quinta-feira, janeiro 24, 2019

Cancelamento da entrevista de Bolsonaro em Davos exibe amadorismo do Itamaraty


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O cancelamento não foi informado à direção do Fórum Mundial
Valdo CruzG1 Brasília
Diante da repercussão negativa tanto na imprensa nacional como internacional, assessores do presidente Jair Bolsonaro buscaram tentar justificar o cancelamento da entrevista coletiva que, segundo a organização do Fórum Econômico Mundial, seria concedida por ele e ministros em Davos, na Suíça. O cenário da entrevista estava montado, com placas de identificação indicando a presença do presidente e dos ministros Paulo Guedes (Economia), Sergio Moro (Justiça) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).
Eles atribuíram a decisão à “agenda extensa” e à “necessidade de o presidente descansar” por causa da cirurgia programada para a próxima segunda-feira (dia 28).
CANCELAMENTO – Depois, houve a informação de que Bolsonaro não participaria. Por fim, foi anunciado o cancelamento. Chegou a circular a informação de que o motivo do cancelamento seria uma irritação do presidente com a insistência da imprensa brasileira em abordá-lo durante deslocamentos pelo fórum para que desse declarações aos jornalistas do Brasil, depois de ele ter concedido entrevistas para dois veículos da imprensa internacional.
O ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) negou essa informação, atribuindo o cancelamento à agenda extensa e a proximidade da cirurgia para reversão da colostomia.
“A programação está puxada e ele tinha uma reunião com o primeiro-ministro japonês no hotel. Então, decidiu cancelar para que descansasse um pouquinho”, afirmou o ministro.
AGENDA PESADA? – Os mesmos argumentos foram apresentados pela equipe de imprensa que acompanha o presidente em Davos. Um assessor destacou que a “agenda está pesada” e o presidente “opera na segunda-feira e tem de se poupar na medida do possível”.
Nos bastidores, a informação era que o presidente queria fazer apenas um pronunciamento e não conceder uma entrevista. E que o cenário montado, com três ministros a seu lado, acabaria levando a perguntas da parte de jornalistas.
Com a decisão de Bolsonaro de não participar da conversa com os jornalistas, os ministros também cancelaram a presença.
PREOCUPAÇÃO – Antes de viajar para Davos, a equipe de Bolsonaro estava preocupada com a possibilidade de as entrevistas no Fórum Econômico Mundial se concentrarem em temas internos, como as investigações envolvendo o senador eleito Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabrício Queiroz.
Em entrevista à Bloomberg, Bolsonaro acabou comentando o assunto. Disse que, se o seu filho errou, ele teria de pagar pelos erros. O risco, na avaliação de assessores, era que a entrevista desta quarta-feira (23) fosse dominada pelo tema.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Todas as versões estão erradas. Uma semana antes da viagem a Davos, já era mais do que sabido que não haveria a entrevista coletiva de Bolsonaro, que teria a participação de Moro e Guedes. A imprensa divulgou exaustivamente esse fato, que foi notícia aqui na “Tribuna da Internet”, porque havia o temor de que fossem abordadas as denúncias sobre Flávio Bolsonaro. Em Davos, o que aconteceu foi mais uma trapalhado do ministro do Exterior, Ernesto Araújo, organizador da viagem. Sua equipe simplesmente esqueceu de informar aos gestores do Fórum que a entrevista estava cancelada. E a pergunta que não quer calar é a seguinte: para que serve esse arremedo de chanceler??? (C.N.)

Família Bolsonaro tem histórico de elogios a PMs suspeitos de elo com milícia

Quarta, 23 de Janeiro de 2019 - 22:00


por Folhapress
Família Bolsonaro tem histórico de elogios a PMs suspeitos de elo com milícia
Foto: Reprodução / Instagram
As homenagens a policiais militares que viriam a ser acusados de integrar milícias e os discursos que minimizam a gravidade da atuação desses grupos paramilitares são de longa data na família Bolsonaro.

O ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, 42, foragido desde terça (22) sob suspeita de chefiar milícias na zona oeste, foi homenageado pelo senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) em duas ocasiões.

Em 2003, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), o então deputado estadual propôs uma moção de louvor por desenvolver sua função com "dedicação, brilhantismo e galhardia". "Imbuído de espírito comunitário, o que sempre pautou sua vida profissional, atua no cumprimento do seu dever de policial militar no atendimento ao cidadão", escreveu.

