sexta-feira, abril 15, 2022

Países compram petróleo e gás da Rússia com 'dinheiro de sangue', diz Zelensky à BBC




Volodymyr Zelensky disse à BBC que a luta pela sobrevivência é mais importante do que 'negócios e dinheiro'

Por Clive Myrie and Joel Gunter, em Kiev 

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou os países europeus que continuam a comprar petróleo russo de "ganhar dinheiro com o sangue de outras pessoas".

Em entrevista à BBC, o presidente Zelensky destacou a Alemanha e a Hungria, acusando os países de bloquear os esforços para embargar as vendas de recursos energéticos pelas quais a Rússia deve faturar até US$ 326 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) neste ano.

Líderes políticos da Ucrânia têm se mostrado frustrados com o governo de Berlim, que apoiou algumas sanções contra a Rússia, mas até agora resistiu aos apelos para apoiar ações mais duras contra as vendas de petróleo e gás russos.

"Alguns de nossos amigos e parceiros entendem que é um momento diferente agora, que não é mais uma questão de negócios e dinheiro", disse Zelensky à BBC, diretamente de sua sala de trabalho em Kiev na quinta-feira. "É uma questão de sobrevivência."

O presidente também reiterou pedidos para que mais armas sejam fornecidas à Ucrânia, dizendo que o país não está recebendo suprimentos com rapidez suficiente para repelir o ataque da Rússia.

"Os Estados Unidos, o Reino Unido e alguns países europeus estão tentando ajudar e estão ajudando", disse. "Mas ainda precisamos disso (armas e suprimentos) mais cedo, mais cedo e mais rápido. A palavra-chave é 'agora'."

'O presidente Zelensky disse que 95% dos edifícios foram destruídos em Mariupol, uma das maiores cidades da Ucrânia'

Diálogo difícil

Nas últimas semanas, as tropas russas se retiraram da capital da Ucrânia, Kiev, e de outros pontos do centro e do norte do país, aparentemente abandonando uma tentativa de tomar toda a Ucrânia à força.

Mas agora há temores de um conflito sangrento e prolongado no leste e no sul do país, enquanto o presidente da Rússia, Vladimir Putin, reorienta sua campanha militar em um esforço para conquistar mais territórios.

A cidade portuária de Mariupol, no sul, um objetivo estratégico para Putin, já foi devastada por bombardeios da artilharia russa durante algumas semanas.

O presidente Zelensky disse à BBC que acredita que dezenas de milhares podem ter sido mortos na cidade.

"Também temos informações de que, além dessas dezenas de milhares de mortos, há muitos desaparecidos", disse. "Sabemos que os documentos das pessoas foram substituídos, eles receberam passaportes russos e foram levados para a Rússia - alguns para campos, outros para outras cidades. Ninguém sabe o que está acontecendo com essas pessoas. Ninguém sabe quantos foram mortos."

Zelensky disse que as atrocidades aparentemente cometidas por tropas russas em Mariupol e nos subúrbios de Bucha e Borodyanka, em Kiev, reduziram ainda mais a possibilidade de negociações de paz com os russos.

'O presidente Zelensky visitou a cidade de Bucha no início deste mês'

Centenas de mortos foram encontrados em Bucha desde que a cidade foi retomada pelas forças ucranianas há pouco mais de uma semana, incluindo civis que foram encontrados baleados na cabeça e com as mãos amarradas às costas. Também há muitos relatos de violência sexual.

"Bucha pode encerrar [as possibilidades de negociações de paz]", disse o presidente Zelensky. "Não é sobre mim, é sobre a Rússia. Eles não terão muito mais chances de falar conosco."

Ele disse que "sentiu todo o espectro de emoções" quando visitou Bucha na semana passada, mas terminou o dia com "nada além de ódio contra os militares russos". Ele acusou o presidente Putin e o resto do exército russo "de cima a baixo" de serem "criminosos de guerra".

Zelensky defendeu sua liderança no período que antecedeu a invasão russa, que começou em fevereiro, quando seu governo exortou o povo ucraniano a manter a calma.

Ele disse que o governo estava trabalhando para fechar acordos para armas e suprimentos, além de se concentrar em evitar o pânico que poderia desencadear uma corrida aos bancos, o que, segundo ele, poderia desestabilizar a economia da Ucrânia.

"Era isso que a Rússia - e não apenas a Rússia - queria, mas não deixamos acontecer", disse ele. "Mas não esperávamos uma invasão em grande escala como aconteceu."

A Ucrânia está enfrentando um novo ataque no leste e no sul, enquanto a Rússia tenta dividir mais o território, após a anexação da Crimeia em 2014.

O presidente Zelensky disse que o leste agora representa a "situação mais difícil" para as Forças Armadas da Ucrânia, "mas é lá que nossas unidades mais poderosas estão concentradas".

"Eles podem nos destruir, mas nós responderemos; eles podem matar, mas também morrerão", disse ele. "Não consigo entender por quê, não consigo entender por que eles vieram (à Ucrânia)."

BBC Brasil

Laços com Rússia podem se voltar contra Le Pen no 2º turno




Proximidade da candidata de extrema direita à Presidência francesa não afetou seriamente seu desempenho no primeiro turno. Agora não será tão fácil ela convencer o eleitorado mais ciente de questões geopolíticas.

