terça-feira, janeiro 27, 2026

Dnit reduzirá limite de velocidade do trecho da BR-235 na saída de Aracaju

 Novo limite de velocidade começa a valer nesta quarta-feira, 28

Trecho próximo ao km 2 passa a ter limite de 40 km/h para reforçar segurança de pedestres (Foto: DNIT)

A velocidade fiscalizada em um trecho da rodovia BR-235, na saída de Aracaju, vai reduzir de 60 km/h para 40 km/h a partir desta quarta-feira, 28. A operação tem como objetivo ampliar a segurança viária, especialmente de pedestres que utilizam a travessia no local.

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a medida faz parte das intervenções relacionadas à travessia de pedestres na região, após a passarela que interligava os bairros Olaria e Capucho ser desmontada para readequação estrutural.

No local, será construída uma nova passarela, projetada conforme as normas atuais de acessibilidade e segurança, com o objetivo de oferecer mais proteção a pedestres, ciclistas e condutores. Até a construção da nova estrutura, a solução provisória foi a implementação de uma faixa de pedestres, acompanhada de sinalização viária completa.

O DNIT explicou que a velocidade regulamentar anterior era de 60 km/h, mas um estudo técnico elaborado pela equipe do Serviço de Operações Terrestres (SOT) apontou a necessidade de redução para 40 km/h, considerando a intensa travessia de pedestres e o elevado volume de tráfego. 

Ainda conforme o órgão, o processo de alteração da fiscalização incluiu etapas como monitoramento técnico do trecho, implantação da nova sinalização e verificação do equipamento pelo Inmetro. A iniciativa também atende a uma demanda da comunidade local, que vinha manifestando preocupação com a segurança durante a travessia da rodovia.

O DNIT seguirá monitorando o trecho para avaliar o fluxo de veículos e o respeito à travessia de pedestres, adotando novas medidas, se necessário, para garantir a segurança no local.


Orientações aos usuários

  • Reduza a velocidade ao se aproximar do km 2,3 da BR-235/SE e respeite a sinalização.
  • Atenção redobrada à faixa de pedestres implantada provisoriamente.
  • Pedestres devem atravessar somente na faixa, com cuidado e atenção ao tráfego.

*Com informações do DNIT

Portal Infonet no WhatsApp
Receba no celular notícias de SergipeInfonet - Rua Monsenhor Silveira 276, Bairro São José | Aracaju-SE, CEP 49015-030, Fone: 79.2106.8000 - CI Centro de Informações LTDA



Sergipe não vai aderir às mudanças na prova prática para emissão da CNH

 Áté o momento, quatro estados acataram às mudanças, retirando a etapa de baliza e permitindo a utilização de veículos automáticos na prova prática.

(Foto: Arthuro Paganini)

O Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe (Detran/SE) informou que não vai aderir às mudanças na prova prática para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A informação foi confirmada nesta terça-feira, 27.

Até o momento, os estados de São Paulo, Espírito Santo, Amazonas e Mato Grosso do Sul aprovaram mudanças no processo, retirando a etapa de baliza e permitindo a utilização de veículos automáticos na prova prática. Em Sergipe, as diretrizes da prova prática seguem inalteradas, seguindo as obrigatoriedades vigentes.  

A decisão surge com a Resolução nº 1.020, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelece a criação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular. Até a publicação do manual, os estados podem definir os trajetos e procedimentos próprios para o processo de aquisição da CNH.

Com as novas diretrizes, o resultado do exame prático será expresso em nota variável, iniciando com pontuação zero, que será acrescida conforme as infrações de trânsito cometidas pelo candidato ao decorrer da prova.

Cada infração de trânsito cometida corresponderá a um ponto, multiplicado pelo respectivo peso, variável de um a seis, da seguinte forma:eso um: infração de trânsito de natureza leve;

II – peso dois: infração de trânsito de natureza média;

III – peso quatro: infração de trânsito de natureza grave; 

IV – peso seis: infração de trânsito de natureza gravíssima

Por Carol Mundim

Portal Infonet no WhatsApp
Receba no celular notícias de Sergipe

BNB e BID iniciam projeto de PPP para modernização da infraestrutura urbana com prefeituras

 

BNB e BID iniciam projeto de PPP para modernização da infraestrutura urbana com prefeituras


Com parceria do BID, projeto em Barbalha (CE) terá até US$ 350 mil destinados à fase de estruturação



Salvador (BA), 27 de janeiro  de 2026 -  A Prefeitura de Barbalha, município do interior do Ceará, lançou nesta terça-feira (27) o projeto de Parceria Público-Privada (PPP) de Iluminação Pública e Cidades Inteligentes. A iniciativa marca o começo da fase de estruturação de um modelo voltado à modernização da infraestrutura urbana, com parceria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), apoio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e do Banco do Nordeste (BNB).


