sexta-feira, abril 15, 2022

Para não ser desmoralizado pelo Supremo, o Planalto recuou do sigilo sobre pastores lobistas

Publicado em 15 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Encontros de Bolsonaro com pastores lobistas do MEC são colocados em sigilo  | O TEMPO

Pastores lobistas tinham “status” de grandes personalidades

Deu no G1

Foi o PDT que tomou a iniciativa de enviar representação ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o governo fosse obrigado a revelar dados sobre as 35 visitas dos pastores lobistas ao Palácio do Planalto. O governo, alegando questão de segurança, se negava a fornecer informações solicitadas por jornalistas sobre as idas dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura à sede do Executivo federal.

Santos e Moura estão no centro das denúncias de repasses irregulares de verbas do Ministério da Educação. A crise começou com a revelação de um áudio do então ministro da Educação Milton Ribeiro.

A PEDIDO DE BOLSONARO – Em uma reunião com prefeitos, Ribeiro disse que repassava o dinheiro público para municípios apontados pelos pastores. Ribeiro disse ainda que fazia isso a pedido do presidente Jair Bolsonaro.

Depois, apesar do áudio, ele negou que favorecesse os pastores e que Bolsonaro tivesse feito essa solicitação.

O episódio gerou uma série de denúncias de prefeitos, que foram a público para contar que recebiam pedido de propina dos dois pastores em troca de verbas do MEC. Segundo os prefeitos, os pastores pediam até pagamento em ouro.

ALGO OBSCENO – Na representação ao STF, o PDT escreveu que o sigilo do governo com relação às idas dos pastores ao Planalto revela a “existência de algo obsceno, que está por trás da cena”.

A TV Globo, por meio da Lei de Acesso à Informação, pediu ao Palácio do Planalto detalhes sobre as visitas, sem ser atendida.

Mas nesta quinta-feira os dados foram divulgados pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), devido a uma “recente manifestação da Controladoria-Geral da União quanto à necessidade de atender o interesse público”., 

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BOLSONARO IRONIZOU: “EM 100 ANOS SABERÁ”

O presidente Jair Bolsonaro respondeu nesta quarta-feira (13) a um usuário de uma rede social  sobre o sigilo de 100 anos em assuntos polêmicos que o envolvem.

“Presidente, o senhor pode me responder por que todos os assuntos espinhosos/polêmicos do seu mandato, você põe sigilo de 100 anos? Existe algo para esconder?”, indagou o usuário do Twitter Lucas Elias Bernardino, em uma postagem de Bolsonaro sobre legalização do aborto.

“Em 100 anos saberá”, replicou o presidente, que em diversas oportunidades já decretou segredo sobre pedidos solicitadas por meio da Lei de Acesso à Informação

VÁRIAS ALEGAÇÕES – Em julho do ano passado, o governo impôs um segredo de 100 anos sobre informações dos crachás de acesso ao Palácio do Planalto emitidos em nome de Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filhos do presidente.

Os dados foram solicitados pela revista “Crusoé”. Na ocasião, a Secretaria-Geral da Presidência disse que as informações estavam relacionadas “à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem dos familiares” do presidente.

Em janeiro de 2021, o Palácio do Planalto decretou até 100 anos de sigilo ao cartão de vacinação de Jair Bolsonaro. A medida foi uma resposta à solicitação feita, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), pelo jornal “O Globo” sobre dados de doses de imunizantes aplicadas no presidente. Ao determinar o sigilo, o governo declarou que os dados do cartão de vacinação “dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem” do presidente.

VACIONOU OU NÃO? – No início do ano passado, o Brasil iniciava o processo de vacinação da população contra a Covid-19.

Além de levantar dúvidas sobre a eficácia das vacinas e de disseminar informações falsas sobre os imunizantes, Bolsonaro já declarou várias vezes que não se vacinaria contra a Covid-19.

