terça-feira, abril 12, 2022

Royalties provam que produção da Petrobras segue firme no mercado nacional e internacional

Publicado em 12 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Arrecadação de royalties deve bater novo recorde em 2022

Pedro do Coutto

As receitas dos royalties do petróleo distribuídas proporcionalmente aos estados e municípios do país, apresentou um crescimento da ordem de 65% em 2021 em relação à receita de 2020. E, para este ano, está previsto um novo aumento na escala de 59%, o que comprova tanto o crescimento da produção brasileira de petróleo pela Petrobras, quanto o fato do resultado financeiro estar superando por larga margem possíveis reflexos negativos causados pelo preço do barril e pelas oscilações do dólar.

Uma excelente reportagem de Carolina Nalin, O Globo desta segunda-feira, com base em dados da Agência Nacional do Petróleo, revela que este ano a distribuição de royalties está prevista no montante de R$ 118,7 bilhões, independentemente dos problemas alegados para reajuste do preço da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, como consequência do mercado internacional e das oscilações do câmbio.

REAJUSTES – Se houvesse uma implicação negativa no mercado internacional, evidentemente, a receita dos royalties seria afetada indiretamente. Como esta receita permanece em expansão, conclui-se, logicamente, que a produção brasileira está superando as dificuldades alegadas pela própria Petrobras para reajustar constantemente os preços nas bombas da gasolina, do diesel e os botijões de gás.

Ao contrário, a previsão da ANP reflete a incorporação de todos esses fatores internos e externos na economia do petróleo e na produção brasileira, que é autossuficiente e está atingindo 2,7 milhões de barris por dia. O problema para o reajuste dos preços nas bombas estaria, portanto, não na produção, uma vez que nosso país é autossuficiente e até exportador, mas sim na importação de gasolina, do diesel e do gás.

CUSTO DO REFINO – Não se trata de vinculação ao preço do óleo bruto; trata-se do custo do refino numa escala capaz de atender o mercado interno. É preciso, portanto, conforme eu já disse, estabelecer o cálculo exato da importação dos derivados em confronto com o crédito obtido no mercado internacional pelas exportações brasileiras de óleo bruto. Uma conta de compensação que pode gerar os efeitos aparentes que influenciam o reajuste dos combustíveis internamente.

Existe uma confusão entre os preços da produção de petróleo bruto com os preços do refino decorrentes da transformação desse óleo em gasolina, diesel e gás. A Petrobras tem obtido uma lucratividade elevada. Os estados e municípios também estão obtendo reflexos em montante bastante elevado.

JOVENS ELEITORES –  Pesquisa do Datafolha publicada domingo na Folha de S. Paulo e objeto de comentário na manhã de ontem na GloboNews, por Valdo Cruz e Otávio Guedes, revela que a hipótese do surgimento de uma terceira via nas eleições presidenciais com base no posicionamento dos eleitores de 16 a 18 anos que vão votar pela primeira vez não existe.

A polarização verificada no quadro geral, apresentando Lula com 43% contra 27% de Bolsonaro, está refletida no comportamento dos eleitores e eleitoras que vão estrear nas urnas neste ano. A divisão por classe permanece a mesma. Na renda menor, domínio de Lula da Silva. No segmento de renda mais elevada, Jair Bolsonaro está na frente. O que favorece Lula porque o número de eleitores e eleitoras de menor renda é muito superior ao daqueles eleitores que ganham por mês mais de 10 salários mínimos.

