segunda-feira, junho 13, 2022

Por que futuro da humanidade pode depender da África




A Nigéria terá uma das maiores população do mundo em poucos anos

Estudos estimam que o crescimento populacional de parte da África será muito importante para o planeta no futuro

Acredita-se que nossa espécie, a Homo sapiens, tenha se originado há centenas de milhares de anos na África. Agora, o continente também pode ser a chave para o futuro da humanidade. É o que sugerem estudos populacionais que antecipam como será o mundo no final deste século.

Para estimar como ficará a população mundial em 2100, especialistas fazem projeções com base em uma série de fatores, principalmente a chamada taxa global de fecundidade (conhecida pela sigla TFT), que é uma média do número de filhos nascidos vivos por mulher.

Para que uma população cresça, ou pelo menos permaneça estável, é necessário, no mínimo, uma taxa de 2,1, ou seja, que o número médio de nascimentos seja de 2,1 filhos por mulher.

Esse índice é conhecido como "taxa de fecundidade de reposição". A ideia por trás dela é simples: como as mulheres são quase metade da população, se cada uma delas tiver pelo menos dois bebês, a população mundial não vai diminuir.

A taxa de reposição é de 2,1 filhos e não apenas 2, pois leva em conta que nem todos os bebês nascidos chegam à idade adulta e que, além disso, há uma leve tendência de nascer mais meninos do que meninas.

De acordo com as estatísticas da Divisão de População da Organização das Nações Unidas, as mulheres em todo o mundo tinham 5 filhos em média em 1950.

Isso fez com que a população do planeta triplicasse em menos de um século - em breve, seremos 8 bilhões de pessoas.

No entanto, fatores como a criação e divulgação de melhores métodos contraceptivos e a maior participação das mulheres no mercado de trabalho em muitos países, entre outros pontos, fizeram com que a TFT caísse para menos da metade. Em 2022, as mulheres do mundo têm 2,4 filhos, em média.

Em muitos lugares, o número é menor.

"Hoje, mais da metade da população mundial vive em países onde a fecundidade está abaixo do nível de reposição de 2,1 filhos por mulher, e grande parte dessa população vive em países com níveis de fecundidade muito baixos e em declínio", explica Sabrina Jurán, que é membro do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa).

Isso levou os especialistas a projetar que a população mundial vai atingir o pico em algumas décadas e depois começará a cair.

'Estima-se que, até o final de 2022 ou início de 2023, a população mundial chegará a 8 bilhões'

População deve encolher no próximo século

Há algumas estimativas de quando chegaremos ao pico populacional e quantos de nós vão estar vivos nesse momento, mas todas as previsões concordam que a humanidade vai encolher no próximo século.

A ONU estima que o mundo vai chegar à beira de 11 bilhões de pessoas até 2100 antes disso.

Outros estudos realizados na Áustria e nos Estados Unidos sugerem que o declínio vai começar mais cedo, em apenas meio século, e que a população não chegará a 10 bilhões.

A projeção mais recente, realizada em 2020 pelo Institute for Health Metrics and Evaluations (IHME) da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, em estudo publicado na revista científica The Lancet, indica que, até o final deste século, 183 dos 195 países do mundo terão uma taxa de fecundidade abaixo dos níveis necessários para repor sua população.

À primeira vista, esse declínio populacional pode parecer uma boa notícia, afinal, um mundo menos superpovoado poderia ser mais sustentável.

Mas por trás dos números há uma realidade muito complexa: com cada vez menos jovens e uma população cada vez mais envelhecida, como os países vão manter suas economias ativas? E como a humanidade vai sobreviver?

    Família mexicana se refugia em igreja no Canadá para evitar deportação

É neste contexto que muitos olham para o continente africano, em particular para os países da África Subsariana, como é conhecida a imensa região do centro e sul do continente, que agrupa 54 países.

Ao contrário do que acontece no resto do mundo, sua população está crescendo exponencialmente. Esse ponto do planeta é considerado o berço da humanidade.

As projeções indicam que a população da região vai dobrar até 2050, chegando a 2,5 bilhões de pessoas. Na prática, isso significa que, em menos de 30 anos, um quarto da humanidade poderia ser potencialmente africana.

O crescimento populacional da África ocorre duas vezes mais rápido que o do sul da Ásia e quase três vezes mais do que o da América Latina.

O que impulsiona esse crescimento é uma característica única desta região: na maioria dos países africanos, pelo menos 70% dos cidadãos têm menos de 30 anos. Isso contrasta fortemente com a situação no resto do mundo, onde a população está envelhecendo rapidamente.

Nesse ponto, Jurán destaca o caso da América Latina e do Caribe, regiões com "o envelhecimento populacional mais rápido do mundo".

A explosão demográfica da África levou a ONU a concluir que o continente "vai desempenhar um papel central na formação do tamanho e distribuição da população mundial nas próximas décadas".

Lacuna demográfica

'Em menos de 30 anos, um quarto da humanidade pode ser potencialmente africana'

Alguns especialistas alertam que essa disparidade entre a África e o restante dos continentes causará mudanças profundas no mundo que conhecemos hoje.

Em seu recente livro 8 Billion and Counting: How Sex, Death, and Migration Shape Our World (8 Bilhões e Contando: Como Sexo, Morte e Migração Moldam Nosso Mundo, em tradução livre), a pesquisadora Jennifer D. Sciubba, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington, destaca que na África Subsaariana a taxa de nascimentos é de 4,70 crianças por mulher, quase o dobro do índice mundial.

