domingo, março 24, 2024

Netanyahu isolou Israel do mundo pelo modo como conduz a guerra

Publicado em 23 de março de 2024 por Tribuna da Internet

With charges looming, could Israel's 'King Bibi' be toppled? | CBC News

Netanyahu conduz Israel à opção de uma guerra total

Thomas L. Friedman
Folha

Atualmente, Israel está correndo um grande perigo. Com inimigos como o Hamas, o Hezbollah, os houthis e o Irã, Israel deveria contar com a simpatia de grande parte do mundo. Mas não conta. Devido à maneira como o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu e sua coalizão extremista têm conduzido a guerra na Faixa de Gaza e a ocupação da Cisjordânia, o país está se tornando radioativo, e as comunidades judaicas da diáspora em todos os lugares estão cada vez mais inseguras. Temo que a situação esteja prestes a piorar.

Nenhuma pessoa justa poderia negar a Israel o direito de autodefesa depois que o ataque do Hamas em 7 de outubro matou cerca de 1.200 israelenses em um dia. Mulheres foram abusadas sexualmente; crianças foram mortas na frente de seus pais, e pais, na frente de seus filhos. Dezenas de homens, mulheres, crianças e idosos israelenses sequestrados ainda são mantidos como reféns em condições terríveis.

ALGO DEU ERRADO – Mas nenhuma pessoa justa pode olhar para a campanha israelense para destruir o Hamas, que já matou mais de 31 mil palestinos em Gaza, cerca de um terço deles combatentes, e não concluir que algo deu terrivelmente errado lá.

Entre os mortos estão milhares de crianças e, entre os sobreviventes, muitos órfãos. Grande parte da Faixa de Gaza é agora um deserto de morte e destruição, fome e casas em ruínas.

A guerra urbana traz à tona o que há de pior nas pessoas, e isso certamente é verdade para Israel em Gaza. Essa é uma mancha no Estado judeu. Mas Israel não é o único responsável por essa tragédia. A mancha do Hamas também é negra.

ATAQUE A CIVIS – Essa milícia islâmica iniciou o conflito em 7 de outubro sem nenhum aviso, proteção ou abrigo para os civis palestinos, e fez isso sabendo muito bem, por experiência própria, que Israel responderia bombardeando as fortalezas do Hamas, que se encontram em túneis sob casas, mesquitas e hospitais.

O Hamas demonstrou total desprezo pela vida dos palestinos, não apenas dos israelenses. Mas o Hamas já havia sido rotulado como uma organização terrorista. Ele não é um aliado dos EUA e nunca alegou praticar a “pureza das armas”.

Dito isso, a posição de Israel no mundo pode sofrer outro grande golpe em breve devido a algo que me fez desconfiar de sua invasão desde o início: Netanyahu enviou as Forças de Defesa de Israel para Gaza sem um plano coerente para governá-la após qualquer desmantelamento ou cessar-fogo do Hamas.

GAZA SEM COMANDO – Na minha opinião, há apenas uma coisa pior para Israel, sem mencionar os palestinos, do que uma Gaza controlada pelo Hamas: uma Gaza em que ninguém está no comando, uma Gaza em que o mundo espera que Israel estabeleça a ordem, mas Israel não pode ou não quer, de modo que ela se torna uma crise humanitária permanente e gritante.

Minha recente visita à fronteira de Gaza me sugeriu que é exatamente para onde estamos indo. Em 2 de março, acompanhei o comandante do Centcom dos EUA [órgão responsável por planejar e conduzir operações militares dos EUA no Oriente Médio, na África Central e na Ásia Central], general Michael Kurilla, em sua visita ao ponto de passagem de Erez entre Israel e Gaza. Kurilla estava encarregado do lançamento aéreo de alimentos humanitários dos EUA que estava prestes a ocorrer

NÃO HÁ GOVERNO – Com o som de drones zumbindo no alto e o estrondo distante da artilharia, um comandante israelense local explicou que a maioria das forças israelenses no norte de Gaza, que inclui sua maior área urbana, a Cidade de Gaza, havia se retirado para a área de fronteira israelense ou ao longo da estrada que divide Gaza de Norte a Sul.

De agora em diante, disse outro oficial israelense sênior, as tropas israelenses e as forças especiais só entrariam e sairiam do Norte de Gaza para atacar ameaças específicas do Hamas, mas basicamente ninguém estava governando o dia a dia dos civis deixados para trás, exceto algumas centenas de combatentes do Hamas e líderes de gangues locais.

