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Exército credenciou Master para empréstimos consignados e repassou R$ 39 mi ao banco em um ano

 

Exército credenciou Master para empréstimos consignados e repassou R$ 39 mi ao banco em um ano

Por Vinicius Sassine e Thaísa Oliveira/Folhapress

19/04/2026 às 14:00

Foto: Rovena Rosa/Arquivo/Agência Brasil

Imagem de Exército credenciou Master para empréstimos consignados e repassou R$ 39 mi ao banco em um ano

Banco Master

O Exército credenciou o Banco Master para operações de empréstimos consignados a militares da ativa e da reserva e, em pouco mais de um ano, repassou R$ 39 milhões à instituição que pertencia a Daniel Vorcaro. O valor é referente aos descontos nos contracheques ocorridos em razão do crédito concedido pelo banco.

O montante é informado em um RIF (relatório de inteligência financeira) elaborado pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do governo federal que atua na prevenção e na detecção do crime de lavagem de dinheiro. O documento, obtido pela Folha, foi enviado em março à CPI do Crime Organizado no Senado, encerrada na semana passada sem a aprovação de um relatório final.

Na menção às transferências de recursos feitas do Exército ao Master, entre agosto de 2024 e outubro de 2025, o relatório aponta duas possibilidades de irregularidades por parte do banco no que diz respeito ao destino do dinheiro, o que justificou o alerta e o registro do caso no RIF.

Uma delas é o recebimento dos repasses com débito imediato dos valores pelo Master, o que pode indicar transações suspeitas e burla do destino do dinheiro. A outra é a concentração dos recursos, que foram enviados para uma mesma titularidade pelo banco de Vorcaro, conforme o relatório do Coaf. No segundo caso, esse tipo de movimentação dificulta a identificação de outros beneficiários, segundo o RIF.

Após a liquidação do Master pelo Banco Central, em 18 de novembro do ano passado, o Exército rescindiu o contrato de credenciamento para empréstimos consignados, de forma unilateral. Isso se deu em 24 de novembro.

Em nota, o Exército afirmou que não houve perda patrimonial para a Força ou para os cofres públicos. "Os valores envolvidos são oriundos de rendimentos particulares dos militares para o pagamento de dívidas privadas."

Os repasses feitos dizem respeito a "valores particulares decorrentes de consignações em folha de pagamento", cita a nota. "O Comando do Exército, via Centro de Pagamento, atua apenas como interveniente, efetuando o desconto autorizado no contracheque e realizando o repasse mensal à entidade consignatária [Master]."

O banco de Vorcaro foi credenciado após participar de edital público e comprovar requisitos de habilitação jurídica, regularidade fiscal e trabalhista e qualificação econômico-financeira, afirmou a Força.

A defesa de Vorcaro não respondeu aos questionamentos da reportagem, enviados por email às 18h30 de terça-feira (14).

O Master foi credenciado pelo Comando do Exército em 9 de fevereiro de 2023, em um contrato que deveria estar vigente até 8 de fevereiro de 2024.

Dois termos aditivos prorrogaram o contrato. O primeiro, em 15 de janeiro de 2024. O segundo, em 15 de janeiro de 2025, com prorrogação dos serviços de empréstimo consignado até janeiro de 2027 —o contrato acabou rescindido em novembro do ano passado em razão da liquidação do banco.

Os aditivos permitiram a continuidade das operações entre militares e o Master. Dados do Portal da Transparência, do governo federal, mostram repasses do Exército ao banco como destinatário final na ordem de R$ 39 milhões, se levado em conta o mesmo período citado no RIF do Coaf. As informações públicas, portanto, confirmam os números citados no relatório sigiloso.

Conforme o Portal da Transparência, o Master recebeu do Exército, como contrapartida aos empréstimos consignados a militares, R$ 36,1 milhões em 2023, R$ 37,6 milhões em 2024 e R$ 23,4 milhões em 2025.

Outras instituições financeiras foram credenciadas para esse tipo de operação. Militares que têm conhecimento do funcionamento desse serviço a integrantes da ativa e da reserva dizem que o valor total dos empréstimos é mediano, levando em conta as transações feitas com outros bancos, e que chama a atenção a opção pelo Master quando poderiam ser escolhidas instituições mais tradicionais.

O RIF menciona a existência de contrato similar com a Aeronáutica, mas não descreve os valores das transações financeiras entre a Força e o banco de Vorcaro.

A FAB (Força Aérea Brasileira) credenciou o Master em um contrato com vigência entre 2024 e 2029, "para realização de desconto em folha de pagamento decorrente de compromissos assumidos pelos militares ativos e inativos e seus pensionistas".

A Folha questionou a Aeronáutica sobre os valores movimentados, mas a Força não forneceu essa informação.

Em nota, a Aeronáutica disse que fez repasses ao Master em 2024 e 2025, referentes a crédito consignado.

"Após a decretação da liquidação extrajudicial e diante da ausência de ratificação dos dados de domicílio bancário da entidade liquidante, não foram realizadas novas transferências", afirmou a FAB.

O credenciamento previa concessão de empréstimos consignados, cartões de crédito e oferta de benefícios, cabendo aos militares optarem pela adesão, cita a nota. "A instituição [Master] atendeu integralmente aos requisitos previstos no edital."

A Aeronáutica não tem custos nesse tipo de operação, que envolve 234 entidades credenciadas, conforme a Força.

Politica Livre

Delação aponta aliados que acompanhavam Uldurico Júnior em visitas a presídios na Bahia

 

Delação aponta aliados que acompanhavam Uldurico Júnior em visitas a presídios na Bahia

Por Redação

19/04/2026 às 20:08

Foto: Reprodução

Imagem de Delação aponta aliados que acompanhavam Uldurico Júnior em visitas a presídios na Bahia

Joneuma Silva Neres e Uldurico Júnior

A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, revelou em delação premiada que pelo menos cinco pessoas acompanharam o ex-deputado Uldurico Júnior em visitas a presídios, onde ele teria se reunido com líderes de facções criminosas. Segundo o depoimento, os encontros aconteciam de forma reservada e eram tratados como “normais”. O ex-parlamentar é investigado por participação em um esquema que teria facilitado a fuga de 16 detentos em 2024, além de supostamente negociar valores que chegariam a R$ 2 milhões. A informação é do G1.

Entre os nomes citados, dois são investigados formalmente e foram alvo de mandados de busca: Alberto Cley Santos Lima e Matheus da Paixão Brandão. Outros três foram apenas mencionados, sem indicação direta de envolvimento: Jonatas dos Santos, David Loyola e Clebson Porto. Alguns deles afirmaram que participaram de apenas uma visita institucional e negaram contato com detentos.

A delação também cita a presença de lideranças criminosas nas reuniões, incluindo chefes e representantes de facções dentro do presídio. Joneuma afirmou ainda que sofreu ameaças para não revelar o esquema e que teria sido orientada a manter uma versão combinada com o ex-deputado. O caso segue sob investigação do Ministério Público da Bahia.

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