Por Lisa Louis

Quando Moscou iniciou sua invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro, a líder da extrema direita francesa Marine Le Pen uniu-se ao coro internacional condenando a invasão.

"Nenhuma razão pode justificar o lançamento de uma operação militar pela Rússia que destrói o equilíbrio de paz na Europa: isso precisa ser condenado inequivocamente", declarou num comunicado à imprensa, acrescentando que as manobras deveriam parar imediatamente.

À mídia, a chefe do Reagrupamento Nacional (RN) disse ser "natural" a França acolher refugiados ucranianos. Seis semanas mais tarde, nas eleições presidenciais, ela só ficou atrás do mandatário Emmanuel Macron, qualificando-se para enfrentá-lo no segundo turno.

No entanto, as palavras de Le Pen contrastam fortemente com sua proximidade histórica ao presidente russo, Vladimir Putin. Poucas semanas antes do pleito anterior, em 2017, a recebeu no Kremlin. A foto do aperto de mão entre os dos políticos ilustra um dos panfletos de campanha de Le Pen, impresso antes da guerra e em seguida recolhido.

Em seu manifesto, a ultradireitista pleiteia uma "aliança" com a Rússia, por exemplo na política de segurança europeia. Para a campanha anterior, ela recebera um empréstimo de 9 milhões de euros (45,8 milhões de reais) de um banco russo.

Igualmente em 2017, referindo-se à invasão e anexação da península ucraniana da Crimeia, condenada pela comunidade internacional em peso, ela disse na emissora francesa BFMTV: "Não acho, de forma alguma, que se possa falar de anexação ilegal. Os habitantes da Crimeia declararam num referendo que queriam ser parte da Rússia." Até pouco antes da guerra, Le Pen também afirmava não acreditar "de forma alguma" que os russos fossem invadir a Ucrânia.

"União em torno da bandeira" para Macron

O acadêmico ucraniano Anton Shekhovtsov, diretor da ONG Centro para Integridade Democrática, sediada em Viena, lembra que essa postura de Le Pen era típica dos movimentos de ultradireita.

"Partidos como o RN ou a Liga da Itália [...] costumavam pensar que, mostrando ser aliados do importante protagonista geopolítico Putin, eles deixariam de ser siglas marginais, passando a formar um mainstream alternativo."

"Claro, agora que Putin se tornou tóxico aos olhos da sociedade internacional, Le Pen não pode mais se permitir ser vista como alguém próximo à Rússia. Afinal de contas, ela é uma populista, ela escuta o que o povo diz", explica o autor do livro Russia and the Western far right: Tango noir (Rússia e a extrema direita ocidental: Tango noir).

A popularidade de Le Pen nas enquetes sofreu um baque após o começo da invasão, apesar de ela condenar Moscou. A cotação de Macron, por sua vez, subiu, auxiliada pelo efeito "união em torno da bandeira", que une os cidadãos em torno de seu líder, em tempos de crise.

Eleitorado de Le Pen não se importa com o mundo

Tendo falhado no passado em criar uma nova estrutura de segurança europeia incluindo a Rússia, o presidente estava agora na linha de frente das tentativas internacionais de mediar entre os dois países em guerra. Mas aí a maré eleitoral virou.

"Os eleitores viram que os esforços de Macron não davam resultado", comenta o pesquisador-chefe da Universidade Sciences Po, de Paris, e especialista em Rússia Jacques Rupnik. "Nesse meio tempo, Le Pen passou a se concentrar nos efeitos da guerra e como as sanções ocidentais estavam aumentando os preços no país."

A populista passou a se apresentar como a candidata próxima à população, prometendo fazer caírem os preços dos gêneros de primeira necessidade e abordando a principal apreensão do eleitorado: o declínio de seu poder aquisitivo. Por sua vez, Macron basicamente se manteve distante da rota de campanha, concentrando-se na crise internacional, parecendo desconectado das preocupações populares.

Segundo Gilles Ivaldi, pesquisador associado de política no Centro Nacional de Pesquisa Científica da França, outro fator positivo para Le Pen foi concentrar-se em seu eleitorado tradicional no primeiro turno.

"Seus apoiadores usuais são, em grande parte, da classe operária ou média-baixa, desinteressados em tópicos geopolíticos, internacionais." Assim, embora ela tenha repetido seu ponto de vista em relação à Crimeia apenas poucos dias antes do pleito, seus eleitores aparentemente não se abalaram.

Segundo turno puxado

O primeiro turno foi muito mais apertado do que se previra semanas antes. O segundo, em 24 de abril, poderá ser mais puxado para Le Pen: as pesquisas de intenção de voto predizem que os dois candidatos estarão pau a pau. No entanto, para ter uma chance de vencer, a ultradireitista terá que ampliar seu círculo de simpatizantes.

"Ela vai precisar angariar apoio de cidadãos mais moderados e educados, que são mais bem informados e mais apreensivos com a proximidade dela à Rússia", observa Ivaldi.

Esse público inclui o eleitorado da candidata de centro-direita, Valéria Pécrèsse, os 26% que não participaram da primeira rodada, e os adeptos do esquerdista Jean-Luc Mélenchon. Assim, o pesquisador crê que o campo de Macron usará os laços com Putin contra ela.

"A vizinhança da ultradireita com autocratas como Putin, mas também [premiê] Viktor Orbán, da Hungria, e o governo de direita polonês, mostra que o RN ainda é um partido extremista, com uma plataforma nacionalista e xenófoba", frisa Gilles Ivaldi.

