terça-feira, junho 08, 2010

Ficha Limpa no Congresso, 85 novos processos no STF

Levantamento do Congresso em Foco mostra que o Supremo abriu uma média de três processos por semana contra parlamentares enquanto projeto tramitou no Congresso

Gervásio Batista/STF
Levantamento do Congresso em Foco mostra que STF acelerou abertura de processos contra parlamentares depois do ficha limpa

Edson Sardinha, Thomaz Pires, Lúcio Lambranho e Eduardo Militão

O Supremo Tribunal Federal (STF) acelerou o ritmo das investigações contra parlamentares enquanto o Congresso discutia o projeto ficha limpa. Levantamento exclusivo do Congresso em Foco revela que o Supremo abriu 85 processos contra 57 deputados e senadores entre 29 de setembro, data de chegada da proposta de iniciativa popular à Câmara, e o último dia 4, quando o presidente Lula sancionou a Lei Complementar 135/10, que proíbe a candidatura de políticos com condenação em órgão colegiado da Justiça. Uma média de três processos por semana ou 12 por mês, levando-se em consideração o último recesso do Judiciário, ocorrido entre 20 de dezembro e 1º de fevereiro.

O índice de investigações abertas durante a tramitação do ficha limpa supera o dos quatro meses que antecederam a tramitação da proposta, que era de 2,5 por semana ou dez por mês. Entre maio e setembro de 2009, os ministros deram encaminhamento a 30 acusações contra 25 parlamentares, conforme revelou na época o Congresso em Foco, descontado também o mês do recesso.

Segundo a assessoria do Supremo, não há nenhuma orientação no período que pudesse explicar a mudança nas médias.

Bancadas diversificadas

Enquanto o ficha limpa tramitou no Congresso, foram abertos 73 inquéritos contra seis senadores e 46 deputados. O Supremo encontrou, ainda, elementos para transformar em réus nove deputados e três senadores em 12 ações penais. Ao todo, 13 parlamentares viraram alvo de mais de uma investigação.

Na lista dos novos investigados, figuram parlamentares de 21 estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Há representantes de 13 partidos políticos: DEM, PDT, PMDB, PMN, PP, PPS, PR, PRB, PSB, PSC, PSDB, PT e PTB.

Os chamados crimes contra a honra, como calúnia, difamação e injúria, são os casos de maior incidência entre os processos abertos pelo STF durante a tramitação do ficha limpa. São ao todo 11 casos, dez inquéritos e uma ação penal.

Logo abaixo, empatados com nove casos registrados, estão os crimes de peculato (apropriação, por funcionário público, de bem ou valor de que tem a posse em razão do cargo, em proveito próprio ou alheio) e o de responsabilidade, normalmente praticado quando o deputado ou senador exercia outra função pública.

O Supremo também abriu sete processos - seis inquéritos e uma ação penal - por crime contra a Lei de Licitações. Estão também entre os tipos penais mais comuns dessa nova safra de processos cinco casos de apropriação indébita e sonegação previdenciária e mais outros quatro processos por crimes eleitorais. A lista também inclui dois crimes ambientais, um inquérito de estelionato e outro inquérito por trabalho escravo.

Condenações inéditas

No mês passado, os ministros condenaram, pela primeira vez, um parlamentar desde a Constituição de 1988. E em dose dupla: os deputados Zé Gerardo (PMDB-CE) e Cássio Taniguchi (DEM-PR), os dois por crime de responsabilidade.

Condenado a seis meses de prisão por mau uso do dinheiro público, Taniguchi ficou livre de cumprir a pena porque os ministros entenderam que o caso havia prescrito, ou seja, não era mais passível de punição por causa da demora no julgamento. Porém, se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerar que a Lei Ficha Limpa, publicada ontem no Diário Oficial da União, valerá para as próximas eleições e que sua extensão atinge os processos decididos antes da sanção presidencial, o paranaense ficará inelegível. Os ministros responsabilizaram Taniguchi por irregularidades ocorridas no período em que ele foi prefeito de Curitiba.

No dia 13 de maio, Zé Gerardo entrou para a história como o primeiro deputado brasileiro condenado pelo Supremo desde a promulgação da Constituição de 1988. O cearense foi condenado a prestar serviços à comunidade por dois anos e dois meses e a pagar 50 salários mínimos de multa (cerca de R$ 25,5 mil). Se o ficha limpa estivesse em vigor naquela data, José Gerardo já ficaria inelegível. Inicialmente, o peemedebista foi condenado a dois anos e dois meses de prisão em regime aberto, mais multa. Porém, os ministros resolveram alterar parte de pena para prestação de serviços.

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF), Zé Gerardo, quando administrava a prefeitura de Caucaia (CE), entre 1997 a 2000, recebeu R$ 500 mil, em recursos públicos federais, para a construção de um açude na cidade. A verba foi liberada por meio de um convênio com o Ministério do Meio Ambiente. Porém, segundo o MPF, o dinheiro foi usado para a construção de passagens molhadas, espécie de ponte erguidas com pedras em áreas alagadas.

Pressão popular

A Lei Complementar 135/10 nasceu de uma proposta elaborada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que reúne mais de 40 entidades da sociedade civil. O texto chegou ao Congresso no dia 29 de setembro do ano passado, com o apoio de aproximadamente 1,5 milhão de assinaturas. Durante sua tramitação, o texto enfrentou forte resistência de parlamentares. Mas acabou aprovado sob forte pressão popular e o apoio virtual de 2,5 milhões de internautas, que assinaram um abaixo-assinado na internet.

O texto aprovado pelo Congresso proíbe por oito anos a candidatura de políticos condenados na Justiça em decisão colegiada, ainda que o processo não tenha finalizado seu trâmite (trânsito em julgado).

Esta é a segunda lei de iniciativa popular. A outra (Lei 9.849/99) tipificou o crime da compra de votos. Para propor um projeto de iniciativa popular, a Constituição exige a coleta de assinatura de 1% da população eleitoral nacional, distribuídas por pelo menos cinco unidades federativas. Em cada uma dessas unidades, devem ser reunidas assinaturas equivalentes a 0,3% do eleitorado local.

Leia ainda hoje:
A lista dos parlamentares que respondem aos novos processos no STF

Fonte: Congressoemfoco

Nos jornais: Senado retoma práticas que causaram crise

O Estado de S. Paulo

Senado retoma práticas que causaram crise

Um ano depois da promessa de ampla reforma administrativa e da contratação por duas vezes, no valor total de R$ 500 mil, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para aprimoramento da gestão e corte de gastos, o Senado voltou a adotar as "velhas" práticas. A Casa deu início a um processo de recontratação de 1.273 terceirizados para diferentes funções (de copeiros a chaveiros) com salários que variam de R$ 1,2 mil a R$ 6 mil. O custo do edital, pregão 73/2010, é de cerca de R$ 55 milhões ao ano.
Levantamento da ONG Contas Abertas mostra ainda que, fora o edital, o Senado renovou, pela terceira vez, o contrato com a empresa Plansul Planejamento e Consultoria, que oferece outros 327 terceirizados na área de comunicação social. A empresa receberá R$ 17 milhões até dezembro. Somados, os contratos envolvem 1,6 mil terceirizados ao custo anual de R$ 72 milhões. No primeiro estudo, a FGV advertia exatamente para o fato de que em vários casos os terceirizados desenvolvem atividades concorrentes com as atribuições dos servidores concursados. A fundação chegou a recomendar o corte de cerca de 30% dos terceirizados. O segundo estudo deve ser apresentado hoje.

Campanha de Dilma muda após dossiê e crise em MG

O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel deverá se afastar da coordenação da campanha da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Roussef. Além de ter o nome ligado a um suposto dossiê contra o presidenciável tucano, José Serra, Pimentel sai enfraquecido com a decisão do PT de apoiar a candidatura do senador Hélio Costa (PMDB) ao governo de Minas Gerais. Pimentel desejava concorrer, mas acabou derrotado, com o PT de Minas enquadrado ontem pela direção nacional do partido. Agora, o ex-prefeito será candidato ao Senado na chapa encabeçada por Hélio Costa. Amiga de Pimentel desde a juventude, Dilma ficou irritada com as atitudes do ex-prefeito, pondo em risco a aliança com o PMDB. O isolamento de Pimentel é a segunda baixa na campanha de Dilma - a primeira foi a do jornalista Luiz Lanzetta, que fez contato com agentes de serviços secretos em suposto esquema para produzir dossiês contra Serra.

PMDB busca acordo para controlar traições

O fim da regra da verticalização, que obrigava os partidos a reproduzir o modelo da aliança nacional em todo o País, minou a força das direções partidárias, que não conseguem impor a fidelidade aos Estados. Diante das dificuldades para fechar o apoio dos diretórios estaduais à chapa presidencial, os partidos tentam driblar a falta de comando criando um regulamento para as traições. Que o diga o PMDB do deputado Michel Temer (SP). O partido não é o único que amarga rebeliões em regionais que disputam o poder local com o PT da presidenciável Dilma Rousseff. Também há problemas no PDT, PP e PTB. Mas, na condição de maior partido da base governista com estrutura em todo o Brasil, o PMDB saiu na frente. É o primeiro a deflagrar uma operação política para conter dissidentes que recusam apoio à chapa presidencial encabeçada pela petista, mesmo com Temer no posto de vice.