Considera-se  ilusão que quem ganha mais de 10 salários tenha renda alta. Mas, dentro da realidade brasileira, define a separação de segmentos sociais. Afinal, o Brasil é um país em que 55% da mão-de-obra ativa ganha em média R$ 2,4 mil, renda média menor em 11% do que a verificada em 2021

Empreiteira que usa firma de fachada fez reuniões sem ata com ministro e Alcolumbre

Publicado em 12 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Rogério Marinho diverge de Guedes e defende aumento do gasto público | Exame

Começam a aparecer os “podres” do ex-ministro Marinho

Mateus Vargas e Flávio Ferreira
Folha

A empreiteira que tem dominado licitações de pavimentação do governo Bolsonaro, muitas vezes participando sozinha ou na companhia de uma empresa de fachada, fez reuniões sem registro em atas com o então titular do Ministério do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

A Engefort, construtora com sede em Imperatriz, sul do Maranhão, explodiu em verbas na atual gestão e sob Bolsonaro foge de sua tradição ao obter também contratos para asfaltamento longe de sua base.

CIFRAS MILIONÁRIAS – Até agora, o governo reservou cerca de R$ 620 milhões do Orçamento para pagamentos à empresa —o valor total já quitado a ela soma R$ 84,6 milhões. Apesar do volume, como revelou a Folha, a empresa é uma caixa-preta e silencia sobre seus contratos e a firma de fachada usadas nas concorrências.

A fonte de recursos dela são contratos com a Codevasf, estatal federal entregue por Bolsonaro ao centrão em troca de apoio político, e as verbas das emendas parlamentares, ampliadas no esquema do toma-lá-dá-cá pelo Congresso no atual governo.

Registros de agendas oficiais da Codevasf mostram 19 encontros de representantes da Engefort com dirigentes da estatal. Em 28 de janeiro de 2022, o então ministro Rogério Marinho (PL-RN) estava de férias, mas se encontrou com o presidente da Codevasf, Marcelo Moreira, e com Fernando Teles Antunes Neto, gerente comercial da Engefort. Moreira ainda recebeu, em 22 de setembro de 2021, o senador Davi Alcolumbre e Antunes Neto.

REGISTROS SUMIRAM – Os registros do tema das conversas, da lista de presença e dos documentos de agendamento das reuniões não existem, segundo informou a Codevasf após questionamento da Folha via Lei de Acesso à Informação.

Pelo mesmo canal, o ministério afirmou que Marinho, de férias, esteve em Brasília após ser convocado para uma reunião com Ciro Nogueira (Casa Civil). “Momentos antes da audiência no Palácio do Planalto, recebeu representantes da empresa Engefort, vencedora da licitação de obras nos Estados de Amapá-AP, Bahia-BA, Ceará-CE, Minas Gerais-MG, Paraíba-PB, Rio Grande do Norte-RN e Sergipe-SE”, disse o ministério.

“A audiência foi acompanhada pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba — Codevasf, Marcelo Moreira, e contou com a participação de Fernando Teles, Diretor da Engefort, e de Eduardo Almeira, Gestor Técnico da Engefort”, afirmou ainda a pasta.

FORA DA AGENDA – O encontro não foi divulgado na agenda do ministro. O MDR disse que a página na internet que mostra o compromisso de Marinho já estava programada para informar apenas que ele estava de férias.

Em nota enviada após a publicação desta reportagem, a Codevasf disse que a reunião com Rogério Marinho “serviu para orientação de que houvesse observância de prazos contratuais na execução de obras”.

Cerca de dois meses depois da reunião com o presidente da Codevasf e Alcolumbre, em dezembro de 2021, a Engefort teve a companhia de uma empresa que a Folha descobriu ser de fachada em uma licitação para pavimentação da Codevasf no Amapá.

LICITAÇÃO FRAUDADA – A Folha questionou na semana passada e nesta segunda-feira (11) a assessoria de Alcolumbre sobre o tema da reunião com a Engefort, mas não recebeu resposta.

Nessa concorrência, realizada na forma de pregão eletrônico, as duas únicas empresas participantes foram a Engefort e a Del Construtora Ltda., que está registrada em nome de um dos irmãos dos sócios da líder Engefort. Esse pregão levou à assinatura de um contrato no valor de R$ 62,5 milhões para pavimentação no Amapá.

