terça-feira, maio 25, 2021

Paulo Guedes diz que o governo vai trocar a defensiva pelo ataque visando as eleições de 2022

Publicado em 25 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Paulo Guedes sustenta que não tem faltado dinheiro para o Brasil

Pedro do Coutto

Em uma entrevista à Alexa Salomão e Bernardo Caram, Folha de São Paulo, o ministro Paulo Guedes disse que o governo estava jogando na defensiva, mas que agora, com vistas à eleição de 2022, partirá para o ataque, inclusive colocando em foco a sua agenda liberal que foi escolhida por circunstâncias políticas, como o acordo com o Congresso.

Paulo Guedes sustenta que não tem faltado dinheiro para o Brasil comprar vacinas destinadas ao combate contra a Covid-19. Guedes anuncia medidas que buscam melhorar desde já o ambiente eleitoral que se aproxima. Disse que o pacote de propostas que incluem a criação de um fundo social alimentado por recursos de privatizações será uma peça importante para a campanha.

RECURSOS – O ministro da Economia disse que o presidente da República não quer tirar recursos dos pobres para dar aos paupérrimos. “Vamos devolver as estatais ao povo brasileiro”, diz.

Os próximos meses, prosseguiu Paulo Guedes, serão de testes também para o governo não cair no discurso sem consequência concreta. Admitiu que a agenda liberal encolheu por circunstâncias políticas até agora. Inclusive porque os liberais sempre foram inábeis politicamente falando e nunca o Brasil teve um governo autenticamente liberal. No entanto, o presidente lhe garantiu que não cederá às pressões, sobretudo para desmembrar o Ministério da Economia.

Como se sabe, Paulo Guedes acumula as pastas da Fazenda, do Planejamento, da Previdência e do Trabalho. O ministro disse também que o panorama está cheio de pessoas querendo cargos que seriam decorrentes do desmembramento. Acentuou que não faltaram recursos, como não faltaram, na sua visão, para campanha de vacinação do país e para o auxílio de emergência.

CENÁRIO – Perguntado pela reportagem qual o cenário que a equipe econômica traça para este ano, Paulo Guedes disse que a democracia brasileira vai surpreender quando conseguir fazer as reformas que o Ministério da Economia traçou.

O Centrão, frisou Guedes, “acabou vindo para cá, para o nosso lado, e está assegurando sustentação parlamentar, como está no exemplo da presença de Rodrigo Pacheco no Senado e Arthur Lira na Câmara dos Deputados”. Além disso, acrescentou, “temos o Banco Central independente. No primeiro ano nos surpreendemos com a Reforma da Previdência. No segundo ano tivemos que enfrentar a pandemia, mas o Brasil vai voltar vitorioso na etapa que temos pela frente até as urnas. O governo vai se transformar num exemplo do liberalismo econômico”.

Guedes concluiu dizendo que tem gente dentro do governo que defende um ponto de vista oposto à posição liberal. “A turma que diz vamos para a reforma e na hora h não cumpre o compromisso. Mas o governo cumprirá o dele e com isso vamos para as urnas de 2022”, finalizou.

Vacina contra Covid-19 em Aracaju: veja quem pode ser vacinado hoje e o que fazer

https://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2021/01/27/vacina-contra-covid-19-em-aracaju-veja-quem-pode-ser-vacinado-hoje-e-o-que-fazer.ghtml 

Confusão nesse domingo em hospital municipal de Jeremoabo causa tumulto entre pacientes e médica.

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Na sexta-feira e no sábado pacientes denunciaram  a demora e o péssimo atendimento por parte de uma médica no Hospital Municipal de Jeremoabo, já no domingo o cancão piou; porém como foi um servidor  que narrou o acontecido, e como mesmo solicitou o anonimato com reeio de represálias, estou tentando apurar com detalhes para só depois publicar a matéria denúncia, já que o caso foi grave.

segunda-feira, maio 24, 2021

“Não é doença, é fome”

https://brasil.elpais.com/brasil/2021-05-24/nao-e-doenca-e-fome.html 

Na Câmara, general Heleno defendeu punição a militar que participa de ato político


Militares falam em "guerra civil", apoiam Heleno e atacam STF - CartaCapital

Militar da ativa não pode se manifestar, diz Heleno

Lauriberto Pompeu
Estadão

Quatro dias antes de o general Eduardo Pazuello participar de um ato ao lado do presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, defendeu punição para integrantes das Forças Armadas que forem a manifestações políticas.