Em entrevista à rádio francesa RTL na segunda-feira (11/04), o ministro da Economia e apoiador de Macron Bruno Le Maire qualificou Le Pen como "aliada de Putin": "São duas visões opostas", enfatizou, acrescentando que a Europa será um lugar diferente, caso ela vença.

Deutsche Welle

Se Putin não for detido, os Países Bálticos serão o próximo alvo




Os EUA têm de ajudar a Ucrânia a derrotar a Rússia - senão serão obrigados a defender os próximos objetivos. 

Por Michael Gerson, The Washington Post  

Eu estava com o presidente George W. Bush quando ele visitou a Lituânia em 2002, logo após os Países Bálticos terem recebido a oferta de adesão à Otan. Bush tinha sido uma das principais vozes em defesa da inclusão de Lituânia, Estônia e Letônia na aliança, estabelecendo uma obrigação de defesa mútua.

Na cerimônia de celebração, o então presidente lituano, Valdas Adamkus, presenteou Bush com a Cruz da Ordem de Vytautas, o Grande, a maior honraria do seu país. Bush presenteou Adamkus com uma bola de basquete autografada por Michael Jordan, revelando um conjunto diferente de prioridades culturais.

Mas o discurso de Bush naquele dia (que eu ajudei a escrever) destacava um presente maior: “Quem fizer da Lituânia sua inimiga”, disse ele, “terá também a inimizade dos Estados Unidos da América. Diante de uma agressão, os corajosos povos da Lituânia, Letônia e Estônia jamais terão de lutar sozinhos novamente”.

O suspiro de alívio dos três países foi quase audível. Os Países Bálticos têm a infelicidade de se situarem em uma sangrenta encruzilhada geopolítica, e as duas últimas ocupações sofridas foram particularmente horríveis. “Esquadrões da morte” da Alemanha nazista assassinaram centenas de milhares de judeus. A União Soviética deportou meio milhão de cidadãos bálticos para o gulag ou para a Sibéria. Os soviéticos também importaram habitantes de origem étnica russa para alterar a composição da população desses países conquistados.

Os EUA jamais reconheceram a ocupação ilegal dos Países Bálticos por parte da Rússia soviética. Mas o compromisso dos americanos e da Otan de evitar qualquer ocupação futura foi acompanhado de certa controvérsia. Especialistas como George Kennan acreditavam que a ampliação da Otan para incluir entre seus membros uma ex-república integrante da URSS seria uma provocação desnecessária aos russos. E alguns observadores militares acreditam que seria praticamente impossível uma defesa por parte da Otan dos Países Bálticos, situados na fronteira com a Rússia e distante dos centros de poder militar da aliança.

O debate em torno da inclusão dos Países Bálticos na Otan foi um prelúdio para as disputas em relação às intenções do presidente russo, Vladimir Putin, para a Ucrânia e além. Alguns especialistas explicam sem rodeios, como foi feito no título de um artigo de 2014 publicado pelo cientista político John J. Mearsheimer, da Universidade de Chicago, Por que a crise na Ucrânia é culpa do Ocidente. Mearsheimer afirmou que as lideranças russas “não assistiriam impassíveis enquanto um vizinho de importância estratégica é transformado em bastião do Ocidente”.

Futuro da Europa

De acordo com esse ponto de vista, Putin é principalmente o defensor da pátria russa. Talvez seus soldados tenham o controle moral de cossacos bêbados, mas ele está resistindo ao arrogante expansionismo de uma aliança militar hostil.

Sem dúvida, tal convicção é partilhada entre os russos, e é facilmente explorada pelo seu líder. Putin retratou seu ataque gratuito à Ucrânia como outra reação a uma agressão fascista do Ocidente. Essa narrativa se vale de motes históricos bem conhecidos. Ao longo dos séculos, os russos enfrentaram invasões que chegaram pela vasta planície que vai da Alemanha até o coração da Mãe Rússia. Para muitos russos mais velhos, as lembranças da 2.ª Guerra se resumem à perfídia ocidental e à bravura russa.

Putin escreveu quase com lirismo a respeito da união espiritual entre Kiev e Moscou. Evidentemente, ele só bombardeia a quem ele ama. Mas suas intenções são muito mais práticas. A divisão entre Putin e Otan pode não chegar a um conflito ideológico, mas envolve um debate sério a respeito do futuro da Europa.

A maioria dos recentes presidentes americanos sustentou que a expansão da Otan seria um resultado natural de uma ordem internacional com base em regras. Os países europeus que alcançassem determinado patamar de governabilidade, liberdade econômica e controle civil das forças armadas poderiam ser admitidos. Isso ajudou a consolidar uma série de transições democráticas no Leste Europeu. Ajudou também a retificar os terríveis erros do acordo de Yalta, que formalmente repartiu a Europa em áreas de domínio e entregou aos lobos uma série de países vulneráveis.

Em contraste, o objetivo de Putin, de acordo com Alexander Vershbow, ex-embaixador americano na Otan e na Rússia, é “pressionar o Ocidente a aceitar uma espécie de Yalta versão 2, uma Europa dividida em esferas de influência com soberania limitada para todos, menos a Rússia”. Isso permitiria a ele restaurar a hegemonia russa no seu “exterior próximo”.

