TSE precisa justificar por que “parou” a contagem dos votos para presidente
Júlio Mosquéra entrou ao vivo denunciando a interrupção
Carlos Newton
Jamais se viu nada igual na apuração de votos da urna eletrônica. Desta vez foi uma situação patética, fazendo os apresentadores da TV Globo pagarem um grande mico diante do respeitável público. Nem a experiente Renata Lo Prete nem o estreante Cesar Tralli notaram que a contagem para presidente ficou parada em 64,81% da apuração, enquanto os outros resultados – para governadores e senadores, nos 26 Estados e no Distrito Federal – continuavam atualizados a todo vapor.
Lo Prete e Tralli não percebiam nada e continuaram buscando a contagem para presidente e repetindo os menos números, sem notar que os resultados estavam simplesmente sem atualização, justamente na eleição para a Presidência da República.
FALA MOSQUÉRA – Quando essa estranha parada na contagem do TSE já se prolongava por uns 20 minutos, o repórter Júlio Mosquéra, da Globo em Brasília, fez uma participação ao vivo, com ar preocupado, e denunciou que a contagem da eleição presidencial realmente estava interrompida. Logo em seguida, os números foram reajustados, e quando Tralli e Lo Prete anunciaram a atualização, Lula tinha subido muito e tudo indicava que haveria segundo turno contra Flávio.
É claro que foi coincidência… Aliás, realmente é impressionante que ainda haja quem acredite em coincidência e em pesquisas eleitorais. Vejam o exemplo das ex-senadoras SImone Tebet e Marina Silva, que eram favoritas nas pesquisas, mas acabaram fora do baralho, com perda total.
Quanto a problemas na apuração pelo Tribunal Superior Eleitoral, já houve precedentes. O mais estranho ocorreu na reeleição de Dilma Rousseff, em 2014, quando o ministro petista Dias Toffoli presidia o TSE e comandou a apuração dentro de uma sala trancada, à qual ninguém tinha acesso sem ordem direta dele.
AÉCIO PERDE EM MINAS – Foi nesse clima que a candidata Dilma Rousseff derrotou o adversário Aécio Neves na reta final em Minas Gerais e ganhou a eleição. Na época, Aécio entrou com um recurso na Justiça Eleitoral, que não era julgado nunca, e ele acabou desistindo e aceitou a derrota em sua própria terra.
Quatro anos depois, a mesma Dilma se candidatou a senadora por Minas Gerais. Liderava com facilidade todas as pesquisas, mandou fazer o vestido da posse, mas chegou num humilhante quarto lugar. E ainda há quem acredite em pesquisas eleitorais, repita-se ad nauseam, como dizem os juristas. Aliás, as pesquisas davam Lula na frente. Confira aí o Datafolha…Aliás, se dependesse das pesquisas, Flávio Bolsonaro já estaria derrotado antes mesmo de se candidatar.
Bem, voltando à eleição presidencial, teremos de aturar muitas baixarias pela frente, porque Lula e Flávio vão fazer o diabo para vencer.
###
P.S. – A eleição no Rio pode não ir a segundo turno. Motivo: a participação do candidato Garotinho está sub judice. Se a Justiça Eleitoral invalidar a candidatura dele, seus votos serão anulados e Ruas passará a ter mais de 50 por cento dos votos válidos. (C.N.)