sábado, agosto 01, 2026

FORÇA POLÍTICA EM SALVADOR: Tista de Deda e Anabel Marcam Presença na Convenção que Oficializou a Candidatura de Jerônimo à Reeleição com Lula



FORÇA POLÍTICA EM SALVADOR: Tista de Deda e Anabel Marcam Presença na Convenção que Oficializou a Candidatura de Jerônimo à Reeleição com Lula


Por José Montalvão


A capital baiana foi palco, neste sábado, 1º de agosto de 2026, de uma das maiores e mais impressionantes demonstrações de força política e mobilização popular dos últimos anos. O Parque de Exposições de Salvador ficou completamente tomado por uma multidão estimada em mais de 30 mil pessoas durante a convenção oficial da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que homologou a candidatura do governador Jerônimo Rodrigues (PT) à reeleição ao Governo do Estado da Bahia.

O evento de grande porte contou com a presença ilustre e central do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de ministros de Estado, senadores, deputados e centenas de prefeitos de todas os cantos da Bahia. Representando com destaque o município de Jeremoabo e demonstrando a solidez da sua aliança com as esferas estadual e federal, o prefeito Tista de Deda e a ex-prefeita Anabel lideraram a comitiva jeremoabense no ato político.

A Unidade da Base e a Presença de Jeremoabo no Cenário Estadual

A participação direta do prefeito Tista de Deda e da ex-prefeita Anabel ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do presidente Lula reafirma o alinhamento estratégico de Jeremoabo com o núcleo do poder executivo baiano e nacional. Essa aproximação institucional não é mero simbolismo partidário: é o canal direto que viabiliza a chegada de recursos, grandes obras de infraestrutura hídrica, moradias populares e investimentos na saúde e educação para o nosso município.

Nas palavras das lideranças presentes, o ato consolidou a estratégia do grupo governista para a disputa eleitoral deste ano de 2026, mostrando uma base aliada coesa, motivada e com forte penetração no interior da Bahia.

"Estar presente neste momento histórico com o presidente Lula e o governador Jerônimo é reafirmar o compromisso com o desenvolvimento de Jeremoabo. O trabalho conjunto entre o município, o Estado e a União é o que garante que os projetos do nosso povo continuem saindo do papel e transformando vidas", destacou a representação jeremoabense no evento.

Lula e Jerônimo: A Força da Militância no Parque de Exposições

A convenção transformou o Parque de Exposições em um verdadeiro mar vermelho e multicolorido de bandeiras, cantos e palavras de ordem. O presidente Lula, em seu discurso, destacou o papel estratégico da Bahia para o projeto de desenvolvimento do Brasil e reafirmou seu apoio irrestrito à caminhada de Jerônimo Rodrigues rumo a mais um mandato no Palácio de Ondina.

Por sua vez, o governador Jerônimo Rodrigues apresentou um balanço dos investimentos realizados em todas as regiões do estado — com especial atenção ao semiárido e às parcerias com as prefeituras municipais —, reafirmando o compromisso de continuar garantindo avanços na segurança hídrica, na infraestrutura rodoviária e no combate às desigualdades regionais.

Conclusão: Frutos que Retornam para a Nossa Terra

A expressiva comitiva de Jeremoabo em Salvador demonstra que o município ocupa hoje um lugar de respeito e prestígio no mapa político da Bahia. O alinhamento de Tista de Deda e Anabel com o projeto liderado por Jerônimo e Lula fortalece a governabilidade local e assegura que Jeremoabo siga na rota das grandes conquistas e dos investimentos estruturantes.

A festa da democracia em Salvador passou, mas os compromissos assumidos para o futuro da Bahia e do nosso sertão continuam mais vivos e firmes do que nunca!

José Montalvão

Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).

Blog de Dede Montalvão: Registrando os fatos marcantes da política baiana, cobrando resultados e acompanhando os caminhos do desenvolvimento de Jeremoabo!

