sábado, janeiro 24, 2026

Ministros do Supremo jamais brigarão entre si, pelo instinto de sobrevivência


Tribuna da Internet | Maioria dos ministros do STF esconde as agendas de  eventos e de audiências

Charge do Zappa (humortadela.com)

Vicente Limongi Netto

Ninguém se iluda, em qualquer tipo de briga com os habitantes do planeta Brasil, sejam poderosos engomados ou simples assalariados, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) jamais brigarão entre si. Podem errar e erram muito, no varejo e no atacado, mas sabem que juntos e unidos, permanecem fortes e garantem a governabilidade.

Assim, enfrentam qualquer adversário e todo tipo de podridão humana. O novo presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, geralmente de poucas palavras, começou a bronquear com a imprensa. E fala grosso. Garante que ninguém intimida o tribunal.

PERDA DE TEMPO – Pedidos de setores políticos para impeachment de   ministros não saem do papel.  São perda de tempo. Que o digam Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.  Tolice crer que algum dia romperão o cativante e amoroso cordão da bela amizade que existe entre eles.

Desunidos, os ministros perdem a força e o controle das leis. Por isso, todos eles têm couro duro e armadura de aço contra desafetos.

Enquanto a crise política agita os três Poderes, a cidade de Brasília está imunda. Mais suja do que pau de galinheiro, como se diz na roça.

IBANEIS SE SUJOU – O governador Ibaneis Filho é como a cidade e também está sujo. Em quatro encontros com o verme engomado do Banco Master, o cínico governador jura que só trataram das flores do cerrado e da miséria e insegurança que assolam Brasília.

Um dia a farsa será descoberta. O povo repudia engomados gananciosos cretinos e fedorentos. Merecem cadeia e banhos de creolina. Escrevo tampando o nariz.  

Dizem que o chefão do sujo Master quer abrir o bico e fazer delação. Vão sobrar pedaços de canalhas para todos os gostos e bolsos. A próxima semana promete. Quem for podre que pague caro. Vai faltar fantasia de presidiário e não faltará carro alegórico com máscaras dos patifes.


Jaques Wagner “empregou” Mantega no Master ganhando R$ 1 milhão/mês


Guido Mantega completa 8 anos na Fazenda com poucos motivos para comemorar

Mantega ganhou R$ 11 milhões e tem saudades do Master

Andreza Matais e Andre Shalders
Metrópoles

O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega atendendo a um pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A remuneração era de R$ 1 milhão por mês, segundo apurou a coluna com integrantes do banco.

Em um evento em Maceió (AL), nesta sexta-feira (23/1), o presidente Lula (PT) foi duro com o Master. Sem citá-lo nominalmente, acusou o dono do banco, Daniel Vorcaro, de “dar um golpe de mais de R$ 40 bilhões”.

DISSE LULA – “Falta vergonha na cara” de quem defende Vorcaro, disse Lula. O tom do presidente contrasta com o fato de que, até recentemente, o Master tinha boas relações com pessoas do núcleo petista.

Guido Mantega só conseguiu a vaga no Master graças à intervenção de Jaques Wagner. Ele começou a trabalhar para o banco depois que o governo Lula desistiu de indicá-lo para o Conselho de Administração da Vale.

Embora a mineradora seja hoje uma empresa privada, o governo mantém influência na Vale por causa das concessões públicas da companhia e dos investimentos de fundos de pensão de empresas estatais na instituição. Na época, atores do mercado foram contra a indicação de Mantega, por considerá-la uma interferência indevida de Lula na empresa.

SEM DELATAR – O presidente considerava ter uma dívida de lealdade com Mantega, que se manteve fiel a ele na época da Lava Jato – ao contrário de outros, como Antonio Palocci, que acusou Lula em delação premiada de receber propina.

No Master, a tarefa de Mantega era azeitar a venda da empresa de Vorcaro para o Banco de Brasília (BRB).

O ex-ministro prestou consultoria ao Master até poucas semanas antes de o Banco Central decretar a liquidação da instituição financeira, em novembro do ano passado. Os pagamentos feitos pela instituição controlada por Vorcaro a Mantega podem ter alcançado, no mínimo, R$ 11 milhões.

LIGAÇÕES PERIGOSAS – A relação mais próxima de Jaques Wagner dentro do Master não era com o próprio Daniel Vorcaro, e, sim, com o sócio dele, o baiano Augusto Lima. Ex-CEO do Master, Lima também é amigo do chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT). O ministro estava no palanque do evento em que Lula disse faltar “vergonha na cara” a quem defende o banco (veja vídeo).

Mantega esteve pelo menos quatro vezes no Palácio do Planalto. Em todas as ocasiões, foi recebido pelo chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

A agenda oficial do Planalto diz apenas que se tratou de “encaminhamento de pauta”, sem mais detalhes. Os registros mencionam apenas os nomes de Marcola e Mantega e informam que os encontros se deram no 3º andar do Planalto, onde despacham Marcola e o próprio Lula.

TUDO EM 2024 – Os encontros registrados ocorreram em 2024, nos dias 22 de janeiro, 1º de abril, 29 de outubro e 4 de dezembro.

Nas agendas, Mantega é descrito apenas como “ex-ministro do Ministério da Fazenda”. Não há menção ao Master. As informações foram compiladas pela coluna a partir da ferramenta Agenda Transparente, da ONG Fiquem Sabendo. O colunista Lauro Jardim informou, em agosto de 2025, que Mantega conseguiu uma agenda entre Lula e Vorcaro em 2024. O compromisso não está registrado. Não é incomum a omissão nas agendas públicas.

