Folhapress
O deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), relator do processo contra o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) no Conselho de Ética da Câmara, responde a processo no STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de má utilização de um telefônico público instalado na residência de seu falecido pai, no Rio Grande do Sul. O Ministério Público Federal identificou chamadas do aparelho realizadas para disque-sexos e destinos fora do Brasil.
Parecer do Ministério Público encaminhado ao STF afirma que o deputado teria feito mau uso do aparelho no período em que foi prefeito de Santa Cruz do Sul (RS), em 1997. A denúncia tem como base contas telefônicas e documentos da CRT (Companhia Riograndense de Telecomunicações) que comprovam a instalação do telefone a pedido da prefeitura, na residência do pai de Moraes. "Os documentos que acompanharam a denúncia comprovaram, também, que o terminal instalado na casa do pai do denunciado foi utilizado para inúmeras ligações particulares, inclusive, para outros países, tais como Guiné Bissau, Moldova, São Tomé e Príncipe, e números de conhecido conteúdo pornográfico", diz o parecer assinado pela sub-procuradora-geral da República, Claudia Marques.
O Ministério Público acatou a denúncia contra Moraes e pede, no parecer, que o STF aceite a condenação do deputado. A Folha Online tentou sucessivos contatos telefônicos com Moraes, mas o deputado não foi encontrado para comentar as denúncias.
Denúncia Em um segundo processo que tramita no STF, o deputado é acusado de realizar a contratação ilegal de 75 servidores temporários sem a necessidade de interesse público naquele momento. "Para obter tal intento, o indiciado remeteu projetos de lei à Câmara Municipal, tendo alcançado as autorizações para as contratações, que teriam burlado o princípio constitucional da obrigatoriedade do concurso público", diz a sub-procuradora.
No segundo processo, porém, o Ministério Público sugere a absolvição do deputado por considerar que não há justa causa para a ação penal quando o prefeito, com base em lei aprovadas pela Câmara de Vereadores, contrata servidores sem concurso público por tempo determinado para atender situação considerada "de excepcional interesse público".
Fonte: Tribuna da Bahia
sexta-feira, maio 08, 2009
Débito de até R$ 10 mil foi perdoado
Anay Curydo Agora
Com a medida provisória que previa anistias e parcelamentos de dívidas de contribuintes, que teve efeitos em fevereiro, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional cancelou os débitos de até R$ 10 mil de 1,15 milhão de contribuintes.
Negociação de dívidas do IR é aprovada
Os débitos são de contribuintes que deixaram de recolher contribuições ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ou não pagaram Imposto de Renda à Receita Federal.
Porém, só tiveram a anistia os débitos que venceram até dezembro de 2002 e que eram de, no máximo, R$ 10 mil (com as correções) em 2007.
O contribuinte pode saber se a sua dívida foi extinta pelo site www.pgfn.gov.br.
Fonte: Agora
Com a medida provisória que previa anistias e parcelamentos de dívidas de contribuintes, que teve efeitos em fevereiro, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional cancelou os débitos de até R$ 10 mil de 1,15 milhão de contribuintes.
Negociação de dívidas do IR é aprovada
Os débitos são de contribuintes que deixaram de recolher contribuições ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ou não pagaram Imposto de Renda à Receita Federal.
Porém, só tiveram a anistia os débitos que venceram até dezembro de 2002 e que eram de, no máximo, R$ 10 mil (com as correções) em 2007.
O contribuinte pode saber se a sua dívida foi extinta pelo site www.pgfn.gov.br.
Fonte: Agora
Novo cálculo vai aumentar o benefício
Juca Guimarãesdo Agora
O deputado federal Pepe Vargas (PT-RS), relator do projeto que acaba com o fator previdenciário, vai alterar, na proposta, a regra do cálculo para a aposentadoria por tempo de contribuição.
A mudança deve melhorar o valor das novas aposentadorias. Atualmente, é considerada a média das 80% melhores contribuições feitas pelo segurado. O deputado quer que o cálculo do salário de benefício leve em conta a média das 70% melhores contribuições ao INSS. De qualquer forma, são consideradas as contribuições desde julho de 1994.
Com a regra do fator 85/95, que o deputado Pepe Vargas pretender apresentar para substituir o fator previdenciário, a mudança no cálculo poderá aumentar em até 22,44% a aposentadoria.
Quem teve um período com um salário de contribuição maior será beneficiado. Isso porque esse valor mais alto terá um peso maior no cálculo da aposentadoria. "No entanto, para quem sempre contribuiu sobre o mesmo valor, não haverá melhora no cálculo", disse o advogado previdenciário Daisson Portanova.
