segunda-feira, maio 24, 2021

Para Mourão, Pazuello deve ser punido por ir ao ato político com Bolsonaro

Publicado em 24 de maio de 2021 por Tribuna da Internet

Mourao-Catarata

Pazuello sabe que errou e se arrependeu, diz Mourão

Daniel Carvalho
Folha

​O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira (24) que o general da ativa Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, deve ser punido pelo Exército por ter participado no domingo (23) de uma manifestação política ao lado do presidente Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro.

Para atenuar a punição, que pode ir de uma advertência à prisão, Mourão, que é general da reserva, disse que Pazuello pode solicitar sua aposentadoria ao Exército.

QUESTÃO INTERNA – “É provável que seja [punido], é uma questão interna do Exército. Ele também pode pedir transferência para a reserva e aí atenuar o problema”, disse Mourão a jornalistas ao chegar pela manhã à Vice-Presidência da República, no anexo do Palácio do Planalto.

A pressão para que Pazuello vá para a reserva existe desde que ele assumiu o Ministério da Saúde, mas aumentou com o episódio deste final de semana. O ex-ministro subiu no carro de som onde estava o presidente, que discursou após um passeio de moto com apoiadores.

Como mostrou a Folha, a decisão do general da ativa de subir em um palanque foi considerada descabida por integrantes do Alto Comando do Exército, que enxergaram uma transgressão a normas básicas na caserna.

CABE AO COMANDANTE – Generais que integram a cúpula da Força trocaram impressões por telefone sobre o que ocorreu no Rio de Janeiro e dizem, em conversas reservadas, que o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, deve avaliar o caso e decidir que providência será tomada.

“O regulamento disciplinar do Exército ele no seu anexo I tem uma série de transgressões, entre elas, pode ser aí enquadrada essa presença do general Pazuello nessa manifestação, uma manifestação de cunho político”, afirmou Mourão.

O vice-presidente admitiu entender que Pazuello cometeu um erro, mas que o ex-ministro está arrependido. “Eu já sei que o Pazuello já entrou em contato com o comandante informando ali, colocando a cabeça dele no cutelo, entendendo que ele cometeu um erro”, disse Mourão.

SEM POLITIZAÇÃO – O vice-presidente, no entanto, não vê no episódio risco de que se abra uma brecha para a politização dos quartéis.

“Acho que não [há risco de politização das Forças Armadas]. Acho que o episódio será conduzido à luz do regulamento, isso tem sido muito claro em todos os pronunciamentos dos comandantes militares e do próprio ministro da Defesa”, disse Hamilton Mourão.

Pazuello já foi ouvido na CPI da Covid por causa de sua gestão à frente do Ministério da Saúde durante a pandemia. Após um depoimento repleto de contradições e mentiras, o general deverá ser reconvocado à comissão parlamentar de inquérito.

AFRONTA À CPI – Os senadores que integram o grupo majoritário da CPI da Covid enxergaram a participação de Pazuello, sem máscara, em ato político com Bolsonaro como uma afronta à comissão.

Os parlamentares desse grupo, formado por independentes e oposicionistas, trabalham em estratégias alternativas para romper a blindagem que entendem ter sido criada para dificultar o avanço das investigações relativas ao Ministério da Saúde, em particular da gestão Pazuello. Há intenção, por exemplo, de aprovar repetidamente convocações de alvos.

Mesmo antes do evento deste domingo, o grupo majoritário da CPI já havia definido pela reconvocação do general, por causa da série de mentiras que foram ditas durante sua oitiva, na quarta-feira (19) e quinta-feira (20).

TORNOU-SE INDICIADO – O presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse durante o fim de semana que o requerimento de convocação será votado na próxima quarta-feira (26).

