quinta-feira, agosto 19, 2021

Piada do Ano! Doria contrata Rodrigo Maia para alavancar sua candidatura à terceira via


Doria e Maia

Dória e Maia, a nova dupla dinâmica da política nacional

Alberto Bombig
Estadão

O deputado federal Rodrigo Maia (Sem partido-RJ) assumirá um cargo no primeiro escalão no governo de São Paulo. Após ter sido convidado diretamente por João Doria (PSDB), o parlamentar será secretário de Projetos e Ações Estratégicas, responsável pelas iniciativas de desestatização, parcerias público-privadas (PPPs) e concessões em andamento no Estado.

Atualmente abrigada sob Planejamento e Gestão, a subsecretaria de Projetos e Ações Estratégicas subirá de prateleira na hierarquia do Palácio dos Bandeirantes para conferir status de secretário a Rodrigo Maia.

RUMO AO PLANALTO? – Porém, para além do caráter administrativo da função, Maia, adversário de Jair Bolsonaro, assim como Doria, facilitará a interlocução do governador de São Paulo com políticos de outros Estados, afinal, sua longa experiência como presidente da Câmara dos Deputados o cacifa para tal missão. Juntos, ambos buscam se fortalecer na tentativa de construir uma alternativa de “terceira via” para as eleições de 2022.

Outra interface do cargo será com o setor produtivo e o mercado financeiro, dos quais Maia se aproximou por ter conduzido reformas importantes no Legislativo. “A experiência do Rodrigo Maia à frente da Câmara fortaleceu nele a capacidade de dialogar com governos, sociedade civil e setor produtivo, com eficiência e credibilidade”, afirmou Doria.

SEM PARTIDO – Após ter deixado a presidência da Câmara, em fevereiro deste ano, Maia tem dividido seus esforços entre fazer oposição a Bolsonaro e buscar um novo partido, pois, após rompimento, foi expulso do DEM, onde construiu sua carreira política.

O candidato de Maia a presidente da Câmara, Baleia Rossi (MDB-SP), foi derrotado por Arthur Lira (Progressistas-AL), apoiado por Bolsonaro. Maia foi traído por membros do DEM, inclusive por deputados ligados ao ex-prefeito ACM Neto, presidente do partido.

Em mais de uma oportunidade, Maia declarou que não medirá esforços para derrotar Bolsonaro nas urnas em 2022. Por isso, é natural que ele passe a integrar o núcleo político de João Doria.

PRÉVIAS NO PSDB – O governador tucano disputa o processo de prévias do PSDB em busca da candidatura presidencial no ano que vem.

A ideia de ambos é romper com a polarização entre Lula, à esquerda, e Bolsonaro, à direita. Doria destaca a importância da gestão Maia na Câmara. Segundo governador, essencial para manter o equilíbrio do estado democrático de direito e evitar rupturas institucionais.

Ao deixar o cargo, porém, Maia foi criticado por adversários do presidente porque não aceitou pedidos de impeachment contra Bolsonaro.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – As notícias estão muito sombrias, é maravilhoso quando surge uma Piada do Ano. Quer dizer que Maia vai ajudar Dória sem se filiar ao PSDB, tipo pistoleiro de aluguel?  “Há-há-há!”, diria Helio Fernandes. E a missão impossível tem prazo de validade – abril de 2022, quando os dois, Doria e Maia, terão de se desimcompatibilizar, se o governador paulista até lá não optar pela candidatura à reeleição..(C.N.)


TJ/BA aceita proposta para suspender fechamento de 58 Cartórios no interior do estado



Caso unidades fossem fechadas, cidadãos baianos teriam que se deslocar até 73 quilômetros para poder registrar um imóvel. Nova proposta determina a criação de Ofícios Únicos sem a necessidade da extinção das serventias

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ/BA) decidiu nesta quinta-feira (19.08) acatar as subemendas para suspender e frear o fechamento de 58 Cartórios localizados no interior do Estado, e que deixariam sua população sem acesso a diversos serviços essenciais, como registros de propriedades, atas de assembleias ou protesto de dívidas.

As emendas que propõem a reestruturação destas unidades e a criação de Ofícios Únicos nestes municípios, sem a necessidade da extinção dos cartórios, foram apresentadas pelos desembargadores Baltazar Miranda, Júlio Travessa e Joanice Guimarães, que acataram pedido do presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Zenildo Brandão, e acolhidas pelos membros da Comissão de Reforma do TJ/BA, desembargadores Jatahy Fonseca, Pedro Guerra, Ivone Bessa e Sérgio Cafezeiro.

