domingo, março 29, 2026

Morre na Argentina foragido do 8 de janeiro condenado a 14 anos de prisão

 

Mesmo isolada no Continente, a ex-presidente chilena Bachelet segue com respaldo de Lula


Para Lula, Michelle Bachelet tem o ‘melhor currículo’ 

Deu na CNN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu manter o apoio à candidatura da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

“Bachelet é altamente qualificada, com o melhor currículo para a função, tendo sido duas vezes presidenta de seu país, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e Diretora Executiva da ONU Mulheres”, escreveu Lula em publicação no X (antigo Twitter).

CREDENCIAIS – “Ela tem todas as credenciais para ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização, promovendo a paz, fortalecendo o multilateralismo e recolocando o tema do desenvolvimento sustentável no centro da agenda internacional”, acrescentou.

A decisão acontece após o governo chileno anunciar a retirada do apoio à candidatura de Bachelet, promovida inicialmente em conjunto com o Brasil e o México. Em comunicado, o Poder Executivo explicou que concluiu que o atual cenário eleitoral tornava inviável o sucesso desta candidatura. Entre os motivos citados estavam a dispersão de candidatos de países latino-americanos e divergências com alguns dos principais atores envolvidos na condução do processo.

Na última quarta-feira (28), a presidente do México, Claudia Sheinbaum, informou que o país continuaria apoiando a candidata. “Ela ⁠é uma ‌mulher que busca a paz no mundo, que tem uma visão para a construção de direitos, para a resolução ⁠pacífica de conflitos, para a ⁠reconstrução da ONU como uma organização dedicada à resolução de conflitos internacionais ‌e para o estabelecimento de uma declaração de direitos para todas as pessoas do mundo”, disse Sheinbaum.

Restabelecer a moral e a ética no Supremo tornou-se um sonho para o povo brasileiro


Charge do Duke (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Sonhei que o esperançoso povo brasileiro acordou feliz. Abriu a janela. O sol brilhava intensamente e os passarinhos cantavam a sinfonia da libertação. Razão da euforia: o bem comum, senhor de todas as forças do universo, lacrou as portas do Supremo Tribunal Federal (STF) e implodiu o prédio da safadeza jurídica.

Com o rabo entre as pernas, tentando manter o habitual nariz empinado de vestais grávidas, os togados e a togada pegaram às pressas papéis comprometedores e vazaram pelas portas dos fundos. Em vão.

Ganharam estrondosas  vaias do público amontoado na Praça dos Três Poderes. Seguranças deram no pé. Cansaram de carregar malas pesadas, com  alças.

REVERTÉRIO TOTAL – Meu patriótico sonho disse que, nesta linha, iria finalmente acabar a avacalhação jurídica no Brasil. Será mesmo?, poderei com meus botões.

Será mesmo que abutres togados como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Dias Toffoli vão admitir, pelo menos, que erram muito mais do que acertam?

Manda a Constituição que os três Poderes precisam trabalhar irmanados. Respeitando o bem público. Colaborando para o desenvolvimento do Brasil e pelo bem-estar do povo.

RINGUES MONTADOS – Mas o que se vê são ringues montados para agressões e ameaças mútuas, com arranca-rabos nada republicanos entre magistrados, senadores e deputados. Todos se acham donos da razão.

O povo que se lixe. Jogaram no lixo o decálogo da harmonia, do bom senso e da responsabilidade. Caneladas entre eles aumentam.

Moraes e Toffoli estão adorando. Formam uma dupla que produziu muito para a outrora Suprema Corte ter virado um reduto de camelôs, um antro de trambiqueiros que envergonha a nação.

VIROU UM CHIQUEIRO – A outrora  respeitada guardiã do bem público virou um chiqueiro. Lama virou perfume. Todo dia o presidente da corte, ministro Edson Fachin discursa. Se esgoela, seja em feira, batizado ou treino do Flamengo. Insiste em dizer que os colegas dele são formidáveis e inatacáveis. Merecem ser canonizados. São vítimas de exploração política.

Mas a podridão do Master que atingiu ministros do STF e grandes setores da vida pública é mais candente e descarada. Tolice atroz tentar esconder o sol com a peneira.

As manchas indecorosas das digitais imundas da escória togada e de banqueiros facínoras jamais  se apagarão.


STF promete economia bilionária, mas mantém penduricalhos de até R$ 32 mil


Charge do Jean Galvão (Arquivo do Google)

Deu no G1

Os novos critérios estabelecidos na última quarta-feira (25) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para o pagamento das verbas indenizatórias – chamadas de “penduricalhos” – e do adicional por tempo de serviço para os juízes e os integrantes do Ministério Público levarão a uma economia de R$ 7,3 bilhões em 12 meses.