Por que este conflito entre regras e esferas é tão importante? Se Putin estiver envolvido em um combate defensivo, então a guerra da Ucrânia será uma questão envolvendo principalmente a Ucrânia. Alguns vão propor que o presidente Volodmir Zelenski faça as concessões necessárias — manter a Ucrânia fora da Otan, entregar à Rússia o controle da região do Donbas — para encerrar uma guerra sangrenta. Paz por meio do autodesmembramento.

Mas se Putin está tentando reconstruir a esfera de influência russa na Europa, seu sucesso na Ucrânia abriria o caminho para novos horrores. A lógica que levou à agressão russa contra a Geórgia e a Ucrânia — nada de membros da Otan na esfera russa — quase certamente o empurraria para os Países Bálticos.

A lição é: a Ucrânia, com ajuda agressiva da Otan, precisa derrotar as forças russas. Caso contrário, os EUA podem logo se ver diante da questão: vamos mesmo guerrear pela Lituânia? Por mais que essa seja a obrigação, a decisão e a tarefa não seriam fáceis. Ajudar a Otan a traçar uma linha vermelha na Ucrânia pode ajudar a preservar os EUA de escolhas impossíveis no futuro.

O Estado de São Paulo

Novo presidente da Petrobras defende política de preços ao tomar posse

por Nicola Pamplona | Folhapress

Novo presidente da Petrobras defende política de preços ao tomar posse
Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

Em sua cerimônia de posse, o novo presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, defendeu nesta quinta-feira (14) como "necessária" para o país a prática de preços de mercado de combustíveis, alvo de críticas na oposição e no próprio governo.
 

Em reunião nesta quinta, o conselho de administração da empresa aprovou a nomeação de Coelho à presidência da estatal, para substituir o general Joaquim Silva e Luna, demitido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) após o mega-aumento nos preços dos combustíveis, em março.
 

"A prática de preços de mercado é condição necessária para criação de um ambiente de negócios competitivos, para a atração de investimentos, para ampliação da infraestrutura do país e para a garantia do abastecimento", afirmou.
 

Coelho argumentou que essa prática melhora a competição pelo mercado, "com benefício para o consumidor". O discurso reforça declarações já dadas pelo executivo quando era integrante do governo.
 

"É importante ressaltar que, embora sejamos autossuficientes e exportadores de petróleo, somos importadores de vários combustíveis, o que impõe aos agentes de mercado e ao governo federal grandes desafios para a garantia ao abastecimento", afirmou.
 

Em seu discurso, ele deu um tom de continuidade em relação à estratégia adotada pela companhia nos últimos anos, defendendo a venda de ativos em refino e gás natural e o foco dos investimentos na exploração e produção do pré-sal.
 

Disse, porém, que a empresa precisa melhorar sua comunicação externa. "Muitas vezes, não conseguimos ter uma comunicação que chegue de forma palatável ao povo brasileiro."
 

Na quarta (13), ele havia sido aprovado para integrar o conselho de administração da companhia, em reunião confusa que durou quase dez horas e terminou com uma manobra do governo para adiar a votação de reforma no estatuto que aumentaria a blindagem da empresa contra interferência política.
 

Ex-secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME (Ministério de Minas e Energia), o novo presidente da Petrobras terá o desafio de equilibrar as pressões contra a política de preços dos combustíveis e as regras de governança da companhia.
 

Seu antecessor foi demitido após permitir o repasse dessa alta aos preços internos, autorizando aumentos de 24,9% no preço do diesel, 18,8% no preço da gasolina e 16,1% no preço do gás de cozinha na segunda semana de março.
 

Com o repasse dos mega-aumentos às bombas, os preços finais dos três produtos atingiram valores recordes desde que a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) começou sua pesquisa semanal nos postos, em 2004.

Bahia Notícias

Após queda da Covid-19, Sesab alerta para tendência de aumento de casos de gripe na BA

por Alexandre Brochado

Após queda da Covid-19, Sesab alerta para tendência de aumento de casos de gripe na BA
Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias

A Covid-19 não saiu do foco dos especialistas, mas com a queda nos casos da doença, outra enfermidade que precisa de um pouco mais de atenção é a gripe. De acordo com informações da Secretária de Saúde da Bahia (Sesab), o aumento de casos de gripe por influenza é esperado por causa do período epidemiológico da doença, que ocorre no inverno. 

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, Ramon Saavedra, técnico da Vigilância Epidemiológica do Estado, reforçou a importância da vacinação diante desse período de aumento de casos de influenza, que já foi observado pelo monitoramento do comportamento do vírus ao longo dos anos. 

 

“A campanha é feita por etapas com objetivo de atender os grupos de maior risco de contrair a doença. Nesse momento a imunização está sendo voltada para idosos e profissionais de saúde, que são os primeiros por fazerem parte da linha de frente, e depois vai se abrindo para outros grupos, como crianças, gestantes, puérperas e outros grupos que são considerados de risco”, explicou o especialista.

 

Conforme dados da Sesab, a princípio a campanha de vacinação ocorre de 4 de abril a 3 de junho, sendo o Dia D em 30 abril.