“Eu gostaria que estivesse com a mesma coragem de hoje na CPI. O general Eduardo Pazuello fez hoje uma escolha de ser o primeiro personagem declaradamente indiciado da CPI”, afirmou o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

“Se essa CPI não pedir o indiciamento do ex-ministro, ela não terá razão de existir. Componha o depoimento dele com os fatos de hoje e você terá aí os movimentos para isso. Pazuello foi incluído no rol dos indiciados, não por mim, não pelo Renan [Calheiros, relator da comissão], mas pelos atos dele”, completou.

Personalidades protocolam pedido de impeachment de Bolsonaro

 

Até hoje, já são 117 pedidos protocolados contra o presidente

Personalidades protocolam pedido de impeachment de Bolsonaro
Notícias ao Minuto Brasil

24/05/21 12:04 ‧ HÁ 3 HORAS POR ESTADAO CONTEUDO

POLÍTICA PROTESTO




Quinze personalidades da televisão, música, literatura e das mídias sociais estão entre os signatários de um novo pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, que será protocolado nesta segunda, 24, na Câmara dos Deputados. Entre os famosos estão a apresentadora Xuxa Meneghel, o influenciador digital Felipe Neto, o humorista Fábio Porchat e o comentarista esportivo Walter Casagrande Junior. Até hoje, já são 117 pedidos protocolados contra o presidente.

O pedido elenca um série de atos do presidente que estariam violando a Constituição e configurando crime de responsabilidade, como divulgação de informações falsas; o estímulo do uso de medicamentos sem eficácia para tratar a covid-19, como a cloroquina e a ivermectina; e a determinação do aumento de produção de hidroxicloroquina no laboratório do Exército.

O grupo cita ainda as aglomerações provocadas pelo presidente, o desestímulo do uso de máscaras e de medidas como a quarentena e o distanciamento social e o fato de Bolsonaro ter minimizado a importância da vacina. "A expectativa dos integrantes do movimento é mobilizar a sociedade civil em favor de uma pressão positiva para que este não seja mais um pedido de impeachment ignorado pelo presidente da Câmara", diz o movimento, em nota.

No domingo, 23, Bolsonaro participou de um ato com milhares de apoiadores aglomerados no Rio de Janeiro. Acompanhado pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e por pelo menos mais dez apoiadores - todos eles sem máscaras e sobre um carro de som apertado - o presidente discursou criticando prefeitos e governadores que decretaram confinamento durante a pandemia e afirmou que jamais colocará o Exército, que chamou de "seu", nas ruas para fazer lockdown.

No mês passado, Lira disse que 100% dos pedidos de impeachment apresentados até então contra Bolsonaro desde o primeiro ano de governo são "inúteis" para o que foram propostos. Em resposta a um pedido do deputado Henrique Fontana (PT-RS), o presidente da Câmara respondeu: "não cabe a esta Casa, neste momento, instabilizar (sic) uma situação por conveniência política de A ou de B. O tempo é o da Constituição, na conveniência e na oportunidade. Os pedidos de impeachment, em 100%, não 95%, em 100% dos que já analisei são inúteis para o que entraram e para o que solicitaram".


Quem são os famosos que assinam pedido de impeachment contra Bolsonaro:

1 - Ailton Krenak, escritor e líder indígena

2 - Chico César, cantor e compositor

3 - Cristina Serra, jornalista e escritora

4 - Fábio Porchat, ator

5 - Felipe Neto, comunicador digital e youtuber

6 - Hermes Fernandes, pastor evangélico

7 - Julia Lemmertz, atriz

8 - Júlio Lancellotti, padre

9 - Ligia Bahia, médica sanitarista

10 - Marcelo Gleiser, cientista

11 - Raduan Nassar, escritor

12 - Vanderson Rocha, médico (hematologia e terapia celular)

13 - Verônica Brasil, enfermeira

14 - Walter Casagrande, comentarista esportivo

15 - Xuxa Meneghel, apresentadora

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'Pelo Brasil afora rodam os órfãos da Covid e isso não sensibiliza o presidente', critica Otto


'Pelo Brasil afora rodam os órfãos da Covid e isso não sensibiliza o presidente', critica Otto
Imagem: Youtube/ Salvador FM

Membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, o senador Otto Alencar (PSD-BA) rechaçou a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que participaram de uma manifestação neste domingo (23). Os dois passearam de moto com centenas de apoiadores, provocando aglomerações e sem o uso de máscara.