Aécio mobiliza prefeitos em favor de tucano

Pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra visitou Montes Claros ao lado do ex-governador Aécio Neves, que mobilizou os aliados em favor da candidatura do tucano. O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), que vai tentar a reeleição, também participou do encontro com lideranças e prefeitos da região norte de Minas. Na primeira aparição com o ex-governador paulista desde que voltou das férias ao exterior, Aécio cobrou ontem dos cerca de 60 prefeitos do PSDB, PPS, DEM, PP, PTB e PSC presentes no auditório do Automóvel Clube o voto casado em Anastasia e no presidenciável tucano, chamado sempre de "presidente Serra".

Ibope muda tática de Serra e Lula

Tucanos e petistas reavaliam estratégias de campanha diante da divisão regional revelada pela última pesquisa de intenção de votos do Ibope, em que José Serra (PSDB) lidera no Sul-Sudeste e Dilma Rousseff (PT) no Norte-Nordeste. Além de ter escolhido Salvador para lançar a candidatura de Serra, o PSDB aposta em palanques fortes no Ceará, Paraíba, Alagoas e Pernambuco para aumentar a inserção do tucano. Cabos eleitorais como Tasso Jereissati (CE), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Paulo Souto (DEM-BA), Teotônio Vilela (AL), João Alves (SE) e Jackson Lago (PDT-MA) ajudarão a reduzir a vantagem de Dilma na região, garantem dirigentes do PSDB.

'Pagador' do comitê fatura R$ 214 mi na gestão Lula

A trama para montar uma central de dossiês no comitê de Dilma Rousseff trouxe à ribalta um personagem até então desconhecido que tem transitado com desenvoltura entre os bastidores da campanha petista e a máquina de contratos do governo federal. Conhecido como Bené, o jovem empresário brasiliense Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, 34 anos, ficou rico no governo do PT e, discretamente, tornou-se uma espécie de filantropo do comitê de Dilma. Encarregado de cuidar das finanças e da logística da megaestrutura montada em Brasília para servir à pré-campanha petista, o empresário participou até das negociações com os arapongas contratados pelo comitê para produzir dossiês contra adversários de Dilma. O empresário chegou à campanha pelas mãos do núcleo mineiro do comitê petista, capitaneado pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. Até semana passada, ele vinha trabalhando ao lado do jornalista Luiz Lanzetta, afastado da campanha após aparecer como pivô da estratégia de organizar um bureau de espionagem no comitê do PT.

Acareação vai 'desmascarar' petistas, diz ex-delegado

Pivô do escândalo do suposto dossiê contra o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, o ex-delegado da Polícia Federal Onézimo Sousa disse ontem ao Estado ter provas de que a proposta de espionagem política partiu do comando do PT, em reunião para a qual foi convocado num restaurante de Brasília. Ele disse que aceita fazer uma acareação "para desmascarar" os emissários petistas presentes, que teriam se apresentado em nome do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. "Tenho provas definitivas da abordagem que eles me fizeram e topo a acareação de bom gosto, desde que seja séria, na Justiça", afirmou. Ele disse que recusou a proposta de trabalho, pela qual receberia R$ 1,6 milhão em dez parcelas, porque considerou o comitê petista uma bagunça, sem controle e dirigido por irresponsáveis. "O PT é um serpentário, que não está preparado para fazer uma campanha e muito menos para governar o País", disse.

PT entra na Justiça com interpelação contra Serra

O PT ingressou ontem na Justiça de São Paulo com interpelação ao pré candidato do PSDB à Presidência, José Serra. O partido quer que o tucano explique acusações à presidenciável petista, Dilma Rousseff, no episódio da suposta fabricação de dossiês. O pedido de explicações foi distribuído para a 22.ª Vara Criminal da capital. Na semana passada, Serra declarou que Dilma era a responsável pela elaboração de dossiê contra ele e sua filha, Verônica. Segundo o PT, o tucano fez "acusações e ilações"contra o senador Aloizio Mercadante e o deputado Ricardo Berzoini, ambos da sigla.
Os advogados do PT Pierpaolo Bottini e Igor Tamasuaskas, que subscrevem a ação, juntaram à petição sete indagações a Serra. Eles citam reportagens veiculadas pela imprensa com as declarações atribuídas ao tucano.

O Globo

Lula admite disputar eleições em 2014

Numa das entrevistas dos últimos dias sobre a Copa do Mundo, o presidente Lula admitiu disputar novamente as eleições em 2014. Ao responder à pergunta da “Band” se descartava ser candidato em 2014, o presidente respondeu que não, mas disse que, na Copa do Mundo do Brasil, vai assistir aos jogos, no Morumbi ou no Maracanã, como torcedor.

— Espero, como torcedor, estar no Morumbi ou no Maracanã assistindo ao jogo da seleção brasileira — disse Lula.

O entrevistador perguntou se isso significava que descartava disputar as eleições de 2014, e Lula respondeu: — Não, eu não descarto (ser candidato), mas a única coisa que tenho certeza é que vou estar fora do governo (na Copa de 2014). Lula tem sido dúbio ao tratar da sucessão presidencial em 2014. Em 2007, à “Folha de S. Paulo”, ele disse que a conjuntura política do momento indicaria se deveria ou não ser candidato. No início deste ano, porém, ao “Estado de S. Paulo”, Lula afirmou que não pensava em retornar à Presidência em 2014, porque o eleito teria direito de tentar a reeleição.

Cúpula do PT soube de dossiê no fim de 2009

Apontado como bode expiatório no episódio do suposto dossiê contra o pré-candidato José Serra, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) não era o único que sabia das denúncias. Toda a cúpula petista que integra a coordenação de campanha da pré-candidata Dilma Rousseff tinha conhecimento, desde o fim de 2009, da existência de um farto material investigativo contra o tucano e sua filha, Verônica Serra. Ontem, dois jornalistas envolvidos no caso negaram a versão do delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo das Graças Sousa, de que o comitê petista desejou contratar serviços de espionagem. Segundo relatos feitos ao GLOBO por dirigentes do PT, o partido esperava que aliados do ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG) usassem o material durante o processo de disputa interna no PSDB para a escolha do presidenciável tucano.

Serra mira em Dilma e critica 'jogo sujo' na eleição

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, pediu o fim da “baixaria” e do “jogo sujo” na eleição, e voltou a acusar ontem a sua oponente petista, Dilma Rousseff, pelo suposto dossiê que estaria sendo montado contra o tucano e sua filha, Verônica Serra. Serra evitou citar nominalmente Dilma ou outro integrante do PT, mas disse que esse tipo de atitude é “característica desse pessoal”: — O que precisa acabar é a baixaria, é contratar arapongas, é espionar, é denegrir famílias — disse o tucano. — A gente precisa acabar no Brasil (com essa história de) que a cada eleição, como em 2006, a gente fica encontrando essas coisas que não fazem nenhum bem ao processo democrático. Estamos voltando àquela velha prática, característica desse pessoal, de jogo sujo, abaixo da cintura, ataques a familiares e coisas do gênero.

PT nacional enquadra petistas de Minas e fecha apoio a Hélio Costa

Num clima descrito por petistas mineiros como de “velório”, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, formalizou ontem decisão do partido e da pré-candidata Dilma Rousseff de enquadrar o PT de Minas e forçar o apoio ao peemedebista Hélio Costa na disputa pelo governo do estado. Assim, enterrou a pretensão do PT mineiro de lançar ao cargo Fernando Pimentel, exprefeito de Belo Horizonte e um dos coordenadores da campanha presidencial. Com a decisão, fica garantida a realização da convenção do PMDB, sábado, para a formalização da aliança nacional entre os dois partidos em torno da candidatura Dilma.

Serra irá para a convenção sem vice escolhido

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), admitiu ontem que a escolha do candidato a vice na chapa do pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, deverá mesmo ficar para depois da convenção nacional do partido, marcada para este sábado, em Salvador: — Não vai dar para resolver isso até a convenção, embora nossa ideia fosse resolver logo — admitiu Guerra. A prioridade da coordenação da campanha tucana esta semana é organizar a convenção que formalizará a candidatura de Serra. Como o vice da chapa não estará definido, deverá ser delegado à Executiva Nacional do PSDB o poder para referendar posteriormente o nome do escolhido, assim como de novas alianças que possam ser garantidas até 30 de junho.

— Não é obrigatório decidirmos até a convenção o nome do vice. Nosso prazo para isso vai até 30 de junho — reiterou o deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA).

Aécio pede votos para Serra em Minas

Na visita ao norte de Minas, o ex-governador Aécio Neves, que deverá disputar o Senado pelo PSDB, pediu voto para Serra. Declarou que percorrerá o estado para dizer “diretamente à dona de casa, ao estudante, ao empresário, ao homem do campo: me ajudem a continuar trabalhando por Minas Gerais”.

