quarta-feira, setembro 30, 2020

Teflon, 'massa de pão' e a imprevisibilidade das urnas

por Fernando Duarte

Teflon, 'massa de pão' e a imprevisibilidade das urnas
Foto: Reprodução/ Casa Caso

Urnas são imprevisíveis. Todo político experiente sabe que o resultado das eleições é algo tão complexo que dificilmente alguém prevê com uma certeza absoluta sobre o que sairá da apuração. Na Bahia então, com a histórica virada de Jaques Wagner (PT) contra Paulo Souto (DEM), após as pesquisas sinalizarem uma vitória do então ex-governador, qualquer projeção passa também por um exercício de futurologia, ainda que algumas tendências possam ser percebidas. Porém duas características de certas candidaturas ultrapassam qualquer limite do “sobrenatural”: os candidatos teflon e aqueles que são “massa de pão”.

 

E tem alguns candidatos que conseguem ter ambas as “qualidades”. As listas de contas rejeitadas dos tribunais de contas são exemplos disso. A cada dois anos o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) recepciona essa listagem, mas guarda com carinho na gaveta. A imensa maioria dos candidatos eleitos consegue empurrar com a barriga eventuais irregularidades e, em determinadas situações, termina o mandato sem que seja responsabilizado por elas. Mesmo constando nessa lista de “fichas-sujas”, esses candidatos são como panelas com teflon. Nada, absolutamente nada, parece “grudar” na infame reputação.

 

Cuma? Basta olhar a grande quantidade de políticos que se perpetuam no poder - ou que retornam - ainda que as respectivas administrações tenham sido péssimas e que eles acabem enrolados com a Justiça. Parece que o povo gosta de sofrer. Aí, entre um conhecido ruim e uma interrogação, por que optar pelo desconhecido? Eu poderia listar alguns exemplos, mas posso ser acusado de providenciar um linchamento público dessas personas. Quem sou eu para julgar, se a voz do povo é a voz de Deus?

 

Esses candidatos teflon, quando alinhados ao padrão “massa de pão”, mostram que não faz sentido tecer críticas, ainda que elas tenham amparo na realidade. Se pegarmos exemplos nacionais, são pelo menos dois grandes nomes que, quanto mais apanhavam, mais tinham avaliação positiva em crescimento pela população. Não vou entrar no mérito de citá-los para não entrar no ringue que se tornou o espaço “público” de debate - também conhecido como “terra sem lei da Internet”.

 

Como vidência e bola de cristal não fazem parte do repertório de um jornalista que se preze, o jeito é esperar o desenrolar da campanha eleitoral que está apenas no começo. Até aqui, existem caminhos bem estruturados sobre o que deve acontecer em Salvador e em algumas cidades do interior da Bahia. Não apostaria muitas fichas por não gostar de apostas. Porém não me surpreenderia se houver surpresas como no passado.

 

Este texto integra o comentário desta quarta-feira (30) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para a rádio A Tarde FM. O comentário pode ser acompanhado também nas principais plataformas de streaming: SpotifyDeezerApple PodcastsGoogle Podcasts e TuneIn.

Maragogipe: Justiça Eleitoral ordena que prefeita retire publicidade de redes sociais

por Lula Bonfim / Francis Juliano

Maragogipe: Justiça Eleitoral ordena que prefeita retire publicidade de redes sociais
Foto: Reprodução / Blog do Zevaldo Souza

A 118ª Zona Eleitoral determinou que a prefeita de Maragogipe, no Recôncavo, Vera Lucia Maria dos Santos, retire das redes sociais publicações que remetam a realizações da prefeitura. Em decisão na noite desta terça-feira (29), a Comarca ordenou a exclusão dos posts em um prazo de 24h assim que a notificação judicial chegue às mãos da gestora. Conforme a medida, Vera da Saúde, como a prefeita é conhecida, teria divulgado ações da prefeitura após o dia 15 de agosto, limite determinado pela Lei Eleitoral para uso de publicidade institucional.

 

O objetivo, segundo a sentença, seria favorecer o candidato da prefeita ao Executivo Municipal, Valnício Armede. Vera da Saúde teria participado da inauguração de uma escola municipal [Escola Municipal São Roque] no dia 6 de setembro, além de ter usado publicações institucionais até o dia 19 de setembro.

 

Com a decisão, a prefeita deve retirar das redes sociais qualquer divulgação, seja posts, vídeos, slogans, anúncios, plano de fundo, banners, faixas, placas e todas as demais peças que direcionem à publicidade de ações públicas. 