 

De acordo com o técnico de vigilância epidemiológica, no ano de 2021 houveram casos de síndrome gripal e de síndrome respiratória aguda grave, aquela que necessita de internação por causa de desconforto respiratório, que já haviam demonstrado um aumento devido ao coronavírus, que é um vírus que pode causar a doença. Além disso, no início da primeira quinzena de novembro do ano passado, foram confirmados casos de Influenza A pelo vírus H3N2 na Bahia, em um período que, segundo Ramon, é extremamente atípico de ter aumento de casos desse vírus, e que perdurou até o início de 2022. Porém, depois houve uma queda natural.

 

Diante desse momento atípico de casos da doença, o especialista relatou que a grande preocupação da Sesab foi alertar ao sistema de saúde para que mostrasse os casos e que suspeitasse oportunamente. “É dessa suspeita que é feita a notificação e nós conseguimos consolidar os dados, as informações, e de fato ter uma ideia do panorama da situação no estado”. 

 

Ramon escalare que um quadro de gripe, que pode evoluir ou não para um síndrome respiratória aguda grave, pode ser causado por diferentes vírus respiratórios, como Sars-Cov-2, Influenza A H3N2, Influenza A H1N1, Influenza B e adenovírus, que são de transmissão respiratória.

 

“A questão é que influenza e Covid nós temos a vacina para proteger a população, por isso convocamos o público de risco para procurar as unidades de saúde para tomar as suas vacinas. Quanto maior a parcela dessa população vacinada, mais difícil para o vírus conseguir circular no nosso território”, afirmou o especialista. 

 

O técnico de vigilância epidemiológica ressalta que a campanha contra a gripe é anual porque os vírus causadores da doença possuem capacidade de mutação genética muito alta, e mudam muito de acordo com a necessidade de sobreviver. Por isso, é importante que, para que haja o controle da doença e perpassar o período de tendência de aumento de casos, os públicos, à medida que forem sendo convocados, procurem o quanto antes um posto de saúde para que consigam tomar a vacina, que já está disponível e é gratuita. 

 

Ramon chama atenção também para que caso o paciente infectado pela doença identifique, além da gripe, desconforto ao respirar, procure imediatamente um serviço de saúde para que um profissional faça um acompanhamento mais próximo e verifique a oxigenação. 

 

“Diferente da Covid, que não tem um tratamento específico, a influenza tem o tratamento e, se for introduzido de forma oportuna, em até 48h, tem grandes chances de amenizar o quadro e não ter quadro grave. Então nós temos dois mecanismos que são o de prevenção, por meio da vacina, e o de tratamento, com um antiviral que é extremamente eficaz”, concluiu.

Bahia Notícias

Pastores suspeitos de corrupção no MEC visitaram Planalto 35 vezes sob Bolsonaro

por Marianna Holanda | Folhapress

Pastores suspeitos de corrupção no MEC visitaram Planalto 35 vezes sob Bolsonaro
Foto: Reprodução / Banda B

Os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como pivôs do escândalo do balcão de negócios do Ministério da Educação, estiveram 35 vezes no Palácio do Planalto desde o começo do governo.
 

Moura esteve 35 vezes no local, sendo 10 acompanhado de Santos.
 

O último registro é de 16 de fevereiro deste ano, pouco mais de um mês antes de o jornal Folha de S.Paulo divulgar o áudio no qual o então ministro Milton Ribeiro afirma privilegiar os repasses para municípios indicados pelo pastor Gilmar Santos, a pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL).
 

O documento divulgado pelo Gabinete de Segurança Institucional nesta quinta-feira (14), um dia após se recusar a divulgar as informações, diz que os pastores estiveram duas vezes no gabinete adjunto de agenda do gabinete da Presidência da República —local onde, normalmente, se vai para solicitar um horário com o presidente.
 

Os dois encontros foram registrados pela agenda oficial do Planalto. Em 25 de abril de 2019, com pouco menos de cinco meses de governo, Moura e Santos rezaram e tiraram fotos com Jair Bolsonaro.
 

"Presidente da República, Jair Bolsonaro, e o Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão, durante encontro com Pastor Gilmar dos Santos, Presidente da Igreja Assembleia de Deus de Missa?o de Todos os Santos; Pastor Airton Moura Correia, Igreja Assembleia de Deus de Missa?o de Todos os Santos", registrou o Planalto.
 

O segundo registro foi em 14 de outubro de 2020, quando Arilton esteve com Bolsonaro.
 

A dupla frequentou mais o Palácio do Planalto no primeiro ano de governo de Bolsonaro, quando foram 27 vezes lá. Em 2020, há apenas um registro no documento divulgado pelo GSI.
 

No ano passado, estiveram cinco vezes lá. Neste ano, Arilton foi duas vezes à Casa Civil de Ciro Nogueira, sendo uma delas acompanhado de Gilmar.
 

A lista indica ainda que os pastores tiveram reuniões em pastas comandadas por quatro ministros: Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Onyx Lorenzoni (então na Casa Civil), Santos Cruz (então na Secretaria de Governo) e Luiz Eduardo Ramos (sucessor de Santos Cruz).
 

Com exceção dos encontros registrados em fotografias ou postagens em redes sociais, não é possível saber quem participou das agendas com os dois pastores dentro das pastas sediadas no Planalto.
 

Isso porque é possível que a primeira visita seja registrada como sendo a um ministro no Planalto, e depois os visitantes sigam acompanhados para outro gabinete ou ministério.
 

Arilton também esteve com o vice-presidente Hamilton Mourão por duas vezes. Uma delas, acompanhado de Gilmar.
 