Enquanto isso, na maior parte da Europa, do Leste e Sudeste Asiático, Oceania, América do Norte e grande parte da América Latina, a taxa de fecundidade já caiu abaixo do nível de reposição.

De acordo com Sciubba, isso está criando a maior lacuna demográfica da história. Por um lado, diz, estão os países que lideraram a economia mundial durante o século passado e hoje estão se tornando sociedades envelhecidas. Por outro lado, estão as nações mais pobres e menos poderosas do planeta, onde a maioria da população é jovem.

A autora destaca que essa divisão será um fator-chave para impulsionar as relações políticas, econômicas e sociais nas próximas duas décadas.

Por sua vez, François Soudan, editor do semanário francês Jeune Afrique, alertou sobre esse fenômeno em um artigo intitulado "O futuro da humanidade será menos branco e cada vez mais africano".

"Até 2100, uma em cada três pessoas no planeta terá nascido na África subsaariana. A Nigéria ultrapassará a China em população, tornando-se o segundo maior país depois da Índia", disse no texto publicado no jornal The Africa Report, citando o trabalho do IHME.

Esse estudo projeta que, enquanto nações como Japão, Espanha, Itália, Portugal, Tailândia e Coréia do Sul verão suas populações reduzidas pela metade até o final do século, a população da África Subsaariana vai triplicar.

As projeções da ONU são ainda maiores, prevendo que a população africana chegará a 4,3 bilhões em 2100, o equivalente a quase 40% da população mundial.

Para Soudan, o fato de a idade média no continente africano ser de "19 anos, contra 42 na Europa" conduzirá inevitavelmente a um fenómeno migratório.

"A única saída potencial para a Europa, onde os aposentados superam os trabalhadores por um fator de duas vezes e onde as mortes superam os nascimentos, é contar com um fluxo constante de imigrantes, com a maioria dos recém-chegados vindo do único continente que ainda tem um crescimento população: África", disse.

De acordo com as estimativas citadas por ele, para manter sua população nos níveis atuais, a Europa precisa integrar "entre 2 e 3 milhões de imigrantes" por ano.

Os dados mais recentes publicados pela Comissão Europeia mostram que 1,92 milhões de pessoas imigraram para os países da União Europeia (UE) em 2020, mas 960 mil pessoas deixaram a região.

"Sem migração, a população europeia teria sido reduzida em meio milhão em 2019, já que 4,2 milhões de crianças nasceram e 4,7 milhões de pessoas morreram na União Europeia", esclarece a UE.

"A realidade é que, na lógica capitalista pura, os governos europeus deveriam incentivar a imigração, e até cortejar os imigrantes com bônus em dinheiro", diz Soudan. Em vez disso, diz, países europeus criam "uma miríade de obstáculos à imigração".

Segundo o livro de Sciubba, hoje apenas entre 2% e 4% da população mundial vive fora de seu país de origem, algo que pode mudar drasticamente no futuro. "Com o tempo, teremos muito mais pessoas de ascendência africana em muitos outros países", diz Christopher Murray, diretor do IHME e coautor do estudo publicado no The Lancet.

Bênção ou maldição?

Mas que impacto terá para África ser a principal fonte de juventude num mundo cada vez mais envelhecido?

Os especialistas estão divididos. Alguns acreditam que o continente "mais negligenciado do planeta" poderia usar sua vantagem sobre países com populações em declínio para aumentar o poder econômico e geopolítico.

Nesse sentido, citam o forte aumento dos investimentos chineses no continente africano, com a construção de portos, aeroportos, rodovias e escolas, entre outras infraestruturas.

    Por que PIB não é o indicador que mais influencia eleitor, segundo economistas

"O peso dos números (da população) deve levar a uma reinvenção dos países africanos e suas populações", disse Edward Paice, diretor do Africa Research Institute e autor de Earthquake of Youth: Why African Demography Should Matter (Terremoto da Juventude: Por que a demografia africana vai ser importante, em tradução livre).

Em uma coluna de opinião publicada em janeiro passado no jornal britânico The Guardian, Paice exortou a comunidade internacional a deixar de lado suas "representações estereotipadas" e "marginalização" da África.

O especialista antecipou que a importância demográfica do continente "vai afetar a geopolítica, o comércio global, o desenvolvimento tecnológico, o futuro das religiões dominantes no mundo, os padrões de migração e quase todos os aspectos da vida".

Em vez disso, os mais pessimistas alertam que, sem mais educação, desenvolvimento e, acima de tudo, criação massiva de empregos, o crescimento exponencial da população africana pode levar a piores níveis de desemprego, pobreza, conflito e radicalização religiosa.

Uma das visões mais alarmistas é a de Malcolm Potts, professor da Escola de Saúde Pública da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Em 2013, ele previu que a área conhecida como Sahel, a parte norte da África Subsaariana, "poderia se tornar a primeira parte do planeta Terra sofrendo de fome em grande escala e conflitos crescentes à medida que uma população humana crescente ultrapassa os recursos naturais em declínio."

Para François Soudan, no final das contas, "o destino da África dependerá em grande parte do que os líderes do continente fizerem hoje".

"Se a África quiser manter sua sociedade dinâmica, ousada e criativa. Ou seja, aqueles mais propensos a se aventurar no arriscado caminho da emigração - e colher os benefícios de seu dividendo demográfico fora do âmbito do discurso político, então o continente deve enfatizar a educação, programas de capacitação profissional e políticas de criação de empregos voltadas para o futuro, bem como um melhor planejamento familiar", conclui.

