sexta-feira, junho 21, 2019

Atenção, Bolsonaro! O BNDES e o Brasil não podem ser geridos por principiantes!


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O BNDES é o principal instrumento de política econômica do país
Carlos Newton
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode ser comparado ao próprio Brasil, porque não é para principiantes, como dizia o húngaro Peter Kellemen, que em 1959 lançou pela Civilização Brasileira um livro delicioso sobre golpes e vigarices que eram aplicadas no país, cujo título era “Brasil para Principiantes”. Kellemen estava há apenas seis anos no Brasil, mas conseguiu sacar como o país funcionava e seu o livro foi um grande best-seller.
Kellemen era um tremendo pilantra que se dizia médico ou diplomata, dependendo do freguês. Depois de lançar o livro, o espertalhão criou o “Carnê Fartura”, com boletos pagos mensalmente e que concorriam a sorteios milionários. Quando se encheu de dinheiro, Kellemen fugiu para a Paraguai e nunca mais foi visto por aqui, porque ele não era principiante. E Silvio Santos roubou a ideia dele e criou a TeleSena, uma máquina de fazer dinheiro.
BANCO DE FOMENTO – Assim como o Brasil, o BNDES também não é para principiantes. Até recentemente era o maior bancos de fomento do mundo e tem um corpo técnico de fazer inveja, pelo grau de especialização. Imagine qualquer setor da economia e tenha certeza de que lá no BNDES existem especialistas no assunto, com celulose, veículo leve sobre trilhos, qualquer tipo de mineração, agroindústria, energia, comunicações, fármacos, o que você imaginar é estudado em profundidade pelos especialistas do banco.
Com o melhor corpo técnico do Brasil, o BNDES é hoje o principal instrumento de que dispõe o governo para buscar a retomada dos investimentos e a recuperação da economia.
Mas parece que o governo Bolsonaro, ao invés de usar a expertise do BNDES para enfrentar a recessão, faz exatamente o contrário e se mostra disposto a acabar com o banco de fomento, e para tanto já conta com a ajuda do Congresso.
MALUQUICE – O relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), fez a maior maluquice do ano, ao propor que sejam extintos os repasses ao BNDES de 40% da arrecadação do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Isso significa cortar, de uma só cutelada, quase 50% da receita do banco de fomento. Essa fatia do FAT antes representava 35,3% da arrecadação do BNDES, mas o percentual está crescendo devido à devolução de recursos ao Tesouro.
O presidente Jair Bolsonaro está deixando as águas rolarem na Câmara, mas alguém tem de evitar essa insanidade. A quem interessa enfraquecer o BNDES, principal instrumento de política econômica?  
O pior é que Bolsonaro está nomeando um executivo de 38 anos para presidir o BNDES, cuja única indicação no currículo é ter sido amigo de infância dos três filhos mais velhos do presidente. Era só o que faltava!, diria o Barão de Itararé.
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P.S. 1 – O ministro Guedes não dá importância ao BNDES, porque é um irresponsável e parte do princípio de que o livre mercado resolve tudo. Quanto a Bolsonaro, se não consegue entender o papel decisivo do BNDES na economia, é recomendável perguntar aos generais do Planalto, que saberão lhe explicar, pois estudaram economia nos Cursos de Estado Maior e na Escola Superior de Guerra. 
P.S. 2 – Aliás, os generais precisam lembrar ao capitão que ele foi eleito para salvar o Brasil, e não para destruí-lo de vez. (C.N.)

quinta-feira, junho 20, 2019

Prefeito que exigiu presença de servidores em show da noiva é preso em Pernambuco

Prefeito já responde por improbidade administrativa
Demóstenes e a noiva, que gosta de cantar no bloco de carnaval
Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)
O prefeito de Camaragibe (PE), Demóstenes Meira (PTB), foi preso durante a Operação Harpalo II”, organizada pela Polícia Civil de Pernambuco. O petebista é investigado por corrupção, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A investigação começou em dezembro de 2018, com objetivo de prender integrantes de organizações criminosas.
Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva. Foram presos, além do prefeito (que teve também afastamento cautelar do cargo), o empresário Severino Ramos da Silva; a esposa do empresário, Luciana Maria da Silva, e o empresário Carlos Augusto e sua esposa, Joelma Soares.
IMPROBIDADE – Ao todo, 40 policiais civis participaram da ação. No dia 18 de fevereiro, o Ministério Público de Pernambuco abriu procedimentos para apurar possíveis atos de improbidade administrativa do prefeito Demóstenes Meira.
Em áudios enviados pelo WhatsApp, Demóstenes Meira ordenou que os funcionários comissionados comparecessem ao bloco de carnaval Canário Elétrico, no dia 17 de fevereiro, no qual se apresentaria como cantora a sua noiva Taty Dantas, que é secretária municipal da Ação Social.
Camaragibe fica na região metropolitana do Recife. A cidade tem cerca de 150 mil habitantes. A reportagem entrou em contato com a prefeitura, mas não obteve retorno.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Foi um final festivo – a noiva cantou e o prefeito dançou… (C.N.)

