terça-feira, março 25, 2025

STF rejeita anular delação de Cid, mantém caso de Bolsonaro na turma e expõe divergência de Fux

 Foto: Antonio Augusto/ STF

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal)25 de março de 2025 | 18:30

STF rejeita anular delação de Cid, mantém caso de Bolsonaro na turma e expõe divergência de Fux

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A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) negou nesta terça-feira (25) o pedido da defesa de acusados pela trama golpista para anular a colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid.

A decisão foi tomada por unanimidade. Com o resultado, o colegiado negou todas as questões preliminares levantadas pelas defesas, decidiu suspender a sessão desta terça e vai seguir para a análise do mérito da denúncia na manhã desta quarta-feira (26).

O ministro Alexandre de Moraes defendeu que, no contexto da delação de Cid, o Supremo atuou de acordo com seu papel de “verificar a regularidade, a voluntariedade e a legalidade” da colaboração premiada.

“Em nenhum momento esse Supremo Tribunal Federal, por meio do ministro-relator, interferiu no conteúdo ou nos termos do acordo de colaboração premiada, tendo exercido somente o que a lei garante a todo juiz”, disse.

As defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro e do ex-ministro Braga Netto pediam a anulação do acordo de Mauro Cid com a Polícia Federal por dois motivos. A suspeita era de que o militar teria omitido informações em seus depoimentos —e, como segundo ponto, que teria alterado sua versão pressionado por Moraes.

Cid deu detalhes da participação de Braga Netto na trama golpista em uma audiência com Moraes, em novembro de 2024. No início do depoimento, o ministro do Supremo alertou o militar sobre sua possível prisão caso não falasse a verdade.

No julgamento desta terça, o ministro comparou o caso com a advertência dada por juízes a testemunhas da obrigatoriedade de falar a verdade em seus depoimentos, sob pena de falso testemunho. “Isso nunca foi considerado coação. A lei é a lei”, diz.

“Ora, na hora que se adverte que pode ser rescindido o acordo de colaboração, o acordo seria rescindido geral, inclusive nos termos como estava escrito: ‘Pai, esposa e filha maior do colaborador'”.

Moraes citou a fala do advogado de Mauro Cid, Cezar Bitencourt, para refutar a alegação de que a colaboração não foi voluntário ou não respeita os trâmites corretos.

Moraes afirmou em mais de um momento que, na presença de seus advogados, o delator reiterou a voluntariedade. O ministro leu trechos das declarações de Cid em depoimento, em que ele agradece por poder colaborar.

Em mais de um momento, ainda, Moraes afirmou que a delação é apenas um meio de obtenção de prova. “Ela é um meio de obtenção de prova, não uma prova em si. Se o MP, titular da ação penal, não quiser utilizar a delação, não utiliza”, disse.

O ministro Luiz Fux afirmou que o pedido de nulidade de Cid era a “preliminar mais sensível de todas”, mas que a análise do mérito da validade da colaboração premiada deve ser feita em outro momento.

“Estamos num momento que é preambular. Pelo que aqui se observou, esse colaborador certamente vai ser ouvido em juízo […]. Este não é o momento próprio, mas vejo com muita reserva nove delações de um mesmo colaborador, cada hora apresentando uma novidade”, disse Fux.

“Me reservo ao direito de avaliar no momento próprio a legalidade dessa delação, mas acompanho no sentido de que não é o momento de declarar a nulidade”, concluiu..

Flávio Dino disse que seria curioso imaginar que Mauro Cid, um militar do Exército, se sentisse acuado diante de depoimentos no Supremo —um dos motivos para o ministro negar a nulidade da delação.

“É muito difícil crer que um tenente-coronel do Exército Brasileiro, uma alta autoridade militar, seria facilmente intimidado, uma vez que, como disse Alexandre, temos esse treino e a toga é apenas um sinal de independência contra as covardias daqueles que atacam o Judiciário”.