Caso a proposta inicial fosse acatada e os cartórios fossem fechados, cidadãos dos municípios atingidos pela decisão passariam a ter que se deslocar até 73 quilômetros para poder registrar um imóvel, registrar atas de assembleias e outros documentos ou mesmo protestar uma dívida, como no caso dos moradores de Paratinga, que passariam a ter que se dirigir a Bom Jesus da Lapa para realizar estes serviços, antes disponíveis no município.

Até então, a proposta a ser julgada pelo TJ/BA (TJADM 2021.09272) surpreendia pelo fato de ser diferente da apresentada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que previa, assim como nos demais Estados do Norte e do Nordeste do País que já realizaram reformas no sistema extrajudicial, a acumulação de todos os serviços cartorários na sede de municípios, os chamados Ofícios Únicos, propiciando que a população destas cidades pudesse seguir com acesso aos serviços de registro de imóveis, títulos, documentos e pessoas jurídicas e protesto e títulos sem a necessidade de grandes deslocamentos.

A proposta apresentada ao CNJ previa ainda uma maior economia para os cofres do fundo de custeio, a manutenção da prestação de serviços em todas as cidades baianas, bem como promovia maior acesso a esses serviços públicos essenciais, tendo em vista que implementava os serviços de Protesto de Títulos, Registro de Imóveis, Títulos, Documentos e Pessoas Jurídicas em outros 132 municípios que hoje não contam com essas especialidades.

Antiga demanda do setor extrajudicial baiano, que visa a sustentabilidade e a manutenção da prestação de serviços à população em todas as cidades, a proposta começou a ser analisada em junho deste ano, quando a Comissão de Reforma do TJ/BA iniciou estudos e análises sobre a viabilidade da existência de cartórios em diversos municípios baianos.

Os vereadores foram até Salvador para apurar os desmandos a respeito da Casa de Apoio, até agora de concreto nenhuma providência foi tomada

Inicio essa matéria fazendo aos vereadores a mesma indagação que o MPF fez para o prefeito de Jeremoabo:

 "Se a Prefeitura identificou eventual má qualidade na prestação dos serviços por parte da empresa Hotel Pelourinho e, em caso afirmativo, quais providências foram/estão sendo adotadas;" (MPF)

O que os vereadores que receberam as diárias para apurar o que estava se passando com o verdadeiro massacre  praticados contra os cidadãos jeremoabenses que se deslocam até Salvador para submeterem-se a tratamento especializado, é que saiu de um lugar ótimo para  um local péssimo; é como dizer saiu do céu para o inferno.

Falam nas reuniões da Câmara, mas de concreto até agora nada fizeram; enquanto isso, o povo continua sendo humilhado, desrespeitado e sofrendo.

Para não alongar muito vou transcrever o que foi publicado nesse Blog no dia 31.07.2018, semana essa onde o prefeito e sua equipe faziam os maiores elogios a Pousada Pelourinho, e dizia horrores dos gestores anteriores.

Para ser mais preciso, transcrevo as palavras de Marcos Dantas:

A casa de repouso também possui um quarto com camas para os mais doentes.


Acontece que a lotação é de 40 pessoas e se não tiver beliche não dá.
Achar uma casa maior que essa é quase impossívl em Brotas e vizinho ao hospital.
Dos 417 municípios baianos somente uns 15 tem casa próximo ao Aristides.
Eu propus ser no Hotel Pelourinho que seria 15 quartos com 4 camas em cada e um banheiro.
Fica a 2,8 km do Aristide Maltês e colocaríamos um Micro Ônibus a disposição, mas o povo prefere ficar vizinho ao hospital.
A casa atual ainda tem a vantagem de estar vizinha a CIA de Polícia e em frente a Casa de Apoio Oficial do Aristides ou seja com médico e enfermeiros e que podemos solicitar ajuda caso alguém necessite.
Em média na semana ficam cerca de 30 pessoas.
No final de semana cerca de dez.
Note que a qualidade das camas é melhor na atual.
Na antiga para dar 40 pessoas tinham que dormir no chão.
Note que tem vários colchões sobre as camas.
Os colchões não eram forrados e até sexta-feira os da casa atual serão todos forrados com capas de Napa Branca e assim ter condições de serem limpos e passar álcool 70.
Como eu disse a ideia não é ter lucro e sim humanizar o atendimento. "

Qual a razão de colocar os doentes amontoados num local muito mais longe?

