sábado, fevereiro 28, 2026

Jaques Wagner diz que quebra de sigilo de Lulinha na CPMI foi “manipulada”

Publicado em 27 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet

Senador disse que irá recorrer de decisão final da CPMI

Manoela Carlucci
CNN

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) disse à CNN nesta quinta-feira (26), que a votação sobre a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha – filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) -, na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi “manipulada”.

“Houve uma manipulação, prefiro não adjetivar e, portanto, não sei exatamente como esse imbróglio vai terminar”, disse. A sessão em que foi aprovada a quebra de sigilo foi suspensa após bate-boca e empurrões entre parlamentares. Durante a entrevista, o líder classificou o ocorrido como “absurdo”, mas disse que não tinha como “se calar”.

CONFUSÃO –  “Um absurdo, realmente foi-se as vias de fato porque as pessoas ficaram indignadas com a proclamação do presidente Carlos Viana sobre o resultado. Não há como negar que o número nosso era 14 e não 7 e quem ganha é a maioria”. afirmou. “Na minha opinião, um horror porque eu acho que o tratamento dentro do Congresso deveria se dar de outra forma, mas não há como se calar”, completou.

Jaques Wagner afirmou que o partido deve recorrer da decisão tomada na Comissão e procurar, inclusive, o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), para tratar sobre o caso. “Nós estamos muito tranquilos, vamos continuar brigando por aquilo que achamos correto e vamos ver. O presidente Davi deve submeter isso à mesa ou à Comissão de Justiça do próprio Senado, e vamos ver qual a decisão. Na verdade, como essa CPI é mista, o comando é realmente do presidente do Congresso, mas acaba envolvendo também o presidente Hugo Motta”.

De acordo com o líder, Lulinha pode sim prestar esclarecimentos à Comissão, contanto que haja “equilíbrio”. “Ele pode prestar esclarecimento, mas nós não podemos ter uma CPI com cacoete para um lado só. Ele pode prestar depoimento, eu quero saber porque o cunhado do Vorcaro não pode”, acrescentou.

PL ultrapassa PT nas redes e sinaliza nova disputa digital pela hegemonia eleitoral


Perfil do partido de Bolsonaro passou a superar a do PT

Rafaela Gama
O Globo

O Partido Liberal (PL) superou em crescimento no Instagram o Partido dos Trabalhadores (PT) ao longo de 2025, mostra um levantamento obtido pelo O Globo. Ao longo dos últimos 12 meses, a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro passou de aproximadamente 1,24 milhão para 1,89 milhão de seguidores, com acréscimo de cerca de 640 mil novas contas que passaram a acompanhar o perfil.

No mesmo período, a legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva cresceu quase a metade do avanço da adversária (330 mil), saindo de 1,37 milhão para 1,67 milhão. Os dados também indicam que, ao longo do primeiro semestre do ano, o PT mantinha mais seguidores que a sigla adversária, mas, de julho a outubro, os dois partidos passaram a acumular números parecidos.

CANDIDATURA – A partir de novembro, no entanto, bolsonaristas passaram à frente da legenda petista. O mês antecedeu o lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto, escolhido como sucessor do ex-mandatário.

Desde então, o parlamentar tem se colocado como o principal candidato da direita que enfrentará o petista na corrida eleitoral. Dados da última pesquisa Genial/Quaest, divulgados no início deste mês, mostram que Flávio conseguiu fidelizar o voto da direita nas projeções de primeiro turno e registrou melhorias no desempenho na parcela de eleitores considerados “independentes” no segundo turno.

O levantamento também mostra que, desde dezembro, Flávio passou a ultrapassar Lula em ganhos de seguidores nas principais redes sociais (Instagram, X, TiKTok, YouTube e Facebook), mas se manteve abaixo do petista em números totais. Somente no Instagram, por exemplo, o senador tem atualmente 8,9 milhões, enquanto o presidente acumula 14,4 milhões.

ADVERSÁRIOS – Além de Lula, o senador também poderá ter como adversários o governador Romeu Zema (Novo) e um candidato do PSD, que deverá ser lançado pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, como um representante da “terceira via”. O dirigente deverá escolher entre os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e do Paraná, Ratinho Júnior (PSD) — tido como preferido. Os três têm 2 milhões, 1,5 milhões e 1,3 milhões de seguidores no Instagram, respectivamente, enquanto Zema acumula 2,3 milhões.

A pesquisa Quaest também indica que eles são os candidatos mais desconhecidos. No quadro geral do levantamento, 23% dizem que “conhecem e votariam” em Ratinho. No mesmo quesito, Caiado pontuou 14%, Zema, 13% e Leite, 10%. Outros 42% afirmam o mesmo sobre Lula, enquanto 36% têm a mesma opinião sobre Flávio.