 

Para Otto, foi uma "carreata do apocalipse, da morte das pessoas". "Pelo Brasil afora rodam os órfãos da Covid-19, as viúvas, os viúvos e isso não sensibiliza de maneira nenhuma o presidente da República. Parece que o governo dele é uma grande festa, uma grande carreata que chocou a todos nós", criticou o parlamentar, lembrando que o Brasil já registra quase 450 mil mortes em decorrência da doença, em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Salvador FM (92,3).

 

Otto também lembrou que Pazuello, na condição de general da ativa, sequer poderia estar ali, já que o Estatuto dos Militares o proíbe. O Comando do Exército ficou de decidir hoje como lidar com essa situação (veja aqui).

 

Ao longo da manifestação, ele e Bolsonaro contaram com apoio da Polícia Militar do Rio de Janeiro e o presidente ainda usou uma aeronave da União para viajar de Brasília até a capital fluminense, segundo Otto. "Custos altíssimos da segurança nacional e tudo isso foi feito pra ele mostrar o Pazuello como general que é dele, o gordinho que é dele e, sem dúvida nenhuma, isso precisa ser apurado, levantar o que foi gasto ontem para a promoção do Pazuello como político", frisou o senador.

 

Em meio às críticas, Otto ainda voltou a falar do ex-secretário Especial de Comunicação do governo, Fábio Wajngarten, a quem chamou de "lobista". O senador disse não ter a “menor dúvida de que Wajngarten fez lobby dentro do Ministério da Saúde para a compra superfaturada de Tamiflu”, que não é medicação que serve pra coronavírus, e outros insumos que foram comprados. Diante dessas suspeitas, ele disse que a CPI vai pedir a quebra de sigilos bancários, fiscal e telefônico de algumas testemunhas.

 

SEMANA DA CPI

Nesta terça-feira (25), a CPI recebe a médica Mayra Pinheiro, que ficou conhecida como Capitã Cloroquina. Segundo Otto, ela será questionada sobre o que a levou a receitar hidroxicloroquina no tratamento contra a Covid-19, mesmo contrariando as autoridades de saúde.

 

Mayra liderou a equipe enviada a Manaus, no auge da crise sanitária enfrentada pelo estado do Amazonas, em janeiro. Assim como Pazuello, ela adquiriu, no STF, o direito de ficar em silêncio sobre o colapso na capital amazonense.

Bahia Notícias

Procuradoria-Geral da República nega 'colocar coleira em investigações'


Procuradoria-Geral da República nega 'colocar coleira em investigações'
Foto: Divulgação

A Procuradoria-Geral da República negou, através de nota, colocar coleira em investigações contra autoridades. O posicionamento foi feito no último domingo (23).

 

A nota é uma resposta para uma matéria publicada no portal UOL no sábado (22), com o título "Análise: Aras e chefe da PF querem pôr coleira em investigações contra autoridades".

 

No texto, a PGR afirma que a matéria apresenta uma "série de imprecisões e equívocos, a começar pela afirmação de que o procurador-geral da República moveu uma 'ação penal' com o objetivo de 'colocar uma coleira nas investigações' sobre autoridades com foro nos tribunais superiores".

 

Ainda segundo a nota, o procurador-geral da República, Augusto Aras, propôs, na sexta-feira (21), uma ação de controle concentrado de constitucionalidade - uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), não uma ação penal – para que toda a legislação processual penal referente à fase de investigação seja interpretada à luz do princípio acusatório previsto na Constituição.

 

"O objetivo é que o juiz sempre ouça o Ministério Público antes de decretar medidas cautelares e proferir decisões que restrinjam direitos fundamentais dos cidadãos, como quebras de sigilo e busca e apreensão", continua o texto.