Entendi imediatamente como uma cena caótica se desenrolou na distribuição de alimentos dois dias antes. Israel está rompendo o controle do Hamas e, ainda assim, recusando-se a assumir a responsabilidade pela administração civil em Gaza com suas próprias forças —e recusando-se a recrutar a Autoridade Nacional Palestina (ANP) na Cisjordânia, que tem milhares de funcionários em Gaza, para realizar essa tarefa.

ESTADO PALESTINO – Ele está se comportando dessa maneira porque Netanyahu não quer que a ANP se torne o governo palestino na Cisjordânia e em Gaza, o que poderia dar a ela uma chance de credibilidade para se tornar um Estado palestino independente um dia.

Em outras palavras, Israel tem um primeiro-ministro que, aparentemente, prefere ver Gaza se transformar na Somália, governada por senhores da guerra, e arriscar os ganhos militares de Israel no desmantelamento do Hamas a fazer parceria com a Autoridade Palestina ou com qualquer órgão governamental palestino legítimo, de base ampla e não pertencente ao Hamas. Isso porque seus aliados de extrema direita do gabinete, que sonham que Israel controle todo o território entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo, incluindo Gaza, o expulsarão do poder se ele fizer isso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Belo artigo de Thomas Friedman; Mostra que pior inimigo de Israel chama-se Netanyahu. Enquanto ele comandar Israel, não haverá um só dia de paz. (C.N.)


Além de destruir a Lava Jato, o STF desmontou o combate à corrupção

Publicado em 23 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Charge do JCaesar | VEJA

Charge do JCaesar | VEJA

Carlos Alberto Sardenberg
O Globo

A Lava-Jato estaria completando dez anos se não tivesse sido abatida pelo Judiciário, incluindo, principalmente, o Supremo Tribunal Federal. Não apenas abateu a operação de Curitiba, mas afastou do cenário todo o sistema de combate à corrupção.

Formou-se uma ampla aliança de políticos dos velhos métodos, da direita à esquerda, com empresários, todos apanhados em corrupção, para interromper a Lava-Jato e, mais, eliminar seus efeitos. Condenações à prisão, multas, devolução de dinheiro, acordos de leniência, tudo isso vem sendo anulado. Ninguém foi absolvido. Simplesmente os processos foram anulados, com base no cipoal de formalidades da Justiça. Provas, mesmo evidentes, foram declaradas imprestáveis.

ALEGRIA E TRISTEZA – Esse pessoal, portanto, comemora uma morte. Mas há quem lamente. São aqueles — entre os quais me incluo — que observam nesse retrocesso a volta da velha política e do capitalismo dos amigos. Nesse regime, prosperam não as empresas mais produtivas, mas as que pagam as maiores propinas.

Falso, portanto, o argumento de que a Lava-Jato destruiu empresas e reduziu o PIB brasileiro. Primeiro, porque essas empresas estão de volta, com outro nome e provavelmente as mesmas práticas. Segundo, porque empresas que crescem com base na corrupção não criam valor.

Ao contrário, destroem valor e produtividade porque bloqueiam o surgimento de concorrentes eficientes. Mais fácil obter uma vantagem em Brasília do que gastar dinheiro e cérebros criando novas tecnologias e métodos.

TUDO DE VOLTA – Sobram exemplos dessa volta triunfante do capitalismo de amigos. Nenhum mais evidente que a retomada da Refinaria Abreu e Lima. Em 2005, foi lançada, por um custo de US$ 2,5 bilhões. Feito menos da metade, já custou US$ 20 bi. E quem seria candidato forte a retomar as obras? A Odebrecht, digo, a Novonor. Novo?

Nesse caso, não é propriamente um aniversário, mas uma comemoração de volta para aqueles velhos tempos. Vale para o PT e para o governo Lula — e sua narrativa de que tudo não passou de uma conspiração liderada pelos Estados Unidos para destruir as empreiteiras brasileiras e a Petrobras.

Para eles, as empresas não quebraram por terem cometido grossa — e confessada — corrupção e, no caso da estatal, uma gestão temerária nos governos petistas. Faziam tudo certo e foram atacadas. E tem quem acredite.