Na guerra fria na família Bolsonaro, a disputa pelo espólio do poder


Bolsonarismo entra em fase aberta de autodevoração política

Marcelo Copelli
Revista Fórum

A candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, apresentada como herança direta de Jair Bolsonaro, está longe de constituir consenso no próprio clã e muito menos no campo conservador que orbitou o ex-presidente desde 2018. O que se projeta para 2026 não é uma transição orgânica de liderança, mas um movimento defensivo para preservar um capital político em evidente perda de capacidade agregadora. A tentativa de naturalizar a sucessão esbarra numa realidade incômoda: sem o vértice indiscutível que antes organizava o grupo, tensões acumuladas emergem e transformam a pré-candidatura em foco explícito de disputa doméstica.

Não se trata de continuidade, mas de administração de espólio. O bolsonarismo, frequentemente descrito como bloco monolítico, sempre operou como coalizão pragmática de interesses heterogêneos — militares, liberais radicais, lideranças evangélicas, antipetistas históricos e operadores do Centrão — unificados menos por um programa consistente do que pela força agregadora de uma liderança personalista. Enquanto esse poder arbitral se mantinha intacto, divergências eram contidas. Com a inelegibilidade e o afastamento do jogo eleitoral direto, porém, a engrenagem perdeu o eixo e as fissuras deixaram de ser silenciosas.

APOSTA ARRISCADA – A escolha de Flávio, nesse cenário, não surge como solução consensual, mas como aposta arriscada numa lógica dinástica que parcela relevante da própria direita considera politicamente contraproducente. A contradição é direta: o movimento que se construiu como antítese das “velhas oligarquias” passa a flertar com a reprodução hereditária de poder. A promessa de ruptura converte-se, assim, em continuidade familiar — e essa inversão simbólica é percebida com crescente desconforto por aliados estratégicos.

Entre os primeiros sinais de tensão, destacam-se críticas oriundas do próprio campo ideológico. O pastor Silas Malafaia, figura central na mobilização do eleitorado evangélico, já indicou preferência por alternativas consideradas mais competitivas e chegou a avaliar que intervenções públicas de Eduardo Bolsonaro prejudicam mais do que contribuem para a viabilidade eleitoral do irmão. A mensagem implícita é inequívoca: lealdade ao fundador não implica adesão automática ao herdeiro designado.

A equação torna-se mais complexa com o fortalecimento do capital político próprio de Michelle Bolsonaro. Consolidada como liderança com linguagem mais moderada e forte apelo entre mulheres e evangélicos, ela deixou de ser mera extensão simbólica do ex-presidente para tornar-se alternativa real dentro do campo conservador. Seu apoio público ao nome de Flávio, nesse contexto, soa menos como aclamação espontânea e mais como gesto de disciplina familiar diante de um processo sucessório ainda indefinido.

REORGANIZAÇÃO – A disputa alcança também a nova geração da direita. O protagonismo digital e eleitoral de Nikolas Ferreira evidencia que o conservadorismo brasileiro já não gravita exclusivamente em torno da família Bolsonaro, mas se reorganiza como ecossistema competitivo de lideranças que disputam legitimidade junto à base ideológica. Nesse ambiente, a candidatura do herdeiro não produz unidade automática; torna-se apenas mais um polo na corrida por hegemonia no campo conservador.

As fricções estendem-se à estrutura partidária. Divergências entre Carlos Bolsonaro e o comando do Partido Liberal (PL), liderado por Valdemar Costa Neto, revelam um conflito estratégico nítido: enquanto o partido busca ampliar alianças e dialogar com setores moderados, o núcleo ideológico insiste numa linha permanente de confronto. O dilema é estrutural — moderar-se para ampliar viabilidade ou radicalizar para preservar identidade mobilizadora.

Esse ambiente de disputa doméstica produz um efeito decisivo: a cautela pragmática do Centrão. Diferentemente do bolsonarismo ideológico, esse bloco opera por cálculo frio de viabilidade eleitoral e governabilidade futura. Nesse horizonte, a candidatura de Flávio surge como ativo incerto: carrega o peso do sobrenome, mas carece de experiência executiva robusta e enfrenta resistências no próprio campo que deveria sustentá-lo. Para atores pragmáticos, herança familiar não substitui densidade política nem probabilidade concreta de vitória.

COMPETIÇÃO DOMÉSTICA – O próprio clã, por anos apresentado como núcleo indissociável, revela agora dinâmica competitiva doméstica. A política familiar, antes extensão direta do projeto presidencial, converte-se em arena de protagonismos paralelos. Cada integrante busca preservar ou ampliar espaço, e a escolha de um sucessor prioritário altera inevitavelmente esse equilíbrio. Divergências públicas, recados indiretos e movimentos autônomos indicam que a lealdade convive, de forma cada vez mais evidente, com rivalidades latentes.