Fator 85/95O fator 85/95 garante a aposentadoria integral para os homens que atingirem 95 na soma da idade com o tempo de contribuição. Para as mulheres, a soma terá que ser igual a 85. Hoje, com o fator previdenciário, quem se aposenta antes dos 64 anos (com 35 anos de contribuição) tem um desconto sobre o valor da aposentadoria integral. O fator pode continuar para quem não atingir a soma 85/95.
O projeto que acaba com o fator já passou no Senado e está em análise na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Depois, ele será avaliado na Comissão de Constituição e Justiça. A presidência da Câmara deve votar nos próximos dias um pedido de urgência para o projeto.
Se o pedido for aceito, o projeto irá direto para votação no plenário.
Fonte: Agora
O deputado federal Pepe Vargas (PT-RS), relator do projeto que acaba com o fator previdenciário, vai alterar, na proposta, a regra do cálculo para a aposentadoria por tempo de contribuição.
A mudança deve melhorar o valor das novas aposentadorias. Atualmente, é considerada a média das 80% melhores contribuições feitas pelo segurado. O deputado quer que o cálculo do salário de benefício leve em conta a média das 70% melhores contribuições ao INSS. De qualquer forma, são consideradas as contribuições desde julho de 1994.
Com a regra do fator 85/95, que o deputado Pepe Vargas pretender apresentar para substituir o fator previdenciário, a mudança no cálculo poderá aumentar em até 22,44% a aposentadoria.
Quem teve um período com um salário de contribuição maior será beneficiado. Isso porque esse valor mais alto terá um peso maior no cálculo da aposentadoria. "No entanto, para quem sempre contribuiu sobre o mesmo valor, não haverá melhora no cálculo", disse o advogado previdenciário Daisson Portanova.
Fator 85/95O fator 85/95 garante a aposentadoria integral para os homens que atingirem 95 na soma da idade com o tempo de contribuição. Para as mulheres, a soma terá que ser igual a 85. Hoje, com o fator previdenciário, quem se aposenta antes dos 64 anos (com 35 anos de contribuição) tem um desconto sobre o valor da aposentadoria integral. O fator pode continuar para quem não atingir a soma 85/95.
O projeto que acaba com o fator já passou no Senado e está em análise na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Depois, ele será avaliado na Comissão de Constituição e Justiça. A presidência da Câmara deve votar nos próximos dias um pedido de urgência para o projeto.
Se o pedido for aceito, o projeto irá direto para votação no plenário.
Fonte: Agora
Renegociação de dívidas de IR é aprovada
Folha de S. Paulo e Folha Online
A Câmara dos Deputados aprovou ontem as mudanças à medida provisória que perdoa dívidas de até R$ 10 mil com a Receita Federal vencidas até 2002 e estabelece regras para a renegociação de dívidas de maiores valores vencidas até 30 de novembro do ano passado. Com isso, qualquer dívida poderá ser paga em até 180 meses, com abatimento de multas e juros.
Débito de até R$ 10 mil foi perdoado
Como já foi aprovado pelo Senado, o projeto segue agora para a análise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há o compromisso de sancionar a maior parte do texto, mas os governistas afirmam que deverá ser vetado o tipo de cálculo de correção das dívidas com base na TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), menor que os juros do Banco Central.
De acordo com o texto aprovado, foi restabelecida a regra derrubada pelos senadores que fixava, para os participantes de algum dos três programas anteriores de parcelamento criados desde 2000, uma prestação mínima equivalente a 85% da atual ou, no caso dos inadimplentes, da mais recente.
"Sem um piso determinado, não estamos certos de que não haverá queda da arrecadação", disse o relator, deputado Tadeu Filippelli (PMDB).
O programa se torna lei se o presidente sancionar o projeto nas próximas duas semanas. Depois, o Ministério da Fazenda terá 60 dias para detalhar os procedimentos que os contribuintes deverão seguir.
Ainda foi aprovada a prorrogação até 2014 da isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para compra de carros por taxistas.
Fonte: Agora
A Câmara dos Deputados aprovou ontem as mudanças à medida provisória que perdoa dívidas de até R$ 10 mil com a Receita Federal vencidas até 2002 e estabelece regras para a renegociação de dívidas de maiores valores vencidas até 30 de novembro do ano passado. Com isso, qualquer dívida poderá ser paga em até 180 meses, com abatimento de multas e juros.
Débito de até R$ 10 mil foi perdoado
Como já foi aprovado pelo Senado, o projeto segue agora para a análise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há o compromisso de sancionar a maior parte do texto, mas os governistas afirmam que deverá ser vetado o tipo de cálculo de correção das dívidas com base na TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), menor que os juros do Banco Central.
