Gilmar Mendes e presidente da ABI chegam a acordo e processo no STJ é encerrado
06/08/2025
Por Lauro Jardim, em O Globo
Foto: Fellipe Sampaio/STF
A Terceira Turma do STJ extinguiu a ação de indenização por danos morais movida por Gilmar Mendes contra a revista IstoÉ e os jornalistas Tábata Viapiana e Octávio Costa, atual presidente da ABI. As partes chegaram a acordo.
Intermediado pelo advogado Rodrigo Mudrovitsch, o acordo inclui uma declaração dos jornalistas de que não tiveram a intenção de ofender o ministro. Além disso, os dois ressaltaram que a edição final do texto da reportagem foi de exclusiva responsabilidade da redação de São Paulo da IstoÉ, bem como que os dois jornalistas, da sucursal de Brasília, não participaram da escolha da capa da revista que veiculava a matéria objeto do processo.
Como indenização simbólica pelo acordo, os jornalistas realizaram o pagamento de R$ 10 mil em favor do IMDH – Instituto Migrações e Direitos Humanos.
Nota da Redação deste Blog -- Acordo Entre Gilmar Mendes e Jornalistas da ABI Demonstra Grandeza e Foco na Solução
Em um desfecho que evidencia maturidade e a busca por soluções construtivas, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) encerrou a ação de indenização por danos morais movida pelo Ministro Gilmar Mendes contra a revista IstoÉ e os jornalistas Tábata Viapiana e Octávio Costa, atual presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). As partes chegaram a um acordo, intermediado pelo advogado Rodrigo Mudrovitsch, que suspende a disputa e promove uma resolução pacífica.
O acordo inclui uma declaração dos jornalistas, que afirmaram não ter tido a intenção de ofender o ministro. Eles ressaltaram, ainda, que a edição final do texto e a escolha da capa da revista foram de responsabilidade exclusiva da redação de São Paulo da IstoÉ, e que eles, da sucursal de Brasília, não participaram dessas decisões.
Como indenização simbólica, os jornalistas realizaram um pagamento de R$ 10 mil em favor do Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH). Essa atitude demonstra que, em vez de prolongar um litígio, as partes optaram por canalizar a energia da disputa para uma causa nobre.
Esse desfecho reflete a filosofia de Arthur Schopenhauer de que "Grandes homens são como águias, e constroem seus ninhos em alguma solidão elevada." Ao invés de se prenderem a uma batalha prolongada, que muitas vezes é um campo fértil para a mesquinharia, as partes escolheram um caminho de consenso. Eles se afastaram do ruído do conflito para focar na solução, o que é um sinal de grandeza.
O acordo entre Gilmar Mendes e os jornalistas mostra que é possível resolver conflitos de forma digna e estratégica, com foco na superação de desavenças e na contribuição para a sociedade. A ação, longe de ser um sinal de fraqueza, evidencia a autossuficiência e a força de quem prioriza o diálogo e a responsabilidade, em vez de alimentar disputas infindáveis.
https://www.abi.org.br/gilmar-mendes-e-presidente-da-abi-chegam-a-acordo-e-processo-no-stj-e-encerrado/
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