domingo, março 01, 2026

Republicanos acusa o PL de minar aliança e cobra mais respeito em articulações



Argumentos de Gilmar para blindar Toffoli colocam o STF no lixão da História


Gilmar Mendes defende políticos e critica aplausos a seus algozes | VEJA

Gilmar deu uma ajuda a Toffoli que está muito deprimido

Mariana Muniz e Pepita Ortega
O Globo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou nesta sexta-feira a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt, que tem entre seus sócios o ministro Dias Toffoli.

A quebra fora determinada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, do Senado, e aprovada na quarta-feira. Os parlamentares deram aval para quebra de sigilo no período de janeiro de 2022 a fevereiro de 2026.

“ARGUMENTAÇÃO” – O decano do STF considerou que a CPI aprovou as quebras de sigilo da empresa de Toffoli “em manifesto e incontornável descumprimento dos limites” do objeto da apuração parlamentar. Segundo Gilmar, a justificativa para a “providência invasiva” é “destituída de idoneidade por completa e absoluta ausência de fundamentação válida”.

O ministro considerou que a CPI incorreu em desvio de finalidade. “O requerimento (de quebra de sigilo) apresenta narrativa e justificação falhas, imprecisas e equivocadas. Há, na espécie, um verdadeiro salto lógico e jurídico: sob o pretexto de combater o crime organizado, a Comissão decreta a quebra de sigilos e a produção de relatórios sem a indicação de um único elemento concreto que vincule a ora requerente aos fatos narrados no requerimento de criação”, pontuou.

ILEGALIDADE? – Gilmar anulou, então, a quebra de sigilo determinada pela CPI ao considerar que houve evidente a “flagrante inconstitucionalidade e ilegalidade” da decisão da Comissão de quebrar o sigilo da Maridt.

A decisão do decano atendeu a um pedido feito pela empresa da família de Toffoli no bojo de um processo que restringiu a quebra de sigilo determinada pela CPI da Covid contra a produtora Brasil Paralelo.

No despacho, Gilmar ressaltou como o caso da Maridt “corrobora preocupação” que ele externou no caso da CPI da Covid, sobre os limites para as diligências determinadas pelos parlamentares.

VIOLAÇÃO DE DIREITOS – Segundo o ministro, a defesa mostrou como o requerimento da CPI do Crime Organizado pode levar a uma “verdadeira devassa”. Assim, segundo ele a anulação visa “evitar a violação de direitos fundamentais”.

“Não se vislumbra, em suas razões, a exposição de qualquer fundamentação concreta ou o apontamento de suporte probatório mínimo que autorize a deflagração de tamanha ingerência na esfera privada dos investigados. O ato impugnado limita-se a conjecturas e fundamentação genéricas e ilações abstratas”, registrou.

A ordem é para que quaisquer órgãos e empresas destinatárias da ordem de quebra de sigilo se abstenham imediatamente de encaminhar informações da Maridt para a CPI. Gilmar anotou ainda que quaisquer dados que já tenham sido encaminhados devem ser imediatamente destruídos, sob pena de responsabilização penal e administrativa.

FAMÍLIA BLINDADA – O ministro frisou que o habeas corpus concedido à Maridt alcança não só a empresa da família de Toffoli, mas seus sócios – ou seja, o próprio ministro do STF – e seus irmãos. Gilmar chegou a citar a decisão do ministro André Mendonça que tornou facultativa a participação de Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli na CPI do Crime Organizado.

No início deste mês, Toffoli admitiu em nota que é sócio da Maridt, que vendeu uma participação no resort Tayayá, no interior do Paraná, para um fundo do cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Toffoli disse que declarou à Receita Federal os valores recebidos na negociação e afirmou que nunca “recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”.

FORA DA RELATORIA – A empresa de Toffoli integrou a administração do resort até fevereiro de 2025. O ministro foi relator, na Corte, da investigação envolvendo o banco.

Ele pediu para deixar o caso após a Polícia Federal entregar ao presidente do STF, Edson Fachin, o material encontrado no celular de Vorcaro, em que há menções a Toffoli. O ministro André Mendonça foi sorteado e assumiu a relatoria do processo.