Em audiência na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados, Heleno afirmou que não vê problema em militares da reserva participarem de atos políticos. No entanto, no caso de integrantes da ativa – como é o caso de Pazuello -, defendeu punições.

DISSE O MINISTRO – “Presença de militares nas manifestações. É preciso entender qual é essa participação. Os militares da reserva podem participar de manifestações políticas. Militares da ativa não podem e serão devidamente punidos se aparecerem em manifestações políticas, não tenho dúvida disso, isso é muito claro”, declarou Heleno na quarta-feira, 19.

O ministro do GSI havia sido convocado à comissão para prestar esclarecimentos sobre a disseminação de notícias falsas a respeito da pandemia por Bolsonaro. O requerimento da convocação era de autoria do deputado Kim Kataguiri (DEM-SP).

“Participar sendo militar da reserva, pode participar de qualquer lado, é uma democracia, pode participar de qualquer lado, não tem restrição nenhuma, isso não deve ser considerado”, comentou Heleno.

MOURÃO É TAXATIVO – O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, fez críticas nesta segunda-feira, 24, ao comportamento do general Eduardo Pazuello, que participou de ato bolsonarista ontem. Segundo o vice, o ex-ministro da Saúde “entendeu que cometeu um erro”.

É provável que seja [punido], é uma questão interna do Exército. Ele também pode pedir transferência para a reserva e aí atenuar o problema”, disse Mourão a jornalistas ao chegar pela manhã à Vice-Presidência da República, no anexo do Palácio do Planalto.


Fux julga no Supremo processos de clientes do filho em outra instância


por Matheus Teixeira | Folhapress

Fux julga no Supremo processos de clientes do filho em outra instância
Foto: SCO / STF

Dono de um escritório de advocacia que leva o sobrenome do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, o filho do ministro, Rodrigo Fux, atua perante os tribunais de Brasília na defesa de grandes empresas como Golden Cross, Embraer, H. Stern e concessionárias de serviços públicos, como a Light.
 

Nos processos em curso no Supremo em que o filho figura como advogado, o ministro se declara suspeito e não participa dos julgamentos. Mas Fux julga ações que envolvem empresas com as quais Rodrigo tem ou teve relações profissionais em outras instâncias.
 

É o caso, por exemplo, de litígios da Estácio de Sá, da Embraer, da Companhia de Gás do Rio de Janeiro e da Light, prestadora de serviços de iluminação no Rio.
 

Rodrigo já advogou para essas quatro empresas no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e, no Supremo, Fux participa de julgamentos em que elas estão envolvidas.
 

O ministro diz que não há relação entre a atuação do filho e a sua como magistrado.
 

"A suspeição é objetiva em relação aos casos que envolvem o filho ou o escritório do filho e não se estendem a empresas que, porventura, tenham contratado o escritório para outros processos. Sabe-se que as empresas têm a prática de contratar diversos escritórios para causas distintas", diz o presidente do STF.
 

Ele argumenta que não atuou em nenhum dos 28 processos em que o filho figura como defensor de uma das partes no tribunal que preside.
 

É recorrente a atuação de parentes de ministros como advogados em tribunais superiores de Brasília. Nada proíbe que filhos de ministros advoguem em causas que tramitam no mesmo tribunal. Nesses casos, os magistrados ficam impedidos de julgá-las.
 

Nos bastidores, ministros relatam constrangimento em decidir sobre ações nais quais filhos de colegas figuram como advogados.
 

Não há irregularidade, embora haja debate antigo no mundo jurídico sobre a atuação de parentes próximos de magistrados.
 

No STF, os casos mais conhecidos são de Guiomar Mendes e Roberta Rangel, esposas, respectivamente, de Gilmar Mendes e Dias Toffoli. A primeira é sócia do escritório Sérgio Bermudes Advogados, e a segunda, da Warde Advogados, duas das maiores bancas do país.
 

Já no STJ, o presidente da corte, Humberto Martins, e os ministros João Otávio de Noronha e Francisco Falcão têm filhos que atuam no tribunal.
 

Em 2016, quando Falcão presidia o STJ, a Folha mostrou que o magistrado tomou decisões em processos representados pelo filho, Djaci Falcão Neto. No ano passado, reportagem também apontou o aumento da atuação dos herdeiros de Noronha, ex-presidente do tribunal, na advocacia criminal depois de o pai assumir o comando da corte.
 