BBC Brasil

Rússia destrói depósito de armas e deixa ao menos 22 feridos em raro ataque no oeste da Ucrânia




Os combates se intensificam no leste da Ucrânia, mas, na noite de sábado (11), bombardeios russos visaram também Tchortkiv, no oeste. Ao menos 22 pessoas ficaram feridas no ataque que, segundo Moscou, tinha o objetivo de destruir armamentos fornecidos pelos países ocidentais a Kiev.

As tropas russas concentram seus combates na região do Donbass, no leste. No entanto, em um dos raros ataques à região ocidental da Ucrânia, perto da fronteira com a Romênia e a Moldávia, a Rússia diz ter visado um armazém de material militar.

Um comunicado divulgado neste domingo (12) pelo Ministério da Defesa russo afirma que “mísseis Kalibr, lançados a partir do mar Negro, destruíram perto de Tchortkiv um grande depósito de sistema de mísseis, de sistemas de defesa aérea e de morteiros fornecidos ao regime de Kiev pelos Estados Unidos e países europeus”.

Segundo autoridades ucranianas, esse ataque deixou ao menos 22 feridos, entre eles, vários civis. Em uma coletiva de imprensa transmitida pelas redes sociais, o governador regional Volodymyr Trouch afirmou que as vítimas foram hospitalizadas. “Há sete mulheres e uma criança de 12 anos”, ressaltou.

Trouch confirmou que “uma instalação militar foi parcialmente destruída” no bombardeio russo e “residências de civis foram danificadas”. A cidade, que antes da guerra contava com cerca de 30 mil habitantes, está a 140 quilômetros ao norte da fronteira com a Romênia e a 200 quilômetros de Lviv, a maior cidade no oeste da Ucrânia.

Ao contrário do leste e do sul do país, onde se concentram os combates atualmente, o oeste é raramente alvo de ataques dos russos. É nesta parte da Ucrânia que se encontram armazéns com material bélico fornecido ao país por nações ocidentais.

Severodonetsk ainda resiste

A região do Donbass, no leste, foi alvo de intensos bombardeios noturnos, principalmente nos arredores de Kharkiv, Lugansk e Donetsk. Combates violentos são registrados em torno de Severodonetsk, onde combatentes ucranianos ainda resistem.

A tomada dessa cidade é crucial para Moscou porque abriria caminho para outra grande cidade, Kramatorsk, uma etapa importante para conquistar a totalidade desta bacia mineradora da Ucrânia.”O inimigo tenta intensificar a concentração de suas tropas, mas as forças ucranianas resistem com sucesso em Severodonetsk, perto de Metiolkine, onde os ocupantes recuaram”, e “perto de Popasna”, indicou o Estado-Maior ucraniano no sábado.

Um líder separatista de Lugansk, Leonid Pasechnik, admitiu que “Severodonetsk não foi 100% libertada”. “No momento, não conseguimos controlar a zona industrial”, afirmou. “Mas atingiremos nosso objetivo, libertaremos a zona industrial. Severodonetsk (…) e Lysychansk serão nossas”, acrescentou.

Em Lysychansk, os moradores enfrentam um dilema: ficar e suportar os bombardeios ou fugir e abandonar suas casas. As autoridades ucranianas recomendam que os civis deixem o local. “A Rússia quer devastar cada cidade do Donbass, cada uma delas, sem exagero”, declarou o presidente Volodymyr Zelensky na sexta-feira (10).

Longa guerra

Especialistas acreditam que o conflito deva durar ainda vários meses. “A Rússia segue dispondo de potencial suficiente para travar uma longa guerra contra nosso país”, afirmou o departamento de inteligência militar do Ministério da Defesa da Ucrânia.

Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) apoiam o governo ucraniano, fornecendo armas e aplicando de duras sanções contra a Rússia. No entanto, Kiev vem pressionando os governos ocidentais para obter armas de longo alcance e um embargo às importações de combustíveis russos, dos quais muitos países europeus dependem atualmente.

No sábado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se reuniu com Zelensky na capital ucraniana com o objetivo de conversar sobre a candidatura do país à UE. Líderes das 27 nações devem se pronunciar na próxima semana em relação a uma possível adesão da Ucrânia ao bloco.

Kiev tenta convencer a UE para a adoção de um “compromisso jurídico” que permita acelerar o exame de sua candidatura, como forma de reduzir a vulnerabilidade geopolítica do país. A questão também deve ser discutida na próxima reunião de cúpula do bloco, em 23 e 24 de junho. Vários altos funcionários e líderes europeus alertaram que, mesmo que a Ucrânia obtenha o status de país candidato, um processo de admissão pode levar anos ou até décadas.

AFP / RFI 

Daynews

Uma frustrante Cúpula das Américas - Editorial




Longe de integrar política e economicamente as Américas, a Cúpula expôs a desagregação causada pelo isolacionismo dos EUA e o populismo latino-americano

Quando os EUA promoveram a primeira Cúpula das Américas, em 1994, em Miami, o país era o parceiro econômico dominante de uma América Latina na crista da onda da redemocratização e oxigenada por uma lufada de liberalismo. Na pauta, um pacote ambicioso de acordos comerciais culminando com a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) que se entenderia do Alasca à Terra do Fogo. Quase três décadas depois, na segunda Cimeira recebida pelos EUA, em Los Angeles, o contraste não poderia ser maior.

Não por falta de desafios: a recuperação pós-pandemia, os retrocessos democráticos e a resposta à crescente insegurança alimentar resultante da guerra de Vladimir Putin exigiam engajamento e unidade das lideranças nas Américas.

Mas nas semanas que antecederam a Cúpula, ao invés de intensas rodadas de discussões, o que se viu foi o anfitrião pelejando para confirmar a lista de convidados sob as promessas vagas de uma “Parceria para a Prosperidade Econômica” e uma declaração de imigração.