O pedido foi aprovado em meio a uma série de requerimentos deliberados pela comissão. A CPI foi criada oficialmente para apurar a “atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A iniciativa de Gilmar Mendes é o último prego para a tampa do caixão do Supremo, que será sepultado no Lixão da História. Foi uma ação entre amigos, que estupra as regras do Direito, mas não soluciona o problema de Toffoli, apenas atrasa a investigação sobre ele. O abominável Gilmar Mendes inventou esse habeas corpus num processo arquivado, e usurpou os poderes do juiz natural, que é André Mendonça, que já havia despachado no caso Master/Maridt, e depois arquivou de novo o processo. Isso mostra que a sujeirada que envolve o Supremo não tem limites. É a lama, é lama, é lama, como diria Tom Jobim.. (C.N.)

Trump anuncia a morte do líder do Irã em ataques americanos e israelenses

Publicado em 28 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet

Ali Khamenei, líder supremo do Irã | G1

Khamenei era um líder que não fará a menor falta ao Irã

Deu no g1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o aiatolá Ali Khamenei foi morto nos ataques conjuntos entre forças americanas e de Israel contra o Irã neste sábado (28). O governo do Irã não confirma a informação.

Khamenei, líder supremo do Irã, comandou o país por quase quatro décadas com mão de ferro. Enquanto permaneceu no poder, nunca aceitou fazer reformas na república islâmica e reprimiu com força a oposição. No cenário internacional, manteve posição hostil aos Estados Unidos e se negava aceitar a existência do Estado de Israel.

UMA SURPRESA – Quando se tornou líder supremo, sua escolha foi considerada uma surpresa porque nem todos o julgavam qualificado para suceder Ruhollah Khomeini, fundador e líder histórico da república islâmica.

Khamenei havia sido vice-ministro da defesa e presidente durante a guerra com o Iraque, na década de 1980, mas não ERA um dos líderes da revolução. Ele nem sequer tinha o título de aiatolá.

O Irã, país de origem persa, buscava conter o predomínio árabe no Oriente Médio. Mas aquela nação que respirava cultura americana e europeia também reprimia quem discordasse do governo. Não demorou para que uma ideologia antiocidental crescesse na sociedade.

PROTESTOS – No início deste ano, o governo enfrentou uma grande onda de protestos, reprimida com violência por Teerã e que deixou dezenas de milhares de mortos.

Antes do ataque deste sábado, o líder iraniano sobreviveu a um atentado em 1981, e também se recuperou de um câncer em 2014. Desde a morte de Hassan Nasrallah, que comandava o Hezbollah, o Irã aumentou as medidas de segurança para o aiatolá.

Em um país em que os veículos de imprensa são controlados pelo regime, não são muitas as informações sobre a rotina do líder supremo. Diziam que ele viveu os últimos meses num bunker subterrâneo em Teerã.

GRANDE ATAQUE – Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã deste sábado. A ação deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho.

Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.

O Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano ficou ferido na ação. O governo americano afirmou ainda que os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, foi fechado por motivos de segurança, informou a agência estatal iraniana Tasnim.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O mundo parece que anda para trás. Na História de Humanidade, jamais foi registrado um só dia de paz. Atualmente, o mundo enfrenta o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial, com estimativas indicando mais de 120 conflitos ativos, segundo dados de 2024 e 2025, os últimos existentes. Como dizia o grande historiador britânico Kenneth Clark, ainda estamos longe de sermos considerados civilizados.  “Sei o que é civilização. Se encontrar alguma, saberei reconhecê-la”, ironizava o grande intelectual, que ganhou o título de barão, concedido pela rainha Elizabeth II. (C.N.)


Desconfiança entre os ministros do STF aumenta a imprevisibilidade da crise


Tribuna da Internet | Depois de superado o golpismo, é preciso impor limites severos ao Supremo

Charge do Alpino (Yahoo Notícias)

William Waack
Estadão

O STF enfrenta duas crises ao mesmo tempo e a interna parece tão perigosa quanto a externa. E a causa é a mesma: é a institucionalidade substituída pela pessoalidade. No caso da crise externa, é a percepção de grande parte do público de que a instituição do Supremo virou ferramenta de defesa de interesses pessoais de alguns integrantes. Fora toda a questão da atuação política.