O Código de Processo Penal prevê que o magistrado deve se declarar suspeito apenas quando o cônjuge ou parente de até terceiro grau "sustentar demanda ou responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes". O mesmo deve ocorrer em casos em que o juiz for "amigo íntimo ou inimigo capital" de uma das partes.
 

O escritório do filho de Fux fica no Rio de Janeiro, leva o nome da família e conta com ao menos 25 advogados.
 

Os processos no STF envolvem os mesmos clientes do filho de Fux, mas não necessariamente têm vínculo com ações em que ele defende a empresa em outra instância.
 

No STJ, segundo tribunal mais importante do país, Rodrigo figura em 202 processos. No STF, são 28 causas patrocinadas pelo filho do presidente -nesses casos, quando aparece o nome do escritório, outra banca assume a causa. Em todos, Fux se declara impedido.
 

O magistrado segue julgando, porém, ações de empresas com que o filho tem ou já teve relação profissional, mas em que ele não aparece como responsável pelo processo.
 

Como Rodrigo defende grandes multinacionais, as empresas têm inúmeras ações no Supremo com diversos advogados em diferentes causas.
 

Fux já deu decisões contrárias às contratantes do filho. Em outros casos, impôs derrotas a quem acionava a corte contra essas empresas.
 

Rodrigo representa a Estácio de Sá em processos que tramitaram até este ano no STJ. No Supremo, em abril de 2021, Fux impediu que tramitasse na corte um processo contra a instituição de ensino. Ele afirmou que o processo movido por uma mulher para contestar decisão da instituição relativa ao financiamento estudantil foi protocolado no STF fora do prazo e, por isso, devolveu o recurso à primeira instância.
 

Rodrigo também atuou como advogado da Embraer no STJ em 2012. Em 2014, um homem recorreu ao Supremo após ser condenado porque teria vazado documentos da fabricante aérea. Ele pediu ao STF a subida do processo para que fosse analisado pela corte, mas Fux rejeitou o pedido.
 

Em relação à H. Stern, Fux devolveu à primeira instância, em 2014, processo em que Pernambuco requeria a cobrança de imposto da loja para vendas no exterior. Em 2020, o STF estabeleceu, com voto de Fux, tese sobre o tema que definia a não isenção do imposto, como havia defendido o estado seis anos antes.
 

A Companhia Distribuidora de Gás do RJ é defendida por Rodrigo em processos que tramitaram no STJ até este ano. Também em 2021, Fux rejeitou recurso da empresa, alegando que o caso exigiria reexame de provas.
 

Outra empresa que já teve Rodrigo como advogado é a Golden Cross, da área privada de saúde. Um processo tramitou no STJ em 2011 e teve o filho de Fux como representante. Em 2015, Fux rejeitou recurso de um homem que questionava a mensalidade do plano de saúde e devolveu o caso para as instâncias inferiores do Judiciário.
 

Em relação à Light, o filho de Fux representou a empresa em um processo que tramitou no STJ de 2009 a 2011. Em 2020, o ministro julgou dois processos que envolviam a companhia.
 

O professor da FGV Direito de São Paulo Rubens Glezer afirma que o Judiciário deveria repensar o sistema de declaração de suspeição e impedimento dos magistrados e que há pouca transparência atualmente no STF em relação aos casos em que os ministros afirmam não poder julgar determinado processo.
 

"No Supremo, as declarações são muito opacas, há pouco controle sobre isso. É raro que eles exponham com clareza os motivos para não poderem julgar determinado processo."
 

À Folha Fux afirma que tem "uma criteriosa observância e controle em relação a casos de suspeições e impedimentos".
 

"Por este motivo, o gabinete tem orientação expressa de monitorar essas situações, de modo que o ministro jamais atuou em qualquer ação que envolvesse integrantes do escritório Fux Advogados." O ministro diz que "sempre agiu com absoluta transparência em relação a processos nos quais, por dever legal, não atua".
 

O escritório Fux Advogados afirmou que "atende inúmeros clientes" e "algumas das empresas citadas há mais de uma década". "É evidente que, como um escritório de contencioso, há casos que chegam às cortes superiores pela via recursal, razão pela qual o nome de seus sócios ou do próprio escritório figura em pesquisas ou buscas."
 

O escritório disse que a "política de compliance institucional de Fux Advogados é rigorosa ao impedir que qualquer integrante do escritório advogue em processos concluídos nas instâncias inferiores que estejam em vias de remessa ao STF, além de ações que tenham início ou já estejam em andamento na corte".
 