Em junho de 2021, o Exército impôs um sigilo de 100 anos ao processo interno que apurou a presença do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello — quando este ainda era general da ativa — a um ato político no Rio de Janeiro com apoiadores de Bolsonaro.

O acesso aos documentos do procedimento havia sido solicitado através da Lei de Acesso à Informação pelo jornal “O Globo”.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O Planalto viu que seria desmoralizado pelo Supremo, por estar descumprindo uma norma da própria Controladoria-Geral da União. E pela primeira vez recuou nessa obsessão pelo sigilo de 100 anos, que não passa de uma salvaguarda para esconder atos e comportamentos, no mínimo, criminosos. Mas quem se interessa? (C.N.)

Acusações a Ciro Nogueira geram desgaste e constrangimento na cúpula do Planalto

Publicado em 15 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Ciro Nogueira: Planalto avalia situação após 'escolas fake'

Nogueira nunca foi um cidadão acima de qualquer suspeita

Alice Cravo e Daniel Gullino
O Globo

A influência do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, sobre áreas estratégias da máquina pública federal tornou-se um foco de desgaste para o governo desde a semana passada. Os problemas começaram com a divulgação da supostas irregularidades na gestão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), presidido por Marcelo Ponte, ex-chefe da gabinete do ministro.

Além disso, na sexta-feira, a Polícia Federal concluiu que Nogueira praticou s crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Esses últimos acontecimentos geraram um mal-estar no Palácio do Planalto, especialmente entre alguns integrantes da ala militar.

CENTRÃO CUSTA CARO – No entorno do presidente Jair Bolsonaro, a avaliação é que, no momento, o titular da Casa Civil segue inabalável no cargo, já que a sua saída poderia causar prejuízo político à campanha à reeleição de Bolsonaro, da qual ele é um dos coordenadores.

No entanto, há uma preocupação sobre o efeito das suspeitas sobre a imagem do presidente, a cerca de seis meses da eleição. Auxiliares de Bolsonaro passaram a questionar o custo de ceder a chave dos cofres públicos a líderes do Centrão.

Embora ocupe um dos ministérios mais importantes do Executivo federal, Ciro Nogueira jamais encontrou respaldo entre a ala militar do governo. Presidente licenciado do PP, um dos pilares do centrão, Nogueira tomou posse em agosto do ano passado, dizendo que desempenharia o papel de “amortecedor” da administração Bolsonaro, pacificando as relações com os Poderes Judiciário e Legislativo.

MILITARES RESSENTIDOS – A chegada de Ciro Nogueira, porém, provocou uma perda de influência dos militares no Planalto. Os antecessores imediatos de Nogueira são de origem das Forças Armadas. Foram eles os generais da reserva: Luiz Eduardo Ramos (deslocado para a Secretaria-Geral) e Walter Braga Netto (depois transferido para a Defesa).

Além disso, por ser um nome do Centrão, Nogueira não foi bem-visto por boa parte do núcleo ideológico bolsonarista, que era mais reticente a acordos com o bloco de partidos.

Entretanto, a reforma ministerial realizada no fim de março devolveu poder aos militares. Flávia Arruda, deputada federal do PL, deixou Secretaria de Governo e foi substituída por Célio Faria Júnior, ex-chefe de gabinete de Bolsonaro. Apesar de ser civil, ele atuou por 20 anos como assessor da Marinha. Ao mesmo tempo, Braga Netto, que estava na Defesa, voltou ao Planalto, mas agora como assessor da Presidência. E outro general que despacha no Planalto é o titular do GSI, Augusto Heleno, que na campanha de 2018 fez piada com o Centrão, relacionando o bloco de partido a ladrões.

FAVORECIMENTOS – No domingo, O GLOBO mostrou que 75% dos recursos destinados pelo FNDE para a compra de caminhões frigoríficos foram destinados para 14 cidades comandadas por prefeitos do PP, partido do qual Nogueira é presidente licenciado.