Esta última, do ponto de vista doméstico dos EUA, era a mais relevante. Mas malogrou com o boicote de Honduras, El Salvador, Guatemala – o Triângulo do Norte, de onde sai a maioria dos imigrantes – e, sobretudo, do México, devido à insatisfação do presidente Manuel López Obrador com a recusa dos EUA de convidar Cuba, Nicarágua e Venezuela.

Outro tema do qual se passou ao largo é o narcotráfico. A América Latina é a maior fonte de cocaína do mundo. Na pandemia, um surto da economia ilegal empoderou o crime organizado, que cada vez mais transforma presídios em enclaves, agravando a violência e a corrupção.

A ausência do México – que, além de ser a principal porta da imigração ilegal e das drogas, é também o principal aliado e parceiro comercial dos EUA na região – é o sinal maior do declínio da influência econômica e política dos EUA na América Latina.

Destroços do naufrágio da Alca poderiam ser utilizados – como foram por Colômbia, Chile ou Peru – para articular condições favoráveis para a troca de bens, serviços e talentos, criando a estabilidade institucional que os investidores esperam. Mas o maior “sucesso” da Cúpula foi uma declaração protocolar sobre práticas regulatórias, assinada por apenas 14 países. Hoje, é a China o principal parceiro comercial da região, e sua participação tende a crescer.

Ainda mais esvaziada que a pauta comercial é a da infraestrutura. Os EUA, que frequentemente denunciam a opacidade dos contratos chineses, tinham a oportunidade de discutir as condições para restabelecer a participação do setor privado norte-americano na infraestrutura latino-americana e fazer uma contraoferta. Mas também isso ficou no ar.

Se a ausência do México sinalizou a debilidade dos EUA na região, a participação de Jair Bolsonaro sinalizou a debilidade do presidente Joe Biden.

Em tese, ambos conseguiram o que queriam em seu primeiro encontro bilateral. Biden evitou a ausência da maior economia e democracia da América Latina. Bolsonaro conseguiu uma foto para provar à opinião pública brasileira que não está isolado no palco global.

Na prática, Bolsonaro revelou mais uma vez sua falta de credenciais diplomáticas e desídia pelos interesses nacionais. Previsivelmente, foi o último a chegar e o primeiro a sair e, ao invés de aproveitar o encontro para conquistar ganhos concretos – como a revisão das restrições à importação de aço impostas por seu ídolo Donald Trump –, transformou-o em mais um palanque eleitoral para criticar as políticas sanitárias dos governadores, insinuar dúvidas sobre o sistema eleitoral e conjurar seus fantasmas sobre a soberania da Amazônia. Biden, o homem mais poderoso do mundo, teve de se restringir a elogios genéricos à proteção da Amazônia e à democracia brasileira – ambas degradadas por Bolsonaro.

Esse “diálogo de surdos”, como definiu o ex-embaixador em Washington Rubens Barbosa, foi a expressão maior de uma cúpula cada vez mais esvaziada por uma combinação do isolacionismo norte-americano, dos neopopulismos latino-americanos e da presença cada vez maior de Pequim. 

O Estado de São Paulo

O Império Americano está com os dias contados?




Declínio moral, inflação, dívida pública, desigualdade econômica, corrupção, gastos em expansão militar, proposta de congelamento de preços, fissuras culturais e políticas: as mesmas tintas que pintaram a queda do Império Romano em 476 d.C. 

Por Bruna Komarchesqui

“É um dos truísmos da história que impérios erguem-se e caem”, pontua Niall Ferguson, em seu Colosso - ascensão e queda do império americano. Admitam os EUA ou não, há um imperialismo americano e é impossível ignorar que os “dilemas enfrentados pela América hoje têm mais em comum com aqueles enfrentados pelos últimos césares do que com os enfrentados pelos Pais Fundadores”, diz.

Declínio moral, inflação, dívida pública, desigualdade econômica, corrupção, gastos em expansão militar, proposta de congelamento de preços, fissuras culturais e políticas: as mesmas tintas que pintaram a queda do Império Romano em 476 d.C. podem ser usadas para retratar a América atual, e encarar esses sinais como simples clichê de “declinismo” pode ter um preço alto. “Não é sensato manter a ficção de que existe algo completamente único quanto à política externa americana”, acentua Ferguson.

A crítica tem razão de ser. No livro O futuro da América, Simon Schama conta que quase todas as pessoas que ouviu em sua jornada através da história americana “mais cedo ou mais tarde, invocaram Jefferson ou DuBois, Teddy Roosevelt ou FDR [Franklin Delano Roosevelt], Reagan ou Hamilton, como se não houvesse nenhuma distância entre eles e os YouTubers, o que, em longo prazo, não há. É como se, nos momentos mais urgentes da decisão americana, o tempo histórico se dobrasse sobre si mesmo e todos os seus protagonistas formadores estivessem lá, como um coro fantasmagórico, para testemunhar e instruir”.

Esse “hábito da história na América” confere um otimismo, como o descrito por Schama: “por pior que seja a perspectiva, é impossível pensar nos Estados Unidos em um beco sem saída”. “Isso também os Pais Fundadores esperavam: que nada estivesse além da reinvenção americana, exceto sua Constituição, que também, é claro, poderia ser alterada. Mas se o país sair correndo dos portões de suas várias calamidades com um senso de renovação nacional impelido pelo fogo, será porque seu povo se baseia incessantemente nas vidas e sabedorias de seus ancestrais.”

