quinta-feira, outubro 31, 2024

Após ressaca da derrota eleitoral, Edvaldo enfrentará CPIs na Câmara

 em 31 out, 2024 3:10

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
          “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

Um vereador, que reeleito, falou em “off”  sobre a movimentação que o o prefeito Edvaldo Nogueira começa a fazer para evitar a instalação de CPIs na Câmara Municipal. Vários vereadores reeleitos desejam CPIs para os contratos emergenciais assinados nas últimas semanas do pleito eleitoral. Aliado a isso, alguns defendem que a futura prefeita assine com um dos primeitos atos uma auditoria externa para esmiuçar todos os contratos da Prefeitura de Aracaju.

Porém, segundo a fonte do blog, preocupado com a instalação das CPIs, o atual prefeito vem dando demonstração que irá investir politicamente pesado para evitar qualquer tipo de ação que possa prejudicá-lo futuramente.

Mas o experiente vereador, afirma que a CPI vai ser instalada e que ela será o instrumento eficaz para deixar o prefeito totalmente fora do pleito de 2026.  Agora resta aguardar os próximos capítulos.

 Pelo jeito, agora é esperar o couro secar e fazer uma zabumba para tocar na festa de bota-fora na virada do ano.


 

 

 

 

 

 

 

 

Pós-eleição prefeito Edvaldo voltou atrás! Consta no Diário Oficial do município de Aracaju o cancelamento da transação que fez a Prefeitura comprar dela própria um terreno por R$ 40 milhões. A Secretaria municipal da Educação comprou da Emurb.  A compra foi liquidada. Espera-se que os R$ 40 milhões retornem aos cofres da educação. Print acima do Diário Oficial do Município de Aracaju, dia 29/10, página

Valmir governador e Priscila Felizola como vice”  Em uma conversa do titular deste espaço com o prefeito atual de Itabaiana Adailton Sousa, PL, quando perguntado pelo seu futuro político ele confessou: “tudo está incerto mas estará a disposição do líder político Valmir e do seu partido o PL”. Perguntado sobre 2026 ele cravou que seria uma boa chapa para 2026: “Valmir governador e Priscila Felizola como vice”. Arrepare, eterno Osmário!


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Papa aceita renúncia do bispo sergipano que atuava em Itabuna (BA) Dom Carlos Alberto dos Santos,  sergipano, foi condenado em 2023 pela Justiça sergipana, através de ação do MPSE contra o religioso por suspeita de receber salários indevidos do governo, por 16 anos, como professor na Secretaria da Educação. Matéria aqui. O Santo Padre aceitou a renúncia ao governo pastoral da Diocese de Itabuna, apresentada por dom Carlos Alberto dos Santos.

Trajetória/Fonte, Vatican News: Sergipano, ordenado padre em 1983, em Tobias Barreto (SE), dom Carlos Alberto dos Santos cursou Filosofia em Lorena (SP) e Teologia no Instituto Salesiano Pio XI, em São Paulo (SP). Em sua trajetória antes do episcopado, já atuou como reitor do seminário provincial Nossa Senhora da Conceição, em Aracaju (SE). Também foi responsável pela Pastoral Vocacional da arquidiocese de Aracaju (SE), assim como já foi membro do Conselho Presbiteral, do Colégio de Consultores e assistente espiritual arquidiocesano do Apostolado da Oração. Seu lema episcopal é “Per Mariam ad eucharistiam”.Foi nomeado bispo de Teixeira de Freitas – Caravelas, na Bahia, em 15 de junho de 2005 e ordenado em 26 de julho do mesmo ano, em Aracaju (SE). Em 1º de fevereiro de 2017 foi nomeado pelo Papa Francisco como bispo de Itabuna, na Bahia.