Em cinco meses, mais de dois fora de Brasília

Na véspera de um giro de três dias por cinco estados do Nordeste, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que, até o fim do ano, vai viajar muito mais pelo país para inaugurar obras do governo federal, especialmente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), inclusive aos sábados e domingos. No primeiro semestre de 2010, Lula passou mais de dois meses fora de Brasília. Foram 61 dias viajando pelo Brasil e exterior. Ele ficou 27 dias no exterior e visitou 17 países. No Brasil, Lula percorreu 33 cidades de 12 estados, sem contar os fins de semana que ele passou em São Bernardo do Campo, onde fica o apartamento de sua família. O presidente gastou 34 dias em eventos pelo país afora. A partir de hoje, Lula cumprirá um roteiro pelo Nordeste, a partir do Ceará, passando pelo Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe, com encerramento na Bahia. Até o fim do mês, deverá ir a Minas, ao Amazonas e ao Canadá, para a reunião do G-20 (grupo de países industrializados e emergentes).

Pré-candidatos fazem coro em defesa do etanol

Os três principais pré-candidatos à Presidência saíram ontem em defesa do etanol brasileiro, durante entrega do 1oPrêmio Top Etanol, promovido pela União Nacional da Indústria de Cana de Açúcar (Unica). José Serra, do PSDB, aproveitou o tema para criticar o governo federal e, indiretamente, a sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT). O tucano disse que o governo deveria se empenhar na luta pela unificação das alíquotas do ICMS em todos os estados. E chegou a sugerir o patamar de 12%, como acontece em São Paulo.

— Em São Paulo, reduzimos o ICMS para o etanol para 12%. Tentei negociar a redução com alguns estados, mas a coisa ficou muito fragmentada. O que eu acho é que o governo federal tem que se jogar nisso, ativamente, em toda essa negociação — disse ele, aplaudido.

Recurso ao TSE tenta punir Zequinha Sarney

O Ministério Público Eleitoral recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o deputado José Sarney Filho (PV-MA) por uso indevido de meios de comunicação e abuso do poder econômico e de autoridade. O MPE alega que Zequinha Sarney teria distribuído como encarte, nas eleições de 2006, 9.223 boletins informativos com teor eleitoral no jornal que pertence à família dele. O deputado é candidato à reeleição. O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão considerou que não houve irregularidade na distribuição dos boletins, já que, segundo o tribunal, o material não influenciou o resultado das eleições.

Vice de Wagner agora vai ser vice de Geddel

O deputado federal e ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB) fechou ontem sua chapa para a eleição de outubro deste ano, ontem, com os nomes de Edmundo Pereira (PMDB) para a vaga de vice e de Edvaldo Brito (PTB) para o Senado, ao lado do senador César Borges (PR), que tentará a reeleição. Nenhuma surpresa, não fosse um detalhe: o candidato a vice na chapa de Geddel, Edmundo Pereira, já é vice-governador, mas de seu principal adversário na disputa, o atual governador, Jaques Wagner, que tentará a reeleição pelo PT. Indicado para vice do petista por Geddel na eleição de 2006, Pereira marcou sua passagem pelo governo do estado pela discrição, conquistando a tal ponto a confiança de Wagner que, quando houve o rompimento do petista com o PMDB, o governador continuou a chamá-lo de “irmão”.

Serra e 'muleke'

O que não se faz por um voto? O pré-candidato à Presidência José Serra (PSDB) respondeu dançando. Após ver uma saltitante Sabrina Sato mostrar o que era a dança “Ah, muleke” — parte do programa “Pânico na TV”, no último domingo à noite —, Serra pegou o microfone da mão da apresentadora. E começou a se balançar de um lado a outro, tentando imitar a dança: — Ah, muleke. Ah, muleke. Ah, muleke — cantarolava ele, enquanto isso, em tom monocórdico. Antes, Serra ainda teve de ouvir Sabrina perguntar se era mais difícil convencer Aécio Neves a ser vice ou o técnico Dunga a chamar Neymar. Ou o que era pior na campanha: “Ter que abraçar todo mundo suado ou falar bem do Lula?”: — Não... Nenhuma das duas... Gosto de abraçar as pessoas. E não sou obrigado a falar bem ou mal de ninguém.

Decreto contra nepotismo atingirá 150 no governo

Um decreto assinado ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que proíbe nepotismo na administração pública federal, obrigará pelo menos 150 funcionários públicos ocupantes de cargos em comissão a deixar seus empregos nos próximos dias. Os 150 mantêm algum grau de parentesco com ocupantes de cargos de confiança do governo. O decreto de Lula veda o nepotismo em vários escalões do governo, seja em fundações, ministérios ou até na Presidência da República. A estimativa do número de demissões é da Controladoria Geral da União (CGU), que, em 2009, fez um levantamento sobre casos de parentesco entre os cerca de 21 mil ocupantes de cargos em comissão no Executivo federal. O decreto proíbe também a contratação, sem licitação, de empresa cujo proprietário seja parente de algum funcionário do órgão contratante. Está proibida até mesmo contratação de estagiário parente de servidor de cargo de confiança.

Votação de novo código pode atrasa

Apesar da exaustiva discussão travada no mundo jurídico nos últimos seis meses, senadores, deputados e especialistas acreditam que o novo Código de Processo Civil dificilmente será transformado em lei ainda este ano. Além da própria complexidade do texto — que tem 997 artigos —, a campanha eleitoral e a Copa do Mundo tornamse obstáculos naturais para a tramitação da proposta. O projeto será apresentado hoje no Senado e o primeiro debate sobre o texto, coordenado pelo ministro Luiz Fux, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está previsto para amanhã. Além do calendário atípico, a experiência da tramitação do novo Código de Processo Penal aponta um ritual prolongado pelo qual o novo Código Civil deve passar. Só na Comissão Especial, as mudanças da lei penal foram debatidas por sete meses. Este projeto deve ser votado na tarde de hoje pelos senadores.

Pantanal tem segunda maior área desmatada

Entre 2002 e 2008, 4.279 quilômetros quadrados do Pantanal foram devastados — 2,82% do bioma, que tem 151.313 quilômetros quadrados. O levantamento é o primeiro feito no governo Lula. O Pantanal, proporcionalmente, tem a segunda maior área desmatada no período, se comparado a outros três biomas. No cerrado foram perdidos 4,17% da vegetação natural; no Pantanal, 2,82%; na Amazônia, 2,54% e na caatinga, 2,01%.

Procurador-geral do DF é processado

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) abriu ontem processo disciplinar contra o procuradorgeral do Distrito Federal, Leonardo Bandarra, e a promotora Deborah Guerner, para investigar se eles participaram do esquema de corrupção do governo do ex-governador José Roberto Arruda, o mensalão do DEM. Os integrantes do conselho detectaram “indícios fortíssimos” de envolvimento da dupla nas irregularidades. Segundo depoimentos, os promotores recebiam propina em troca de favorecimento ao então governador em investigações do Ministério Público.

— (A abertura do processo) é fundamental para o esclarecimento definitivo das graves acusações que pesam sobre os denunciados — disse o corregedor do CNMP e relator do caso, Sandro Neis.

Folha de S. Paulo

Por aliança com PMDB, PT impõe acordo em Minas

O PT pagou ontem a última grande fatura pelo apoio nacional do PMDB a Dilma Rousseff (PT). As cúpulas dos dois partidos anunciaram o ex-ministro Hélio Costa (PMDB) como o candidato lulista ao governo de Minas.
Adversário de Costa pela vaga e com o nome ligado a suspeitas de espionagem dentro da campanha nacional petista, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) será candidato ao Senado e disse não saber se continua na equipe de Dilma, de quem é amigo. Desde maio, PT e PMDB já haviam acertado nos bastidores o anúncio de ontem. Peemedebistas diziam que outra solução colocaria em risco o apoio a Dilma.

Derrotado, grupo vê intervenção e desmobilização da militância

O grupo majoritário do PT de Minas, controlado pelos apoiadores do ex-prefeito Fernando Pimentel, se disse derrotado pela "intervenção branca" da direção nacional do PT. E, como consequência, não se empenhará pela candidatura de Hélio Costa ao governo mineiro. Falando à Folha sob a condição de que não se divulgassem nomes, o grupo dominante no PT mineiro diz que compete agora ao PMDB motivar a militância petista, embora não acredite que consiga envolvê-la na campanha. O grupo diz ter ido até o limite, que era o martelo da direção nacional. A intenção era ver se Costa desistia. Como isso não ocorreu, entendia que não poderia ser confrontada a aliança pró-Dilma. Apenas por isso não esticou mais a corda.

Marina troca coordenador de campanha

A campanha da presidenciável Marina Silva (PV) vive um momento de troca de guarda. O coordenador nacional Alfredo Sirkis está de saída para se dedicar à própria candidatura a deputado federal, pelo PV do Rio.
O cargo será assumido pelo ambientalista João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente na gestão da senadora. Ele dividirá o comando com o vice da chapa, o empresário Guilherme Leal. A dupla conta com a confiança de Marina, mas não tem experiência em eleições presidenciais. Isso levou os verdes a buscarem o reforço de mais um ex-petista: o ex-deputado Airton Soares, 64.

