domingo, junho 05, 2022
“Quero ver dizer que não vão me apoiar”, diz Queiroz sobre Jair Bolsonaro e Flávio
Publicado em 5 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Queiroz reclamou em entrevista ao podcast Mais ou Menos
Bruna Lima, Paulo Cappelli e Edoardo Ghirotto
Metrópoles
O sargento reformado da PM Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio de Janeiro, disse que “quer ver” Jair e Flávio Bolsonaro não apoiarem sua candidatura. Em entrevista ao podcast Mais Ou Menos, na quinta-feira (2/6), Queiroz pontuou também que será “um absurdo” não receber o apoio da família presidencial.
Queiroz se filiou ao PTB e tentará uma vaga de deputado federal no Rio. Ele ainda não tem a garantia de que a família Bolsonaro apoiará sua candidatura, porque foi investigado por suspeita de comandar um esquema de desvio de dinheiro no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio.
INGRATIDÃO – O ex-assessor Fabrício Queiroz reclamou também neste sábado (4/6) da ingratidão de amigos que o abandonaram durante a investigação do esquema de desvio de dinheiro de que ele foi suspeito de comandar no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio de Janeiro.
Queiroz fez a reclamação no Facebook, ao recordar e exibir fotos de um casamento em que foi padrinho. “Esse casamento, eu e minha esposa fomos padrinhos dos noivos. Aí está o que vale o dinheiro. Todos meus amigos à época, estão todos empregados e felizes. E eu e minha esposa para eles não existimos. Muita ingratidão”, escreveu.
O casamento era o de Lygia Martan e Marcelo Siqueira, que trabalham como assessores parlamentares no gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Queiroz pode ficar tranquilo, porque a família Bolsonaro não deixará de apoiar a candidatura dele, que é tipo um personagem de Hitchcock, como “O Homem que Sabia Demais”. (C.N.)
Bolsonaro se equivoca ao dizer aos jovens eleitores que devem seguir a opinião dos pais
Pedro do Coutto
O presidente Jair Bolsonaro iniciou a sua campanha eleitoral nos horários da televisão através de um filmete que assisti na noite de sexta-feira na TV Globo e na GloboNews, no qual aparece reunido com jovens recomendando a eles que sigam as opiniões de seus pais.
Com isso, o objetivo é fazer com que, especialmente na classe média, os pais influenciem nos votos de filhos e filhas que, de acordo com a pesquisa do Datafolha, tendem muito a mais a votar no ex-presidente Lula. Foi exibido também um filmete, este institucional, produzido pelo governo, sobre o Auxílio-Brasil e a alimentação. Mas sobre isso falo adiante.
CONSERVADORISMO – A mensagem que o presidente da República tentou passar tem como objetivo motivar a juventude para que assuma um comportamento conservador na medida em que moldurem o seu pensamento ou moldurem as suas atitudes de acordo com a conduta materna ou paterna. Nada incomoda tanto a juventude quanto essa observação, seja ela procedente ou não, razoável ou não.
A juventude tem como característica a liberdade de pensamento e exatamente a libertação de restrições de suas famílias que pesam e incomodam o seu modo de ser. Isso de um lado. Além disso, as famílias se constituem de pais e mães, muitas vezes, e mesmo na classe média, as intenções de votos das mulheres (levantamento do Datafolha) é diferente das intenções de votos dos homens.
LIMITAÇÕES – Tanto assim, que entre os homens de classe média, Bolsonaro tem 41 pontos contra 35 pontos de Lula. Mas entre as mulheres do mesmo segmento social, Lula tem 52% e Bolsonaro 37%. Logo, há uma dúvida quanto à orientação familiar, no caso específico envolvendo o voto nas urnas de 2 de outubro. Inclusive incomoda os jovens exatamente as limitações impostas pelos pais.
Tenho a impressão que a orientação relativa à mensagem que Bolsonaro tenta passar partiu de um equívoco, possivelmente de um segmento militar, cuja visão é mais impositiva do que o comportamento das famílias civis. O militar, como é natural, baseia o seu comportamento na disciplina e na verticalidade dela. Na vida em geral, não acontece o que sucede nos quartéis. Por isso, acho que o filmete que começou a ser exibido fará Bolsonaro perder mais votos entre os jovens, sobretudo estudantes.
