terça-feira, novembro 21, 2023

Em 2021, ministros pediram que Bolsonaro se vacinasse contra a Covid e ele recusou-se

Publicado em 21 de novembro de 2023 por Tribuna da Internet

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Roberto Campos Neto se tornou o “muso da imunização”

Fábio Zanini
Folha

Em 15 de junho de 2021, o Brasil atingiu a marca de 488 mil mortes pela Covid-19. A vacinação, iniciada em janeiro, começava a engrenar, mas ainda estava distante da universalização. Naquele dia, 34,6% da população estava imunizada com a primeira dose e apenas 14,8% também com a segunda.

Na véspera, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, havia se deixado fotografar, com peito aberto e mamilo exposto, sendo vacinado pelo então ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

RENDEU BRINCADEIRAS – “Muso da imunização”, resumiu a Primeira Página da Folha impressa. A cena era parte de uma tentativa do governo de atenuar a imagem negacionista que emanava do chefe, Jair Bolsonaro. A imagem de Campos Neto rendeu brincadeiras e comentários irônicos de membros do governo que chegavam para uma reunião ministerial no Palácio do Planalto, marcada para as 8h daquele dia.

Agendado havia alguns dias, era um encontro rotineiro da equipe para discutir temas como economia e, inevitavelmente, a resposta do governo à pandemia, muito criticada pela postura do chefe de Estado e pelas falhas logísticas na distribuição das vacinas.

Participavam 22 ministros, mais os presidentes dos bancos públicos (inclusive o próprio Campos Neto) e o dos Correios. Como já de praxe, o vice-presidente, Hamilton Mourão, estremecido com Bolsonaro, não foi convidado.

QUESTIONAMENTO – Naquela manhã, o que começou como uma conversa descontraída acabou se tornando um questionamento explícito da equipe ministerial sobre a recusa de Bolsonaro em se vacinar.

Segundo participantes da reunião que conversaram com a Folha em caráter reservado, a pressão dos subordinados fez com que pela primeira vez o presidente tivesse dado sinais de que poderia se imunizar publicamente – embora isso, no fim, jamais tenha ocorrido.

Um dos primeiros a puxar o tema foi Ricardo Salles, do Meio Ambiente, que deixaria o cargo dali a um mês, em meio a suspeitas de participação em um esquema de exportação ilegal de madeira da Amazônia.

DISSE SALLES – “Presidente, antes de começar a reunião, queria fazer uma proposta”, disse. “Fala aí, Salles”, respondeu Bolsonaro. “O senhor poderia aproveitar essa onda gerada pelo Campos Neto e, já que tem físico de atleta, também ser vacinado sem camisa pelo Queiroga”, afirmou.

A referência era a uma polêmica declaração do então presidente no início da pandemia, quando chamou a Covid de gripezinha e disse que não teria problemas se pegasse a doença por ter “histórico de atleta”.

Ouviram-se risadas discretas na sala, inclusive de Bolsonaro, que nada falou. Salles arrematou: “Isso vai ajudar a virar a narrativa contra o governo na pandemia. O senho não precisa falar nada, só se deixar fotografar”.

FARIA ENFÁTICO – Com o presidente calado, outros pediram a palavra. Fábio Faria, das Comunicações, foi enfático ao ligar o tema da pandemia à campanha eleitoral da reeleição. Disse que o cenário econômico era muito bom e que o Brasil começava a reagir com as medidas tomadas pelo governo, como o auxílio emergencial de R$ 600 para pessoas que haviam ficado sem renda.

Mas um dos temas centrais da eleição, argumentou, seria a pandemia, e não adiantaria listar notícias positivas se o próprio presidente parecia não acreditar na eficácia dos imunizantes. “Eu acho que, se o senhor não se vacinar, a gente corre o risco de perder”, decretou, numa fala que se revelaria profética.

Também se manifestaram Tereza Cristina (Agricultura), Augusto Heleno (GSI), João Roma (Cidadania) e Paulo Guedes (Economia) — este, o único que usava máscara o tempo todo. Mas Bolsonaro não quis ouvi-lo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A curiosa matéria confirma a tese de Elio Gaspari. Não foi Lula quem venceu a eleição; Bolsonaro é que perdeu. (C.N.)

Estadão sofre ataques do PT e aliados de Lula por denunciar a “Dama do Tráfico”


Andreza Matais: Fux mandou apreender celular e vasculhar carros de Blairo  Maggi | TV Política Online | Notícias da TV Estadão

Petistas tentam atacar honorabilidade de Andreza Matais

Deu no Estadão

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifestou “repúdio e preocupação” com os ataques sofridos pelo Estadão e seus profissionais, desde de que o jornal passou a publicar reportagens que revelam o acesso da mulher do chefe do Comando Vermelho no Amazonas a gabinetes do Ministério da Justiça.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, 20, a entidade se junta a profissionais de diferentes áreas, que também criticaram as tentativas de intimidação insufladas por líderes partidários, membros e apoiadores do governo e influenciadores.

