segunda-feira, março 16, 2026

Mulher danifica equipamentos após surto em agência de Campo do Brito

 O gerente da agência bancária compareceu ao local para avaliar os danos causados e foi orientado a registrar um boletim de ocorrência

Chegando ao local, os policiais identificaram a suposta autora, que estava em estado de surto (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Uma mulher utilizou um extintor para arrebentar a porta e danificar objetos de uma Agência do Banco do Brasil, localizada no município de Campo do Brito. O caso ocorreu na tarde deste domingo, 15.

Segundo a Polícia Militar (PMSE), a equipe foi acionada para atender uma ocorrência de danos à agência. Chegando ao local, os policiais identificaram a suposta autora, que estava em estado de surto.

Os militares realizaram a contenção da suspeita e acionaram a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).  Com a chegada da equipe de atendimento, foram realizados os procedimentos de imobilização e a condução da mulher ao Hospital Regional de Itabaiana para a devida assistência.

Ainda conforme a PMSE, diante do ocorrido, o gerente da agência bancária compareceu ao local para avaliar os danos causados e foi orientado a registrar um boletim de ocorrência referente ao fato.

por Carol Mundim

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Entre o Palanque e o Leito: Onde termina a política e começa a empatia?


Entre o Palanque e o Leito: Onde termina a política e começa a empatia?


Por José Montalvão

Existem situações na vida pública que desafiam a lógica política e entram no campo da análise comportamental. Como diz o ditado popular, "só Freud explica". O recente episódio envolvendo o Senador Flávio Bolsonaro trouxe à tona um questionamento profundo sobre prioridades, sentimentos e o exemplo que as lideranças deixam para a sociedade.

Enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrentava uma internação em estado grave na UTI, o seu filho "01", o senador Flávio Bolsonaro, cumpria agenda política em Rondônia. O cenário não era de sobriedade ou recolhimento, mas de celebração.


A Festa no Palanque vs. A Luta na UTI

A participação do senador no evento do PL, que marcou o lançamento da pré-candidatura de Marcos Rogério ao governo estadual, chocou muitos observadores. Imagens do parlamentar celebrando com apoiadores e participando ativamente do clima festivo do encontro político contrastaram drasticamente com os boletins médicos que chegavam da unidade de terapia intensiva.

A política, por natureza, é uma atividade contínua, mas a humanidade deveria ser o seu freio de segurança. A pergunta que ecoa nas redes e nas ruas é: que sentimento é esse?

  • O Exemplo Público: Lideranças políticas são espelhos para seus seguidores. Quando um filho, diante da gravidade do estado de saúde do pai, prioriza o lançamento de uma candidatura e o "oba-oba" partidário, ele envia uma mensagem confusa sobre os valores familiares que tanto defende no discurso.

  • A Ética do Cuidado: Se para um filho a urgência do palanque supera a vigília no hospital, o que esperar da empatia dessas mesmas lideranças para com o cidadão comum, que não possui o mesmo laço sanguíneo?


A Política como Espetáculo Acima de Tudo

O episódio reflete uma face da política moderna onde o "show" não pode parar. A busca pela manutenção do poder e o fortalecimento de bases eleitorais parecem ter se tornado tão obsessivos que até momentos de fragilidade humana extrema são relegados ao segundo plano.

O ditado "roupa suja se lava em casa" foi citado em artigos anteriores deste blog, mas aqui o buraco é mais embaixo: trata-se da exposição de uma frieza que ignora o momento de dor em nome de um projeto político.

Conclusão: Um Belo Exemplo ao Contrário

Se o exemplo deve vir de cima, o que vimos em Rondônia foi um contra-exemplo. Aos olhos de quem observa de fora, fica a sensação de que, no jogo do poder, nem o leito de uma UTI é sagrado o suficiente para silenciar os fogos de artifício de um lançamento de candidatura.

Para o cidadão comum, que muitas vezes falta ao trabalho e atravessa cidades para estar ao lado de um parente enfermo, a conduta do senador soa estranha, distante e, acima de tudo, desprovida daquela sensibilidade que separa o homem público do calculista político.