A Estácio de Sá afirmou que "conta com a representação jurídica de diversos escritórios do país e todas as contratações observam as regras de compliance". Ressaltou ainda que o escritório do filho de Fux não atua em ações e julgamentos que tramitam no STF.
 

A Golden Cross disse que Rodrigo não foi contratado para atuar perante o STF, mas que presta serviço para a empresa há mais de uma década.
 

A Light disse que "sempre contratou grandes escritórios para atuar em suas causas e tem conhecimento que Rodrigo Fux trabalhou em algum deles antes de ter seu próprio escritório, porém não tem como afirmar se no passado chegou a atuar em algum caso específico da Light".
 

A Companhia Distribuidora de Gás do RJ afirma que mantém contratos com mais de 15 escritórios, "todos remunerados a valores de mercado, sendo o Fux Advogados um desses parceiros, que já presta serviços para a empresa há mais dez anos".
 

Procuradas, Embraer e H. Stern não se manifestaram.

Bahia Notícias

Aras envia dados com informações do MP-BA à presidência da CPI da Covid

por Cláudia Cardozo / Mauricio Leiro

Aras envia dados com informações do MP-BA à presidência da CPI da Covid
Foto: Reprodução / Agência Senado

O procurador geral da República, Augusto Aras encaminhou ao presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM) os dados encaminhados pelos Ministério Público da Bahia (MP-BA) sobre investigações relacionadas ao governo do estado e a prefeitura de Salvador durante a pandemia do novo coronavírus.

 

No documento obtido pelo Bahia Notícias, constam os dados encaminhados pela coordenação do Grupo de Trabalho do coronavírus do MP-BA, entre eles, os das investigações da compra de respiradores e da operação do Hospital Espanhol na Bahia. O órgão enviou a lista de todos os processos administrativos do município e do estado. 

 

O envio pelo procurador ocorreu na última segunda-feira (17) e constam documentos juntados pelo Ministério Público desde o mês de outubro de 2020.

Bahia Notícias

Exército decide por abertura de procedimento disciplinar contra Pazuello


Exército decide por abertura de procedimento disciplinar contra Pazuello
Foto: Reprodução/ CNN/Brasil

O Exército brasileiro decidiu abrir um procedimento disciplinar contra o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, após sua participação em encontro entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e motociclista, no Rio de Janeiro, neste domingo (23). Conforme a CNN Brasil, Pazuello será chamado a se manifestar e apresentar sua defesa. A expectativa é de que o procedimento dure até 30 dias.

 

Como general da ativa, ele só poderia ir ao ato com autorização do comando do Exército, o que não ocorreu. O evento gerou aglomeração em um momento em que o país se aproxima da marca de 450 mil mortos pela Covid-19.

 

A investigação deverá avaliar se Pazuello descumpriu o Regulamento Disciplinar do Exército, o qual prevê punição tendo por base o requisito "manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária".

 

O artigo 24 do Regimento prevê seis tipos de punição:  
"I - a advertência;
II - o impedimento disciplinar;
III - a repreensão;
IV - a detenção disciplinar;
V - a prisão disciplinar; e
VI - o licenciamento e a exclusão a bem da disciplina."
Pazuello será chamado a se manifestar e apresentar sua defesa. A expectativa é de que o procedimento dure até  30 dias.

Bahia Notícias

Feira: Taxa de ocupação de leitos clínicos e de UTI Covid está em 100%

Feira: Taxa de ocupação de leitos clínicos e de UTI Covid está em 100%
Foto: Divulgação

O prefeito de Feira de Santana, no Portal do Sertão, Colbert Martins (PSD), afirmou, nesta segunda-feira (24), que todos os leitos de enfermaria e Unidades de Terapia Intensiva (UTI), da rede pública e privada da cidade estão ocupados. O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa virtual.

De acordo com Colbert, o aumento das internações está diretamente associado às comemorações do dia das Mães, há  15 dias. “Não adianta abrir leitos quando a população não se cuida. Por isso fica o alerta: mesmo vacinado, é preciso usar máscara e respeitar o distanciamento social. Nada de festas, nada de aglomeração”, disse.

De acordo com o último boletim emitido pela secretaria de saúde de Feira, a cidade conta com  4.170 casos ativos da Covid-19. Deste total, 126 pessoas estão hospitalizadas. Desde o início da pandemia a cidade registrou 38.595 casos confirmados e 705 óbitos. 