Bahia Notícias

Governador de Santa Catarina é alvo de operação da PF nesta quarta


Governador de Santa Catarina é alvo de operação da PF nesta quarta
Foto: Cristiano Estrela/ Secom SC

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), é um dos alvos de uma operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (30). A corporação cumpre mandados de busca e apreensão contra ele e outros dois integrantes da gestão catarinense.

 

Segundo o blog Radar, da Veja, as medidas foram autorizadas pelo ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O pedido foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que justificou que "o objetivo da operação é subsidiar o inquérito que apura fraudes na compra de respiradores para enfrentamento da pandemia da Covid-19 no estado". O contrato em questão movimentou R$ 33 milhões.

 

De acordo com a publicação, os investigadores buscam provas da relação entre Carlos Moisés, sua equipe e empresários que venderam 200 respiradores ao governo. Até o momento, as investigações indicam a suposta participação do governador na contratação da empresa Veigamed. Na avaliação do Ministério Público Federal (MPF), há elementos que demonstram a formação de um esquema criminoso de desvio de dinheiro público.

 

"Tais delitos comprometem a higidez e a credibilidade do governo do estado de Santa Catarina e põem em risco a saúde e a vida de toda a população catarinense, acometida dos males decorrentes do Covid-19", argumentou o MPF. Os investigadores também apuram se houve lavagem de dinheiro, mediante ocultação e distanciamento da origem dos recursos públicos desviados da compra de respiradores.

 

PROCESSOS DE IMPEACHMENT

Além desse inquérito, o governador e sua vice, Daniela Reinehr (sem partido), são alvos de dois processos de impeachment. No primeiro, ele é acusado de crime de responsabilidade pelo aumento salarial dados aos procuradores do estado em 2019. Esse está na etapa do tribunal de julgamento e teve a continuidade liberada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que negou uma ação do governo do estado questionando o rito do processo.

 

No segundo, um grupo de empresários e advogados acusa os dois de crime de responsabilidade no caso da compra dos 200 respiradores por R$ 33 milhões. Na semana passada, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina formou a comissão que vai analisar o pleito. 

 

Segundo o G1 SC, há ainda um terceiro pedido de impeachment contra o governador, entregue pela CPI dos Respiradores à Assembleia Legislativa de Santa Catarina no último dia 8. Mas esse processo ainda está em análise. (Atualizada às 8h13)

Bahia Notícias

Por que a Itália conseguiu se transformar em exceção nessa segunda onda de Covid-19 na Europa?


Itália utiliza robôs para medir temperatura e verificar uso de máscaras em comércios

Os italianos usam as máscaras, sem haver obrigatoriedade

Deu no G1
France Presse

A Itália, duramente atingida na primeira onda do coronavírus, é hoje a exceção da Europa – onde o ressurgimento da Covid-19 é quase geral – com um número limitado de novos casos graças às rígidas medidas contra a doença, que foram elogiadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na sexta-feira (25).

A França, por exemplo, registrou na quinta (24) um número recorde de 16.096 novos casos de Covid-19 em 24 horas, enquanto o número de contágios diários na Itália, que realiza mais de 120 mil testes diários (180 mil na França), se mantém há semanas abaixo dos 2 mil.

SÃO VÁRIAS RAZÕES – Como explicar essa especificidade italiana? Em entrevista à AFP, o professor Massimo Andreoni, especialista renomado em infecções no hospital romano de Tor Vergata, adianta “várias razões”.

“A epidemia atingiu a Itália mais cedo, o que sensibilizou este problema e fez com que um plano de confinamento muito severo fosse implementado imediatamente. A Itália foi o primeiro país a realizar um confinamento total que durou várias semanas, e ainda estamos nos beneficiando disso”, destaca. Ele também menciona “a reabertura muito progressiva e muito lenta do país, que nem terminou ainda!”

A FORÇA DO ISOLAMENTO – “Os estádios estão fechados, as casas de festa voltaram a fechar, as escolas não estão todas abertas…” lista Andreoni, apesar de a volta às aulas ter começado em 14 de setembro.

“Além disso, os italianos respeitam muito bem as regras. Quando vejo as imagens de outras cidades europeias, vejo muito mais gente sem máscara do que na Itália”, comenta.

Outro exemplo da mobilização na Itália – um país criticado por sua organização caótica e pelo peso da burocracia – é o aeroporto de Roma-Fiumicino, o primeiro do mundo a receber a nota máxima de cinco estrelas, concedida pelo órgão de qualificação Skytrax, devido à gestão sanitária da Covid-19.

EXEMPLO DE ORGANIZAÇÃO – O aeroporto romano é elogiado por seus controles de temperatura, pelo uso obrigatório de máscara, pela disponibilização de álcool em gel, distanciamento físico e pelo controle do número de visitantes nas lojas.