Blog do Montalvão: Onde a verdade dói, mas precisa ser dita.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

O Fim do Isolamento: Saúde e Dignidade Chegam ao Povoado Santana em Jeremoabo


O Fim do Isolamento: Saúde e Dignidade Chegam ao Povoado Santana em Jeremoabo


Por José Montalvão

No dia em que assumiu a prefeitura de Jeremoabo, Tista de Deda estabeleceu uma meta clara: encurtar as distâncias entre a zona rural e o acesso à dignidade. O propósito de não deixar nenhum povoado sem um benefício social sólido ganhou mais um capítulo histórico com a inauguração da UBS Risvaldo Varjão Oliveira, no Povoado Santana.

Esta obra não é apenas uma construção de alvenaria; é o atendimento de uma reivindicação antiga e justa do hoje presidente da Câmara, Neguinho de Lié, que sempre lutou por aquela gente trabalhadora, mas que por anos se sentiu esquecida pelo poder público.


Saúde Perto de Casa: O Fim das Viagens de Sofrimento

Para quem vive no Povoado Santana, no Saco Verde e nas comunidades vizinhas, a realidade era dura. Buscar um simples atendimento médico ou uma vacina significava enfrentar quilômetros de estradas vicinais que, em tempos de chuva, tornavam-se verdadeiros desafios.

Com a nova UBS, o progresso fincou raízes na localidade. Agora, o atendimento médico está onde o povo vive. A assistência básica chega para o agricultor, para a dona de casa e para os idosos sem a necessidade de deslocamentos exaustivos. É o governo municipal cuidando das pessoas onde elas mais precisam.


Um Canteiro de Obras na Saúde de Jeremoabo

A UBS de Santana é parte de uma engrenagem que não para de girar. Desde que tomou posse, Tista de Deda tem transformado a saúde do município em uma prioridade absoluta. O balanço de entregas é impressionante e desmente qualquer crítica infundada:

  • Novas Unidades Entregues: UBS Dr. Fausto de Aguiar Cardoso e a UBS das Casinhas.

  • Reformas e Modernização: Unidades José Nolasco e Manoel Dantas foram totalmente revitalizadas.

  • Especialidades: Entrega do moderno Centro de Reabilitação.

  • Em Breve: Inauguração da UBS da Lagoa do Raso e avanço nas obras da unidade do Loteamento Vicente de Paula Costa.

Hospital Municipal: O Próximo Grande Salto

E para quem acha que o prefeito está satisfeito, o trabalho está apenas começando. Já está no radar a reforma e ampliação do Hospital Municipal de Jeremoabo. O objetivo é transformar a unidade em uma referência regional, garantindo que o jeremoabense tenha orgulho e segurança ao buscar atendimento hospitalar.


A Resposta aos Críticos: Trabalho em Vez de Ruído

Enquanto a oposição tenta criar narrativas negativas e críticas recalcitrantes, a gestão de Tista de Deda escolhe outro caminho: o do canteiro de obras. Para cada crítica vazia, uma nova unidade de saúde é erguida; para cada boato, uma estrada é melhorada; para cada tentativa de mordaça, o benefício social chega à porta do cidadão rural.

Jeremoabo vive um tempo de realidades, não de promessas. O povo do Santana, do Saco Verde e de todo o município sabe: o progresso não é um discurso, é um fato que melhora a vida de quem mais precisa.


Blog do Montalvão: Acompanhando de perto o desenvolvimento que transforma Jeremoabo.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

O Espetáculo do Absurdo: Quando a Tribuna de Brasília vira Tanque de Lavar Roupa Suja





O Espetáculo do Absurdo: Quando a Tribuna de Brasília vira Tanque de Lavar Roupa Suja


Por José Montalvão

O Congresso Nacional, que deveria ser o templo da democracia e o centro das grandes decisões para o futuro do Brasil, atravessa uma fase de profunda degradação moral e institucional. O que se vê hoje nas transmissões da TV Câmara e TV Senado não é o debate técnico sobre economia, saúde ou educação, mas um espetáculo deprimente de ataques pessoais, picuinhas partidárias e uma "lavagem de roupa suja" que envergonha o cidadão brasileiro.

A percepção é nítida: os interesses da nação foram jogados para o segundo plano, enquanto parlamentares utilizam o microfone — pago com o dinheiro do trabalhador — para alimentar redes sociais e disputas de ego.


