sexta-feira, setembro 09, 2022
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Bolsonaro nega abuso e diz que ato oficial foi separado de comício no 7 de Setembro
Sexta, 09 de Setembro de 2022 - 08:20
por Marianna Holanda | Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro (PL) negou, nesta quinta-feira (8), acusações de abuso de poder por ocasião dos atos de 7 de Setembro, data do Bicentenário da Independência, em que ocorreram manifestações de apoio ao chefe do Executivo pelo país.
"Que abuso de poder? Não gastei um centavo, paguei todas as minhas despesas, houve separação clara entre o ato cívico-militar e o ato lá de fora", afirmou em sua transmissão semanal nas redes sociais.
Ele disse ainda que outros candidatos poderiam ter ido aos eventos ou mesmo mobilizado carros de som para si próprios.
Os advogados da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeram acionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra Bolsonaro sob a alegação de abuso de poderes político e econômico.
Durante a live desta quinta, Bolsonaro também reclamou de manchetes de jornais, como do jornal Folha de S.Paulo, que disse que "Bolsonaro captura o 7 de Setembro com comícios, machismo e ameaças repetidas".
O presidente negou que tenha feito ameaças ou cometido machismo, alegando não ter citado nominalmente ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e justificando o coro de "imbrochável", puxado por seguidores e reforçado por ele próprio ao microfone. Segundo o mandatário, o termo fálico, repetido por ele em diferentes discursos em eventos oficiais, é um sinônimo de resistência a ataques.
"Que que eu ameacei, meu Deus do céu? Meus dois pronunciamentos, os dois juntos, acho que não passei de 30 minutos. Qual foi a ameaça? Falei o nome de algum ministro do Supremo? Falei em TSE?", questionou.
De fato, Bolsonaro não citou os tribunais diretamente neste ano nem o ministro do STF Alexandre de Moraes, que também preside o TSE. Enquanto no ano passado ele se referiu ao magistrado e atual presidente do TSE de "canalha" e pregou desobediência ao Judiciário, neste ele reduziu o tom golpista.
O mandatário manteve ameaças mais veladas ao dizer que vai levar "para dentro das quatro linhas [da Constituição] todos aqueles que ousam ficar fora delas". Ele costuma usar o termo para criticar ministros do Supremo.
No ano passado, ele havia sido mais direto ao dizer que "ou o chefe desse Poder [Judiciário, ministro Luiz Fux] enquadra o seu [ministro] ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos".
A insistente narrativa de Bolsonaro de meses anteriores, de questionamento à confiabilidade das eleições, às urnas e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), também ficou de fora das pregações centrais do presidente.
Apesar de ter amenizado o tom, alguns de seus apoiadores levaram mensagens autoritárias nos atos, incluindo faixas e cartazes em diversos lugares do país.
O presidente negou que tenha sido machista, mas respondeu apenas ao fato de ter puxado o coro do "imbrochável". Além do termo, o presidente pediu que as pessoas comparassem primeiras-damas, ressaltando a sua esposa, Michelle Bolsonaro, a quem chamou de "uma mulher de Deus" e "princesa".
"Machismo, meu Deus do céu? [Qual foi o] Machismo que aconteceu aqui em Brasília: Cuiabano, que é um animador de rodeios no Brasil, me dou muito bem com ele, falou lá que presidente é imbrochável, mas devia ter falado que, apesar dos ataques, das pancadas que a gente leva 24 horas por dia, de maldade, quis dizer que eu sou imbrochável porque eu resisto. Não vou dar pra trás, vou reagir, como temos reagido a tudo isso", afirmou na live.
O chefe do Executivo se queixou da reportagem da Folha que trouxe estudos que mostram que cerca de 70% dos homens na idade de Bolsonaro tem dificuldades em ter ereções.