Com Lula no palanque, PT exibe força e tenta transformar convenção em impulso para Jerônimo

 

Com Lula no palanque, PT exibe força e tenta transformar convenção em impulso para Jerônimo

Por Carine Andrade, Política Livre

01/08/2026 às 18:30

Foto: Reprodução/Flickr

Imagem de Com Lula no palanque, PT exibe força e tenta transformar convenção em impulso para Jerônimo

O presidente Lula e o governador Jerônimo Rodrigues

Em sua sexta visita à Bahia somente em 2026, a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na convenção estadual do PT, realizada neste sábado (1º), no Parque de Exposições de Salvador, deu um "gás a mais", como dizem os baianos, à campanha do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que, assim como Lula, também disputa a reeleição.

A vinda de Lula ocorre em um momento estratégico para o PT baiano e acontece na mesma semana em que o chefe do Palácio de Ondina apareceu em empate técnico com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) na pesquisa Genial/Quaest. O cenário considerado ideal pelos aliados, entretanto, seria que o governador estivesse "nadando de braçada" contra seu principal adversário, já que tem a máquina administrativa a seu favor e percorre o Estado com o Programa de Governo Participativo (PGP), iniciativa que amplia ainda mais sua visibilidade.

Outro fator que pesa no cenário político é a investigação envolvendo o senador Jaques Wagner, principal liderança do PT na Bahia e ex-líder do governo Lula no Senado, por sua suposta relação com o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Na última sexta-feira (31), novos desdobramentos ganharam repercussão local e nacional após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, tornar públicos detalhes da investigação conduzida pela Polícia Federal na nona fase da Operação Compliance Zero, que atingiu diretamente o senador petista.

Apesar de, nos bastidores, o sinal de alerta estar aceso, a convenção deste sábado transmitiu a imagem de um grupo unido e pouco disposto a demonstrar preocupação com possíveis desgastes. Principal estrela do evento, o presidente Lula foi ovacionado em diversos momentos de seu discurso por uma plateia que, a olho nu, parecia reunir cerca de 30 mil pessoas. O público permaneceu até o encerramento da plenária, apesar do som excessivamente alto e do calor intenso.

Mas não foi apenas Lula quem brilhou. Os principais nomes da chapa majoritária — Jerônimo Rodrigues, Rui Costa, Jaques Wagner e até Geraldo Jr., que normalmente não costuma receber tanto protagonismo — tiveram seus momentos de destaque. Todos seguiram a cartilha de qualquer político experiente em eventos desse porte: exaltaram as realizações dos governos petistas na Bahia e no Brasil e reforçaram discursos voltados às demandas do eleitorado.

Um dos momentos mais marcantes da fala de Lula foi o direcionamento aos mais de 300 prefeitos presentes, segundo a organização, acomodados em uma área reservada no palco. Durante boa parte do discurso, o presidente permaneceu de costas para a plateia, concentrando-se em conversar e cumprimentar os gestores municipais, que aproveitaram a oportunidade para apertar sua mão e registrar selfies no celular. Em seguida, foi a vez dos deputados presentes em outra área reservada receberem a atenção do presidente.

"Peçam votos para vocês, mas, se sobrar um pouquinho para mim, eu também quero", brincou Lula, arrancando risos dos presentes.

Jerônimo, "o professor que virou governador", como ele próprio se definiu, fez referências à fé e à família. "Eu encontrei ali uma caravana dos evangélicos, como a gente chama de forma carinhosa, 'os crentes'. Eles fizeram uma oração por mim e por Lula e pediram: 'Governador, nunca afaste seu pensamento de Deus'. E eu e Lula somos muito parecidos nisso", afirmou. Em seguida, chamou ao palco a primeira-dama Tatiana Veloso e os filhos, Neno e Gabriel.

Geraldo Jr. direcionou críticas ao grupo de oposição e afirmou que, se em 2022 a população disse "não ao pai e não ao neto", em 2026 "o Nordeste e a Bahia vão dizer não a todos eles".