Por que Moraes esqueceu (?) de quebrar o sigilo dos outros depoimentos de Cid

Publicado em 24 de março de 2024 por Tribuna da Internet

O ministro do STF Alexandre de Moraes

Mauro Cid sabe que está sendo perseguido por Moraes

Carlos Newton

Não houve surpresa, neste sábado, dia 23, quando o ministro Alexandre de Moraes retirou o sigilo do novo depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, bem a tempo de ser veiculado com absoluta exclusividade no Jornal Nacional da TV Globo, principal noticiário do país.

Ao decidir quebrar o sigilo do depoimento, o magistrado justificou que o fazia para não deixar dúvidas de que o militar não fora forçado a fazer delação premiada:

“Diante da necessidade de afastar qualquer dúvida sobre a legalidade, espontaneidade e voluntariedade da colaboração de Mauro César Barbosa Cid, que confirmou integralmente os termos anteriores de suas declarações”, escreveu o ministro do Supremo Tribunal Federal.

DIFÍCIL DE ACEITAR – Em meio à total cumplicidade da Organização Globo e de outros órgãos de comunicação, está difícil aceitar essa liberalidade pontual de Moraes, que manda divulgar o que não tem importância, mas mantém sob sigilo o que realmente importa.

Se o ministro Moraes de fato pretendia “afastar qualquer dúvida sobre a legalidade, espontaneidade e voluntariedade da colaboração de Mauro César Barbosa Cid”, digamos, repetindo as próprias palavras do relator, deveria se apressar em quebrar o sigilo da íntegra dos depoimentos anteriores de Cid, feitos no pau-de-arara do século 21, durante os quais ele teria sido pressionado a dizer o que seus inquisidores pretendiam ouvir.

Somente assim, com a revelação da íntegra dos depoimentos, mediante transcrição de perguntas, respostas e comentários, poderemos saber a verdade que nos libertará. Mas está difícil…

ADVOGADO CONIVENTE – Cid está sendo defendido por Cezar Bitencourt, um coronel da reserva que se formou em Direito e opera na Justiça Militar.  É um advogado de pouca experiência, que só entrou na causa porque convenceu o tenente-coronel a fazer delação premiada.

Agora, o problema está criado. Cid esperava um outro tratamento, porque ele atuou na conspiração como agente infiltrado, repassando diariamente ao então comandante do Exército, general Freire Gomes, todas as informações que conseguia sobre a trama do golpe.

Mas está acontecendo o contrário. O tenente-coronel vem sendo investigado como se tivesse sido um dos líderes da conspiração, e por isso ele se considera perseguido e injustiçado, enquanto seu advogado nada faz e só pensa no faturamento garantido se for mantida a delação.

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P.S. –
 Na verdade, a investigação do golpe no chamado inquérito do fim do mundo está cheia de furos jurídicos e processuais, porque as principais perguntas não estão sendo feitas, enquanto as dúvidas não têm sido dirimidas e permanecem nos autos. Mas isso é assunto para outro artigo, também com absoluta exclusividade. (C.N.)

Lula precisa modernizar e aprimorar o discurso, para não perder mais eleitores

Publicado em 24 de março de 2024 por Tribuna da Internet

CHARGE – Blog do Cardosinho

Charge do Quinho (Charge Online)

Roberto Nascimento

Se o governo está indo muito bem, inflação dentro da meta, aumento do PIB, desemprego caiu, redução da taxa de juros, já próxima de um dígito, aprovação da Reforma Tributária, enfim, um conjunto de boas notícias econômicas.

Então, por que a avaliação do governo despencou? É simples. Basta conferir os discursos de Lula, com apoio à ditadura da Venezuela, por exemplo. Depois, a comparação com Hitler, ao se referir ao genocídio que o governo de Israel pratica em Gaza e que provoca a desgraça humanitária da população palestina.

MAIS BOBAGENS – Em seguida, veio a fala sobre as calcinhas no Palácio do Planalto, foi terrível. Depois, na reunião ministerial, citar Bolsonaro e chamar o ex-presidente de “covardão”, isso pegou muito mal, dando munição para às redes sociais bolsonaristas.

Para piorar o quadro, surgiu a reportagem da Folha, atestando que os 261 objetos não foram furtados do Alvorada, como anunciaram escandalosamente Lula e Janja da Silva. Os móveis e outros bens foram descobertos no depósito do Alvorada. Uma tremenda mancada.

