terça-feira, abril 14, 2026

Toffoli diz que relatório de CPI contra ministros do STF é abuso de poder e pode levar a inelegibilidade

 

Toffoli diz que relatório de CPI contra ministros do STF é abuso de poder e pode levar a inelegibilidade

Além de Gilmar, Kassio, Fux e Mendonça também reagem após texto apresentado no Congresso

Por Isadora Albernaz/Luísa Martins/Folhapress

14/04/2026 às 17:45

Atualizado em 14/04/2026 às 17:41

Foto: Luiz Silveira/STF

Imagem de Toffoli diz que relatório de CPI contra ministros do STF é abuso de poder e pode levar a inelegibilidade

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal)

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta terça-feira (14) que o relatório da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado que pede o indiciamento dele e dos colegas do tribunal Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes é abuso de poder e pode levar a inelegibilidade.

Segundo Toffoli, o texto final apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) é "completamente infundado" e tem como "único e nítido" objetivo conseguir votos. O ministro deu as declarações durante sessão da Segunda Turma do STF, iniciada com um discurso crítico de Gilmar Mendes ao relatório.

"Isso pode levar não só a sanções em outras áreas, como vossa excelência [Gilmar Mendes] já mencionou, quando disse a respeito da atuação do Ministério Público, mas também da Justiça Eleitoral. E a Justiça Eleitoral não faltará em punir aqueles que abusam do seu poder para obter votos em proselitismo eleitoral", disse Toffoli.

Toffoli e Moraes foram incluídos no documento da CPI porque, segundo Alessandro Vieira, os magistrados teriam agido "de modo incompatível" com a honra, a dignidade e o decoro de suas funções devido à relação mantida com o Banco Master.

Os outros ministros da Segunda Turma também se manifestaram em apoio aos colegas incluídos no pedido de indiciamento. Kassio Nunes Marques disse concordar com os questionamentos feitos por Gilmar, e Luiz Fux defendeu a necessidade de o plenário do Supremo julgar a questão relativa aos poderes das CPIs. André Mendonça disse que "investigações indevidas" não podem ser feitas em nenhuma seara.

O escritório da mulher de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, recebeu R$ 80,2 milhões em dois anos do Master. Ela e o marido também voaram em jatos executivos de empresas de Vorcaro ou ligadas a ele, entre maio e outubro de 2025, conforme indicam documentos. Já Toffoli deixou a relatoria do caso no Supremo em fevereiro, pressionado após o jornal Folha de São Paulo revelar conexões entre ele, o resort Tayayá e o banco.

O relatório da comissão parlamentar, no entanto, não fez imputações de crimes a Daniel Vorcaro, dono do Master, e a políticos como Antônio Rueda, do União Brasil, e Ciro Nogueira, do PP, que confirmaram ter relações pessoais com o ex-banqueiro.

Nesta terça, Toffoli defendeu que é necessário dar um "fim imediato a essa sanha de que atacar instituições dá voto". "Atacar as instituições é atacar o Estado democrático de Direito, a democracia. E isso é abuso de poder", disse.

O ministro se dirigiu aos colegas Kassio Nunes Marques e André Mendonça ao dar as declarações, mencionando que eles assumirão, respectivamente, a presidência e a vice-presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e comandarão as eleições de outubro.

"Não podemos nos furtar a cassar eleitoralmente aqueles que abusaram, atacando as instituições para obter votos e conspurcar o voto do eleitor, porque é disso que se trata quando surge um relatório aventureiro desse tipo. É tentativa de obter votos, e esse voto é um voto conspurcado, porque é antidemocrático, é um voto corrupto, e essas pessoas não merecem a dignidade de serem elegíveis. É assim que a Justiça Eleitoral deverá tratar", completou Toffoli.