Em 2005, o filho do presidente Jair Bolsonaro concedeu ao ex-policial a Medalha Tiradentes. Na justificativa, entre outras razões, o então deputado estadual escreveu que Nóbrega teve êxito ao prender 12 "marginais" no morro da Coroa, no centro, além de apreender diversos armamentos e 90 trouxinhas de maconha.

Flávio Bolsonaro também já apresentou moção de louvor a outro policial militar alvo de mandado de prisão, o major Ronald Paulo Alves Pereira. Apelidado de Maj Ronald ou Tartaruga, ele foi preso preventivamente com outros quatro suspeitos e também é apontado como líder da milícia que atua em Rio das Pedras, na zona oeste do Rio.

Em nota divulgada à imprensa, o senador eleito disse que sempre atuou na defesa de agentes da segurança pública e que já concedeu "centenas de outras homenagens".

Essa não foi a primeira vez que o nome de Flávio Bolsonaro apareceu ligado a supostos milicianos.

Deflagrada em agosto do ano passado, a Operação Quarto Elemento teve como alvo dezenas de policiais suspeitos de participar de uma quadrilha especializada em extorsões.

Entre os presos estavam os gêmeos Alan e Alex Rodrigues Oliveira, dois PMs que teriam participado da segurança de agendas da campanha de Flávio ao Senado. Eles são irmãos de Valdenice de Oliveira Meliga, assessora da liderança do PSL na Alerj e tesoureira do partido no estado. 

À época, o senador eleito negou ao jornal O Estado de S. Paulo que os policiai s integrassem sua campanha, enquanto Valdenice disse que os irmãos atuavam como voluntários.

Em foto publicada em sua rede social em outubro de 2017, Flávio aparece em foto com o pai, Valdenice e os gêmeos. Na legenda, escreveu: "Parabéns Alan e Alex pelo aniversário, essa família é nota mil!!!".

Um dos deputados da nova bancada do PSL na Alerj, orientada por Flávio Bolsonaro, também esteve na mira do Ministério Público nas últimas eleições, em função de suposta relação com milicianos de São Gonçalo, região metropolitana do Rio.

O coronel Fernando Salema, segundo investigação do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio, negociou com as milícias da região para organizar um ato de campanha em um reduto dominado pelos grupos. Ele negou envolvimento.

Salema, que já foi comandante de batalhões da PM em Niterói e São Gonçalo, participou de diversas carreatas pela zona oeste do Rio ao lado do senador eleito. 

Em 2016, ele aparece em vídeo em um evento, ao lado do então deputado federal Jair Bolsonaro, a quem chamava de "nosso presidente". Na ocasião, Flávio Bolsonaro, que participava da reunião ao lado do pai e era pré-candidato à Prefeitura do Rio, também foi homenageado pelo comandante do 12° BPM (Niterói).

O presidente Jair Bolsonaro, quando deputado federal, chegou a proferir críticas à CPI das Milícias, realizada pela Alerj. Ele defendeu que alguns policiais militares são confundidos com milicianos por organizar a segurança da própria comunidade, mas que não praticam extorsão.

"Como ele ganha R$ 850 por mês, que é quanto ganha um soldado da PM ou do bombeiro, e tem a sua própria arma, ele organiza a segurança na sua comunidade. Nada a ver com milícia ou exploração de 'gatonet', venda de gás ou transporte alternativo. Então, sr. Presidente, não podemos generalizar."

À época da criação da CPI, em 2008, Flávio Bolsonaro também minimizou a gravidade das milícias. "[O policial militar] É muito mal remunerado, precisa buscar outras fontes e vai então fazer segurança privada, vai buscar atividades que muitas vezes são reprováveis pela opinião pública, pela imprensa", disse na Alerj.

O então deputado estadual afirmou que "não raro é constatada" a felicidade dos moradores de comunidades supostamente dominadas por milicianos. 

"Não raro é constatada a felicidade dessas pessoas que antes tinham que se submeter à escravidão, a uma imposição hedionda por parte dos traficantes e que agora pelo menos dispõem dessa garantia, desse direito constitucional, que é a segurança pública."

Em 2011, Flávio Bolsonaro também ensaiou explicação para a morte da juíza Patrícia Acioli, morta com 21 tiros por milicianos quando chegava em casa em Niterói (RJ), em 11 de agosto daquele ano. Para o então deputado estadual, a magistrada era rígida demais com policiais -ela era conhecida por atuar no combate a crimes cometidos por milicianos e agentes policiais.

