domingo, abril 12, 2026

Sabatina de Messias no Senado deve expor crise ética no STF e caso Banco Master

Publicado em 12 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Messias dirá se apoia um código de ética para o STF

Roseann Kennedy
Estadão

Senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que mantêm resistência à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), começam a montar a estratégia para sua sabatina. Embora o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda não tenha definido a data para a tramitação da indicação, os congressistas preparam o roteiro com base em indagações que a sociedade está fazendo sobre a atual crise no Poder Judiciário.

O escândalo do Banco Master estará no centro das indagações. O ministro não pode se manifestar especificamente sobre causas que poderão estar sob seu julgamento no futuro. Mas ele não terá como evitar indagações a respeito do envolvimento de magistrados com o banqueiro Daniel Vorcaro.

ÉTICA DOS JUÍZES – O tema entrará numa discussão mais ampla sobre ética dos juízes nas relações com investigados e na atuação de familiares dos ministros que advogam na Corte. Principalmente depois das novas revelações de uso de jatinhos da empresa de Vorcaro pelos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Há três pontos principais de conduta e regulação da Corte a serem perguntados a Messias: Ele vai apoiar o código de ética que o presidente do STF, Edson Fachin, tenta criar? Se sim, em quais termos e amplitude de rigor para inibir ações dos magistrados? Como tratará o impedimento para familiares de ministros do STF atuarem em causas na Corte?

A ideia é forçar o indicado a se posicionar sobre mecanismos de controle interno, algo historicamente evitado por integrantes da Corte. Basta observar a dificuldade que Fachin tem encontrado para avançar com o tema, especialmente quando entra na discussão sobre a atuação de parentes dos magistrados em processos nos tribunais superiores.

ATUAÇÃO DE PARENTES – Como mostrou o Estadão, 1.860 causas nos tribunais superiores (STF e STJ) contam com a atuação de parentes de 1º grau dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Edson Fachin, Luiz Fux, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Flávio Dino. Além disso, 70% desses processos foram protocolados somente após a posse dos respectivos ministros. Somente o filho de um dos ministros saltou de 5 para 544 processos sob sua responsabilidade após a ascensão do pai à Corte.

Nas conversas internas, os senadores usam esses dados para questionar se o Judiciário se transformou em um balcão de negócios familiares. Mas o tom que usarão na sabatina ao fazerem essa abordagem ainda é uma incógnita.

CONTRATO MILIONÁRIO – O caso mais escandaloso é o do escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Como revelou O Globo, ela fechou contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, de Daniel Vorcaro — montante considerado incompatível com os valores de mercado para serviços advocatícios. Ela faturou até 645 vezes mais do que outros advogados ouvidos pelo Estadão que afirmam ter realizado, poucos anos antes, parte do mesmo trabalho que ela diz ter feito.

Em conversas de bastidores, Jorge Messias tem afirmado que o problema de conflito de interesses familiar não se aplicará à sua trajetória. O argumento utilizado pelo AGU é de que sua esposa, pais e irmãs não possuem formação na área do Direito, tampouco atuam no setor jurídico, o que, segundo ele, eliminaria a possibilidade de trânsito de familiares em processos sob sua futura relatoria.

A mulher de Messias é formada em relações internacionais, as irmãs são médicas e os pais já estão aposentados. O pai trabalhou como bancário e a mãe é formada em teologia. Em carta ao Senado, Messias defende separação dos Poderes e cita fundo evangélico

SEPARAÇÃO DE PODERES – No dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou no Senado a indicação de Jorge Messias, o advogado-geral da União enviou uma carta aos senadores. No texto, reforçou sua formação evangélica e defendeu o “respeito absoluto à separação dos Poderes”. A indicação começou a tramitar oficialmente no sistema do Senado na quarta-feira, 1°.

“Acredito firmemente que o fortalecimento das instituições, o respeito às leis e o diálogo entre os Poderes são os pilares da democracia e da harmonia institucional. Tenho absoluta consciência de que o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal exige distanciamento institucional, serenidade decisória e respeito absoluto à separação dos Poderes”, escreveu Messias na mensagem.