Procurado, Daniel Vorcaro decidiu não comentar. A coluna não conseguiu contato com Jaques Wagner e Guido Mantega na noite desta sexta-feira (23/1). O espaço segue aberto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Ao criticar quem defende o Master, Lula está atacando indiretamente Edson Fachin, que em 2021 “inventou” uma lei para descondenar o petista e permitir que fosse candidato em 2022. Recordar é viver. (C.N.)


Acareação do Caso Master foi uma encenação com “roteiro” combinado


Jaques Wagner pediu contratação de Guido Mantega no Banco Master com salário de R$ 1 milhão

 

Jaques Wagner pediu contratação de Guido Mantega no Banco Master com salário de R$ 1 milhão

Por Política Livre

24/01/2026 às 11:12

Atualizado em 24/01/2026 às 14:25

Foto: Carlos Moura/Arquivo/Agência Senado

Imagem de Jaques Wagner pediu contratação de Guido Mantega no Banco Master com salário de R$ 1 milhão

Jaques Wagner

O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega após um pedido direto do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. Mantega recebeu salário de cerca de R$ 1 milhão por mês para atuar como consultor da instituição, função que assumiu depois de o mercado reagir negativamente à tentativa do governo Lula de indicá-lo para o Conselho da Vale. A informação é do blog de Andreza Matais, do Metrópoles.

A principal missão de Mantega no banco era facilitar a negociação de venda do Master para o Banco de Brasília (BRB). Ele permaneceu prestando serviços até poucas semanas antes de o Banco Central decretar a liquidação da instituição, em novembro do ano passado. Nesse período, os pagamentos ao ex-ministro podem ter somado ao menos R$ 11 milhões. A contratação ocorreu em um contexto de proximidade do Master com integrantes do núcleo petista, apesar das críticas públicas recentes do presidente Lula ao banco e a seu controlador.

Durante o período em que trabalhou para o Master, Mantega esteve pelo menos quatro vezes no Palácio do Planalto, em encontros registrados oficialmente como “encaminhamento de pauta”, sem menção ao banco. As reuniões ocorreram em 2024 e foram intermediadas pelo chefe de gabinete de Lula. Procurados, Jaques Wagner e Guido Mantega não se manifestaram, e o controlador do banco preferiu não comentar.

Politica Livre

Em nome do Supremo, Fachin ameaça a imprensa, a Polícia Federal e o BC


edson fachin: Últimas Notícias | GZH

Charge do Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Mario Sabino
Metrópoles

Despertou grande interesse antropológico em mim a nota do ministro Edson Fachin, presidente do STF, em defesa da atuação de Dias Toffoli no caso do Banco Master. Mais precisamente, a sua parte final, na qual ele diz o seguinte:

“É induvidoso que todos se submetem à lei, inclusive a própria Corte Constitucional; nada obstante, é preciso afirmar com clareza: o Supremo Tribunal Federal não se curva a ameaças ou intimidações. Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito. O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel. Defender o STF é defender as regras do jogo democrático e evitar que a força bruta substitua o direito. A crítica é legítima e mesmo necessária. Não obstante, a história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder; e o STF não permitirá que isso aconteça.

O Supremo fez muito no Brasil em defesa do Estado de direito democrático; fará ainda mais. Sim, todas as instituições podem e devem ser aperfeiçoadas, isso sempre, mas jamais destruídas. Quem almeja substituir a ousada pedagogia da prudência pelo irresponsável primitivismo da pancada errou de endereço.

Transparência, ética, credibilidade e respeitabilidade faz bem ao Estado de direito. Este deve ser compromisso de todos nós democratas.”

AMEAÇA À IMPRENSA –  Se bem entendi, o presidente do STF, um democrata de quatro costados, quis dizer que aqueles que ousam apontar o descalabro das decisões de Toffoli e investigam as suas ligações financeiras com o Master de Daniel Vorcaro estão ameaçando o tribunal e, portanto, a democracia.

Eu pensava que era exatamente o contrário: que estávamos fortalecendo o STF, o Estado de direito e o sistema democrático, ao tentar depurá-los. Achava até que ajudávamos Fachin na sua cruzada por um código de conduta para os integrantes do tribunal.

A minha percepção estava errada: para Fachin e os seus colegas, toda crítica a atitudes de um integrante do tribunal, ou revelação de fatos sobre ele, é “irresponsável primitivismo da pancada”, tentativa de “desmoralizar o STF para corroer a sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional”.

TOMEM CUIDADO – Imprensa, Polícia Federal e Banco Central que tomem cuidado, visto que “a história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder; e o STF não permitirá que isso aconteça”.

Soa como intimidação e é intimidação, visto que o tribunal mantém um inquérito sigiloso, aberto de ofício por Dias Toffoli, em 2019, direcionado contra qualquer um que o seu relator, o implacável Alexandre de Moraes, escolhido a dedo por quem abriu o inquérito, julgue ser inimigo do STF.

Com a sua nota que recende a corporativismo, Fachin e os seus colegas jogam na vala comum do bolsonarismo aloprado os repórteres investigativos, articulistas, editorialistas, organismos de fiscalização e controle do mercado financeiro e de combate ao crime. Muito conveniente, sem dúvida.

VALOR DE FACE – As linhas divulgadas quinta-feira pelo presidente do STF devem ser lidas pelo seu valor de face: são mostra de que vivemos mesmo em outro tempo difícil, a história está cheia deles, do manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Talvez eu não tenha juízo, porque, nesta incontornável função jornalística, entre Fachin e Rui Barbosa, ainda fico com o segundo, que escreveu há mais de século:

“A imprensa é a vista da nação. Por ela é que a nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que a ameaça.


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