sábado, junho 11, 2016

Até que enfim Janot pede que inquérito de Lula seja julgado pelo juiz Moro

Moro só está esperando a chegada dos inquéritos contra Lula
Deu na Veja

Odebrecht confessa erros e afirma que a fonte de corrupção secou

Newton de Souza diz que a Odebrecht agora faz o que é certo
Pedro do Coutto

As elites atacam para atender aos interesses dos banqueiros

Charge do Pelicano (Arquivo Google)
Carlos Chagas 

AGU pede revogação de liminar que garantiu Ricardo Melo na presidência da EBC

Permanência de Melo na AGU depende do plenário do STF
André Richter
Agência Brasil

Pela primeira vez, Suíça liga conta investigada na Lava Jato a campanha de Dilma

http://gazetaweb.globo.com/fotosPortal/portal_gazetaweb_com/noticias/foto_pequena/201606081455_785dd509dd.jpg
Skornicki fez delação premiada e está entregando tudo
Jamil Chade
Estadão

Fim de papo: Crivella manda Tia Eron votar pela cassação de Eduardo Cunha

Crivella e a Igreja Universal elegeram a Tia Eron
Deu em O Tempo

Tia Eron, que decidirá a cassação de Cunha, contratou fraudadora do Bolsa Família

Tia Eron faz mistério e não diz se salvará Edurado Cunha ou não
Vinicius Sassine
O Globo

Processo de impeachment






PGR apresenta terceira denúncia contra Cunha

Eduardo Cunha está afastado do mandato de deputado federal e teve a prisão solicitada pela PGR
Segundo a Procuradoria-Geral da República, presidente afastado da Câmara recebeu R$ 52 milhões em propina das obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro
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Janot chefiou solenidade de preparação para as eleições municipais

Leia a íntegra do discurso em que Janot nega que será candidato

Procurador-geral da República cita Clarice Lispector em discurso duro contra acusações de que compactuou com vazamento seletivo de informações. “‘Já que sou, o jeito é ser’, jamais me furtarei de sê-lo”
  

Anatomia de uma fraude à Constituição | eGov UFSC

www.egov.ufsc.br/portal/conteudo/anatomia-de-uma-fraude-à-constituição
4 de mar de 2011 - ... Recuperar a senha · Criar conta no portal · Participe da enquete sobre Governo Eletrônico · Início » Anatomia de uma fraude à Constituição ...

Decisão do STF para suspensão de mandatos deve passar pelo Congresso, defende Senado

Decisão do STF para suspensão de mandatos deve passar pelo Congresso, defende Senado
Foto: Jonas Pereira / Agência Senado


Jornalistas e juízes precisam de independência para atuarem, avalia presidente da AJD

por Cláudia Cardozo / Júlia Vigné
Jornalistas e juízes precisam de independência para atuarem, avalia presidente da AJD
Juízes e promotores moveram ação contra jornalistas | Foto: Divulgação

DEM consulta ao TRE se parente de prefeito que morreu após ser reeleito pode se candidatar

por Bruno Luiz
DEM consulta ao TRE se parente de prefeito que morreu após ser reeleito pode se candidatar
Paulo Azi fez consulta semelhante ao TSE | Foto: Antonio Augusto / Ag. Câmara

Invasão em casa de prefeita de Amargosa é destaque em Municípios

Invasão em casa de prefeita de Amargosa é destaque em Municípios
Foto: Reprodução / Bahia 10
Um homem foi preso após invadir a casa da prefeita de Amargosa, no Recôncavo, Karina Silva (PSB), nesta quinta-feira (9). O caso foi confirmado pela assessoria de comunicação da prefeitura. Ainda na Coluna Municípios, um grupo armado invadiu uma fábrica, no Distrito Industrial de Vitória da Conquista, e roubou cerca de R$ 60 mil em dinheiro e um veículo. Clique aqui e leia mais na Coluna Municípios.