Dessas cidades, nove ficam no Piauí, estado do ministro. Parte dos prefeitos agraciados se reuniu com o ministro pouco tempo antes de suas cidades receberem os veículos. O presidente do FNDE é Marcelo Ponte, que foi chefe de gabinete de Nogueira no Senado.

Na semana passada, o GLOBO também mostrou que o PP e o PL foram os partidos mais beneficiados com obras feitas pelo FNDE desde 2021. Cidades comandadas pelas duas siglas receberam, proporcionalmente, mais melhorias do que outros partidos, tanto em número de cidades agraciadas quanto em número de construções.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O fato concreto e irrefutável é que Bolsonaro, para aspirar à reeleição, uniu-se ao que há de pior na política, como Ciro Nogueira e Valdemar Costa Neto, figuras carimbadas da corrupção e da lavagem de dinheiro. Agora, por precaução, o general Augusto Heleno não tem mais cantado no Planalto sua música favorita – “Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão”. E o senador romano Cicero repetiria: “O tempore, o mores”, repudiando os costumes viciosos da Roma antiga. (C.N.)


Na motociata, Bolsonaro ataca PT, TSE e WhatsApp, cumprindo “missão de Deus”

Publicado em 15 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Motociata com Bolsonaro custará R$ 1 mi a SP, diz governo - 14/04/2022 -  Poder - Folha

Desta vez, a manifestação atraiu milhares de motociclistas

Hanrrikson de Andrade
Portal UOL

Em ritmo de campanha eleitoral, o presidente e pré-candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), montou palanque nesta sexta-feira na cidade de Americana, no interior de São Paulo, e fez um discurso inflamado para centenas de motociclistas que o acompanharam em mais uma motociata. Ele atacou o PT, disse ser chefe do Executivo federal “por uma missão de Deus” e fez ataques ao WhatsApp e a ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Bolsonaro expôs a sua insatisfação com um acordo costurado entre a Corte eleitoral e o aplicativo de mensagens para que uma nova funcionalidade do WhatsApp, que permite a criação de comunidades com milhares de pessoas, só seja implementada no Brasil após a conclusão das eleições, em outubro. O objetivo do TSE seria frear a disseminação de notícias falsas, mensagens de ódio e outros conteúdos que possam configurar crimes.

DECISÃO DO WHATSAPP – “Adianto para vocês o que eu tomei conhecimento nessa manhã. É simplesmente algo inaceitável, inadmissível e inconcebível. O WhatsApp passa a ter uma nova política para o mundo, mas uma especial respectiva para o Brasil. Isso após um acordo com três ministros do Tribunal Superior Eleitoral”, disse o presidente.

Durante o trajeto até Americana (o comboio de motociclistas saiu da cidade de São Paulo e percorreu cerca de 120 km), Bolsonaro já havia feito críticas ao WhatsApp nas mesmas circunstâncias e pelo mesmo motivo.

O presidente chegou a dizer que o acordo com o TSE não será cumprido, porém não explicou como o governo federal poderia efetivamente interferir na questão. O Tribunal é independente para ditar as regras da eleição e não necessita de autorização do Executivo.

NÃO VAI CUMPRIR? – “Isso que o WhatsApp está fazendo no mundo todo… Sem problema. Agora, abrir uma excepcionalidade para o Brasil? Isso é inadmissível, inaceitável e não vai ser cumprido esse acordo que por ventura eles tenham feito com o Brasil, com informações que eu tenho até o presente momento.”

No discurso, Bolsonaro ponderou que é “obrigado a jogar dentro das quatro linhas” [da Constituição] e, com uma frase de efeito, deu a entender que não estaria disposto a partir para uma ruptura institucional. “Se do lado de lá vale tudo, do lado de cá, não é assim.”

Em razão da motociata de hoje (termo que tem sido utilizado em referência a esse tipo de manifestação), parte da Rodovia dos Bandeirantes foi interditada para a passagem de centenas de motociclistas gerando pontos de lentidão na saída do feriado prolongado de Páscoa — somente por volta das 13h40 é que a via já estava completamente liberada. O comboio partiu de São Paulo, a capital, entre 10h e 10h30.