O cálculo foi apresentado pelos ministros relatores das ações que tratavam do pagamento de verbas acima do teto constitucional, fixado atualmente em R$ 46.366,19. Segundo o voto conjunto dos ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, as diretrizes farão com que o Poder Judiciário e o Ministério Público deixem de gastar R$ 560 milhões por mês.

VIGÊNCIA – Desse total, R$ 326 milhões estão relacionados a 19 mil juízes e R$ 240 milhões a 13 mil membros do MP. A tese aprovada pelos ministros terá vigência a partir do mês-base abril de 2026 para a remuneração referente ao mês maio de 2026, até que o Congresso Nacional aprove lei sobre o assunto.

Foram autorizados alguns pagamentos indenizatórios, até o limite de 35% do valor do teto constitucional, correspondente ao valor da remuneração dos ministros do Supremo. Isso significa que os penduricalhos podem chegar a até R$ 16.228,16.

TEMPO DE CARREIRA – O STF liberou ainda o benefício por tempo de carreira, também limitado a 35% do teto constitucional. Na prática, somando os dois tipos de verbas, foi permitido o pagamento de até R$ 32.456,32 mais o salário mensal, podendo chegar a R$ 78.822,32.

Eles também fixaram que esses valores serão padronizados e seguirão a regras de transparência detalhadas em resolução conjunta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).


Mais leis, menos liberdade, eis um paradoxo moderno que desafia a humanidade


Legisladores devem limitar a sua capacidade de criar leis

Deirdre Nansen McCloskey
Folha

Achamos ótimo quando o Congresso Nacional aprova muitas leis. Afinal, concordamos que o “Estado de Direito” é bom e democrático. E nós, democratas, aprovamos a “vontade do povo”. Ela certamente se expressa pelos votos no Congresso, não é? E pensamos que, se um político violar o Estado de Direito e for contra a vontade do povo, poderemos destituí-lo na próxima eleição. Simples, não?

A ideia moderna é que “Estado de Direito” é a mesma coisa que ter muitas leis. No antigo direito consuetudinário inglês, ou “direito comum”, ao contrário, acreditava-se que a lei deveria surgir de casos concretos —não da imaginação dos legisladores.

LEGISLAÇÃO – O legislador pensa: “Posso imaginar um discurso ofensivo, como zombar de uma mulher gorda. Deveria haver uma lei sobre isso”. Mas o juiz do direito consuetudinário diria: “Este é um caso real em que Luís zomba de uma mulher gorda de verdade. Hum… Como devo decidir? Percebo que, neste caso, Luís perguntou à mulher se ela aceitaria subir ao palco e ser alvo de piadas; e que ela mesmo risse com a plateia quando esta o fizesse. Isso não é algo em que um tribunal deva se envolver. Caso arquivado”.

O direito consuetudinário e os costumes sociais comuns, como dizer “obrigada” ao receber um favor, dependem do senso comum do que é considerado bom comportamento usual. É orientado pela ética, sendo “ética”, neste caso, o que um juiz considera o bom comportamento usual das pessoas em sua sociedade. Mas as leis legisladas são baseadas apenas indiretamente nessa ética.

PREJULGAMENTO – O movimento moderno para substituir o direito consuetudinário pela lei legislada se justifica de duas maneiras. Por um lado, diz: “Não queremos que os juízes façam prejulgamentos”. A palavra é a mesma em português e inglês. Prejulgar é ruim. Concordo. Por outro lado, afirma que é razoável ter uma lei escrita para que as pessoas saibam quando cometem um crime. O Estado não deve surpreender as pessoas com leis que elas desconhecem. Também concordo.

Mas espere. O professor de direito e filosofia ética que mencionei acima, John Hasnas, da Universidade de Georgetown, em Washington, capital dos EUA, apresenta respostas convincentes às justificativas para a proliferação de leis no mundo moderno.

HIPÓTESES – Ele aponta, por um lado, que os legisladores também estão prejulgando. Seus prejulgamentos são hipotéticos e, muitas vezes, malucos. Em contrapartida, um juiz em um tribunal enfrenta um caso concreto e real de desacordo apresentado a ele. E, por outro lado, Hasnas indica que escrever centenas de milhares de leis não informa as pessoas.

Se os juízes tomam decisões com base no que a sociedade considera ético, em contrapartida, qualquer adulto geralmente sabe quando está cometendo um crime. Hasnas escreve: “A transição do crime de direito comum para crimes previstos em lei (…) não promove (…) uma sociedade liberal (…). O direito penal restringe a liberdade individual. Esse é o seu propósito.

Ele autoriza o governo a usar coerção para impedir que os indivíduos pratiquem determinados comportamentos. Para ser compatível com uma sociedade liberal, seu alcance deve ser limitado”. Hasnas está certo. Precisamos dizer aos legisladores para limitarem sua capacidade de criar leis.


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