segunda-feira, janeiro 21, 2019

Flávio Bolsonaro alega que os depósitos foram dinheiro de venda de apartamento


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Ficou faltando Flávio mostrar os documentos do apartamento
Silvia AmorimO Globo
Ao falar pela primeira vez sobre as movimentações financeiras atípicas identificadas em suas contas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf ), o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) disse que o dinheiro dos depósitos fracionados feitos em 2017 é proveniente da venda de um apartamento na Zona Sul do Rio. A explicação foi dada por ele em entrevista ao programa “Domingo Espetacular”, da TV Record, na noite deste domingo.
– Tentam de uma forma muito baixa insinuar que a origem desse dinheiro tem a ver com um ex-assessor meu ou terceiros. Não tem. Explico mais uma vez. Sou empresário, o que ganho na minha empresa é muito mais do que como deputado.  Não vivo só do salário de deputado – afirmou Flávio.
FINANCIAMENTO – Ele também disse que o pagamento de R$ 1 milhão de um título bancário da Caixa Econômica Federal, também relatado pelo Coaf, se refere à compra deste mesmo imóvel. Ele diz que fez um financiamento no banco público ao comprar o apartamento.
Na sexta-feira, reportagem do “Jornal Nacional”, da TV Globo, mostrou que o Coaf encontrou 48 depósitos no valor de R$ 2 mil entre junho e julho de 2017 nas contas bancárias de Flávio. O Coaf não identificou quem fez os depósitos, que totalizam R$ 96 mil. O fracionamento deles pode indicar intenção de impedir a identificação da origem dos recursos.
O JN também noticiou que consta no relatório do Coaf um pagamento de R$ 1 milhão de um título bancário por Flávio à Caixa.
DEPÓSITOS FATIADOS – Na entrevista para a Record, o atual deputado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) disse que recebeu parte do pagamento da venda do imóvel em dinheiro e que fez os depósitos fracionados, que somam R$ 96 mil, no caixa eletrônico da Alerj por ser o local onde ele trabalhava. Segundo disse na entrevista, R$ 2 mil é o limite aceito no caixa eletrônico.
Em sua declaração de bens feita à Justiça Eleitoral em 2016, quando disputou a prefeitura do Rio, Flavio declarou ter metade de um imóvel em Laranjeiras, Zona Sul, orçado em R$ 423 mil, e metade de um apartamento na Barra da Tijuca, de R$ 851 mil. Na declaração das últimas eleições, ele cita apenas o apartamento da Barra.
Neste domingo, a coluna de Lauro Jardim no GLOBO trouxe mais uma informação sobre o caso . O ex-assessor e ex-motorista de Flávio, Fabrício Queiroz, movimentou R$ 7 milhões em três anos. Até então, o que se sabia era que Queiroz havia movimentado R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.
PAI É O ALVO – Flávio negou ter recorrido à prática de reter parte do salário de funcionários de gabinete na Alerj. “No meu gabinete não. Se eu soubesse de alguém que estivesse cometendo isso, era o primeiro a denunciar a mandar prender porque quem me conhece sabe que não tem sacanagem comigo. Em alguns períodos no meu gabinete cargos ficaram vagos. Se eu tivesse o intuito de ganhar dinheiro com isso eu ia deixar cargo vago?” – disse.
Flávio também disse que a demora no posicionamento do seu ex-assessor Fabrício Queiroz é a principal responsável por gerar a situação.
PEDIDO AO STF – Ainda durante a entrevista, o senador eleito negou que tenha feito um pedido ao Supremo na quinta-feira para requisitar foro privilegiado. Segundo ele, foi apenas uma consulta sobre onde deveria ser analisado seu caso.
Em outra entrevista na noite deste domingo, desta vez à RedeTV!, Flavio sugeriu que as investigações contra ele têm o objetivo de atingir seu pai. O deputado chegou a dizer que está sendo vítima de uma “arapuca”.
— Deixou de ser uma investigação para virar perseguição e atingir o presidente da República — disse.
ACUSAÇÃO AO MP – Flávio reclamou de falta de isenção do Ministério Público e disse estar sendo tratado diferentemente dos demais investigados. Ele disse ter visto na internet, embora não saiba se é verdade, fotos de promotores do Rio com camisetas de protesto contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Não sei se é verdade mas são evidências. Não estou fugindo, mas por que não dar tratamento igual para todo mundo” — afirmou.
O filho do presidente Jair Bolsonaro passou o domingo em São Paulo. A agenda na capital paulista foi mantida em sigilo. No sábado, Flávio passou a manhã reunido com o pai no Palácio da Alvorada . O encontro aconteceu no dia seguinte à divulgação pela imprensa de que recebeu depósitos fracionados em sua conta corrente.
A movimentação identificada pelo Coaf foi encaminhada ao Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, que apura suspeita de recebimento por parlamentares da Alerj de parte do salário dos funcionários de gabinete de Flávio.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Apenas uma consulta ao Supremo? Essa foi boa… Na verdade, Flávio não somente pediu o foro privilegiado, mas também agiu com advogado de Queiroz, ao solicitar a nulidade das provas, sonho de qualquer réu encalacrado. A venda do apartamento é fácil de ser provada, basta mostrar os documentos. Por que não exibiu?  A perseguição movida a seu pai pelo Ministério Público é outro delírio. Bolsonaro pai só aparece na investigação por causa do estranho cheque da primeira-dama. E o resto é silêncio, como diria Érico Veríssimo. (C.N.)