MAIS LEVE – Como mostrou a Coluna do Estadão, nos bastidores ele também não escondeu o alívio. A interlocutores próximos, Messias resumiu: “Estou leve!”. Nas últimas semanas, Messias vinha confidenciando a aliados que vivia uma “agonia” e que, independentemente do resultado, a ausência de uma definição era o pior cenário possível. Agora, com o nome oficialmente na mesa, a estratégia entra em uma nova e decisiva fase.

Messias se prepara para uma segunda rodada intensiva de conversas, o tradicional “beija-mão” legislativo. O esforço não parte do zero: nos últimos quatro meses, ele já dialogou com 76 dos 81 senadores.

Negociações entre EUA e Irã fracassam; futuro do cessar-fogo é incerto

 

Negociações entre EUA e Irã fracassam; futuro do cessar-fogo é incerto

Vice de Trump, J. D. Vance diz que voltará ao seu país sem acordo e tendo feito uma 'oferta final' aos iranianos

Por Victor Lacombe/Folhapress

12/04/2026 às 07:00

Foto: Reprodução/Instagram

Imagem de Negociações entre EUA e Irã fracassam; futuro do cessar-fogo é incerto

O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance

As negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã chegaram ao fim sem um acordo, jogando na incerteza o futuro do frágil cessar-fogo entre os dois países adversários na guerra no Oriente Médio.

O vice-presidente americano, J. D. Vance, disse em entrevista coletiva neste sábado (11), já manhã de domingo (12) no Paquistão, ter feito uma oferta final ao Irã nas conversas —e afirmou que voltará ao seu país.

"Conversamos por 21 horas", disse o vice de Donald Trump em breve declaração à imprensa em um hotel de Islamabad, capital paquistanesa, país que serve de mediador no conflito. "Voltaremos aos EUA sem um acordo. Deixamos muito claro quais são nossos limites, no que poderíamos ceder e no que não poderíamos, e eles escolheram não aceitar nossos termos".

A fala contradiz declarações anteriores da delegação iraniana, que dizia esperar mais discussões no domingo. Após a entrevista de Vance, entretanto, a TV estatal do país persa confirmou o fim das negociações, colocando a culpa do fracasso em "exigências excessivas" dos EUA.

"A boa notícia é que tivemos discussões significativas com os iranianos. A má notícia é que não chegamos a um acordo, e acho que é uma notícia muito pior para o Irã do que para os EUA", disse o vice-presidente americano. Não está claro se haverá nova rodada de discussões em outro momento ou se os países retomarão os bombardeios na guerra, que já matou milhares de pessoas em toda a região.

"Precisamos ver um compromisso [do Irã] de que não buscarão uma arma nuclear e de que não buscarão ferramentas que tornem possível o desenvolvimento de uma arma nuclear", afirmou Vance —o Irã sempre negou desejar a bomba, embora tenha enriquecido urânio a níveis muito superiores do necessário para usos civis.

"Fomos muito flexíveis, mas, infelizmente, não tivemos progresso", disse o vice de Trump. "Vamos embora daqui com uma proposta muito simples, um método de entendimento que é a nossa melhor e última oferta. Veremos se os iranianos aceitam", concluiu Vance, que falou à imprensa ao lado do enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e do genro do presidente, Jared Kushner.

No sábado, naquele que foi o encontro de mais alto nível entre Washington e Teerã desde a Revolução Islâmica de 1979, as delegações realizaram três rodadas de conversas —a terceira só terminou na madrugada de domingo (12), noite de sábado no Brasil.

A delegação iraniana era composta por mais de 70 membros e encabeçada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Ghalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. Os iranianos chegaram no Paquistão ainda na sexta-feira (10) com vestes pretas em sinal de luto pela morte do aiatolá Ali Khamenei. Eles levaram sapatos e bolsas de estudantes mortas durante o bombardeio dos EUA a uma escola para meninas próxima a um complexo militar.

As conversas aconteceram no hotel cinco estrelas Serena, com jardins e arquitetura mourisca, que é um dos edifícios mais fortificados de Islamabad e tem o próprio esquema de segurança. O endereço fica nas proximidades do hotel Marriott, palco de um dos piores ataques terroristas do Paquistão, em 2008, quando um caminhão que carregava 600 kg de explosivos abriu um buraco de sete metros de profundidade e deixou, entre os mortos, o embaixador da República Tcheca.