Sobre os ataques aos ministros do STF, Dino ainda disse que “há pessoas que acham que é um ato de coragem atacar o juiz. Não, é uma covardia porque ataca um Poder desarmado”.

Os ministros do Supremo julgam nesta terça e quarta-feira (26) o recebimento da denúncia contra o núcleo central da trama golpista. Os acusados são Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-chefe da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Jair Bolsonaro (ex-presidente da República), Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e da Defesa).

A primeira parte do julgamento se concentrou na análise das questões preliminares apontadas pelas defesas. Foram discutidos cinco pontos —todos negados pela Primeira Turma do Supremo.

Em um dos pontos, os ministros discutiram se caberia à Primeira Turma do Supremo o julgamento da trama golpista. As defesas pediam que o caso fosse remetido à primeira instância ou, em caso de negativa, que fosse levado ao plenário do STF.

A recusa se deu por maioria, quatro votos a um. Só o ministro Luiz Fux defendeu que a competência para julgar a trama golpista não seria do Supremo —e, caso o tribunal julgue a trama golpista, que fosse analisada no plenário.

Moraes afirmou que o pedido de envio do caso ao plenário contrariava o regimento interno do Supremo. No fim de 2023, o STF decidiu que ações penais deveriam ser julgadas pelas Turmas —uma solução para desafogar o plenário diante de mais de 1.500 denúncias em curso relacionadas aos ataques de 8 de janeiro.

Moraes também defendeu que presidente da República em exercício deve ser julgado pelo plenário do Supremo, como prevê o regimento interno. Não é o mesmo procedimento para ex-presidentes.

“Ex-presidente da República não pode ser afastado de um cargo que não exerce mais. Consequentemente, as razões do regimento interno não se aplicam ao ex-presidente. Diante dessas alegações, afasto ambas as preliminares”, diz.

Fux foi o único a discordar dos demais ministros sobre realizar o julgamento na Primeira Turma. Para ele, caberia ao plenário do Supremo. O ministro já havia votado em 2023 contra o envio das ações penais para as Turmas.

“Pior que o juiz que não sabe direito é o juiz incoerente. Peço vênia para manter minha posição, até porque não é tão pacífica assim”, disse Fux em referência ao seu voto de dois anos atrás.

Os ministros ainda negaram pedidos para que Alexandre de Moraes fosse declarado suspeito de julgar o caso; a nulidade do processo por falta de acesso às defesas de todas as provas colhidas pela Polícia Federal; e a aplicação da regra do juiz das garantias ao STF, para afastar Moraes do julgamento.

A Primeira Turma julga nesta terça o recebimento da denúncia contra Jair Bolsonaro e outras sete pessoas. Nessa fase, os ministros analisam somente se a acusação apresenta indícios de autoria e materialidade —ou seja, se há um mínimo indicativo suficiente para que os denunciados respondam a um processo.

A tendência é que a Primeira Turma do Supremo receba a denúncia por unanimidade. Se o cenário se confirmar, os acusados passam a responder a uma ação penal, e o processo começará a ser instruído pelo ministro Alexandre de Moraes.

Na próxima fase, os réus poderão coletar provas e relacionar testemunhas para serem ouvidas no STF. É neste momento que os suspeitos devem questionar o mérito das acusações feitas pela PGR.

A Primeira Turma do STF é composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

O julgamento começou às 9h30 desta terça, com a leitura do relatório de Moraes. O procurador-geral Paulo Gonet falou por 30 minutos a favor do recebimento da denúncia contra os acusados, e as defesas apresentaram seus argumentos durante duas horas.

A PGR dividiu a denúncia da trama golpista em cinco grupos. O núcleo central, do qual Bolsonaro faz parte, é o primeiro a ser julgado pelo STF.

Bolsonaro e seus aliados são acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

Somadas, as penas máximas podem superar 40 anos de prisão.