PEC da Segurança Hoje, 31, o governador Fábio Mitidieri participa de reunião, em Brasília (DF), para representar Sergipe em uma reunião sobre a PEC da Segurança, proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro reunirá governadores, ministros, e os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), do Senado e da Câmara dos Deputados. A pauta central será a PEC que pretende ampliar a atuação do Governo Federal na segurança pública, promovendo uma convergência entre os estados e os três Poderes para fortalecer a segurança nacional. A presença do governador Mitidieri reitera o compromisso de Sergipe em apoiar uma política de segurança pública integrada e eficiente.

OAB presente  Tão logo a polícia executou a tiros um jovem negro, em um posto de combustíveis de Aracaju, a Comissão de Direitos Humanos da OAB distribuiu nota condenando o crime e pedindo apuração rigorosa do fato. Não poderia ser diferente. Diante de um provável e lamentável mal-entendido entre a vítima e os policiais, um jovem garçom, negro, perde a vida, os fatos precisam ser imediatamente apurados e os responsáveis deverão ser rigorosamente punidos na forma da lei. A nota da OAB está corretíssima. A defesa dos direitos humanos tem sido uma bandeira histórica da Ordem, na atual gestão aqui em Sergipe e nas demais seccionais do país.

OAB presente II A declaração pública da Comissão de Direitos Humanos da OAB condena o crime, mas não condena precipitadamente os policiais que atiraram e mataram um inocente. A entidade dos advogados sabe de cor e salteado que isso só ocorrerá depois de cumprido todo o processo legal, previsto pelo estado de direito democrático.

OAB presente III  Mas, em tudo isso, talvez por conta do esquentado clima eleitoral que envolve a OAB – eleições marcadas para 19 de novembro – há mais um aspecto lamentável em torno do bárbaro crime do jovem negro pela policia. Setores midiáticos de uma candidata oposicionista à presidência da Ordem, dispararam fakes news condenando a nota da CDH e tentando atingir o atual presidente Daniel Alves Costa, candidato à reeleição. Lastimável.

OAB presente IV Na politicalha partidária, coisas assim ocorrem com frequência, mas em eleições de uma entidade de classe honrada como a OAB, não. As eleições na OAB são historicamente marcadas por confrontos de alto nível, sempre civilizados e democráticos. Por essa e outras razões é que uma recente pesquisa da TV Atalaia mostrou o candidato situacionista, Daniel Costa, em expressiva vantagem de intenção de voto sobre seus adversários. Advogados e advogadas constituem um eleitorado altamente politizado, todos sabem diferenciar com absoluta clareza notícias reais de fake news, mentiras de verdades, candidaturas que defendem ações institucionais de candidaturas que representam apenas interesses menores de grupos particulares. As urnas logo farão justiça.

Rogério Carvalho denuncia ameaça a investimentos da Petrobras em Sergipe e critica “jabuti” em relatório de Laércio Oliveira Deu no Hora News: Em um pronunciamento contundente no plenário do Senado Federal, na terça-feira, 29, o senador Rogério Carvalho (PT/SE) criticou duramente o relatório apresentado pelo Senador Laércio Oliveira (PP/SE) ao Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN), acusando-o de comprometer os investimentos estratégicos da Petrobras em Sergipe. Carvalho destacou que a manobra legislativa, inserida de forma arbitrária, ameaça diretamente o desenvolvimento econômico do estado e a segurança energética do país.

Irresponsabilidade legislativa “Estamos diante de uma irresponsabilidade legislativa que pode custar caro a Sergipe e ao Brasil. Em vez de avançarmos com projetos que gerariam milhares de empregos e fortaleceriam nossa independência energética, vemos um relatório com um ‘jabuti’ que joga contra o futuro do país e dos sergipanos”, disparou o senador se referindo à inclusão de um novo capítulo no relatório, que altera a Lei do Gás (Lei 14.134/2021), sem qualquer discussão ou estudo prévio, criando uma grave insegurança jurídica para o setor. Toda matéria aqui.