O local mais visitado nesses anos foi a Casa Civil, onde o pastor Arilton esteve 13 vezes e Gilmar, seis.
 

Das visitas de Arilton, 7 foram quando Onyx Lorenzoni era ministro e outras 6 com Ciro Nogueira no comando da pasta.
 

O pastor ainda esteve 10 vezes na Secretaria de Governo, 1 delas acompanhando de Santos. Das visitas, 9 foram na gestão do general Carlos Alberto dos Santos Cruz e 1 já com Luiz Eduardo Ramos como ministro.
 

Pastor que mais visitou o Planalto, Moura foi apontado pelo prefeito Gilberto Braga (PSDB), do município maranhense de Luis Domingues, como o autor do pedido de 1 kg de ouro em troca da liberação de verbas de obras de educação para a cidade.
 

A declaração do prefeito foi dada ao jornal O Estado de S. Paulo, e a Folha de S.Paulo confirmou com outras duas pessoas presentes no local onde o pedido de propina foi feito.
 

Moura também foi citado no depoimento do presidente do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), Marcelo Lopes da Ponte, à CGU (Controladoria-Geral da União).
 

Indicado pelo centrão e ex-assessor de Ciro Nogueira, Ponte disse que o pastor fez "insinuações" de pagamento de propina durante encontros entre os dois no ano passado.
 

"As insinuações do sr. Arilton nunca trataram de números, mas sim de frases como 'me ajude que eu te ajudo'", afirmou Ponte no depoimento em outubro de 2021.
 

Mesmo após a instalação da investigação pela CGU, em agosto de 2021, Moura ainda esteve no Palácio do Planalto outras seis vezes. Sempre em visitas à Casa Civil comandada por Nogueira.
 

As informações sobre as visitas foram divulgadas pelo GSI nesta quinta, após a pasta comandada por Augusto Heleno ter se recusado a divulgar informações referentes a reuniões e visitas dos pastores ao Palácio do Planalto.
 

Os registros haviam sido pedidos pelo jornal O Globo, através da Lei de Acesso à Informação. Foram solicitados dados referentes às entradas e saídas dos referidos pastores ao Planalto, incluindo quando as visitas foram feitas diretamente ao gabinete de Bolsonaro.
 

Ao chegar ao Palácio do Planalto, todos os visitantes devem se identificar, apresentar documentos de identificação e apontar o gabinete ou escritório de destino.
 

As entradas, normalmente, precisam ser autorizadas pelos responsáveis pela área que será visitada.
 

Durante a tramitação do processo do pedido, via a Lei de Acesso à Informação, o Gabinete de Segurança Institucional apresentou um parecer alegando que não pode fornecer a informação. Cita a legislação, na qual compete ao gabinete a segurança do Palácio do Planalto, do presidente da República e de seus familiares, entre outros.
 

"Do exposto, fica clara a impossibilidade do fornecimento dos dados pessoais solicitados para outros fins que não a segurança na Presidência da República", afirma a resposta oficial ao pedido.
 

Os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos estão no centro do escândalo do balcão de negócios do MEC. Os dois foram apontados como operadores do esquema, negociando com prefeitos a distribuição de recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), o que muitas vezes teria ocorrido em troca de propina.
 

Prefeitos de algumas cidades confirmaram os pedidos de propina e a intermediação em audiência na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.
 

O caso ganhou novas proporções após o áudio divulgado pela Folha de S.Paulo.
 

"Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar", diz o então ministro na conversa em que participaram prefeitos e os dois religiosos.
 

"Porque a minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar", diz o ministro.
 

Milton Ribeiro também indica haver uma contrapartida à liberação de recursos da pasta. "Então o apoio que a gente pede não é segredo, isso pode ser [inaudível] é apoio sobre construção das igrejas".
 

O ministro foi exonerado uma semana após a divulgação do áudio.
 

A oposição, no entanto, esteve perto de colher as assinaturas para instalar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as irregularidades nos repasses. O governo contra-atacou, conseguindo retirar as assinaturas e conseguindo protocolar seu próprio requerimento de CPI, para investigar as obras inacabadas, durante o governo PT, principalmente.
 

Ex-ministro da Secretaria de Governo, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz afirmou não se lembrar de ter conversado pessoalmente com os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. Os registros de entrada no Palácio do Planalto indicam que o primeiro esteve uma vez no gabinete da Secretaria de Governo durante a gestão do militar, enquanto Arilton Moura teria sido recebido nove vezes.
 

"Eu não lembro de nunca ter falado com aquela pessoa [Arilton Moura]. Pode ser que tenha ido lá se apresentar. Não lembro mesmo de ter falado nada de relevante. Vi que houve dias em que ele foi de manhã e de tarde, ficou duas horas lá dentro. Deve ter entrado no Palácio e ficou lá dentro", afirmou.
 

"Eu não lembro dessa figura, não lembro nem da pessoa, muito menos de algum assunto tratado. Eu não teria nada para falar com ele duas horas de manhã e duas horas de tarde", completou.

Bahia Notícias

'Terceiro Turno': Enquanto Neto foge da nacionalização, Jerônimo e Roma apostam nela

'Terceiro Turno': Enquanto Neto foge da nacionalização, Jerônimo e Roma apostam nela

Entre os principais candidatos ao governo da Bahia nas eleições de outubro, nós temos dois em cenários parecidos, com um ambiente polarizado que favorece o discurso nacional, e um que tenta, repetidamente, se descolar de qualquer vínculo presidenciável.

