domingo, abril 12, 2026

Lula mantém dianteira no Datafolha apesar da pressão da direita

 


Lula mantém dianteira no Datafolha apesar da pressão da direita

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na frente no primeiro turno da nova pesquisa Datafolha, com 39% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 35% de Flávio Bolsonaro (PL). Na espontânea, quando o eleitor responde sem ver a lista de nomes, Lula abre 26% a 16%. O instituto ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios, entre terça-feira (7) e quinta-feira (9), com margem de erro de dois pontos e registro BR-03770/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

É por aí que a análise precisa começar.

Sem primeiro turno, não existe segundo turno.

A velha mídia preferiu vender o susto do eventual empate adiante, mas o dado bruto da largada eleitoral continua sendo outro: Lula ainda é o nome mais forte da disputa quando se olha a fotografia inicial da corrida.

No cenário estimulado, os 39% de Lula equivalem a algo perto de 45% dos votos válidos desse quadro, enquanto Flávio Bolsonaro fica na casa de 40%. Não dá vitória em primeiro turno, mas dá liderança real, material, verificável, e não um detalhe estatístico.

Esse é o ponto que a manchete apressada tenta empurrar para debaixo do tapete.

Quando o noticiário abre com “Lula perde vantagem no segundo turno”, ele desloca o centro da leitura. Em vez de discutir quem lidera a eleição de fato na largada, passa a vender a ideia de enfraquecimento inevitável. Isso ajuda a criar ambiente político, midiático e financeiro para pressionar o presidente a recuar da reeleição.

A operação é transparente.

direita precisa de um adversário menos duro do que Lula em outubro. O bolsonarismo sabe que, goste-se ou não dele, o presidente ainda concentra voto popular, memória política e capilaridade social. Por isso, interessa espalhar a tese de que sua candidatura virou problema antes mesmo de a campanha começar para valer.

Os números do próprio Datafolha não autorizam esse enterro antecipado.

Lula aparece com 39%, Flávio com 35%, Ronaldo Caiado (Partido Social Democrático, PSD) com 5% e Romeu Zema (Novo) com 4%. A soma dos nomes da direita passa Lula, é verdade, mas essa conta só funciona no papel. No primeiro turno, esse bloco sai dividido, e divisão de candidatura não vira voto automaticamente para um só candidato.

Na espontânea, o retrato é ainda mais eloquente.

Lula marca 26%. Flávio Bolsonaro tem 16%. Jair Bolsonaro, mesmo inelegível, aparece com 2%, e Caiado também com 2%. Há 42% que ainda não sabem responder. Isso mostra duas coisas ao mesmo tempo: Lula ainda ocupa o centro da lembrança do eleitor, e a disputa está aberta para muita briga narrativa daqui até 4 de outubro de 2026.

O segundo turno, claro, merece atenção.

Flávio Bolsonaro aparece com 46% contra 45% de Lula. Caiado perde por 45% a 42%. Zema também, 45% a 42%. Todos os cenários estão dentro da margem de erro. Em português claro: não há virada consolidada; há empate técnico.

A diferença entre fato e torcida mora aí.

Fato: Lula segue líder no primeiro turno.

Fato: os cenários de segundo turno apertaram.

Torcida: transformar aperto em sentença de morte eleitoral.

Também pesa o dado da rejeição. Lula tem 48%, e Flávio Bolsonaro, 46%. Os dois concentram amor e ódio num país ainda rachado. Isso explica por que a eleição continua polarizada e por que o “centro” segue patinando. Caiado e Zema têm rejeição menor, mas também têm muito menos densidade eleitoral até aqui.

No fundo, o que está em curso é uma guerra de clima.

Parte da imprensa corporativa, em sintonia com interesses do mercado, tenta vender a fadiga de Lula antes da hora. O objetivo político é claro: assustar o Planalto, aumentar o barulho sobre alternativa “menos conflitiva” e empurrar o presidente para a defensiva.

Só que pesquisa não substitui campanha.

Ainda faltam meses de exposição, palanque, alianças, televisão, rua, economia, crises e confronto direto. A eleição geral está marcada para 4 de outubro. Se ninguém passar de 50% dos votos válidos no primeiro turno, o segundo será em 25 de outubro.

Portanto, a dianteira de Lula continua de pé no terreno que realmente decide quem chega vivo à fase final: o primeiro turno. O resto, por enquanto, é disputa para fabricar medo, testar nervos e arrancar recuo. Resta saber se Lula vai afrouxar o sutiã ou se vai chamar a extrema direita para o corpo a corpo nas urnas.

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Direita usa empate técnico para inflar Flávio Bolsonaro

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na frente na largada de 2026, mas o pós-Datafolha já virou guerra de narrativa. Horas depois de a pesquisa mostrar Lula com 39% no primeiro turno e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 35%, a direita correu para explorar o 46% a 45% do segundo turno, um empate técnico dentro da margem de erro.

 É daí que a leitura precisa partir.

Sem primeiro turno, não existe segundo turno.