Comentário que depende de confirmação.

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Estou recebendo esses dois comunicados onde o remetente garante que é oficial, porém, como não consegui manter contato com o responsável pelos festejos juninos de Jeremoabo, informo apenas que é oficioso..

Tem muita gente que ainda não entendeu: " Não vá o sapateiro além do sapato!"


Conteúdo obtido ilegalmente pode ser publicado, diz ombudsman da Folha


A ombudsman do jornal Folha de S. Paulo, Flávia Lima, afirmou que, "quando há claro interesse público (...) jornal deve optar por publicar, mesmo que a informação tenha como origem um ato ilegal"

BRASIL 247 - A ombudsman do jornal Folha de S. Paulo, Flávia Lima, afirmou que, "quando há claro interesse público (...) jornal deve optar por publicar, mesmo que a informação tenha como origem um ato ilegal."

A reportagem do jornal destaca que "segundo Flavia, o fato de os envolvidos inicialmente não terem negado as informações também é um fator que corrobora a provável autenticidade do material vazado."

A matéria ainda acrescenta: "para ilustrar, o diretor de Redação [Sérgio D'Ávila, que também participou do evento em que estava a Ombudsman] lembrou o caso dos Documentos do Pentágono, arquivos do Departamento de Defesa dos EUA que revelavam um padrão de mentiras contadas pelo governo americano sobre a atuação do país na Guerra do Vietnã. O relatório, que chegou aos jornais New York Times e Washington Post em junho de 1971, foi retirado ilegalmente do Pentágono."

FONTE:

https://www.brasil247.com/midia/conteudo-obtido-ilegalmente-pode-ser-publicado-diz-ombudsman-da-folha

Jurista enquadra Moro: não é normal a sua promiscuidade com a acusação



Ficamos sabendo, depois da audiência do Senado, pela boca do ex-juiz Moro e de parlamentares aliados, que é da tradição jurídica brasileira essa “coisa” de “comunicação entre juiz e procuradores” e quejandos. Tradição? Se Moro está certo, os brasileiros estão com sérios problemas. E digo eu: Se tudo isso é normal, temos de estocar alimentos, aponta o professor Lênio Streck

Resumo: uma coisa ficou marcada e institucionalizada na audiência no Senado do dia 19 – a de que é normal a promiscuidade entre juiz e membro do MP. “Isso é normal”. Será?

Benjamin Franklin dizia: "A cada minuto, a cada hora, a cada dia, estamos na encruzilhada, fazendo escolhas. Escolhemos os pensamentos que nos permitimos ter, as paixões que nos permitimos sentir, as ações que nos permitimos fazer. Cada escolha é feita no contexto do sistema de valores que elegemos. Elegendo esse sistema, estamos também fazendo a escolha mais importante de nossas vidas".

Na semana passada, ainda no calor dos acontecimentos, falei em diversos veículos que o direito brasileiro já não seria mais o mesmo: DAI-DDI (Direito Antes de Intercept- Direito Depois de Intercept).

Mantenho o que disse. Mas, como disse Ben Franklin, estamos na encruzilhada.

Então é hora de escolher.

A mudança será para pior ou para melhor? Qual é o sistema que vai guiar nossas escolhas a partir daqui?


Será o atropelo da legalidade e seu consequencialismo ad hoc? Como serão vistos, a partir de agora, a Constituição, o CPP, seus princípios e garantias? Escolheremos, afinal, o direito ou a barbárie?

Tudo vai depender de algumas coisas como: acha(re)mos normal que juiz não tenha imparcialidade? Concorda(re)mos que juiz possa ser acusador? Juiz pode “comandar” o atuar do MP?

Nossas respostas decidirão o futuro do Direito no Brasil.


E, atenção: não esqueçamos que vivemos sob a febre de que temos um sistema de precedentes. Pois se ficar decidido que juiz que fez tudo o que fez Moro é um “juiz normal e legal”, então, pelo precedente que daí exsurgirá, todos os juízes poderão fazer o mesmo. E os membros do Ministério Público também poderão fazer o mesmo que Dallagnol. Eis a escolha: Estado de Direito ou Estado à margem do Direito.[1]

Não se pode tapar o sol com uma peneira.

