domingo, abril 19, 2026

Paulo Guedes critica rumos da economia e afirma que a classe média está sendo esmagada



Nota da redação deste Blog:

EDITORIAL: A Memória Curta do "Posto Ipiranga" – O Ressurgimento de Paulo Guedes e o Oportunismo de Sempre


Por José Montalvão

De repente, como se tivesse autoridade moral para dar lições de economia, eis que ressurge das sombras o ex-ministro Paulo Guedes. Aquele que, durante quatro anos, prometeu o céu e entregou um país com inflação de dois dígitos, desemprego e um desmonte social sem precedentes. Agora, em um evento em São Paulo, ele reaparece criticando a atual política fiscal e, claro, com aquele oportunismo político de quem sente o cheiro do poder se aproximando das eleições de 2026.

Mas o povo brasileiro — e o leitor atento deste Blog — não tem memória curta. Antes de Guedes apontar o dedo para o atual cenário, precisamos refrescar a memória sobre quem ele realmente é e o que ele fez (ou deixou de fazer) enquanto era o "superministro".


1. O Ministro que não Confiava no Próprio País

Não há nada que resuma melhor a gestão de Paulo Guedes do que o fato de que ele preferia manter sua fortuna no exterior. Enquanto pregava o "liberalismo" e pedia para os brasileiros investirem aqui, o ministro mantinha milhões de dólares em contas offshore.

Mais grave ainda: Guedes passou boa parte do final de sua gestão fugindo de intimações da Polícia Federal. A Justiça queria ouvir suas explicações sobre aplicações financeiras estranhas e o uso de recursos de fundos de pensão que, supostamente, teriam beneficiado sua própria corretora. Como dizia a canção de Belchior, ele estava "sumido, contando o vil metal", enquanto o brasileiro comum contava as moedas para comprar o feijão.

2. O Mito da Responsabilidade Fiscal e o Legado de Miséria

Agora, Guedes critica o "afrouxamento fiscal". É de uma hipocrisia sem limites. Vale lembrar que, sob sua batuta, o Brasil viu:

  • O Fim do Poder de Compra: A inflação galopante que ele hoje critica foi alimentada por sua própria política cambial desastrosa, que jogou o dólar nas alturas.

  • Privatizações na Bacia das Almas: Um projeto de vender o patrimônio público a preço de banana, sem qualquer retorno social real.

  • Aumento da Desigualdade: Um governo que governou para os bancos e para a Faria Lima, esquecendo-se completamente de quem está na base da pirâmide.


3. O "Vidente" de 2026 e o Oportunismo Político

Mesmo dizendo que tem "zero chance" de voltar à política, Guedes já começa a flertar com o cenário de 2026. Animado com o crescimento de nomes como o de Flávio Bolsonaro, ele tenta se reposicionar como o "guru" da direita.

É o oportunismo de sempre. Ele ressurge quando percebe que pode ter novamente um espaço para aplicar suas teorias que, na prática, só favorecem o grande capital. O povo de Jeremoabo, de Aracaju e de todo o Nordeste sentiu na pele o peso da "mão invisível" de Guedes, que só serviu para apertar o pescoço do trabalhador.


Conclusão: Lições de quem Falhou

O Brasil não precisa de conselhos de quem deixou o cargo sob suspeita e com um saldo social negativo. A crítica de Guedes à inflação atual soa como uma zombaria, vinda de quem não conseguiu controlar os preços das prateleiras quando teve a caneta na mão.

O ressurgimento de Paulo Guedes é o aviso de que o passado de descaso social e privilégios financeiros está à espreita, tentando se vestir de "solução" técnica. Só resta ao povo brasileiro manter a vigilância e não se deixar enganar por quem investe fora, mas quer mandar aqui dentro. Só mesmo Jesus na causa.


Blog de Dede Montalvão: Fiscalizando o poder, refrescando a memória e defendendo o interesse do povo.-  
José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

Com Alcolumbre presidindo, tudo pode acontecer no Senado, até mesmo nada…


Quem está na chuva é para se queimar

Charge do Kácio (Metrópoles)

Roberto Nascimento

Estão fazendo muito barulho por nada. Como se sabe, o relator da CPI do Crime Organizado, senador Alexandre Vieira, do MDB de Sergipe, em seu relatório pediu o indiciamento de três ministros do Supremo e do procurador-geral da República, e expôs suas razões. No entanto, o relatório foi rejeitado pelos senadores da CPI, por 6 a 4, portanto, seus efeitos na prática foram derrubados.

Mesmo assim, o decano do STF, ministro Gilmar Mendes, muito contrariado, decidiu pedir a abertura de um inquérito criminal contra o senador Alessandro Vieira e vai protocolar na Procuradoria-Geral da República para que se tome providência, embora o procurador Paulo Gonet é suspeito, porque foi um dos indiciados pelo relator.