Na documentação apresentada pela Engefort para a disputa, constam como sócios da empresa Carlos Eduardo Del Castilho e Carla Cristiane Del Castilho.

TUDO EM FAMÍLIA – Segundo a ata do pregão, a Del chegou a enviar um link para acesso à sua documentação, porém a pasta estava vazia. Se a firma tivesse apresentado os papéis, teria sido possível verificar que o sócio administrador da Del é Antonio Carlos Del Castilho Júnior, irmão dos sócios da Engefort.

A falta da documentação levou a Del a ser desclassificada, e a Engefort ganhou o contrato também praticamente pelo valor cheio.

Em 2020 o presidente Bolsonaro fez um aceno justamente a Marinho e Alcolumbre e sancionou o projeto de lei que amplia a área de atuação da Codevasf, políticos contemplados pela mudança.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Muito importante a matéria enviada por José Antonio Perez. É mais um escândalo de corrupção do governo, já envolvido em outros casos, como: licitações facilitadas nas emendas secretas, pois a Codevasf recebeu R$ 3 bilhões em emendas e não consegue provar valor de obras; favorecimento ao partido PP com verbas do Fundo da Educadão; atuação livre de pastores que o então ministro da dizia priorizar a pedido de Bolsonaro; destinação de R$ 26 milhões em kit robótica para escolas sem água e computador; denúncia de corrupção na compra superfaturada da vacina Covaxin, que foi abortada por denúncia etc. E por aí vamos num governo que diz ter vencido a corrupção, mas interfere na Polícia Federal, na Abin e na Receita para proteger a família e os amigos. Ah, Brasil… (C.N.)

Gabriel Monteiro tinha escolta da PM em todo estado do Rio de Janeiro

 

·2 min de leitura
O vereador Gabriel Monteiro (PL) é investigado por uso indevido de escolta, além de abusar de menor de idade. Foto: Reprodução.
O vereador Gabriel Monteiro (PL) é investigado por uso indevido de escolta, além de abusar de menor de idade. Foto: Reprodução.
  • Informações são de documento da Polícia Militar

  • Vereador é investigado por uso indevido de escolta

  • Escolta de Gabriel Monteiro era feita com armamento pesado

Segundo um documento interno da Polícia Militar, a instituição determinou que fosse realizada escolta do vereador Gabriel Monteiro (PL) "em toda extensão territorial" do Rio de Janeiro. As informações são do RJ2.

A escolta era realizada com armas de calibre grosso, como fuzis, carabina e espingarda calibre 12. A escolta em compromissos em São Paulo, por sua vez, foi negada.

O uso indevido de escolta consta na denúncia contra o vereador que foi aceita pelo Conselho de Ética da Câmara Municipal.

O documento que autoriza a escolta é de 1º de maio de 2021 e assinado pelo comandante interino da PM na ocasião, Vinicius Carvalho da Silva. A justificativa apresentada no texto seria a proteção da integridade física do vereador.

"Durante os deslocamentos para fins de cumprimento de sua agenda oficial e demandas de cunho pessoal em toda extensão territorial desta unidade federativa, orientando, inclusive, sobre eventuais situações que apresentem risco para o parlamentar a fim de que sejam adotadas providências para mitigar a exposição do parlamentar e sua equipe a riscos desnecessários", afirma o texto.

A escolta, segundo o texto, determina o uso de uma viatura ostensiva. "A equipe de serviço deverá orientar o Sr.Vereador que o comportamento do protegido não deve provocar situações de RISCO, para si ou para a equipe", determina o texto.

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar afirma que o documento apresentado refere-se à primeira escolta do vereador, por determinação do Juiz de Direito Alberto Republicano de Macedo Jr., da 1ª Turma Recursal da Fazenda Pública, com policiais do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq).

A PM também diz que todas as especificações do serviço feito à época atendiam às determinações judiciais apresentadas em tom de agravo e para cumprimento imediato.