No plano eleitoral, a fragilidade torna-se ainda mais visível. Sem trajetória executiva de grande porte, Flávio enfrenta o contraste com governadores conservadores que acumulam resultados administrativos concretos e ambições presidenciais próprias. Instala-se, então, um dilema silencioso: entre fidelidade ao sobrenome e pragmatismo eleitoral, qual escolha maximiza as chances reais de poder? A ausência de resposta unânime aprofunda a fragmentação.

O ponto central é inequívoco: a candidatura de Flávio não emerge de convergência natural, mas de uma decisão verticalizada para preservar a centralidade de um nome no imaginário político da direita. Contudo, hegemonia não se transmite por herança; constrói-se por legitimidade reconhecida pelos pares e pela base social. Sem essa validação, a tentativa de sucessão tende a intensificar, e não pacificar, as disputas no interior do próprio campo.

RESERVAS – A ausência de unanimidade, portanto, não é detalhe periférico — é o elemento definidor dessa pré-candidatura. As reservas de lideranças evangélicas, a autonomia crescente de Michelle, o protagonismo de quadros jovens, os atritos entre irmãos e as tensões com a direção partidária compõem um mosaico que desmonta a imagem de coesão automática. O bolsonarismo já não opera sob comando incontestável.

Nesse contexto, a candidatura de Flávio Bolsonaro simboliza menos a continuidade de um projeto do que a exposição de sua crise estrutural. O que se apresenta como sucessão revela-se, na prática, uma guerra fria doméstica pelo controle de um capital político em progressivo desgaste.

No fim, a tentativa de transmissão dinástica explicita a fragilidade estrutural do movimento: privado do eixo que lhe garantia unidade, o bolsonarismo passa a enfrentar o peso das próprias ambições que o sustentaram — e que agora, sem mediação central, operam como força centrífuga de fragmentação.

Celular de Vorcaro passa por triagem da PF antes de chegar à CPI do INSS


CPI do INSS: o tumulto que revela a guerra política por trás das investigações


Charge do Gilmar Frga (Zero Hora)

Pedro do Coutto

A cena que marcou a sessão da CPI do INSS foi menos institucional e mais sintomática do ambiente político que cerca a investigação: gritos, acusações cruzadas, suspeitas de fraude na contagem de votos e até agressões físicas.

No centro do embate, a aprovação da quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O episódio não é apenas mais um capítulo de um inquérito parlamentar; é um retrato vivo da disputa narrativa que hoje atravessa o Congresso e o próprio sistema político brasileiro.

REUNIÃO TENSA – A decisão de quebrar os sigilos ocorreu em meio a uma reunião tensa, marcada por protestos de parlamentares governistas que contestaram o resultado da votação simbólica e acusaram a presidência da comissão de distorcer a contagem dos votos. O presidente da CPI, senador Carlos Viana, sustentou que o procedimento seguiu o regimento e que a verificação de quórum, registrada eletronicamente, validava a aprovação dos requerimentos em bloco.

Para além do tumulto, o ato possui forte peso político. A quebra de sigilo foi solicitada no contexto das investigações sobre um amplo esquema de fraudes em descontos indevidos sobre benefícios previdenciários, que teriam causado prejuízo bilionário a aposentados e pensionistas ao longo dos últimos anos, envolvendo associações, empresas e agentes diversos ligados ao mercado de crédito consignado.

O ponto sensível, porém, não está apenas na investigação em si, mas na escolha do alvo. Ao incluir o filho do presidente entre os nomes alcançados pela medida, a CPI eleva a temperatura política e amplia o alcance simbólico de suas ações. Em política, decisões jurídicas ou investigativas raramente são neutras em seus efeitos; elas dialogam com disputas mais amplas, especialmente quando atingem o entorno familiar do chefe do Executivo.

COLABORAÇÃO – Os parlamentares contrários à quebra de sigilo argumentaram que Lulinha demonstrou disposição para colaborar voluntariamente com as investigações, o que tornaria a medida coercitiva desnecessária. A defesa do empresário sustenta exatamente essa tese: afirma que ele não participou de fraudes e que forneceria espontaneamente documentos ao Supremo Tribunal Federal, classificando a quebra como “dispensável”.

Esse argumento revela um dilema clássico das comissões parlamentares de inquérito: investigar ou politizar? Na prática, CPI é instrumento híbrido — jurídico na forma, político na essência. Quando decide quebrar sigilos, a comissão busca ampliar o leque probatório; quando o faz em meio a tumultos e acusações de fraude na votação, acaba por reforçar a percepção de que a arena investigativa se transformou também em palco de disputa simbólica entre governo e oposição.