AUXÍLIO-BRASIL – Relativamente ao outro filmete ao qual me referi anteriormente, no início deste artigo, penso que ele apresenta uma contradição essencial; destaca a importância do Auxilio-Brasil numa tomada de câmera focalizando uma mesa na qual desponta uma refeição que apresenta em primeiro plano uma bela folha de alface.
Não é possível, na realidade, associar-se um auxílio mensal a 18 milhões de famílias, como define o projeto do governo, e uma mesa característica de uma classe média. Vale lembrar que a média brasileira é de quatro pessoas por família. Assim, R$ 400 podem no máximo matar a fome extrema por uma semana. O contraste colide com a lógica.
AMEAÇA – Reportagem de João Pedro Pitombo e Marcela Lopes, Folha de S. Paulo de ontem, que acompanharam o presidente Jair Bolsonaro numa motociata na cidade de Umuarama, Paraná, revela que o presidente em determinado momento, no término do evento, ameaçou, referindo-se às eleições de outubro, em ir à guerra contra os inimigos internos.
Ele falou numa concentração para 113 mil habitantes no noroeste do Paraná onde entregou o trecho de uma estrada boiadeira. Após afirmar que seu governo enfrentou a pandemia e a corrupção, apontou como causa da disparada de preços dos alimentos e dos combustíveis, a guerra da Rússia contra a Ucrânia.
“A realidade é bastante dura para todos nós. Como se não bastassem esses problemas, nós todos temos também problemas internos no Brasil. Hoje, não são mais os ladrões de dinheiro público do país. Surgiu uma nova classe, a dos ladrões que querem roubar a nossa liberdade”, afirmou.
COMPROMISSO – Na sequência, Bolsonaro pediu aos seus eleitores que tenham mais interesse no assunto e disse que, se fosse preciso, o país iria à guerra. Além disso, disse que todos devem ter compromisso com o Brasil. “Todos nós temos que nos informar e estarmos preparados porque não podemos deixar que o Brasil siga o caminho de alguns outros países aqui na América do Sul”, acrescentou.
Para ameaçar ir à guerra, digo, Bolsonaro tem que contar com o apoio das Forças Armadas, pois sem elas, como é lógico, a guerra que projeta será impossível. O discurso em Umuarama tem grande importância política e a palavra guerra, de fato, oculta uma outra expressão, a de golpe militar, caso ele perca as eleições, não há mais dúvida.
FGTS – Vai até o dia 8 de junho para que trabalhadores que possuem saldo no FGTS possam usar uma fração de recursos financeiros para adquirir ações da Eletrobras, base do processo de privatização do comando da empresa. Como os trabalhadores e servidores das estatais não vão assumir funções executivas, é claro, a grande parcela de ações terá que ser assumida pelos investidores privados.
Mas um alerta importante: se os trabalhadores comprarem ações, somente poderão vendê-las em um ano. O valor de lançamento das ações ainda não foi fixado pela Eletrobras, o que não terá grande significado, pois o valor das ações será definido, como sempre, pelo mercado.
MANDATO – Ainda que pareça incrível – mas Bruno Góis e Rafael Moraes Moura escreveram no O Globo de ontem – o presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira, retirou o deputado Márcio Macedo da Casa e devolveu o mandato a Valdevan Noventa que havia perdido o mandato por decisão do Tribunal Eleitoral.
Espantoso, pois Lira baseou-se num despacho liminar de um ministro do STF. Além disso, os motivos da cassação são diferentes e Lira os considerou conjugados. Sobretudo, o ato espanta porque os julgamentos de perdas de mandatos são diferentes.
ECONOMIA – Num espaço que brilhantemente ocupa às sexta-feiras no O Globo, Flávia Oliveira, também comentarista da GloboNews, coloca a questão econômica brasileira, lembrando que o governo Bolsonaro chegará ao final do seu mandato como primeiro presidente em 28 anos a não oferecer ganho real ao salário mínimo.
O salário mínimo em 2022 perdeu para a inflação de 2021. O rendimento global dos trabalhadores brasileiros este ano é menor em 8% do valor registrado em 2021. Praticamente, 40%, acrescenta a jornalista, da força de trabalho do país ocupa postos de trabalho sem carteira assinada. Assim, as empresas e também eles próprios não recolhem para o INSS ou para o FGTS.