Davos se esvazia e Bolsonaro fala a investidor ‘desconfiado’, diz a mídia estrangeira


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No avião, Bolsonaro fez uma reunião com os três ministros
Nelson de SáFolha
Com o título “Previsão sombria para Davos: Crises em abundância, mas poucos líderes mundiais”, a Reuters destacou, por New York Times e outros, que os mandatários americano, francês, britânico, chinês, russo e indiano não vão. E que os conflitos comerciais “e uma desaceleração que poderia empurrar a economia mundial para a recessão devem dominar o encontro”.
No 18º parágrafo, anota que “o baixo comparecimento dos líderes pode dar mais proeminência a personalidades que de outra maneira seriam ofuscadas”, caso de Jair Bolsonaro.
À MARGEM DA FESTA – A mesma Reuters despachou dias antes que “Estrangeiros ficam à margem da festa do mercado do Brasil”. Em suma, “dados da bolsa mostram êxodo persistente de capital no início do governo”, em contraste com “fundos locais, que são os atores por trás da alta”.
Ouvindo economistas de Santander, UBS e outros, afirma que os investidores externos “estão buscando mais do que retórica de animação”.
O Financial Times foi por aí, destacando que Bolsonaro encontrará “desconfiados” em Davos. Cita estrategista do Bank of America Merrill Lynch: “Não estamos vendo influxo de estrangeiros. A história [da alta da bolsa] é baseada na compra por brasileiros”. E ouve economistas de XP, UBS e BlueBay, que lembram, na expressão do primeiro, que “os investidores estrangeiros têm uma visão menos emocional sobre Bolsonaro”.
LUA DE MEL ACABOU? – Nos EUA, o agregador Drudge Report deu foto e a chamada “Bolsonaro faz início com tropeções como presidente…”, listando o vaivém, a começar da base militar americana.
E a Associated Press, por Washington Post e outros, despachou que “Bolsonaros enfrentam questionamentos por investigação de corrupção”, citando filho, mulher e o próprio. Questiona se a “lua de mel com Bolsonaro” já acabou.
A Der Spiegel ouve alemães do Parlamento Europeu de diversos partidos, de social-democratas e verdes a liberais e democratas-cristãos, para noticiar que “Eurodeputados se rebelam contra acordo com América do Sul”, com o Mercosul. Segundo o enunciado logo abaixo, é “por causa do novo presidente do Brasil”.
PROGRAMA NUCLEAR – Com o título “Argentina diante da necessidade de revisar sua relação nuclear com o Brasil”, o Clarín publica que, para “vários observadores locais, a realidade política brasileira é de visível militarização do programa nuclear, originalmente dedicado a fins civis, sob condução quase hegemônica da Marinha”. A escolha do almirante “encarregado do projeto de submarino nuclear como ministro de Energia do governo Bolsonaro suscitou não poucas suspeitas”, em meio a “desacordos crescentes”.
O secretário argentino de Assuntos Estratégicos “levou ao Brasil uma mensagem clara”, dias atrás.