Islamabad reforçou o esquema de segurança com milhares de agentes na cidade, incluindo tropas paramilitares e do Exército, que montaram postos de controle e bloqueios por toda a capital. Lojas e escritórios foram fechados.

Também no sábado, a emissora estatal iraniana afirmou que a delegação de Teerã apresentou demandas relacionadas ao estreito de Hormuz, à liberação de ativos iranianos bloqueados, ao pagamento de reparações para cobrir danos causados pela guerra e um cessar-fogo que alcance toda a região.

A última vez em que EUA e Irã negociaram olho no olho foi na costura do acordo nuclear de 2015, que trocou o fim de sanções à teocracia por um intrincado esquema de verificações segundo o qual seria restringida a capacidade de enriquecimento de urânio do país por 15 anos, visando coibir a busca pela bomba atômica.

Trump cancelou o acordo nuclear em 2018, durante seu primeiro mandato. Naquele ano, Khamenei proibiu novas conversas diretas entre autoridades dos EUA e do Irã.

Na sexta, o americano publicou nas redes sociais que a única razão pela qual os iranianos ainda estavam vivos era para negociar um acordo. "Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, a não ser a extorquir o mundo por meio de vias navegáveis internacionais. A única razão pela qual eles ainda estão vivos hoje é para negociar!"

Politica Livre

Boulos amplia espaço no Planalto e entra no núcleo estratégico da campanha de Lula

Publicado em 11 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Fogo amigo na direita prejudica crescimento da candidatura de Flávio Bolsonaro

Publicado em 12 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Dvisões internas colocam Flávio na defensiva

Vera Magalhães
O Globo

Enquanto o governo e o PT catam cavaco quanto ao momento para começar a confrontar Flávio Bolsonaro, partem da direita as maiores dores de cabeça para o projeto de franquia familiar empreendido por Jair Bolsonaro a partir da Papudinha.

Pelo menos três pré-candidaturas questionam a escolha do filho Zero Um para suceder ao pai inelegível: Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que tentam abocanhar votos daqueles que acham Flávio radical demais, e Renan Santos, que ataca o flanco oposto do senador, falando àquela fatia do eleitorado que se identifica com o discurso antissistema.

POUCO ESPAÇO – Até aqui, as pesquisas mostram pouco espaço para o crescimento de nomes que tentam evitar que já se imponha no primeiro turno a polarização estabelecida em 2018 e repetida em 2022, entre lulopetismo e bolsonarismo.

Mas a entrada em cena desses nomes disputando a atenção dos eleitores que rejeitam Lula obriga os filhos de Jair a gastar tempo em debates estridentes via redes sociais e a combater acusações pesadas de corrupção, rachadinha e conluio com escândalos como o do Banco Master — tudo aquilo que a esquerda ameaça fazer, mas ainda não conseguiu entabular na forma de uma estratégia de comunicação minimamente coesa.

TRÉGUA – Uma das maiores preocupações dos apoiadores de Flávio é estabelecer uma trégua com setores das igrejas evangélicas que também andaram meio atritados com o clã, por discordar da condução do ex-presidente e da escolha do filho como sucessor.

Dirigentes do PL se preocupam com a guerra nada velada entre os filhos de Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle, que tem muito mais ascendência sobre lideranças evangélicas do que os enteados que a desautorizam publicamente a cada oportunidade.

AGRO NEGÓCIO – Outro foco de atenção é o agronegócio, setor fundamental para a estruturação dos palanques bolsonaristas no Centro-Oeste e no Sul, principalmente, mas também em estados cruciais, como São Paulo e Minas Gerais.

Caso o PSD leve até o fim a disposição de lançar o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, existe a chance de que ele seja visto como opção mais sólida por expoentes importantes desse segmento econômico.

Isso poderia abalar a credibilidade do candidato do PL e dividir votos que, até aqui, são creditados a ele nas pesquisas.

TRAPALHÃO – Também pesa sobre os ombros de Flávio a atuação do irmão Eduardo, que desertou para os Estados Unidos e, de lá, não consegue passar um dia sem criar confusão. A última quase custou ao pai a prisão domiciliar provisória que obteve pelo agravamento do seu quadro de saúde.