Mas é preciso olhar para a História. Se a experiência de Roma é a primeira que emana quando se pensa em queda de império, os Estados Unidos espelham bastante a Grã-Bretanha de um século atrás, na opinião de Naill Ferguson. “Os americanos preferem tirar lições da história dos Estados Unidos, mas pode ser mais esclarecedor comparar o país com seu antecessor como hegemônico global anglófono, pois os Estados Unidos hoje em muitos aspectos se assemelham à Grã-Bretanha no período entre guerras”, analisa o escritor.

Guerras, crises financeiras, pandemia (de gripe espanhola) e uma “montanha de dívidas” marcavam a nação britânica na primeira década do século XX. “Embora o país continuasse sendo o emissor da moeda global dominante, não era mais incomparável nesse papel. Uma sociedade altamente desigual inspirou políticos de esquerda a exigir redistribuição, se não socialismo total. Uma proporção significativa da intelectualidade foi além, abraçando o comunismo ou o fascismo”, enumera Ferguson.

Economia em crise

Os problemas econômicos da América pipocam no noticiário. No início deste ano, a dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou US$ 30 trilhões, pela primeira vez na história, segundo dados do Departamento do Tesouro. O aumento foi de quase US$ 7 trilhões em relação a janeiro de 2020, pouco antes da pandemia. Na tentativa de conter a pior inflação dos últimos 40 anos, o Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, elevou em 0,5% ponto percentual as taxas de juros, maior aumento em mais de duas décadas.

Em maio, senadores do Partido Democrata propuseram um projeto de controle de preços, proibindo que empresas com receitas iguais ou maiores que US$ 100 milhões vendam produtos ou serviços “a um preço exorbitante”. A medida lembra o dito dos Preços Máximos, do imperador romano Diocleciano, no ano 301, que resultou em uma desastrosa escassez de produtos e serviços.

Ameaça chinesa

O avanço da China - que pode ultrapassar o PIB dos EUA em alguns anos, caso o cenário se mantenha - tem efeitos que já começam a ser sentidos dentro do próprio “quintal”. De acordo com uma análise feita pela agência de notícias Reuters, a China cresceu em termos comerciais em grandes áreas da América Latina, ampliando sua diferença em relação aos EUA, desde que Joe Biden assumiu a presidência do país. A agência analisou dados de 2015 a 2021 e constatou que, tirando o México, a China ultrapassou os EUA na América Latina em 2017 e ampliou essa diferença no ano passado.

Segundo o levantamento, as importações e exportações entre países latino-americanos e a China chegaram a quase US$ 247 bilhões em 2021 (em 2015, eram menos de US$ 175 bilhões). Já com os EUA os fluxos comerciais totais foram de US$ 174 bilhões no ano passado (contra quase US$ 195 bilhões em 2015).

Se há um consenso entre republicanos e democratas, afirma o filósofo e economista Francis Fukuyama, é que a China representa uma ameaça aos valores democráticos. Nesse sentido, ele defende que Taiwan (cobiçada pela China) deve ser um teste mais profundo para a política externa americana que o Afeganistão.

Niall Ferguson concorda com o risco de uma “guerra desnecessária”, envolvendo Taiwan, da mesma forma que Churchill considerou a Segunda Guerra Mundial, que poderia ter sido evitada caso as democracias ocidentais tivessem tomado medidas mais decisivas no começo dos anos 1930. Para o historiador, a China não é imparável, assim como não eram Alemanha, Itália e Japão.

“Se a dissuasão americana falhar e a China apostar em um golpe de Estado, os Estados Unidos enfrentarão a dura escolha entre travar uma guerra longa e dura – como a Grã-Bretanha fez em 1914 e 1939 – ou desistir, como aconteceu em Suez, em 1956”, projeta.

Pressão externa ou implosão?

Autor do famoso ensaio O fim da história, Francis Fukuyama, está entre os que defendem que o pior inimigo dos EUA está dentro e não além-território. “As fontes de longo prazo da fraqueza e do declínio americanos são mais domésticas do que internacionais”, afirma. Para ele, o país não recuperará (nem deveria aspirar) seu status hegemônico, mas pode seguir como uma grande potência “por muitos anos”. O grau de influência global, porém, vai depender mais da capacidade de resolver problemas internos do que da política externa.

“A sociedade americana está profundamente polarizada e tem achado difícil encontrar consenso sobre praticamente qualquer coisa. Essa polarização começou em torno de questões políticas convencionais como impostos e aborto, mas desde então se transformou em uma luta amarga sobre identidade cultural. A exigência de reconhecimento por parte de grupos que se sentem marginalizados pelas elites foi algo que identifiquei há 30 anos como um calcanhar de Aquiles da democracia moderna. Normalmente, uma grande ameaça externa, como uma pandemia global, deve ser a ocasião para os cidadãos se reunirem em torno de uma resposta comum; a crise da Covid-19 serviu para aprofundar as divisões da América, com distanciamento social, uso de máscaras e agora vacinas sendo vistas não como medidas de saúde pública, mas como marcadores políticos”, pontua Fukuyama.

Esse imperativo de “recuperar o senso de identidade nacional e propósito”, defendido por Fukuyama, faz eco ao que Simon Schama afirma sobre a necessidade de “cuidar uns dos outros” no “infortúnio compartilhado”, como uma condição para a manutenção da sociedade americana. “A independência americana não será ameaçada pela interdependência americana”, defende.

Schama ressalta que “a história americana sempre foi um diálogo entre a fé ilimitada no individualismo heróico de Jefferson e as obrigações de comunidade mútua expressa por Lincoln e Franklin Roosevelt”. Aliás, construir “um propósito comum sobre a obstinação do seccionalismo” era, à época em que escreveu o livro, uma das esperanças do autor sobre o recém-eleito Barack Obama — o que, o tempo mostrou, acabou não se concretizando.