O caso Queiroz, a quebra do sigilo e da privacidade do deputado Flávio Bolsonaro


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Queiroz e Flávio tiveram desrespeitados alguns direitos?
Jorge Béja
O caso Bolsonaro & Queiroz, além de perigoso para a democracia, chega a ser irritante. Ninguém aguenta mais ver aquela “carinha” de Queiroz (barba branca por fazer, quase careca, de óculos e sorrindo).  Ele disse que viveu (ou vive) da compra e venda de carros usados. Jair Bolsonaro comentou ele vive ou viveu “de rolos”! Mau sinal, viver de “rolos”. A família Bolsonaro, então, não estava em boa companhia.
Já as justificativas que Flávio Bolsonaro deu neste domingo à Record e Rede TV só podem ser comprovadas através de escrituras de compra e de venda, por se tratar de imóveis. Provas documentais, portanto.
DEPOIMENTOS – Flávio disse ser honesto. Bolsonaro & Queiroz têm o dever de se apresentarem ao Ministério Público do Rio (MPRJ) para responderem às perguntas dos promotores de Justiça. A recusa é desobediência. E desobediência é crime. Ou a dupla se acha acima do bem e do mal e os dois se consideram intocáveis?
E tudo isso significa um perigo para a democracia porque o pilar que sustenta a esperança do povo brasileiro no governo Bolsonaro chama-se Sérgio Fernando Moro. Se Moro sai fora e deixa o governo, a esperança acaba. E sem o pilar de sustentação, o governo desaba. Se conseguiu algum prestígio no exterior, o prestígio acaba também.
O caso Bolsonaro & Queiroz diz respeito a depósitos na conta bancária do ex-assessor. E Flávio Bolsonaro diz que o MPRJ, sem poder e sem autorização judicial, quebrou o sigilo bancário dos dois. Sigilo bancário não goza de proteção específica na Constituição. Pode-se, no máximo, tê-lo como desdobramento do direito à privacidade. Nada mais. Logo, não é direito absoluto e perde quando o interesse público, o interesse social, o interesse da coletividade se encontram acima dele. É o caso. Mormente em se tratando de um representante do povo, eleito pelo povo e que deve prestar contas ao povo, dele o único e verdadeiro mandante.
DIZ A LEI – Por sua vez, a Lei Complementar nº 105 de 2001, que dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras, é taxativa ao mencionar, no artigo 1º, parágrafo 2º. nº V que não constitui violação do dever de sigilo e comunicação às autoridades competentes (leia-se MP também), da prática de ilícitos penais ou administrativos, abrangendo o fornecimento de informações sobre operações que envolvam recursos provenientes de qualquer prática criminosa.
Foi o que o COAF fez com relação a parlamentares e assessores da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). E no rol deles, Bolsonaro & Queiroz, com movimentações atípicas, anormais e vultosas, sem origem comprovada, como constataram os experientes servidores do COAF.
Tudo foi enviado ao MPRJ, cujas atribuições constitucionais, dentre outras, são a defesa da ordem jurídica, dos interesses sociais e individuais indisponíveis, a quem compete promover a ação penal pública, zelar e garantir tudo quanto seja de relevância pública, promovendo as medidas necessárias a tanto…
JOGAR NO LIXO? – Então, diante de tanta papelada, os procuradores deveriam jogar “no lixo”? Engavetar ou agir? Agiram, e deu no que deu, um festival de “burrice” da parte de Bolsonaro & Queiroz, o únicos que se negaram ao chamado do MPRJ visto que todos os demais deputados estaduais envolvidos e chamados compareceram, responderam às perguntas e se colocaram à disposição dos procuradores. Quem esperneia, demonstra culpa. Demostra que errou.
Sim, “burrices”. Bastaria que a dupla comparecesse ao MPRJ. Chamados, não compareceram. Se comparecessem e falassem, como mandam a urbanidade, a civilidade, a lei, o bom caráter, a honestidade…, teriam a chance de “matar” tudo no começo, com comprovações mais do que “plausíveis”, e sim robustas e imbatíveis.
A PALAVRA BASTA – Crê-se que nem precisariam levar documento algum. A palavra-explicação de cada um seria suficiente. Afinal, o recente decreto sobre posse de arma de fogo não diz que nas residências que tiverem crianças ou pessoas com retardo mental é suficiente declarar por escrito que lá existe um cofre, ou um lugar seguro para a guarda da arma? Estamos inaugurando a época em que a declaração da “pessoa de bem” goza da presunção de veracidade, até prova em contrário.
Quanto à divulgação pela imprensa dos dados colhidos pelo sigilo quebrado, aí entram duas dúvidas: foram os jornalistas que conseguiram com suas fontes? Foi o próprio MPRJ que deu-lhes publicidade. Seja como for, o interesse público – ainda mais quando envolve um parlamentar representante do povo e envolve também dinheiro público –fala mais alto do que qualquer segredo que se possa invocar. Somos uma república.
Logo, a “Res” (coisa, em latim) é Publicae ( pública, em latim ). E a pessoa, o cidadão, a cidadã, que decide ocupar cargo público, concorda implícita e tacitamente com a perda da sua privacidade, de seus sigilos e segredos no tocante ao exercício do mandato parlamentar que recebeu ou do cargo que tomou assento e assumiu na Administração Pública.

