Vídeo mostra Ciro Nogueira dançando com Vorcaro nos Alpes franceses, diz revista
Por Folhapress
03/10/2026 às 14:39
Atualizado em 03/10/2026 às 14:45
Foto: Reprodução
Daniel Vorcaro e Ciro Nogueira
Uma nova leva de vídeos extraídos do celular de Daniel Vorcaro, preso sob suspeita de fraudes no Banco Master, mostra o banqueiro e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) dançando música eletrônica em uma estação de esqui dos Alpes franceses.
As duas sequências de imagens foram publicadas no site da revista piauí e teriam sido feitas em janeiro de 2025, quando Ciro e Vorcaro viajaram à estação de Courchevel, na França. Ciro e Vorcaro estavam com suas então namoradas, Flávia Rosalen e Martha Graeff, respectivamente.
O primeiro vídeo traz o senador em uma pista de dança beijando a namorada. Ao ver que está sendo filmado, Ciro aponta para a câmera e começa a dançar. O segundo mostra o quarteto dançando para a câmera de um celular, posicionada em uma mesa. Eles dão risadas.
Ciro e a então namorada estiveram na França entre 12 e 25 de janeiro. Reportagem da Folha mostrou que, além da França, Vorcaro pagou despesas do senador em Portugal e nos Estados Unidos. Em Courchevel, apenas um jantar no restaurante La Soucoupe ficou por R$ 63,6 mil, segundo documentação obtida pela Polícia Federal.
Ciro, que é candidato à reeleição pelo Senado, é investigado em um inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) que apura se o senador recebeu dinheiro para atuar em favor do banqueiro no Congresso.
Em agosto de 2024, quando o Senado discutia uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre a autonomia do Banco Central, Ciro apresentou uma emenda que aumentava de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) por investidor. A proposta, que ficou conhecida como "emenda Master", poderia ter beneficiado Vorcaro e aumentado o rombo do FGC quando o banco quebrou.
Vorcaro está preso desde março deste ano e chegou a negociar delações premiadas. As informações contidas em seu celular, que, além de políticos, envolvem seis ministros do STF, instauraram uma crise entre os Poderes da República.