Ele afirmou que faz parte dos 30%, e acusou a Folha de S.Paulo de ser machista com a reportagem. "Ô Folha, se aqui [está] em 70%, eu tô nos 30%, falou, taokey? Tem nada de machismo aqui, não."
"Aí é natural, não sei se tá certo, tá errado, idade vai chegando, as pessoas vão realmente tendo alguma deficiência em algum lugar. Agora, vocês que tão sendo machistas dizendo que 70% dos homens são brocha, vocês que tão dizendo, ou quem não votar em mim é porque é brocha. Vocês tão levando pra esse lado, imprensa porca como sempre", disse.
A reportagem leva foto de Bolsonaro com a primeira-dama, uma vez que o presidente havia feito o coro com o termo, como se não ter um problema de disfunção erétil fosse uma "vantagem" eleitoral e de personalidade.
O texto não fala que quem não votar no presidente tem problemas de ereção. O texto mostra que, na idade do presidente, aos 67 anos, estudos apontam que o índice de indivíduos do gênero masculino com disfunção erétil é próximo a 70%.
O presidente transformou as comemorações do 7 de Setembro em comícios de campanha em Brasília e no Rio de Janeiro, repetindo ameaças golpistas diante de milhares de apoiadores, mas em tom mais ameno do que no mesmo feriado do ano passado.
Em cima de carros de som, ele pediu voto, reforçou discurso conservador e deu destaque à primeira-dama Michelle Bolsonaro, com declarações de tom machista.
O mandatário deixou de lado o Bicentenário da Independência nos palanques montados nas duas cidades e, tanto no Rio como em Brasília, adotou discurso parecido.
Bahia Notícias
Fux se despede da presidência do STF e cita 'provocações mais lamentáveis'
Quinta, 08 de Setembro de 2022 - 17:57
'
por Nicole Angel, de Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, presidiu, nesta quinta-feira (8), sua última sessão plenária como presidente da Corte. Quem assume a cadeira, na próxima segunda-feira (12), é a ministra Rosa Weber.
Durante discurso ao final da sessão, Fux lamentou as mortes durante a pandemia da Covid-19, e disse que assumiu “a chefia do Poder Judiciário brasileiro num dos momentos mais trágicos e turbulentos de nossa trajetória recente”. Ele lembrou ainda dos desafios da Corte com o cenário virtual.
Além disso, o ministro também lamentou os ataques ao Supremo Tribunal Federal e afirmou que a Corte não teve um dia sem ter a legitimidade de suas decisões questionadas. "Não bastasse a pandemia, nos últimos dois anos, a Corte e seus membros sofreram ataques em tons e atitudes extremamente enérgicos”, afirmou Fux.
Ainda em discurso, o ministro declarou que a Corte nunca deixou de trabalhar, mesmo sofrendo “provocações mais lamentáveis”.
"Mesmo em face das provocações mais lamentáveis, esta Corte jamais deixou de trabalhar altivamente, impermeável às provocações, para que a Constituição permanecesse como a certeza primeira do cidadão brasileiro, o ponto de partida, o caminho e o ponto de chegada das indagações nacionais”, disse o ministro.
Finalizando seu discurso, Fux fez declarações à sua sucessora, ministra Rosa Weber. “A serenidade e a firmeza, o que são marcas inerentes a Vossa Excelência, magistrada de carreira, magistrada notável, que certamente as suas qualidades se transmutarão em inúmeros avanços e benefícios - tanto para esta Corte, como para o nosso país”, finalizou Fux.
Bahia Notícias
Autor de impugnação contrata ex-ministro do TSE para questionar registro de Ana Coelho
Quinta, 08 de Setembro de 2022 - 21:05
por Redação

Ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tarcísio Vieira de Carvalho Neto foi escalado para representar pela impugnação de Ana Coelho (Republicanos), candidata a vice-governadora na chapa do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União) na Corte Eleitoral. O processo busca comprovar que Ana está inelegível (reveja aqui), já tendo a negativa do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). O grupo responsável pela contratação do advogado é ligado ao ex-ministro da Cidadania e candidato ao governo, João Roma.