PT questiona Serra por acusação contra Dilma

O PT protocolou ontem na Justiça de São Paulo uma interpelação (intimação a prestar esclarecimentos) contra o pré-candidato à Presidência José Serra (PSDB). Com sete perguntas, a ação pede explicações sobre a declaração do tucano que atribuiu à concorrente petista, Dilma Rousseff, a responsabilidade pela produção de um dossiê antitucano. "A principal responsabilidade desse dossiê é da candidata Dilma. Não tenho dúvidas", disse Serra, na quinta-feira passada. O ex-governador paulista também afirmou que o PT tem a tradição de produzir dossiês e lembrou o escândalo dos aloprados, que abateu a candidatura de Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo em 2006.

Pedido era para investigar tucano, confirma delegado

O delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo das Graças Sousa reafirmou ontem à Folha que o jornalista Luiz Lanzetta -encarregado, até a semana passada, da área de imprensa da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT)- lhe pediu que investigasse o tucano José Serra. Sousa disse que não aceitou fazer o trabalho nem fechou o contrato. Negou também ser amigo do deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), acusado de produzir dossiê anti-PMDB para ajudar Serra. Tanto Lanzetta quanto o jornalista Amaury Ribeiro Jr., presentes à reunião, negaram que tal pedido sobre Serra tenha sido feito. Lanzetta deixou a campanha após a "Veja" divulgar as declarações de Sousa.

Decreto tenta fechar brechas para nepotismo

Decreto publicado ontem pelo governo federal tenta fechar as últimas brechas para a contratação de parentes de servidores não concursados.
O texto proíbe que qualquer pessoa nomeada em órgão público tenha cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau em cargo de comissão em entidades governamentais vinculadas. Com isso, o parente de um ministro, por exemplo, não poderá ocupar cargo dentro de uma empresa pública que seja vinculada ao ministério. O mesmo serve para autarquias, fundações e sociedades de economia mista. No caso do presidente e do vice, o decreto proibiu seus parentes de ocuparem qualquer cargo em qualquer órgão da administração pública. A norma tenta também barrar o nepotismo cruzado -quando há nomeação de parentes em órgãos diferentes. Mas o texto é genérico e não traz casos específicos.

Lula defende inibir venda de terras a estrangeiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o governo federal estuda maneiras de limitar a compra de terras produtivas no Brasil por estrangeiros. Lula não deu detalhes de como isso será feito. Informou apenas que as medidas estão em estudo pelos ministérios da Justiça e da Defesa. "Esse é um problema que nós precisamos começar a discutir. Uma coisa é o cidadão vir e comprar uma usina, comprar fábrica. Outra coisa é ele comprar a terra da fábrica, a terra da soja, a terra do minério", disse.

Procurador do DF vai permanecer no cargo


O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) negou ontem pedido de afastamento do procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, acusado de ter recebido mais de R$ 1,6 milhão do mensalão do DEM.
Por 7 votos a 5, o órgão abriu processo disciplinar contra Bandarra, mas vai mantê-lo à frente do Ministério Público do DF, que investiga o mensalão do DEM. No órgão, a punição máxima é uma aposentadoria forçada. Todos os conselheiros concordaram que os indícios contra Bandarra são "graves", mas não consideraram a suspeita suficiente para afastá-lo. "O afastamento só pode ser feito com provas. A situação é grave, mas ainda são indícios", disse o conselheiro Claudio Barros.

Correio Braziliense

De investigador a investigado

O procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, escapou de ser afastado do cargo pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Mas vai responder a processo administrativo disciplinar por suspeita de vazamento de informações e corrupção. Os integrantes do Conselho acompanharam de forma unânime o voto do corregedor nacional do MP, Sandro Neis. Ele defendeu uma investigação sobre a conduta de Bandarra e da promotora Deborah Guerner ao identificar “indícios muito fortes” de falta funcional, em favorecimento a Durval Barbosa. O afastamento dos dois agentes públicos foi negado em resultado apertado — 7 votos a 5.

Temporada de inaugurações

A proximidade das eleições e as definições de alianças partidárias nos estados serviram de combustível para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudasse o tom do discurso, ontem, durante o programa de rádio semanal Café com o presidente. O chefe de Estado afirmou que, em breve, usará até os fins de semana para viajar e inaugurar obras. De acordo com ele, o pleno funcionamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) fará com que a demanda das viagens aumente de maneira considerável. Ele diz fazer questão de entregar os resultados das construções até o último dia de mandato.

Deputado sonha criar Dia Nacional do Sexo

Nunca antes na história deste país a libido do brasileiro foi tão discutida pelas autoridades. Nos Três Poderes, sobram ideias e conselhos para levar a cama para a varanda ou para o Congresso. Na Câmara, a Comissão de Educação e Cultura vai analisar projeto que cria o Dia Nacional do Sexo. A proposta, de autoria do ex-deputado Edigar Mão Branca (PV-BA), suplente de Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), pretende instituir um “segundo dia dos namorados” no calendário. A data escolhida é o dia do aniversário de Mão Branca, 14 de janeiro. “É meu aniversário. Parece brincadeira, mas escolhi a data porque vim ao mundo por um ato sexual”, afirma.

As vaias dos ambientalistas

O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) entrega, hoje, o relatório na Comissão Especial que vai instituir o novo Código Florestal Brasileiro. O texto foi concluído sob uma chuva de críticas dos ambientalistas de todo o país, incluindo a bancada do setor no Congresso Nacional. Os parlamentares ficaram ainda mais insatisfeitos quando souberam que o relator do projeto se encontrou com integrantes do grupo ruralista da Câmara e do Senado para mostrar os trechos mais polêmicos do documento. Na semana passada, por exemplo, o deputado Moreira Mendes (PPS-RO) revelou ao Correio que Aldo Rebelo marcou uma reunião informal com outros deputados e senadores ruralistas. “Não foi uma reunião oficial, mas fiquei muito satisfeito com o texto porque está adequado à realidade brasileira”, afirmou Mendes.

Mais conforto para deputados

Escondida atrás do balcão de check-in de uma companhia área, a Sala VIP da Câmara dos Deputados no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, será reformada nos próximos meses. O projeto prevê a divisão da área de 43 metros quadrados em um espaço para reuniões e outro, com sofás e uma televisão de LCD. Apesar de a Casa afirmar que é apenas uma “sala de apoio”, e não uma “área VIP”, como aquelas oferecidas pelas companhias áreas, a ideia é atrair mais parlamentares. Deputados que utilizam as instalações reclamam da falta de privacidade e da estrutura precária para o trabalho. Outros desconhecem o espaço, apesar das despesas mensais com aluguel e infraestrutura. Para chegar à sala, é preciso passar por um estreito corredor e subir uma escada. O local tem quatro sofás que ocupam quase todo o espaço, além de um aparelho de TV de 20 polegadas, fax, computador, telefone e uma pequena copa. O pregão eletrônico prevê a compra de divisórias, tapete, estantes, três sofás, seis poltronas e sete cadeiras giratórias. O valor ainda não foi fechado.

Servidores exonerados se o chefe tirar licença

A partir de agora é oficial. Serão automaticamente exonerados os secretários parlamentares dos deputados que pedirem licença para tratar de interesse particular, sem direito a remuneração. A decisão foi tomada a partir de um fato concreto: a licença do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), que esteve afastado de 28 de abril a 29 de maio para fazer uma viagem aos Estados Unidos. Os 11 assessores dele ficaram sem emprego durante um mês, mas já estão sendo recontratados. A norma já era seguida informalmente, afirmam os diretores da Câmara, mas agora está regulamentada por ato do diretor-geral, Sérgio Sampaio. O número de deputados que se afastam do mandato para tratar de interesses particulares tem sido pequeno. Neste ano, quatro até agora. Apenas Ciro ficou afastado por um mês. Os outros três, juntos, estiveram longe do trabalho por 12 dias.
Fonte: Cogressoemfoco

O velho e conhecido “fogo amigo”

“Embora não seja uma exclusividade do PT (e as diferenças entre José Serra e Aécio Neves no PSDB estão aí para provar isso), há no partido de Lula uma especial inclinação por divisões internas que têm motivação política”

Uma conceituada jornalista de Brasília, com vários anos de atuação em economia e agora trabalhando numa empresa de assessoria, recebeu há algumas semanas um convite para integrar a equipe de imprensa da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Amiga do chefe da assessoria, que veio com Dilma da Casa Civil, ela foi se aconselhar com ele antes de resolver se aceitaria o convite (que, como se vê, não foi feito a ela por ele). “Deve haver algum engano aí”, espantou-se o assessor de Dilma. “Eu não estou sabendo de nada sobre isso”. Diante da informação, a jornalista preferiu ficar no emprego em que já estava.

