de vários títulos irreais. Alguns resultados geraram materiais que, apesar de mentirosos, criavam uma argumentação lógica, usando fatos plausíveis para os dias atuais (um citava a crise ambiental no governo Bolsonaro ao explicar como a Amazônia seria vendida para a China). Outros tinham palavras um pouco fora de lugar, mas que um olhar menos atento ou de alguém pouco familiarizado com o assunto deixaria facilmente passar.
O fato de ter transformado o Grover em um sistema público, que permitiria o uso por mal intencionados em gerar conteúdo falso, não preocupa Zellers.
"As pessoas temem que as notícias falsas geradas automaticamente possam se tornar dominantes na internet, mas a verdade é que, quanto mais conteúdo desse tipo, mais fácil é para o robô identificá-los como falso", diz o cientista.
No "treinamento" da inteligência artificial, o grupo de pesquisadores alimentou o sistema com milhões de textos verdadeiros de mais de 5.000 fontes de notícias (todas em inglês) e com textos falsos produzidos pelo próprio Grover. Com mais conteúdo para analisar, eles poderiam melhorar a precisão.
A chave para a detecção do conteúdo falso, perceberam, não está na verificação da veracidade dos fatos -como normalmente fazem jornalistas para rebater fake news criadas por seres humanos-, mas na forma como os textos são construídos.
Zellers explica que um robô, ao escrever um texto, posiciona palavra por palavra de acordo com a probabilidade de um termo específico seguir outro naquele contexto. Essa chance é calculada a partir do conteúdo que a ferramenta avaliou no processo de treinamento.
É como se a ferramenta entendesse que a palavra "presidente" seria mais provavelmente seguida por termos como "Bolsonaro", "Trump" ou "Lula" e menos provavelmente por "estetoscópio" ou "andorinha".
Em humanos, explica Zellers, sequências consideradas improváveis e novas são bem mais comuns.
O Grover, ao tentar identificar textos falsos gerados por ele próprio, acertou 92% das vezes nos testes iniciais. Posteriormente, com mais treinamento, chegou a 98%. Contra as fake news criadas pela OpenAI, a taxa foi de 96% -a empresa sem fins lucrativos disse, em fevereiro, ter criado um robô tão bom que seria perigoso torná-lo público.
Segundo os cientistas, com mais dinheiro -o Grover custou U$ 25 mil, cerca de R$ 100 mil- seria possível alcançar resultados ainda melhores e mais refinados.
Leia um exemplo de texto gerado pelo grover (traduzido pela reportagem):
"Inglaterra bane carne do supermercado?
Benjamin Mueller, The New York Times - 6 de junho de 2019
Todos os produtos de carne estarão proibidos nos supermercados britânicos como parte de um banimento do país devido ao bem-estar animal, Brexit, questões sociais e dados relacionados à saúde, diz o jornal The Telegraph. Isso inclui tudo de linguiças a hambúrgueres e churros.
De acordo com o governo, foram registradas “cerca de 5,8 milhões de doenças” no ano passado, inclusive quase 160 mil crianças com distúrbios alimentares.
O banimento, que começou na quinta, vem da decisão de não permitir que o país continue a usar a avaliação do British Poultry Council [Conselho Britânico de Galináceas, em tradução livre] sobre o bem-estar animal, anteriormente usado pela Agência de Normas Alimentares.
“A regra da União Europeia que afeta o uso da avaliação do British Poultry Council sobre o bem-estar animal na cadeia alimentar traz requisitos nutricionais rígidos para produtos de animais”, disse David Sturgess, porta-voz da Agência de Normas Alimentares. “Essas regras existem para proteger a saúde da população.”
Isso significa que somente “carnes britânicas ou irlandesas certificadas, inspecionadas e etiquetadas” podem entrar no país, independente de o produto ter sido importado ou produzido no país, ser doméstico ou da idade do animal.
O British Poultry Council , que é presidido pelo secretário de Meio Ambiente, Comida e Assuntos Rurais do Reino Unido, Michael Gove, foi substituído por uma nova organização, o Conselho para o Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura, com a missão de estar mais envolvido no teste de bem-estar animal e na relação entre consumo de comida e fatores ambientais, especialmente agrotóxicos, de acordo com o Telegraph.