Ser Criança O governador Fábio Mitidieri anunciou ontem 30, que enviou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei que tem como objetivo alterar os artigos 6° e 7° da Lei n° 9.313, de 16 de novembro de 2023, que institui a Política Estadual da Primeira Infância. Com a alteração, a gestão estadual pretende ampliar o benefício e atingir até 20 mil pessoas – atualmente, são 5 mil beneficiários. O programa garante o auxílio de R$ 130 mensais para crianças que se encontram na primeira infância, ou seja, de 0 a 6 anos, em situação de vulnerabilidade socioeconômica, inscritas no CadÚnico. O intuito é assegurar a segurança alimentar desses pequenos. Agora é esperar a aprovação pelo Parlamento estadual.

Foto: Marcelle Cristine

 

 

 

 

 

 

 

 

TCE promove evento sobre transição responsável para prefeitos eleitos e equipes de transição O Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE) recebeu em seu auditório  ontem, 30, prefeitos e vice-prefeitos eleitos, gestores em final de mandato e integrantes das equipes de transição para a solenidade de lançamento do projeto “Transição Responsável e Transparente”. Idealizado de forma inédita, o projeto tem como propósito fortalecer e orientar as transições municipais, a fim de fornecer informações essenciais à boa gestão pública. Assim como informar sobre as competências de cada um neste momento que antecede o início das novas administrações municipais.

Compromisso e transição Em seu discurso de abertura, a conselheira presidente reafirmou o compromisso que o TCE tem com os municípios, destacou o papel do órgão enquanto indutor de políticas públicas e ressaltou a importância da transição responsável: “O período de transição possui um significado importante. A alternância de poder é um momento crucial para a consolidação da democracia. Passado o período eleitoral, quando os ânimos às vezes se exaltam em uma disputa acirrada, é hora de baixar a guarda e pensar coletivamente no que é essencial: o bem-estar e o desenvolvimento da nossa população. Para isso, o Tribunal de Contas reafirma seu compromisso com todos os municípios sergipanos, oferecendo suporte técnico e pedagógico aos gestores que assumem ou deixam suas funções”.

38 prefeitos eleitos presentes Com a presença de 38 prefeitos eleitos dentre os 45 municípios sergipanos onde haverá transição, o evento abordou temas fundamentais para a continuidade do serviço público e, consequentemente, para a boa governança. O procurador-geral MPC, Eduardo Côrtes, foi o responsável pela condução da primeira palestra, intitulada “Sustentabilidade Ambiental”, em que destacou a Agenda 2030 e seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como um dos compromissos globais que devem nortear todas as ações. Toda matéria aqui.

Pavimentação em Pedrinhas Durante o ‘Sergipe é Aqui’ de Pedrinhas, o governador Fábio Mitidieri autorizou a execução de mais de 10 mil metros quadrados de obras de pavimentação, granítica e asfáltica, com investimentos que somam R$ 1,1 milhão. Além disso, o governador visitou estandes onde mais de 160 serviços foram oferecidos aos moradores da região. A meta, segundo o governo, é levar o ‘Sergipe é aqui’ para todos os 75 municípios do estado em quatro anos. A próxima edição do programa será no município de Telha, baixo São Francisco.

 Mudança Em virtude do ponto facultativo referente ao Dia do Servidor Público, que foi transferido para esta sexta-feira, 1º, os órgãos estaduais terão o funcionamento alterado. As mudanças não se aplicam às atividades consideradas essenciais ou de urgência, como os serviços de saúde, segurança pública e afins. A Central de Abastecimento de Sergipe (Ceasa) e as agências do Banese também funcionarão regularmente. Todos os detalhes estão disponíveis no site www.se.gov.br.