O projeto prevê a modernização e a expansão do parque de iluminação pública, além da incorporação de soluções tecnológicas voltadas à gestão urbana, com impactos esperados na segurança, eficiência energética, mobilidade e qualidade de vida da população. Trata-se da primeira PPP de iluminação pública e cidades inteligentes da região do Cariri, no sul do Ceará, e da segunda do estado.


Para a fase de estruturação, o BID aportará até US$ 350 mil, destinados à realização de estudos técnicos, jurídicos, ambientais e econômico-financeiros. O valor total da futura PPP será definido ao final dessa etapa, a partir da modelagem do projeto e da definição do escopo dos serviços.


O Banco do Nordeste participa da iniciativa como parceiro institucional do BID, atuando no apoio técnico, na governança e na articulação entre os entes envolvidos, por meio do seu Escritório de Projetos de PPPs e Concessões.


De acordo com o diretor de Planejamento do Banco do Nordeste, Aldemir Freire, o projeto reflete uma tendência de qualificação da gestão pública municipal, por meio de parcerias estruturadas, que tem contado com apoio crescente do BNB. "O projeto de Barbalha é apenas um dos primeiros que ajudaremos a estruturar. Queremos ser parceiros em projetos inovadores como esse, voltados a melhorias de serviço público essenciais, com o propósito final de elevar a qualidade de vida da população", afirmou.


Já o diretor de Negócios do BNB, Vandir Farias, destacou o papel das PPPs na ampliação da capacidade de investimento dos municípios. “Projetos bem estruturados criam segurança jurídica e econômica para o setor privado e contribuem para viabilizar investimentos de longo prazo em infraestrutura urbana”, disse.


O modelo


Segundo o prefeito de Barbalha, Guilherme Sampaio Saraiva, o crescimento urbano do município exige serviços públicos mais modernos e eficientes, o que motivou a adoção de um modelo de parceria voltado a investimentos de longo prazo. Ele ressaltou que a PPP será estruturada como concessão, com o município mantendo a titularidade do serviço e dos ativos públicos, e que a empresa privada será remunerada com base em indicadores de desempenho, assegurando qualidade, transparência e controle público. O prefeito destacou ainda que a PPP não representa privatização, mas um contrato de prestação de serviços com fiscalização rigorosa.


Pelo modelo proposto, a empresa privada a ser selecionada por licitação ficará responsável pela modernização, expansão, operação e manutenção do sistema de iluminação pública. O escopo do projeto poderá incluir ainda serviços como videomonitoramento, centro de controle integrado, wi-fi público e outras soluções digitais.


O lançamento do projeto contou ainda com a participação dos superintendentes do BNB, Eliane Brasil (Estadual)  e Hailton Fortes (Negócios de Governo). Participaram ainda, pelo BID, o especialista técnico em modelagens de PPPs, Ramiro Zinder, e, pelo PPI, o assessor técnico André Arantes.


Próximas etapas


Após o lançamento, o projeto avança para a fase de estruturação, que inclui diagnósticos e estudos de viabilidade, definição do modelo da PPP e elaboração das minutas de edital e contrato. O processo prevê consultas e audiências públicas, além de diálogo com o mercado e órgãos de controle, antes da publicação do edital e da realização da licitação.