Cobrado pelas trapalhadas que continua a promover, Eduardo já não esconde a amargura pelo fato de, com seus gestos tresloucados, ter deixado a candidatura presidencial escorrer pelos dedos e cair no colo do irmão. Passou a dizer nas redes sociais que, em uma família, sempre existe um que se “sacrifica” pelo todo.

Todas essas arestas e todos os questionamentos, tanto pela direita mais institucional quanto pela extrema direita que tenta mimetizar Javier Milei, só mostram as fragilidades de Flávio, que o PT e a esquerda não parecem saber como confrontar.

DENÚNCIAS – O esfacelamento do bolsonarismo em seu estado de origem, o Rio de Janeiro — com denúncias que vão do uso da máquina em campanhas ao envolvimento explícito com o crime organizado, passando por negócios com o Master no Rioprevidência —, passa ao largo dos discursos de Lula e de seus aliados no Congresso.

A entrada na disputa de nomes de direita que precisam primeiro fustigar o filho de Bolsonaro para ter alguma esperança de tirá-lo do segundo turno não deixa de ser um alento para Lula no momento em que ele parece sem repertório, time e tática para sair das cordas onde está desde o início do ano.

Só que a terceirização da disputa política tem alcance e prazo limitados.


Abastecimento de água começa a ser normalizado na Grande Aracaju

 O abastecimento será normalizado aos poucos, à medida que todo o conjunto de bombas for acionado e a rede estiver totalmente pressurizada

A expectativa é de que o sistema esteja completamente restabelecido até às 17h (Foto: Ascom/Deso)

Os reparos emergenciais na Adutora do São Francisco, que causaram a redução preventiva de 25% na vazão de água, foram concluídos na tarde deste sábado, 11. O fornecimento de água havia sido interrompido em grande parte da região metropolitana de Aracaju e deve voltar até às 17h.

Segundo a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), responsável pelo reparo, as bombas estão sendo ligadas de forma gradual, permitindo que a adutora volte a receber água progressivamente. 

A expectativa é de que o sistema esteja completamente restabelecido até às 17h, com a água já chegando a Aracaju, Barra dos Coqueiros e Socorro. O abastecimento será normalizado aos poucos, à medida que todo o conjunto de bombas for acionado e a rede estiver totalmente pressurizada.

*Com informações da ASN

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Saiba quais documentos são válidos para votar nas Eleições 2026

No dia da votação, é obrigatório apresentar um documento oficial com foto ou o aplicativo e-Título com fotografia

 

(Foto: TRE-SE)

No dia da votação, eleitoras e eleitores deverão apresentar, na seção eleitoral, um documento oficial com foto para se identificar e exercer o direito ao voto. Nas Eleições Gerais de 2026, o 1º turno está marcado para 4 de outubro e, caso haja necessidade, eventual 2º turno ocorrerá em 25 de outubro.

A apresentação do título de eleitor no dia da eleição não é obrigatória. Serão aceitos:


  • carteira de identidade (RG);
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
    certificado de reservista;
  • carteira de trabalho;
  • passaporte; e
  • carteira de categoria profissional reconhecida por lei.

Esses documentos poderão ser usados ainda que a data de validade esteja vencida. As certidões de nascimento ou de casamento não valem como prova de identidade na hora de votar.

Aplicativo e-Título
Também é possível se identificar perante a mesária ou o mesário apresentando o e-Título com foto. O aplicativo móvel da Justiça Eleitoral funciona como uma versão digital do título de eleitor.

Vale ressaltar que a fotografia no app só estará disponível para quem já realizou o cadastramento biométrico na Justiça Eleitoral. Caso a fotografia não apareça na versão digital, será necessário levar também um documento oficial com foto para votar

No período, a maioria dos serviços eleitorais ficará indisponível, mas poderá ser fornecida a via impressa do título, emitida pelo site dos tribunais eleitorais ou por qualquer cartório, posto ou central de atendimento para inscrições regulares e suspensas.

O e-Título poderá ser baixado durante todo o período.

Fonte: TSE

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