Jornalistas e jornaleiros (assim como incontáveis juristas, como, por todos, Marcelo Nobre, Érica Gorga, Juarez Tavares, Leonardo Yarochewsky e o contundente artigo de Miguel Weddy no jornal Zero Hora, intitulado “A Linha”) já sabem de tudo.

No âmbito do jornalismo, basta ler de Reinaldo Azevedo a Pompeu de Toledo, passando por Jânio de Freitas, Dora Kramer, Élio Gaspari... Todos reconhecem e apontam o agir ilegal de Moro e Dallagnol.[2]

Ou toda essa gente está equivocada, fazendo parte de uma espécie de conspiração?

E a trama é maior do que os vazamentos indicam, pois já se via no agir de Janot (enquanto houver bambu, vai flecha, lembram?) quando à testa do CNMP e PGR, dando a Dallagnol a mesma proteção que o CNJ, o TRF4 e o STF deram ao agir de Moro (lembremos do episodio da divulgação das escutas telefônicas de Lula e Dilma, que, como se pode ver, o vazamento foi fruto de combinação de Moro e Dallagnol, dando para ler Moro dizendo: “não me arrependo de ter divulgado”, enquanto pedia desculpas insinceras em longa carta escrita ao STF).

Alguém, depois de tudo, ainda tem dúvida de que o agir (estratégico) de Moro e Dallagnol, enfim, da Lava Jato como um todo, foi um exercício de lawfare, o uso político do Direito contra inimigos?

E veja-se que isso era tão cuidadosamente planejado a ponto de não querer que amigos fossem melindrados (Intercept de 18.07).

E o procurador chega a dizer que a investigação contra FHC – considerada, por Moro, como a possibilidade de melindre de um amigo - era só para demonstrar imparcialidade.

Como disse Élio Gaspari, Moro e Dallagnol se autoenganam, assim como aqueles que não querem enxergar o conjunto de ilegalidades praticadas. Um “magnífico” – as aspas estão na moda – exercício de autoengano, escondido na tese da plebiscitação do escândalo, pelo qual não importa se a Lava Jato agiu ilegalmente; o que importa é saber se você é a favor ou contra a lava jato, como se o Brasil pudesse transformar esse escândalo em um simples Fla-Flu. Ou em um programa do Ratinho.

Indubitavelmente, plebiscitar o escândalo – como denuncia Gaspari - é fazer pouco da inteligência de uma boa parcela da população. E ignorar os efeitos colaterais dessa quebra da legalidade.

Vamos esconder as ilicitudes e praticar um consequencialismo ad hoc?

O que fazer com todas as ilegalidades? Juristas e jornalistas já apontaram o elenco de elementos que apontam para a quebra da imparcialidade. Este é o ponto.

No depoimento ao Senado, questionado pelo senador Kajuru, Moro chegou a dizer que a indicação de uma testemunha à Dallagnol tinha sido uma "notitia criminis" enviada via mensagem (repasse de notitia criminis).

Dizer o que sobre isso?

É a primeira vez que um juiz faz notitia criminis via mensagem de telefone para o próprio órgão acusador que iria se beneficiar desse depoimento. Isso é normal?

Moro e Dallagnol, no início, não negaram o conteúdo dos diálogos.

Depois passaram a colocar em dúvida.

Mais tarde ainda, passaram a dizer que não se lembram ou que é impossível autenticar tais conteúdos.

Dizer que as mensagens são produto de crime não basta, porque se sabe que prova ilícita pode ser utilizada a favor do mais débil, o réu.

Assim, na medida em que o CPP é claro no sentido de que é suspeito (art. 254) o juiz que aconselha a parte e isso é causa de nulidade absoluta (aliás, sempre alegada pela defesa do ex-presidente Lula), parece que não restará outro caminho que o da anulação da ação penal ab ovo.

O melhor conceito de parcialidade e/ou suspeição foi do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, na Veja:

“quando [o juiz] sugere a uma [das partes] que vá atrás de determinadas provas, age como juiz de futebol que, tomado pelo ardor torcedor, ousasse um passe para o atacante na cara do gol.”

Resta saber o caminho que será usado para chegar a esse desiderato, questão afeta à defesa e até mesmo, de ofício – face à nulidade absoluta – ao próprio Supremo Tribunal Federal no caso do julgamento do Habeas Corpus pautado para o dia 25 de junho próximo.

O Judiciário não pode adotar uma postura consequencialista, algo do tipo “o fato está consumado” e/ou “que seria inviável anular uma ou mais ações penais”. Não se negocia com nulidades. Doa a quem doer.

O que resta(rá) de tudo isso é o efeito ex nunc.