Lewandowski nega recursos no processo de impeachment

Lewandowski nega recursos no processo de impeachment
Foto: Carlos Humberto / SCO / STF

Marchinha do 'Japonês da Federal' é alterada após agente ser preso: 'se deu mal'

Marchinha do 'Japonês da Federal' é alterada após agente ser preso: 'se deu mal'
Foto: Reprodução / Facebook

Senador romário

Romário é suspeito de receber caixa dois de empreiteira do petrolão, diz PGR

A PGR quer investigar Romário pela suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro

Por filipe coutinho - revista Época - 10/06/2016 - 21:51:27
A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal para investigar o senador Romário (PSB-RJ) pela suspeita de receber caixa dois de campanha na eleição de 2014. De acordo com a investigação, a suspeita é que a empreiteira Odebrecht supostamente deu R$ 100 mil ao senador.


Registrada no STF como a petição 6.052, a investigação sigilosa ainda é inicial e caberá aos aos procuradores levantar provas se de fato houve pagamentos ao senador. Ele nega. O indício surgiu a partir de mensagens de celular trocadas entre Marcelo Odebrecht e seu subordinado Benedicto Barbosa da Silva Júnior, logo após a eleição de 2014. Leia mais


DOIS PESOS DUAS MEDIDAS

Por que Janot pede a prisão de alguns políticos e de outros não?

Rigor de Janot só vale para um lado

Revista istoé - 10/06/2016 - 21:13:39

Cunha, Sarney, Jucá e Renan podem ser presos por obstruir a Justiça. Dilma, Cardozo, Lula e Mercadante não foram sequer denunciados por Janot. Leia mais



José Sarney

José Sarney suspeita de ‘flagrante preparado’

Ele é defendido pelo escritório de Antonio Carlos de Almeida Castro

Por Josias de Souza - 10/06/2016 - 07:35:37

Em petição endereçada ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, José Sarney insinua que pode ter sido vítima de um “flagrante preparado”. Pede acesso à íntegra da delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Reivindica também o direito de se manifestar antes que o STF delibere sobre o pedido de prisão formulado pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot —no seu caso, que já tem 86 anos, prisão domiciliar com tornozeleira. Leia mais
Em despacho nos autos da ação penal da Operação Xepa, desdobramento da Lava Jato, juiz federal acolhe pedido da defesa de
politica.estadao.com.br|Por Estadão
 
SBT Brasil
O fracasso de Dilma Rousseff na economia dificulta a ideia de tentar antecipar a eleição presidencial de 2018. A presidente afastada propôs uma “consulta…
www.blogdokennedy.com.br
 
Sentenciado a mais de 24 anos de prisão, Vaccari cansou de ficar quieto O ex-tesoureiro e fundador do partido que quebrou o país vai falar tudo o que sabe…
diariodobrasil.org
 
O Brasil tem 22 mil “autoridades”, detentores de foro privilegiado, fora do alcance dos juízes de primeira instância. É gente demais.
Leia também - Gilmar Mendes: “A prerrogativa de foro protege a instituição, o cargo da autoridade” http://glo.bo/1UlVA3t
Durante 145 anos, parlamentares não tiveram prerrogativa de foro. Nem por isso deixaram de agir com independência ou tiveram a dignidade do mandato…
epoca.globo.com
 
Diário do Poder compartilhou um link. ·
A decisão de Moro ocorre em um momento crucial da Lava Jato. Odebrecht está negociando acordo de delação premiada com a força-tarefa do Ministério…
diariodopoder.com.br
Ao pedir prisão por obstrução de justiça de Renan, Jucá, Sarney e Cunha, Rodrigo Janot se demonstra parcial quanto aos atos similares de Dilma, Lula, Mercadante e Cardozo
istoe.com.br
 
Implicante publicou 2 atualizações.
 