O juiz Alberto Republicano de Macedo Junior, por sua vez, escreveu apenas que cabia à Polícia "deliberar sobre a quantidade de policiais militares necessária ao cumprimento" da decisão, sem detalhar como a escolta deveria ser feita.

https://br.noticias.yahoo.com/gabriel-monteiro-tinha-escolta-da-pm-em-todo-estado-do-rio-de-janeiro-115148520.html




Prefeitura de Jeremoabo não paga conta de água de R$ 1,111.236,55

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Qual a autoridade que o prefeito de Jeremoabo tem para fazer exigências contra a EMBASA, se o mesmo está devendo R$ 1.111.236,55(hum milhão cento e onze mil duzentos e trinta e seis reais com cinquenta e cinco centavos) por falta de pagamento para com a mesma?
 O pior de tudo é que, semana passada um secretário usou uma programa de rádio para elogiar o prefeito como bom pagador.
Bom pagador dessa qualidade o inferno está está superlotado.
 Se não fosse uma tragédia seria hilário  a atidude de vereadores da situação condenarem a EMBASA por deficiência d'água nos órgãos do município.
Vereadores onde é que inadimplente tem voz altiva para fazer cobranças?





Nota da redação deste Blog - 

Prefeito tem bens bloqueados por atrasar contas de água e luz em MT


O desembargador Luiz Carlos da Costa, da Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, mandou bloquear os bens do prefeito de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, Percival Muniz (PPS), em R$ 126,6 mil. A decisão é do dia 24 de fevereiro e atendeu ao pedido do Ministério Público do Estado, que acusa o gestor de, em 2013, provocar danos de R$ 53,7 mil aos cofres públicos ao pagar multas provocadas por atrasos nos pagamentos atrasados de contas de energia e de água e esgoto.

                                                         (,,,)


"Indícios há da má gestão de recursos públicos pelo agravado ante o atraso nos pagamentos de faturas de energia elétrica, água e esgoto e encargos previdenciários, além de outros incidentes sobre as folhas de pagamentos, (...) a evidenciar possível negligência que causou prejuízo aos cofres do Município de Rondonópolis, em virtude da realização de despesas indevidas com juros, multa e correção monetária", diz trecho da decisão do desembargador.

O magistrado afirma ainda que, para o decreto de bens por improbidade administrativa, é exigido "apenas fortes indícios de responsabilidade na prática de atos que causaram prejuízo ao erário". A indisponibilidade, diz, é consequência lógica do ato de improbidade que causou lesão ao patrimônio público.(https://g1.globo.com/)

Portanto senhores vereadores da oposição, olhos abertos, quem tem obrigação de ressarcir o valor da multa é o prefeito, e não o município.

segunda-feira, abril 11, 2022

Agenda ambiental que o STF está julgando terá tenebrosa repercussão internacional

Publicado em 11 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Governo Bolsonaro sacrificou o meio ambiente! — Conversa Afiada

Ilustração reproduzida do site Conversa Afiada

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

A Constituição de 1988 consagrou o nosso Estado de direito como uma democracia de massas, na qual a sociedade civil também tem espaços de participação no Estado. Liquidar com essa participação foi uma das estratégias do presidente Jair Bolsonaro para implementar políticas reacionárias e/ou conservadoras e desconstruir políticas públicas modernas e democráticas, consolidadas ao longo de vários governos. Uma das áreas mais afetadas por essa estratégia foi o meio ambiente.

Entretanto, o governo começa a se deparar com as consequências jurídicas de suas ações regressivas e crimes ambientais. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, reservou quatro sessões plenárias da Corte para julgar sete ações relacionadas à proteção do meio ambiente e ao enfrentamento às mudanças climáticas.

DIZ A RELATORA – A ministra Cármen Lúcia votou a favor da ADPF 651, que pede o restabelecimento da participação de representantes da sociedade civil no conselho deliberativo do Fundo Nacional do Meio Ambiente, que estabelece prioridades e diretrizes para a atuação do fundo — o mais antigo da América Latina voltado para o meio ambiente.