Fredson Tiago dos Santos Silva contesta matéria transcrita neste Blog

A imagem pode conter: 3 pessoas, incluindo Fredson Thiago Dos Santos Silva, pessoas sorrindo, multidão e atividades ao ar livre

Sobre a denúncia veiculada no blog do Dedé Montalvão e em whatsapp, há de se verificar que fora feito uma análise em torno da folha de pagamento paga pelo INTERINO no mês de JANEIRO de 2018 em comparação com o mês de OUTUBRO pago pela administração de Deri no mesmo ano, onde pode-se analisar que, quem perdeu seu tempo em tal ato de fazer esse levantamento, esqueceu-se de lembrar que no mês de JANEIRO o INTERINO ainda estava com a folha limpa sem gratificações, nomeações e contratações. PSFs e vários setores fechados e sem funcionamento. Porém se formos analisar o mesmo mês de outubro, tomando em consideração 2017 e 2018, há de se analisar que a folha paga pelo INTERINO em outubro de 2017 obteve um Total de R$ 9.917.822,47, sendo que o valor no site e na denuncia feita sobre a folha paga no mês de outubro de 2018 é de tão somente R$ 4.373.721,87, obtendo-se uma diferença de R$ 5.544.100,77 e há de se pontuar que em 2017 o valor dos salários BASE eram abaixo do que hoje se paga.
Então tendo como base esta analise final, se pergunta ao tal interessante pesquisador que fez a denúncia de que o senhor prefeito Deri esteja pagando salários exorbitantes, PORQUE NÃO ANALISOU MESES ANTERIORES EM QUE A ingestão ERA OUTRA?

ESTA É MAIS UMA TENTATIVA DO GRUPO DA MENTIRA EM QUERER DESINSTABILIZAR O GOVERNO COMPENTENTE DO DERI DO TRABALHO
FONTE:
TCM.BA.GOV.BR



Nota da redação deste Blog - Nosso interesse é informar respaldado na verdade.
 Nas redes sociais e no ZAP está rolando notícias concernente a folha de pagamento oriunda da Prefeitura  Municipal de Jeremoabo respaldada em provas proveniente do TCM-BA; onde conforme acima exposto o cidadão ali identificado resolveu contestar os fatos.
Logo abaixo estamos publicando a treplica explicando mais uma vez a realidade dos fatos.