Jaques Wagner defendeu a eleição de uma bancada forte da Bahia para garantir sustentação ao presidente Lula no Congresso Nacional. Segundo ele, a eleição de Rui Costa e sua própria reeleição contribuirão para formar uma bancada alinhada ao governo federal ao lado do senador Otto Alencar (PSD).

Já Rui Costa afirmou que ele, Jaques Wagner e Jerônimo Rodrigues são como "três irmãos" e que, em outubro, o voto será "casadinho", em referência à chapa ao Senado. O ex-ministro também aproveitou para alfinetar os adversários ACM Neto e o senador Angelo Coronel (Republicanos) ao comentar as autodeclarações raciais apresentadas por ambos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE): "Quem era branco ficou negro, quem era negro ficou branco", disparou.

Politica Livre

STF pode entrar em cena se TSE não barrar vídeo de Bolsonaro feito com IA

Publicado em 1 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet

Charge do Aroeira (Brasil 247)

Bela Megale
O Globo

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já sinalizaram a interlocutores que devem entrar em cena caso o vídeo de Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial, exibido na convenção de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, não seja punido pela Justiça Eleitoral.

A avaliação de três magistrados, em conversa com a coluna, é que a manifestação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, de que o uso da inteligência artificial é lícito desde que não prejudique alguém, pode abrir precedentes perigosos.

“LIBERA GERAL” – Segundo os magistrados, se não houver punição aplicada pelo TSE, Kassio fará um “libera geral” para o uso da ferramenta, que precisará ser limitado pelo Supremo. Eles consideram certo que o tema chegará à corte por meio de alguma reclamação.

Ministros do STF e também do TSE, ouvidos pela coluna, apontam que o uso sistemático de materiais produzidos com inteligência artificial envolvendo a figura de Jair Bolsonaro pode, inclusive, configurar abuso de poder, com possibilidade de cassação da chapa. Avaliam, porém, que o vídeo isolado da convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato não tem esse potencial.

“DEEP FAKE” – Esses membros do STF ponderam, no entanto, que o ideal seria o próprio TSE aplicar as punições cabíveis, com a resolução já estabelecida, inclusive na presidência de Kassio Nunes Marques. Para eles, está claro que o material é “deep fake”, técnica que permite alterar vídeos ou fotos com auxílio da inteligência artificial e que é proibida pela Justiça Eleitoral durante o pleito.

Integrantes da campanha de Flávio, entretanto, acreditam que existe a possibilidade de Nunes Marques não enquadrar o material como “deep fake” e manter a legalidade do seu uso. Eles apostam que, nesse cenário, o STF será provocado e terá a palavra final sobre o tema.

A demora que fez Flávio Bolsonaro perder Tereza Cristina como vice


Flávio não se esforçou nas iniciativas e perdeu o timing

Malu Gaspar
O Globo

A negociação com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não foi adiante por conta da posição do partido dela e de seu presidente, Ciro Nogueira, de manter neutralidade na campanha presidencial. Mas internamente no PL e até mesmo no PP, aliados de ambos apontam um fator que consideram ter feito toda a diferença para o fracasso da iniciativa: a demora de Flávio em procurar a própria Tereza.

Embora a senadora tenha sido citada muitas vezes pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, como a vice ideal para o filho de Jair Bolsonaro, o próprio Flávio nunca tinha conversado com Tereza Cristina até a última quarta-feira, quando ela foi chamada a Brasília às pressas para uma reunião com o candidato e o coordenador da campanha, Rogério Marinho (PL-RN).

APROVAÇÃO – Nessa conversa, a senadora sinalizou que toparia compor a chapa, desde que a federação formada pelo PP e pelo União Brasil aprovasse – o que o próprio partido rechaçou em uma nota pública em que reafirmou que vai ficar neutro na disputa pelo Palácio do Planalto.

Tereza Cristina foi ministra da Agricultura no governo Bolsonaro e também foi cotada como vice na chapa da reeleição do então presidente, que resistiu à ideia e escolheu o general Walter Braga Netto (PL) a despeito dos apelos de Valdemar e Ciro.