E na televisão está falando que lotou a paulista que mentira!
O Fracasso de Lula e do PT na manifestação contra Temer na Paulista. Mais balões que gente O ex-presidente Lula e o PT fracassaram ao tentar promover…
imprensaviva.com
 
Confira a charge desta edição
 
 
[Comentário na CBN]
Do ponto de vista político, foi uma jogada inteligente de Dilma Rousseff defender uma consulta popular, que teria de ser feita por plebiscito, para antecipar…
blogdokennedy.com.br
 
Jandira Feghali: pedia prisão de Jucá, mas recebia propina do delator
A própria deputada teria buscando Sérgio Machado pedindo dinheiro do Petrolão.
implicante.org
 
Época
·
Entre ministros, senadores e deputados denunciados na Lava Jato nenhum ainda foi condenado. Eles têm foro privilegiado. Só podem ser julgados pelo STF, a mais alta Corte do país. ‪#‎Época‬
O Brasil tem 22 mil autoridades com prerrogativa de foro, um recorde mundial. A Justiça não dá conta de tantos “doutores”
epoca.globo.com
 
O Tempo
·
‪#‎POLÍTICA‬
Caixa dois!!!
Procurador-geral da República pediu ao Supremo Tribunal (STF) para investigar senador
otempo.com.br
 
Dora Kramer compartilhou um link.
Na coluna de amanhã, domingo (12/06) traço um paralelo entre Cláudia Cruz, mulher de Eduardo Cunha, e Dilma Rousseff, presidente da
politica.estadao.com.br
 
Delatores são unânimes em afirmar que era Edinho quem cobrava o caixa 2
 
 
Viúva de pedreiro também vai receber um salário mínimo até completar 68 anos. http://glo.bo/1UlVRn8
oglobo.globo.com
 
João Vaccari decide quebrar o silêncio, por Robson Bonin, VEJA.com
Em março passado, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto teve uma conversa reveladora com um de seus companheiros de cárcere. A situação de abandono do superburocrata petista, sentenciado a mais de 24 anos de prisão e com pelo menos outras quatro condenações a caminho, fez o interlocutor perguntar se ele não considerava a hipótese de tentar um acordo de delação com a Justiça. (...)
Leia a integra em: http://g...
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sexta-feira, junho 10, 2016

Por que Janot pede a prisão de alguns políticos e de outros não?

Ao pedir a prisão por obstrução de Justiça de Renan, Jucá, Sarney e Eduardo Cunha e poupar Dilma, Mercadante, Lula e Cardozo que cometeram o mesmo crime, o procurador-geral da República Rodrigo Janot demonstra parcialidade, provoca reações no Congresso, no STF e coloca em risco a própria Lava Jato