Carlos Varjao 
A tentativa de enganar à população extrapola todos os limites do razoável e me faz pensar se tais pessoas n precisam de ajuda médica competente...
Hj pela manhã começaram a rolar nos grupos um levantamento feito com base em informações do TCM/BA, onde foi mostrado de maneira clara os absurdos da folha de pagamento do prefeito q da trabalho, q em resumo aumentou uma média de MEIO MILHÃO DE REAIS, se comparada ao mês de janeiro do msm ano.
Na tentativa de encobrir mais essa faceta realizada pela atual gestão, seus correligionários de pronto passaram a veicular um texto onde afirmam q a folha do mês de outubro de 2017 foi equivalente a mais de NOVE MILHÕES DE REAIS, ou seja, mais de cinco milhões em relação a folha de deri!
O q eles esqueceram de informar é q essa folha foi referente ao mês de PAGAMENTO DO DINHEIRO DO PRECATÓRIO AOS PROFESSORES, e n de benefício aos escolhidos, como vemos hj!!
PAREM DE MENTIR, ou será q os professores q hj já n tem direito aos salários e 1/3 de férias também n tinham direito ao dinheiro do precatório??
Respeito ao povo, respeito aos professores!!





Dizem os entendidos que a prefeitura de Jeremoabo encontra-se nua de pernas para o ar!!!

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Sem comentários.........As tabelas não mentem!!!


Prefeitura de Jeremoabo e seu novo programa " quem quer dinheiro"

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Na Prefeitura Municipal de Jeremoabo também existe um programa mais ou menos parecido com o de Sílvio Santos (SBT) intitulado " quem quer dinheiro", onde somente a unica categoria que foi eliminada foi a dos servidores efetivos, senão vejamos.
182 %  de aumento para contratados
Comissionados 105% por cento de aumento
Quase 200% de aumento de servidor temporário.
Para concorrer com a Prefeitura de Jeremoabo só uma potente Multinacional.
Eis a razão da falta de  dinheiro para a educação.
Os números não mentem, observem a tabela acima, oriunda do TCM-BA.

domingo, janeiro 20, 2019

Marco Aurélio já recusou 28 pedidos de foro semelhantes ao de Flávio Bolsonaro


O ministro Marco Aurélio Mello durante sessão no plenário do Supremo Tribunal Federal — Foto: Reprodução
Se mudar de posição, Marco Aurélio estará desmoralizado
Rosanne D’AgostinoG1 — Brasília
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou a instâncias inferiores da Justiça todos os inquéritos e ações penais que analisou desde maio do ano passado e envolviam políticos em casos anteriores ao mandato e não relacionados ao cargo.
Ele agiu assim com base no entendimento de que políticos só podem ser processados no STF por crimes cometidos durante o mandato e em razão do cargo, conforme decisão do plenário do tribunal em maio. Ao todo, 28 casos foram tirados da Corte por decisões individuais do ministro.
SEMELHANÇA – Os casos analisados pelo ministro se assemelham ao do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, que Marco Aurélio Mello, como relator, analisará no próximo dia 1º de fevereiro, quando o Supremo volta às atividades após recesso.
Flávio Bolsonaro pediu a suspensão de investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro, que apura movimentações financeiras do ex-assessor Fabrício Queiroz consideradas “atípicas” pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Na última quarta-feira (16), durante o recesso, o ministro de plantão, Luiz Fux, recebeu a reclamação de Flávio Bolsonaro e decidiu suspender as investigações temporariamente até uma decisão de Marco Aurélio Mello. Segundo Fux, provas poderiam ser anuladas se não tivesse determinado a suspensão.

