segunda-feira, outubro 16, 2023

Conflitos entre forças de Israel e Hezbollah se intensificam na fronteira com o Líbano


A bandeira palestina e a bandeira do Hezbollah balançam ao vento em um mastro enquanto as forças de manutenção da paz da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) patrulham a área fronteiriça entre o Líbano e Israel na colina Hamames, na área de Khiyam, no sul do Líbano, em 13 de outubro , 2023. — Foto: Joseph EID / AFP

As bandeiras da Palestina e do Hezbollah tremulam juntas

Deu no g1

Os combatentes libaneses do Hezbollah lançaram ataques contra postos do exército israelense e uma vila na fronteira norte neste domingo (15). E Israel retaliou com ataques no Líbano.

Os disparos esporádicos na fronteira Israel-Líbano durante a semana passada levantaram preocupações de que os combates com militantes do Hamas em Gaza pudessem evoluir para um conflito mais amplo.

PRIMEIRAS VÍTIMAS – O ataque do Hezbollah a Shtula, uma comunidade agrícola israelense, matou uma pessoa e feriu outras três, disseram o grupo e médicos israelenses. O Hezbollah também disse que atacou quartéis em Hanita, em Israel, com mísseis guiados e disse que infligiu baixas “às fileiras inimigas”.

Os militares israelenses afirmaram ter conduzido ataques no Líbano em retaliação e declararam uma zona a 4 km da fronteira libanesa fora dos limites ao acesso público. Três fontes de segurança confirmaram à Reuters que a artilharia israelense atingiu diversas áreas no sul.

O braço armado do Hamas, as Brigadas Al Qassam, disse ter disparado 20 foguetes do Líbano contra dois assentamentos israelenses.

ESCALADA AUMENTA – A força de manutenção da paz das Nações Unidas, Unifil, disse que a sua sede no sul do Líbano foi atingida por um foguete, mas ninguém ficou ferido. A organização disse que estava trabalhando para determinar de onde veio o projétil.

“Continuamos a envolver-nos ativamente com as autoridades de ambos os lados, mas, lamentavelmente, apesar dos nossos esforços, a escalada militar continua”, afirmou a Unifil em comunicado.

O ministro da Defesa de Israel disse no domingo que Israel não tem interesse em travar uma guerra na sua frente norte. “Não queremos agravar a situação”, disse o ministro da Defesa, Yoav Gallant. “Se o Hezbollah escolher o caminho da guerra, pagará um preço muito alto. Muito pesado. Mas se conter as agressões, respeitaremos isso e manteremos a situação como está.”

GRUPO RESPONDE – O Hezbollah disse que está pronto para lutar contra Israel e que não se deixará influenciar pelos apelos dos Estados árabes e de potências estrangeiras para que fique à margem.

Fontes dizem que o Hezbollah concebeu as suas ações até agora para serem de âmbito limitado, evitando uma grande repercussão no Líbano e mantendo as forças israelenses ocupadas.

Mas Israel pode lutar em duas ou mais frentes, dizem militares. O país está preparado, informou seu principal porta-voz militar neste domingo, assinalando que o movimento Hezbollah, apoiado pelo Irã, está aumentando as tensões na fronteira com o Líbano para impedir uma ofensiva de Israel em Gaza.

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