“Acredito que os italianos tentam seguir as normas da melhor forma possível” confirma Giacomo Rech, proprietário do Green Tea, um restaurante de cozinha chinesa, a dois passos do Panteão, no centro de Roma.

No entanto, apesar desta situação tranquilizadora, o professor Andreoni prefere a prudência. “Em duas ou quatro semanas, quando todas as escolas estiverem abertas, veremos qual será o impacto e se a Itália conseguirá manter esses níveis baixos [de contágio] ou se irá se aproximar dos níveis da França ou Espanha. Para saber se realmente fomos bons alunos, é preciso esperar ainda um mês”, avalia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Enquanto isso, no Brasil, as pessoas estão abandonando o uso das máscaras, seguindo o exemplo do presidente da República, que demonstra uma insensibilidade social estarrecedora. (C.N.)

O exemplo da administração do Jockey Clube do Rio deveria ser seguido pelos prefeitos da cidade


Jockey: , que foi até vítima de crime na Internet, é o  novo presidente | Lu Lacerda | iG

Taunay conseguiu tirar o Jockey de uma grave crise

Aristóteles Drummond
Diário de Petrópolis

Os seis mil sócios do Jockey Clube estão sendo convocados para as eleições de outubro. O clube é emblemático na cidade, o turfe envolve milhares de pessoas entre proprietários, tratadores, cavalariços, veterinários, os empregados da própria instituição. E os que acompanham a atividade pela televisão, em estimadas cem mil pessoas, no Brasil inteiro. E uma sede social das mais frequentadas da zona sul da cidade.

A gestão do clube não é profissional; é feita por um voluntariado de pessoas ligadas à entidade, que é a mais importante para a criação do cavalo nacional, num cenário em que os demais três clubes – São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul – atravessam graves problemas. O do Rio está com suas responsabilidades em dia, recebendo, na parte social e recreativa, mais de mil famílias por final de semana. Seu complexo aquático é o maior entre os clubes da cidade, assim como a excelência de suas quadras de tênis, de reconhecimento internacional por fazer parte do calendário mundial com a competição anual do Rio Open.

MOTIVO PARA REFLEXÃO – O que se passa no clube da Gávea, torna-se importante na avaliação do cidadão que vive o Rio não apenas pela sua eleição, mas serve também de exemplo para instruir o voto na eleição municipal que se avizinha.

O presidente Luiz Alfredo Taunay, que disputa a reeleição, anteriormente já exerceu o cargo em dois mandatos, ocasião em que terminou a sede da Lagoa, hoje tão frequentada, ampliando e aprimorando suas instalações. Recuperou a economia, enfrenta a pandemia com caixa, numa gestão prudente, transparente e competente.

Taunay é homem independente, titular de uma grande banca de advogados, com laços familiares com a história  do clube e o turfe. É bom lembrar que foram fundamentais Oswaldo Aranha, seu tio, o estadista que almoçava quase todos os dias no clube, o primo Euclides, e os Taunay, que estão entre os primeiros sócios.

VALE PARA TUDO – É uma pena que Luiz Alfredo Taunay nunca tenha se deixado levar pelo gosto da política, ampliando os serviços prestados à cidade. Mas dá um bom exemplo.

Na tempestade, a experiência e a personalidade do comandante são fundamentais. E vale para tudo! 

Que bom se o eleitor carioca tivesse a mesma oportunidade de eleger um competente comandante em meio a esta crise que a todos atinge.

Arquivamento da investigação sobre a ligação da família Bolsonaro com as fake news não adiantou nada

 

TSE presta homenagem ao vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros — Tribunal Superior Eleitoral

Procurador diz que os assessores da família agiram sozinhos…

Carlos Newton

Parece Piada do Ano, mas a coisa é séria. Reportagem de Márcio Falcão e Fernanda Vivas, no G1, mostra que a Procuradoria-Geral da República mandou arquivar uma apuração preliminar da maior importância e gravidade, que relaciona ao esquema de criação de fake news em redes sociais o presidente Jair Bolsonaro e dois de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Em obediência ao rito processual nesse tipo de representação ao Supremo, uma notícia-crime, feita pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), o relator Alexandre de Moraes pediu que a Procuradoria se manifestasse sobre a investigação preliminar, que chegara a espantosas conclusões.

ACUSAÇÕES MUITO FORTES – Ao representar ao Supremo, a parlamentar afirmou haver fortes indícios de inúmeras ações delitivas supostamente cometidas pela família Bolsonaro e aliados, utilizando-se da rede mundial de computadores para a prática de crimes como calúnia, difamação e injúria, assim como ameaças contra o Supremo Tribunal Federal e seus ministros, além de agressões ao Poder Legislativo da União e aos presidentes da Câmara [Rodrigo Maia] e do Senado [Davi Alcolumbre]”.