Ficou evidente para essa jornalista que ela integraria uma equipe paralela à equipe oficial. Para fazer o quê ou para responder a quem, ela preferiu nem saber. O sinal que acendeu para ela dizia em grandes e garrafais letras vermelhas: “Isso é rolo na certa”.

A história ilustra o que está por trás da história do tal dossiê que se estaria preparando por alguma parte da equipe de Dilma contra José Serra. As velhas disputas políticas de sempre, as velhas desconfianças das tendências petistas umas contra as outras criaram o ambiente a partir do qual fermentou a tal história. Setores paralelos trabalham sem que um dê satisfação para o outro, desconfianças fazem com que uns vigiem os outros. E alguém tem ideias brilhantes que não comunica aos demais (provavelmente porque tem certeza de que, no fundo, as ideias não são mesmo tão brilhantes assim).

Duas coisas aconteceram no rolo do dossiê. O jornalista Amauri Ribeiro Júnior já fizera, para um livro que vai publicar, uma investigação sobre o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso. De fato, há imenso potencial de escândalo ali, desde a história do tal “limite da irresponsabilidade”, dito pelo ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, no famoso grampo do BNDES. Ele é procurado por Luiz Lanzetta, dono da empresa que o PT contratou para que ela subcontratasse a equipe de assessoria de Dilma. Lanzetta estava interessado nas informações que Amauri coletara, para eventualmente aproveitá-las na campanha. E o convida para um almoço em que também estava o ex-delegado da Polícia Federal Onésimo de Souza e dois “agentes” que trabalhavam com ele. São tipos comuns em Brasília: ex-policiais, ex-agentes de inteligência que trabalham como arapongas a soldo fazendo investigações a quem lhes pagar contra quem os contratantes determinarem. Na linha da desconfiança de todos contra todos, eles deveriam apurar quem eventualmente na campanha de Dilma poderia ter ligações e estar repassando dados confidenciais para Serra.

O primeiro ponto complicado é misturar na mesma mesa um jornalista com esses investigadores. Eles fariam o mesmo tipo de coisa? Amauri é um conceituado repórter investigativo. O interesse de Lanzetta iria além das informações que ele teria sobre as privatizações? Ele participaria de outras investigações? Se não, por que estava ali, naquela mesma mesa com os agentes?

O mais enrolado da história é que, de acordo com todas as versões, Dilma nada sabia sobre a reunião nem sobre que coisas aquele grupo estava destinado a apurar. E, quando soube, mandou parar com tudo. Isso tudo é parte da mesma história contada no primeiro parágrafo, de movimentos paralelos, fora do oficial. Embora não seja uma exclusividade do PT (e as diferenças entre José Serra e Aécio Neves no PSDB estão aí para provar isso), há no partido de Lula uma especial inclinação por divisões internas que têm motivação política. E como levar isso a consequências que, parafraseando Ricardo Sérgio, fogem do “limite da irresponsabilidade”.

A mesma história de desconfiança de que alguém repassava informações do governo para Serra foi levantada por José Dirceu quando ele era ministro da Casa Civil no começo do governo Lula. Dois assessores que já haviam trabalhado com Serra foram, na época, apontados como suspeitos. Nada se provou, tudo pareceu mesmo uma paranóia sem sentido que só serviu para tornar meio irrespirável o ar no quarto andar do Palácio do Planalto, onde ficam a Casa Civil e a Secretaria de Assuntos Institucionais. No fundo, intrigas que alimentavam disputas internas de poder. Como agora. O velho e conhecido “fogo amigo”.

No embalo em que está a campanha de Dilma, é difícil que tal episódio traga maiores prejuízos eleitorais. Mas o “fogo amigo”, quando não acaba por ferir de fato algum aliado gravemente, no mínimo provoca uma imensa e desnecessária perda de energia, que, na verdade, deveria estar sendo usada contra o inimigo.

Fonte: Congressoemfoco

PMDB: Temer omite Requião e Simon reage

Fábio Góis

O presidente nacional do PMDB e da Câmara dos Deputados, Michel Temer (SP), distribuiu ofício aos delegados regionais dos partidos convidando-os para a Convenção Nacional Ordinária, no próximo dia 12, em Brasília. Na convocação, porém, Temer mencionou que na pauta havia apenas a decisão sobre a sua indicação para vice-presidente na chapa da candidata do PT, Dilma Rousseff, omitindo que também há uma proposta de candidatura própria do partido, do governador do Paraná, Roberto Requião.

O único item da ordem do dia registrada do documento – assinado por Temer em 1º de junho e publicado na última sexta-feira (4) no Diário Oficial da União – convoca os “companheiros” peemedebistas a aprovar sua indicação a vice. Nenhuma linha sobre o registro de candidatura própria do ex-governador do Paraná, Roberto Requião, “formalizada” na quarta-feira (2) com as bênçãos do senador Pedro Simon (PMDB-RS).

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Simon lança Requião à Presidência

Em tese, a omissão do registro de candidatura do ex-governador no documento assinado por Temer daria margem a uma ação judicial – e é mais um sinal de uma divisão interna no PMDB, em que uma minoria apóia Requião. O desrespeito ao edital de convocação pode ser confirmado no parágrafo 1º do artigo 2: “O pedido de registro de candidatura será requerido pelo próprio candidato ou pela Comissão Executiva, até 48 horas antes da realização da Convenção Partidária”.

Burocracia

A assessoria de Temer argumentou que a burocracia levou à não inclusão da candidatura de Requião na pauta: o requerimento não pôde ser registrado por ter sido protocolado por meio de fax com a assinatura de Requião, além de uma carta levada a Temer, “em mãos”, por um dos filhos do ex-governador.

Presidente do PMDB gaúcho, Simon informou à reportagem que novo protocolo foi feito às 16h desta segunda-feira (7), desta vez com a assinatura “autenticada”. O senador disse ainda que a assessoria de Temer garantiu um “adendo” ao texto da pauta, com a devida inclusão da candidatura própria.

“Eles me garantiram [o registro do adendo]. Se não fizerem isso, sabem que posso entrar com uma ação judicial”, disse Simon, um dos fundadores do partido, explicando que cabe um mandado de segurança em caso de confirmação da infração ao edital. Segundo o senador, a assessoria de Temer não informou quando seria feito o reparo.

O lançamento da candidatura de Requião expõe a tendência de uma dissidência do partido com relação ao apoio à pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Mas Simon e o próprio Requião sabem que são mínimas as chances de que a candidatura própria à Presidência seja aprovada na convenção nacional do PMDB, que deve confirmar o amplo domínio da ala paulista.

Outro fator determinante para a confirmação de Temer como vice de Dilma são as coligações regionais – hoje (segunda, 7), aliás, PT e PMDB chegaram ao consenso em torno da candidatura do ex-ministro das Comunicações Hélio Costa para o governo de Minas Gerais. O acordo reforça a influência da ala majoritária representada por Temer, e de quebra favorece Dilma na corrida sucessória.
Fonte: Congressoemfoco

GOVERNO FEDERAL PROIBE NEPOTISMO. E AQUI?

O governo federal publicou no Diário Oficial desta segunda-feira (7) um decreto que proíbe o nepotismo em todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta. A medida atinge desde a Presidência da República, ministérios, autarquias e fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista. O decreto veda a contratação, nomeação ou designação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta ou colateral, por consanguinidade ou afinidade, até o terceiro grau, para as seguintes funções: cargo em comissão ou função de confiança, atendimento a necessidade temporária de excepcional interesse público e estágio. A prática do nepotismo cruzado também foi proibida. O decreto veda a contratação quando houver circunstâncias caracterizadoras de ajuste para burlar as restrições ao nepotismo. BN

E AQUI, MINISTÉRIO PÚBLICO ?

Já cansamos de denunciar neste site, os inúmeros casos gritantes de NEPOTISMO ESCANCARADO na administração pública municipal. Sabemos que o STJ (Supremo Tribunal Federal) aprovou uma Súmula Vinculante que proibe o nepotismo em todas as esferas de governo, e que o Ministério Público Estadual vem travando uma verdadeira 'cruzada' contra essa prática ilegal e imoral. Por que isto não vem acontecendo em Itapetinga? O que impede o nosso bravo Ministério Público de agir? Falta alguém denunciar? Então pronto, a denúncia está feita. Podem me convocar que eu digo os nomes, mas por favor, desengavetem as outras denúncias que fizemos.