Qual é o precedente que exsurgirá? O direito no Brasil é DAI e DDI.

A ver quem vencerá: o Direito, representado no projeto civilizatório do devido processo legal ou a barbárie de “os fins justificam os meios”. Teremos que escolher.

Numa palavra final, como bem diz o jornalista Jânio de Freitas, “os que apontaram as condutas transgressoras da Lava Jato foram muito atacados, mas eram os que estavam certos”.

Pois é. Fui muito atacado. Mas estou convicto de que as centenas de páginas que escrevi estavam corretas, mesmo que Dallagnol me considere um jurista entre aspas...!

Enfim, comecei e termino com Benjamin Franklin: estamos fazendo a escolha mais importante de nossas vidas. Dela depende o futuro do Direito.

Post scriptum: Promiscuidade é uma coisa normal?

De tudo o que está se vendo, a coisa é pior do que se pensa.

Ficamos sabendo, depois da audiência do Senado, pela boca do ex-juiz Moro e de parlamentares aliados, que é da tradição jurídica brasileira essa “coisa” de “comunicação entre juiz e procuradores” e quejandos.

Tradição? Disse-se a mil bocas que “quem está lá dentro sabe como funciona”.

É mesmo? Ora, há que se ter cuidado para não confundir as coisas. Explicarei.

Um estrangeiro, ouvindo o ministro Moro, diria que, se isso é verdade, não é séria a justiça brasileira.

E concluirá que, se Moro está certo, os brasileiros estão com sérios problemas.

E digo eu: Se tudo isso é normal, temos de estocar alimentos.

Todavia, na contramão, proponho que façamos um raciocínio diferente: para preservar a honra dos juízes e membros do MP desse Brasil, quem sabe não devamos dizer: isso não é normal.

Isto é, devemos dizer que a frase “isso é normal” é ofensiva aos magistrados brasileiros.

E admitamos que, sim, Moro e Dallagnol erraram. Isso que os dois fizeram não se confunde com os contatos diários que advogados fazem com juízes pelo Brasil afora. Isto é, o problema está no conteúdo dos contatos, dos diálogos. Ali está demonstrada a quebra da imparcialidade. O ponto é esse.

Por isso, é profundamente ofensivo aos advogados confundir o enunciado performativo “é normal esse tipo de contato e conversação” e chamar a isso de embargos auriculares (sic). Isso está sendo dito para confundir. Ora, advogados têm direito de falar com juízes e membros do MP sobre seus processos.

O que não é normal é o juiz aconselhar uma das partes. Isso é que não é normal.

Essa confusão acerca do “isso é normal” faz muito mal ao relacionamento entre advogados e magistrados. Contatos cotidianos feitos por milhares de advogados não podem ser “misturados” – e nem contaminados – com essa relação entre Moro e Dallagnol.

Aliás, se “isso é normal” (sic), então que Moro apresente alguma outra mensagem similar trocada com algum advogado, com aconselhamentos similares aos dados a Dallagnol.

Ou que se apresente uma única “notitia criminis” (aqui as aspas são necessárias) já feita por algum juiz via whatsapp ao MP tratando do assunto com o próprio acusador interessado no depoimento da pessoa envolvida na tal “notitia”. Afinal, se é “normal”... Esse é o busílis.

Por isso, parem com esse enunciado “isso é normal”.

[1] Aliás, o senso de humor dos brasileiros é incrível: já existe uma brincadeira que rola nas redes sociais, dizendo que, se a tese de Moro vingar, os advogados vão querer ter o telefone pessoal do juiz (será um direito fundamental), poder trocar uats ou telegram com ele tratando da causa de forma bem intimista, com direito a kkks (direito líquido e certo), pedir dicas e, melhor, receber dicas (decorrência lógica da relação juiz-parte na nova política). Isso, é claro, sem “comprometer a imparcialidade...”! Esse povo brasileiro...!

[2] Aqui um parêntesis: fui Promotor e Procurador durante 28 anos. E a pior “pergunta” que tinha de ouvir era: quando você será juiz? Ou até a brincadeira infame: você é bandeirinha do juiz. Pois não é que Dallagnol reforçou esse imaginário preconceituoso contra a função do MP? Além de tudo o que fez, Dallagnol dará azo a um monte de piadinhas... Era o que faltava.

https://www.conjur.com.br/2019-jun-20/senso-incomum-nao-normal-promiscuidade-entre-juiz-parte-nao-mesmo