A sociedade civil havia sido excluída do conselho do fundo em fevereiro de 2020, ou seja, dois meses após a posse de Jair Bolsonaro. O fundo é estratégico. Desde a sua criação, em 1989, foram aprovados 1.450 projetos socioambientais e recursos da ordem de R$ 275 milhões, investidos em iniciativas de conservação e de uso sustentável dos recursos naturais.

No mesmo voto, Cármen Lúcia também considerou inconstitucional o afastamento dos governadores da Amazônia Legal que integravam o conselho, assim como a extinção do Comitê Organizador do Fundo da Amazônia, no qual os representantes da sociedade civil tinham assento.

PACOTE VERDE – Ao suspender os trabalhos, quinta-feira, o julgamento estava 4 a 1 a favor da derrubada do decreto de Bolsonaro e 3 a 2 pela derrubada dos outros dois textos. A análise deve ser retomada na última semana de abril, após os feriados da Semana Santa e de Tiradentes. Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes acompanharam Cármen Lúcia. André Mendonça e Nunes Marques, ministros indicados por Bolsonaro, abriram as divergências.

Entre as ações do Pacote Verde — como está sendo chamada o julgamento da Corte —, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 760 é uma das mais importantes. Exige a retomada do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia.

Foi apresentado ao Supremo um extenso levantamento de dados e análises sobre a destruição da floresta e a desestruturação de políticas ambientais promovidas pelo governo Bolsonaro, feito por uma coalizão de 10 organizações ambientais e de direitos humanos.

IMPORTÂNCIA HISTÓRIA – A importância do julgamento é histórica. Pela primeira vez, o Supremo tomará decisões de grande impacto ambiental, sobretudo em relação à Amazônia, cuja jurisprudência terá repercussão internacional. Além da ADPF 760 e da ADPF 651, estão em julgamento no Supremo mais as seguintes ações:

— ADPF 735 questiona decreto presidencial que retira autonomia do Ibama na fiscalização de crimes ambientais e a transfere para as Forças Armadas pela Operação Verde Brasil;

— ADO 54 acusa o governo federal de omissão no combate ao desmatamento;

— ADO 59 pede a reativação do Fundo Amazônia, o repasse de recursos financeiros de projetos já aprovados e a avaliação dos projetos em fase de consulta;

— ADI 6148 questiona resolução do Conama que estabelece padrões de qualidade do ar, sem estabelecer prazos para a mudança;

— ADI 6808 contesta medida provisória que permite licença ambiental automática para empresas consideradas de grau de risco médio e impede que órgãos de licenciamento solicitem informações adicionais, além das informadas à Redesim (Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios).

POLÍTICA DESASTROSA – O julgamento servirá para consolidar a institucionalidade da política ambiental brasileira, que tem uma das melhores legislações existentes, inclusive reconhecida internacionalmente.

Infelizmente, a política do governo Bolsonaro para o meio ambiente é sinônimo de desastre, em todos os sentidos. A institucionalidade é fundamental para que o Brasil possa honrar seus compromissos internacionais e os governos, em todos os níveis, cumpram seu papel em relação ao aquecimento global.

Essa agenda é um dos temas em debate no mundo e deverá voltar à pauta dos fóruns internacionais, depois da guerra da Ucrânia, que já está tendo grande impacto prejudicial ao meio ambiente.

Renan articula o movimento no MDB para tirar Simone Tebet da disputa e apoiar Lula

Publicado em 11 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

No Senado, Renan quer ser o candidato 'anti-Moro'

Renan é um dos articuladores da “frente ampla” de Lula

Deu no UOL

A 20 dias do lançamento oficial da pré-candidatura à Presidência da República, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou na tarde desta segunda-feira (11) em Brasília para uma série de articulações políticas com lideranças de diversos partidos. O petista deve permanecer na capital federal até quarta-feira.