No caso da crise interna, é o fato de que laços pessoais e amizades cruzadas − algo que todo grupo pequeno, poderoso e secreto desenvolve − estão profundamente abalados por desconfiança. Que rompeu esses laços.

FUTEBOL CLUBE – Ministros já brigaram entre si, em público e privado, mas nada é comparável à destruição desse “STF futebol clube” (palavras do ministro Flávio Dino) como o episódio da gravação de uma reunião fechada crítica e decisiva.

Nem é necessário apresentar provas. Os ministros estão convencidos de que foi Dias Toffoli – um dos principais responsáveis pela crise externa atual da Corte. Tornou-se um estranho no ninho, do qual nunca alguém foi expulso.

A pessoalidade no trato também com instituições como o Ministério Público promete novos tempos difíceis pela frente. Falhou até aqui a tentativa de frear a Polícia Federal e o que possa sair dos celulares do dono do Master, que tinha contrato de prestação de serviços com advogada esposa de Alexandre de Moraes. 

PERSONAGEM-CHAVE – Brasília inteira sabe da amizade pessoal entre o ministro e o procurador-Geral da República, personagem-chave do ponto de vista institucional dependendo do que a Polícia Federal levar adiante, como fez no caso de Toffoli. E Brasília inteira sabe que o novo relator da investigação do escândalo no STF, o ministro André Mendonça, teria dado carta branca para a PF.

Curiosamente, quando as teias pessoais ganham força sobre os papéis institucionais, as saídas políticas tornam-se mais difíceis. No caso de Toffoli, foi necessário um exaustivo trabalho de costura pessoal nos bastidores para se “dar um jeito” na crise – arranjou-se uma saída “institucional” precária e a crise segue com fúria.

No momento esse escândalo se sobrepõe à capacidade dos atores nos Três Poderes de assar uma pizza via seus contatos pessoais. Eram bem conhecidas a fragmentação das lideranças no Legislativo e a incapacidade de articulação política no Executivo, mas a novidade é a perda de controle interna no STF. Devido ao peso imenso dessa instituição, acrescentou-se mais imprevisibilidade à crise brasileira.



sábado, fevereiro 28, 2026

Funcionários Fantasmas e Dinheiro da Educação: A Justiça que Pode Vir das Urnas

 

Nota da redação deste Blog As denúncias feitas pelo professor Marcelão sobre a existência de 206 supostos “funcionários fantasmas” na Prefeitura de Coronel João, que estariam trabalhando politicamente para o pré-candidato a deputado estadual Carlinhos, são graves demais para serem tratadas como mera disputa partidária. Quando se fala em funcionalismo fantasma, fala-se em dinheiro público desviado de sua finalidade, fala-se em serviços que deixam de ser prestados à população e, sobretudo, fala-se em recursos que deveriam estar beneficiando áreas essenciais como a educação.

Se for verdade que recursos da educação estão sendo utilizados para sustentar interesses eleitorais, o prejuízo é duplo: primeiro, porque compromete o futuro das crianças e jovens; segundo, porque corrói a confiança da população nas instituições públicas. Dinheiro da educação não é verba política, é investimento no futuro. Quando esse recurso escorre pelo ralo da corrupção, não é apenas o orçamento que sofre — é toda uma geração.

O Brasil atravessa, de fato, uma das mais graves crises morais de sua história recente. Não se trata apenas de escândalos isolados, mas de uma normalização da irregularidade. A corrupção deixou de causar espanto em muitos casos e passou a ser vista como parte do “jogo”. Essa naturalização é talvez o aspecto mais perigoso da crise.

A crise moral é coletiva porque não se limita aos gestores públicos. Ela se manifesta na cultura da impunidade, na descrença nas instituições e na lógica perversa de que “todo mundo faz”. Manifesta-se quando o “esperto” é exaltado por levar vantagem e quando o honesto é tratado como ingênuo. Esse ambiente destrói valores, enfraquece a democracia e afasta pessoas sérias da vida pública.