Houve algum terremoto que avariou o imóvel da Pousada Pelourinho?

Já que os vereadores não apuraram, o prefeito e os responsáveis irão ter que responder todos esses desmandos ao Ministério Público Federal.

IBGE: antes da pandemia, 72% dos brasileiros já viviam no perrengue


Posted: 19 Aug 2021 06:42 AM PDT

Uma pesquisa do IBGE divulgada hoje mostra que, mesmo antes da pandemia, os brasileiros viviam uma situação financeira complicada.

No IBGE:

72,4% dos brasileiros vivem em famílias com dificuldades para pagar as contas

Por Alerrandre Barros
19/08/2021 10h00 | Atualizado em 19/08/2021 10h00

Resumo:

  • Entre 2017 e 2018, 14,1% da população tinham muita dificuldade para pagar as contas e apenas 1,1% muita facilidade.
  • 46,2% da população integravam famílias com atraso em ao menos uma conta do domicílio.
  • 83,3% da população integravam famílias em que alguém tinha disponibilidade de pelo menos um dos serviços financeiros pesquisados.
  • A despesa per capita mensal com os serviços financeiros selecionados foi de R$ 124,79.

Cerca de 72,4% da população brasileira viviam em famílias com alguma dificuldade para arcar com as despesas mensais, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018: Perfil das Despesas, divulgada hoje (19) pelo IBGE. Enquanto 58,3% viviam em famílias que alegavam dificuldade, 14,1% tinham muita dificuldade. Já outros 26,5% tinham facilidade e apenas 1,1% viviam em famílias que responderam ter muita facilidade para chegar até o fim do mês com a renda total familiar que tinham.

Entre os integrantes de famílias com pessoa de referência preta ou parda, 9,7% tinham muita dificuldade e 34,7% tinham dificuldade, totalizando 44,4% da população do país que viviam em famílias com alguma dificuldade e eram chefiadas por pretos ou pardos. Já nas famílias cujo responsável era branco, 4,2% tinham muita dificuldade e 22,8% tinham dificuldade, totalizando 27,0% da população do país com algum grau de dificuldade.

Já na comparação dos chefes de família por sexo, a proporção da população que vivia em famílias que avaliaram ter muita dificuldade praticamente não variou entre os grupos, sendo 7,0% tanto quando a pessoa de referência era homem ou mulher. No entanto, há grande diferença quando se avaliou sua condição de passar o mês com o rendimento total familiar com facilidade. As famílias chefiadas por homens e que realizaram essa avaliação concentraram de 17,5% da população, enquanto aquelas chefiadas por mulheres concentraram 9,0%.

“Essa diferença pode ser explicada tanto pela renda per capita mais baixa para famílias com pessoas de referência que eram mulheres, como também por uma maior quantidade de famílias cuja pessoa de referência é homem”, disse o analista da pesquisa, André Martins.

46,2% da população viviam em famílias que reportaram ter atrasado alguma conta

A pesquisa mostra também que, entre 2017 e 2018, 46,2% da população integravam famílias com atraso em ao menos uma conta do domicílio devido a dificuldades financeiras. Famílias com atrasos em contas de água, eletricidade ou gás concentravam 37,5% da população, segundo por atrasos em prestações de bens e serviços (26,6%) e atrasos com a aluguel ou prestação do imóvel (7,8%).

Entre os 46,2% da população que integravam famílias com contas em atraso, 26,0% também eram de famílias em que a pessoa de referência tinha até o ensino fundamental completo e apenas 3,8% da população também pertenciam a famílias cuja pessoa de referência tinha o nível superior completo.

66,2% da população vivem em famílias em que alguém tem conta corrente

A POF 2017-2018 investigou ainda o acesso das famílias a serviços financeiros. No período, 83,3% da população integravam famílias em que pelo menos um de seus componentes tinha um dos serviços financeiros analisados. A maior parte tinha acesso à conta corrente (66,2%). Outros 55,9% da população eram membros de famílias em que alguém tinha caderneta de poupança, seguido do cartão de crédito (49,9%) e do cheque especial (19,5%).