Um dos objetivos da viagem é conquistar o apoio do MDB, para esvaziar a pré-candidatura da senadora Simone Tebet, que defende a unificação da terceira via, para se opor à polarização entre Lula e Bolsonaro.

RENAN APOIA LULA – O senador Renan Calheiros (MDB-AL) não concorda com a candidatura de Simone Tebet. Ele é um dos nomes que articulam um movimento para que o MDB desista de lançar a senadora e passe a apoiar Lula.

Em entrevista à revista Veja, Renan afirmou que Lula é o único candidato que pode vencer uma disputa com o presidente Jair Bolsonaro (PL). Uma das pesquisas eleitorais mais recentes, a Quaest Consultoria divulgada em 7 de abril, mostra Lula próximo de vencer em primeiro turno, mas uma terceira via com pouca força.

“Para fazer o enfrentamento do Bolsonaro, tem que ser com a candidatura do Lula. Não tem nada em segredo. Temos 14 diretórios cujas lideranças preferirão Lula, lideranças que têm projeto de poder estadual, têm governo, têm prefeituras de capitais e têm uma grande quantidade de prefeituras nos municípios”, disse Renan Calheiros na entrevista à Veja.

FRENTE AMPLA – O senador alagoano é um organizadores do “jantar de frente ampla” oferecido a Lula em Brasília, nesta segunda-feira, reunindo um grupo de senadores de vários partidos que apoiam Lula, segundo o jornal O Globo. Entre eles, Omar Aziz (PSD-AM), Acir Gurcacz (PDT-RO) e Katia Abreu (PP-TO).

“Lula virá a Brasília e vamos conversar sobre circunstâncias estaduais, como ficarão os apoiadores do Lula no MDB e como encaminharemos nossa posição na convenção partidária”, afirmou Renan à Veja.

Não é o primeiro embate entre Renan Calheiros e Simone Tebet. Em 2019, eles disputaram a indicação do MDB ao cargo de presidente do Senado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Nada de novo no front ocidental. Desde sempre Renan apoia Lula, que em 2005 lhe concedeu a Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial Especial. Mas a articulação para tirar Simone Tebet da disputa é apenas delírio, porque na verdade ela sabe que tem pouca chance e já declarou que aceita ser candidata a vice na chapa que for escolhida no dia 18 de maio, cargo que disputa com Eduardo Leite, do PSDB. O fato concreto é que Simone Tebet é a vice ideal para todos os demais pretendentes da terceira via. (C.N.)


Empreiteira usa empresa de fachada e domina licitações sob Bolsonaro

por Flávio Ferreira, Mateus Vargas e Guilherme Garcia | Folhapress

Empreiteira usa empresa de fachada e domina licitações sob Bolsonaro
Foto: Reprodução / Agita Brasília

A empreiteira Engefort tem conquistado a maioria das concorrências de pavimentação do governo Bolsonaro em diferentes licitações nas quais participou sozinha ou na companhia de uma empresa de fachada registrada em nome do irmão de seus sócios.
 

A construtora, com sede em Imperatriz, sul do Maranhão, explodiu em verbas na atual gestão e sob Bolsonaro foge de sua tradição ao obter também contratos para asfaltamento longe de sua base.
 

Até agora, o governo reservou cerca de R$ 620 milhões do Orçamento para pagamentos à empresa --o valor total já quitado a ela soma R$ 84,6 milhões. Apesar do volume, a empresa é uma caixa-preta e silencia sobre seus contratos e a firma de fachada usadas nas concorrências.
 

A fonte de recursos dela são contratos com a Codevasf, estatal federal entregue por Bolsonaro ao centrão em troca de apoio político, e as verbas das emendas parlamentares, ampliadas no esquema do toma-lá-dá-cá pelo Congresso no atual governo.
 

Procurada, a Codevasf não respondeu aos questionamentos específicos sobre a Engefort.
 