Declínio moral

Além da polarização, o declínio moral também pode ser um fator que impulsione a implosão americana. No ano passado, o país superou, pela primeira vez na história, 100 mil casos de overdose por drogas em um período de 12 meses.

Em seis estados (Alasca, Colorado, Nova Jersey, Novo México, Oregon e Vermont) e no Distrito de Colúmbia, o aborto é legal em todas as fases da gestação.

Em seu clássico Declínio e queda do Império Romano, Edward Gibbon atribui ao cristianismo um papel na queda de Roma. Nos EUA a religiosidade em queda - quase um quarto da população declarava não ter filiação religiosa em 2018 (em 1972, o percentual era de 5%) - também deixa antever suas consequências.

No começo dos anos 1990, a ligação da identidade americana com a fé começou a se romper. “No século 21, ‘não religioso’ tornou-se uma identidade americana específica – que distingue brancos seculares e liberais da direita conservadora e evangélica”, afirma o jornalista Derek Thompson, do The Atlantic.

Em um artigo para o Spectator, o médico australiano Graham Pinn, afirma que “o declínio da religião resultou em sua substituição por mudanças climáticas, Black Lives Matter e pseudo-religiões #MeToo [movimento contra assédio e agressão sexual], enquanto o advento da Covid interferiu ainda mais nos relacionamentos normais e acentuou as visões extremistas”.

“O cânone ocidental foi baseado no cristianismo, casamento, direitos de propriedade, liberdade de expressão e democracia; enquanto sua evolução vem de mudanças graduais nos padrões éticos. A abolição da escravatura, a melhoria dos direitos das mulheres, a liberdade sexual e a eliminação da discriminação racial evoluíram nos últimos 200 anos no Ocidente. Com essa evolução, a influência tradicional do cristianismo caiu de 70% para cerca de 40%, e a probabilidade de os casais se casarem caiu de 80% para cerca de 15%. Douglas Murray, em seu livro The Slow Death of Europe [A morte lenta da Europa], comentou que, apesar de a igualdade ter sido alcançada em todas essas áreas, o ativismo exige ainda mais mudanças, mudanças que pretendem minar nossa cultura”, critica.

Democracia em risco

No mês passado, o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que, após sua eleição para a Casa Branca, foi alertado pelo ditador chinês, Xi Jinping, que as democracias estão morrendo e darão lugar às autocracias. "Ele disse que as democracias não podem ser sustentadas no século XXI, as autocracias governarão o mundo. Por quê? As coisas estão mudando tão rapidamente. As democracias exigem consenso, e isso leva tempo, e você não tem tempo", revelou Biden, durante seu discurso para a turma de formandos da Academia Naval dos EUA, no fim de maio.

Biden usou a guerra na Ucrânia para argumentar que “Xi [está] errado”. Segundo o presidente americano, na tentativa de “finlandizar” a Europa o que Vladimir Putin conseguiu foi “otanizar” o continente. "Estamos vendo o mundo se alinhar não em termos geográficos - leste e oeste, Pacífico e Atlântico, mas em termos de valores. A América lidera não apenas pelo exemplo de seu poder, mas pelo poder de seu exemplo. Pense no motivo pelo qual a maioria das nações concordou em nos apoiar", afirmou Biden. "A ferramenta mais poderosa é nossa rede incomparável de alianças globais e a força de nossa parceria", disse aos presentes.

Diante do declínio do império americano, analistas acreditam mais em um mundo multipolar, o que seria um “estado mais normal” na visão de Fukuyama, do que em apenas uma nação tomando a posição de superpotência. Nesse novo contexto, ele afirma que os EUA seguem tendo um importante papel: “sustentar, com países que pensam da mesma forma, uma ordem mundial amiga dos valores democráticos”.

Olhando para a História e para um possível confronto com a China por Taiwan, Niall Ferguson alerta para o risco de que o declínio da América não seja tão pacífico. “Talvez seja hora de encarar o fato que Churchill entendeu muito bem: o fim do império raramente é um processo indolor”.

A respeito do futuro da América, Simon Schama, o historiador inglês que gosta de ressaltar que passou mais da metade da vida nos Estados Unidos, é mais otimista. “Ainda quero que as coisas corram bem para este país e para aquela parte cada vez menor do mundo que olha para ele, apesar da evidência de sua decadência e quase colapso, em busca de inspiração e renovação. E apesar de tudo que minha cabeça sabe, meu coração diz que talvez ocorra.”

Gazeta do Povo (PR)

Câncer de pulmão atinge não fumantes| 5 frutas que reduzem a fome| 'Ele já não está entre nós', diz sogra de Dom Philipps

 