Ao cobrar providências, a parlamentar pediu também que a notícia-crime fosse incluída no inquérito das fake news, que desde o ano passado investiga a disseminação de notícias falsas e ataques a ministros do Supremo.

AUTORES ESTÃO IDENTIFICADOS – Apesar de os responsáveis pelas fake news terem tentando ocultar suas verdadeiras identidades, as investigações levadas a efeito pelo Facebook (que inclui o Instragan) encontraram não somente ligações de pessoas associadas ao PSL, mas também a participação direta de funcionários dos gabinetes de Eduardo Bolsonaro na Câmara e de seu irmão Flávio no Senado, além de assessores funcionais de Anderson Moraes e Alana Passos, ambos deputados estaduais pelo PSL no Rio de Janeiro.

O mais importante e estarrecedor foi que a investigação Identificou também no Facebook a atuação direta do perfil “Bolsonaro News”, registrado no nome de Tercio Arnaud Tomaz, especialista em informática e considerado o líder do “Gabinete do Ódio”.

Ex-assessor de Carlos Bolsonaro na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, Tomaz trabalhou na campanha de Bolsonaro e se tornou assessor especial da Presidência da República, com gabinete no Planalto, salário de R$ 14 mil por mês e apartamento funcional.

PROCURADOR NÃO VIU NADA – Apesar dessas ligações diretas da família Bolsonaro com a criação de fake news, o vice-procurador-geral Humberto Jacques de Medeiros, em parecer ao Supremo, afirmou não haver elementos que justifiquem o prosseguimento da investigação contra Bolsonaro e seus filhos por estes fatos.

Com essa decisão, a notícia-crime da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC) foi arquivada. Mas a família Bolsonaro ainda não escapou ilesa, porque o relator Alexandre de Moraes conhece em profundidade essa investigação, pois o Facebook e o Instagram já removeram 73 contas, 14 páginas e um grupo, todos ligados ao PSL e a gabinetes da família Bolsonaro.

Empresa responsável pelas duas redes sociais, o Facebook, afirmou ter identificado perfis falsos e com “comportamento inautêntico” — quando um grupo de páginas e pessoas atuam em conjunto para enganar outros usuários sobre quem são e o que estão fazendo. Mas o vice-procurador-geral não viu nada, não soube de nada…

DECISÃO TAMBÉM É FAKE – Embora muito bem-intencionada, digamos assim, a decisão do vice-procurador-geral Humberto Jacques de Medeiros também foi fake, porque a principal pretensão da deputada acreana acabou atendida, porque no dia 9 de julho o material produzido pelo Facebook, que incrimina a família Bolsonaro, realmente foi juntado ao inquérito que apura ataques ao STF e a disseminação de notícias falsas.

Em tradução simultânea, a Procuradoria-Geral da República pretende que se acredite que as fakes news foram criadas espontaneamente pelos assessores do presidente e de seus três filhos, mas sem o conhecimento deles. Como dizia o saudoso jornalista Carlos Chagas, é mais uma estória da série “Me engana que eu gosto”.

É claro que o relator Alexandre de Moraes não vai cair nessa esparrela. Assim, o destino político da família Bolsonaro continua nas mãos dele.

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P.S.
 – O vice-procurador-geral deveria ter pensado três vezes antes de assinar esse parecer teratológico, como se diz no linguajar jurídico. Deveria ter mais cuidado com a biografia. Mas quem se interessa? (C.N.)

No debate, Biden prometeu ajudar a preservação da Amazônia, mas fez uma ameaça


Eleições nos EUA: caos marca primeiro debate entre Trump e Biden

O primeiro debate foi confuso, com muitas interrupções

Guga Chacra
O Globo

Um debate vergonhoso no qual os dois candidatos tiveram performances horríveis. Talvez as piores em décadas. O presidente Donald Trump, além de mentir compulsivamente, estava nervoso e mais agressivo do que de costume, quase descontrolado, chegando a ser advertido uma série de vezes pelo moderador. Já Joe Biden perdeu chances inacreditáveis para demolir o seu adversário e se mostrou apático, apesar de ser incomparavelmente mais decente do que o rival.

Não sei qual será o impacto na eleição. Talvez nenhum, com os eleitores de ambos resignados com a má performance deles. Os indecisos talvez tenham algum incentivo para não votar.