FORO PRIVILEGIADO – Um dos fundamentos do pedido de Flávio Bolsonaro – que não é oficialmente investigado no caso – é o de que, em razão do mandato de senador, o processo deve ficar sob responsabilidade do STF.
A defesa de Flávio Bolsonaro também pede que as provas coletadas até agora sejam anuladas, sob o argumento de que o MP não poderia ter obtido informações do Coaf sem autorização judicial. De acordo com a argumentação da defesa, são provas ilícitas. As duas questões devem ser avaliadas por Marco Aurélio.
Fux entendeu que, como Flávio Bolsonaro passou a ter foro privilegiado ao ser diplomado – ele tomará posse como senador em fevereiro –, caberá ao relator no STF decidir se o caso ficará na Corte ou se continuará na primeira instância.
JOGA NO LIXo – Ao blog da Andreia Sadi, Marco Aurélio afirmou que tem remetido ao “lixo” esse tipo de pedido. “O Supremo não pode variar, dando um no cravo e outro na ferradura. Processo não tem capa, tem conteúdo. Tenho negado seguimento a reclamações assim, remetendo ao lixo”, afirmou Marco Aurélio.
Em maio, o Supremo decidiu que analisará casos envolvendo políticos somente se o fato apontado como crime tiver ocorrido durante o mandato de parlamentar e se estiver relacionado ao cargo exercido. A restrição do foro privilegiado passou a ser regra e deve ser analisada caso a caso pelos relatores das ações.
Nos processos do gênero cujo relator foi Marco Aurélio Mello, houve 28 decisões de declínio de competência, ou seja, nas quais o ministro mandou ações e investigações para tribunais de primeira ou segunda instância.
ELEVADOR PROCESSUAL – No entendimento de Marco Aurélio, mesmo que o político tenha sido eleito depois de ocorrido o fato investigado para um cargo com foro privilegiado, isso não enseja hipótese de “elevador processual”, para fazer o processo subir ao STF.
O foro por prerrogativa de função, o chamado “foro privilegiado”, é o direito que têm deputados e senadores – entre outras autoridades, como presidente e ministros – de serem julgados somente pelo Supremo.
Antes, qualquer ação penal contra esses parlamentares, mesmo as anteriores ou não relacionadas ao mandato, eram transferidas das instâncias judiciais em que tramitam para o STF.
POSICIONAMENTO – Até agora, Marco Aurélio tem mantido o posicionamento de que não cabe à Corte dar andamento a casos fora do escopo definido pelo plenário.
 “As regras respectivas não podem merecer interpretação ampliativa. A Lei Maior, ao prever cumprir ao Supremo julgar deputados e senadores, há de ter abrangência definida pela conduta criminosa: no exercício do mandato e ligada, de algum modo, a este último”, afirma o ministro em suas decisões.
“O fato de alcançar-se mandato diverso daquele no curso do qual supostamente praticado crime não enseja o que apontei como elevador processual, deslocando-se autos de inquérito ou processo-crime em curso”, completa.
BEZERRA COELHO – Em setembro, o ministro enviou uma investigação sobre suposta prática de corrupção passiva envolvendo o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) para a Justiça Federal de Alagoas.
Nesse caso, Marco Aurélio entendeu que as supostas vantagens indevidas relacionadas à obra Canal do Sertão Alagoano, a título de contribuição à campanha eleitoral de 2014, vinculam-se “ao cargo de ministro da Integração Nacional à época ocupado, não havendo relação com o mandato hoje exercido”.
Em outra decisão, Marco Aurélio mandou para a Justiça do Amazonas inquérito que apurava suposta venda ilegal de terrenos no âmbito da Superintendência de Habitação do Estado do Amazonas pelo então governador Omar Aziz (PSD).
RELAÇÃO AO CARGO – O ministro destacou que, embora os fatos tenham ocorrido quando Aziz exercia mandato de governador do Amazonas, e parte quando senador, os fatos não estavam relacionados ao último cargo ocupado.
“O fato de alcançar-se mandato diverso daquele no curso do qual alegadamente consumada a infração não enseja o que apontei como elevador processual, deslocando-se autos de inquérito ou processo-crime em curso”, fundamentou.
Em uma denúncia oferecida contra o senador Jader Barbalho (MDB-PA) em 2010, Marco Aurélio, em maio do ano passado, decidiu mandar o inquérito para a Justiça Federal do Pará. “Constata-se que o delito imputado – sonegação fiscal –, apesar de supostamente cometido quando o investigado exercia o mandato de senador da República, não está a este relacionado”, concluiu.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como se diz no linguajar do turfe, o retrospecto indica que Flávio Bolsonaro será mesmo investigado pelo Ministério Público do Rio. É “pule de dez”, como os turfistas classificam algo que vai acontecer, sem a menor dúvida. (C.N.)