Publicado em P. Coutto | 10 Comentários |
Fux marca para terça-feira a sessão virtual sobre o caso de Francischini, o ex-cassado
Publicado em 5 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Luiz Fux atendeu uma solicitação da relatora Cármen Lúcia
Luana Patriolino
Correio Braziliense
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, marcou para a próxima terça-feira (7/6), uma sessão extraordinária no plenário virtual da Corte para analisar uma ação que pede a suspensão da devolução do mandato do deputado estadual Fernando Francischini (União Brasil-PR).
A decisão atende a um pedido da ministra Cármen Lúcia, que é relatora de um pedido feito pela defesa de Pedro Paulo Bazana (PSD), suplente do bolsonarista. A magistrada alegou urgência para analisar o caso. O ministro Fux, então, decidiu que o tribunal terá 24 horas para apreciar a matéria.
RESPOSTA DE FUX – “Considerando a fundamentada excepcionalidade do caso e a expressa previsão do art. 21-B, § 4º, do RISTF e do art. 5º-B da Resolução nº 642/2019, acolho a solicitação apresentada pela eminente Ministra Relatora, para inclusão do feito em sessão virtual extraordinária do Plenário desta Corte, com início em 07.06.2022, à 00h00min, e término em 07.06.2022, às 23h59min”, escreveu o presidente da Corte.
Nesta semana, o ministro Nunes Marques suspendeu duas decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que ordenavam a cassação dos mandatos de dois parlamentares: o deputado federal Valdevan Noventa (PL-SE) e o estadual Fernando Francischini.
Os suplentes dos dois políticos foram ao STF para contestar a decisão. A defesa de Banzana argumentou que o ministro não tinha competência para analisar o caso. O PT também encaminhou ao Supremo o recurso contra a decisão, pois após a cassação, quem assumiu o lugar de Valdevan Noventa foi o petista Márcio Macedo, suplente da coligação.
ALEGA O PT – Segundo a petição do PT, o entendimento de Nunes Marques contraria a Constituição.
“Essa decisão, com as devidas vênias, atenta contra os preceitos processuais e, gerará grave lesão à ordem pública, razão pela qual se utiliza da presente via de Suspensão de Liminar para requer desse eg. Supremo Tribunal Federal a restauração da decisão da Justiça Eleitoral, nos termos que se seguem”, escreveu o partido.
A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda pode ter que analisar as decisões do ministro Nunes Marques que devolveram os mandatos de parlamentares condenados pela Justiça Eleitoral. A Corte aguarda ser provocada para levar o caso para apreciação. Entre os magistrados, a tendência é que a decisão seja derrubada.
EXTRAPOLOU? – Para contestar a decisão de Nunes Marques, cabe ao procurador-geral da República, Augusto Aras, encaminhar um recurso ao STF. Outro caminho é a provocação do vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gustavo Gonet.
Quando Francischini foi condenado em outubro do ano passado por disseminar fake news contra as urnas eletrônicas, o Ministério Público Eleitoral (MPE), comandado por Aras, argumentou que o deputado “extrapolou o uso normal de ferramenta virtual”.
Valdevan Noventa teve seu mandato cassado por abuso de poder econômico. Segundo o TSE, moradores de municípios de Sergipe foram pressionados para simular doações ao então candidato. A investigação mostrou dezenas de doações de R$ 1.050, feitos na mesma agência bancária e em dias muito próximos.
SEGUNDA TURMA – O caso deve ser encaminhado para a 2ª turma do STF, que é composta por Edson Fachin, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, André Mendonça e Nunes Marques. Caberia a este último decidir quando levar o tema a debate.
Mesmo sendo julgado no colegiado, os casos ainda podem ir para análise do plenário do STF, formado por onze ministros. Essa medida será possível se houver pedido de algum magistrado da Corte ou se o procurador-geral Augusto Aras apresentar recurso.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A confusão é geral, com várias ações sobre o mesmo assunto, e dois relatores cuidando da mesma questão. O Supremo, como se vê, virou uma esculhambação.
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