A miséria do jornalismo brasileiro



"A publicação das mensagens trocadas pela força-tarefa da Lava-Jato com o então juiz Sérgio Moro, pelo site The Intercept Brasil, do qual o jornalista norte-americano Glenn Greenwald é um dos fundadores e diretores, representa o momento mais constrangedor da história dos meios de comunicação do Brasil", diz Mario Vitor Santos, do Jornalistas pela Democracia. "Desse episódio é impossível outra constatação: os grandes jornais, redes de rádio e televisão do país fracassaram e estão desmoralizados"

Por Mario Vitor Santos, do Jornalistas pela Democracia

A publicação das mensagens trocadas pela força-tarefa da Lava-Jato com o então juiz Sérgio Moro, pelo site The Intercept Brasil, do qual o jornalista norte-americano Glenn Greenwald é um dos fundadores e diretores, representa o momento mais constrangedor da história dos meios de comunicação do Brasil. Desse episódio é impossível outra constatação: os grandes jornais, redes de rádio e televisão do país fracassaram e estão desmoralizados.

Do ponto de vista da razão maior de sua existência jornalística, a busca da verdade, os grandes meios, com suas equipes de diretores, editores e repórteres, foram 'furados' e estão todos a reboque de um site diminuto, com uma equipe reduzida de cerca de dez jornalistas com base no Brasil.

Mais do que isso, o furo do Intercept Brasil revela uma verdade que fez subitamente jogar no lixo anos de cobertura avassaladora dos grandes meios de comunicação. A verdade apareceu: o jornalismo brasileiro ao longo dessa cobertura, com raras exceções, não passou de propaganda. Enquanto abandonavam a independência e envergavam a camisa de torcedores de Sergio Moro e da Lava-Jato, cantando em coro que ela era uma operação judicial angelicalmente isenta, "técnica", apolítica e afinal salvadora de um país imerso na corrupção, o furo agora revelado por Glenn Greenwald e sua equipe escancarou uma realidade oposta.

A Lava-Jato é essencialmente uma ação de velhacos atuando à socapa, à margem da lei, comandada por justiceiros sedentos de cargos e poder, executando um projeto político na verdade "isento de isenção".

Enquanto posava de vestal diante da nação extasiada, Moro encabeçava na escuridão dos tribunais uma operação fraudulenta, destinada a condenar um réu sem provas, voltada para a gravíssima tarefa de usar o poder e a Justiça para fraudar o resultado da escolha democrática e barrar o candidato favorito na eleição para o cargo mais importante do país. Enquanto posava de semideus, Moro se divertia abusando da crendice nacional. Que o populacho se deixe enganar é lamentável, mas que seja o jornalismo a conduzi-lo à cegueira chega a ser criminoso.

De acordo com os vazamento publicados pelo Intercept, Moro, Deltan Dallagnol e a Lava-Jato conspiravam ("reservado, claro") em grupos de chat para se comunicar com ministros e procuradores, combinar procedimentos, constranger testemunhas, manipular a opinião pública e incriminar Lula. A mídia conservadora, a quem cabia investigar por seu ledo a verdade, reproduzia em uníssono, sem críticas, as versões inventadas pela Lava-Jato e chancelava bovinamente seus métodos.

Enquanto a Justiça era achincalhada com objetivos criminosos, por aqueles mesmos que deveriam zelar pela sua neutralidade, a mídia se oferecia para criar um culto, reverberar as versões oficiais sem exercer o ceticismo, sem cobrança, sem apurar os reais interesses que orientavam a cozinha venenosa da Lava-Jato. Vem à tona agora o que alguns observadores e veículos isolados alertavam impotentes: a mídia foi parte essencial de um massacre engendrado por agentes sumamente poderosos, incrustados no aparato judicial de características improvisadas especialmente para a ocasião, contornando prerrogativas constitucionais instâncias, prazos processuais e garantias legais.

Seria ilusão considerar que esse evento devastador para a imagem do jornalismo pátrio tenha se dado por um descuido casual e que esteja restrito a este caso, mas aqui o mecanismo mostrou suas engrenagens. Assim como a Justiça, também o jornalismo ignorou seus próprios princípios éticos fundamentais de distância crítica, trocados por uma ânsia moralista que recobria uma torcida ideológica dos meios de comunicação, agora posta a nu. Os meios de comunicação conservadores sem exceção, sempre procuraram criminalizar os seus oponentes à esquerda agitando o espantalho da corrupção.