Por que Janot pede a prisão de alguns políticos e de outros não?
NO ALVO Cunha, Sarney, Jucá e Renan (da esq.à dir.) podem ser presos por obstruir a Justiça
PROTEGIDOS Dilma, Cardozo, Lula e Mercadante (da esq. à dir.) não foram sequer denunciados por Janot
PROTEGIDOS Dilma, Cardozo, Lula e Mercadante (da esq. à dir.) não foram sequer denunciados por Janot
Uma escultura em granito adorna a entrada por onde atravessam todos os dias os ministros do Supremo Tribunal Federal. A estátua caracteriza Têmis, uma das deusas da Justiça na mitologia grega. Como símbolo da imparcialidade, exibe os olhos vendados para significar decisões tomadas às cegas, ou seja, sem fazer qualquer distinção entre as partes nem privilegiar um lado em detrimento do outro a partir de ideologias, paixões ou interesses pessoais. Na última semana, não fosse matéria inanimada, a venda teria escorregado como manteiga do rosto de Têmis. O responsável por submeter a retina da Justiça a situações constrangedoras, das quais ela deveria estar sempre e a qualquer tempo blindada, é o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ao pedir a prisão por obstrução de Justiça de Renan Calheiros, Romero Jucá, José Sarney e Eduardo Cunha, todos do PMDB, e poupar pelo mesmo crime Dilma Rousseff, Lula, José Eduardo Cardozo e Aloizio Mercadante, do PT, Janot, chefe do Ministério Público, um órgão auxiliar da Justiça, mandou às favas o princípio da isonomia o qual deveria perseguir cegamente. Na régua elástica do procurador-geral, os rigores da lei válidos para os peemedebistas contrastam com a condescendência dispensada no tratamento a políticos do PT.
2427-BRASIL-CAPA-INFO
CLIQUE PARA AUMENTAR (Crédito: Lula Marques/Folhapress, PODER)
Senão vejamos. Resta evidente, após dois anos de Lava Jato, que um partido, o PT, – único detentor de caneta, verba e tinta para sacrificar a maior estatal do País em troca de propinas e dinheiro ilegal para campanhas – , comandou o Petrolão. Os tesoureiros e principais dirigentes petistas são os engenheiros e os motores da complexa engrenagem da corrupção na Petrobras. Também estrelados integrantes do petismo, entre os quais a própria mandatária afastada do País, Lula e dois ex-ministros de Estado, Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo, foram flagrados em áudios incontestáveis em inequívocas maquinações contra a Justiça e as investigações da Lava Jato. A despeito da ululante constatação, não são do PT e sim do PMDB os políticos mais encrencados até agora por Janot.
O despacho do procurador-geral pela prisão do trio do PMDB e de Cunha, pronto havia 15 dias, veio à baila na última semana trazendo em seu bojo o mesmo objeto capaz de implicar os petistas: a tentativa de criar embaraços à Lava Jato. Renan, Jucá e o senador aposentado, José Sarney, em gravações feitas por Sérgio Machado, discutem maneiras de enfileirar pedras no meio do caminho das investigações. Constituem-se ali meras intenções. Graves, decerto. Os três são habituês em escândalos e, comprovado o cometimento de crimes, são merecedores da punição adequada. Até de prisão, se assim prever a lei. Mas em nenhum momento das gravações há a menção a qualquer iniciativa que tenha obstruído de fato as investigações. O que se conhece, até o momento, ao menos no quesito obstrução de Justiça, não justifica mandá-los para trás das grades. É inquestionável: os tratamentos, até agora, foram desiguais. Enquanto que de um lado há elucubrações sobre como criar empecilhos ao trabalho da força-tarefa de procuradores e policiais federais, do outro há ações concretas para liquidar a Lava Jato. “A grande maioria da população não entende porque o caso das gravações de Sérgio Machado teve andamento tão rápido, enquanto áudios de Lula e Dilma, que comprovadamente mostram ação de obstrução de Justiça, permanecem na gaveta. Janot tem de explicar”, cobrou o ex-deputado Roberto Jefferson.