 

A PGR também afirma que o texto da matéria "demonstra desconhecimento da ordem jurídica brasileira, que, ciosa das garantias fundamentais, admitiu três magistrados no processo penal: um magistrado de persecução (o Ministério Público), um magistrado de garantias e um magistrado para julgamento".

 

"Um processo penal em que o Ministério Público é afastado reduz-se à análise de uma só magistratura, trazendo, portanto, menos segurança a todos os cidadãos. A garantia corrente aos investigados é a de que não sofrerão restrições sem a concordância de duas magistraturas independentes e que atuam em sistema de freios e contrapesos. O MP não transige com violações ao devido processo legal para obter a condenação de réus", diz outra parte da nota publicada.

Bahia Notícias

Lavareda afirma que o maior erro de Bolsonaro foi ter antecipado a campanha eleitoral


Antonio Lavareda

Bolsonaro desgasta a própria imagem, diz Lavareda

Jorge Vasconcelos
Correio Braziliense

A antecipação do debate eleitoral começou logo depois de Jair Bolsonaro receber a faixa presidencial. Ainda no início de 2019, ele deixou claro que concorreria a um novo mandato e trouxe para o governo a polarização com as forças de esquerda que marcara a campanha vitoriosa do ano anterior.

Essa movimentação levou outros personagens a também anteciparem seus projetos eleitorais, o que provocou o rompimento do presidente com antigos aliados, como Doria e o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. A disputa política ficou ainda mais acirrada após o início da pandemia da covid-19, com a escalada de ataques de Bolsonaro contra governadores e prefeitos que seguem as recomendações científicas para conter o avanço do novo coronavírus.

DIZ LAVAREDA – Pioneiro do marketing político brasileiro, cientista político e especialista em comportamento eleitoral, Antônio Lavareda disse que a antecipação de campanha eleitoral é sempre negativa para os governantes, pois gera desconfianças nos eleitores. Por outro lado, na sua visão, o fenômeno é positivo para a sociedade, que têm mais tempo para avaliar os perfis dos concorrentes.

“A estratégica básica dos governantes é tentar restringir ao máximo a campanha para o ano da eleição e, mais ainda, para o segundo semestre do ano eleitoral. Quando procurados pela imprensa, se você for pesquisar as declarações de governantes, sejam governadores, prefeitos ou presidente, no ano anterior à eleição, você vai ver geralmente eles dizendo que ‘Esse é o momento de trabalhar, esse é o momento de governar; eleição nós discutiremos adiante’, ou seja, no segundo semestre do ano eleitoral”, disse Lavareda.

O cientista político observa que Bolsonaro adotou justamente a “estratégia equivocada”, pois desde a posse como presidente vem misturando o exercício do mandato com o projeto de reeleição.

CAMPANHA LONGA – “Bolsonaro fez isso, provavelmente, porque ele conseguiu se eleger em 2018 por conta de uma campanha longa, que ele iniciou em 2015”, afirma Lavareda, acrescentando:

“Então ele quis se mirar também um pouco no evento do (ex-presidente dos Estados Unidos Donald) Trump e transformar o governo dele, a presidência dele, na cadeira presidencial, como uma campanha permanente. Ao que parece, isso tem sido uma estratégia equivocada, com consequências negativas”, disse o cientista político.

Lavareda assinala que, “do ponto de vista psicológico, é como se o presidente encurtasse o mandato dele, porque, quando coloca a questão da reeleição, ele eleitoraliza todas ações do seu mandato, trazendo desconfiança aos eleitores, além de acabar legitimando os seus adversários”.

CANDIDATOS DE CENTRO – Por fim, quanto aos pré-candidatos de centro, o cientista político considera que eles deveriam se expor mais na mídia, principalmente pelo fato de terem assinado um manifesto.

Ele se refere a um documento em defesa da democracia, divulgado em abril por João Doria (PSDB), Eduardo Leite (PSDB), Ciro Gomes (PDT), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), o apresentador Luciano Huck e o empresário João Amoêdo (Novo). O texto traz críticas às repetidas ameaças de Bolsonaro à estabilidade democrática.