Se continuar com esses erros, os partidos da direita vão ganhar as eleições municipais de lavada. Lula não pode, de moto próprio, pavimentar a estrada para a direita voltar ao poder em 2026.

REDUZIR OS DANOS – Em 2018, a direita apostou em Bolsonaro, mas ele foi tão mal, que acabou abandonado por diversos setores que não quiseram apoiar sua reeleição. Preferiram deixar Lula ganhar em 2022, para reduzir os danos causados ao capitalismo nacional e internacional.

Agora a direita trabalha na surdina, para voltar em 2026, com um candidato mais inteligente e ensaboado. A derrota de Lula é dada como certa, caso tente a reeleição.

As pesquisas refletem o momento e atestam o fechamento da boca do jacaré, quando a reprovação e a aprovação do governo estão empatadas.

NOVOS TEMPOS – Não estamos em 2002 ou em 2010. Muita coisa mudou de lá para cá. Nesses tempos modernos de 2024 a direita está muito mais forte e ativa nas redes sociais, fazendo a cabeça do povo.

É preciso reduzir esses danos provocados por Lula e por posicionamentos do próprio PT. Alguém precisa ter coragem para dizer ao presidente que ele está dando tiros de canhão no pé.

O marqueteiro da campanha, Sidônio Palmeira, foi recontratado. Ele precisa controlar Lula. Nesse momento, é preferível o presidente se calar e evitar declarações por demais polêmicas e que possam ter viés negativo.

sábado, março 23, 2024

Politicagem não é politica, mas sim uma ação escrota e mesquinha, fruto de interesses pesoais ou de grupos


 "Estamos acostumados a ver , ler  ou ouvir sobre  mau uso do  dinheiro público por politiqueiros  profissionais  que visão somente satisfazer o interesse próprio e enriquecer Os amigos e familiares .
É aqui  que devemos  ter cuidado. Politicagem não é politica, mas  sim uma ação escrota e mesquinha, fruto de interesses pesoais ou de grupos ,  praticadas principalmente pelas  classe dominante. 
Precisamos separar  a parte podre da fruta e manter  a nossa utopia. Sair em defesa da política não é defender  polítco  A ou B  ou as instituições que nos governam,  mas sem em defesa da vida  coletiva e da  comunidade.
Defender  a política  significa  fugir ao fatalismo e dizer  a nós mesmos que não precisamos viver eternamente na condição de  governados  e governantes, nem atormentados  por governantes  que  assim que chegam ao poder  assumem  vida própria  e se voltam contra nós  e contra nossos interesses .
Aqueles que dizem  que política não se discute ou que não gostam da política  acabam sendo governados pelos que nela tem intereses, mesmo que muitas vezes escusos" . (Acentelha).
Nota da redação deste Blog -  Lendo essa matéria acima lembro logo de Jeremoabo onde o que mais os vereadores falam é do nepotismo praticado pelo prefeito, mas vamos analisar:

Nepotismo: É inegável que a prática de nepotismo, com a nomeação de familiares para cargos públicos sem a devida qualificação, é um problema grave que afeta a gestão municipal. Essa atitude configura crime de responsabilidade e fere os princípios da impessoalidade e da moralidade pública.

Servidores em campanha eleitoral: A utilização de servidores públicos em horário de expediente para fazer campanha eleitoral também é uma prática ilegal e configura abuso de poder. É importante que os servidores se conscientizem de que seu dever é servir à população, e não a interesses particulares.

Exigência de emprego sem concurso público: A exigência de emprego para familiares após a eleição, sem a realização de concurso público, é mais um exemplo de abuso de poder e nepotismo. O acesso a cargos públicos deve ser feito por meio de processos imparciais e transparentes, que garantam a igualdade de oportunidades para todos, porém em Jeremoabo existe falso moralista que usa o cargo para exigir que o prefeito empregue a mulher e irmão sem concurso público, contrariando a Constituição

Ameaças à imprensa: A liberdade de imprensa é fundamental para o funcionamento de uma democracia. Ameaçar jornalistas que denunciam irregularidades é um crime e um ataque à sociedade como um todo. É importante que a imprensa continue exercendo seu papel de forma independente e crítica, sem se intimidar com represálias.

Falta de ética e moralidade: . É fundamental que os líderes políticos sejam exemplos de conduta para a população.