EM DESTAQUE
Câncer de pulmão também pode atingir não fumantes
09:48 - 12 DE JUNHO DE 2022
Câncer de pulmão também pode atingir não fumantes
Cinco frutas que saciam e reduzem a fome até duas horas
12:00 - 12 DE JUNHO DE 2022
Cinco frutas que saciam e reduzem a fome até duas horas
Bolsonaro pediu ajuda a Biden contra Lula nas eleições, diz Bloomberg
12:05 - 12 DE JUNHO DE 2022
Bolsonaro pediu ajuda a Biden contra Lula nas eleições, diz Bloomberg
Ex-BBB Rodrigo Mussi fala de rotina após traumatismo craniano
11:40 - 12 DE JUNHO DE 2022
Ex-BBB Rodrigo Mussi fala de rotina após traumatismo craniano
Famosos que foram rejeitados por outros famosos!
09:58 - 12 DE JUNHO DE 2022
Famosos que foram rejeitados por outros famosos!
'Ele já não está entre nós', lamenta sogra de Dom Philipps durante ato no Rio
11:27 - 12 DE JUNHO DE 2022
'Ele já não está entre nós', lamenta sogra de Dom Philipps durante ato no Rio
Concentração da covid-19 aumenta nos esgotos de quatro capitais
11:00 - 12 DE JUNHO DE 2022
Concentração da covid-19 aumenta nos esgotos de quatro capitais
Dorival Jr pede mudança de comportamento no Flamengo após estreia com derrota
11:20 - 12 DE JUNHO DE 2022
Dorival Jr pede mudança de comportamento no Flamengo após estreia com derrota
Vítor Pereira festeja sucesso da 'garotada' e a renovação do time do Corinthians
10:10 - 12 DE JUNHO DE 2022
Vítor Pereira festeja sucesso da 'garotada' e a renovação do time do Corinthians

Adustina: Prefeito é assaltado por grupo armado que leva veículo e pertences

Adustina: Prefeito é assaltado por grupo armado que leva veículo e pertences
Foto: Reprodução / Calila Notícias

O prefeito de Adustina, no Nordeste baiano, Paulo Sérgio (PSD), foi vítima de um assalto em que teve o carro roubado. O fato ocorreu na tarde deste domingo (12), por volta das 15h, na zona rural de Sítio do Quinto, município da mesma região.

 

Segundo o Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias, Paulo Sérgio se deslocava para uma fazenda quando foi surpreendido por três homens armados que estavam escondidos em uma roça de milho. Ainda segundo informações, os assaltantes tomaram o carro do gestor, um Gol branco, além de objetos pessoais como celulares e carteiras.

 

Logo após o ocorrido, Paulo Sérgio mandou uma mensagem de áudio por aplicativo em que informou que ele e as pessoas que estavam com ele não tinham sofrido nenhuma agressão e passavam bem.

 

Até a manhã desta segunda-feira (13), nenhum dos suspeitos foi encontrado. 

Bahia Notícias

E o mundo parece caminhar para uma pandemia nova a cada quatro anos

   em 13 jun, 2022 4:02

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

            “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.


Mal o mundo se livrou da onda mais forte da COVID (se é que se livrou), agora já chega infelizmente a varíola dos macacos. Este fim de semana foi confirmado o segundo caso no Brasil.

Especialistas pedem cautela e dizem que é muito improvável que a varíola dos macacos crie um cenário igual ao do coronavírus. Porém, é preciso que a varíola dos macacos seja encarada com vigilância e os países adotem mecanismos para identificação dos casos, montando estratégias de isolamento. A varíola dos macacos é uma doença autolimitante, que tende a se curar sozinha, mas pacientes com imunidade baixa e crianças podem desenvolver doenças mais graves. Ou seja, é preciso uma vigilância permanente para que a disseminação não possa causar um problema de saúde pública em vários países por conta de não haver vacinas para imunização em grande escala.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já prepara uma espécie de tratado sobre pandemias. O objetivo é criar uma série de formalidades nas quais os países e o setor privado têm que tomar no caso de uma emergência como uma pandemia mundial.

O blog deseja saber das autoridades sanitárias competentes o que tem sido realizado até aqui para prevenir o contágio e os remédios ou vacinas que possam ser utilizados para quem hipoteticamente vier a contrair a doença.

É preciso tranquilizar a população.

Orçamento secreto, Lula em Aracaju e autenticidade E o ex-presidente Lula estará em Aracaju no próximo sábado, 18. Parte da militância petista está eufórica e outra parte preocupada: será que ele vai falar do desonesto orçamento secreto como vem denunciando? Tudo porque o voto decisivo foi do senador Rogério, hoje pré-candidato ao governo pelo PT.  Lula será autentico? É o que espera o eleitorado dele.

Praias do Abaís e Saco em Estância: onda de furtos semanais nas casas dos veranistas E nas praias do Abaís e do Saco, em Estância, moradores e veranistas não podem deixar suas residências sem ninguém. Nem mesmo pagar vigilante resolve. Uma quadrilha está de olho na área. Chegam nas residências e levam tudo: geladeira, fornos, televisão e até geradores. A quem recorrer? Até a gestão municipal já pediu mais policiamento preventivo na região. E olha que as praias são frequentadas por muitos turistas. Falta mais policiamento ostensivo do 6º Batalhão nas praias do litoral sul de Sergipe.

Tô nem aí Hoje, 13, completa 18 semanas que o blog espera ansioso as respostas do arcebispo de Aracaju, d. João Costa. E a falta de transparência do continua, porém não custa nada perguntar novamente: qual foi o valor e quem recebeu a comissão da venda do colégio arquidiocesano da Farolândia? Relembre aqui as perguntas feitas ao arcebispo.

Tô nem aí II Aliás, o arcebispo nem sequer emitiu uma nota de solidariedade ao delegado e ao agente da polícia civil de Sergipe que foram vítimas do acidente provocado por um padre da arquidiocese de Aracaju.

Prefeita de Lagarto, Hilda Ribeiro, perde processo que moveu contra radialista Fonte O Bolo é Grande: Por unanimidade, a prefeita de Lagarto, Hilda Ribeiro (Republicanos), perdeu o processo que moveu contra o radialista Aclécio Prata no Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE). A gestora já tinha entrado com o processo no Fórum Eleitoral de Lagarto, porém, como foi negado, tentou recorrer da decisão no TRE. O processo de nº 0600601-18.2020.6.25.0012 foi movido em 2020, ano em que Hilda estava concorrendo à reeleição.