Não é à toa que agora as gravações foram vazadas para o The Intercept Brasil. Um detentor dessas informações deveria procurar veículo jornalístico isento, que dispusesse de independência, técnicas de checagem e compromisso com a verdade. Precisava de jornalistas que tivessem acesso a uma rede de meios de comunicação para multiplicar a repercussão do furo e, mais do que tudo, coragem. A "Garganta Profunda" desse escândalo, provavelmente, observou a paisagem e não identificou nenhum jornalão (para não falar das TVs ou das grandes revistas) capaz de encarar inicialmente a tarefa, seja por razão ideológica, falta de coragem ou baixa fidelidade ao jornalismo. Todos os grandes veículos brasileiros são refratários a qualquer ação que, mesmo justa, viesse a beneficiar Lula - cuja prisão, ao que tudo indica, era o principal troféu da Lava-Jato.

Embora o governo e a maioria da mídia se empenhe em desautorizá-lo, é possível que o autor, ou autores, original dos vazamentos tenha feito o trabalho em boa fé, por preocupação com os rumos do país e interessado em que viesse ao domínio público um conluio contra a Justiça operado justamente pelos encarregados de zelar pelo seu exercício.

Houve, além do mais, imensa falta de vontade jornalística dos meios de comunicação diante dos descaminhos de Sergio Moro e da Lava-Jato. Seus excessos, existentes desde os primeiros momentos dessa cobertura, deveriam fazer soar alarmes nas redações. Os times de repórteres promocionalmente rotulados de investigativos aderiram à onda geral de puxa-saquismo lava-jatista que emanava dos comandos das redações. Há aí uma lição velha. Custe o que custar, cabe ao jornalismo duvidar dos poderosos, fazer as perguntas incômodas, remar contra a corrente do clamor público, seguir pistas, testar hipóteses e dar atenção aos indícios. É preciso dar voz aos perseguidos em tribunais de exceção.

Em lugar de investigar e cobrar os deslizes de Sergio Moro a fundo, a mídia empenhou-se em incensar seus métodos e não só isso. Ela dedicou-se a estigmatizar os que se contrapunham a Sérgio Moro. Ainda hoje, os juízes do STF como Teori Zavacki (já morto), Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello padeceram nos programas, nas colunas, nas páginas de jornais e nas capas de revistas. São alvos de torturas midiáticas, tachados como criminosos protetores de corruptos, nos comentários de analistas maldosos.

É verdade que nenhum veículo alternativo de esquerda investe não investe em investigação jornalística em busca dos furos de reportagem. Isso é um erro grave. É também certo que os sites jornalísticos, os veículos independentes, os blogs de esquerda, os jornalistas que alertavam para o uso político e eleitoral da Lava-Jato foram ignorados, ridicularizados, acusados da mesma forma que o Intercept Brasil ainda é tratado ainda hoje. Glenn Greenwald, vencedor tanto do Pullitzer como do Oscar, não faz jornalismo, resmunga a maior parte da mídia tupiniquim.

A história vai registrar que nesse período o jornalismo estava longe das grandes redações da mídia conservadora. A razão estava em deduções jornalistas muitas vezes solitários, corajosos, desligados de grandes estruturas que estavam empenhadas em criar um xerife justiceiro e super-heróis higienizadores à custa da verdade, da democracia, e da Justiça.

O histórico de Sergio Moro no processo anterior à Lava Jato, o do Banestado, já deveria suscitar cuidados. Sua atuação no impeachment de Dilma foi já escandalosa e passou incólume. A condenação de Lula sem provas, no atropelo dos prazos, nas sentenças e procedimentos acertados à margem dos ritos legais, nada disso retirou a mídia de sua paralisia delirante. Em choque pelo furo tomado, a grande mídia em sua quase totalidade ainda resiste a somar-se à necessária investigação e divulgação dos vazamentos obtidos pelo Intercept.

As consequências demolem a imagem do jornalismo brasileiro, posto sob justificada suspeição, batido por veículos liliputianos, mas muito mais confiáveis para quem deseja fazer emergir a verdade. A Justiça e a democracia não estariam tão ameaçados no Brasil se o jornalismo acima de tudo tivesse cumprido com independência o seu papel.

FONTE:
https://www.brasil247.com/blog/a-miseria-do-jornalismo-brasileiro

Onyx continua na articulação política até aprovação da reforma, anuncia o governo