Davi Ferraz

Fonte: Sudoeste Hoje

Fotos do dia

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Sob frio intenso, São Paulo entrou em estado de atenção por causa  da baixa umidade do ar Rota alternativa à Fernão Dias, avenida Coronel Sezefredo Fagundes  passará por reformas Pela segunda vez, quadrilha invade o shopping Cidade Jardim. Ontem,  o alvo foi a loja Rolex

Humorista de 'A Praça' morre aos 68 anos

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O comediante Vianna Júnior, 68 anos, morreu ontem em sua casa em Itanhaém (litoral paulista). O ator era conhecido como o Apolônio de "A Praça É Nossa" (SBT) que contracenava com a Velha Surda (Rony Rios). De acordo com o atestado de óbito, Vianna teve falência múltipla de órgãos. O comediante sofria de ataxia cerebelar, o que o impedia de controlar os movimentos musculares. Vianna foi enterrado em Itanhaém.
(Folha de S.Paulo)

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Falta de cadeirinha dá multa a partir de amanhã

Hedeson Alves/Gazeta do Povo

Hedeson Alves/Gazeta do Povo / Mãe dos trigêmeos Felipe, Fabiano e  Rafaela, Thaís Christófis teve de comprar um carro maior para acomodar  as cadeirinhas Mãe dos trigêmeos Felipe, Fabiano e Rafaela, Thaís Christófis teve de comprar um carro maior para acomodar as cadeirinhas
trânsito


Regra vale para carros de passeio; infração vai custar R$ 191 ao motorista, que será penalizado com sete pontos na habilitação

| Pollianna Milan

A partir de amanhã, crianças de zero a 7 anos e meio deverão obrigatoriamente ser transportadas em veículos de passeio com a cadeirinha de segurança. Os motoristas que infringirem a lei serão multados em R$ 191,54 e ganharão sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação. A resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) é de maio de 2008 e vale a partir desta quarta-feira somente para os carros de passeio – não estão incluídos táxis, veículos de aluguel, transporte coletivo e escolar e veículos com mais de 3,5 toneladas.

Hoje, a Diretoria de Trânsito da Urbanização de Curitiba (Urbs) e o Batalhão de Trânsito (BPTran) farão blitzes educativas perto das escolas para orientar os pais sobre o uso obrigatório do equipamento de segurança – a cadeirinha muda conforme a idade da criança (veja nesta página). A partir de amanhã, quem estiver sem a cadeirinha será automaticamente multado. “Se um policial ou agente de trânsito vir uma criança solta ou sentada no meio dos bancos, não será necessário nem parar o veículo. A multa será aplicada sem a abordagem”, explica o gestor de trânsito da Urbs e Diretran, Adão José Lara Vieira. Quando houver a abordagem, o policial vai observar as condições da criança no veículo. Um bebê pequeno precisa estar no bebê conforto, por exemplo, e uma criança maior deve estar na cadeirinha adaptada à sua idade.

Como não é obrigatório portar documentos de identidade dentro da cidade, pode acontecer que um policial tenha de perguntar a idade da criança para o próprio motorista. “Ele pode até mentir, mas o tamanho e idade da criança são perceptíveis. Uma idade muito diferente não irá passar”, explica Vieira. O soldado Gerson Teixeira, do BPTran, lembra que, antes da multa, a ideia da resolução é justamente primar pela segurança das crianças, por isso os pais que mentirem a idade podem colocar em risco a vida dos próprios filhos, já que estarão transportando-os de maneira errada.

Apesar da resolução, os táxis ficaram de fora da obrigatoriedade e, mesmo que o cliente queira a cadeirinha, será difícil conseguir um carro com o equipamento. Quatro empresas de radiotáxi consultadas ontem disseram não ter a cadeirinha para crianças; uma delas nem sabia da lei. Como todos os outros veículos ficaram de fora da resolução, o Ministério Público Federal quer que o Contran explique até o dia 20 deste mês por que excluiu peruas e vans escolares da obrigatoriedade.

Comércio

Nas lojas, a busca pelo equipamento foi grande nas últimas duas semanas. “Vendemos as cadeirinhas há muito tempo, antes mesmo de a lei ser aprovada, em 2008. Infelizmente é preciso existir a multa para que os pais fiquem conscientes e comprem o equipamento. O movimento em busca das cadeirinhas, nas últimas semanas, tem sido bem maior que o normal”, afirma a gerente da loja Xiquita Lismari Gribner. O equipamento é obrigatório até os 7 anos e meio; depois, até os 10 anos, a criança deve sempre ser transportada no banco de trás e com cinto de segurança de três pontos.

A pedagoga Thaís Christófis é mãe de trigêmeos e, desde que saiu da maternidade, já tinha no carro os equipamentos ne­­cessários para transportar com segurança os bebês que acabaram de nascer. O investimento não foi pouco. Além da compra das cadeirinhas, ela teve de mudar de automóvel: comprou um maior, para conseguir colocar as três cadeirinhas no banco de trás.

Caso a família tenha quatro filhos, a resolução permite que o maior deles seja transportado no banco da frente com a cadeirinha. Já para quem tem um carro pequeno que não comporta as três cadeirinhas no banco de trás, a Urbs disse que já estuda com o Contran a possibilidade de permitir que duas crianças (com o equipamento) fiquem atrás e uma delas, a maior, vá para o banco da frente com o equipamento. “Mas isso é exceção”, diz Vieira.

Fonte: Gazeta do Povo

Dragão tatuado no braço

Dora Kramer


Dois parceiros de Aécio foram vítimas de cordas excessivamente esticadas em longos, muitas vezes incompreensíveis, nem sempre no interesse coletivo dos respectivos partidos, lances de vaivém: Fernando Pimentel e Ciro Gomes. Ambos abatidos por Lula


A tensão que assola o ambiente na campanha presidencial da oposição não se deve à procura de um candidato, ou candidata, a vice de José Serra. Isso é, no máximo, um problema.

Bem como é um transtorno a perda da dianteira folgada transformada em empate nas pesquisas com a adversária Dilma Rousseff. Tudo isso é do jogo. Preocupa, mas não é suficiente para abalar os nervos de gente habitualmente fleumática, acostumada a disputar eleições.

O que desnorteia o PSDB são os movimentos e os objetivos do ex-governador Aécio Neves. O que anda acontecendo no meio dos tucanos é uma crise de confiança.

Não obstante os desmentidos, disfarces e tentativas de identificar “mensageiros ocultos” por trás dessa notícia que virão a seguir, não há outra maneira de definir a situação.

E como se obtém esse tipo de certeza? Ao menos aqui nessa seara não é atendendo à solicitação de alguém interessado em envolver outrem (no caso, Aécio Neves) em intrigas partidárias ou reproduzindo “informação” de um desafeto que relata sua versão dos fatos com intuito de criar constrangimento ao personagem que procura atingir.

Esse truque é bastante comum. Está em uso agora no mais novo caso de dossiê a provocar engalfinhos entre PT e PSDB.

Mas retomemos. A certeza de que Aécio Neves é alvo de aguda desconfiança do núcleo de coordenação de campanha resulta da soma de conversas, reações, avaliações, fatos presentes e passados. Não de quaisquer conversas.

A base é que sejam fundamentadas em gente com acesso às decisões e que não tenham por Aécio um mínimo resquício de antipatia. Do contrário a premissa será falsa e a conclusão estará errada.

Onde hoje o mineiro provoca o mais forte desapontamento é exatamente onde todo tempo residiu a ideia de que todo e qualquer movimento dele deveria ser respeitado e reconhecido pelo conjunto do partido como forma legítima de se afirmar politicamente no cenário nacional. Sob a seguinte lógica: o que é bom para Aécio acabará sendo bom para o PSDB.

Aí se incluem cordialidades político-eleitorais com Lula em 2006 ao tempo do voto “lulécio”; visitas no ano de 2007 ao PMDB para fotos enquanto grassavam versões (sempre desmentidas e depois retomadas) sobre possíveis filiações ao partido; aliança em 2008 com o petista Fernando Pimentel na eleição da prefeitura de Belo Horizonte e fazer um “laboratório” para lançar Pimentel ao governo de Minas em 2010 com o apoio de Aécio; demonstrações de apreço político a Ciro Gomes, inimigo assumido daquele que viria a representar o partido na eleição presidencial.

A partir do fim da eleição municipal, iniciou-se o jogo da candidatura presidencial paralelamente ao da candidatura a vice. Aécio defendia as prévias internas, mas não fazia movimentos efetivos para que elas concretizassem.

Em setembro de 2009 chegou a combinar com a direção do PSDB que tiraria uma licença do governo para viajar pelo país a fim de “trabalhar” os diretórios, mas do anúncio não evoluiu à prática.

Em dezembro desistiu da candidatura, assegurou que não seria vice. Por três vezes negou peremptoriamente, mas sempre por iniciativa de alguém de seu grupo o assunto renasceu inúmeras vezes.

Com isso, o processo de escolha atrasou, se desgastou e hoje a quantidade de nomes postos e retirados da cena dá a impressão de que todos correm da missão como de uma doença contagiosa.

Muito bem. Se o núcleo de decisão do PSDB desconfia de que foi vítima das artimanhas de Aécio, por que não encerrou o assunto antes e tocou o processo sem ele?

Medo do efeito de um “racha” e dependência real de Minas.

Moedas, porém, têm duas faces. Dois parceiros de Aécio foram vítimas de cordas excessivamente esticadas em longos, muitas vezes incompreensíveis, nem sempre no interesse coletivo dos respectivos partidos, lances de vaivém: Fernando Pimentel e Ciro Gomes. Ambos abatidos por Lula.