Mobilização da sociedade: Diante de tantas irregularidades, é importante que a sociedade de Jeremoabo se mobilize para cobrar uma gestão pública mais transparente, ética e responsável. A participação popular é fundamental para o controle social e para garantir que os direitos da população sejam respeitados.

O que fazer?

  • Cobrar ações do Ministério Público: O Ministério Público tem o papel de investigar e punir os responsáveis por crimes de improbidade administrativa e nepotismo. É importante que a população cobre do MP que tome as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos.
  • Participar de movimentos sociais: Existem diversos movimentos sociais que lutam por uma gestão pública mais justa e transparente. A participação da população nesses movimentos é fundamental para fortalecer a democracia e pressionar por mudanças.
  • Votar com consciência: Nas próximas eleições, é importante que os cidadãos votem em candidatos que tenham compromisso com a ética, a moralidade e a boa gestão pública. É fundamental escolher representantes que não se envolvam em práticas corruptas e que defendam os interesses da população.

Jeremoabo merece um futuro melhor. A mobilização da sociedade é fundamental para construir uma cidade mais justa, transparente e com uma gestão pública que atenda às necessidades do povo.

Lembre-se:

  • A luta contra o nepotismo e a corrupção é um compromisso de todos.
  • A participação popular é fundamental para fortalecer a democracia e garantir uma gestão pública mais justa e transparente.
  • Jeremoabo precisa de um futuro melhor, e isso só será possível com o engajamento da sociedade.


POLITICAGEM E POLÍTICA - MORENO/PE

 

Foto: Jailton Lauriano
Para não fugir da regra , em  Moreno se faz mais politicagem do que política. O que seria essa politicagem? desvio de dinheiro público,Acordos financeiros , troca de cargos, troca de apoios políticos e vários outros tipos de atos ilícitos que corrompem a política .
Política é o ato de representar o povo, lutar pelos interesses do povo. Coisa que raramente acontece, o que vemos é uma deformação da política. A politicagem acontece por debaixo dos panos, em bares,  restaurantes, em hotéis. É devido a essa deformação da política que surgiram em Moreno as denúncias do tribunal de contas referentes a desvios de verbas do fundeb,  de combustíveis,  irregularidades  no transporte  de estudantes  e por ai vai...  Tudo isso é dinheiro  que poderia ser utilizado para  melhorar o nível de vida das pessoas.

O que Moreno precisa não é de combate a política,NÃO É VOCÊ  DIZER QUE VAI VOTAR  NULO OU EM BRANCO,  mas sim de combate a politicagem e os politiqueiros e seus descendentes.  
Quando nos omitimos do processo  damos um recibo em branco assinado  para os politiqueiros. O que Precisamos é de uma política anti-politicagem.
Isso só pode ser alcançado  com a participação de todos  ou pelo menos  pelos formadores de opinião.
Em 2010 tínhamos uma população  estimada em  56.696 habitantes  se tivéssemos 56 formadores  de opinião que resolvessem  fiscalizar e denunciar os atos  ilícitos  cometidos no nosso município  teríamos em Moreno uma outra qualidade de vida para  todos.
Dizer  que todo mundo é farinha do mesmo saco  é uma forma de  beneficiar os corruptos,  temos que  separar o "joio do trigo"  e se não existir , temos o dever de  cultivar esse "trigo"   para  varrer de uma vez por todas  o oportunismo na  política.
O ideal seria se vereador  não recebesse salário   e  se recebesse fosse um salário mínimo.  
Ai sim! Iríamos ver quem realmente tem vocação para  exercer um mandato.
https://www.blogger.com/blog/post/edit/25162499/1349823454023913917

Saiba o que Mauro Cid revelou e o que escondeu em novo depoimento ao STF

 Foto: Geraldo Magela/Arquivo/Agência Senado

O tenente-coronel Mauro Cid23 de março de 2024 | 07:30

Saiba o que Mauro Cid revelou e o que escondeu em novo depoimento ao STF

BRASIL

Antes de ser preso pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira, 22, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi interrogado por um juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes. O magistrado cobrou explicações sobre os os áudios em que atacou o próprio ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e a PF. Mauro Cid admitiu que errou, mas não quis contar com quem fez o “desabafo” sobre as investigações contra Bolsonaro.