TOFFOLI DE VOLTA – O ministro Dias Toffoli, muito calado nas últimas semanas, também se disse indignado e sugeriu votar a inelegibilidade do senador Alessandro Vieira, para impedi-lo de concorrer nas eleições de outubro.

Portanto, a guerra entre as duas Instituições da República escalou de maneira trágica. Até agora, os senadores da oposição, do centrão e os governistas não se manifestaram com firmeza em defesa de Alessandro Vieira. O

 presidente do Senado, Davi Alcolumbre tem o dever de defender seus pares, afinal, os parlamentares não podem ser punidos por atos legislativos  discursos e atuação nas Comissões Parlamentares de Inquérito.

INSEGURANÇA – Se os 81 senadores se omitirem na defesa de Alessandro Vieira nesse contra-ataque de ministros do STF, nenhum parlamentar terá segurança de atuar na defesa de seus mandatos, conferidos pelo voto popular, o que os torna democraticamente inatingíveis.

Sem conferir qualquer juízo de valor acerca da decisão do relator da CPI, entendo que indiciar três ministros do STF e o procurador-geral no âmbito da CPI do Crime Organizado foi uma decisão arriscada, no mínimo.

Há um dispositivo na Constituição, o Impeachment de ministros do STF, que é o mais adequado para essa situação defendida pelo senador na CPI, mas, para ir ao plenário para votação dos 81 senadores, tem que ser pautado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

NO ANO QUE VEM – Nesse caso, o presidente do Senado já declarou que não abrirá nenhum processo de impeachment nessa legislatura.  Com Alcolumbre à frente da Mesa Diretora, tudo pode acontecer, até mesmo nada.

Talvez no ano que vem, 2027, com a eleição de um novo presidente do Senado, o quadro fique diferente? Mas acontece que Alcolumbre poderá se candidatar novamente, por se tratar de uma nova legislatura.

Alessandro Vieria se adiantou e já pediu o arquivamento da decisão de Gilmar Mendes, com base na jurisprudência do próprio Supremo. Portanto, pode ser que nada aconteça. Depois é o futuro, que a Deus pertence, como dizia o ministro Armando Falcão, durante a ditadura, para se livrar do assédio da imprensa.


> Lula ataca omissão do Conselho de Segurança da ONU e critica potências: ‘cinco senhores de guerra’

 

Jeremoabo se Veste de Couro

 Jeremoabo se Veste de Couro

Cordel de Dedé Montalvão

Neste dezenove de abril
Jeremoabo se agiganta,
O chão treme sob os cascos,
A tradição nunca espanta,
É o povo do sertão forte
Que com fé o peito levanta.

Tilintam as velhas esporas,
No couro o orgulho reluz,
Cada cavalo na estrada
É esperança que conduz,
Grande Cavalgada de São Jorge
Sob sua proteção e sua luz.

Do bairro José Nolasco
Sai a vaqueirama animada,
Um mar de chapéu e gibão
Na estrada empoeirada,
Rumo à Praça do Forró
Onde a cultura é celebrada.

Não é apenas cavalgada,
É fé que nunca se desfaz,
É o sertanejo mostrando
O valor que o tempo traz,
Herança de pais e avós
Que o coração nunca desfaz.

A gestão também participa
Dessa tradição tão bela,
Prefeito Tista de Deda
Mantém acesa essa vela,
Com apoio do Legislativo
A festa ganha mais cautela.

Neguinho de Lié também
Na parceria se apresenta,
Unindo forças pelo povo
Com trabalho que sustenta,
Garantindo segurança
Na festa que nos representa.

Disse o prefeito com emoção
Que a fé é quem nos conduz,
Que a cavalgada é orgulho
Que Jeremoabo produz,
Valorizando o homem do campo
Sob a proteção de São Jorge e sua luz.

Mas não é só na cavalgada
Que a alegria hoje desponta,
Na família Montalvão
Outra festa se apronta,
Quinze anos de João Calixto
Que a felicidade aponta.

É juventude florescendo
Com esperança no olhar,
Um novo tempo surgindo
Pronto para caminhar,
Com carinho dos amigos
E da família a celebrar.

Enquanto a poeira sobe
No trotar do alazão,
No lar também tem sorriso
E abraço cheio de emoção,
É São Jorge abençoando
Jeremoabo e João.

Domingo para ficar
Guardado na memória viva,
Entre fé e tradição
A alegria se cultiva,
Jeremoabo segue firme
Na cultura que motiva.

Parabéns aos cavaleiros
Pela festa tradicional,
Parabéns João Calixto
Por esse marco especial,
Que São Jorge ilumine sempre
Nosso povo e nosso ideal.

E assim segue Jeremoabo
Com orgulho e devoção,
Entre cavalo e família
Fortalece a tradição,
Onde a notícia vira história
E a vida vira celebração.

Blog de Dede Montalvão: Onde a tradição encontra a notícia e a família celebra a vida.

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