domingo, setembro 27, 2026
“É de direita ou esquerda?” se torna a pergunta central da eleição nas buscas do Google
Publicado em 26 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

Charge do Zé Dassilva (NSC Total)
Diego Alejandro
Folha
Nunca houve tantas buscas no Google no Brasil por informações sobre se uma pessoa ou partido é de direita ou de esquerda como em agosto deste ano, segundo dados do Google Trends. Desde o início da campanha eleitoral, em 16 de agosto, as pesquisas com a expressão “é de direita ou esquerda” quase triplicaram no país, com alta de 180%.
As consultas se concentram principalmente em candidatos e partidos. Entre os presidenciáveis, Lula (PT) aparece no topo das buscas, seguido por Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão). Também estão na lista nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Raquel Lyra (PSD), ACM Neto (União), Eduardo Paes (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL). Entre os partidos, PSD, Avante e Podemos foram os mais pesquisados para saber de que lado do espectro político estão. PSDB, PSB, Republicanos, PT e MDB aparecem na sequência.
BUSCAS – O levantamento mostra ainda que o interesse por candidatos e partidos classificados como de direita ou esquerda é bem maior do que o registrado para os de centro. A busca por informações desse tipo também cresceu quando relacionada aos cargos em disputa. Nas últimas semanas, pesquisas por “deputado esquerda” aumentaram 600% no Brasil, enquanto “deputado direita” teve alta de 1.200%.
O Google Trends também identificou curiosidades sobre a posição política de personagens históricos. Na busca “era de direita ou esquerda”, Fernando Collor aparece em primeiro lugar, seguido por Fernando Henrique Cardoso, Getúlio Vargas, José Sarney e João Goulart. Também estão na relação nomes como Michel Temer, Leonel Brizola, Itamar Franco e Carlos Lacerda.
Os dados do Google Trends mostram o interesse relativo por determinados termos em um período, e não necessariamente o número absoluto de pesquisas. “Mais buscado” indica o maior volume de buscas no intervalo analisado, enquanto “maior alta” se refere ao crescimento do interesse em comparação com um período anterior.
Jogatina nas bets: da regulamentação à proibição, uma nova batalha política
Publicado em 26 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

Charge do Baggi (Jornal de Brasília)
Vitor Seta
O Globo
Em pronunciamento feito nesta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou o fim do setor de apostas esportivas e jogos virtuais no Brasil. Lula e Dario Durigan, ministro da Fazenda, confirmaram a edição de uma Medida Provisória que proíbe as atividades no país, encerrando uma cronologia de quase oito anos das operações das chamadas bets.
A medida vetará depósitos nas contas de usuários das bets, enquanto os sites ficarão disponíveis para resgate de saldo até o dia 5 de outubro. No dia 6, serão bloqueados. O governo também pretende apresentar projeto de lei para criminalizar as bets e seus operadores. A Medida Provisória tem vigência imediata e precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para seguir valendo. Já o projeto de lei só entra em vigor após ser avaliado pelos parlamentares.
GOVERNO TEMER – As bets começaram a atuar no país em 2018, ainda sob o governo de Michel Temer. Naquela época, a criação do setor de apostas esportivas foi aprovado no Congresso e o Executivo estabeleceu prazo de dois anos (prorrogáveis por mais dois) para regulamentação do setor. O governo seguinte, de Jair Bolsonaro (2019-2022), não realizou essa regulamentação.
A norma veio em 2023, já no governo Lula. Entre julho e dezembro daquele ano, tramitou entre Congresso e Senado projeto do Executivo, que terminou sancionado na lei 14.790. A regulamentação incluía tanto as apostas esportivas quanto os cassinos online.
Na ocasião, a segunda modalidade dividiu parlamentares. Na Câmara, a relatoria incluiu os jogos online e cassinos, que foram retirados quando o projeto passou pelo Senado. No retorno à Câmara para votação das alterações feitas pelo Senado, eles foram novamente incluídos e permaneceram na redação final. Nessa segunda votação, a base aliada do governo, que hoje mostra um posicionamento contrário, votou contra a rejeição dos cassinos.
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