A secretaria de comunicação da cidade informou que, neste fim de semana, três bares foram interditados e outros 12 bares e restaurantes fechados após serem flagrados desrespeitando horário de funcionamento. Também foram encerradas 12 festas.

Bahia Notícias

Ministério desmente ministro e diz que ofícios do orçamento secreto não são públicos


Rogério Marinho

Marinho diz uma coisa e seu Ministério diz outra

André Shalders e Breno Pires
Terra/Estadão

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) admitiu pela primeira vez que os ofícios usados por políticos para destinar verbas do orçamento secreto criado pelas emendas de relator-geral não estão públicos. A admissão contraria o discurso do ministro Rogério Marinho, que insiste em dizer que “não há nada de secreto” na destinação de verbas da sua pasta.

Na narrativa do ministro, repetida pelo presidente Jair Bolsonaro, os documentos estão publicados no site da pasta na internet. O Estadão quis saber onde poderia encontrá-los. A resposta é que não há obrigatoriedade para divulgação.

DIZ O MINISTÉRIO – “O MDR destaca que, por se tratar de um instrumento novo, não foi instituída a obrigatoriedade de os ofícios de parlamentares com o direcionamento de recursos estarem disponíveis na plataforma”, afirmou.

O Estadão revelou o conteúdo de mais de 100 desses ofícios reservados nos quais deputados e senadores determinam a destinação de recursos das emendas de relator para obras e compra de máquinas agrícolas, como tratores. Os políticos tratam a verba como “minha cota” e definem, até mesmo, o preço do que deve ser comprado.

A divisão dos recursos não foi equânime e desrespeitou veto do próprio presidente Jair Bolsonaro que impedia a interferência do Congresso na aplicação dessas verbas. A divisão das cotas foi feita dentro do Palácio do Planalto, no gabinete do ministro Luiz Eduardo Ramos.

TUDO SOB SIGILO – A reportagem do Estadão também insistiu para que o ministério de Rogério Marinho dissesse se há, em algum documento ou página pública, os nomes dos congressistas que indicaram a destinação das verbas. A pasta não respondeu até a conclusão desta edição.

Além de os ofícios não estarem públicos, como admitiu o ministério, não há na maioria dos casos nenhuma outra fonte de informação pública sobre qual político indicou o quê, ao contrário do que acontece com os demais tipos de emendas parlamentares (individuais, de bancada e de comissões).

Na plataforma +Brasil, criada pelo governo para disponibilizar dados sobre convênios, a única informação disponível sobre a destinação das verbas RP 9 é o dado de que se trata de uma “emenda de relator”, sem mais detalhes.

VERSÕES DISPARATADAS – Ao longo da última semana, o Ministério do Desenvolvimento Regional mudou de versão algumas vezes sobre o sigilo dos documentos relacionados às emendas de relator-geral (RP 9).

Na quarta-feira, por exemplo, a pasta disse que “os documentos e ofícios referentes aos convênios firmados pelo MDR estão disponíveis na Plataforma Mais Brasil”, versão que seria negada pela própria pasta mais adiante.

Em outros momentos, o ministério disse que, como os ofícios de deputados e senadores destinando dinheiro são oriundos de negociações políticas, não há qualquer exigência legal de que eles sejam enviados. Senadores também alegaram que não poderiam divulgar os documentos alegando “risco à segurança do Estado” e até mesmo à “segurança da família”.

Com Pazuello ao lado, Bolsonaro lança desafio e joga a sua cartada decisiva


Bolsonaro e Pazuello ignoram mortes e promovem aglomerações

Pedro do Coutto

Ao convocar o general Eduardo Pazuello para participar ao seu lado da manifestação deste domingo, quando acompanhou a caravana de motociclistas no Rio de Janeiro, sem dúvida Jair Bolsonaro lançou um desafio e jogou uma cartada decisiva para permanecer no poder mesmo antes da sucessão presidencial de 2022.

Sua atitude, que só pode ser compreendida assim, causou reações nas áreas militares e entre os integrantes da CPI que apura erros e omissões do governo no combate ao coronavírus. No O Globo, reportagem de Jussara Soares e Tânia Monteiro. Na Folha, de Vinicius Sassine e Ana Luiza Albuquerque.