Diante de denúncias dessa magnitude, cabe às instituições competentes apurar com rigor, garantir o direito de defesa e, se comprovadas as irregularidades, punir os responsáveis. Mas há também um instrumento poderoso nas mãos da população: o voto. Os eleitores das localidades onde residem esses supostos funcionários precisam refletir com responsabilidade. O voto é a forma legítima de aplicar a justiça política. Se a Justiça formal tarda, a Justiça das urnas é imediata e soberana.

Entretanto, é preciso cuidado para que a indignação não substitua a prova. Acusações devem ser investigadas com seriedade, sem pré-julgamentos, mas também sem omissão. Democracia se fortalece com transparência, fiscalização e participação popular consciente.

O dinheiro público não pertence a partidos, candidatos ou grupos políticos. Pertence ao povo. E quando o povo decide fiscalizar, cobrar e votar com responsabilidade, nenhuma estrutura construída sobre irregularidades se sustenta por muito tempo.

TISTA DE DEDA CONSOLIDA APOIO AO CAMPO E ENTREGA MÁQUINAS QUE IMPULSIONAM A ECONOMIA RURAL DE JEREMOABO

 



TISTA DE DEDA CONSOLIDA APOIO AO CAMPO E ENTREGA MÁQUINAS QUE IMPULSIONAM A ECONOMIA RURAL DE JEREMOABO


A gestão do prefeito Tista de Deda reafirma seu compromisso com o fortalecimento da agricultura familiar e o desenvolvimento econômico de Jeremoabo.

Em ato oficial realizado no município, foram entregues tratores, implementos agrícolas, tanques-pipa e equipamentos destinados às associações rurais, ampliando a estrutura de apoio ao homem e à mulher do campo.

Para o prefeito Tista de Deda, investir no campo é fortalecer toda a cadeia econômica do municípi

"A base da nossa economia passa pela zona rural. Cada equipamento entregue aqui representa mais produção, mais renda e mais dignidade para quem trabalha de sol a sol. Quando o campo cresce, Jeremoabo cresce junto.”

A conquista contou com articulação política e apoio dos pré-candidatos a deputado, Daniel Alencar e Carlinhos Sobral, parceiros da gestão na busca por investimentos estruturantes para Jeremoabo. 

O prefeito destacou ainda o papel fundamental da Câmara de Vereadores no apoio às pautas da agricultura.

"Agradeço aos nossos vereadores, que caminham conosco nessa missão de fortalecer o campo e garantir oportunidades para quem mais precisa. Esse é um trabalho coletivo, construído com diálogo, responsabilidade e compromisso.”

Com planejamento, articulação política e foco no desenvolvimento sustentável, Jeremoabo avança no fortalecimento do campo como eixo central de crescimento econômico e social.

ASCOM – Prefeitura de Jeremoabo




Março Mulher: Da Conquista do Voto à Força Feminina nos Espaços de Decisão

 

Nota da Redação Deste Blog - O encontro divulgado, reunindo a presidenta do PT de Antas, Luísa Montalvão, e a assessora Cláudia Fonseca, para dialogar sobre as ações do chamado “Março Mulher”, não pode ser visto como um simples ato protocolar. Trata-se de um gesto político que carrega simbolismo e responsabilidade. O mês de março, marcado pelo Dia Internacional da Mulher, representa muito mais do que homenagens: é um período de reflexão, reivindicação e reafirmação de direitos historicamente conquistados com luta e resistência.

Quando o texto destaca que foi um momento de “escuta, construção e fortalecimento da luta das mulheres”, aponta para algo essencial na política contemporânea: ouvir é governar com responsabilidade. A presença feminina nos espaços de decisão não é favor, nem concessão — é necessidade democrática. Uma sociedade que exclui as mulheres das instâncias de poder compromete a própria ideia de justiça social.

É preciso lembrar que os direitos políticos das mulheres no Brasil não surgiram por benevolência, mas por pressão e mobilização. Há 94 anos, durante o governo do presidente Getúlio Vargas, foi reconhecido o direito de voto feminino por meio do Código Eleitoral de 1932. Esse marco histórico representou uma ruptura com séculos de exclusão política e abriu caminho para que, gradualmente, as mulheres ocupassem espaços antes restritos aos homens.