O episódio ainda expõe outro aspecto recorrente da política brasileira contemporânea: a disputa pelo controle da narrativa pública. Para a oposição, a quebra de sigilo reforça a imagem de rigor investigativo e amplia a pressão sobre o governo. Para a base governista, o tumulto e as dúvidas sobre o quórum alimentam a tese de que há instrumentalização política da CPI. Nesse contexto, cada gesto processual — um requerimento aprovado, um voto contestado, uma acusação de fraude — ganha dimensão estratégica.

ESPAÇO DE BATALHA – Mais do que esclarecer fatos, a CPI tornou-se espaço de batalha discursiva sobre responsabilidade, corrupção e legitimidade institucional. O Brasil já assistiu a esse roteiro em outros momentos: investigações que nascem técnicas, mas rapidamente se transformam em arenas de confronto ideológico, onde a verdade factual disputa espaço com a verdade política.

No fundo, o que se viu naquela sessão foi o retrato de um sistema em permanente tensão: de um lado, a necessidade legítima de apurar fraudes que afetaram milhões de beneficiários da Previdência; de outro, o risco constante de que investigações sejam capturadas pelo calendário eleitoral e pela polarização. Quando tapas na mesa substituem argumentos e suspeitas sobre a contagem de votos eclipsam o debate substantivo, o processo investigativo perde parte de sua autoridade moral.

A quebra de sigilo de Lulinha, portanto, transcende a figura do investigado. Ela simboliza o momento em que a CPI deixa de ser apenas instrumento de apuração e se converte em arena política plena, onde cada decisão é interpretada não apenas à luz da legalidade, mas da conveniência e da disputa pelo poder. E é justamente nesse ponto que reside o risco: quando a política invade por completo o espaço da investigação, o esclarecimento dos fatos deixa de ser o único objetivo — e passa a ser apenas uma peça no tabuleiro maior da guerra política brasileira.

Cemitério São João Batista: o abandono que fere a memória de Jeremoabo

 

                                             Cemitério de Jeremoabo



Cemitério São João Batista: o abandono que fere a memória de Jeremoabo


José Montalvão

Há muito tempo eu não adentrava no Cemitério São João Batista. Hoje, ao pisar novamente naquele solo sagrado, senti na pele o que significa o abandono. O que deveria ser um espaço de respeito, silêncio e memória transformou-se em matagal, descaso e vergonha. Um cenário que machuca qualquer jeremoabense que ainda cultive amor por sua terra e reverência por seus entes queridos.

Ali repousam pais, mães, filhos, irmãos — homens e mulheres que ajudaram a construir a história de Jeremoabo. No entanto, o que se vê é um cemitério entregue à própria sorte, tomado pelo mato, pela deterioração e pela ausência de cuidado. Não se trata apenas de infraestrutura; trata-se de dignidade humana. Trata-se do respeito à última moradia de seres humanos que merecem consideração, mesmo após a partida.

É inadmissível que a instituição (Igreja) que se diz responsável pelo espaço tenha, há tanto tempo, simplesmente virado as costas. O abandono não é apenas físico — é moral. O cemitério é um símbolo da nossa memória coletiva. Quando ele é negligenciado, estamos dizendo, ainda que silenciosamente, que nossa própria história não importa.

Todos os anos voltamos ali para visitar nossos entes queridos. Levamos flores, orações e saudade. O mínimo que se espera é encontrar um ambiente limpo, organizado e digno. O que se encontra hoje é uma afronta à consciência cristã e ao respeito comunitário.

Diante dessa realidade, faço aqui um apelo público ao amigo e prefeito Tista de Deda, que também é jeremoabense e tem seus familiares ali sepultados. Que interdite aquele espaço nas condições em que se encontra e, com o prestígio político que possui junto a deputados, senadores e ao governador, busque recursos para a construção de um cemitério moderno, estruturado e que verdadeiramente dignifique Jeremoabo.

Não se trata de politicagem, mas de humanidade. Convoco também os vereadores do município a participarem dessa campanha. O papel do vereador é fiscalizar, propor e agir em benefício da coletividade. Essa é uma causa que ultrapassa partidos, ideologias e disputas eleitorais. É uma questão de respeito.

Jeremoabo precisa honrar seus mortos para continuar tendo moral de cobrar dignidade para os vivos. Um povo que não cuida da memória de seus antepassados perde, aos poucos, o sentido da própria identidade.

Que esse grito não ecoe no vazio. Que se transforme em ação concreta. Porque o abandono do Cemitério São João Batista não é apenas um problema administrativo — é uma ferida aberta na alma de nossa cidade.

José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

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