“DOU MINHA VIDA” – O pré-candidato à reeleição chegou à concentração no Anhembi, na zona norte da capital paulista, e encontrou o grupo perto da praça Campo de Bagatelle. Cerca de três horas depois, por volta de 13h20, Bolsonaro foi recepcionado por centenas de pessoas em Americana. Durante o trajeto, Bolsonaro parou ao menos três vezes para fazer lives em suas redes sociais e tirar fotos com motociclistas apoiadores.

“Uma participação fantástica. Demonstra que a população quer democracia, liberdade, respeito, transparência… Que o ideal seja a legalidade. Então, está de parabéns aqui o povo de São Paulo”, declarou ele durante a transmissão ao vivo.

“Só as imagens podem mostrar. Vale mais do que um milhão de palavras. A atenção por um Brasil realmente livre, próspero e com liberdade total. Não é apenas de ir e vir. É liberdade de opinião, de expressão, de credo… É esse o Brasil que nós queremos. E, por isso, eu dou a minha vida.”

JUNTO COM TARCÍSIO – Jair Bolsonaro Bolsonaro participou do evento na companhia do ex-ministro da Infraestrutura Tarcisio Gomes de Freitas, que deixou o cargo para concorrer ao governo de SP em outubro. Na chegada ao ato, eles tiraram fotos com a militância.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o reforço do policiamento contou com efetivo de mais de 1.900 policiais militares e resultará em um custo de R$ 1 milhão aos cofres do Estado.

Tanto a secretaria quanto a concessionária responsável pela rodovia informaram que não divulgarão estimativa de público.

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ORGANIZADOR DA MOTOCIATA RECEBEU AUXÍLIO EMERGENCIAL

Bela Megale    O Globo

O empresário Jackson Vilar da Silva, que aparece como um dos organizadores da motociata com o presidente Bolsonaro marcada para esta sexta-feira, entre São Paulo e Americana, recebeu R$ 5.700 de auxílio emergencial do governo federal. O benefício foi pago a ele entre abril de 2020 e outubro de 2021, segundo informações do Portal da Transparência.

Jakson ainda recebia o auxílio quando se apresentou como um dos realizadores de outra motociata com Bolsonaro em São Paulo, realizada em junho do ano passado.

Pelo menos 15 parcelas do benefício voltado para as camadas mais pobres da população durante a pandemia foram pagas a Jackson Villar. O organizador do evento já foi candidato a deputado federal pelo PROS em 2018. Procurado por e-mail, o empresário não respondeu o contato da coluna.

Aliados de Moro defendem que ele deixe de ser candidato, se não disputar a Presidência

Publicado em 15 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

sergio moro: Últimas Notícias | GZH

Moro tem de pensar muito, para não tomar a decisão errada

Deu na Folha
Coluna Painel

Diante do impasse que Sérgio Moro vive no partido União Brasil, aliados do ex-juiz da Lava Jato passaram a defender que, se não for para se candidatar à Presidência da República, é melhor ele não disputar as eleições.

Acham que só faria sentido ao ex-juiz entrar para a política se fosse promover uma ideia de mudança de país, como ele próprio tem falado, alegam pessoas próximas. Se não for para isso, avaliam que seria um “apequenamento” do ex-ministro da Justiça.

HÁ RESISTÊNCIA – Moro entrou no partido com a expectativa de ser candidato ao Palácio do Planalto. O ex-magistrado, porém, enfrenta resistência de boa parte da sigla, que acabou lançando o presidente da União Brasil, Luciano Bivar, como pré-candidato.

Moro e aliados ainda esperam que ele ocupe a cabeça de chapa, como mostrou o Painel. Se isso não ocorrer, o ex-juiz só admite disputar o Senado. Mesmo assim, interlocutores dele defendem que ele desista da carreira de política caso não seja para brigar pelo cargo mais alto do Executivo.