No ano passado, a Engefort Construtora e Empreendimentos liderou os repasses da Codevasf. Também em 2021, foi a segunda construtora em volumes totais empenhados pelo governo federal, atrás da LCM Construção, que acumulou R$ 843 milhões em verbas reservadas.
 

A Folha de S.Paulo analisou documentos de 99 concorrências de pavimentação da Codevasf realizadas em 2021 por meio de um tipo de licitação simplificada chamada pregão eletrônico, que ocorre de forma online.
 

Esses pregões, como mostrou a Folha de S.Paulo neste final de semana, fazem parte de uma manobra licitatória que passou a ser usada em larga escala sob Bolsonaro para dar vazão aos recursos bilionários das emendas parlamentares, distribuídas a deputados e senadores com base em critérios políticos e que dão sustentação ao governo no Congresso.
 

A estratégia deixa em segundo plano o planejamento, a qualidade e a fiscalização, abrindo margem para serviços precários, desvios, superfaturamentos e corrupção.
 

Na Codevasf, as concorrências envolveram diferentes tipos de pavimentação, como asfalto com CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), asfalto com TSD (Tratamento Superficial Duplo), bloquetes de concreto e paralelepípedos.
 

A Engefort foi a única empreiteira que participou de todas essas licitações no Distrito Federal e nos 15 estados abrangidos pela Codevasf. A empreiteira ganhou 53 concorrências, ou mais da metade dos pregões.
 

O desempenho mais expressivo foi em Minas Gerais, tendo conquistado 28 de 42 licitações nas modalidades asfalto CBUQ e bloquetes.
 

Apesar de o setor de construção pesada ter mais de 200 empresas em Minas Gerais, em 10 dos 21 pregões para serviços com bloquetes de concreto a Engefort concorreu sozinha e levou os contratos.
 

Isso é permitido pela lei em situações excepcionais. Em vários casos, a firma ganhou com o preço praticamente cheio, tendo dado um desconto de apenas 0,01% em relação aos valores de referência dos pregões.
 

Em parte das concorrências da Codevasf, a Engefort teve a companhia de uma empresa que a Folha de S.Paulo descobriu ser de fachada: a Del Construtora Ltda., registrada em nome de um dos irmãos dos sócios da líder Engefort.
 

Um dos casos que mais chamam a atenção é o do pregão eletrônico que levou à assinatura de um contrato no valor de R$ 62,5 milhões para pavimentação no Amapá.
 

Nessa licitação, as duas únicas empresas participantes foram a Engefort e a Del.
 

Na documentação apresentada pela Engefort para a disputa, constam como sócios da empresa Carlos Eduardo Del Castilho e Carla Cristiane Del Castilho.
 

Segundo a ata do pregão, a Del chegou a enviar um link para acesso à sua documentação, porém a pasta estava vazia. Se a firma tivesse apresentado os papéis, teria sido possível verificar que o sócio administrador da Del é Antonio Carlos Del Castilho Júnior, irmão dos sócios da Engefort.
 

A falta da documentação levou a Del a ser desclassificada, e a Engefort ganhou o contrato também praticamente pelo valor cheio.
 

Outra licitação em que as duas empresas participaram, novamente com vitória da Engefort, foi um pregão no valor de R$ 55 milhões para pavimentação em vias rurais no Maranhão.
 

Não há registro de vitórias da Del Construtora em nenhuma concorrência federal ou estadual do Maranhão, de acordo com os portais oficiais consultados pela reportagem.
 

A consequência prática do uso de empresas de fachada em uma licitação é aparentar concorrência quando na verdade não há. O objetivo é garantir os maiores preços possíveis.
 

Ao usar uma empresa de fachada para fazer número em uma concorrência, uma empreiteira pode buscar evitar chamar a atenção de órgãos de fiscalização, uma vez que a falta de competitividade pode dar margem a investigações.
 

