terça-feira, outubro 17, 2023

Financiadores do Hamas são os maiores responsáveis por essa guerra desatinada

Publicado em 17 de outubro de 2023 por Tribuna da Internet

Khamenei denies Iran behind Hamas attack on Israel | The Singleton Argus |  Singleton, NSW

Khamenei, do Irã, um dos maiores financiadores do Hamas

Isabella de Paula
Gazeta do Povo

No dia 7 de outubro, o grupo terrorista Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, lançou uma grande ofensiva contra Israel, reacendendo um conflito histórico no maior ataque em décadas na região. Um fato que chamou a atenção foi o enorme arsenal de mísseis utilizados na primeira ação dos terroristas.

Ao todo, aproximadamente 5 mil foguetes foram lançados contra o território israelense, pegando as Forças de Defesa de Israel (FDI) de surpresa. Além disso, a organização terrorista conseguiu ultrapassar as fronteiras entre Gaza e Israel, fazendo mais de cem pessoas reféns, além de milhares de vítimas fatais, incluindo brasileiros.

FORTALECIMENTO – Essas ações do Hamas mostram que, ao longo dos anos, o grupo passou por diversas transformações que permitiram seu fortalecimento, fruto de um alto financiamento de aliados do mundo árabe, que defendem a causa palestina e querem o fim de Israel.

Apesar de ser um país não árabe no Oriente Médio, o Irã é o principal apoiador do Hamas, segundo afirmou o próprio comando da milícia palestina logo após o atentado. No dia seguinte ao ataque, no domingo (8), o porta-voz do grupo, Ghazi Hamad, disse ao programa de rádio Newshour, do Serviço Mundial da BBC, que contou com ajuda do regime iraniano no bombardeio a Israel.

De acordo com Hamad, o Irã se comprometeu a “apoiar os combatentes palestinos até a libertação da Palestina e de Jerusalém”. Ele também afirmou que o grupo havia recebido ajuda de outros países, mas não citou os nomes na ocasião.

KHAMENEI ORGULHOSO – Apesar de ter negado participação no ataque, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou na terça-feira (10) “estar orgulhoso da operação organizada pela juventude palestina”. De acordo com um artigo do portal da National Review, o Hamas recebe aproximadamente US$ 100 milhões (cerca de R$ 508 milhões) por ano do Irã.

O arsenal da milícia é reforçado pelo apoio iraniano, que inclui armas leves, morteiros, mísseis guiados antitanque, mísseis antiaéreos de ombro, drones e foguetes não-guiados de curto e longo alcance.

Apesar de ser o grande patrocinador do conflito contra o Estado de Israel, o regime islâmico iraniano não é o único responsável pelo fortalecimento do Hamas.

MAIS RECURSOS – De acordo com o jornal britânico The Telegraph, durante o primeiro semestre de 2023, os grupos terroristas Hamas e a Jihad Islâmica Palestina receberam mais de US$ 134 milhões (R$ 676 milhões) em criptomoedas, fonte de renda de difícil identificação da origem. Portanto, o dinheiro pode vir de patrocinadores privados dentro ou fora da região do Oriente Médio.

Uma das empresas que divulgaram o recebimento de doações foi a BitOK, especializada em rastreamento de moedas digitais, com sede em Tel Aviv. Segundo as informações divulgadas, o Hamas arrecadou por este meio cerca de US$ 41 milhões (R$ 207 milhões) nos últimos 18 meses.

De acordo com a emissora americana CNN, o grupo terrorista também é financiado por fundos angariados em países do Golfo Pérsico, região localizada entre a Península da Arábia e o Irã.

CATAR APOIA – Um deles, segundo o jornal alemão DW, é o Catar, que oficialmente afirma que Doha financia esse tipo de grupo no intuito de manter uma “porta de diálogo aberta” e evitar ações extremistas no Oriente Médio, sendo um país a favor da criação do Estado Palestino. Até 2021, estima-se que houve a transferência de mais de US$ 1,8 bilhão para o grupo partindo do Catar.

As fontes de financiamento do Hamas não são publicamente divulgadas. Suspeita-se que outros países, como a Turquia e a Coreia do Norte, também tenham apoiado os terroristas financeiramente ou com outras formas de assistência, no entanto, até o momento nada foi oficialmente esclarecido

Outros países que não mantêm relação com Israel e defendem a formação do Estado palestino entram no “radar” sobre o financiamento do grupo. Entre eles, estão a Líbia, o Líbano, Arábia Saudita, o Iraque e até a Venezuela.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente artigo enviado por Mário Assis Causanilhas, mostrando que o Hamas não está sozinho nesta guerra contra Israel. Isso significa que não se trata de uma querra a favor da Palestina, mas de um conflito muito mais amplo  contra Israel, no qual o povo palestino é vitimado pelos dois lados, vejam só que insanidade. Mas quem se interessa?(C.N.)


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