"Que Deus tenha essa juíza, mas a forma absurda e gratuita com q ela humilhava Policiais nas sessões contribuiu p ter mts inimigos [sic]", escreveu à época no Twitter.

Quatro anos depois, o senador eleito criticou outra juíza agredida por policiais. Em 2015, a Justiça do Rio de Janeiro mandou fechar o Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar, após a magistrada Daniela Barbosa ser agredida por um grupo de detentos durante inspeção. 

Flávio Bolsonaro disse que a decisão era uma insanidade e apresentou a versão dos policiais, que afirmavam que a juíza os tratava de forma "desumana". "São policiais militares que estão aguardando o julgamento. Muitos voltarão a trabalhar nas ruas normalmente e ao serem tratados como bandidos por uma pessoa representando o estado se sentiram indignados", afirmou.

Quando a Alerj abriu uma CPI para investigar os autos de resistência no estado, Flávio foi o único deputado estadual a votar contra. Na ocasião, disse que a CPI seria mais uma "faca na garganta" do policial.

"Vejam como está a cabeça do policial hoje, preocupando-se mais com o Judiciário, com o juiz, por mais que ele esteja certo e amparado pela lei, preocupando-se em produzir provas para que ele não se sente no banco dos réus."

Vencedora de licitação em Feira de Santana já foi alvo de operação no interior de São Paulo


Vencedora de licitação em Feira de Santana já foi alvo de operação no interior de São Paulo
Foto: Divulgação
O Instituto de Pesquisa e Gestão em Saúde (Insaúde), empresa que venceu uma licitação da prefeitura da Feira de Santana, já foi alvo de uma operação na cidade de Campinas, no interior de São Paulo.

A Insaúde apresentou melhor proposta financeira para prestar serviços para o setor de ginecologia e obstetrícia do complexo Materno Infantil. A previsão é que o acordo com a prefeitura de Feira de Santana dure seis meses.

A Insaúde foi alvo em 2017 da operação Ouro Verde, que investigou irregularidades na saúde pública de Campinas. De acordo com o site Jornal Ouvidor, a prefeitura de Arujá, também em São Paulo, chegou a cancelar um contrato milionário com a empresa por conta do caso.
Bahia Notícias

Gestão Bolsonaro promete liberar ensino domiciliar por medida provisória

Quinta, 24 de Janeiro de 2019 - 07:00


por Folhapress
Gestão Bolsonaro promete liberar ensino domiciliar por medida provisória
Foto: Getty Images
 O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) incluiu na lista de metas para os cem primeiros dias do governo a regulamentação do ensino domiciliar por meio de medida provisória.

A prática havia sido considerada ilegal no final do ano passado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Na ocasião, a maioria dos ministros entendeu que, por falta de regulamentação, ela não poderia ser considerada um meio lícito para os pais garantirem o direito dos filhos à educação.

Com a medida provisória, irá se regularizar a situação das famílias que ensinam seus filhos em casa. Segundo estimativa divulgada no ano passado pela Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned), elas somavam cerca de 7.500 na ocasião.

Parte delas é composta por pessoas que discordam da linha educacional oferecida nas escolas por motivos religiosos.

Já educadores contrários à medida citam a frequência a instituições educacionais como um direito da criança e enfatizam a escola como um espaço importante de socialização.

A Aned afirmou nesta quarta-feira que ajudou a construir o texto da medida provisória junto com o governo Bolsonaro.

A entidade diz ter procurado em dezembro o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, para a edição da MP. Posteriormente, assessores da pasta teriam afirmado que o tema teria mais relação com a área de direitos humanos e família do que com a educação formal.

Por isso, a medida ficou a cargo da área da ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos).

A Aned diz ter feito uma proposta de redação, que está sob análise da pasta e da Casa Civil. "Estamos trabalhando para que essa tramitação seja rápida", diz a entidade, que sugere que o texto pode ser um aval provisório enquanto o Congresso não aprova um projeto de lei.

"Apenas para constar, a MP tem total força de lei [e] vai nos deixar tranquilos, no mínimo, durante o primeiro semestre de 2019. Enquanto isso, estaremos buscando as articulações necessárias para garantir que se torne definitivamente regulamentada a educação domiciliar, devolvendo à família brasileira a liberdade de escolher como educar seus filhos", diz o texto da organização.