O restante tinha acesso às despesas ou recebimentos de seguros (35,3%) e a operações com empréstimos e parcelamento de imóveis, automóveis ou moto (32,1%).

“A proporção de brasileiros que viviam em famílias em que ninguém tinha ao menos um dos serviços bancários analisados foi de 16,7%, sendo 11,7% da população também integrantes de famílias com pessoas de referência pretas ou pardas e 4,8% da população também integrantes de famílias cuja pessoa de referência era branca”, acrescentou André Martins.

O Sudeste concentrava 18,9% da população vivendo em famílias em que pelo menos um morador realizou despesas com taxas bancárias, juros de cheque especial e de cartão de crédito no período do estudo. O Nordeste (7,9%) teve a segunda maior concentração, porém o Sul, com uma população bem menor, teve um percentual próximo (6,8%). No Centro-Oeste (4,1%) e no Norte (1,9%) essas despesas não atingiam nem 5% da população.

Nas transações que envolvem a tomada ou o pagamento de empréstimos e despesas com parcelamento de imóveis, automóveis e motos, o Sudeste também lidera, pois concentrava 12,8% da população do país vivendo em famílias que tiveram ao menos uma transação com esses serviços, mas o percentual no Nordeste (9,4%) foi o dobro do Sul (4,7%). O Centro-Oeste (3,0%) e o Norte (2,2%) vinham a seguir.

A concentração da população brasileira que vivia em famílias do Sudeste que tiveram despesas ou recebimentos com serviços de seguros foi de 18,0%, 7,6% em famílias do Sul, 5,9% do Nordeste, 3,0% do Centro-Oeste e 0,8% do Norte.

Famílias com pessoa de referência branca gastam mais com serviços financeiros

A despesa mensal per capita com todos os serviços financeiros selecionados pela pesquisa foi de R$ 124,79. Os pagamentos de empréstimos, parcelamento de imóvel, automóvel e moto representaram 76,5% dessas despesas, ou R$ 95,51 por habitante.

A contribuição das famílias com pessoa de referência branca nas despesas per capita com serviços financeiros (R$ 73,62) foi bem maior que a das famílias com a pessoa de referência preta ou parda (R$ 48,91). A contribuição para o valor per capita mensal com aplicações das famílias com pessoa de referência branca (R$ 76,63) era mais que o triplo do das famílias com pessoa de referência preta ou parda (R$ 24,69).

O post IBGE: antes da pandemia, 72% dos brasileiros já viviam no perrengue apareceu primeiro em O Cafezinho.

Após ofensiva do TSE, canais bolsonaristas apagam mais de 260 vídeos com ataques as urnas eletrônicas

Posted: 19 Aug 2021 06:41 AM PDT

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Felipe Salomão, decidiu que as plataformas digitais teriam que suspender os repasses de monetização de canais investigados por divulgar fake news sobre o processo eleitoral.

O efeito da decisão de Salomão já teve efeito imediato. Cerca de 25 canais pró-Bolsonaro apagaram ou tornaram privadas 263 vídeos com ataques as urnas eletrônicas, autoridades da Justiça Eleitoral, ministros e o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso.

O levantamento foi realizado pela Novelo Data. A empresa fez uma filtragem nos posts a partir de palavras-chave, chegar aos dados quantitativos, como os nomes dos tribunais e de seus ministros e referências às urnas eletrônicas.

Na limpeza, está incluso os canais do bolsonarista Fernando Lisboa, do ‘Vlog do Lisboa’.

Seus canais, com mais de 800 mil seguidores, são alvos do TSE. Ao todo, foram apagados dois vídeos, um deles exaltando à live criminosa de Bolsonaro onde propaga fake news e faz acusações, sem provas, sobre fraude nas urnas que levou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, incluir Bolsonaro como investigado no inquérito das fake news. Outro vídeo apagado foi com o título “Lula só GANHA com Fraude nas Urnas”.

O post Após ofensiva do TSE, canais bolsonaristas apagam mais de 260 vídeos com ataques as urnas eletrônicas apareceu primeiro em O Cafezinho.

PoderData: apoio a impeachment de Bolsonaro chega a 58%

Posted: 19 Aug 2021 05:59 AM PDT

O PoderData, divisão de pesquisas do site Poder360, publicou há pouco uma pesquisa que mostra um aumento expressivo no apoio ao impeachment, além da deterioração avançada do prestígio do governo e do presidente.