A Radiografia da Decadência Parlamentar

Vários fatores explicam essa queda de nível no parlamento, transformando o debate legislativo em um campo de batalha raso:

1. A Ditadura do Clique e a Polarização

Com a ascensão das redes sociais, muitos parlamentares deixaram de ser legisladores para se tornarem "influenciadores digitais". O foco não é mais aprovar uma lei que melhore a vida no sertão ou nas metrópoles, mas criar um "corte" para o Instagram ou YouTube. Para isso, o conflito, a ofensa e o debate ideológico raso são mais lucrativos do que o debate técnico e silencioso das comissões.

2. Conflitos Internos e Ofensas Pessoais

O ditado "roupa suja se lava em casa" foi abolido em Brasília. Problemas de diretórios partidários, brigas por cargos e desavenças pessoais são levados à tribuna com uma naturalidade espantosa. Enquanto dois deputados trocam ofensas sobre suas vidas privadas ou trajetórias partidárias, projetos sobre saneamento, segurança pública e combate à fome aguardam na fila da omissão.

3. O Ataque Institucional como Cortina de Fumaça

Em vez de focar na produção legislativa, é cada vez mais frequente o uso do tempo parlamentar para atacar outras instituições ou focar a oposição em figuras políticas específicas de forma obsessiva. Isso cria um ambiente de instabilidade permanente que trava o país e afasta investidores, prejudicando o cidadão na ponta da linha, que sofre com a inflação e o desemprego.


O Custo da Omissão

Enquanto a "roupa suja" é lavada sob as luzes dos holofotes:

  • A Pauta Social Espera: Reformas estruturantes e políticas de apoio ao pequeno produtor ficam paradas.

  • A Imagem do Congresso Degrada: A população perde a fé na política, o que é um terreno fértil para o autoritarismo e para a descrença nas instituições.

  • O Dinheiro Público é Desperdiçado: Cada minuto de sessão custa caro aos cofres públicos. Usar esse tempo para brigas pessoais é, no mínimo, falta de decoro e patriotismo.

Conclusão: O Despertar do Eleitor

O parlamento só mudará quando o eleitor parar de premiar o "barulhento" e passar a cobrar o "produtivo". Não podemos aceitar que a tribuna de Brasília continue sendo um palco de vaidades enquanto o Brasil real padece por falta de seriedade legislativa.

A política deve ser o lugar da convergência, não do circo. Quem tem mandato tem a obrigação de legislar para o povo, e não de usar o cargo para resolver suas pendências pessoais em público.


Blog do Montalvão: Analisando com seriedade o que outros preferem ignorar.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)



domingo, março 15, 2026

Gastos com ex-presidentes aumentam e as prisões não interrompem os benefícios


Decisão do STF no caso Vorcaro vira precedente e preocupa autoridades de segurança

 

Decisão do STF no caso Vorcaro vira precedente e preocupa autoridades de segurança

Por Redação

15/03/2026 às 11:16

Foto: Reprodução/Arquivo

Imagem de Decisão do STF no caso Vorcaro vira precedente e preocupa autoridades de segurança

Daniel Vorcaro

A autorização concedida pelo ministro do STF André Mendonça para que o empresário Daniel Vorcaro receba advogados no presídio sem gravação de áudio e vídeo passou a ser usada como precedente por detentos em presídios federais. A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), já anunciou que fará pedido semelhante, o que acendeu alerta entre autoridades do sistema de segurança pública. A informação é da CNN.

Especialistas e integrantes do sistema de justiça afirmam que o monitoramento em presídios federais é considerado essencial para impedir que presos de alta periculosidade utilizem contatos com advogados para transmitir ordens a organizações criminosas. Segundo eles, abrir exceções pode fragilizar o modelo de segurança, já que outros detentos podem exigir o mesmo direito com base no precedente criado no caso Vorcaro.

Por outro lado, advogados e juristas defendem a decisão e argumentam que a gravação das conversas entre presos e defensores viola o sigilo profissional garantido por lei. A Ordem dos Advogados do Brasil questiona a prática no Supremo Tribunal Federal e sustenta que o direito à comunicação reservada entre advogado e cliente é um princípio fundamental do Estado de Direito, devendo a gravação ocorrer apenas em situações excepcionais e devidamente autorizadas.