Nesta quinta-feira, 21, a revista Veja divulgou os áudios de Cid, que falava com um interlocutor desconhecido sobre a delação premiada que fechou com a PF em setembro. Em uma das gravações, o tenente-coronel afirmou que os investigadores “não queriam saber a verdade” sobre a tentativa de golpe de Estado e que Alexandre de Moraes seria “a lei”. “Ele prende, ele solta quando ele ele quiser, com Ministério Público, sem Ministério Público, com acusação, sem acusação”, disse o ex-ajudante de ordens.

A seguir, veja o que o militar contou e o que escondeu em seu novo interrogatório:

As besteiras e o desabafo do coronel
Ao STF, Mauro Cid negou que tivesse sofrido pressão por parte da PF ou do Judiciário para realizar uma delação premiada. Segundo ele, os áudios com ataques aos investigadores foram um mero desabafo de “quem quer chutar a porta e acaba falando besteira”. O tenente-coronel disse também que a conversa era “privada, informal, particular e sem o intuito de ser exposta pela revista”.

“É um desabafo, quer chutar a porta e acaba falando besteira. Genérico, todo mundo, acaba dizendo coisas que não eram para serem ditas. Em razão da situação que está vivendo, foi um desabafo. É um desserviço que a Veja faz ao inquérito, a minha família, ás minhas filhas”, diz um trecho do depoimento.

Mauro Cid não se lembra do interlocutor
O coronel do Exército foi questionado sobre quem era a pessoa com que ele conversou e reclamou da atuação dos investigadores do inquérito que apura tentativa de golpe. Mauro Cid desconversou. Alegou que não se lembrava. Disse que só anda conversando com pessoas mais próximas, incluindo parentes. O oficial afirmou que “está recluso, praticamente em casa, não tem vida social e não trabalha. Não lembra para quem falou essas frases de desabafo, num momento ruim. Não conseguiu ainda identificar quem foi essa pessoa. Não acredita que alguém do núcleo próximo tenha contato com a imprensa. Possivelmente a conversa teria ocorrido por telefone. Provavelmente celular”, declarou

Cid admitiu ressentimento com Bolsonaro
Em um dos áudios divulgados pela Veja, Cid revelou ter um ressentimento de Bolsonaro por ter sido o único que ficou “fudido” após o início das investigações contra o ex-presidente. O tenente-coronel disse que o ex-chefe do Executivo ficou “milionário” a partir de transferências feitas via Pix por apoiadores, enquanto ele teve a carreira no Exército e a vida financeira prejudicada

Segundo Cid, enquanto Bolsonaro enriqueceu através das transferências e os outros generais investigados pela tentativa de golpe estão na reserva das Forças Armadas, ele está com a “carreira desabando”. O ex-ajudante de ordens afirmou também que os seus amigos o tratam como “um leproso, com medo de se prejudicar”. “Quer ter a vida de volta. Está enclausurado. A imprensa sempre fica indo atrás. Está agoniado. Engordou mais de 10 quilos. O áudio é um desabafo. Acredita que as pessoas deviam o estar apoiando e dando sustentação”, diz outro trecho do depoimento.

Em outra gravação, o tenente-coronel diz que Bolsonaro e outros investigados terão penas acima de 100 anos de prisão. Cid também cita os presos pelos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro de 2023, chamando-os de “bagrinhos” que foram condenados a 17 anos pelo STF.

Segundo Cid, ele se assusta com as sentenças que estão sendo feitas contra os envolvidos nos atos golpistas e “imagina a pena que os mais altos vão pegar”.

Moraes tira sigilo para não pairar dúvida
Nesta sexta, 22, o ministro Alexandre de Moraes retirou o sigilo do novo depoimento de Cid. No despacho, o magistrado justificou que o fazia para não deixar dúvidas de que o militar não foi forçado a fazer delação premiada. “Diante da necessidade de afastar qualquer dúvida sobre a legalidade, espontaneidade e voluntariedade da colaboração de Mauro César Barbosa Cid, que confirmou integralmente os termos anteriores de suas declarações”, escreveu o ministro do STF.

Assim que deixou o STF, Cid foi preso pela PF e levado para um quartel da Polícia do Exército, onde ficou encarcerado entre maio e setembro do ano passado. O tenente-coronel foi detido pela primeira vez durante a Operação Venire, que investigou fraudes em cartões de vacina de Bolsonaro e da sua filha Laura.

Gabriel de Sousa/Estadão Conteúdo

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