SEM MÁSCARA – Tanto Bolsonaro quanto Pazuello participaram sem máscara, envolvendo-se em aglomerações ao lado de seus apoiadores. O presidente da República no fim de semana voltou a defender o tratamento precoce.

Pazuello é um oficial da ativa e como tal não poderia se envolver em atos políticos. Mas foi o que fez, ao lado de Bolsonaro, provocando reações entre os militares que já levaram o caso à apreciação do general Paulo Sérgio Nogueira, comandante do Exército. Está conflagrada uma situação marcada pela expansão da crise. O quadro democrativo brasileiro está sob risco uma vez que se o episódio de domingo passar em branco será uma prova do fortalecimento do chefe do Executivo e o abalo dos princípios constitucionais e legais, sobretudo porque está em jogo o próprio regime democratico.

Portanto, as próximas horas do dia de hoje deverão projetar um panorama bastante profundo envolvendo o impasse criado entre o regulamento militar e a própria população do país na medida em que esta aguarda o final de mais esse capítulo que vem colocando em choque há vários meses o regime democratico e a liberdade do país.

DEFESA – O presidente Jair Bolsonaro demitiu Pazuello do Ministério da Saúde e ele permaneceu em Brasília ainda sem cargo definido, tendo sido defendido no caso do comparecimento à CPI pela Advocacia Geral da União que recorreu ao Supremo Tribunal Federal para garantir o seu silêncio.

A AGU, a rigor, não poderia ter recorrido ao STF em favor de Pazuello, simplesmente porque ele já não era mais ministro de Estado. Mas essa é outra questão. No momento menos importante. É preciso aguardar uma definição, estando esta bem próxima de uma ruptura tanto política quanto institucional.

Pfizer alertou: vacinas do Brasil iriam para outros países se não houvesse resposta do governo

Publicado em 24 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Foto de uma profissional da saúde paramentada com touca, luva, máscara, óculos e avental segurando uma bandeja com ampolas de vacina

Pfizer insistiu muito até o governo aceitar a vacina

Valdo Cruz
G1 Brasília

As mensagens enviadas pela Pfizer ao governo brasileiro, entregues à CPI da Covid, mostram que a farmacêutica fez alerta de que as doses reservadas ao Brasil seriam distribuídas a outros países se não houvesse resposta às propostas.

O último alerta, conforme o roteiro das mensagens obtido pelo blog, foi no dia 24 de novembro de 2020, quando a Pfizer enviou e-mail com os termos atualizados do acordo, lembrando que o prazo de validade era até 7 de dezembro. E que, após essa data, as doses reservadas ao Brasil poderiam ser distribuídas a outros países.

SEM RESPOSTA – O roteiro traz ainda a informação de que, quando a Pfizer enviou a carta ao presidente Jair Bolsonaro, em 12 de setembro de 2020, o mesmo documento foi encaminhado a diversos secretários do Ministério da Saúde. Na carta, o laboratório cobrava uma posição às propostas enviadas ao longo do mês de agosto, mas que até então não havia recebido uma resposta.

O material enviado à CPI revela ainda que o primeiro contato da Pfizer com o governo brasileiro foi no dia 17 de março do ano passado, quando foi enviado e-mail ao presidente Jair Bolsonaro informando que a empresa estava buscando soluções médicas para combate à Covid-19.

SÓ EM NOVEMBRO – Na avaliação de integrantes da CPI da Covid, fica comprovado que o governo passou a dar respostas às propostas do laboratório apenas depois da entrada nas negociações do ex-secretário de Comunicação Social Fábio Wajngarten, em novembro do ano passado. Até então, a empresa havia também encaminhado mensagens para o presidente da República, sem obter resposta.

Ou seja, somente depois de uma pressão interna é que as propostas começaram a ser tratadas com mais celeridade.

LOBBY POSITIVO – “Houve um lobby dentro do próprio governo para as coisas andarem. O que se passou nisso, precisamos investigar”, disse ao blog um integrante da CPI da Covid.

E não faltam documentos à CPI. A comissão está de posse da completa cronologia das mensagens trocadas pela Pfizer com o governo brasileiro.

As provas mostram que houve 46 mensagens entre o governo e o laboratório americano até ser fechada a primeira remessa de vacinas Pfizer. 

Em destaque

INTIMAÇÃO PESSOAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL

  TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL SECRETARIA JUDICIÁRIA COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO   RECURSO ESPECIAL ELEITORAL (11549) - 0600425-35.2024.6....

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