Se o presidente resolver eleger Hélio Costa ao governo de Minas será um poderoso adversário ao projeto prioritário de Aécio de manter o controle político de seu estado.

Fonte: Gazeta do Povo

A fragilidade das instituições democráticas

Carlos Chagas

Alertou o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, que a ordem jurídica não pode estar submetida ao clamor popular, nem aos anseios da sociedade ou, sequer, à opinião pública. Traduzindo: os tribunais não devem pautar-se pela voz rouca das ruas, mas pela letra fria das leis.

Essa discussão é milenar e comporta duas faces, como as moedas. Foi o clamor dos judeus de Jerusalém exigindo a morte de Cristo o fator principal da decisão de Pôncio Pilatos de mandar crucificá-lo, como lembrou ontem Carlos Heitor Cony. Mas, em contrapartida, só para ficarmos num exemplo recente, foi o grito de revolta da população o responsável pelo fim da ditadura militar entre nós.

Não haverá um brasileiro capaz de sustentar que a nova lei da ficha-limpa deva entrar em vigor apenas em 2012. O país inteiro quer sua aplicação imediata, já para as eleições de outubro. Mas a ordem jurídica, que o Tribunal Superior Eleitoral interpretará nas próximas horas, estabelece que qualquer modificação das leis eleitorais só entrará em vigor se sancionada um ano antes das eleições. É claro que entre esses dois valores situam-se os magistrados, com argumentos jurídicos conflitantes.

Salta aos olhos, porém, a importância de a Justiça Eleitoral negar registro a candidatos às próximas eleições condenados por tribunais, abrindo-se outra decisão a tomar: só os que forem condenados a partir da vigência da nova lei ou todos os que, no passado, receberam as respectivas sentenças condenatórias?

Uma conseqüência torna-se inevitável: o clamor popular, os anseios da sociedade e a opinião pública certamente partilharão de sentimentos contrários ao Judiciário, caso a decisão do TSE venha a ser protelatória ou complacente. Um fator a mais para revelar a fragilidade das instituições democráticas atuais.

Meio campo embolado?

Anuncia-se a disposição de Roberto Requião registrar-se como candidato à presidência da República junto à convenção nacional do PMDB que se reunirá sábado, dia 12. A ser verdadeira a informação, vai dar bolo, porque o ex-governador do Paraná dispõe do apoio da maioria dos diretórios regionais do partido. Mesmo tendo interrompido sua pré-campanha, dois meses atrás, dispondo-se a concorrer ao Senado, Requião conta com as bases peemedebistas, ainda que o presidente Michel Temer, candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff, domine a cúpula nacional.

Há quem pense no adiamento da reunião, mas só imaginar essa hipótese fará tremer as estruturas do acordo PT-PMDB, além de constituir-se numa agressão a Dilma Rousseff e ao presidente Lula.

Luto na diplomacia

Morreu sábado, em Fortaleza, o já aposentado embaixador Dario Castro Alves, uma das mais fulgurantes inteligências de nossa diplomacia. Por quatro anos representou o Brasil em Portugal, além de ter sido o principal auxiliar de diversos chanceleres, como Santiago Dantas e Mario Gibson Barbosa. Tão integrado na cultura luso-brasileira, ele escreveu precioso livro sobre Eça de Queirós, onde, fruto de minuciosa pesquisa, chegou a reunir a culinária portuguesa expressa na obra do monumental escritor. O falecimento de Dario Castro Alves foi lamentado em Lisboa, tanto quanto em Brasília.

São João de chuteiras

Com a abertura da Copa do Mundo, mais o início das festas de São João em todo o Nordeste, não haverá quem segure a maioria de deputados e senadores em Brasília. O presidente Lula também aproveita para viajar a diversos estados, até sexta-feira, coisa que leva a maioria de seus ministros a imitá-lo. Em se tratando de um ano eleitoral, justifica-se a diáspora político-partidária-administrativa. Das fogueiras, de um lado, e da expectativa de gols do selecionado brasileiro, de outro, sempre poderão surgir alguns votos.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Geddel anuncia chapa já esperada

Evandro Matos

O PMDB anunciou ontem a chapa majoritária que vai disputar as eleições deste ano, confirmando o ex-ministro Geddel Vieira Lima como candidato ao governo e o atual vice-governador do Estado, Edmundo Pereira (PMDB), como candidato a vice.

Para o Senado, além de César Borges (PR), que vai disputar a reeleição, o vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito (PTB), ocupará a outra vaga. A pedido da ex-ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, a convenção do partido que homologará os candidatos da aliança foi adiada do dia 18 para o próximo dia 21.

Contente com o anúncio da chapa, Geddel fez elogios aos nomes escolhidos e comentou a sua expectativa. “É uma chapa competitiva, escolhida de forma consensual. São nomes desejados por todos, como o do senador César Borges, que chegou a ser anunciado na chapa do governador (Jaques Wagner) e o vice-governador Edmundo Pereira, também muito elogiado, inclusive pela própria imprensa”, disse o ex-ministro.

O presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima, também ressaltou a escolha dos postulantes e rotulou a chapa de vitoriosa. “A chapa é fortíssima em termos de competência e credibilidade, além de ter força eleitoral, que ajuda a fortalecer a candidatura de Geddel. Com isso, ele está mostrando que quer fazer um grande governo”, destacou.

Lúcio informou que os nomes para compor a chapa foram apresentados aos partidos (PMDB, PR, PTB, PSC, PPS, PRP, PRTB, PSDC, PTC, PMN e PTdoB) que compõem a aliança em torno da candidatura do ex-ministro Geddel. “Fizemos tudo da maneira mais democrática possível. Apresentamos as opções aos presidentes dos partidos e se chegou a um consenso”, explicou.

O peemedebista também destacou a colaboração que cada um pode dar rumo à esperada vitória do peemedebista. “Trata-se de uma chapa de peso, que tem um ex-ministro, um senador, um jurista respeitado e um homem que conhece o interior”, pontuou, complementando que “César Borges é um nome com influência na capital e interior. Todos queriam ter ele na chapa, e Edvaldo Brito possui um importante currículo a seu favor”, frisou.

Ao rotular o vice-governador Edmundo Pereira como “um municipalista de origem”, Vieira Lima também afirmou que o anúncio da chapa não seguiu a nenhuma estratégia eleitoral e tampouco teve a ver com a aproximação da convenção do partido, agora remarcada para o próximo dia 21. “O lançamento foi no tempo natural. Até porque precisamos fazer as peças da convenção. Então, tudo foi maturado junto com os partidos e chegamos a um consenso naturalmente”, destacou o peemedebista.

PMDB de olho no PTN

Com a divulgação da chapa majoritária, a coligação liderada pelo PMDB vai agora discutir a chapa proporcional. Ontem foi dado o primeiro passo com uma reunião entre os partidos que compõem a aliança.

“Vamos formar uma chapão para federal e duas ou três coligações para estadual”, disse Geddel, que prometeu anunciar mais um partido hoje para compor a aliança em torno do seu nome.

Pelas especulações, tudo leva a crer se tratar do PTN, que na Assembleia Legislativa é representado pelo deputado João Carlos Bacelar. A aliança do partido com os peemedebistas seria pela dificuldade de compor uma coligação proporcional com o PSDB, que vem batendo pé firme para não fazer composição com outras legendas que apoiam a pré-candidatura de Paulo Souto.

Convenção é adiada

A pedido da pré-candidata à Presidência da República, a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o PMDB transferiu do dia 18 para o próximo dia 21 a Convenção Estadual que vai oficializar os candidatos da aliança a governador, vice-governador e ao Senado. O adiamento se deu em função do surgimento de compromissos internacionais da ex-ministra, que terá encontros com autoridades da França, Espanha e Portugal.

“A Dilma e o deputado Michel Temer ligaram para mim para informar uma incompatibilidade na agenda, porque ela vai para a Europa na data que havíamos marcado a convenção. Discutimos uma nova data e fechamos o dia 21. Ela disse que gostaria de estar presente e pediu para adiar a convenção, o que nós achamos natural”, explicou o pré-candidato Geddel Vieira Lima ontem à noite.

A convenção será realizada no Wet’n Wild, na Avenida Paralela, dia 21, a partir das 9 horas. Durante o evento, os quatro nomes escolhidos para compor a chapa majoritária serão homologados pelo partido. O ex-ministro Geddel Vieira Lima concorrerá ao governo do Estado ao lado do atual vice-governador Edmundo Pereira, indicado para a reeleição. Para o Senado, serão homologados os nomes do senador César Borges (PR), que vai disputar a reeleição, e do vice-prefeito de Salvador, o especialista em Direito Tributário, Edvaldo Brito (PTB).

Fonte: Tribuna da Bahia

Vai sobrar para o segurado

Noemi Flores

Agora é para valer! Aprovadas em janeiro, entraram em vigor ontem as novas regras para os planos de saúde, estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e que ampliam o atendimento em 70 novos procedimentos e o limite de consultas em algumas especialidades. Com as novas medidas, os médicos exigiram das operadoras reajustes nos honorários, inclusive com ameaça de paralisação.