“A minha posição, já a expressei publicamente, é que, por exemplo, esses pré-candidatos do chamado centro deviam se expor à mídia. A mídia deveria convidá-los para debates entre eles. Eles já assinaram um manifesto. Por que a mídia não os chama para um debate, pela internet? Mas um debate mesmo. Não há nenhum impedimento legal para isso”, sugeriu Antônio Lavareda.


CPI decide quarta-feira se o general Pazuello será convocado para contar nova mentiras


Presidente eleito da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM) - Jefferson Rudy/Agência Senado

Aziz explica por que não mandou prender Wajngarted

Mariana Muniz
O Globo

O presidente da CPI da Covid-19 no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou neste sábado que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello deve ser reconvocado a prestar um novo depoimento sobre as ações e omissões do governo federal na condução da pandemia. Para o senador, o general mentiu ao dizer que a declaração “um manda e o outro obedece” foi apenas uma “brincadeira de internet”.

– Ele (Pazuello) estava com um habeas corpus debaixo do braço, que permitia que ele falasse o que ele quisesse, que nada poderia acontecer com ele. Por isso que ele está sendo reconvocado, vai ser reconvocado na quarta-feira – disse Aziz em uma entrevista ao Grupo Prerrogativas transmitida pela internet.

HABEAS PARA MENTIR – O presidente da CPI disse ainda esperar, nesta nova convocação, não contar com a “ingerência do Supremo Tribunal Federal nessa questão”. “Até porque, se o ministro Lewandowski assistiu, ele vai pensar que não pode dar um habeas corpus para ele (Pazuello) mentir”, afirmou. Pazuello falou à CPI na última quarta-feira.

Aziz fez referência à decisão do ministro Ricardo Lewandowski que autorizou o ex-ministro da Saúde a ficar em silêncio quando perguntado sobre as questões relativas à sua atuação na crise do oxigênio no Amazonas – objeto de um inquérito aberto pelo Ministério Público Federal contra ele.

O ministro do STF entendeu que Pazuello, por ser investigado, tem o direito de não se autoincriminar, mas entendeu que ele, na condição de testemunha, não pode se calar e tem o compromisso de falar a verdade em relação a terceiros, como o presidente Jair Bolsonaro.

MENTIRAS DEMAIS – “O Pazuello foi lá e defendeu Bolsonaro como se estivesse defendendo o filho dele. Talvez um pai não mentisse tanto pelo filho como o Pazuello mentiu pelo Bolsonaro” – disse o presidente da CPI.

O requerimento para pedir a presença do general novamente na comissão foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira nesta sexta-feira e será analisado na sessão de quarta-feira da CPI. Ao pedir o depoimento, o senador disse que a sabatina do ex-ministro foi marcada por “diversas contradições”.

Além do pedido para ouvir Pazuello novamente, Aziz disse na conversa com os advogados que há um requerimento para convocar o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) para a CPI que também será analisado na quarta-feira.

NADA DE PRISÃO – Ainda na live, o presidente da CPI disse que Jair Bolsonaro queria que o ex-chefe da Secretaria de Comunicação, Fabio Wajngarten, fosse preso em seu depoimento, para que os trabalhos de apuração perdessem o crédito.

– Eu sei por que a raiva dele (Bolsonaro). Porque ele queria que eu prendesse o Wajngarten e acabasse a CPI naquele dia. Mas eu não caí naquela piadinha não, então eu sei que ele está com raiva por causa disso – afirmou Omar Aziz.

João Calixto Montalvão demonstrando que herdou a inteligência do seu avô João Isaias Montalvão

 

                                                      Foto Divulgação - João Calixto



João Calixto Montalvão estuda no Colégio Jardins em Aracaju, está cursando 0 5º Ano Fundamental;  na avaliação do Simulado do SAS, conseguiu na pontuação nacional atingir a maior nota em Português, ficando em primeiro, já em Matemática conseguiu o 6º lugar.