Integrantes do Supremo já haviam dado recado sobre os poderes das CPIs durante o julgamento que derrubou a prorrogação da CPI do INSS, em 26 de março. Na ocasião, ministros alertaram o Legislativo sobre medidas tomadas por comissões e que podem ser interpretadas como excessivas, como quebras de sigilo que extrapolam o escopo original e vazamentos de informações sigilosas.

André Mendonça, que decidiu a favor da extensão dos trabalhos da comissão que investigou as fraudes em descontos de pensionistas e aposentados, disse que os ministros não podem isentar ninguém de responsabilidade, mas também não estão "autorizados a permitir que investigações indevidas possam ter seu curso em qualquer seara".

"Desde que cheguei ao tribunal tenho adotado procedimento de concessão de habeas corpus quando se trata de pessoas investigadas nessas comissões, garantindo não só direito ao silêncio, mas também a faculdade de comparecimento", declarou.

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Publicado em 14 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Tribuna da Internet | Polarização é alimentada pela estratégia de ofender  ao invés de debater

Charge do Nani (nanihumor.com)

Pedro do Coutto

A mais recente pesquisa do Datafolha consolida um dado que já não pode mais ser tratado como circunstancial: o Brasil permanece profundamente dividido. O empate técnico entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno — com ambos dentro da margem de erro — não representa apenas equilíbrio eleitoral, mas a continuidade de uma clivagem política estrutural, que atravessa governos, crises e ciclos históricos.

Esse cenário ganha ainda mais peso quando observado em perspectiva. Lula, que há poucos meses sustentava uma vantagem mais confortável, agora vê seu espaço comprimido por uma candidatura que emerge como herdeira direta de um campo político resiliente. A ascensão de Flávio não é apenas individual — ela reflete a reorganização do bolsonarismo, que, mesmo após derrotas institucionais e desgaste acumulado, mantém densidade eleitoral e forte capacidade de mobilização.

POLARIZAÇÃO – O primeiro elemento central dessa fotografia é a persistência da polarização. Diferentemente de outras democracias, onde o desgaste de governos costuma abrir espaço para alternativas moderadas, o Brasil segue orbitando em torno de dois polos bem definidos.

No primeiro turno, Lula ainda lidera, mas Flávio se consolida como principal adversário, enquanto nomes de terceira via continuam incapazes de romper essa lógica binária. Não há, até aqui, um campo intermediário competitivo — apenas candidaturas periféricas que orbitam sem alterar o eixo central da disputa.

Esse padrão revela algo mais profundo: a polarização brasileira deixou de ser apenas política e se tornou identitária. Lula representa não só um projeto de governo, mas um conjunto de valores associados à proteção social, ao papel ativo do Estado e a uma memória política consolidada. Flávio Bolsonaro, por sua vez, encarna a continuidade de um movimento ancorado em valores conservadores, no antipetismo e na crítica às instituições tradicionais. Não são apenas candidatos — são polos simbólicos.

EQUILÍBRIO NEGATIVO – O segundo elemento decisivo é o chamado equilíbrio negativo. Ambos os lados carregam índices elevados de rejeição, praticamente equivalentes. Isso significa que a disputa tende a ser menos sobre conquista de novos eleitores e mais sobre rejeição ao adversário. Em cenários assim, vencer não depende necessariamente de ampliar apoio, mas de reduzir resistências ou explorar as fragilidades do outro lado.

Esse dado ajuda a explicar o paradoxo atual. Lula mantém uma base sólida e ainda lidera, mas enfrenta sinais claros de desgaste. Ao mesmo tempo, Flávio cresce mesmo carregando o peso de um campo político historicamente polarizador. O resultado é um empate que não nasce da convergência, mas de um bloqueio mútuo entre forças que se neutralizam.

Há ainda um terceiro fator relevante: a ativação do eleitorado. O crescimento de Flávio ocorre em paralelo à reorganização de sua base política, que mantém alto grau de engajamento. Já o campo lulista depende cada vez mais da preservação de seu núcleo histórico, com maior dificuldade de expansão. Isso reforça a ideia de que a disputa tende a se dar dentro de limites já conhecidos, com pouca margem para surpresas fora desse eixo.