Segundo a pesquisa, o percentual de eleitores que consideram o trabalho do presidente Bolsonaro como “ruim/péssimo” subiu para 56%, o que é o pior índice do início da série. Já o percentual de eleitores que consideram o governo como “ótimo/bom” caiu para 28%.

A avaliação do governo, dividida entre aprovação e desaprovação, é ainda pior, o que indinca que a maior parte dos entrevistados que dão nota “regular” tendem a desaprovar a administração. Segundo a pesaquisa, 64% dos eleitores desaprovam o governo Bolsonaro, o que é um recorde desde que o PoderData começou a colher dados.

A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 18 de agosto.

A pesquisa também apurou o apoio ao impeachment de Bolsonaro, e também aí se viu uma significativa deterioração dos números do presidente. O apoio ao impeachment saltou 8 pontos desde a última pesquisa, em julho, e agora está em 58%. Apenas 32% opinam que Bolsonaro “deve continuar” como presidente.

Na estratificação, temos alguns números impressionantes: entre mulheres, por exemplo, o apoio ao impeachment de Bolsonaro chega a 67%.

Entre famílias de classe média, com renda entre 5 e 10 salários, o apoio ao impeachment chega a 71%.

Entre famílias mais pobres, com renda familiar até salários, o apoio ao impeachment está em 64%.

A única faixa de renda onde ainda se encontra mais gente apoiando Bolsonaro do que defendendo seu impeachment são as famílias com renda entre 2 e 5 salários, entre as quais 48% defendem a continuidade do governo, e 47% o impeachment.

 O Cafezinho.


A decisão do Senado - Editorial

 



Exame de indicação ao STF deve levar em conta ataque de Bolsonaro a instituições

Noticia-se que ministros e aliados tentam dissuadir Jair Bolsonaro do plano, bravateado à moda do pior populismo, de pedir o impeachment de dois ministros do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.

Calcula-se em Brasília que o arroubo presidencial, mais uma vez, não dará em nada —ou, mais precisamente, dará apenas em tensão política e institucional, o que não deixa de ser um êxito na cruzada antidemocrática do mandatário.

Desta vez, arrastou-se para o conflito estéril o Senado Federal, ao qual compete a decisão sobre o impedimento de ministros do STF por eventuais crimes de responsabilidade. A ofensiva, por si só, pode se desfazer com uma canetada do presidente da Casa; os senadores, entretanto, terão deliberações mais espinhosas pela frente.

Bolsonaro não pretende mais do que insuflar seus seguidores contra os dois magistrados —Barroso, ora à frente da Justiça Eleitoral, por ter contestado as mistificações lançadas contra as urnas eletrônicas e a lisura de pleitos passados; Moraes, por conduzir inquérito, de fato heterodoxo, que mira ataques de bolsonaristas à democracia.

Resta evidente que a cúpula do Judiciário reage a ataques patrocinados pelo presidente da República desde o ano passado, quando a mais alta autoridade do país participou de atos com bandeiras golpistas. Reage, ademais, à omissão renitente do procurador-geral, Augusto Aras, diante dos desmandos.

É nesse contexto que o Senado examinará o segundo indicado por Bolsonaro ao Supremo, seu ex-auxiliar André Mendonça, além da recondução do próprio Aras ao comando do Ministério Público.

Fazê-lo de modo meramente protocolar, como tem sido a praxe histórica, será contribuir para a degradação das instituições.

No primeiro caso, trata-se de posto a ser ocupado até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos —e há o precedente de Kassio Nunes Marques, a outra escolha do atual governo para a corte, onde dá mostras sucessivas de alinhamento aos interesses do Planalto.

Mendonça, 48, quando ministro da Justiça, buscava agradar ao chefe com tentativas de usar a Lei de Segurança Nacional, herança da ditadura militar, contra críticos do governo. Além da subserviência, a condição de pastor presbiteriano pesou em sua indicação.

Não será surpresa se os senadores optarem pela estratégia menos conflituosa de retardar o trâmite do processo, no qual o postulante precisa passar por sabatina e receber a aprovação da maioria da Casa. Trata-se de expediente com prazo exíguo de validade, porém.

Logo será necessária uma atitude mais clara ante Bolsonaro —que não faz segredo de suas intenções.