INTIMIDAÇÃO – “O uso de métodos de intimidação contra veículos e jornalistas não se coaduna com valores democráticos e demonstra um flagrante desrespeito à liberdade de imprensa. Também evidencia uma prática característica de regimes autocráticos de, com o apoio de dirigentes políticos, sites e influenciadores governistas, tentar desviar o foco de reportagens incômodas por meio de ataques contra quem as apura e divulga”, diz a nota da Associação.

Os ataques foram amplificados no domingo, a partir de postagens no X (ex-Twitter) da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e do ministro da Justiça, Flávio Dino. Ambos citavam um site que apoia Lula, com informações falsas sobre o processo de produção das reportagens pelo Estadão.

Pouco depois, o youtuber Felipe Neto direcionou os ataques a Andreza Matais, chefe da sucursal do Estadão em Brasília. Em menos de duas horas, Neto apagou o post em que expunha a imagem da jornalista. Publicou outro, que tinha apenas o jornal como alvo. Nesta segunda-feira, pediu desculpas por “expor sua foto ou incentivar qualquer tipo de perseguição contra ela”. Contudo, reiterou críticas à conduta da profissional e ao jornal.

DESTRUIR REPUTAÇÕES – “Esperava-se que a prática de destruir reputações em vez de debater os argumentos tivesse sido interrompida depois da última eleição. Infelizmente, isso não ocorreu. A melhor maneira de lidar com as divergências é com mais liberdade de imprensa, não menos. Preocupa a perseguição de pessoas em vez do debate sobre as ideias e os fatos”, disse o economista Marcos Lisboa, ex-presidente do Insper e ex-secretário de Política Econômica do primeiro governo Lula.

“Minha solidariedade à jornalista Andreza Matais, alvo de ataques nefastos que devem ser condenados por todos que defendem a liberdade de imprensa e a democracia”, escreveu o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP).

“Os ataques do governo do PT e de seus aliados ao Estadão e aos seus jornalistas, pelas matérias sobre a ‘Dama do Tráfico’, apenas confirmam o viés autoritário do partido. Convive mal com o contraditório”, postou o senador Sergio Moro (União Brasil-PR).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O pior é saber que a responsável por pedir as duas reuniões foi a advogada Janira Rocha, ex-deputada pelo PSOL do Rio de Janeiro, que recebeu três depósitos bancários do “contador” do Comando Vermelho do Amazonas, em transferências que ocorreram dias antes da primeira reunião. Como dizia Ibrahim Sued, em sociedade tudo se sabe(C.N.)

Utilidade Pública | O PORTAL JOÃO DENUNCIA O DESCASO NA SAÚDE EM CORONEL JOÃO SÁ

 O artigo 198 da Constituição Federal de 1988 estabelece que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

O artigo também define que as ações e serviços de saúde são de relevância pública, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.

Em outras palavras, a Constituição Federal garante o direito à saúde a todos os brasileiros, sem distinção de classe social, raça, religião ou qualquer outra condição. Cabe ao Estado, portanto, garantir que todos tenham acesso a serviços de saúde de qualidade, independentemente de sua capacidade de pagamento.

O descumprimento desse direito é uma violação da Constituição Federal e pode ser denunciado aos órgãos competentes, como o Ministério Público e o Conselho Nacional de Saúde.

No caso de Jeremoabo, Coronel João Sá e outras cidades circunvizinhas, o fato de os gestores municipais desconhecerem que a saúde é um direito de todos é uma grave violação da Constituição Federal. Essa violação tem como consequência o sofrimento e a morte de pessoas que não têm acesso a serviços de saúde de qualidade.

É preciso que a população dessas cidades se mobilize para exigir que seus governantes cumpram o seu dever de garantir o direito à saúde a todos os cidadãos. Essa mobilização pode ser feita por meio de protestos, manifestações e outras ações de pressão popular.

A seguir, algumas sugestões de ações que podem ser tomadas para exigir o cumprimento do direito à saúde em Jeremoabo, Coronel João Sá e outras cidades circunvizinhas:

  • Mobilização da população para pressionar os governantes municipais;
  • Denúncias aos órgãos competentes, como o Ministério Público e o Conselho Nacional de Saúde;
  • Ações judiciais para garantir o acesso à saúde;
  • Criação de organizações sociais para defender o direito à saúde.

É importante que a população dessas cidades se conscientize do seu direito à saúde e da importância de lutar por esse direito.