“A vida de um juiz não vale mais que a de um outro servidor”, diz deputada Linda Brasil ao condenar privilégios em PLs do MP e TJ Na sessão plenária de ontem,30, a deputada estadual Linda Brasil (Psol), líder da oposição na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), condenou o Projetos de Lei 354/2024 e 369/2024, enviados pelo Ministério Público de Sergipe (MPSE) e pelo Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), que visam aumentar o auxílio-saúde para juízes e promotores, mas excluem as demais servidoras e servidores. Para a parlamentar, os PLs são demonstrações escancaradas de como o Estado opera na manutenção de privilégios das elites e negligenciando a classe trabalhadora.

 Política elitista “A vida de um juiz ou promotor não vale mais que a de um servidor. Estamos falando de trabalhadoras e trabalhadores que dedicam suas vidas ao serviço público, muitas vezes em condições de trabalho adversas e com salários desvalorizados, enquanto membros do alto escalão recebem privilégios sobre privilégios. Essa é uma política elitista que fere a moralidade e a justiça social,” denunciou Linda.

Direito básico, sem distinção A deputada enfatizou que o auxílio-saúde não deve ser um artifício para inflar os já elevados salários de juízes e promotores, mas sim um direito básico para todas e todos os trabalhadores, sem distinção. Ela classificou a proposta como uma afronta à classe trabalhadora e afirmou que a exclusão das demais servidoras e  servidores é uma tentativa de perpetuar um sistema de privilégios.

Apelo Linda Brasil fez um apelo aos parlamentares, convocando-os a votarem contra os projetos em sua forma atual, afirmando que o parlamento tem a obrigação de defender a equidade e o direito de todas e todos os trabalhadores ao auxílio-saúde. “É inaceitável que o Estado brasileiro continue favorecendo a elite enquanto milhares de servidores e servidoras lutam para ter acesso a direitos básicos,” concluiu a deputada.

INFONET

Congresso não cumpre as exigências do STF e mantém o impasse das emendas

Publicado em 30 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Lira indicou R$33 milhões do orçamento secreto para compra de kit de  robótica investigado pela PF, diz jornal – Política – CartaCapital

Lira não aceita essa cumplicidade entre governo e Supremo

Dora Kramer
Folha

Foi cedo em agosto —quando se anunciou um pacto— para se comemorar um acerto disciplinar no uso de emendas parlamentares. Agora ainda é cedo para se acreditar que o problema esteja resolvido com a promessa de votação de um projeto de lei com novas regras de transparência.

Há mais de dois meses se reuniram representantes dos três Poderes no Supremo Tribunal Federal e ali se estabeleceu que em dez dias o Congresso Nacional apresentaria suas credenciais no tema; daria as informações necessárias e diria como iria atender as exigências do Judiciário ao qual se aliava o Executivo.

DESCONTENTAMENTO – Algo já se viu que não combinava com a versão otimista do resultado da reunião quando se soube que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PL-AL), pontuou aos presentes seu descontentamento com uma negociação em ambiente de “dois contra um”.

Se detectara e denunciara claramente a aliança do STF com o Planalto, era de concluir que saíra de lá na posição de antagonista.

Bastava ler a cena. E não deu outra: vencido o prazo, solicitou-se um adiamento de mais dez dias ao fim dos quais pediu-se a suspensão dos trabalhos por tempo indeterminado. E já com um aviso: as informações pedidas eram impossíveis de ser fornecidas por inexistentes.

SEM OS DADOS – Traduzindo, o Legislativo não tinha os registros completos sobre os autores e a destinação dos recursos provenientes das emendas transacionadas na obscuridade. O ministro Flávio Dino concordou, mas não conversou: mandou suspender os pagamentos até o esclarecimento dos dados.

Agora que o fim do período eleitoral destravou a liberação de dinheiro, o Congresso corre para acenar com a concordância sobre transparência e rastreabilidade, mas daqui para a frente. O passado ficaria naquele lugar onde fica o que acontece em Vegas.