Folha de São Paulo

Estados Unidos jamais apoiariam volta da ditadura no Brasil

 



Por Vicente Nunes (foto)

Em conversas reservadas, integrantes do governo dos Estados Unidos dizem que não há a menor possibilidade de o país apoiar o retorno da ditadura no Brasil, como pregam defensores do presidente Jair Bolsonaro. “Nunca ouvimos embaixadores dos EUA e de países relevantes falarem em apoio à ditadura no Brasil”, diz uma autoridade norte-americana.

Segundo essa mesma fonte, o futuro do Brasil não vai depender de uma pessoa, mas das instituições reconhecidas, que são fortes e independentes. “Essas instituições vão impedir que algo fora da Constituição ocorra no Brasil”, acrescenta. Ela lembra que os EUA e seus aliados estão de olhos bem aberto em relação ao que se passa no Brasil atualmente.

Outro integrante do governo de Joe Biden afirma que os Estados Unidos não escolhem vencedores ou perdedores. “Isso cabe aos eleitores. E nós temos total confiança no sistema eleitoral brasileiro”, complementa. “Trabalhamos com líderes eleitos, gostemos ou não.”

Para as autoridades norte-americanas, não há interesse em ruptura institucional no Brasil, nem por parte dos EUA, nem dos países vizinhos nem dos parceiros comerciais. “Certamente, se aparecesse qualquer sinal efetivo de que o Brasil voltaria para uma ditadura, trabalharíamos para reverter isso”, frisa.

Correio Braziliense

***

Para os EUA, militares brasileiros devem ficar bem longe da política

Por Vicente Nunes

Autoridades dos Estados Unidos que acompanham o dia a dia do Brasil estão convencidas de que os militares brasileiros devem ficar bem longe da política, para evitar os desnecessários ruídos de volta da ditadura. “Nossa percepção é de que militares não são atores políticos”, diz um integrante do governo de Joe Biden.

Apesar de todo o estresse provocado pela insistência de integrantes das Forças Armadas em endossarem as maluquices do presidente Jair Bolsonaro, o governo norte-americano não vê possibilidade — não neste momento — de mudar a postura de colaboração entre os militares norte-americanos e os brasileiros. “Tudo continua como está”, ressalta a mesma fonte.

Para o governo do EUA, o Brasil é um parceiro estratégico em operações de força de paz, em operações de segurança na região, sobretudo no que se refere à Venezuela. “A parceria está mantida. Mas, de novo, é importante ressaltar que as Forças Armadas não são atores políticos”, complementa o auxiliar do governo norte-americano.

Correio Braziliense

Heinze diz que espera ser chamado pelos EUA para debater tratamento precoce

 

AUG



Senador Luis Carlos Heinze (PP-RS)

O tratamento precoce e o uso de cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina em casos de COVID não tem comprovação científica

Por Ana Mendonça

O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) voltou a falar informações falsas durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID, realizada, nesta quarta-feira (18/8). O parlamentar defende o ‘kit COVID’, tratamento precoce contra COVID-19. Esses remédios não têm comprovação científica contra o vírus. De acordo com Heinze, ele está esperando ser chamado no Congresso dos Estados Unidos para discursar sobre o assunto.

“Não falo sem conhecimento de causa, não é fake news. Existem inúmeros trabalhos com ivermectina. Por tanto, eles não vão me calar. O  interesse é outro, é da big pharma. Este interesse está sendo demonstrado no Senado americano no caso Fauci. Tenho ligações com eles, já recebi material. Estou esperando ser chamado nos Estados Unidos para falar sobre esse tema”, afirmou.

Heinze é um dos nomes governistas mais alinhados com o presidente na CPI. A favor da cloroquina e do tratamento precoce, o senador já protagonizou algumas discussões sobre o assunto.

Em quase todas as sessões da CPI da COVID no Senado, quando o senador tem a palavra, ele cita termos como Didier Raoult (chamado nas redes de DJ Raul), o município de Rancho Queimado, Big Pharma, entre outros. 

O tratamento precoce e o uso de cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina em casos de COVID não tem comprovação científica.
 
Estadão / Estado de Minas

Angústia

 



Convém deixar que Bolsonaro se enrole na sua própria teia e consuma seu próprio veneno

Por Rosângela Bittar (esq.)