 

No caso do atual grupo governista a estratégia traçada já estava clara mesmo com a indefinição de quem seria o candidato. Com o martelo batido por Jerônimo Rodrigues a ideia é a mesma de antes: nacionalizar a campanha, surfando na boa avaliação do ex-presidente Lula no Estado e até abocanhando um legado de votos deixado pelo atual governador Rui Costa.

 

Situação parecida é vivida pelo atual deputado federal e ex-ministro João Roma, que vem colado à imagem do polo oposto ao petismo: a do presidente Jair Bolsonaro. O objetivo é viabilizar um palanque para a reeleição de Bolsonaro aqui no estado e, na busca pelo Palácio de Ondina, Roma quer abocanhar os votos dos que ainda caminham com o presidente na Bahia. Um pouco diferente de seus principais adversários está ACM Neto. O ex-prefeito de Salvador cravou durante o lançamento de sua pré-candidatura, lá em dezembro de 2021: quem vai resolver a eleição são os baianos. O Terceiro Turno desta semana vai abordar a nacionalização da eleição na Bahia e suas implicações.

 

Com edição de Paulo Victor Nadal, o podcast está disponível no nosso site todas as sextas-feiras, sempre às 8h10, e nas principais plataformas de streaming: Spotify, Deezer, Apple PodcastsGoogle PodcastsCastbox e TuneIn.

Repórter da TV Globo em Brasília é esfaqueado; Polícia investiga motivação


Repórter da TV Globo em Brasília é esfaqueado; Polícia investiga motivação
Foto: Reprodução / TV Globo

O repórter Gabriel Luiz, da TV Globo em Brasília, foi esfaqueado na noite desta quinta-feira (14), enquanto caminhava em um estacionamento nas proximidades da sua residência no setor Sudoeste, no Distrito Federal. As informações são do portal G1.

 

O jornalista foi atingido por diversos golpes de faca no pescoço, no abdômen, no tórax e na perna. Ferido, ele ainda conseguiu pedir socorro a vizinhos e, neste momento, está internado em estado grave no Hospital de Base do DF.

 

A Polícia Civil do DF está investigando a autoria e a motivação do crime. Uma câmera de segurança chegou a registrar o repórter caminhando no estacionamento e a aproximação de dois suspeitos. As imagens devem ser usadas para esclarecer o caso.

 

A carteira do jornalista foi encontrada junto a ele, mas o celular da vítima está desaparecido. Equipes da Polícia estão nas ruas para tentar identificar e encontrar os suspeitos

Bahia Notícias

Governo Bolsonaro coloca sob sigilo visita de filhos do presidente ao Planalto


por Mônica Bergamo | Folhapress

Governo Bolsonaro coloca sob sigilo visita de filhos do presidente ao Planalto
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O GSI (Gabinete de Segurança Institucional), comandado pelo general Augusto Heleno, colocou sob sigilo as informações de visitas dos filhos do presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto.
 

Ao longo do ano passado, o órgão relutava em divulgar as informações e dificultava o acesso com base na LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Por outro lado, dizia que elas não eram sigilosas —apenas não poderiam ser publicizadas pelo gabinete por questões de segurança.
 

O entendimento da CGU (Controladoria-Geral da União), a quem se recorria quando o GSI negava as informações, era diferente. O órgão entendia que as informações eram de interesse público, e deveriam ser divulgadas, já que não estavam sob sigilo.
 

Em abril deste ano, o GSI começou então a informar que os registros das visitas passaram a ser classificados como sigilosos. E a CGU nada mais pode fazer sobre isso.
 

No dia 1° de abril, com base nesse novo entendimento, o GSI negou ao jornal Folha de S.Paulo dados solicitados via LAI (Lei de Acesso à Informação) sobre visitas do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) ao Palácio do Planalto. O órgão informou que elas foram classificadas com o "grau de sigilo reservado".
 

Com isso, a CGU não consegue mais determinar a publicidade, já que não detém competência para analisar o mérito de pedidos que envolvam informações sigilosas. Ainda cabe recurso à Comissão Mista de Reavaliação de Informações, prevista na Lei de Acesso à Informação.
 

Procurado, o órgão comandado pelo general Heleno não revelou a razão de as visitas dos familiares de Bolsonaro ao Planalto serem consideradas sigilosas. Também não esclareceu quando isso foi realizado.
 

O gabinete também vinha se negando a fornecer os registros de acesso dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, pivôs do escândalo do balcão de negócios do MEC, solicitados pelo jornal O Globo via Lei de Acesso à Informação. Acabou divulgando as informações nesta quinta (14).
 

O GSI alegava que tem o dever de garantir a segurança, mais uma vez citando a LGPD e um artigo da própria LAI para fundamentar a negativa.
 

O artigo 31 da lei, mencionado pelo gabinete, prevê que as informações pessoais terão seu acesso restrito pelo prazo máximo de cem anos.

Governo anuncia concurso para professor em universidades estaduais baianas


Governo anuncia concurso para professor em universidades estaduais baianas
Foto: Henrique Mendes / G1

O governo do estado autorizou a realização de concursos públicos para professores em vagas para as quatro universidades do estado: Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

 

A medida foi publicada em decreto e anunciada pelo governador Rui Costa (PT) nesta sexta-feira (15). Ao todo, serão oferecidas vagas para as classes de professores auxiliares e assistentes, com regimes de 20 e 40 horas.