“São tempos difíceis para a agricultura britânica”, disse Sturgess. “É essencial que tenhamos confiança na comida que colocamos em nossos corpos.”
“Não temos problemas com a prática de compra e venda de carne no futuro”, adicionou. “Os produtores estão comprometidos em adicionar padrões de transparência para na cadeia de produção no futuro”.
Aproximadamente 150 milhões de libras de carne ilegal foram produzidas no Reino Unido em 2016, metade foi consumida."
O parágrafo acima, totalmente falso, foi escrito por um sistema de inteligência artificial. Ele faz parte de um texto completo, com pé e cabeça, criado em inglês. São nove parágrafos que simulam a escrita de um correspondente do jornal americano New York Times.
A ferramenta, batizada Grover, foi construída por pesquisadores da Universidade de Washington com o propósito de combater fake news geradas em massa por meio de inteligência artificial. Ela está disponível online gratuitamente tanto para fabricar quanto para detectar textos falsos, um a um -abaixo, leia mais sobre como fazer um teste.
Pode parecer contrassenso criar um robô que fabrica fake news em massa se é justamente isso que se pretende combater. Rowan Zellers, um dos pesquisadores envolvidos no projeto com outros seis colegas, explica que esse é o primeiro passo para criar uma proteção.
"É um princípio da cibersegurança. Quando a gente pensa num ataque [como campanhas massivas de propaganda], primeiro temos que entender como ele funcionaria e estudar o inimigo. Fazer uma análise da ameaça", diz o estudante de pós-graduação em ciência da computação. Em outras palavras, é como uma vacina contendo o vírus que precisa combater.
Nesse preocupante cenário de propagação de fake news, porém, Zellers dá uma boa notícia. Segundo ele, redes massivas com este tipo de conteúdo gerado automaticamente não são, ainda, uma ameaça. A ideia é estar à frente do que imaginam ser um futuro possível das fake news.
Como a máquina funciona? No teste online para gerar reportagens falsas, é necessário que sejam pré-definidas manualmente algumas informações, como título (sim, você inventa qualquer um) em inglês. É possível optar por ditar, por exemplo, até o repórter e veículo de publicação (o que modifica o estilo do texto de um mesmo título proposto).
A reportagem testou a criação de vários títulos irreais. Alguns resultados geraram materiais que, apesar de mentirosos, criavam uma argumentação lógica, usando fatos plausíveis para os dias atuais (um citava a crise ambiental no governo Bolsonaro ao explicar como a Amazônia seria vendida para a China). Outros tinham palavras um pouco fora de lugar, mas que um olhar menos atento ou de alguém pouco familiarizado com o assunto deixaria facilmente passar.
O fato de ter transformado o Grover em um sistema público, que permitiria o uso por mal intencionados em gerar conteúdo falso, não preocupa Zellers.
"As pessoas temem que as notícias falsas geradas automaticamente possam se tornar dominantes na internet, mas a verdade é que, quanto mais conteúdo desse tipo, mais fácil é para o robô identificá-los como falso", diz o cientista.
No "treinamento" da inteligência artificial, o grupo de pesquisadores alimentou o sistema com milhões de textos verdadeiros de mais de 5.000 fontes de notícias (todas em inglês) e com textos falsos produzidos pelo próprio Grover. Com mais conteúdo para analisar, eles poderiam melhorar a precisão.
A chave para a detecção do conteúdo falso, perceberam, não está na verificação da veracidade dos fatos -como normalmente fazem jornalistas para rebater fake news criadas por seres humanos-, mas na forma como os textos são construídos.
Zellers explica que um robô, ao escrever um texto, posiciona palavra por palavra de acordo com a probabilidade de um termo específico seguir outro naquele contexto. Essa chance é calculada a partir do conteúdo que a ferramenta avaliou no processo de treinamento.
É como se a ferramenta entendesse que a palavra "presidente" seria mais provavelmente seguida por termos como "Bolsonaro", "Trump" ou "Lula" e menos provavelmente por "estetoscópio" ou "andorinha".
Em humanos, explica Zellers, sequências consideradas improváveis e novas são bem mais comuns.