TENSÃO – O que emerge desse quadro não é apenas uma eleição competitiva, mas um sistema político tensionado de forma permanente. A polarização brasileira deixou de ser um fenômeno episódico e passou a estruturar o próprio funcionamento da democracia. Ela organiza preferências, delimita estratégias e reduz o espaço para alternativas fora desse eixo.

Do ponto de vista analítico, a conclusão é clara: a eleição de 2026 não será definida apenas por propostas ou desempenho de governo. Será, sobretudo, uma disputa entre identidades políticas já consolidadas, em que cada lado conhece seus limites — e os do adversário.

Nesse contexto, o empate captado pelo Datafolha não indica indefinição. Ao contrário: revela a estabilidade de um conflito político que se mantém ativo, resistente e profundamente enraizado. O Brasil não está dividido por acaso — está estruturado em torno dessa divisão.

Mensagens de Ibaneis sobre Master entram na mira da PF e ampliam crise no BRB

Publicado em 14 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Publicado em  5 Comentários | 

Imaginem como seria o mundo, se o Papa trocasse de lugar com Donald Trump…

Publicado em 14 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

charge de Thiago Lucas (@thiagochargista), para o Jornal do Commercio. #papa #trump #pope #LeãoXIV #orientemedio #war #usa #eua #chargejc #chargejornaldocommercio #chargethiagojc #chargethiagolucas #chargethiagolucasjc *Thiago Lucas

Charge de Thiago Lucas (Jornal do Commercio)

 Vicente Limongi Netto

Bem feito, Trump, quem mandou você tirar o Papa Leão XIV do anonimato vazio e improdutivo? O mundo hipócrita agora volta-se contra você. Até padres de igrejinhas do interior do sertão, como ávidos desocupados, aproveitaram os pingentes dos holofotes para tirar pedaços de você e fazer média com o Sua Santidade.

Como outros pontífices costumavam fazer, também Leão XIV aproveita momentos de barulheira grossa no mundo,  com balas, canhões, drones etc., e vai altivo para a sacada do suntuoso Vaticano clamar pela paz. Pedindo mais pão, menos canhão.

TROCA DE POSIÇÕES – Em algum instante do arranca rabo inútil, que não vai acabar com a guerra nem baratear a gasolina, muito menos eliminar com a miséria no mundo, seria engraçado, nessa linha, se analistas católicos, padres, bispos, cardeais, coroinhas e carpideiras, botassem Trump no Vaticano e o Papa na Casa Branca.

As ações nas bolsas do planeta iriam explodir.  Seria engraçado o Papa que é cidadão americano, na Casa Branca, de terno e gravata.  Como presidente do país mais poderoso do mundo, o Sumo Pontífice combateria a guerra com orações entusiásticas, rezas brabas e crucifixo em riste, completamente rouco, enxugando gelo com missas, discurseiras e leituras da Bíblia, enfrentando bombas na Ucrânia, no Irã e no Libano. 

Enquanto isso, no Vaticano, Trump tomaria altos porres, dizimando a riquíssima adega da Santa Igreja…

 