Dino não desiste de pôr as mãos no passivo, dando com isso uma ajuda ao Executivo para recuperar parte do poder sobre o Orçamento e ainda reduzir o volume de recursos das emendas, hoje em R$ 50 bilhões com previsão para R$ 52 bilhões em 2025. Continua o impasse que parece acordo, mas ainda não é.


Decisão de Gilmar beneficiando Dirceu aumenta a podridão reinante no STF


Para isso Paulo Gonet está acordado?

Desta vez, o cheiro da podridão está incomodando Gonet

Carlos Newton

Demorou, mas acabou acontecendo. Desta vez, o ministro Gilmar Mendes ultrapassou todos os limites, ao desprezar o minucioso parecer da Procuradoria-Geral da República e anular todas as condenações do ex-ministro José Dirceu, sob argumento de que ele teria de ser beneficiado, por extensão, pelo cancelamento das condenações de Lula da Silva, como se os processos fossem semelhantes, embora sejam absolutamente desiguais.

Para o ministro-relator, porém, haveria pelo menos uma semelhança, porque as condenações de Lula foram anuladas por imparcialidade do então juiz Sérgio Moro, o mesmo magistrado que condenara Dirceu, vejam a que ponto chegamos.

ERROS SUCESSIVOS – Aliás, em matéria de erros gravíssimos em processo da maior importância, envolvendo corrupção de presidente da República e outras autoridades, o Supremo brasileiro hoje é portentoso.

No caso da “descondenação” de Lula, por exemplo, o Supremo  só poderia anular as condenações feitas pelo juiz Moro. Na prática, porém, foi anulada também a sentença da juíza Gabriela Hardt, no caso do sítio em Atibaia, que tinha sido confirmada por unanimidade em segunda e terceira instâncias (TRF-4 e STJ).

Ora, como não é possível confundir Gabriela Hardt com Sérgio Moro, desta vez o Supremo cometeu um erro essencial de pessoa, o mais primário e ridículo dos tropeços judiciais. Portanto, o acórdão do STF jamais poderia limpar a ficha imunda de Lula, para ele ser candidato em 2022. E Lula jamais poderia ser candidato, pois nunca foi anulada sua condenação pela juíza Hardt, tecnicamente está valendo até hoje

GILMAR SE SUJA – Agora, o prepotente Gilmar Mendes se suja e enlameia o Supremo, ao conceder a Dirceu o mesmo suposto direito de Lula. Na ânsia de servir ao petismo, ele esqueceu que os casos são totalmente diversos, jamais foi hackeada nenhuma conversa do juiz Moro sobre Dirceu.

Mendes esqueceu também que o próprio Supremo já firmou jurisprudência contra a extensão do benefício de Lula a outros meliantes.

Mas chegamos à hora da verdade. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, é amigo íntimo e ex-sócio de Gilmar, mas tem de cumprir seu dever de apresentar recurso contra a decisão monocrática do velho companheiro. Caso contrário, vai se misturar à imundice.

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P.S.
 – O erro de Gilmar é tão podre que o fedor chegou até o Superior Tribunal de Justiça, cujos ministros decidiram desprezar a anulação das condenações e até marcaram para 3 de dezembro o julgamento de um recurso apresentado por José Dirceu. E o cheiro da podridão está aumentando, enquanto la nave va, cada vez mais fellinianamente. (C.N.)


Maduro reclama da “agressão” de Celso Amorim e convoca embaixador no Brasil


Maduro escala crise diplomática com Brasil após Lula barrar entrada do país vizinho no Brics, em cuja cúpula o chavista esteve

Maduro esquece que tem uma vultosa dívida com o Brasil

Felipe Frazão
Estadão

Em uma escalada na crise diplomática, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, decidiu nesta quarta-feira, dia 30, convocar para consultas seu representante em Brasília, o embaixador Manuel Vicente Vadell. Maduro reagiu às declarações do ex-chanceler Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que na véspera expôs detalhes do que definiu como “mal-estar” na relação do petista com o chavista.