Além disso, de acordo com informações obtidas pelo Portal A Tarde, o prazo de substituição da representação seria até a próxima segunda-feira (12). Tarcísio é considerado um dos maiores advogados eleitorais da atualidade, já tendo defendido o presidente Jair Bolsonaro (PL) em algumas oportunidades.
O ex-ministro possui graduação em Direito pela Universidade de Brasília (1993), mestrado em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo (2002) e doutorado em Direito do Estado também pela Universidade de São Paulo (2015). Atualmente, cursando pós-doutorado em Democracia e Direitos Humanos no Ius Gentium Conimbrigae/Centro de Direitos Humanos (IGC/CDH) de Portugal. Exerceu os cargos de ministro do TSE, subprocurador-geral do Distrito Federal, na Procuradoria Geral do Distrito Federal e de professor adjunto da Universidade de Brasília.
Bahia Notícias
Bolsonaro nega abuso e diz que ato oficial foi separado de comício no 7 de Setembro
Sexta, 09 de Setembro de 2022 - 08:20
por Marianna Holanda | Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro (PL) negou, nesta quinta-feira (8), acusações de abuso de poder por ocasião dos atos de 7 de Setembro, data do Bicentenário da Independência, em que ocorreram manifestações de apoio ao chefe do Executivo pelo país.
"Que abuso de poder? Não gastei um centavo, paguei todas as minhas despesas, houve separação clara entre o ato cívico-militar e o ato lá de fora", afirmou em sua transmissão semanal nas redes sociais.
Ele disse ainda que outros candidatos poderiam ter ido aos eventos ou mesmo mobilizado carros de som para si próprios.
Os advogados da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeram acionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra Bolsonaro sob a alegação de abuso de poderes político e econômico.
Durante a live desta quinta, Bolsonaro também reclamou de manchetes de jornais, como do jornal Folha de S.Paulo, que disse que "Bolsonaro captura o 7 de Setembro com comícios, machismo e ameaças repetidas".
O presidente negou que tenha feito ameaças ou cometido machismo, alegando não ter citado nominalmente ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e justificando o coro de "imbrochável", puxado por seguidores e reforçado por ele próprio ao microfone. Segundo o mandatário, o termo fálico, repetido por ele em diferentes discursos em eventos oficiais, é um sinônimo de resistência a ataques.
"Que que eu ameacei, meu Deus do céu? Meus dois pronunciamentos, os dois juntos, acho que não passei de 30 minutos. Qual foi a ameaça? Falei o nome de algum ministro do Supremo? Falei em TSE?", questionou.
De fato, Bolsonaro não citou os tribunais diretamente neste ano nem o ministro do STF Alexandre de Moraes, que também preside o TSE. Enquanto no ano passado ele se referiu ao magistrado e atual presidente do TSE de "canalha" e pregou desobediência ao Judiciário, neste ele reduziu o tom golpista.
O mandatário manteve ameaças mais veladas ao dizer que vai levar "para dentro das quatro linhas [da Constituição] todos aqueles que ousam ficar fora delas". Ele costuma usar o termo para criticar ministros do Supremo.
No ano passado, ele havia sido mais direto ao dizer que "ou o chefe desse Poder [Judiciário, ministro Luiz Fux] enquadra o seu [ministro] ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos".
A insistente narrativa de Bolsonaro de meses anteriores, de questionamento à confiabilidade das eleições, às urnas e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), também ficou de fora das pregações centrais do presidente.
Apesar de ter amenizado o tom, alguns de seus apoiadores levaram mensagens autoritárias nos atos, incluindo faixas e cartazes em diversos lugares do país.
O presidente negou que tenha sido machista, mas respondeu apenas ao fato de ter puxado o coro do "imbrochável". Além do termo, o presidente pediu que as pessoas comparassem primeiras-damas, ressaltando a sua esposa, Michelle Bolsonaro, a quem chamou de "uma mulher de Deus" e "princesa".