“Foi a primeira vez que alguém da família Bolsonaro colocou esse assunto na mesa. Até então só quem falava sobre isso com ela era Valdemar, que aliás insistiu muito”, diz um interlocutor frequente da senadora. “Aí já era tarde.”

TIMING – O mesmo diagnóstico veio de uma liderança do PL, segundo a qual Flávio tem sido lento nas iniciativas e não toma as rédeas da própria campanha, diferentemente do pai, que comandava pessoalmente as conversas e articulações. “Ele perdeu o timing. Se ele tivesse feito um esforço maior desde o começo, talvez as coisas tivessem tomado outro rumo”.

Para esse aliado, Flávio estava de “salto alto” por aparecer bem colocado nas pesquisas, mas foi atropelado pelo caso Dark Horse. “Ele ficava fechado com Rogério Marinho numa sala tomando todas as decisões, ignorando que no final quem decide mesmo é a política”.

Nesta sexta-feira, Flávio admitiu que as conversas com a senadora do PP fizeram água por decisão do partido, mas disse que ainda vai tentar reverter a situação até o dia 5, quando termina o prazo da lei eleitoral. “Óbvio que eu respeito, mas eu sou brasileiro, não desisto nunca. Vamos continuar nas conversas”, declarou.

PREOCUPAÇÃO – A frustração com o desfecho das conversas com Tereza Cristina reflete o clima geral de preocupação com a falta de rumo da campanha. Nesta mesma semana, Flávio trocou de marqueteiro pela segunda vez. Saíram Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer e entrou Duda Lima, que fez a campanha de Jair Bolsonaro em 2022 e desde então cuida do marketing do PL.

Além das muitas críticas ao tom utilizado nas propagandas, integrantes da cúpula do PL também consideraram que a convenção do partido foi ruim e desorganizada – um exemplo citado várias vezes na conversa foi o fato de o discurso de Flávio Bolsonaro ter acontecido com muito atraso e com o centro de convenções do Pacaembu esvaziado, quando boa parte das caravanas já deixava o local para voltar para casa.


Campanha de Flávio cria ofensiva para conter avanço de Lula entre evangélicos


Flávio busca apoio de Malafaia para fortalecer campanha

Bela Megale
O Globo

Criticado por concentrar as costuras políticas da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho decidiu descentralizar algumas frentes, como a do segmento evangélico. O coordenador determinou a criação de um núcleo para fazer o corpo a corpo com o eleitorado evangélico, buscando conter as investidas de Lula sobre esse grupo.

A estratégia traçada é montar uma força-tarefa com cerca de seis lideranças religiosas que não sejam políticas, mas tenham capilaridade no país. Esses nomes estarão constantemente no QG da campanha de Flávio e manterão contato frequente com pastores e evangélicos da base.

ENCONTRO – Outra ação será encabeçada pelo próprio Flávio Bolsonaro. A ideia é que o senador peça a Silas Malafaia que organize um encontro com líderes evangélicos de diferentes igrejas para demonstrar apoio à sua candidatura à Presidência. O pastor fez o mesmo com Jair Bolsonaro em 2022. O plano é que esse encontro aconteça já nas próximas semanas, com o objetivo de frear as investidas da campanha de Lula sobre o segmento.

A pesquisa Quaest deste mês mostrou que Flávio segue à frente de Lula na intenção de votos do eleitorado evangélico. Mas a diferença, que era de 37 pontos em maio, agora é de 22.

Lideranças religiosas que apoiam Flávio estão pessimistas com o clima captado nas igrejas e templos. Em conversas com sua base, afirmam que hoje há muita dúvida sobre a efetividade da candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto. A avaliação desses líderes é que a postura desse eleitorado é totalmente distinta da de 2022, quando Jair Bolsonaro concorreu contra Lula.