Cézar Feitoza/Ana Pompeu/Folhapress

Governo Trump segue julgamento do STF e cogita sanções que violam soberania

 

Publicado em 25 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Trump: conversas 'vazadas' lançam luz sobre como funciona círculo íntimo do presidente - BBC News Brasil

Trump se preocupa com o julgamento dos golpistas no STF

Jamil Chade
do UOL

O governo de Donald Trump acompanha “com atenção” o julgamento de Jair Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal), enquanto avalia medidas que poderão ser tomadas contra ministros da corte ou mesmo contra Paulo Gonet, procurador-geral da República.

Se adotadas, as ações constituiriam uma violação flagrante do direito internacional, uma ingerência em assuntos domésticos e um abalo no princípio da soberania.

FOCO NO BRASIL – Membros próximos ao gabinete de Trump explicaram ao UOL que a situação no Brasil é um dos focos do trabalho do atual governo no que se refere à América Latina. Conforme a reportagem revelou no fim de semana, a eleição no Brasil em 2026 é considerada como estratégica não apenas para os interesses de Trump na América Latina, mas também para o movimento ultraconservador mundial.

No caso de uma abertura de um processo contra Bolsonaro por tentativa de golpe de estado, um dos caminhos que a Casa Branca avalia adotar é o de insistir na narrativa de que as instituições brasileiras estariam sendo usadas para impedir que o ex-presidente possa manter seu papel político.

O foco não é o de salvar Bolsonaro de uma eventual prisão. Mas essencialmente de desmoralizar a Justiça brasileira e, com ela, o processo eleitoral de 2026.

COMPARAÇÃO – Para isso, não se descartar fazer uma comparação à suposta perseguição que Donald Trump enfrentou na Justiça americana e o que ocorre com o brasileiro. O atual presidente dos EUA é o primeiro da história do país a assumir o poder tendo sido condenado criminalmente.

Assim, Washington avalia adotar uma linha de que Bolsonaro estaria também sendo “perseguido”, omitindo as provas contra o brasileiro e a existência do estado de direito no país.

Existem pelo menos três caminhos possíveis para eventuais sanções. Um deles é o de colocar Alexandre de Moraes e outras pessoas envolvidas num eventual processo contra Bolsonaro numa lista de autoridades que estarão impossibilitadas de entrar nos EUA. Uma segunda opção seria confiscar bens dos ministros brasileiros que eventualmente existam em território americano.

AUMENTAR AS SANÇÕES – Para completar, aliados de Trump avaliam a possibilidade de aprofundar as sanções. Neste caso, haveria um alerta contra qualquer entidade financeira do mundo que tenha contas em nome de Moraes. Elas teriam de escolher: ou manteriam o brasileiro como cliente ou sofreriam penalidades para atuar nos EUA.

Para juristas ouvidos pelo UOL nos EUA, a ofensiva não tem respaldo no direito internacional e representa uma ingerência indevida nos assuntos domésticos de outro país. Mas vem sendo usada com intensidade por parte do novo governo americano, rompendo qualquer lógica de respeito à soberania de um país.

Em apenas dois meses, Trump proliferou medidas unilaterais, sempre que optou por fazer valer o interesse dos EUA, de seu governo ou da extrema direita.

ALGUNS EXEMPLOS – Assim, a Casa Branca adotou no final da semana passada sanções contra a ex-presidente da Argentina, Cristina Kirschner. Justificando que o aliado israelense estaria em apuros, Trump adotou retaliações contra o procurador-geral do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan.

Na África do Sul, o governo Trump adotou medidas contra o presidente Cyril Ramaphosa, por conta de sua política de distribuição de terras. Houve também uma ameaça contra o Panamá, por suas relações com a China.