Politica Livre

Criticar e investigar autoridades virou grande risco nesta democracia à brasileira


PF intima presidente da associação de auditores da Receita a depor após críticas a medidas de Moraes - Estadão

Cabral, líder dos fiscais, não pode mais dar entrevistas

Fernando Schüler
Estadão

“São medidas para amedrontar”, disse Kleber Cabral, presidente da Unafisco (sindicato dos fiscais da Receita), e lascou: “É mais seguro investigar o PCC do que altas autoridades”. A crítica doeu em algum lugar de Brasília. Seu ponto era dizer que não era razoável sair colocando tornozeleira eletrônica em funcionários da Receita, naquela fase da investigação. Teria razão?

Quando li aquilo, me lembrei das denúncias de Eduardo Tagliaferro sobre irregularidades do ministro Alexandre de Moraes. Elas eram graves, nada foi investigado e o sujeito ainda virou réu. Rapidamente, um filme me passou pela cabeça. O comediante Bismark Fugazza, preso por meses, vida quebrada no meio, por um punhado de críticas e piadas a “autoridades”; o famoso tuíte do Prof. Marcos Cintra sobre algumas urnas. E logo a censura, a humilhação. E mais toda a bizarrice brasileira dos últimos anos.

DEPOIMENTO – O curioso é que Cabral terminou provando seu ponto. Foi ele mesmo parar na Polícia Federal, intimado pelo Supremo a dar “explicações” sobre sua crítica. Acabou por descobrir, como tantos brasileiros, que não é só investigar autoridades que se tornou perigoso. Mas que também uma crítica ao próprio abuso de poder pode ser, ela mesma, um risco danado.

No final, ele declarou que não iria mais dar entrevistas. Achei perfeito. O líder de uma entidade de classe de bico calado, por críticas ao Estado. Nossa democracia devidamente salva mais uma vez.

A verdade é que tudo isso é inadmissível. Se o presidente de uma entidade de classe como a Unafisco considera que exista um abuso de poder, ele não tem apenas o direito de expressar esta crítica. Ele tem o dever. E a sociedade tem o direito a esta informação. É assim que funciona uma grande democracia.

ABUSO DE PODER – Se uma atitude como esta fosse um ponto isolado, já seria grave. Mas não é. Ela é a repetição de um padrão de abuso de poder que o País vem assistindo desde 2019. Naquele ano, o STF criou o inquérito sobre fake news a partir de um artigo de seu regimento interno que simplesmente não lhe dava este direito.

De uma licença para investigar infrações cometidas na sede da Corte, produziu-se um tipo de alien jurídico. Uma expansão interpretativa que deu poderes ao relator Moraes para investigar e punir qualquer delito, discurso, crítica, “ataque” contra a instituição ou seus membros, em qualquer lugar do planeta, internet inteira incluída.

Por muitos anos, bastava usar a expressão “blogueiro bolsonarista”, ou alguma variação, para justificar qualquer coisa. A tudo assistimos passivamente, salivando no transe dos rancores políticos.

RADICALIZAÇÃO – O que se observa agora é uma migração. Do uso sistemático dos inquéritos contra o “bolsonarismo”, transita-se para o enquadramento de qualquer um que desafie sua própria engrenagem de poder.

Muita gente achava bacana quando nosso alien tropical funcionava contra um “lado” do jogo político. O ponto é que agora Moraes envelheceu. E aprendeu a agir, em primeiríssimo lugar, em defesa de si mesmo.

O poder é sedutor. O poder excepcionalíssimo, quase irresistível. Saber como lidar com esta engrenagem sem freios, não duvidem, é nosso grande desafio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Excelente artigo. Aos poucos, Alexandre de Moraes tenta restabelecer a censura no país, mas não vai conseguir. Nesta quinta-feira determinou busca e apreensão contra o jornalista Luiz Pablo Almeida, que denunciou a família do ministro Flávio Dino, que utiliza ilegalmente o carro blindado que o Tribunal do Maranhense colocou à disposição dele, e não de seus ministros. (C.N.)

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