A greve, por enquanto, está descartada, de acordo com o médico do Conselho Regional de Medicina, José Márcio Villaça. No entanto, a ameaça imediata é o desligamento definitivo de muitos médicos das operadoras porque não aceitam que aumentem os seguros para os pacientes e não repassem para a classe.

O aumento desejado pela categoria seria o de R$ 80, pois a defasagem nestes honorários acontece há muito tempo e o último reajuste de R$ 42 passou para R$45. Conforme explicou Villaça “A greve será o nosso último recurso.Já solicitamos das operadoras o reajuste e estamos aguardando a posição e abertos para reunião”, frisou. O médico disse que há desgosto de muitos colegas de trabalhar para as operadoras em virtude desta situação que com as novas medidas aumentaram os horários de atendimento.

“Vem em prejuízo do próprio atendimento do médico, que devido aos baixos honorários tem que ter quatro a cinco empregos. Por isto, o que está ganhando corpo é o desejo de se descredenciar de algumas operadoras. Queremos ser tratados com o devido respeito”, revelou. Ele concorda que o paciente deva ter direito aos 70 procedimentos, em torno de 57 para os médicos e o restante para dentistas e outros profissionais de saúde, mas enfatiza que as operadoras devem analisar com cuidado a situação dos médicos.

O conselheiro do Cremeb revela que a situação da categoria se arrasta desde 2004 com negociações e conversas, mas “os resultados estão sem avanço e a gente se pergunta por que estes reajustes não são repassados?” Sobre as conversações com as operadoras, Villaça declarou que “na verdade o grupo da nova gestão das caixas tem sentado conosco, mas na hora de percentual, emperra” .

HONORÁRIOS - Para o presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, José Caires, a medida é de maior importância para a sociedade, para o usuário, e para os médicos não deixa de ser favorável para os profissionais conveniados porque o fluxo de atendimento aumenta nas clínicas.

No entanto, ele frisa que o valor de repasse ainda continua deixando muito a desejar, tanto é que em um levantamento feito recentemente pelo Conselho Nacional de Medicina se verificou que uma conta do paciente em um hospital quem menos ganha é o médico. Só 8% do total arrecadado é repassado ao especialista.

“Os honorários médicos são os mais insignificantes porque os 92% que o paciente pagou vão para a hotelaria (apartamento ou quarto hospitalar e refeição), materiais cirúrgicos e medicamentos”. Na sua opinião, os planos têm que acompanhar o avanço da medicina que “se desenvolveu de forma galopante” e avaliar melhor o custo operacional de uma empresa médica.

“O repasse é insignificante em relação aos custos médicos, não valorizam o papel do médico. Por isto tem profissional que prefere não se credenciar”, argumentou. Acrescentou ainda que estes médicos preferem o atendimento de antigamente, entre o paciente e o profissional, sem intermediários.

Caíres enfatiza que para o usuário os 70 novos procedimentos são importantíssimos porque era comum circularem notícias de pessoas que tinham que ir na justiça para obrigar as operadoras a ressarcir o dinheiro gasto com algum atendimento médico. Ele citou o caso do transplante de medula “as pessoas mais esclarecidas davam queixa no Ministério Público e conquistavam seus direitos”, informou.

Maioria das operadoras silencia

Em meio a este impasse com os médicos que desejam reajuste em seus honorários, já que seu serviço será ampliado, a maioria das grandes operadoras não fala com a imprensa sobre a situação. O contato com seus dirigentes, como exemplo Golden Cross e Sulamérica, através da assessoria, não foi possível.

Já com a Unidas, que congrega grupos de 29 empresas filiadas como a Caixa Econômica, Banco do Brasil e outras, a superintendente Eucleciana de Oliveira Lima explicou que este sistema é de autogestão, ou seja, administrados pelos próprios usuários. Mas em relação à solicitação de reajustes dos médicos ela alegou até ontem à tarde ainda não ter recebido nada.

Embora os médicos afirmem que enviaram para todas as operadoras a solicitação de reajuste, a superintendente explicou que “temos data fixa para reajustes, tem uma comissão da Associação Bahiana de Medicina para intermediar e o último foi em dezembro onde foi reajustado para R$ 45 o atendimento médico. Não fomos procurados, por isto considero que estamos em dia. Não foi formalizado o pedido pelo que sei de outras operadoras”, salientou

Como fica

54 procedimentos médico-hospitalares e 16 odontológicos- pacientes poderão ter cobertura de transplantes de medula óssea alogênicos (de outro doador) para pessoas com até 70 anos e exames de imagem para detecção precoce de tumores e metástases (PET-scan oncológico). A ANS limitou a nova tecnologia a casos de linfoma e de câncer pulmonar. Também as cirurgias por vídeo no tórax e 17 exames laboratoriais.

Exames preventivos - já constam o teste do olhinho (para recém-nascidos) e o teste rápido de HIV para gestantes; haverá cobertura obrigatória para acidentes de trabalho nos planos coletivos empresariais e por adesão; ampliação nos números de consultas com fonoaudiólogos (de 6 para 24 por ano), nutricionistas (6 para 12), terapeutas ocupacionais (6 para 12) e psicólogos (12 para 40).

Transplante de medula- de outra pessoa será o terceiro com cobertura obrigatória, além de rim e córnea.

Saúde mental - caiu a limitação de 180 dias por ano para atendimentos em hospitais-dia psiquiátricos. O atendimento deverá ser ilimitado, como alternativa à internação hospitalar, para portadores de esquizofrenia e de transtorno bipolar, entre outros casos graves. A internação domiciliar em substituição à hospitalar deverá ser prescrita pelo médico.

Fonte: Tribuna da Bahia

Tucanos mostram confiança com indicação de Costa

Agência Estado

O ex-governador Aécio Neves (PSDB) e o governador Antonio Anastasia, pré-candidato tucano na sucessão estadual, mantiveram hoje o discurso confiante ao comentarem a definição pelo senador Hélio Costa (PMDB) como candidato da base aliada ao governo de Minas Gerais. Anastasia voltou a afirmar que acredita numa vitória no primeiro turno da eleição, enquanto Aécio reiterou o discurso da continuidade.

"Qualquer que seja o nosso adversário, nós estamos prontos para vencer. Por uma razão: Minas não quer retrocesso, Minas quer continuar avançando", afirmou, após um encontro com lideranças e prefeitos da região norte de Minas, em Montes Claros, do qual participou também o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra.

Ressaltando a "liderança ímpar" de Aécio, o atual governador disse que a base política do governo lhe deixa bastante tranquilo. "As nossas propostas serão melhores e nós teremos reconhecimento da população de Minas. Estamos totalmente confiantes."

Costa venceu a queda de braço com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), que também disputava a indicação. O PMDB mineiro divulgou nota na qual afirma que o senador foi escolhido a partir de critérios acordados previamente entre os dois partidos, respeitando o projeto nacional de palanque único para a pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT). Para o PMDB-MG, apesar de longo, o processo de escolha foi vital "para o manejo da democracia."

Para Aécio, a indicação do peemedebista já "era algo esperado". "O que eu espero em Minas Gerais, qualquer que seja o candidato, é que tenhamos uma campanha da verdade, uma campanha respeitosa", afirmou.
Fonte: A Tarde

segunda-feira, junho 07, 2010

Carta ao governo israelense

Silvio Tendler

Silvio Tendler
Silvio Tendler
Senhores que me envergonham:

Judeu identificado com as melhores tradições humanistas de nossa cultura, sinto-me profundamente envergonhado com o que sucessivos governos israelenses vêm fazendo com a paz no Oriente.Médio.

As iniciativas contra a paz tomadas pelo governo de Israel vem tornando cotidianamente a sobrevivência em Israel e na Palestina cada vez mais insuportável.

Já faz tempo que sinto vergonha das ocupações indecentes praticadas por colonos judeus em território palestino. Que dizer agora do bombardeio do navio com bandeira Turca que leva alimentos para nossos irmãos palestinos? Vergonha, três vezes vergonha!

Proponho que Simon Peres devolva seu prêmio Nobel da Paz e peça desculpas por tê-lo aceito mesmo depois de ter armado a África do Sul do Apartheid.

Considero o atual governo, todos seus membros, sem exceção, merecedores por consenso universal do Prêmio Jim Jones por estarem conduzindo todo um pais para o suicídio coletivo.

A continuar com a política genocida do atual governo nem os bons sobreviverão e Israel perecerá baixo o desprezo de todo o mundo..

O Sr., Lieberman, que trouxe da sua Moldávia natal vasta experiência com pogroms, está firmemente empenhado em aplicá-la contra nossos irmãos palestinos. Este merece só para ele um tribunal de Nuremberg.

Digo tudo isso porque um judeu humanista não pode assistir calado e indiferente o que está acontecendo no Oriente Médio. Precisamos de força e coragem para, unidos aos bons, lutar pela convivência fraterna entre dois povos irmãos.

Abaixo o fascismo!

Paz Já!

Silvio Tendler é cineasta

Fonte: Socialismo.org

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