O clima de Brasília está irrespirável. O ambiente funde o medo da morte, impregnado na nova expansão da pandemia descontrolada, com o desvario constante do homem que domina os palácios da capital. A cidade se transformou, desde o início, em campo de provas da negação da ciência, da vida e do bom senso. Um novo apocalipse.

Falsidades e mentiras são multiplicadas a cada dia da gestão Jair Bolsonaro. O presidente insiste em atacar, violentar, agredir, instituições e pessoas. Convém deixar que se enrole na sua própria teia e consuma seu próprio veneno. O que importa verdadeiramente é a sobrevivência dos cidadãos.

Pode-se listar as manobras rocambolescas de Bolsonaro:

1 - O pedido de impeachment dos ministros do Supremo não se deve a uma solidariedade fraternal ao ex-deputado preso Roberto Jefferson. Afinal, até o presidente sabe que não foi mera liberdade de expressão o que ele cometeu. A série de fotos e desaforos do ex-deputado, armado até os dentes, ameaçando autoridades, pelas redes sociais, não deixa dúvidas. Os provocadores, porém, aos ouvidos de Bolsonaro, o lembraram que, depois de Jefferson, o próximo alvo seria Carlos Bolsonaro.

2 - Ao reagir furioso ao encontro do ministro Luís Roberto Barroso com o vice-presidente Hamilton Mourão, Bolsonaro deu curso a seu traço marcante, de aplicar a tudo a teoria da conspiração. Avaliou que tal reunião se destinava a tramar sua derrubada da Presidência, deixando o poder com o vice. Foi do que se queixou, sem meias-palavras, a membros do Judiciário.

3 - A insistência com que repete que não haverá eleição no ano que vem, ameaça respaldada pelo general-ministro da Defesa, não define como e com quem dará o golpe. Um novo AI-5? Como ficariam os mandatos dos deputados e senadores? Os governadores terão seu tempo prorrogado? O Centrão, que se alimenta de eleições, concordará em extingui-las?

Com estas e muitas outras imprecisões e omissões, Bolsonaro conseguiu desviar a atenção do desastre do seu governo. Em todas as áreas, mas, em especial, na gestão da pandemia, que não acabou. Embora tenha se tornado tão incômoda aos seus planos eleitorais que o presidente nem sequer menciona mais a sua querida cloroquina.

A mobilização da sociedade está sendo insuficiente para conter as sucessivas ondas de insegurança geradas em cada palavra, gesto ou movimento do presidente.

Assim, o País precisa voltar ao que interessa, ao foco do qual o presidente quer desviar a atenção do eleitorado.

A constante morte de famosos lembra que a pandemia persiste e exige novas ações de combate. Outros países mais bem posicionados que o Brasil no enfrentamento da crise já estão retomando mecanismos extremos, como o lockdown. A pandemia se mostra viva e mutante. Até tirou a máscara do quarto ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Marcelo Queiroga.

Posando de bom moço que nada devia à sociedade pelos malfeitos de seus antecessores, Queiroga entrou firme na campanha eleitoral da reeleição. Até transgrediu o plano nacional de imunização, reduzindo as doses de vacina devidas proporcionalmente a São Paulo. Mesquinharia incompatível com a gravidade da situação e mais uma questão para a Justiça arbitrar.

Ocupado apenas com seu destino e seu previsível fim, Bolsonaro inventa um enredo em que ele mesmo é o mocinho, o bandido, o padre, o pastor, o médico, o juiz de paz, o prefeito, o governador e a tropa de ataque à cidadela sitiada.

O que é mais mortal? Este Bolsonaro ou o coronavírus? A doença, é verdade, aproveita-se das populações mal governadas e abandonadas à própria sorte. Mas as instituições também precisam ampliar o seu papel de resistência. As convulsões diárias do faroeste bolsonarista não merecem tanta atenção.

O Estado de São Paulo

Bolsonaro derrete e apela para o golpismo



A expectativa de poder que Bolsonaro mantém não se sustenta no projeto eleitoral, mas no governo como forma concentrada de poder e na narrativa do golpe de Estado

Por Luiz Carlos Azedo (foto)

A pesquisa XP-Ipespe divulgada ontem mostra que Jair Bolsonaro derreteu eleitoralmente — perde para qualquer concorrente no segundo turno, se as eleições fossem hoje. Mais ainda, pode até ser derrotado pelo ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva no primeiro turno, se mantiver a polarização com o petista e conseguir inviabilizar a chamada “terceira via”, como pretende. Segundo o cientista político Antônio Lavareda, mesmo com o recesso da CPI da Covid e o bom desempenho do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio, que reduziram o noticiário negativo, o mau humor dos brasileiros com o presidente da República aumentou.