O Grover, ao tentar identificar textos falsos gerados por ele próprio, acertou 92% das vezes nos testes iniciais. Posteriormente, com mais treinamento, chegou a 98%. Contra as fake news criadas pela OpenAI, a taxa foi de 96% -a empresa sem fins lucrativos disse, em fevereiro, ter criado um robô tão bom que seria perigoso torná-lo público.
Segundo os cientistas, com mais dinheiro -o Grover custou U$ 25 mil, cerca de R$ 100 mil- seria possível alcançar resultados ainda melhores e mais refinados.
Leia um exemplo de texto gerado pelo grover (traduzido pela reportagem):
"Inglaterra bane carne do supermercado?
Benjamin Mueller, The New York Times - 6 de junho de 2019
Todos os produtos de carne estarão proibidos nos supermercados britânicos como parte de um banimento do país devido ao bem-estar animal, Brexit, questões sociais e dados relacionados à saúde, diz o jornal The Telegraph. Isso inclui tudo de linguiças a hambúrgueres e churros.
De acordo com o governo, foram registradas “cerca de 5,8 milhões de doenças” no ano passado, inclusive quase 160 mil crianças com distúrbios alimentares.
O banimento, que começou na quinta, vem da decisão de não permitir que o país continue a usar a avaliação do British Poultry Council [Conselho Britânico de Galináceas, em tradução livre] sobre o bem-estar animal, anteriormente usado pela Agência de Normas Alimentares.
“A regra da União Europeia que afeta o uso da avaliação do British Poultry Council sobre o bem-estar animal na cadeia alimentar traz requisitos nutricionais rígidos para produtos de animais”, disse David Sturgess, porta-voz da Agência de Normas Alimentares. “Essas regras existem para proteger a saúde da população.”
Isso significa que somente “carnes britânicas ou irlandesas certificadas, inspecionadas e etiquetadas” podem entrar no país, independente de o produto ter sido importado ou produzido no país, ser doméstico ou da idade do animal.
O British Poultry Council , que é presidido pelo secretário de Meio Ambiente, Comida e Assuntos Rurais do Reino Unido, Michael Gove, foi substituído por uma nova organização, o Conselho para o Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura, com a missão de estar mais envolvido no teste de bem-estar animal e na relação entre consumo de comida e fatores ambientais, especialmente agrotóxicos, de acordo com o Telegraph.
“São tempos difíceis para a agricultura britânica”, disse Sturgess. “É essencial que tenhamos confiança na comida que colocamos em nossos corpos.”
“Não temos problemas com a prática de compra e venda de carne no futuro”, adicionou. “Os produtores estão comprometidos em adicionar padrões de transparência para na cadeia de produção no futuro”.
Aproximadamente 150 milhões de libras de carne ilegal foram produzidas no Reino Unido em 2016, metade foi consumida."
Bahia Notícias
Com Chico César, Farol da Barra recebe Festival Lula Livre Salvador neste domingo

Foto: Divulgação
O cantor Chico Cesar será uma das atrações musicais da programação do Festival Lula Livre, que acontece a partir de 14h deste domingo (25), no Farol da Barra, em Salvador.
Além do músico nordestino, também fazem parte do line-up a cantora Ana Cañas, os blocos afros Ilê Aiyê e Cortejo Afro, o grupo Botequim, a cantora Marcia Short, o cantor Manno Goes, a banda Nova Era, as cantoras Manuela Rodrigues, Sandra Simões, Matilde Charles, Claudia Cunha e Claudia Garcia, o músico Pedro de Rosa Moraes, o cantor Dão e outras atrações, além de participações especiais.
O evento é realizado para marcar os 500 dias da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerada ilegal pelos petistas. O festival é organizado pelo Comitê Lula Livre, pela Frente Brasil Popular (FBP), pelas principais centrais sindicais da esquerda e por organizações dos mais diversos movimentos sociais populares de Salvador. Veja a lista de apresentações:

Foto: Divulgação
Bahia Notícias
Bolsonaro não tem moral para falar de mim, diz Bruna Surfistinha ao prometer novo filme

Foto: Divulgação
A ex-prostituta Raquel Pacheco, mais conhecida pela alcunha profissional Bruna Surfistinha, rebateu o presidente Jair Bolsonaro e a sua recente decisão de reivindicar publicamente que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) não participe de mais produções como o filme autobiográfico “Bruna Surfistinha”.