Todas essas medidas excederam a jurisprudência dos EUA em agir, assim como violam tratados de direito internacional ou a simples prática diplomática. Ainda nesta semana, Trump anunciou que qualquer país que compre petróleo da Venezuela terá de pagar uma tarifa extra de 25% ao governo americano, uma violação explícita de acordos comerciais.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Reina a insanidade, dentro e fora do Brasil. Apenas isso, simplesmente isso. (C.N.)


Nunes Marques deve discordar da cassação da deputada Carla Zambelli, do PL

Publicado em 25 de março de 2025 por Tribuna da Internet

STF tem 3 x 0 para condenação de Carla Zambelli a mais de 5 anos de prisão

Com 6 a 0, Carla Zambelli já está tecnicamente cassada

Raquel Landim
do UOL

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Kassio Nunes Marques, vai “votar por escrito” no caso da deputada federal Carla Zambelli. É por isso que ele pediu vista e paralisou o julgamento por 90 dias, informaram à coluna pessoas próximas ao ministro.

O “voto por escrito” é um indicativo de que Nunes Marques vai divergir do relator do caso, o ministro Gilmar Mendes. No entanto, ele ainda pode apenas esclarecer algum ponto e acompanhar Gilmar.

PLACAR: 6 A 0 – O STF já formou maioria para condenar Zambelli a 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

Ela perseguiu armada um homem que a ofendeu na véspera da eleição em 2022.

O placar está 6 a 0 pela condenação. Mesmo após o pedido de vista de Nunes Marques, os ministros Cristiano Zanin e Dias Toffoli anteciparam seus votos e formaram a maioria pela condenação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Zanin e Dino se apressaram em votar após o pedido de vista, mostrando que se trata de um julgamento político. Quando há pedido de vista, a praxe é parar os votos para saber se o ministro encontrou algum erro no julgamento, mas os dois petistas quiseram mostrar serviço. (C.N.)


No STF, deu pena assistir aos advogados dos golpistas se enrolando na tribuna

Publicado em 25 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Defesa de Bolsonaro cita Múcio e aponta contradições da denúncia da PGR

Sem argumentos fortes, os advogados não impressionaram

Vicente Limongi Netto

Deu pena assistir aos advogados dos acusados golpistas, na sessão da primeira turma, no Supremo Tribunal Federal. Já entraram perdedores. Gaguejaram, tropeçaram nos argumentos. Perda de tempo. Lacração total.

A propósito, a bem informada colunista Lia Dinorah (Jornal de Brasília – 24/03) revela que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) tem chances de ser indicado pelo presidente da República para o Supremo Tribunal Federal (STF) caso o atual presidente da Suprema Corte, Luiz Roberto Barroso, resolva antecipar sua aposentadoria.

Pacheco no STF não é nada, não é nada mesmo. O STF já tem tantos ministros ruins, que mais um não faz nenhuma diferença. Ou seja, com o grandalhão escolhido, o Supremo continuará, mais do que nunca, a ser puxadinho de luxo do PT e de Lula. 

PARABÉNS A CABRAL – Glórias e homenagens de todos para a chegada dos 93 anos de idade de Bernardo Cabral, nesta quinta-feira, dia 27. Legado de trabalho e realizações de Bernardo Cabral orgulha e enaltece o Brasil.

 Alegria e honra de escrever sobre Bernardo identifica-se com a nossa amizade fraterna de 60 anos. Amizade nascida e cultivada por Bernardo Cabral, com meus avós, Vicente e Filomena e com meus pais, Andréa e Alcy. Passo a palavra para o jurista, doutor em Direito pela Universidade de Brasília e ex-procurador-geral da República, Inocêncio Martires Coelho:

“Bernardo Cabral é um personagem moralmente vertical. Amigo, chefe e colega sem par, tenho por ele a mais firme admiração. Nestes tempos estranhos, como costuma dizer o ministro Marco Aurélio, celebrar os 93 anos de idade de Bernardo Cabral é mais que uma homenagem, é um imperativo categórico. Saúde e paz a esse cavaleiro “sans peur et sans reproche”, a quem o Senhor concedeu a graça de ver o próximo como a si mesmo”. 