Aldemir Freire: projeto de Barbalha integra uma agenda mais ampla de apoio a iniciativas inovadoras voltadas à melhoria dos serviços públicos. (FOTO: Fernando Cavalcante)



Representantes do BNB, BID, PPI e da Prefeitura de Barbalha durante o lançamento do projeto de PPP de iluminação pública no município. (FOTO: Fernando Cavalcante)



IMPRENSA - Banco do Nordeste

(85) 99965-0339

"Independência judicial e corrupção sistêmica : o controle disciplinar da atividade jurisdicional pelo Conselho Nacional de Justiça e a diferenciação funcional do Direito" by Lucas Delgado

 

Independência judicial e corrupção sistêmica : o controle disciplinar da atividade jurisdicional pelo Conselho Nacional de Justiça e a diferenciação funcional do Direito
Paper Thumbnail
Author Photo Lucas Delgado
14 Views 
View PDF ▸ Download PDF ⬇

Sem padrinhos de peso, Flávio tenta redesenhar imagem para 2026


Flávio enfrenta impasse na busca por marqueteiro

Luísa Marzullo
O Globo

Sem o apoio explícito de nomes relevantes da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta na largada da pré-campanha dificuldades para diminuir sua rejeição, reduzir resistências fora do núcleo bolsonarista, além de conviver com a sombra do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), tratado por setores do campo conservador como alternativa mais competitiva ao Palácio do Planalto.

Por isso, interlocutores veem como essencial ampliar o leque de apoios e construir uma imagem que extravase o bolsonarismo raiz, o que impulsionou a busca por marqueteiro. O senador tem conversado com diferentes profissionais do mercado em busca de alguém capaz de organizar a estratégia, dar consistência à comunicação e oferecer um roteiro para 2026.

TOM MODERADO – Nas conversas, a demanda central é por um nome que consiga “colar” a imagem do senador na figura do pai, mas ao mesmo tempo dar um tom mais moderado e individual. A avaliação é que a campanha precisará sair do tom reativo e de pautas identitárias para construir atributos presidenciais — agenda econômica, discurso institucional e capacidade de diálogo. Há também pressão para profissionalizar a produção de conteúdo e integrar melhor redes, imprensa e agenda territorial, pontos vistos como falhas recorrentes nas campanhas anteriores do campo bolsonarista.

Um dos desafios para tornar o nome competitivo é reduzir a rejeição. A pesquisa Genial/Quaest mais recente sobre o cenário eleitoral de 2026 mostra queda na rejeição ao nome de Flávio, que passou de 60% para 55%, mas o patamar ainda é alto e superior ao de Tarcísio, com 43%.

Em meio à pré-campanha, o publicitário Daniel Braga, próximo ao senador Rogério Marinho (PL-RN), que foi alçado a coordenador, começou a auxiliar Flávio em conteúdos para as redes sociais. A avaliação, contudo, é que ele não deve ser o estrategista. Outro nome lembrado foi o de Duda Lima, marqueteiro do PL. A hipótese, no entanto, é vista como improvável diante do desgaste após a campanha de Ricardo Nunes em 2024.

ESTRUTURA DIGITAL  – Além disso, interlocutores do partido reconhecem que a estrutura digital de Flávio está longe do alcance que Jair Bolsonaro construiu ao longo dos anos, embora o senador tenha ampliado seguidores desde que passou a ser tratado como presidenciável.

Sem postar nas redes desde julho, Jair Bolsonaro mantém 27 milhões de seguidores em seu perfil no Instagram. Flávio, por sua vez, tem 8,3 milhões, cerca de 30% do pai. Isso reforça a avaliação interna de que apenas a força orgânica do bolsonarismo não será suficiente para sustentar uma campanha nacional.

NORDESTE – Fora da publicidade, há o desafio de avançar eleitoralmente em áreas onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é forte, caso do Nordeste. No centro dessas articulações aparece novamente Rogério Marinho. Nordestino, ele é próximo da família Bolsonaro e, por isso, tido como capaz de costurar apoios na região.

Marinho afirma que o partido trabalha com a meta é ampliar vantagem onde Bolsonaro venceu e reduzir a diferença no Nordeste, onde há maior preocupação em Pernambuco, Ceará, Alagoas, Maranhão e Bahia. “Cada região vai ter uma estratégia. Nas outras quatro regiões onde o Bolsonaro venceu, a ideia é ampliar essa distância”, disse.

Em 2022, Lula venceu em todos os nove estados do Nordeste, sendo a única grande região em que superou Jair Bolsonaro no segundo turno, com cerca de 69,3% dos votos válidos na região ante 30,6% de Bolsonaro, participação que foi crucial para sua vitória nacional.