ENSINO DOMICILIAR NO SUPREMO

A educação domiciliar ganhou adeptos a partir de 2016, quando o ministro do STF Luís Roberto Barroso suspendeu todas as decisões judiciais que impediam os pais de educar seus filhos em casa.

Na votação do STF, motivada por um pedido de uma família do município de Canela (RS), ele foi o único a deliberar pela legalidade da prática.

A família da cidade gaúcha gaúcha foi à Justiça após a Secretaria de Educação do município negar um pedido para que a menina, à época com 11 anos, tivesse aulas em casa.

Barroso argumentou que crianças educadas em casa tem outras oportunidades de socialização e que, segundo pesquisas, não teriam deficiência na formação intelectual.

O ministro Alexandre de Moraes abriu a divergência na votação e foi acompanhado por sete magistrados: Rosa Weber, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Eles consideraram que, para que a opção pelo ensino em casa fosse válida, teria de estar prevista em lei.

Desse grupo, Fux e Lewandowski foram além: para eles, o "homeschooling" seria inconstitucional mesmo que houvesse lei para regulamentá-lo.

Lewandowski destacou a importância da escola para a convivência com a diversidade. "Quando se formam bolhas nas quais ecoam as mesmas ideias, o que é comum nas redes sociais, o entendimento mútuo se torna cada vez mais difícil, contribuindo para a fragmentação da sociedade, para a polarização e para o extremismo", disse.

Já Edson Fachin divergiu parcialmente, e propôs dar um ano para o Congresso legislar sobre o assunto, mas foi vencido. Celso de Mello não participou da sessão.
Bahia Notícias

Na guerra entre prefeitura e Embasa, quem perde é a praia

Quinta, 24 de Janeiro de 2019 - 07:20


por Fernando Duarte
Na guerra entre prefeitura e Embasa, quem perde é a praia
Foto: Reprodução / TV Bahia
Era uma vez uma praia de areia branquinha. Essa praia já não era paradisíaca há tempos, mas ainda assim conseguia atrair gente. E não era pouca gente. Era gente de todos os lugares da cidade. Do mundo também. Afinal, aquele destino não era apenas uma praia qualquer. Era um paraíso incrustado numa metrópole. Pensou em algum lugar? Poderia ser Salvador, mas infelizmente não é, já que em pleno verão uma praia de muita visibilidade foi tomada por uma areia preta. E, até agora, as autoridades públicas envolvidas não se entendem sobre quem vai resolver o problema e apenas apontam os dedos para o grupo adversário em busca de culpados.

Tudo começou quando um trecho de uma praia da Barra amanheceu com a areia escura e cheia de detritos. A sujeira das praias não uma novidade na agenda do soteropolitano e de muitos baianos – infelizmente. Porém aconteceu em um dos principais destinos turísticos da capital baiana e durante a alta estação, quando um número enorme de visitantes passa pela cidade. É um absurdo que a praia esteja inapta a receber turistas, todos concordam com isso. Mas de quem é a culpa pela localidade ficar assim? Não dá para ter certeza.

O primeiro a se manifestar foi o prefeito de Salvador, ACM Neto. Por meio das redes sociais, o gestor acusou a Embasa, empresa responsável pela coleta e tratamento de esgoto em boa parte do estado, de provocar o mini desastre ambiental – e econômico, já que impacta na economia do turismo. Para o prefeito, o material que foi jogado na praia da Barra teve origem na rede de esgotamento sanitário e, portanto, responsabilidade da Embasa.

Na sequência, foi a vez da empresa de saneamento se manifestar. Segundo a Embasa, os detritos que chegaram à Barra são resultado da rede pluvial, responsabilidade da prefeitura de Salvador. Ao que parece, ACM Neto até tinha antevisto a justificativa. Tanto que na manifestação inicial ressaltou que não choveu na cidade ao ponto de permitir que tanto material orgânico e inorgânico chegasse às praias. A Embasa, no entanto, admite a possibilidade de ligações clandestinas à rede pluvial terem gerado o crime ambiental.

O resumo da ópera é fácil de saber. Como partes de grupos políticos adversários, o episódio será mais um na batalha diária entre ACM Neto, representando a prefeitura, e o governador Rui Costa, representado nesse imbróglio pela Embasa. Absolutamente nenhuma surpresa. Afinal, a troca de acusações e críticas faz parte do cotidiano de qualquer um dos envolvidos, inclusive da imprensa, que noticia frequentemente embates.