“Ele estava fazendo referência à minha história de vida, sendo que ele não tem moral nenhuma para falar nem da minha vida nem da vida de ninguém”, diz Raquel em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. Segundo a empresária a sequência do filme, contando a vida depois de largar a prostituição, está no papel e não deve contar com a agência do governo federal: “Quero que saia o quanto antes para calar bocas. Não vamos contar com a Ancine. Mas vai ser questão de honra.”
Lançado há oito anos nos cinemas, o primeiro “Bruna Surfistinha” retrata a história de Raquel como garota de programa. É baseado na biografia dela lançada em livro. Quando anunciou a intenção de transferir a sede da Ancine do Rio para Brasília, Bolsonaro criticou a autorização de captação de recursos e o patrocínio federal a produção audiovisual que, segundo ele, faz “ativismo”. O presidente havia sugerido que a agência poderia falar de “tantos heróis”, mas que “a gente não fala nesses heróis no Brasil, não toca no assunto”.
“Define o que é uma história que mereça ser contada. Todo mundo tem os seus podres. Não existe a história perfeita”, rebateu Pacheco.
Bahia Notícias
Faz 65 anos que o presidente Getúlio Vargas saiu da vida para entrar na História

Getúlio Vargas deu a este país um exemplo de honra e de dignidade
Francisco Bendl
O maior personagem que tivemos desde o descobrimento deste país imolou-se, acertando o coração daqueles que o difamavam, caluniavam, invejavam-no, pois o gaúcho tinha consigo um legado incomparável.
Além da sua carreira política, Vargas era um homem decente, correto, íntegro, e que não admitiria viver com a marca de ser o mandante de um assassinato, que não teve êxito, para matar Lacerda, o seu desafeto, um traidor, que havia sido no passado, nada mais nada menos, que o porta-voz de Prestes, do Partido Comunista.
HONRA E DIGNIDADE – Com o tempo, Lacerda virou golpista. Porém, Vargas deu a própria vida para mudar o final da História. A sua honra e dignidade foram muito maiores que a vergonha que cobriria a sua existência, então decidiu que somente a morte é que iria inocentá-lo dos caluniadores, invejosos, Incompetentes, demagogos e falsos patriotas.
Indiscutivelmente Getúlio foi extremamente corajoso, valente, digno, um homem à altura do tamanho deste território que nascemos e vivemos, onde foi o responsável por avanços nacionais e populares que nos impulsionaram para o desenvolvimento, e que seus sucessores não souberam ou não quiseram dar sequência.
PERSONAGEM – Vargas é o mais importante personagem da História do Brasil. É possível amar ou detestar seu legado. Mas é impossível negar que ele está em todo lugar.
A Consolidação das Leis do Trabalho, a legislação sindical, a Petrobras, a Ordem dos Advogados do Brasil, e mesmo coisas mais abstratas, como um certo nacionalismo excludente, que encara adversários como “entreguistas”, inimigos da nação, tudo isso é herança da Era Vargas, que, décadas depois, ainda não é objeto de consenso entre pesquisadores, lamentavelmente.
Hoje, o Rio Grande do Sul homenageia o seu filho, nascido em São Borja, que mudou os rumos do Brasil, impulsionando-o para o progresso, e cujos sucessores mais se preocuparam com a política deletéria e deplorável que temos, ao invés de aproveitarem o legado de Vargas e nos colocarem na posição que merecemos no contexto mundial.
Em resposta ao STF, Bolsonaro diz que não pretendeu ofender o pai do presidente da OAB

Bolsonaro “justificou” que limitou-se a expor sua convicção pessoal
Carolina Brígido
O Globo
O Globo
O presidente Jair Bolsonaro enviou ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF) dizendo que não teve a intenção de ofender ou de acusar de crime o militante Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira quando falou publicamente sobre seu desaparecimento durante a ditadura militar. A manifestação foi feita em resposta a um pedido de esclarecimento feito pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, filho do militante.
A fala de Bolsonaro que suscitou a polêmica foi: “Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Conto pra ele. Não é minha versão. É que a minha vivência me fez chegar nas conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco e veio desaparecer no Rio de Janeiro”.