PALANQUES – Nacionalmente, Lula obteve 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% de Bolsonaro, uma diferença apertada de cerca de 1,8 ponto percentual na soma dos votos de todo o país. No Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte, Bolsonaro venceu, o que ajudou a estreitar o resultado, mas não foi suficiente para derrotar o impacto eleitoral do Nordeste. Para isso, palanques fortes nos país são essenciais. Segundo Marinho, contudo, ainda há tensões em cerca de dez estados, incluindo Minas, Rio e Goiás.

Além disso, um pano de fundo envolve a movimentação de Michelle Bolsonaro: segundo aliados, ela atua para reabilitar Tarcísio para a disputa presidencial, a partir da eventual ida de Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar. Dirigentes do PL afirmam que, primeiro, Flávio precisa angariar o apoio da madrasta, que ainda teria preferência por uma candidatura do governador, que por sua vez se diz candidato à reeleição.

TRANSIÇÃO – Aliados reconhecem que Flávio ainda precisa convencer o próprio campo de que tem capacidade de liderar a transição após a prisão e a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O governador tem dito que é candidato à reeleição, mas recuou da visita que faria ao ex-presidente na semana passada, depois de Flávio afirmar que o pai diria a ele que as eleições nacionais estavam fora de cogitação. Tarcísio é tratado como alternativa mais viável por setores do empresariado e do Centrão.


STF tenta pôr ordem nas emendas estaduais e no controle de verbas públicas


Iniciativa responde à expansão descontrolada de emendas

Pedro do Coutto

O Supremo Tribunal Federal marcou para julgamento uma série de ações que tratam da constitucionalidade e dos limites das emendas parlamentares estaduais e municipais, em um movimento que visa pacificar e uniformizar as regras sobre a alocação e o controle de recursos públicos em todo o Brasil.

A iniciativa, que ganha destaque no cenário jurídico e político, responde ao que muitos analistas definem como uma expansão descontrolada dessas emendas — mecanismo pelo qual parlamentares podem indicar diretamente gastos orçamentários, frequentemente associado a práticas de “orçamento secreto” — e a uma crescente preocupação com a transparência, rastreabilidade e conformidade constitucional desses instrumentos.

ADPF – No centro da discussão está a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, relatada no STF pelo ministro Flávio Dino, que impõe a estados, Distrito Federal e municípios a obrigação de adotar o modelo federal de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares, equiparando-os ao padrão exigido para os recursos federais.

Essa determinação decorre de decisões anteriores da Corte que consideraram inconstitucional a manutenção de mecanismos opacos de alocação de verbas públicas, notadamente as chamadas emendas de relator e práticas associadas ao “orçamento secreto”, que vinham sendo usadas para direcionar bilhões de reais sem identificação clara dos parlamentares responsáveis ou critérios objetivos de distribuição.

O julgamento, portanto, não se restringe a uma questão técnica do direito financeiro, mas representa um verdadeiro teste institucional para o STF: até que ponto a Corte pode exigir conformidade constitucional em um campo tradicionalmente reservado à autonomia legislativa?

IMPLICAÇÕES – E como equilibrar o poder de iniciativa orçamentária do Congresso com os princípios constitucionais da legalidade, publicidade, moralidade e eficiência na utilização do dinheiro público? A resposta a essas perguntas terá implicações profundas sobre a governança fiscal brasileira, sobre o papel dos Tribunais de Contas na fiscalização das contas públicas e sobre a própria relação entre os Poderes da República.

Para além da discussão teórica, o caso tem consequências práticas imediatas: a execução de emendas parlamentares em 2026 — que envolvem uma parcela significativa dos orçamentos estaduais e municipais — estará subordinada às regras que o STF venha a consolidar, sob pena de bloqueio de repasses ou questionamentos jurídicos.

Esse marco põe à prova não apenas a jurisprudência da Corte sobre a transparência fiscal, mas também a capacidade do Estado brasileiro de superar práticas de clientelismo e dar efetividade aos princípios constitucionais que regem o orçamento público.


Em destaque

Após pressão, Damares corrige fala e reafirma apoio a Michelle e Bia Kicis

Publicado em 28 de abril de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Damares recua após dizer que ‘torce’ por adversária...

Mais visitadas