MENTIRAS EM SÉRIE – Trump mentiu descaradamente quase o tempo todo, como na questão da Covid-19 e também na sua declaração de impostos. Não foi convincente. Talvez apenas seus eleitores mais fanáticos tenham acreditado.

Biden, por sua vez, podia ter partido para cima do presidente nestes momentos. Mas, inacreditavelmente, não usou a oportunidade como na questão dos impostos. Por que não insistiu para o presidente mostrar seus impostos, já que o atual ocupante mentiu dizendo ter pago milhões e não apenas US$ 750 no ano que foi eleito, conforme mostrou a reportagem do New York Times?

Diante do debate de hoje, parecia que tanto Trump quanto Biden estavam despreparados. Nenhum deles passou segurança suficiente para dizer que podem comandar o país neste momento de pandemia e de colapso econômico.

ACUSAÇÃO DE RACISMO – Sem dúvida, Biden se mostrava mais normal, mas com menos assertividade. No final, melhorou um pouco ao defender seus filhos. O presidente, por sua vez, estava mais enérgico, mas sem o seu humor e carisma, mais comuns em seus comícios. Também estava mal-educado e interrompendo o adversário.

Em um momento inacreditável, Trump não condenou publicamente os supremacistas brancos por nome, apesar de ser questionado diretamente sobre isso pelo moderador Chris Wallace. Um pouco antes, Biden havia chamado o presidente de racista.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O colunista deixou de mencionar que a questão da Amazônia entrou nesse primeiro debate. O democrata Biden, ao atacar a política ambiental do republicano, aproveitou para fazer críticas ao Brasil. “A floresta tropical no Brasil está sendo destruída”, disse Biden, que prometeu liderar um movimento internacional e oferecer US$ 20 bilhões (R$ 112 bi) para ajudar na preservação da região. “Parem de destruir a floresta e, se não fizer isso, você terá consequências econômicas significativas”, ameaçou, deixando no ar a possibilidade de  retaliações e boicotes ao governo brasileiro..  (C.N.).

Juiz revoga prisão de hackers acusados de invadir celulares de Moro e procuradores da Lava Jato


Arquivos Gustavo Henrique Elias Santos - Antropofagista

Só falta soltar Gustavo Santos, que chefiava a quadrilha

Sarah Teófilo
Correio Braziliense

O juiz da Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal Criminal de Brasília, revogou a prisão dos hackers Thiago Eliezer Martins Santos, conhecido como “Chiclete”, e Walter Delgatti Neto, chamado de “Vermelho…”. Ambos foram presos no âmbito da Operação Spoofing, que apurou interceptação de mensagens de autoridades, dentre elas o ex-juiz federal e ministro da Justiça Sergio Moro, o procurador da República Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Lava-Jato de Curitiba e até do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Eles foram presos em julho do ano passado e denunciados em janeiro por crimes relacionados à invasão de celulares de autoridades. Também foram apontados crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e interceptação telefônica ilegal.

EXCESSO DE PRAZO – Em sua decisão, da última segunda-feira (28), o magistrado citou a decisão de um habeas corpus da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, que declarou a nulidade das audiências realizadas desde o início da instrução.

“Entendo que manter a prisão preventiva de Thiago Eliezer Martins Santos e de Walter Delgatti Neto durante toda a instrução criminal acarretará inevitável excesso de prazo. Mesmo tendo a defesa pugnado pela nulidade da instrução processual, tendo dado causa à demora na instrução processual, entendo que objetivamente há excesso de prazo na increpação dos custodiados sem que tenha havido o desenvolvimento da relação processual. Além disto, sequer houve oferta de denúncia em relação ao outro inquérito pelo qual constam como investigados”, justificou.

Medidas cautelares – O juiz, então, revogou a prisão preventiva e determinou medidas cautelares diversas à prisão. Os dois usarão tornozeleira eletrônica, estão proibidos de manter contato com quaisquer dos demais réus, proibidos de entrar em contato com testemunhas e outras pessoas que tenham participação nos fatos apurados, de acessar endereços eletrônicos pela internet, de usar smartphones, e só poderão acessar a internet para videoconferências e compromissos com a Justiça, o que vai ser fiscalizado pela Polícia Federal.

Além disso, eles precisam manter o endereço usado e só se ausentar da comarca onde residem com autorização judicial, e de comparecer a todos os atos processuais bem como prestar depoimentos para esclarecer pontos e fatos sempre que solicitados pelo Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal ou pela Justiça Federal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Já era esperada essa decisão. A pena para esse tipo de crime está defasada. Os autores sabiam disso e se arriscaram, porque o pagamento era bem alto para quem conseguisse desmoralizar a Lava Jato, e eles tentaram. (C.N.)

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