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Onyx Lorenzoni vai funcionar como um “gerentão” do governo
Natália Portinari e Bruno GóesO Globo
A Secretaria de Governo da Presidência da República (Segov) informou que o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vai continuar à frente da articulação política “até o final do processo da reforma da Previdência “, apesar de a função ter sido transferida formalmente à Segov.  O novo ministro da pasta, Luiz Eduardo Ramos, será empossado em julho no lugar do general Santos Cruz, demitido na última quinta-feira.
“O processo de transferência das atividades dessa Secretaria se dará de forma paulatina, até que o novo ministro da Segov, Luiz Eduardo Ramos, possa se inteirar de toda a pasta sob o seu comando. Dessa forma, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, continuará à frente da articulação política do governo até o final do processo da Reforma da Previdência, em discussão na Câmara dos Deputados”, diz a Segov em nota na tarde desta quarta-feira.
A MUDANÇA – Em Medida Provisória publicada nesta quarta-feira, a atribuição de articulação política foi transferida da Casa Civil para a Secretaria de Governo. Na cúpula da Câmara e do Senado, a percepção é de que o movimento esvazia os poderes de Onyx, mesmo que ele continue recebendo deputados e falando em nome do governo.
Não está claro para o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), segundo um interlocutor próximo, como o governo irá coordenar sua articulação em votações importantes que devem ocorrer nas próximas semanas. Uma delas é a possível derrubada do decreto que ampliou o posse e a porte de armas. Aprovada nesta terça-feira pelo Senado, a proposta agora será analisada na Câmara.
TERRAS INDÍGENAS – A MP desta quarta-feira também devolveu ao Ministério da Agricultura a função de demarcar terras indígenas, o que o Congresso já havia vetado ao aprovar a reforma administrativa de Bolsonaro. Partidos da oposição querem que a MP seja derrubada, outra crise em que será preciso articular.
Historicamente ligada à Casa Civil, a Subchefia para Assuntos Jurídicos (SAJ) também deixou a pasta e passará a integrar a Secretaria-Geral da Presidência, que hoje é comandada por ministro Floriano Peixoto. Algumas lideranças consideram a perda da SAJ a alteração mais importante da MP.
O órgão é responsável pela análise e formulação de portarias, decretos, leis e medidas provisórias. Segundo o presidente de um partido do centrão, é um dos mais cobiçados do governo, pois interfere em grande parte das iniciativas do Executivo. Portanto, Onyx perderia poder sem a SAJ.
Mas aliados do ministro da Casa Civil alegam que a mudança foi estruturada pelo próprio Onyx, e que agora ele será uma espécie de “gerentão do governo”.
Onyx será responsável pela interlocução dos ministérios, terá a secretaria que trata do programa de privatizações e cuidará da supervisão de todas as pastas.
IGUAL A TEMER – O modelo é descrito por como similar ao do governo Michel Temer, quando Carlos Marun era uma espécie de “gerentão” e Eliseu Padilha tocava a articulação política e supervisionava votações no Congresso. A expectativa é que o general que vai assumir a Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, nomeie um político para comandar a articulação política. Entre deputados, circula o nome do secretário especial da Previdência, Rogério Marinho.
Aberlardo Lupion, que assumiu recentemente o lugar do ex-deputado Carlos Manato na Casa Civil, não será mais responsável por auxiliar no relacionamento com parlamentares. Ele assume a Secretaria Especial de Relacionamento Externo, que terá a função de dialogar com associações, empresários, conselhos e outras entidades.
Na terça-feira, a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), recebeu do presidente da República a notícia de que Onyx deixaria a articulação política. Segundo aliados de Joice, a troca causou insatisfação. A parlamentar gosta de Ramos, mas não o vê como uma pessoa adequada para supervisionar a articulação.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Joice Hasselmann tem razão. General fazendo articulação política é mais esquisito do que cachorro usando óculos escuros. É claro que não vai dar certo. (C.N.)

“Governo Bolsonaro é um show de besteiras”, diz o general Santos Cruz à “Época”