Nunes Marques assume TSE e terá teste político nas eleições de 2026

Publicado em 14 de abril de 2026 por Tribuna da Internet


Datafolha: maioria vê poder excessivo, mas reconhece papel do STF na democracia Publicado em 14 de abril de 2026 por Tribuna da Internet FacebookTwitterWhatsAppEmail 75% afirmam que ministros do STF têm poder demais Deu no O Globo Uma pesquisa Datafolha mostra que 75% dos brasileiros afirmam que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm poder demais, enquanto 71% consideram a Corte essencial para a proteção da democracia. O levantamento foi divulgado em meio às investigações do caso do banco Master, que levaram magistrados da cúpula a uma crise inédita de confiança Segundo a sondagem, publicada na noite desta segunda-feira, apenas um quinto dos entrevistados discorda do excesso de poder dos ministros do STF e quase um quarto (24%) discorda do papel essencial do Supremo para a defesa democrática. Outros 3% não souberam responder, e 2% disseram não concordar nem discordar das duas afirmativas. MARGEM DE ERRO – O Datafolha ouviu 2.004 pessoas, de 7 a 9 de abril, em 137 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03770/2026. As perguntas integraram questionários do instituto pela primeira vez, logo não há série histórica comparativa. A pesquisa aponta ainda que 75% dizem que as pessoas acreditam menos no STF agora do que antes, e 20% discordam disso. O descrédito é maior entre os que votaram no segundo turno de 2022 em Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo STF a mais de 27 anos de prisão pela participação na trama golpista: neste estrato, 88% disseram que os ministros têm poder demais. No entanto, mesmo entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quase dois terços veem excesso de poder na Corte (64%). (Nestes recortes da pesquisa, a margem de erro é de quatro e de três pontos, respectivamente.) PAPEL DO STF – Os que votaram em Lula no segundo de 2022 tendem a defender em maior proporção o papel essencial do Supremo para a proteção da democracia: 84%. O percentual chega a 60% entre aqueles que declararam voto em Bolsonaro, apesar da ofensiva do bolsonarismo contra ministros da Corte desde o andamento do inquérito das fake news e das apurações sobre o 8 de janeiro. Aqueles que afirmaram ter votado em branco, ter anulado o voto ou não ter escolhido nenhum candidato, 67% disseram que os ministros do STF têm poder demais, e 73% apontaram que a cúpula do Judiciário nacional é essencial para a democracia. Publicado em Geral | Deixe um comentário |

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75% afirmam que ministros do STF têm poder demais

Deu no O Globo

Uma pesquisa Datafolha mostra que 75% dos brasileiros afirmam que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm poder demais, enquanto 71% consideram a Corte essencial para a proteção da democracia. O levantamento foi divulgado em meio às investigações do caso do banco Master, que levaram magistrados da cúpula a uma crise inédita de confiança

Segundo a sondagem, publicada na noite desta segunda-feira, apenas um quinto dos entrevistados discorda do excesso de poder dos ministros do STF e quase um quarto (24%) discorda do papel essencial do Supremo para a defesa democrática. Outros 3% não souberam responder, e 2% disseram não concordar nem discordar das duas afirmativas.

MARGEM DE ERRO – O Datafolha ouviu 2.004 pessoas, de 7 a 9 de abril, em 137 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03770/2026.

As perguntas integraram questionários do instituto pela primeira vez, logo não há série histórica comparativa. A pesquisa aponta ainda que 75% dizem que as pessoas acreditam menos no STF agora do que antes, e 20% discordam disso.

O descrédito é maior entre os que votaram no segundo turno de 2022 em Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo STF a mais de 27 anos de prisão pela participação na trama golpista: neste estrato, 88% disseram que os ministros têm poder demais. No entanto, mesmo entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quase dois terços veem excesso de poder na Corte (64%). (Nestes recortes da pesquisa, a margem de erro é de quatro e de três pontos, respectivamente.)

PAPEL DO STF – Os que votaram em Lula no segundo de 2022 tendem a defender em maior proporção o papel essencial do Supremo para a proteção da democracia: 84%. O percentual chega a 60% entre aqueles que declararam voto em Bolsonaro, apesar da ofensiva do bolsonarismo contra ministros da Corte desde o andamento do inquérito das fake news e das apurações sobre o 8 de janeiro.

Aqueles que afirmaram ter votado em branco, ter anulado o voto ou não ter escolhido nenhum candidato, 67% disseram que os ministros do STF têm poder demais, e 73% apontaram que a cúpula do Judiciário nacional é essencial para a democracia.

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