ESCLARECIMENTO – No ofício enviado ao STF, Bolsonaro esclareceu que atribuiu a violência ao grupo de esquerda , e não a Fernando Santa Cruz. “Como se percebe, não imputei qualquer crime ao pai do interpelante (não tendo sido apontado qualquer ato específico de violência por ele praticado) ou ao próprio requerente, sendo certo que a característica negativa a que me referi dirigia-se ao grupo e não à pessoa do pai do interpelante”. Bolsonaro acrescentou que a participação do pai do presidente da OAB no grupo Ação Popular era fato inquestionável.
“Portanto, a participação do pai do interpelante em grupo de esquerda, contrário ao regime militar, não parece ser fato passível de maiores dúvidas, enquanto a periculosidade do grupo pode ser percebida por notas históricas. Assim, minhas declarações dizem respeito ao grupo em si, e não à pessoa do pai do interpelante, que sequer tive a oportunidade de conhecer”. O presidente da República também afirmou que não teve a intenção de ofender ninguém com suas declarações.
CONVICÇÃO PESSOAL – “No tocante à forma pela qual teria ocorrido a morte do pai do interpelante, limitei-me a expor minha convicção pessoal em função de conversas que circulavam à época. Considerando que essa percepção da realidade não se alinha a documentos oficiais, a mesma foi anunciada pela mídia em tom de grave ofensa. Contudo, não imputei fato previsto como crime ao pai do interpelante. Por fim, não tive qualquer intenção de ofender quem quer que seja, muito menos a dignidade do interpelante ou de seu pai”.
A partir da resposta de Bolsonaro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve se manifestar sobre eventual necessidade de investigar o presidente por crime contra a honra, ou se é caso de arquivamento. A palavra final cabe ao relator do processo, ministro Luís Roberto Barroso.
Bolsonaro faz o que pode para Moro se demitir, mas o ministro não vai sair

Bolsonaro quer blindar Flávio e Queiroz, mas Moro não concorda
Daniel GullinoO Globo
O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado que não tem “problema nenhum” com o ministro da Justiça, Sergio Moro , após desautorizá-lo em público na última semana. De acordo com Bolsonaro, houve outras tentativas de criar atritos dele com ministros, como Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil).
— Não tenho problema nenhum com o Moro. Cada hora levantam alguma coisa (contra um ministro). Era Marcelo Alvaro Antonio, era o Onyx também — afirmou.
INGERÊNCIA – Questionado se o Moro tinha “carta branca”, Bolsonaro destacou que tem “ingerência” em todos os ministérios, embora se saiba que, ao convidar Moro para ser ministro, o presidente havia prometido “liberdade total”.
— Olha, carta branca…Eu tenho poder de veto. Se não, não sou presidente. Todos os ministros têm essa ingerência minha e eu fui eleito para mudar, ponto final.
Mas O Globo mostrou neste sábado que o abalo da relação entre Bolsonaro e Moro — que atingiu seu ápice nesta semana com as declarações do presidente de que é ele, e não o ministro, quem manda na Polícia Federal — começou a crescer há quase um mês. Mais precisamente na tarde de 28 de julho, quando Moro foi ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias ministro Toffoli, pedir que ele fizesse uma revisão da decisão em que restringiu o compartilhamento de relatórios do antigo Coaf, hoje Unidade de Inteligência Financeira (UIF), com os ministérios públicos e a Polícia Federal.
RETALIAÇÃO – O movimento do ministro irritou Bolsonaro . Desde que soube do pedido de Moro a Toffoli e a outros ministros do STF, Bolsonaro decidiu inviabilizar a presença do ministro no governo. Os dois já vinham tendo alguns desentendimentos desde o início do ano. O pedido de Moro ao Supremo foi a gota d’água.