Obstruir a atuação da Justiça é crime tipificado no inciso 5 do Artigo 6º da Lei 1.079, que define os crimes de responsabilidade passíveis de perda de mandato. Dilma foi apanhada em interceptação telefônica, autorizada pelo juiz Sérgio Moro, numa conversa com o ex-presidente Lula para combinar os detalhes de sua nomeação para a Casa Civil. No diálogo, Dilma disse a Lula que enviaria a ele por intermédio de um emissário um “termo de posse” para ser utilizado “em caso de necessidade”. A presidente começava a atuar ali para impedir que o destino de Lula ficasse nas mãos do juiz Sérgio Moro. A intenção de impedir a livre atuação do Judiciário já estava caracterizada. Na sequência, o que se encontrava no plano das ideias foi consumado. O documento não apenas foi entregue por ela a Jorge Messias, como numa iniciativa nunca antes adotada na história republicana, a Presidência fez circular uma edição extra do Diário Oficial para dar publicidade legal ao ato de nomeação no mesmo dia em que foi assinado pela presidente. Para Miguel Reale Jr., um dos juristas signatários do pedido de impeachment de Dilma, o episódio representou uma afronta aos princípios republicanos: “É um ato de imoralidade administrativa e política”, afirmou. Antes, a presidente afastada já havia tramado, com a contribuição do então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, nomear Marcelo Navarro como ministro do STJ em troca da soltura do empreiteiro Marcelo Odebrecht.
DOIS PESOS DUAS MEDIDAS Rigor de Janot só vale para um lado
DOIS PESOS DUAS MEDIDAS Rigor de Janot só vale para um lado (Crédito:Pedro Ladeira/Folhapress)
A nomeação também se concretizou e, conforme o combinado, Navarro, ao relatar o habeas corpus do empresário, votou por sua liberdade. Como se sabe, Odebrecht só não foi solto naquela ocasião porque Navarro foi voto vencido no tribunal. Lula, por sua vez, no mesmo lote de gravações, foi apanhado numa série de investidas para barrar as investigações da Lava Jato. Antes, Lula já havia acertado com Delcídio do Amaral, ex-líder do governo Dilma, o pagamento a Nestor Cerveró, por intermédio do filho do pecuarista José Carlos Bumlai, num esforço descomunal para evitar a qualquer custo a delação do ex-diretor da Petrobras. Hoje se sabe o porquê. Já Aloizio Mercadante, ex-ministro da Educação, foi gravado numa ação semelhante: a tentativa de compra do silêncio de Delcídio, cuja delação, se saberia a posteriori, enredaria Lula e Dilma. Até agora, contra Dilma há um pedido de investigação, subscrito por Janot e ainda não julgado pelo STF. Lula, por sua vez, experimenta uma espécie de limbo jurídico. Na sexta-feira 10, será completado um mês que os procuradores da Lava Jato pediram ao STF a devolução dos inquéritos envolvendo o ex-presidente petista e nada foi feito. Na lista, aparecem os episódios do sítio em Atibaia, do tríplex no Guarujá e dos valores recebidos de empreiteiras por palestras.
EM MARCHA O presidente Michel Temer tenta se manter equidistante da crise política, enquanto caciques do PMDB estão na linha de tiro
EM MARCHA O presidente Michel Temer tenta se manter equidistante da crise política, enquanto caciques do PMDB estão na linha de tiro (Crédito:Pedro Ladeira/Folhapress)
O desequilíbrio da balança do procurador-geral provocou a reação imediata das classes política e jurídica. Causou espécie a maneira como o véu que há pelo menos três semanas encobria os pedidos de prisões do quarteto do PMDB foi retirado. Embora o relator da Lava Jato, Teori Zavascki, já estivesse de posse da solicitação havia mais de 15 dias, os demais ministros da Supremo Corte só tomaram conhecimento do caso pela imprensa. O vazamento, atribuído a Janot, despertou a ira dos ministros. Na sexta-feira 10, o procurador negou estar por trás da difusão dos áudios. “Não tenho transgressores preferidos”, acrescentou. O leite já estava derramado. Para os ministros tratou-se de uma estratégia destinada a pressioná-los. “É grave. Não se pode cometer esse tipo de coisa. É uma brincadeira com o Supremo”, sapecou o ministro Gilmar Mendes. Outro magistrado acusou Janot de fazer “política em favor do PT”. Fundamenta essa tese o timing escolhido pelo procurador para o pedido de prisões. Argumentou o mesmo ministro que Renan e Jucá sobreviviam incólumes, enquanto eram úteis ao PT. Só viraram alvos depois de bandearem-se para a órbita do presidente Michel Temer. O raciocínio faz todo sentido. Renan responde a 11 inquéritos no Supremo, dos quais nove associados à Lava Jato. Nenhum destes recebeu denúncia de Janot, embora os casos em questão sejam ainda mais graves.
2427-BRASIL-CAPA-INFO01