Além de chamar seu embaixador ao país, um gesto de repúdio na diplomacia, o regime venezuelano também fez outra manifestação de descontentamento ao convocar para uma reunião, na sede chancelaria em Caracas, o engarregado de negócios da embaixada brasileira, Breno Herman, o número dois na hierarquia, abaixo da embaixadora Glivânia Maria de Oliveira, que está de férias.

SEM COMENTÁRIOS – O diplomata brasileiro foi cobrado pelo chanceler venezuelano, Yván Gil. O Itamaraty informou que não vai comentar o caso.

“Convocamos, hoje, o encarregado de negócios da República Federativa do Brasil para manifestar a nossa mais firme rejeição às recorrentes declarações de ingerência e grosseiras de porta-vozes autorizados pelo governo brasileiro, em particular às oferecidas pelo assessor especial em Assuntos Externos, Celso Amorim, que se comportando mais como um mensageiro do imperialismo americano, dedicou-se de forma impertinente a emitir julgamentos de valor sobre processos que só pertencem aos venezuelanos e às suas instituições democráticas”, divulgou o regime de Maduro, em nota.

O estopim foi o veto brasileiro ao ingresso da Venezuela no Brics, exercido na semana passada, durante a Cúpula de Líderes realizada em Kazan, na Rússia.

“TRAIÇÃO” – Embora contasse com amplo apoio e patrocínio de russos, chineses e iranianos, Maduro passou pelo constrangimento de viajar até solo russo e ver a pretendida adesão ao Brics barrada pelo Brasil. Ele acusou o Itamaraty de traição.

Amorim confirmou à Câmara dos Deputados que a delegação brasileira discordou da adesão da Venezuela como país parceiro, uma nova categoria criada para qual foram convidados 13 países. O ex-ministro e principal conselheiro de Lula reputou a decisão do Brasil ao “mal-estar”.

Ele disse que o governo brasileiro discorda que o regime de Caracas possa colaborar com o Brics agora, execendo influência e demostrando peso político e econômico “no momento”.

DESPROPORCIONAL – Amorim também disse que foi “totalmente desproporcional” a reação de representantes do chavismo, entre eles o próprio Maduro, que acusam o governo Lula de inimizade “injustamente”.

O presidente brasileiro vem sendo classificado, em reiteradas declarações públicas de próceres do regime venezuelano, como agente “imperialista” e “cooptado” pela agência de inteligência dos Estados Unidos, a CIA.

Amigos de longa data, Lula e Maduro vivem sua pior fase na relação, desde o não reconhecimento alegada vitória do chavista nas eleições de 28 de julho. Sem demonstrar provas do resultado de votação, as atas eleitorais, os órgãos eleitorais venezuelanos, controlados pelo chavismo, proclamaram Maduro como reeleito contra o opositor Edmundo González, que se exilou na Espanha.

MUDANÇA RADICAL – Antes, o governo Lula havia sido entusiasta da reabilitação política de Maduro e atuara como incentivador dos Acordos de Barbados, assinados com a oposição e sob observação internacional, para levantamento de sanções e a realização de eleições justas, livres e transparentes – o que foi descumprido pelo regime.

Embora tenha dito que mantém com Maduro uma relação de “coleguismo”, Amorim afirmou aos deputados que houve uma “quebra de confiança”, que o regime não cumpriu suas promessas e que as eleições não foram transparentes.

Ele reiterou que o governo Lula não reconhece a reeleição de Maduro e que os dois presidentes não se falaram mais. Amorim disse que o “mal-estar” poderia vir a se dissolver a depender de ações por parte de Caracas e que o Brasil ainda pretendia exercer um papel de mediação na crise política do país vizinho. Ele evitou classificar o regime como ditadura – embora não tenha o definido como democracia – em nome da tentativa de manter interlocução.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Com isso, Maduro vai se livrando da dívida com o Brasil, de US$ 1,507 bilhão ao BNDES, US$ 722 milhões ao governo brasileiro e mais US$ 84 milhões a vencer, O total dá uns R$ 12,5 bilhões, fora a correção monetária. Detalhe: Maduro não ficou devendo à Odebrecht, porque o governo petista bancou, com recursos da Fazenda Nacional. (C.N.)