A petição para suspender investigações iniciadas com base em relatórios detalhados do ex-Coaf fora feita pelo advogado Frederik Wassef em nome do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Com a decisão de Toffoli, foi suspensa a investigação sobre o Flávio Bolsonaro e o ex-assessor Fabricio Queiroz no chamado caso das “rachadinhas”, que na ponta final envolvia também o presidente Bolsonaro e a mulher dele, Michelle. Portanto, a decisão de Toffoli foi um alívio para toda a família presidencial, mas o ministro Moro fez questão de peitar os ministros do Supremo, levando Bolsonaro à loucura. Quanto ao presidente dizer que não tem problemas com Moro, é somente Piada do Ano. Com suas interferências na Polícia Federal, ele queria que Moro se demitisse, mas não conseguirá. O ministro não nasceu ontem e sabe lutar o bom combate, como dizia o apóstolo Paulo. É uma briga boa e aposto no Moro (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Com a decisão de Toffoli, foi suspensa a investigação sobre o Flávio Bolsonaro e o ex-assessor Fabricio Queiroz no chamado caso das “rachadinhas”, que na ponta final envolvia também o presidente Bolsonaro e a mulher dele, Michelle. Portanto, a decisão de Toffoli foi um alívio para toda a família presidencial, mas o ministro Moro fez questão de peitar os ministros do Supremo, levando Bolsonaro à loucura. Quanto ao presidente dizer que não tem problemas com Moro, é somente Piada do Ano. Com suas interferências na Polícia Federal, ele queria que Moro se demitisse, mas não conseguirá. O ministro não nasceu ontem e sabe lutar o bom combate, como dizia o apóstolo Paulo. É uma briga boa e aposto no Moro (C.N.)
Povo foi às ruas pelo verde da Amazônia e também pelo verde de uma esperança
Posted on by Tribuna da Internet

No Brasil e no mundo, o mesmo sentimento de amor à Amazônia
Pedro do Coutto
O povo foi às ruas numa série de cidades brasileiras e também de outros países protestando e chamando atenção para o desenvolvimento de um problema que, de uma forma ou de outra, afirma-se como um compromisso para com o futuro. Numa época em que a poluição tornou-se uma ameaça latente e por isso mesmo, deve interessar a todas as pessoas, a opinião pública investindo na forma da comunicação voltou-se para o combate às queimadas e desmatamentos da Amazônia.
As reações foram tão intensas que atingiram o principal alvo da questão, como uma reação lógica contra o governo Bolsonaro e contra a prática continuada desse crime ambiental.
GRAVE AMEAÇA – O aquecimento global transformou-se em uma ameaça à própria existência humana, principalmente nos países que acumulam enormes quantidade de geleiras. Assim se a temperatura subir descem blocos que logo se transformariam em agua inundando regiões inteiras, como é o caso dos países nórdicos.
É preciso considerar também, como decorrência desse desgelo, a elevação dos níveis do mar. Uma ameaça que decorre de outra ameaça. É preciso, portanto, combater a primeira hipótese, sabendo-se que a segunda consequência decorrerá da primeira.
As reações populares foram tão intensas que levaram o presidente Jair Bolsonaro a rever sua posição inicial quanto às florestas Amazônicas, quando atribuiu a ONGs ligadas à esquerda o propósito de prejudicar seu governo. Quem prejudica o governo brasileiro, no caso dos desmatamentos e dos incêndios na região, é o próprio governo que se omitiu em relação a gravidade da questão exposta.
UM RECUO – Entretanto, diante da repercussão nacional e internacional, Bolsonaro mobilizou-se finalmente e convocou as forças armadas para responder ao desafio. Antes tarde do que nunca e, mais uma vez, comprova-se que somente as pressões legítimas conseguem levar os poderes a combater causas ilegítimas.
Para se ter ideia da extensão do problema que atinge os interesses brasileiros, pode-se citar uma entrevista do Ministro Ricardo Salles ao repórter José Fucs, O Estado de São Paulo de sábado, quando afirmou, para espanto geral, que “isso de patrimônio da humanidade é uma bobagem”.
SALLES É UM DESASTRE – Dessa forma, constata-se que o ministro do Meio Ambiente, ao invés de agir para preservar o patrimônio universal, que atesta sobretudo a cultura, não a considera um bem de todos.
O Brasil tem cidades incluídas como patrimônio da humanidade. Ouro Preto é uma delas. Desnecessário citar centenas de exemplos que reforçam esse patrimônio e a própria cultura universal.
O ministro Ricardo Salles realmente é um desastre.
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