Jeremoabo nas trevas, sem história e sem cultura

 

A fazenda despedaçada

site Meus Sertões recebeu 100 fotos e seis vídeos curtos, enviados pelo artesão, músico e responsável por projetos de manifestações culturais do Departamento de Cultura de Jeremoabo Flávio Luiz Silva Passos, 51 anos. Este material mostra o abandono da fazenda Caritá, lugar onde Cícero Dantas Martins, o Barão de Jeremoabo nasceu e passou a infância. Ali também foi instalado um dos primeiros engenhos de açúcar da Bahia.

Flávio diz que seu objetivo é lutar pela recuperação da fazenda e do engenho, visando que o local se transforme em ponto de visitação de alunos da comunidade e atração turística, onde se possa apreciar trilhas, serras e nascentes existentes na propriedade. No entanto, não tem conseguido obter apoio das instituições estadual e federal de preservação do patrimônio artístico e cultural.

Antes de falarmos do jogo de empurra que impede a preservação, vamos falar um pouco do Barão e da propriedade. Cícero Dantas Martins ganhou o título de barão por ser o responsável pela implantação da indústria açucareira na região. Político, foi deputado e senador e está sepultado com a mulher na Igreja de Bom Conselho, na cidade que tem o seu nome.

A fazenda onde o Barão nasceu está em uma área de caatinga preservada, que possuiu fontes de água e árvores bicentenárias. Do antigo engenho, restam equipamentos que eram movidos por escravos e bois. A fazenda de Cícero foi vendida, posteriormente, para o coronel João Sá, pecuarista, latifundiário, deputado estadual e ex-prefeito de Jeremoabo.

A área da fazenda foi requerida à Agência Nacional de Mineração por uma empresa multinacional para exploração de manganês, segundo o canal Folha Serrana, no You Tube. A principal aplicação do minério é na fabricação de ligas metálicas e baterias. Impasses com o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) atrasaram a liberação, mas recentemente os processos foram acelerados.

Flávio, que é neto de uma prima de João Sá, diz que a exploração ocorrerá a partir do Riacho dos Porcos, um pouco distante da sede da fazenda e das ruínas do engenho. Ele tentará também fazer com que a multinacional recupere as instalações. Enquanto isso, não ocorre, existe dificuldade para que o local seja tombado.

De acordo com o diretor de Preservação do Ipac-BA (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia) Roberto Pelegrino não há verba para o tombamento. Ele ressalta que a preservação deve ser feita pelos proprietários. No entanto, há uma divergência quanto a quem a fazenda pertence.

Caso não seja resolvida a questão, segundo Pelegrino, as prefeituras de Jeremoabo e do Sítio do Quinto podem tomar providências juntas ou separadamente. A atuação do Ipac está limitada a orientar comunidades e agentes públicos a se inscrever em editais do governo estadual, onde têm alguma chance em obter verbas para pequenas obras de restauração.

A situação de abandono da fazenda é de conhecimento do governo estadual e da secretaria de Cultura desde 1999, pelo menos. À época foi lançado o “Inventário de Proteção do Acervo Cultural da Bahia – Monumentos e Sítios das Mesorregiões Nordeste, Vale Sanfranciscano e Extremo Oeste Baiano”.

O inventariante classifica a sede da fazenda como “casa rural de relevante interesse arquitetônico (…) provavelmente anterior a meados do século XVIII (18)” e ressalta que sua planta lembra o “antigo domus romanos”. Por fim, assinala que a falta de uso continuado deixou o imóvel muito estragado e dominado por morcegos e cupins.

Quanto ao engenho, também tratado como de relevante interesse arquitetônico, assinala que ele conserva a almanjarra e o forno com quatro tachos.

O grupo de Jeremoabo não conseguiu acesso ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). No entanto, as notícias que vêm de Brasília são as piores possíveis. O governo federal anunciou esta semana o corte de 72% das verbas para preservação de patrimônio e memória em todo o país, o que resultará na paralisação de obras em andamento e a falta de investimento em novas iniciativas. Outro fato lamentável são as nomeações políticas para a direção do Instituto, aprovadas pelo atual presidente do Brasil.

A Fazenda Caritá corre um sério perigo.

Jornalista, editor, professor e consultor, 61 anos. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.

Email
paulo@meussertoes.com.br
https://meussertoes.com.br/2019/10/02/fazenda-carita-a-historia-despedacada/

Nota da redação deste BlogO abandono e a depredação do patrimônio histórico e cultural de Jeremoabo é uma vergonha. Uma cidade com uma história tão rica e importante merece que sua memória seja preservada e valorizada.

O acervo histórico de Jeremoabo vem desde a época do descobrimento do Brasil. São documentos, objetos, obras de arte e outros itens que contam a história da cidade, de seu povo e de sua cultura. No entanto, esse acervo está sendo perdido aos poucos, devido à incompetência e irresponsabilidade de prefeitos improbos.




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