Seria um injustiça se não citasse a dedicação, inteligência e determinação da sua mãe Silvaneide Calixto., detentora do curso universitário Letras/Inglês.

É João Calixto com toda honra seguindo a trajetória dos Montalvão.



Nota da redação deste Blog - "O SAS, no mercado desde 1976, é um dos mais reputados sistemas de análises de dados em microcomputadores, utilizado por cerca de 5.000 empresas no mundo inteiro . Trata-se de um sistema integrado de aplicações para o processamento e análise estatística de dados, consistindo em módulos de Acesso e Recuperação de Dados, Gerenciamento de Arquivos, rotinas de Geração de Gráficos e Geração de Relatórios". (https://www.ufjf.br/)



Obs:

Com essa boa nota em Matemática, João Calixto Montalvão presta uma homenagem póstuma ao seu tio professor João Batista Montalvão.


Parece ter chegado a hora de alguns generais pedirem o boné, em nome dos bons tempos

 


Charge do Nani (nanihumor.com)

Merval Pereira
O Globo

O presidente Bolsonaro, ao que tudo indica, conseguiu convencer os militares de que a política vive de aparências e de promessas vãs, que não precisam ser cumpridas. Seria uma espécie de prestidigitação para enganar o cidadão eleitor.

Militar que saiu dos quartéis diretamente para a arena política defendendo seus companheiros em reivindicações salariais e corporativas que os fardados não podem fazer, Bolsonaro ficou quase 30 anos praticando a baixa política, que deu a ele e aos filhos uma vida confortável através de artifícios como a “rachadinha” dos salários dos funcionários dos seus gabinetes, e a manipulação de outras verbas de representação, fundos partidários e eleitorais.

DISTORÇÃO MORAL – Pequenos assassinatos morais cotidianos, que não são exclusivos dos Bolsonaros, mas, levados ao centro de decisão do país, distorcem permanentemente a prática política.

Deve-se a essa distorção moral o grave fato de o General de Divisão da ativa Eduardo Pazuello ter a audácia de dizer, em uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que a frase emblemática que proferiu – “A questão é simples, um manda, e o outro obedece” – era “coisa da internet”, apenas para impressionar o público das redes sociais, que estava cobrando de Bolsonaro uma posição depois que ele, como ministro da Saúde, havia anunciado a compra da vacina Coronavac, “a vacina chinesa do Dória”.

Essa encenação revelada candidamente por Pazuello demonstra a que ponto Bolsonaro conseguiu condicionar os militares que o rodeiam e apoiam para assumirem situações de envergonhar uma pessoa de bem.

O SABE-TUDO – É sabido que Bolsonaro, eleito por 57,7 milhões de votos no segundo turno, sempre disse a seus assessores que quem entende de política é ele, cortando-lhes qualquer possibilidade de argumentação contrária.

Essa crença foi fazendo com que os militares que o cercam fossem perdendo a condição de aconselhá-lo, como parecia ser o papel que exerceriam no governo Bolsonaro. Mas, acreditar nessa expertise política a ponto de se submeter a situações vexaminosas, vai uma grande diferença.

O General Braga Neto, que já exerceu a chefia do Gabinete Civil, continua, na visão de muitos militares, fazendo política no ministério da Defesa, embora ele mesmo tenha garantido que as Forças Armadas jamais aceitariam politizar os quartéis.

DISSE E DESDISSE – O General Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), ficou marcado durante a campanha eleitoral por uma declaração forte contra o Centrão, agrupamento político de centro-direita.

“Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão”, sucesso dos “Originais do Samba”, onde pontuava o grande Mussum, cantou, surpreendentemente, o circunspecto general, para mostrar sua rejeição ao Centrão.

Era o tempo em que a candidatura de Bolsonaro representava, vê-se agora que não no sentido de “simbolizar”, mas no de “encenar”, a tolerância zero com a corrupção, se contrapondo às gestões petistas marcadas pelos mensalões e petrolões da vida recente do país.

