terça-feira, setembro 23, 2025

O discurso histórico do presidente Lula, do BRASIL, na Assembleia Geral da ONU,

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 O discurso histórico do presidente Lula, do BRASIL, na Assembleia Geral da ONU, realizado hoje (23 de setembro de 2025), aborda uma série de temas complexos e de grande relevância global. A seguir, destaco os principais pontos, sob a minha ótica, e a mensagem central que colhi do pronunciamento disponível em: https://www.youtube.com/live/wtwb5HFmx84.


Política Externa e Paz Global: Lula defendeu a inclusão e a paz, mencionando a situação de Cuba, do Haiti, e a posição de judeus contrários ao massacre em Gaza. A defesa de Cuba como não terrorista e o direito do Haiti de viver em paz reforçam a visão de uma política externa que busca a desescalada e a resolução pacífica de conflitos. A menção aos judeus que se posicionam contra as ações em Gaza é notável, pois separa a crítica às políticas do governo de Israel da identidade judaica, uma abordagem que busca evitar a generalização e aprofundar o debate sobre o conflito.


Governança Global e Reformas: O presidente Lula  defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU e a revisão do sistema multilateral de comércio. A crítica à estrutura atual da ONU, que ele considera ultrapassada e não representativa da diversidade de membros, é um ponto recorrente nos discursos do Brasil e de outros países do Sul Global. A proposta de ampliar o Conselho de Segurança e revisar o comércio internacional sinaliza um desejo de tornar as instituições globais mais justas e equitativas.


Questões Ambientais e Clima: O discurso destacou a importância da transição energética e a necessidade de a ONU encampar fortemente a questão do clima. Lula ressaltou o papel de vozes como as de Pepe Mujica e do Papa Francisco na luta contra a degradação ambiental, o que sugere uma abordagem que combina liderança política com moralidade e ativismo social.


Futuro e Liderança: A frase "O amanhã é feito de escolhas diárias" resume a visão de que a mudança é um processo contínuo que exige ação. A crítica às "rivalidades ideológicas" e a "ordem internacional como um jogo de soma zero" aponta para uma visão multilateral do mundo, onde a cooperação prevalece sobre a competição.


Mensagem Central:


A mensagem central do discurso de Lula é um apelo por um mundo mais multilateral, justo e representativo. Ao defender o respeito e a voz do Sul Global, ele posiciona o Brasil como um líder que busca um novo tipo de ordem mundial, baseada não na dominação, mas na cooperação e no respeito mútuo. A fala de Lula ecoa a busca do Brasil por um papel mais proativo na agenda global, propondo soluções para problemas urgentes como a crise climática e os conflitos geopolíticos, ao mesmo tempo em que critica a estrutura de poder atual. 


"Mesmo sob ataques sem precedentes, o Brasil optou por  resistir e defender sua democracia reconquistada há 40 anos... Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra nossas instituições e economia. A agressão contra a independência do poder judiciário é inaceitável. (...) Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e àqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis [aplausos]. Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela. 


(...) Democracia sólidas vão além do ritual eleitoral. Seu rigor pressupõe a redução das desigualdades, a garantia dos direitos mais elementares: a alimentação, a segurança, o trabalho, a moradia, a educação e a saúde. A democracia falha quando as mulheres ganham menos do que os homens ou morrem pelas mãos de parceiros ou familiares. Ela perde quando fecha as suas portas e culpa migrantes pelas mazelas do mundo. A pobreza é tão inimiga da democracia quanto o extremismo. 


(...) 


A única guerra em que todos podem sair vencedores é contra a fome a pobreza."


(...)


"O amanhã é feito de escolhas diárias e é preciso coragem de agir para transformá-las... No futuro que o Brasil vislumbra, não há espaço para rivalidades ideológicas ou esfera de influência... Precisamos de lideranças que entendam que a ordem internacional não é um jogo de soma zero. O século XXI, para se manter pacífico, não pode deixar de ser multilateral... A voz do Sul Global deve ser respeitada e ouvida [aplausos]. A ONU tem hoje quase quatro vezes mais membros do que os 51 que estiveram na sua fundação. Nossa missão histórica é a de torná-la, novamente, portadora de esperanças e promotora da igualdade e da paz no desenvolvimento sustentável, da diversidade e da tolerância."


Ricardo Machado (organizado com recursos do ChatGPT)

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