Carlos Alberto Santos Cruz
Santos Cruz: “Bolsonaro sequer mencionou o motivo da demissão”
Paulo Roberto NettoEstadão
O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, demitido na semana passada da Secretaria de Governo da Presidência da República, criticou a gestão Bolsonaro por perder tempo com “bobagens” e “fofocagem” quando deveria priorizar ações relevantes do governo para o País. As declarações foram dadas em entrevista à revista Época na última terça, 18, e publicada nesta quinta, 20.
“Se você fizer uma análise das bobagens que se têm vivido, é um negócio impressionante. É um show de besteiras. Isso tira o foco daquilo que é importante”, afirmou Santos Cruz. “Tem muita besteira. Tem muita coisa importante que acaba não aparecendo porque todo dia tem uma bobagem ou outra para distrair a população, tirando a atenção das coisas importantes”.
NIVELZINHO – Sem mencionar nomes, o general afirmou que “essas brigas por Twitter” não é o que interessa para o Brasil e que o País “não pode continuar discutindo esse nivelzinho de coisa”.
“Se você tem alguma coisa contra a pessoa, você tem de falar individualmente. O que acontece é que os recursos todos de tecnologia estão fazendo muita gente esquecer que a melhor maneira de você se comunicar, principalmente entre pessoas públicas, não é de maneira pública. É pessoalmente”, afirmou.
Apesar do relacionamento de longa data, Santos Cruz disse que “não tem chance de cultivar essa amizade” com o presidente. “Ele está no governo como presidente da República. Não tem nem oportunidade de que isso seja cultivado porque a pessoa está em outras atribuições que tomam muito a vida da pessoa. Deixa governar. Tomara que dê tudo certo”.
SEM MOTIVO… – Santos Cruz afirmou não ter falado com Bolsonaro desde a demissão e, apesar de considerar a substituição “uma coisa normal”, disse que não perguntou o motivo da demissão. “A partir da hora que decidiu, não vou ficar gastando tempo para discutir o porquê. É mais uma obrigação da pessoa explicar. Não é só direito meu saber, como também é obrigação da pessoa explicar. Ele não explicou”, disse.
O general também evitou comentar fatos anteriores à sua demissão. “Tem de saber, nesta vida, a hora em que fala e a hora em que não fala”, afirmou. “Mas, quando passar essa fase, vou escrever alguma coisa”.
ATAQUES – Santos Cruz foi substituído pelo general Luiz Eduardo Ramos, que é amigo de Bolsonaro. Antes da demissão, havia sido alvo de uma série de ataques dos filhos do presidente e de Olavo de Carvalho, guru do governo federal.
Em 4 de maio, Olavo disparou uma série de críticas ao general em sua conta do Twitter. “Santos Cruz e Ciro Gomes são aqueles tipos de bandidinhos que não podem receber um elogio sem respondê-lo com insultos, para mostrar que são gostosões. B… em toda a extensão do termo”, escreveu em um dos posts.
TRÓTSKI DE DIREITA – “Vocês acham que o Santos Cruz tem capacidade para ler e analisar uma só página da minha filosofia? O que ele tem, sim, é a capacidade de fofocar e difamar pelas costas”, acrescentou Olavo de Carvalho em outra postagem
Ex-comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas saiu em defesa do colega. Chamou Olavo de “Trótski de direita”, em referência ao revolucionário bolchevique, figura central da guerra civil russa.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A que ponto chegamos. Como é que se demite um oficial-general do padrão de Santos Cruz e sequer menciona o motivo. É muita falta de educação e de caráter. Bolsonaro está perdendo o rumo e levando o pais para o abismo. Apenas isso. (C.N.)

“Mais uma vez o sr. Olavo de Carvalho a partir de seu vazio existencial derrama seus ataques aos militares e as Forças Armadas demonstrando total falta de princípios básicos de educação, de respeito e de mínimo de humildade e modéstia”, escreveu em uma nota nas redes sociais.

“Verdadeiro Trótski de direita, não compreende que substituindo uma ideologia pela outra não contribui para a elaboração de uma base de pensamento que promova soluções concretas para os problemas brasileiros”, disse.

A novela das cobranças

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Foto Divulgação


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Acompanhe aqui as novas revelações dos vazamentos da Lava Jato no programa de Reinaldo Azevedo


O jornalista Reinaldo Azevedo anunciou que vai revelar novos trechos de conversas no programa O é da Coisa, na BandNews FM, entre procuradores do MPF e o ex-juiz federal Sérgio Moro com base nas afirmações feitas nesta quarta-feira (19) na Comissão de Constituição e Justiça sobre a Vaza Jato


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Botaram o carro na frente dos bois, já que o prefeito parece desconhecer...

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PREFEITO DE JEREMOABO  PARECE DESCONHECER E DESAPROVA COBRANÇAS SUPOSTAMENTE INDEVIDAS


Analisando o presente áudio cheguei a conclusão que o prefeito não tem conhecimento dessas cobranças que estão sendo realizada por setores da Prefeitura Municipal de Jeremoabo.

As cobranças existiram ou existem conforme comprovante de pagamentos emitidos por agências bancárias; porém. como o prefeito está desmentindo através de áudio, é sinal que o mesmo não está tendo conhecimento, a coisa está sendo praticada a sua revelia, quer dizer, " BOTARAM O CARRO NA FRENTE DOS BOIS".

NOTA DA REDAÇÃO DESTE BLOG -

  • José Mário Varjão Varjão Cleoairton, aqui não tem fábrica de confecções, mas vamos considerar que alguém faça a pintura e os donos paguem pelo serviço, quem deve pagar o ISS é quem prestou o serviço, é norma, agora, acaso as camisas fossem comercializadas, geraria ICM, não mais ISS, concorda?
    Resumindo, a Prefeitura de Jeremoabo e Samba do Crioulo Doido não fazem diferença.
    Sendo o ilustre um advogado, que me diz a respeito?

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