Além de não ser novo, o “reme-reme” não traz nenhum tipo de resolução para o problema. A prefeitura vai acusar a Embasa de cometer crime ambiental. A Embasa vai dizer que a culpa não é dela e que é provável que a prefeitura tenha responsabilidade. E a praia vai continuar suja e com reflexos no uso do equipamento mais democrático disponível no litoral. Sem a população, sem turistas e sem qualquer pudor de admitir que a falta de diálogo entre os órgãos públicos só traz uma consequência: prejuízo para o povo.

Para que não digam que jornalista só sabe criticar, fica uma sugestão: por que a prefeitura e a Embasa não se reúnem para chegar a um consenso sobre esse problema das praias e tantos outros que seguem sem solução?

Este texto integra o comentário desta quinta-feira (24) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Excelsior, Irecê Líder FM, Clube FM e RB FM.
Bahia Notícias

Reforma da Previdência virou mistério e ninguém sabe qual é a proposta do governo


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Charge do Tacho (Jornal NH)
Pedro do Coutto
Acredito que o título desta matéria reflete com nitidez o desconhecimento do texto final do projeto da Previdência defendido pelo ministro Paulo Guedes, antes de a mensagem ser encaminhada ao Congresso Nacional pelo presidente Bolsonaro. Tem-se a impressão de que o projeto do governo está se transformando num jargão repetido a torto e a direito sem que seus defensores, e também seus opositores, conheçam o texto concreto a ser debatido pelas correntes políticas e pela opinião pública, nela incluídos os Sindicatos e Associações de classe.
Parece até que as controvérsias lembram o debate sobre a reforma agrária, tema da sucessão de 1960 e do governo João Goulart em 1963, um ano antes de sua queda. As discussões eram as mais desencontradas, a exemplo do que está acontecendo agora na véspera praticamente do presidente Jair Bolsonaro aprovar o anteprojeto que será discutido no Legislativo e na sociedade brasileira de modo geral.
TRANSPARÊNCIA – É fundamental, sobretudo para o governo. que a opinião pública tome conhecimento do conteúdo da matéria para então se posicionar a respeito dela. Isso ainda não aconteceu, tampouco o chefe do Executivo se pronunciou a respeito de todos os aspectos que provavelmente se encontram no texto em que ele mesmo vai enviar ao Congresso Nacional.
Ontem, em Davos, Jair Bolsonaro cancelou entrevista primeiramente convocada para a imprensa brasileira e estrangeira, não se sabe por qual motivo ou por quais motivos. A reforma da Previdência seria inevitavelmente focalizada sobretudo porque o Palácio do Planalto já uniu a reforma, previdenciária ao ingresso de investidores estrangeiros na economia brasileira. Mas não vejo relação entre a reforma do INSS e o mercado de capitais, por exemplo, ou para o ingresso de novos investimentos na economia do país, cujos reflexos teriam que se fazer sentir em toda a sociedade trabalhadora e no seu poder de compra, condição básica para empreendedores ,além de nossas fronteiras que para cá viriam em busca de lucros superiores àqueles que obtêm em seus países de origem. Mas esta é outra questão.
DEBATE CONCRETO – O que se espera é um texto concreto capaz de permitir por seu turno um debate concreto em torno do assunto. Vale frisar que o sistema da Previdência encontra-se totalmente ligado à mão de obra ativa brasileira que reúne em torno de 100 milhões de pessoas, metade da população.
Se o governo Bolsonaro não tem ainda certeza sobre o conteúdo de seu projeto, como pode condicioná-lo a abertura do mercado econômico a empresas internacionais e multinacionais?
Esta é a questão fundamental.

Mourão diz que possibilidade de fechar embaixada palestina é apenas ‘retórica e ilação’