MAIS PARABÉNS – Luxo só permitido para brasileiros competentes como Sérgio Costa e Silva: comemorar seus valorosos 80 anos de idade em Portugal, rodeado de amigos e familiares. Nesta quinta-feira, dia 27, as comemorações prosseguem, no Rio de Janeiro

No calendário oficial do Rio de Janeiro, é Dia de Música do Museu. Com dois concertos, no Museu de Justiça e no Palácio Tiradentes. 


Julgamento de Bolsonaro será retomado com o voto do relator Moraes

Publicado em 25 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Moraes lidera "ranking" de decisões no STF

Como relator, Moraes será o primeiro ministro a votar

Pedro Augusto Figueiredo
Estadão

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a analisar nesta terça-feira, 25, se aceita ou não a denúncia contra Jair Bolsonaro (PL) e mais sete pessoas, entre políticos próximos do ex-presidente e militares de alta patente, acusados de tentativa de golpe de Estado. O julgamento não foi concluído e será retomado às 9h30 desta quarta-feira, 26. O próximo passo é a leitura do voto do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Os ministros sequer entraram no mérito de se há elementos suficientes para abrir um processo criminal contra Bolsonaro e seus aliados. O primeiro dia de julgamento foi dedicado às chamadas questões preliminares, que são de natureza processual.

QUESTIONAMENTOS – A Primeira Turma — que além de Moraes é formada por Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux — rejeitou todos os oitos questionamentos apresentados pelas defesas.

As preliminares trataram da suspeição de Moraes, Dino e Zanin e da competência do STF e da Primeira Turma para julgar o caso. Os advogados queriam que o processo fosse para a primeira instância, mas que se permanecesse no STF fosse analisado pelo plenário em vez da Primeira Turma.

Também foram questionados o fatiamento do julgamento — os 34 denunciados foram divididos em “núcleos” —, a suposta falta de acesso das defesas às provas, e o fato da investigação ter sido aberta no inquérito das milícias digitais.

PESCA PROBATÓRIA – A defesa de Bolsonaro alegou que ele foi vítima de “pesca probatória”, uma investigação genérica para tentar encontrar um crime cometido por ele, e que deveriam ser aplicada as regras do juiz de garantias, que divide os processos criminais entre dois juízes: um conduz o inquérito, enquanto o segundo analisa as provas obtidas e julga a ação.

Os advogados do ex-presidente e do general Braga Netto também pediram a anulação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid.

O julgamento começou às 9h45. No período da manhã, Moraes leu o resumo do caso, o procurador-geral da República falou em nome da acusação e os advogados dos oito denunciados fizeram as respectivas sustentações orais, quando levantaram as questões preliminares. Esta etapa terminou às 12h30.

PRELIMINARES – A sessão foi retomada às 14h para a análise das preliminares. O Regimento Interno do STF determina que as reuniões das Turmas sejam encerradas às 18h, “podendo ser prorrogadas sempre que o serviço exigir”. Presidente da Primeira Turma, Zanin paralisou o julgamento por volta de 17h30 quando todas as questões preliminares foram discutidas. Dessa forma, os votos sobre o mérito ficaram todos para quarta-feira.

Se a denúncia for aceita, abre-se então a ação penal que decidirá se Bolsonaro é ou não culpado. Caberá ao relator designar datas para o interrogatório dos réus. Após o interrogatório, será fornecido um prazo de cinco dias para a apresentação das defesas prévias.

Durante o trâmite, a pedido da defesa ou do Ministério Público, poderá haver o levantamento de novas provas e a perícia de documentos. Além disso, durante as sessões de julgamento, serão ouvidas testemunhas indicadas tanto pela defesa quanto pela acusação.


O Príncipe

https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/573552/001143485_O_principe.pdf 

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