De lá para cá, os avanços são inegáveis, mas os desafios permanecem. A sub-representação feminina em cargos eletivos ainda é uma realidade em muitos municípios e estados brasileiros. Por isso, iniciativas que promovem o debate, a formação política e o fortalecimento da participação feminina são fundamentais.

A frase “Lugar de mulher é onde ela quiser” sintetiza uma mudança cultural profunda. A mulher pode e deve estar na política, na gestão pública, nos movimentos sociais, no mercado de trabalho e onde mais decidir estar — não por imposição ideológica, mas por direito constitucional e cidadania plena.

Mais do que palavras de efeito, o verdadeiro compromisso se mede por ações concretas: incentivo à participação, combate à violência política de gênero, garantia de igualdade de oportunidades e políticas públicas que enfrentem desigualdades históricas.

O encontro mencionado, portanto, simboliza algo maior: a continuidade de uma luta que começou muito antes de 1932 e que segue viva. Democracia se fortalece quando inclui, quando escuta e quando amplia vozes. E a voz das mulheres é parte indispensável dessa construção.

José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025


Em tempo:

O encontro divulgado, reunindo a presidenta do PT de Antas, Luísa Montalvão, e a assessora Cláudia Fonseca, para dialogar sobre as ações do chamado “Março Mulher”, não pode ser visto como um simples ato protocolar. Trata-se de um gesto político carregado de simbolismo e responsabilidade. O mês de março, marcado pelo Dia Internacional da Mulher, representa muito mais do que homenagens: é um período de reflexão, reivindicação e reafirmação de direitos historicamente conquistados com luta e resistência.

Ao refazer este texto, faço questão de registrar uma menção que, de forma proposital, deixei de citar anteriormente: a atuação da deputada estadual Fátima Nunes, eleita 1ª vice-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Representando a presidente Ivana Bastos, durante a certificação do Selo Lilás 2025, Fátima Nunes enalteceu a iniciativa do governo baiano, desenvolvida por meio da Secretaria de Política para as Mulheres (SPM), destacando os avanços conquistados na luta pelos direitos femininos. A pasta é dirigida pela deputada estadual licenciada Neusa Cadore.

Em sua manifestação, Fátima Nunes foi firme ao reafirmar um princípio que ecoa nas lutas históricas das mulheres:
“Lugar de mulher é onde ela quiser, mas não para ser tratada com injustiça, com desigualdade. No lugar onde nós estamos, precisamos ser respeitadas para desempenharmos funções de trabalho com tranquilidade. E por isso mesmo, na Assembleia Legislativa, nós temos feito esse trabalho de votar as leis importantes que asseguram o direito das mulheres.”

A fala reforça algo essencial: ocupar espaços não basta. É preciso garantir respeito, igualdade de condições e segurança institucional para que a presença feminina não seja simbólica, mas efetiva. Democracia não se constrói apenas com acesso — constrói-se com dignidade.

Ao chamar a atenção para a necessidade de denunciar a violência, a vice-presidente da ALBA foi além do discurso formal. Ela destacou que as mulheres são maioria na sociedade e, por isso, não podem se silenciar diante das injustiças. Ao mencionar a importância da aplicação integral da Lei Maria da Penha, enfatizou que não se trata apenas de punição, mas principalmente de prevenção — a parte inicial da lei, que busca evitar que a violência aconteça.

É preciso lembrar que os direitos políticos das mulheres no Brasil não nasceram por concessão graciosa. Em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, o Código Eleitoral reconheceu o voto feminino, rompendo com séculos de exclusão. Foi um marco histórico que abriu portas, mas não encerrou a luta.

De lá para cá, os avanços são inegáveis, mas a sub-representação feminina nos espaços de poder ainda é realidade em muitos municípios e estados. Por isso, encontros como o realizado em Antas e pronunciamentos como o de Fátima Nunes ganham relevância: eles reafirmam que a participação feminina precisa ser fortalecida continuamente, com políticas públicas concretas, combate à violência política de gênero e garantia de igualdade de oportunidades.

O verdadeiro compromisso com o “Março Mulher” não está apenas nas palavras, mas nas ações permanentes. Democracia se fortalece quando inclui, quando escuta e quando amplia vozes. E a voz das mulheres não é acessória — é indispensável na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

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