sábado, abril 18, 2020

“Gabinete do ódio” fez dossiê contra Mandetta e descobriu um homem honrado


Sob ameaça, Mandetta é cobiçado por governadores
MAndetta, um homem honrado, foi aplaudido ao deixar o cargo
Deu no Correio Braziliense(Agência Estado)
Ainda no comando do Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta se tornou alvo do núcleo ideológico do governo. Um dossiê foi montado contra o então ministro sob a supervisão do “gabinete do ódio”, liderado pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) que incentiva o presidente Jair Bolsonaro a adotar posições beligerantes nas redes.
A ideia era mostrar que Mandetta cometeu erros na condução do combate ao coronavírus, para que não saísse como “vítima” da crise. A estratégia foi desenhada para desgastar a imagem do agora ex-ministro desde que o confronto entre ele e Bolsonaro aumentou.
UM TIRO NO PÉ – Para a ala ideológica, a permanência do ministro após a série de atritos com o presidente foi um “tiro no pé”, que deve ser debitado na conta dos militares da Esplanada.
Os bolsonaristas compartilharam o dossiê acusando Mandetta de ser lobista de planos de saúde e de ter defendido “a destruição do SUS”, porque Mandetta foi dirigente de uma operadora de saúde entre 2001 e 2004 em Campo Grande (MS). Deixou o posto para assumir a Secretaria de Saúde daquela cidade. Permaneceu no cargo entre 2005 a 2010.
O mesmo documento afirma ainda que o município teve de devolver à União R$ 14,8 milhões. Mandetta sempre contestou a acusação e nem chegou a virar réu.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É triste ver o principal grupo de apoio ao presidente ser chamado de “gabinete do ódio”, liderado pelo filho Zero Dois, Carlos Bolsonaro, um dos maiores especialistas brasileiros em “teorias conspiratórias”. Desta vez, foram “fabricar” um dossiê contra o médico Luiz Henrique Mandetta, por não ter aceitado as ordens insanas e nada republicanas do presidente da República, e o esforço foi um tiro pela culatra. A investigação constatou uma honrada carreira de médico, que foi deputado federal por duas legislaturas e tinha desistido da política, recusando-se a ser novamente candidato em 2018.
A única suposta irregularidade encontrada foi uma denúncia “inventada” contra Mandetta há dez anos pelo “gabinete do ódio” de um político rival, no Mato Grosso Sul, mas era uma acusação tão furada que sequer foi aceita pela Justiça estadual.
Quanto a Carlos e Flávio Bolsonaro, os dois irmãos não podem dizer o mesmo, pois tudo fazem para evitar que a polícia investigue suas “rachadinhas”, seus funcionários fantasmas e seus milicianos. E toca o barco, como dizia nosso amigo Ricardo Boechat. (C.N.)

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