HORA DE PEDIR O BONÉ – O que esperar de um austero General quando o presidente Bolsonaro se aproximou do Centrão, fechando uma parceria política no Congresso para se proteger de um impeachment? Ainda mais depois que o ex-ministro Sérgio Moro fora pressionado a sair do governo pelo empenho do presidente em “controlar” os órgãos de controle para proteger seus filhos de acusações de corrupção?

Deveria pedir o boné metafórico e ir para casa, não? Pois não apenas ficou no cargo como, dias atrás, deu uma explicação inacreditável: “Mudei de opinião. Vi que o Centrão faz parte do show político”.

É uma confissão de capitulação, a mesma que o General da ativa Eduardo Pazuello fez ao afirmar que o que o presidente diz nas redes sociais, não se escreve. Serve apenas para distrair seus milhares de seguidores, base ativista de sua força política. Ou que a aliança com o Centrão, que antes via como um antro de ladrões, agora é aceita como parte necessária do show político-partidário.

Longe vão os dias em que essa turma prometia chegar ao poder central para mudar essa prática. Mas eram apenas promessas para enganar os otários dos eleitores, coisas de internet.

 

Rui reforça que não vai fechar cervejarias: 'Toma para passar raiva com jogo do Bahia

 por Gabriel Lopes / Fernando Duarte

Rui reforça que não vai fechar cervejarias: 'Toma para passar raiva com jogo do Bahia'
Foto: Gabriel Lopes/ Bahia Notícias

O governador Rui Costa voltou a falar que não cogitou a hipótese de fechar cervejarias na Bahia. A hipótese foi aventada pelo secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, que tratou a fala como “mero exercício retórico”, e acabou movimentando a manhã desta segunda-feira (24) (lembre aqui e aqui). Ao retomar o tema, Rui brincou: “O Campeonato Brasileiro vai começar, o Bahia vai jogar - já não está jogando tão bem. O cara toma uma cervejinha para relaxar e passar a raiva dele com o jogo do Bahia. Eu vou dizer para ele não tomar? Do Vitória nem se fala”.

 

Afeito a analogias futebolísticas, Rui completou: “O Estado não quer proibir que as pessoas em casa relaxem, tomem seu uísque, sua cerveja. Ou sua pingazinha. O que estamos pedindo é que as pessoas não aglomerem, não lotem bares, postos de gasolina. Isso não tem nada a ver com a pessoa estar em casa, assistindo ao jogo do Bahia, abrir uma geladinha para tomar. Não vejo problema nenhum. O cara está há um ano sem poder conviver socialmente, se ele não puder tomar uma geladinha em casa, pelo amor de Deus..”.

 

Para garantir que também tem passado por restrições, Rui citou como exemplo um amigo que está “devendo um jantar” a ele. “Nem na casa de amigos estou aceitando convite para jantar. Não quero circular, não quero andar em prédio, entrar em casa e estar estimulando esse tipo de atividade”, disse.

 

ÁLCOOL COMO CUPIDO

O governador foi ainda mais longe na brincadeira com a liberação de bebidas alcoólicas. Segundo Rui, não cabe ao estado delimitar o que as pessoas fazem no privado - ainda mais se for para apimentar a relação. “Vai sentar com a esposa para jantar, vai tomar um vinhozinho para alegrar a noite e vai dizer: 'O governador não quer deixar eu tomar um vinho e uma cerveja para alegrar o namoro da gente?'. Que é isso? Deixa o povo viver”, indicou.

 

Para ele, o álcool não necessariamente é um vilão único. “O que eu quero é não fechar nada, mas para isso eu preciso da ajuda de todo mundo. Eu preciso, inclusive, da ajuda de donos de bares e restaurantes. Eu tenho recebido dezenas de imagens e, aqui para nós, o segmento não está ajudando, porque, infelizmente, não está respeitando os decretos municipais que definem limites de ocupação e o padrão de distanciamento social”, sugeriu.

Bahia Notícias

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