O contra-ataque do Senado foi tecido com os fios da vingança. Primeiro, a Casa inflada de corporativismo pôs em marcha um acordão. Se a corte determinar a prisão dos senadores, a Senado promete inviabilizar a decisão em plenário. “Até aqui o que se tem contra os senadores é uma mera especulação de conversas reservadas”, antecipou-se o líder do governo, Aloysio Nunes (PSDB-SP). O passo seguinte dos senadores será barrar qualquer tentativa de Janot de emplacar o seu sucessor. Sabe-se no MPF do seu esforço em fazer de Nicolao Dino, irmão do governador do Maranhão, Flávio Dino, o próximo procurador-geral da República. “Não iremos esquecer”, afirmou um aliado de Jucá.
Que ninguém se engane: os intencionados em inviabilizar a Lava Jato tentarão fazer valer o seu propósito ao menor sinal de equívoco processual. Foi sintomática a solidariedade do ex-presidente Lula a Renan prestada na semana passada. A quem interessa o afã de querer mandar apenas um grupo de políticos para a cadeia com base em controversa sustentação legal? A resposta é insofismável: só serve a quem está apostando suas fichas no ambiente do “quanto pior, melhor” para ensejar novas eleições ou para aqueles que acalentam o irrefreável desejo de melar a Lava Jato. A pretexto de mandar para a cadeia um lote específico de políticos implicados no crime de obstrução da Justiça, o diversionismo de Janot arrisca produzir exatamente o inverso: a proteção de todos. E não é o que se cumpriu semana passada? Apesar da atuação de xerife, a dura realidade se impôs: todos permanecem soltos. Peemedebistas e petistas.
A busca pela imparcialidade dos magistrados remonta ao início dos tempos. Ao retirar do cidadão o direito à autotutela, o Estado deu-lhe como compensação a figura do juiz: a pessoa a quem caberia a resolução de impasses sem beneficiar nenhuma das partes. O jurista alemão Werner Goldschimidt diz que a imparcialidade consiste na tentativa de colocar entre parênteses todas as considerações subjetivas do julgador, de modo que este deve ser objetivo e esquecer-se da própria personalidade. Não é o que parece orientar o procurador-geral da República. Para o espanhol Faustino Córdon Moreno, professor catedrático da Universidade de Navarra, o julgador imparcial deve ser terceiro às partes, assentado na neutralidade e no desinteresse. Janot também não parece agir como um ator desinteressado. Pelo contrário. Para o Palácio do Planalto, em seu radar estão os votos necessários para enterrar o impeachment de Dilma.
Uma adaptação a uma expressão sheakespeariana se encaixa com perfeição à realidade atual. Há mais coisas entre Curitiba e Brasília do que supõe nossa vã filosofia. Existe algo de podre no reino, para tomar emprestado outro termo da tragédia de Hamlet. Que os rigores da lei valham para todos e a venda permaneça sobre os olhos da deusa grega. Só assim, a Lava Jato estará resguardada e marcará o capítulo mais importante da história do combate à impunidade no País.
TRIO AFINADO Aliado de primeira hora de Lula e Dilma, para quem fez campanha, Pimentel tentou obstruir a Justiça
TRIO AFINADO Aliado de primeira hora de Lula e Dilma, para quem fez campanha, Pimentel tentou obstruir a Justiça

Pimentel manobrou e ainda está sem punição

Fernando Pimentel se mantém no governo de Minas enquanto STJ não decide se aceita acusação contra ele
A cada dia se complica a situação do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Ele é suspeito de receber suborno e de se beneficiar de recursos ilícitos na última eleição. A Operação Zelotes moveu uma denúncia contra o petista por ajudar ilegalmente montadoras quando era ministro do Desenvolvimento, na gestão Dilma. O STJ até agora não decidiu se aceita a acusação, o que apearia automaticamente Pimentel do cargo. Enquanto isto, o braço-direito do petista resolveu contar tudo o que sabe em troca de redução de pena. O empresário Benedito Rodrigues, o Bené, disse que, entre outras operações, Pimentel recebeu milhões de empreiteiras para fazer lobby junto a governos do exterior. Afirmou também que o governador direcionou parte do dinheiro ilegal para negócios de um sobrinho. Não é primeira acusação contra familiares do petista. A primeira-dama Carolina Oliveira é também alvo dos agentes da Zelotes. Em uma estratégia suspensa pela Justiça, Pimentel tentou nomeá-la secretária estadual para lhe dar foro privilegiado e atrapalhar as investigações.

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