sábado, março 07, 2020

PIB estaciona porque os assalariados não tem dinheiro e freiam o consumo


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Charge do Duke (dukechargista.com)
Pedro do Coutto
O Produto Interno Bruto de 2019, de acordo com o IBGE, cresceu apenas 1,1%, o que significa que estacionou a renda per capita, pois 1% é para compensar o aumento da população e sobra apenas 0,1% de suposto crescimento econômico. Mas há quem sustente que o crescimento demográfico já tenha caído para 0,8%, de acordo com o cálculo da Fundação Getúlio Vargas. A diferença entre 0,8% e 1% é muito pequena.
O que ocorreu no país é um processo de redução de consumo por parte dos assalariados, situação que decorre tanto do desemprego quanto do temor de perder o posto de trabalho. Consumo retraído, a produção também e o mesmo acontece com os investimentos.
ASPECTO ESSENCIAL – Na minha opinião este é o aspecto essencial que está contendo a retomada do processo de desenvolvimento aguardada por todos, portanto, incluindo na mesma esperança o sistema empresarial e o mercado de trabalho.
Reportagem de Cássia Almeida, Gabriel Martins e Pedro Capetti, em O Globo de quinta feira, focaliza o comportamento dos diversos setores que se ligam diretamente ao Produto Interno Bruto. Além do consumo das famílias, as exportações e importações recuaram, e o resultado aí está. Para Silvia Matos, da Fundação Getúlio Vargas, o fator incerteza vinculado ao rumo político pesou também contra uma reação econômica do país.
TRÊS FATORES – Segundo a analista da FGV, três são os fatores que causaram o resultado: a intensificação dos atritos entre o Executivo e Legislativo, o coronavírus que aumenta a aversão ao risco e a indefinição sobre a regra tributária. Seja como for, o caráter dominante da crise continua sendo o desemprego. Sem trabalho e renda, não há consumo.
ESTAGNAÇÃO SALARIAL – Dentro desse panorama, a meu ver, tem maior realce a estagnação salarial diante do avanço dos preços, por menor que seja o percentual da inflação, com o IPCA atual em 4,19% ao ano.
Além disso, também contribui para o freio no consumo o temor que assalariados têm de perder o posto de trabalho. Ou seja, temos de considerar que ao lado do desemprego existe a sombra do não emprego. Esta sombra reúne os que completam a idade para trabalhar e encontram dificuldade para ingressar no sistema produtivo. E quanto menor for o mercado de trabalho, em consequência serão menores as receitas tributárias do país.
DIZEM OS NÚMEROS – As exportações caíram, afetadas por problemas econômicos na Argentina e também o confronto comercial entre EUA e China. As importações também estão caindo, por causa da alta do dólar.
O ministro Paulo Guedes não atribui maior importância ao preço do dólar. Para ele o câmbio é um processo flutuante. A diferença encontra-se em que patamar ocorrem as flutuações.
Seja em que patamar for ,o Banco Central está intervindo no mercado para conter o preço interno da moeda americana. Não está conseguindo e está consumindo reservas neste esforço. Mas há quem diga que a economia vai muito bem…

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