Mendonça autoriza mais um inquérito contra Lulinha por “tráfico de influência”

Publicado em 1 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet

Aconchego paterno. Charge de João Spacca para a newsletter desta  segunda-feira (2). #meio #charge #lulinha #inss

Charge Spacca (Arquivo Google)

Luísa Martins
Folha

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a abertura de um segundo inquérito solicitado pela Polícia Federal para investigar suspeitas de tráfico de influência por parte do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

Desta vez, a PF busca entender se ele agiu junto à Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência), vinculada ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, para beneficiar um empresário e prospectar contratos. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha.

FAVORES DO GOVERNO – O relatório da PF cita que o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio de uma empresa chamada “3structure I”, teria bancado ao menos uma viagem de Lulinha. A suspeita é de que, em troca, tenha recebido favores do governo.

A PF chegou ao empresário ao investigar os desvios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Cleber teria relação com o empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como líder do esquema.

A defesa de Lulinha disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a investigação era “pesca probatória”, que ele não atuou em benefício de ninguém no governo federal e que a PF não encontrou provas contra Lulinha.

TRANSPARÊNCIA? – A Dataprev afirmou não ter nenhum contrato com a 3STRUCTURE IT e que pauta sua atuação pela transparência e pela colaboração com os órgãos de fiscalização, controle e investigação. “Caso seja formalmente demandada, prestará às autoridades competentes todas as informações cabíveis, em conformidade com a legislação vigente”, disse.

A defesa de Careca do INSS afirmou não ter conhecimento sobre o pedido e não comentou.

A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de Cleber. Ao jornal O Estado de S. Paulo ele afirmou ser amigo de Lulinha, negou ter tido negócios com a Dataprev e rechaçou irregularidades na relação com o governo federal.

VIAGEM DE LULINHA – A PF identificou um contrato fechado por Cléber com a Dataprev e uma viagem emitida com o mesmo localizador feita pelo empresário com Lulinha, segundo a publicação. Os investigadores suspeitam que isso seja um sinal de que Cléber Oliveira pagou a viagem do filho do presidente.

A segunda investigação é aberta um dia após Mendonça ter autorizado outro inquérito, conforme revelado pela Folha, para apurar suspeitas dos crimes de corrupção e tráfico de influência em tentativas de obter autorização para a comercialização de cannabis medicinal no Ministério da Saúde.

Neste caso, a suspeita é a de que o tráfico de influência para estas negociações tenha sido exercido junto à pasta e ao gabinete da Presidência, de acordo com informações da PF.

TUDO EM FAMÍLIA – A defesa de Lulinha negou irregularidades e sugeriu haver interesse político por trás do inquérito. Lula afirmou que seu filho não terá privilégios e precisará provar inocência.

Lulinha tem atuação no ramo em parceria com a empresária Roberta Luchsinger, sua amiga, e Careca do INSS. O pedido de abertura de inquérito também cita contatos entre os alvos e servidores, inclusive do gabinete de Lula.

Segundo os investigadores, uma das linhas é de que Lulinha teria atuado com Roberta no mercado de canabidiol a favor da empresa World Cannabis, ligada ao Careca do INSS.

SEM COMENTÁRIOS – Em relação ao inquérito sobre a comercialização de cannabis medicinal, a defesa de Lulinha afirmou que não iria comentar concretamente uma investigação da qual não teve nenhum conhecimento, mas disse ser necessário entender qual é a justificativa para a competência do STF no caso.

Acrescentou ainda que uma nova investigação alheia à Operação Sem Desconto “demonstraria que falharam em encontrar o que injustificadamente buscavam, que é alguma ligação entre Fábio Luís e as fraudes do INSS”, e que ele “nunca teve relação nenhuma com esse escândalo”.

O Ministério da Saúde afirmou que não tem nem nunca teve contrato com a World Cannabis ou com acionistas citados. “Dessa maneira, nunca fez nenhum repasse de recursos públicos a eles”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– O Ministério da Saúde errou ao dar a informação. A pergunta não era sobre a existência de “contratos”. O que a PF quer saber é se houve “contatos”. Parece ser a mesma coisa, mas é muito diferente.  Como dizia Tom Jobim, é a lama, é a lama... (C.N.)

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