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Mourão explica a posição que o Brasil defende na ONU
Deu no Estadão
O presidente em exercício, Hamilton Mourão, classificou nesta quarta-feira, dia 23, como “retórica e ilação” a possibilidade de fechar a Embaixada da Autoridade Palestina no Brasil. Durante a campanha eleitoral, no ano passado, o presidente Jair Bolsonaro prometeu que iria retirar a representação diplomática em Brasília porque “a Palestina não é um país”.
Mourão, destoando da promessa de campanha de Bolsonaro, lembrou que o embaixador brasileiro na Organização das Nações Unidas (ONU), Frederico Meyer, defendeu uma solução de dois Estados na região, o israelense e o palestino.
DOIS ESTADOS – “Não, nada disso”, declarou o presidente em exercício, quando lembrado da promessa de Bolsonaro. “Os dois Estados são reconhecidos. O resto tudo é retórica e ilação, aguardem. Como é que falou o embaixador alemão? Aguardem os atos, né?”
Ao fazer a declaração, Mourão se referiu ao embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witschel, que o visitou na segunda-feira, 21. Após a audiência, Witschel relatou que a visão de parte dos alemães em relação ao governo de Jair Bolsonaro é “bastante crítica” e preocupante por causa dos discursos de campanha do brasileiro. “O que nós queremos é medir o novo governo segundo os atos, segundo os fatos, e não segundo os tuítes e as palavras durante a campanha”, disse o embaixador.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Bolsonaro é movido pela empolgação. Mas o núcleo duro do Planalto opera com mais serenidade, em respeito aos interesses nacionais. Na verdade, Mourão não está desmentindo Bolsonaro, apenas mostra que a tese foi submetida a análise e prevaleceu uma solução mais conciliatória, como convém às atividades ditas diplomáticas.(C.N.)

Bolsonaro volta atrás e agora diz que o “garoto” Flávio é vítima de arbitrariedade


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Bolsonaro fala à TV Record para mudar sua declaração
Deu em O Globo
Horas depois de admitir que seu filho mais velho, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), pode ter errado e dizer que ele vai ter que “pagar o preço” se esse for o caso , o presidente Jair Bolsonaro mudou o discurso e defendeu Flávio de forma enfática. Em entrevista exibida na noite desta quarta-feira pela “Record”, Bolsonaro afirmou que a investigação contra seu filho é uma maneira de atingi-lo.
— Acredito nele. A pressão enorme em cima dele é para tentar me atingir. Ele tem explicado tudo o que acontece com ele nessas acusações infundadas — disse.
ARBITRARIEDADE – O presidente afirmou que o Ministério Público cometeu uma “arbitrariedade” contra Flávio: “Esteve, sim, com o seu sigilo quebrado. Fizeram uma arbitrariedade para cima dele. Nós não estamos acima da lei. Muito pelo contrário. Como qualquer outro, estamos abaixo da lei”.
O MP, no entanto, informou que não houve quebra de sigilo. De acordo com a Lei 9.613 de 1998, instituições financeiras são obrigadas a informar sobre operações financeiras e transações de altos valores ou feitas em dinheiro vivo ao Coaf. O conselho, por sua vez, elabora relatórios de inteligência financeira e os encaminha para as autoridades competentes para a instauração de procedimentos de investigação, como o Ministério Público.
No caso de Flávio, o banco no qual ele mantém uma conta registrou 48 depósitos em espécie na conta de dele entre junho e julho de 2017, que somam cerca de R$ 96 mil , concentrados no terminal de autoatendimento da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Em diversas datas, foram identificados depósitos em valores idênticos na conta do parlamentar em intervalo de poucos minutos.
ESCLARECIMENTO – Bolsonaro disse que a questão envolvendo o filho será esclarecida com toda certeza: “Não é justo atingir o garoto, fazer o que estão fazendo com ele, para tentar me atingir. O Brasil vai muito bem e nós não recuaremos no nosso propósito de fazer o Brasil e colocar no lugar de destaque que ele merece. Ao meu filho, aquele abraço. Fé em Deus que tudo será esclarecido, com toda certeza”.
Mais cedo, em entrevista à agência de notícias Bloomberg, Bolsonaro havia dito que se Flávio errou e se isso for provado, ele terá que pagar pelos seus atos.
“Se por acaso ele errou, e isso for provado, eu lamento como pai, mas ele terá que pagar o preço por essas ações que não podemos aceitar”, disse o presidente.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A gente não pode elogiar… Depois da entrevista à Bloomberg, é claro que os filhos pressionaram Bolsonaro a mudar a declaração. E ele atendeu aos “garotos”. E o escândalo aumenta, agora com as novas denúncias de ligações de Flávio com milicianos… (C.N.)

quarta-feira, janeiro 23, 2019

Diante de tantas Ações só criando a Vara do Pizeiro também na Justiça Federal

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Nota da redação deste Blog - Infelizmente mais uma Ação na Justiça Federal em Paulo Afonso contra o Prefeito Deri do Paloma, dessa vez por supostas irregularidades concernentes a fornecimento de combustível.

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