Maduro escala crise diplomática com Brasil após Lula barrar entrada do país vizinho no Brics, em cuja cúpula o chavista esteve

Maduro esquece que tem uma vultosa dívida com o Brasil

Felipe Frazão
Estadão

Em uma escalada na crise diplomática, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, decidiu nesta quarta-feira, dia 30, convocar para consultas seu representante em Brasília, o embaixador Manuel Vicente Vadell. Maduro reagiu às declarações do ex-chanceler Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que na véspera expôs detalhes do que definiu como “mal-estar” na relação do petista com o chavista.

Além de chamar seu embaixador ao país, um gesto de repúdio na diplomacia, o regime venezuelano também fez outra manifestação de descontentamento ao convocar para uma reunião, na sede chancelaria em Caracas, o engarregado de negócios da embaixada brasileira, Breno Herman, o número dois na hierarquia, abaixo da embaixadora Glivânia Maria de Oliveira, que está de férias.

SEM COMENTÁRIOS – O diplomata brasileiro foi cobrado pelo chanceler venezuelano, Yván Gil. O Itamaraty informou que não vai comentar o caso.

“Convocamos, hoje, o encarregado de negócios da República Federativa do Brasil para manifestar a nossa mais firme rejeição às recorrentes declarações de ingerência e grosseiras de porta-vozes autorizados pelo governo brasileiro, em particular às oferecidas pelo assessor especial em Assuntos Externos, Celso Amorim, que se comportando mais como um mensageiro do imperialismo americano, dedicou-se de forma impertinente a emitir julgamentos de valor sobre processos que só pertencem aos venezuelanos e às suas instituições democráticas”, divulgou o regime de Maduro, em nota.

O estopim foi o veto brasileiro ao ingresso da Venezuela no Brics, exercido na semana passada, durante a Cúpula de Líderes realizada em Kazan, na Rússia.

“TRAIÇÃO” – Embora contasse com amplo apoio e patrocínio de russos, chineses e iranianos, Maduro passou pelo constrangimento de viajar até solo russo e ver a pretendida adesão ao Brics barrada pelo Brasil. Ele acusou o Itamaraty de traição.

Amorim confirmou à Câmara dos Deputados que a delegação brasileira discordou da adesão da Venezuela como país parceiro, uma nova categoria criada para qual foram convidados 13 países. O ex-ministro e principal conselheiro de Lula reputou a decisão do Brasil ao “mal-estar”.

Ele disse que o governo brasileiro discorda que o regime de Caracas possa colaborar com o Brics agora, execendo influência e demostrando peso político e econômico “no momento”.

DESPROPORCIONAL – Amorim também disse que foi “totalmente desproporcional” a reação de representantes do chavismo, entre eles o próprio Maduro, que acusam o governo Lula de inimizade “injustamente”.

O presidente brasileiro vem sendo classificado, em reiteradas declarações públicas de próceres do regime venezuelano, como agente “imperialista” e “cooptado” pela agência de inteligência dos Estados Unidos, a CIA.

Amigos de longa data, Lula e Maduro vivem sua pior fase na relação, desde o não reconhecimento alegada vitória do chavista nas eleições de 28 de julho. Sem demonstrar provas do resultado de votação, as atas eleitorais, os órgãos eleitorais venezuelanos, controlados pelo chavismo, proclamaram Maduro como reeleito contra o opositor Edmundo González, que se exilou na Espanha.