Não faltam motivos para isso, apesar do avanço da vacinação em massa e da redução do número de óbitos diários pela covid-19, que o povo atribui aos governadores e aos prefeitos. Com justa razão, Bolsonaro é identificado com o vírus da pandemia e não com a vacina. Fez tudo o que podia e não deveria para isso. Ontem mesmo, andou falando que as pessoas que tomaram a CoronaVac, a vacina chinesa produzida pelo Instituto Butantan, estão morrendo. Sua avaliação positiva caiu de 22 para 21%, enquanto a de governadores subiu de 36% para 46% e a dos prefeitos, de 45% para 55% — mesmo com o presidente da República culpando-os pela crise sanitária.

O estrago feito pelo ex-ministro Eduardo Pazuello e sua equipe de militares na Saúde, desnudado pela CPI do Senado, é irreversível: 57% da população acreditam no envolvimento do governo e de alguns de seus membros na corrupção. O apoio à CPI é robusto e inversamente proporcional: 57%. Na pesquisa, 67% dos entrevistados disseram que acompanham a CPI e 74% dos brasileiros perderam um parente, amigo ou colega na pandemia. O pior dos mundos para Bolsonaro é a percepção da economia, negativa para 63% da população. Em julho, eram 57%.

Ou seja, mesmo com alguns indicadores positivos, como o crescimento do PIB, e medidas recentes para ajudar a população de mais baixa renda, como o Auxílio Brasil, o programa federal que substituirá o Bolsa Família, o povo se queixa da inflação, dos juros altos e do desemprego, que formam um círculo vicioso. Nas simulações eleitorais, Bolsonaro perderia para Lula, Ciro Gomes, Sergio Moro, Luís Henrique Mandetta, João Doria e Eduardo Leite. Se aparecer mais um candidato, talvez perca para ele também. A expectativa de poder que mantém não se sustenta no seu projeto eleitoral, mas no governo como forma mais concentrada de poder e na narrativa do golpe de Estado. Esse é o xis da questão.

O ministro da Defesa, Braga Neto, compareceu ontem à Câmara para dizer que a ameaça de não realização das eleições, caso não fosse aprovado o voto impresso, nunca houve e é um assunto encerrado. É mesmo, porque a Câmara enterrou a proposta. Mas a narrativa golpista de Bolsonaro continua. É construída sobre três pilares: a disseminação da suspeita de fraude eleitoral para beneficiar a candidatura de Lula, o falso papel moderador que atribui às Forças Armadas nas relações entre os Poderes e o questionamento da autoridade do Supremo Tribunal Federal (STF) na exegese da Constituição.

Vivandeiras

Bolsonaro escala seu confronto com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, e Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para provocar uma grave crise institucional e arrastar as Forças Armadas para a aventura de um golpe de Estado, antecipando-se à derrota eleitoral que vislumbra no horizonte. Exuma o velho castilhismo castrense da Revolução de 1930, percorre quartéis e campos de manobras como “comandante supremo das Forças Armadas”. Parece uma daquelas “vivandeiras alvoroçadas” que percorriam os bivaques para “bulir com os granadeiros e pro- vocar extravagâncias do poder militar”, como disse, certa vez, o marechal Castello Branco, referindo-se aos políticos golpistas.

Os políticos do Centrão, entre os quais o novo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, tiram proveito da situação para avançar sobre cargos do governo e verbas do Orçamento da União, mas, até agora, não embarcaram no projeto golpista. Um golpe de Estado, quando nada, anularia todo o poder de barganha que hoje desfrutam. Além disso, não têm a mesma ojeriza dos militares a Lula, pois foram seus aliados quando o PT estava no poder — alguns até foram ministros. Atuam como a turma do deixa disso, mas não estão tendo sucesso na tentativa de protagonizar e viabilizar o projeto de reeleição de Bolsonaro.

Correio Braziliense

Postado há  por  

Em destaque

Jeremoabo e a Virada Administrativa: Modernizar antes que “a vaca vá para o brejo”

Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por JEREMOABO FM (@jeremoabo.fm) Jeremoabo e a Virada Administrativa: M...

Mais visitadas