"Machismo, meu Deus do céu? [Qual foi o] Machismo que aconteceu aqui em Brasília: Cuiabano, que é um animador de rodeios no Brasil, me dou muito bem com ele, falou lá que presidente é imbrochável, mas devia ter falado que, apesar dos ataques, das pancadas que a gente leva 24 horas por dia, de maldade, quis dizer que eu sou imbrochável porque eu resisto. Não vou dar pra trás, vou reagir, como temos reagido a tudo isso", afirmou na live.
O chefe do Executivo se queixou da reportagem da Folha que trouxe estudos que mostram que cerca de 70% dos homens na idade de Bolsonaro tem dificuldades em ter ereções.
Ele afirmou que faz parte dos 30%, e acusou a Folha de S.Paulo de ser machista com a reportagem. "Ô Folha, se aqui [está] em 70%, eu tô nos 30%, falou, taokey? Tem nada de machismo aqui, não."
"Aí é natural, não sei se tá certo, tá errado, idade vai chegando, as pessoas vão realmente tendo alguma deficiência em algum lugar. Agora, vocês que tão sendo machistas dizendo que 70% dos homens são brocha, vocês que tão dizendo, ou quem não votar em mim é porque é brocha. Vocês tão levando pra esse lado, imprensa porca como sempre", disse.
A reportagem leva foto de Bolsonaro com a primeira-dama, uma vez que o presidente havia feito o coro com o termo, como se não ter um problema de disfunção erétil fosse uma "vantagem" eleitoral e de personalidade.
O texto não fala que quem não votar no presidente tem problemas de ereção. O texto mostra que, na idade do presidente, aos 67 anos, estudos apontam que o índice de indivíduos do gênero masculino com disfunção erétil é próximo a 70%.
O presidente transformou as comemorações do 7 de Setembro em comícios de campanha em Brasília e no Rio de Janeiro, repetindo ameaças golpistas diante de milhares de apoiadores, mas em tom mais ameno do que no mesmo feriado do ano passado.
Em cima de carros de som, ele pediu voto, reforçou discurso conservador e deu destaque à primeira-dama Michelle Bolsonaro, com declarações de tom machista.
O mandatário deixou de lado o Bicentenário da Independência nos palanques montados nas duas cidades e, tanto no Rio como em Brasília, adotou discurso parecido.
Bahia Notícias
De Euclides da Cunha a Sítio do Quinto, Nordeste baiano é tema de podcast
Quinta, 08 de Setembro de 2022 - 19:10

Uma das regiões mais pobres da Bahia, o semiárido Nordeste 2, como o território é denominado, convive com diversos problemas. Na região, crianças abandonam a escola para ajudar no sustento da família, municípios mesmo com potencial econômico não conseguem se desenvolver e a população precisa do amparo de benefícios sociais, já que o emprego é escasso e o salário é baixo.
Com 18 municípios e 428,8 mil habitantes, a região abriga cidades com comércio mais ativo como Euclides da Cunha, Ribeira do Pombal e Jeremoabo, mas também municípios onde a economia é bem mais frágil, casos de Coronel João Sá, Banzaê, Novo Triunfo e Sítio do Quinto.
Para falar do território, o Bahia Notícias conversou com Josevaldo Campos, do site Retratos e Fatos. O jornalista detalha diversos aspectos do território com o olhar de quem conhece de perto a realidade e vê progresso quando tudo pode parecer estagnação.
Até 2 de outubro, nas terças-feiras e quintas-feiras, divulgaremos episódios desse projeto que vai trazer a Bahia para mais perto de você.
Com apresentação de Francis Juliano e edição de Paulo Victor Nadal, o podcast segue disponível no site e nas plataformas de streaming Spotify, Deezer e Castbox.
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https://www.bahianoticias.com.br/
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