MUDANÇA RADICAL – Antes, o governo Lula havia sido entusiasta da reabilitação política de Maduro e atuara como incentivador dos Acordos de Barbados, assinados com a oposição e sob observação internacional, para levantamento de sanções e a realização de eleições justas, livres e transparentes – o que foi descumprido pelo regime.

Embora tenha dito que mantém com Maduro uma relação de “coleguismo”, Amorim afirmou aos deputados que houve uma “quebra de confiança”, que o regime não cumpriu suas promessas e que as eleições não foram transparentes.

Ele reiterou que o governo Lula não reconhece a reeleição de Maduro e que os dois presidentes não se falaram mais. Amorim disse que o “mal-estar” poderia vir a se dissolver a depender de ações por parte de Caracas e que o Brasil ainda pretendia exercer um papel de mediação na crise política do país vizinho. Ele evitou classificar o regime como ditadura – embora não tenha o definido como democracia – em nome da tentativa de manter interlocução.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Com isso, Maduro vai se livrando da dívida com o Brasil, de US$ 1,507 bilhão ao BNDES, US$ 722 milhões ao governo brasileiro e mais US$ 84 milhões a vencer, O total dá uns R$ 12,5 bilhões, fora a correção monetária. Detalhe: Maduro não ficou devendo à Odebrecht, porque o governo petista bancou, com recursos da Fazenda Nacional. (C.N.)


Congresso não cumpre as exigências do STF e mantém o impasse das emendas


Lira indicou R$33 milhões do orçamento secreto para compra de kit de  robótica investigado pela PF, diz jornal – Política – CartaCapital

Lira não aceita essa cumplicidade entre governo e Supremo

Dora Kramer
Folha

Foi cedo em agosto —quando se anunciou um pacto— para se comemorar um acerto disciplinar no uso de emendas parlamentares. Agora ainda é cedo para se acreditar que o problema esteja resolvido com a promessa de votação de um projeto de lei com novas regras de transparência.

Há mais de dois meses se reuniram representantes dos três Poderes no Supremo Tribunal Federal e ali se estabeleceu que em dez dias o Congresso Nacional apresentaria suas credenciais no tema; daria as informações necessárias e diria como iria atender as exigências do Judiciário ao qual se aliava o Executivo.

DESCONTENTAMENTO – Algo já se viu que não combinava com a versão otimista do resultado da reunião quando se soube que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PL-AL), pontuou aos presentes seu descontentamento com uma negociação em ambiente de “dois contra um”.

Se detectara e denunciara claramente a aliança do STF com o Planalto, era de concluir que saíra de lá na posição de antagonista.

Bastava ler a cena. E não deu outra: vencido o prazo, solicitou-se um adiamento de mais dez dias ao fim dos quais pediu-se a suspensão dos trabalhos por tempo indeterminado. E já com um aviso: as informações pedidas eram impossíveis de ser fornecidas por inexistentes.

SEM OS DADOS – Traduzindo, o Legislativo não tinha os registros completos sobre os autores e a destinação dos recursos provenientes das emendas transacionadas na obscuridade. O ministro Flávio Dino concordou, mas não conversou: mandou suspender os pagamentos até o esclarecimento dos dados.

Agora que o fim do período eleitoral destravou a liberação de dinheiro, o Congresso corre para acenar com a concordância sobre transparência e rastreabilidade, mas daqui para a frente. O passado ficaria naquele lugar onde fica o que acontece em Vegas.

Dino não desiste de pôr as mãos no passivo, dando com isso uma ajuda ao Executivo para recuperar parte do poder sobre o Orçamento e ainda reduzir o volume de recursos das emendas, hoje em R$ 50 bilhões com previsão para R$ 52 bilhões em 2025. Continua o impasse que parece acordo, mas ainda não é.


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INTIMAÇÃO PESSOAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL

  TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL SECRETARIA JUDICIÁRIA COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO   RECURSO ESPECIAL ELEITORAL (11549) - 0600425-35.2024.6....

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