Outro uso possível de uma empresa de fachada é para apresentação das chamadas propostas de cobertura, que são ofertas fictícias colocadas ao longo dos pregões segundo um roteiro combinado, para simular concorrência quando já há um resultado previamente combinado ao final dos lances.
 

A reportagem da Folha de S.Paulo esteve em Imperatriz no início deste mês.
 

A primeira tentativa de contato com representantes da Del ocorreu no endereço indicado nos registros públicos da companhia, no povoado de Lagoa Verde. A reportagem constatou que o endereço indicado não existe.
 

"Eu nasci aqui na rua e nunca teve nada de construtora por aqui", afirmou o marceneiro Guilherme Santos Reis, 24.
 

A reportagem também telefonou para o número da Del Construtora indicado no Portal da Transparência do governo federal. A atendente afirmou que a ligação havia caído na Engefort.
 

Indagada, ela respondeu: "Está na ficha cadastral aqui da Del mesmo, mas ela também faz parte da Engefort. São dos mesmos donos, na verdade, da mesma família. Associaram esse número à Del. Você quer falar com a Del ou com a Engefort?"
 

A reportagem pediu o contato de algum representante das empresas, mas nunca houve retorno.
 

Fernando Teles Antunes Neto, gerente comercial da Engefort, é neto de um ex-secretário estadual no governo Jackson Lago (2007-2009), que também foi presidente do diretório municipal do PDT de Imperatriz e presidente de um comitê criado para promover a proposta da criação de um novo estado, o Maranhão do Sul, a partir da separação da região sul do estado.
 

Em Imperatriz, a principal obra feita pela empreiteira com recursos de contrato com a Codevasf tem menos de dois anos, já teve de passar por reforma e possui buracos enormes que colocam em risco a segurança de condutores e moradores.
 

A avenida Manoel Ribeiro, também conhecida como anel viário, foi entregue em dezembro de 2020 com extensão de 2,2 km e custo de R$ 3,8 milhões, para servir de ligação entre a BR-010 e bairros da cidade.
 

A cerimônia contou com a presença do presidente da Codevasf, Marcelo Moreira, e do deputado federal Juscelino Filho (União Brasil-MA), que destinou o valor de uma emenda parlamentar para a obra.
 

Quatro meses depois da inauguração, a pavimentação já apresentava grandes buracos e deformidades.
 

O agricultor Francisco Pimentel de Brito, 48, mora à beira da via e diz que a obra também tem problemas de drenagem.
 

O motorista de caminhão Natal Ferreira, 36, passa pelo trajeto com frequência. "Alguma coisa acontece aí para não ficar bem feito. É um desperdício de dinheiro", afirma.
 

OUTRO LADO
 

A direção da Engefort e a Codevasf não se manifestaram em relação às apurações quanto à falta de competitividade nos pregões, ao uso de empresa de fachada e à precariedade da obra recente do anel viário.
 

No fim de março, a reportagem falou por telefone com o gerente comercial da Engefort, Fernando Teles Antunes Neto. Ele afirmou desconhecer concorrências em que a Engefort tenha participado sozinha.
 

Sobre a participação da Engefort em pregões na companhia da empresa registrada em nome do irmão dos sócios, Antunes Neto disse que não tinha conhecimento e só poderia responder em relação à Engefort.
 

Em seguida, Antunes Neto pediu que novos questionamentos fossem feitos por email.
 

A Folha de S.Paulo enviou emails para diferentes endereços eletrônicos da Engefort e tentou contato telefônico por vários dias, sem sucesso.
 

Na sexta-feira (8), a reportagem conseguiu falar por celular com a advogada interna da empreiteira, mas ela não quis se manifestar e se recusou a promover um contato com algum representante da companhia.
 

Indagada sobre os fatos relativos à Engefort e à Del Construtora, a Codevasf respondeu de forma genérica e sem tratar dos casos apontados pela Folha de S.Paulo.
 

A estatal relatou que suas concorrências observam a legislação e exige que os licitantes também cumpram a lei.

Bahia Notícias

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