Na espontânea, quando o eleitor responde sem receber a lista de candidatos, Lula aparece com 26% e Flávio Bolsonaro com 16%. No cenário estimulado, o presidente marca 39% e o senador, 35%. O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios, entre terça-feira (7) e quinta-feira (9), com margem de erro de dois pontos e registro BR-03770/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O fato novo, portanto, não é uma virada consolidada.

O fato novo é a tentativa de transformar um aperto estatístico em clima político.

No segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 46% contra 45% de Lula. Em março, o mesmo Datafolha mostrava Lula à frente por 46% a 43% nesse confronto. A oscilação existe, mas segue dentro da margem de erro. Em linguagem simples, a pesquisa não aponta vitória fechada de ninguém.

Parte da cobertura destacou o susto adiante. O movimento da oposição foi outro: usar esse recorte para vender uma sensação de arrancada, como se a eleição já estivesse mudando de dono em abril.

Os números não entregam isso.

Entregam uma disputa apertada no segundo turno e uma liderança real de Lula na fase que decide quem chega vivo à reta final.

O bastidor da direita ajuda a explicar a pressa.

Neste sábado (11), um vídeo publicado nas redes de Flávio Bolsonaro ao lado de Romeu Zema (Novo-MG) reacendeu rumores de composição. Na peça, Zema aparece em tom descontraído e lança, entre risos, um convite para que Flávio Bolsonaro seja seu vice, gesto suficiente para reaquecer uma conversa que vinha sendo tratada com cautela.

https://www.esmaelmorais.com.br/direita-usa-datafolha-para-vender-arrancada-de-flavio-bolsonaro/

EDITORIAL: Memória contra a Omissão – Por que Jeremoabo não pode esquecer o passado recente

EDITORIAL: Memória contra a Omissão – Por que Jeremoabo não pode esquecer o passado recente


Por José Montalvão

Assistir ao pronunciamento do vereador Eriks de João de João Ferreira é um exercício necessário de consciência histórica. Ao relembrar as improbidades da gestão anterior, o parlamentar cumpre o papel de sentinela da verdade. Como bem disse o filósofo George Santayana: "Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo".

É preciso refrescar a memória de quem hoje tenta posar de fiscal, mas que, num passado recente, aplaudia e acobertava o descaso que quase destruiu Jeremoabo.


1. O Pedido de Perdão que Nunca Veio

Os vereadores que compunham a base do ex-prefeito Deri do Paloma deveriam subir à tribuna diariamente, não para criticar, mas para pedir perdão ao povo. A omissão e a prevaricação daquela época deixaram marcas profundas.

A maldade foi tamanha que nem os mortos foram poupados. É estarrecedor lembrar que o terreno destinado à ampliação do cemitério municipal foi doado de forma imoral e ilegal, com o aval da bancada de situação da época. Hoje, as famílias lutam por espaço para enterrar seus entes queridos porque, no passado, a "casa dos mortos" foi trocada por interesses políticos escusos sob o silêncio das autoridades.

2. A "Zombaria" sobre o Peixe da Semana Santa

Tentar encontrar falhas na distribuição de peixe da gestão Tista de Deda é querer zombar da inteligência do jeremoabense. Diferente de anos anteriores, onde o peixe era usado como ferramenta de autopromoção pessoal e cercado por denúncias de superfaturamento, este ano a realidade foi outra:

  • Transparência Real: A aquisição seguiu rigorosamente os trâmites da nova Lei de Licitações.

  • Qualidade e Dignidade: Foi entregue pescado de primeira qualidade, sem "estraçalhos" e, principalmente, sem usar a necessidade do povo para fazer politicagem.

  • Respeito ao Cidadão: A doação foi um ato de assistência social, não um palanque eleitoral.


3. Jeremoabo de Nome Limpo e Rumo ao Futuro

O que realmente incomoda a atual oposição é o sucesso da reconstrução de Jeremoabo. É difícil para quem deixou a cidade em frangalhos aceitar que, com responsabilidade, competência e transparência, Tista de Deda está devolvendo a dignidade ao povo.

O maior marco dessa gestão é a organização administrativa. O prefeito retirou Jeremoabo do abismo da inadimplência. Hoje, o município tem nome limpo, o que permite a chegada de convênios, recursos e obras que antes eram impossíveis. Do lazer à educação, da saúde à segurança, Jeremoabo finalmente entrou no trilho do desenvolvimento.


Conclusão: A Verdade Liberta

O povo de Jeremoabo tem memória. Não adianta a oposição tentar gritar agora para esconder o silêncio cúmplice de outrora. A gestão atual fala com obras, com contas pagas e com o respeito ao cidadão — desde o nascimento até o momento do último adeus.

Jeremoabo não quer voltar ao tempo das trevas e da omissão. O futuro se constrói com as lições do passado, e o lição que ficou é clara: o progresso não aceita mais amadorismo nem corrupção.


Blog de Dede Montalvão: A voz da verdade que incomoda os ímprobos e defende o povo

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

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