Apesar de já estar filiado, integrantes da sigla planejam uma série de eventos para marcar a migração de Moro à União Brasil em abril, em São Paulo. A ideia é dar visibilidade a Moro e tentar faturar em cima da filiação, conturbada pelos protestos de uma ala da legenda.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 O problema de Sérgio Moro é que a esmagadora maioria dos políticos, que formam a poderosíssima bancada da corrupção, quer tirá-lo da vida pública de qualquer maneira. E como Moro é um idealista sonhador, que acha possível existir um Brasil melhor, continua insistindo em mudar a realidade política brasileira, que está cada vez mais estratificada.

Como sempre dizemos aqui na Tribuna, sonhar não é proibido nem paga imposto. Por isso, devemos incentivar os sonhadores. Sem eles, o mundo não vale absolutamente nada. (C.N.)   

Vaiado por petistas, Paulinho da Força se diz incomodado e cancela ato para apoiar Lula

Publicado em 15 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Centrão discute reforma que não reeleja Bolsonaro, diz Paulinho da Força |  VEJA

Militância do PT não dá a mínima para o apoio do Solidariedade

Iander Porcella
Estadão

Após ser vaiado em um encontro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com sindicalistas e militantes, o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, cancelou um ato que havia marcado para 3 de maio, quando anunciaria apoio oficial à pré-candidatura do petista ao Palácio do Planalto.

O dirigente partidário afirmou ao Estadão/Broadcast Político nesta sexta-feira, 15, que ainda tem a intenção de embarcar na campanha do petista, mas quer saber agora se o PT realmente almeja uma aliança ampla para disputar a eleição contra o presidente Jair Bolsonaro (PL).

EVENTO FECHADO – “Lógico que você fica incomodado, porque eu não estava em um evento com multidão, estava num evento com militância, com lideranças”, afirmou Paulinho, que é presidente de honra da Força Sindical. “Eu fiquei bastante incomodado porque, em nenhum momento, a direção do PT, nem o Lula, nem a Gleisi foram ao microfone dizer que tinha de fazer uma aliança mais ampla, que envolvesse não só o Solidariedade, mas também outros partidos de centro”, emendou.

Paulinho enviou nesta manhã uma mensagem para a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, na qual expressou seu incômodo com a situação e informou que o ato do dia 3 estava suspenso.

“Nós continuamos no intuito de apoiar o Lula, mas queremos rediscutir esse formato, saber qual é o pensamento do PT com relação a uma aliança mais ampla, se realmente o PT quer isso.”

A VAIA – Lula participou nesta quinta-feira, 14, de um ato político com representantes e militantes das principais centrais sindicais brasileiras, em São Paulo. Presente no evento, Paulinho foi vaiado ao ter seu nome citado. Alguns petistas costumam lembrar que o presidente do Solidariedade votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.

No palco, ao lado de Lula, contudo, estava também o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB), anunciado como vice na chapa do petista e que também apoiou, à época, a destituição de Dilma.

Gleisi afirmou ao Estadão/Broadcast Político que na conversa com Paulinho lamentou o ocorrido e reforçou a disposição do PT em manter a aliança. “(A vaia) Foi de um pequeno grupo e não tem nada a ver com o PT. A maioria da nossa militância entende como importante o apoio e presença do Solidariedade e dele (Paulinho) na coligação com Lula. Reputo o que aconteceu nos atos à disputa do movimento sindical. Queremos que ele esteja conosco nessa caminhada”, disse a dirigente partidária.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Muitos petistas acham que já ganharam a eleição e são exclusivistas. Pensam (?) que Lula é de esquerda e fazem questão de escorraçar apoiadores de centro ou de direita. O próprio Alckmin sofre críticas severas por lideranças do PT, como os ex-presidentes Rui Falcão e José Genoino. Para se fazer de esquerdinha, neste evento Alckmin fez um papel patético, ao discursar aos gritos, puxando o saco de Lula em público. Sinceramente, esse procedimento político é deveras degradante(C.N.)  


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