Mourão defende Flávio Bolsonaro e insinua que ele se tornou “perseguido político”


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Mourão diz que o Ministério Público Estadual “perdeu o foco”
Vinicius SassineO Globo
O vice-presidente da República, Antonio Hamilton Mourão , criticou a atuação do Ministério Público do Rio na investigação que envolve o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Mourão disse ao Globo que falta “foco” ao MP e que existe “sensacionalismo” e “direcionamento” na investigação envolvendo o filho primogênito do presidente da República e o ex-assessor e ex-motorista Fabrício Queiroz . Mais cedo, o futuro líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), chamou MP do Rio de covarde e defendeu Flávio Bolsonaro.
– São várias pessoas investigadas nessa operação, na Furna da Onça. As quantias que estavam ligadas ao Flávio eram as menores. As maiores, se não me engano, eram ligadas a um deputado do Partido dos Trabalhadores. E ninguém está falando nisso. Eu acho que está havendo algum sensacionalismo e direcionamento nesse troço. Por causa do sobrenome. Não pela imprensa, que revela o que chega às mãos dela. O Ministério Público tem de ter mais foco nessa investigação – afirmou o vice-presidente.
DISTANCIAMENTO – Mourão adotou a linha que vem sendo colocada em prática pelo Planalto: a tentativa de distanciamento do caso por parte do governo.
– Esta é uma questão do Flávio Bolsonaro, não tem nada a ver com o governo federal. Esse assunto pertence ao Flávio e aos assessores dele. Vamos aguardar os esclarecimentos que tiverem de ocorrer por parte dele mesmo e da própria investigação que está em curso – disse o vice-presidente.
Neste sábado, o MP do Rio informou que quatro deputados estaduais que possuem assessores com movimentações atípicas já procuraram o órgão para dar explicações. São eles: André Ceciliano (PT), Luiz Paulo (PSDB), Paulo Ramos (PDT) e Tio Carlos (SD). O MP vai avaliar agora se as explicações são suficientes.
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CASO NÃO TEM NADA A VER COM O GOVERNO
Rodrigo Viga Gaier
 (Reuters)
O caso envolvendo movimentações financeiras atípicas do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz não é assunto do governo que começou em 1º janeiro, apesar de o parlamentar ser filho do presidente Jair Bolsonaro, avaliou neste domingo o vice-presidente da República, general da reserva Hamilton Mourão. “É preciso dizer que o caso Flávio Bolsonaro não tem nada a ver com o governo”, disse Mourão, que assume interinamente a Presidência da República enquanto Bolsonaro participa do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.
Mourão declarou à Reuters que é preciso aguardar o andamento dos fatos e investigações antes de se tirar conclusões. Flávio Bolsonaro é investigado na esfera cível da Justiça do Rio de Janeiro por suspeita de movimentação atípica detectada pelo Conselho de Controle de Atividade Financeiras (Coaf).
RODRIGO MAIA – O vice-presidente aproveitou também para elogiar o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tenta a reeleição para o comando da Casa.
Maia já obteve apoio de vários partidos, incluindo o PSL de Bolsonaro, e teria a simpatia de integrantes da equipe econômica do governo, incluindo o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, que tentará emplacar projetos relevantes como a reforma da Previdência, já em discussão no governo.
“O Rodrigo Maia tem noção do tamanho do problema (do país)”, disse Mourão à Reuters.
LÍDER DO GOVERNO – O vice-presidente também afirmou não ver problema na escolha de um deputado novato, major Vitor Hugo (PSL-GO), para ser o líder do governo na Câmara, conforme anúncio feito recentemente. “Vitor Hugo tem capacidade e competência para essa missão”, avaliou ele.
Ao ser questionado como ficaria a reforma da Previdência para as Forças Armadas, Mourão declarou que “os militares estão discutindo o tema com a equipe econômica”.

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