Na decisão do TRE, Aclécio Prata “não falseia a verdade, limitando-se a criticar a gestão” Segundo consta, à época, Aclécio teria, supostamente, veiculado conteúdo negativo em desfavor da prefeita na Rádio 94.7 Aparecida FM, violando o disposto da Lei das Eleições nº 9.504, que consta: art. 45. Encerrado o prazo para a realização das convenções no ano das eleições, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e em seu noticiário: III – veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes. Entretanto, o TRE julgou improcedente tal ação, porque não houve qualquer violação à lei, apenas o ato de liberdade de imprensa, sem veiculação de conteúdo ofensivo ou desfavorável a Hilda Ribeiro, tão pouco o intuito de favorecer qualquer candidato adversário.

Areia Branca e o saneamento básico E segundo um médico que atua na região do Agreste, a situação do saneamento básico no município de Areia Branca  é pior que a divulgada nacionalmente pelo jornal Estadão na matéria sobre gastos milionários com shows. Segundo o médico, estudioso da região agreste, Areia Branca tem 0% de tratamento de esgoto e esse 8,6% citado na matéria do Estadão era uma pequena rede que interligava uma pequena e simples processamento de tratamento de esgoto que ficava no Bairro Lagoa Seca construído na década de 80, 90 que a mais de 20 anos não existe mais.

In natura Segundo o médico, o que existe, hoje, em Areia Branca,  são algumas tubulações de esgoto e de drenagem pluvial que se misturam e lançam tudo in natura direto na natureza. “Não existe em todo município uma única estação de tratamento de esgoto sanitário e com um agravante, é um município com uma das maiores reservas de água do estado e constituído por várias nascentes. Sendo algumas delas que ficam próximo ao povoado Chico Gomes em que a própria prefeitura lança todo tipo de lixo e etc”, denunciou o médico. Para ele, é preciso a interferência do MPF já que o meio ambiente está sendo degradado.

Comunicação capenga do governo Na semana passada, o blog publicou reclamações de atraso de pagamento na área da comunicação social do governo estadual com prestadores de serviços até mesmo de dezembro de 2021. De lá para cá foi informado que a situação é bem pior: enquanto o superintendente, Givaldo Ricardo, só se preocupa em pagar as grandes empresas, principalmente as redes de TV, os gestores do marketing se sentem as pessoas mais importante do mundo. A impressão é  que a comunicação do governo está sem liderança e cada um faz o que quer. Joga a culpa do atraso para a secretaria da Fazenda, quando na verdade, a prioridade é ditada pelo superintendente da comunicação. O atraso não ocorre para as grandes redes, demorando meses para pagar, enquanto as empresas pagam seus impostos em dia. Será que o governador, que conseguiu colocar em andamento várias áreas do governo, sabe da morosidade da área da comunicação?

Sergipano Gileno Gurjão Barreto indicado para presidir o Conselho da Petrobras O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou ontem a lista de indicados pelo governo para compor o conselho de administração (CA) da Petrobras. Na lista, está o executivo indicado para presidir a empresa, Caio Mario Paes de Andrade, em substituição ao atual presidente da companhia, José Mauro Coelho. E também o sergipano Gileno Gurjão Barreto indicado para presidir o Conselho da Petrobras. Matéria aqui.

Laércio participa de eventos juninos no Baixo São Francisco O deputado federal e pré-candidato ao Senado, Laércio Oliveira (PP), manteve agenda de visitas aos municípios sergipanos no sábado, 11. Ele iniciou as atividades na Festa do Santo Cruzeiro, em Canhoba. Laércio foi recebido pelo prefeito Chystophe Divino e pelos ex-prefeitos Manoel do Arroz e Naldinha da Farmácia, ex-vereador Canhoba, além de lideranças políticas.

Trezenário Dando continuidade à agenda, o pré-candidato ao Senado esteve em Neópolis para a acompanhar a Festa do Trezenário de Santo Antônio, que faz homenagem a um dos santos do ciclo junino. O prefeito Célio de Zequinha, a primeira dama Karlla Lemos, e o vice-prefeito, Dr Francisco, receberam o deputado e sua comitiva para acompanhar o show do cantor Ademário Coelho, que agitou os forrozeiros na Praça Luiz Pitombo.

Forró da Vila Por fim, ainda deu tempo de passar em Japoatã para acompanhar o Forró da Vila 2022, que teve como principais atrações o Trio Nordestino e o cantor Lairton e seus Teclados. Laércio acompanhou a festa ao lado do ex-vereador Rafael Almeida e aliados, e foi recebido pelo prefeito Careca da Saman, pela vice-prefeita Eugenice Guimaraes Carvalho, vereadores e secretários municipais. Laércio foi bastante cumprimentado pela população. “É muito bom ver essa cultura tão rica sendo resgatada após dois anos de pandemia. A festa junina valoriza as nossas tradições nordestinas e celebra nossas raízes com muita alegria. Fiquei feliz em ver as ruas decoradas e as pessoas felizes. Quero agradecer a toda a população que sempre me acolheu muito bem e parabenizar todos os prefeitos pela organização dos eventos”, disse Laércio Oliveira.

INFONET

Em destaque

Flávio Bolsonaro acusa Moraes de ‘articular para deixar Eduardo inelegível’

  Flávio Bolsonaro acusa Moraes de ‘articular para deixar Eduardo inelegível’ Eduardo confirmou que pretende concorrer ao Senado como suplen...

Mais visitadas