 

“Nesta quinta, assinei autorização para a realização de concurso público para professores para as quatro universidades estaduais da Bahia. São 286 vagas. Vai contribuir com o crescimento das instituições e reforça as bases da educação de qualidade com ensino, pesquisa e extensão”, disse Rui.

 

Do total de vagas, 161 são para professor auxiliar e 125 para assistente. O maior contingente – 134 professores auxiliares – será direcionado para a Uneb. Para a Uesb estão previstos 89 profissionais, sendo 21 professores auxiliares e 68 assistentes. No caso da Uesc serão 49 novos professores, sendo quatro auxiliares e 45 assistentes.

 

As 14 vagas para docentes da Uefs serão divididas em duas para professor auxiliar e 12 para assistente. O governador disse ainda que, além dos certames, haverá convocações para 47 aprovados em concurso realizado em 2018, para cargos de professores da Uesc e Uefs. Deste total, são 15 auxiliares e 32 assistentes.

Futuro do prefeito de Jeremoabo e do vice será decidido na terça-feira (19)

 Luiz Brito DRT BA 3.913

Paulo Afonso - Bahia 15/04/2022


                                            O prefeito é denunciado por diversas irregularidades

O prefeito de Jeremoabo, Derisvaldo José dos Santos, o Derí do Paloma (PP), está com uma batata quente nas mãos. Ele foi convocado pelo TJ para prestar esclarecimento sobre a acusação de captação ilícita de votos durante o período eleitoral. Será o Tribunal de Justiça quem ouvirá as testemunhas de depois julgará a ação impetrada pelo PSD de Jeremoabo.

Se for culpado, Deri e seu companheiro de chapa, Fábio da farmácia perdem o mandato.  Se agir com rigor e isenção, o TJ  tem nas mãos documentos e provas suficientes para suspender  o mandato de Derí e Fábio da farmácia, na próxima terça-feira,  disse o vereador Bino. 

O recurso contra Derí se dá pelo uso escancarado de poder político e econômico na campanha eleitoral de 2020. Há denúncias de todos os tipos chegando na Câmara Municipal, desde a precariedade no transporte escolar, a falta de segurança nas escolas, a falta de qualidade no atendimento no setor de saúde , entre outros assuntos, confirmou o vereador Bino, durante entrevista na rádio Alvorada FM na quinta-feira (14). 

Nota da redação deste Blog - Não sou Jurista nem tão pouco operador do direito, porém pelas  evidências de inumeros julgamentos de fatos semelhantes em diversas cidades desse Brasil afora inclusive da Bahia, a situação está mais para " caixão e vela preta".

Para inicio de conversa essa AIJE-Número: 0600512-30.2020.6.05.0051 - : Abuso - De Poder Econômico, Abuso - De Poder Político/Autoridade, ela está tendo início na Justiça Eleitoral de Jeremoabo porém, tudo indica que passará pelo TRE e oxalá até o TSE.

Em segundo lugar o processo está repleto de fatos concretos, de provas robustas através de fotos, vídeos e até documentos bem fundamentados,  impossível de ser provado o contrário.

E terceiro porque o Juiz Julga de acordo com a prova dos autos que está obrigado a apreciar, e deverá indicar as razões da formação de seu convencimento, nos estritos termos do artigo 371 do Código de Processo Civil.

A propósito, Nelson Nery Jr. e Rosa Maria Nery (Comentários ao CPC, ed. RT, SP, 16ª ed. p. 1078), comentando o referido artigo 371 do CPC, citam Liebman, que afirma: “Livre convicção não significa, entretanto, decisão arbitrária e puramente subjetiva, como se ao juiz fosse permitido decidir segundo uma incontrolável e irracional intuição da verdade. Quer apenas dizer que deve apreciar as provas lançando mão das suas faculdades ou razão crítica, da sua experiência de vida, como faria qualquer pessoa de mente sã e equilibrada...” (Enrico Tulio Libeman, Comentários a Acórdão, in RT 138 (1942), pp. 163/165).

https://www.conjur.com.br/2017-mai-05/reflexoes-trabalhistas-devido-processo-legal-conviccoes-pessoais-juiz

Poderia citar dezenas de casos muitos com menos gravidades do que o acontecido em Jeremoabo a exemplo de AUMENTO DE SALÁRIO DE SERVIDOR EM PERÍODO ELEITORAL PROIBIDO,  ADMISSÃO DE FUNCIONÁRO EM PERÍODO PROIBIDO, E MUITOS  OUTROS onde o infrador teve o mandato cassado e se tornado inelegível por oito anos; portanto, muito mais leve do que o suposto esteleionato eleitoral com a provessa de 5 mil empregos coadjuvado pelo vice-prefeito às vésperas das eleições, e o supsotos cativeiro de eleitores para ficar impedidos e ir votar.

Concluio afirmando que confio na Justiça da minha cidade e do Brasil, esperando que esse julgamento seja justo como não poderá deixar de ser, e, que servirá de exemplo principalmente para os jovens do futuro continuarem acreditando na Justiça,  que ninguém está acima da lei, nem prefeito pode nem deve usar o poder economico e a máquina pública para burlar eleições.

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