De acordo com o texto aprovado, foi restabelecida a regra derrubada pelos senadores que fixava, para os participantes de algum dos três programas anteriores de parcelamento criados desde 2000, uma prestação mínima equivalente a 85% da atual ou, no caso dos inadimplentes, da mais recente.
"Sem um piso determinado, não estamos certos de que não haverá queda da arrecadação", disse o relator, deputado Tadeu Filippelli (PMDB).
O programa se torna lei se o presidente sancionar o projeto nas próximas duas semanas. Depois, o Ministério da Fazenda terá 60 dias para detalhar os procedimentos que os contribuintes deverão seguir.
Ainda foi aprovada a prorrogação até 2014 da isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para compra de carros por taxistas.
Fonte: Agora
Novo cálculo vai aumentar o benefício
Juca Guimarãesdo Agora
O deputado federal Pepe Vargas (PT-RS), relator do projeto que acaba com o fator previdenciário, vai alterar, na proposta, a regra do cálculo para a aposentadoria por tempo de contribuição.
A mudança deve melhorar o valor das novas aposentadorias. Atualmente, é considerada a média das 80% melhores contribuições feitas pelo segurado. O deputado quer que o cálculo do salário de benefício leve em conta a média das 70% melhores contribuições ao INSS. De qualquer forma, são consideradas as contribuições desde julho de 1994.
Com a regra do fator 85/95, que o deputado Pepe Vargas pretender apresentar para substituir o fator previdenciário, a mudança no cálculo poderá aumentar em até 22,44% a aposentadoria.
Quem teve um período com um salário de contribuição maior será beneficiado. Isso porque esse valor mais alto terá um peso maior no cálculo da aposentadoria. "No entanto, para quem sempre contribuiu sobre o mesmo valor, não haverá melhora no cálculo", disse o advogado previdenciário Daisson Portanova.
Fator 85/95O fator 85/95 garante a aposentadoria integral para os homens que atingirem 95 na soma da idade com o tempo de contribuição. Para as mulheres, a soma terá que ser igual a 85. Hoje, com o fator previdenciário, quem se aposenta antes dos 64 anos (com 35 anos de contribuição) tem um desconto sobre o valor da aposentadoria integral. O fator pode continuar para quem não atingir a soma 85/95.
O projeto que acaba com o fator já passou no Senado e está em análise na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Depois, ele será avaliado na Comissão de Constituição e Justiça. A presidência da Câmara deve votar nos próximos dias um pedido de urgência para o projeto.
Se o pedido for aceito, o projeto irá direto para votação no plenário.
FONTE: Agora
O deputado federal Pepe Vargas (PT-RS), relator do projeto que acaba com o fator previdenciário, vai alterar, na proposta, a regra do cálculo para a aposentadoria por tempo de contribuição.
A mudança deve melhorar o valor das novas aposentadorias. Atualmente, é considerada a média das 80% melhores contribuições feitas pelo segurado. O deputado quer que o cálculo do salário de benefício leve em conta a média das 70% melhores contribuições ao INSS. De qualquer forma, são consideradas as contribuições desde julho de 1994.
Com a regra do fator 85/95, que o deputado Pepe Vargas pretender apresentar para substituir o fator previdenciário, a mudança no cálculo poderá aumentar em até 22,44% a aposentadoria.
Quem teve um período com um salário de contribuição maior será beneficiado. Isso porque esse valor mais alto terá um peso maior no cálculo da aposentadoria. "No entanto, para quem sempre contribuiu sobre o mesmo valor, não haverá melhora no cálculo", disse o advogado previdenciário Daisson Portanova.
Fator 85/95O fator 85/95 garante a aposentadoria integral para os homens que atingirem 95 na soma da idade com o tempo de contribuição. Para as mulheres, a soma terá que ser igual a 85. Hoje, com o fator previdenciário, quem se aposenta antes dos 64 anos (com 35 anos de contribuição) tem um desconto sobre o valor da aposentadoria integral. O fator pode continuar para quem não atingir a soma 85/95.
O projeto que acaba com o fator já passou no Senado e está em análise na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Depois, ele será avaliado na Comissão de Constituição e Justiça. A presidência da Câmara deve votar nos próximos dias um pedido de urgência para o projeto.
Se o pedido for aceito, o projeto irá direto para votação no plenário.
FONTE: Agora
Bolsa-político, a vergonha nacional
Norma Moura
O Tribunal de Contas da União (TCU) suspeita que R$ 318 milhões tenham sido pagos indevidamente pelo Bolsa Família em 2008. E, o mais grave, incluem-se na lista de malfeitorias justamente aqueles que deveriam combatê-las: nada menos que 577 candidatos - depois eleitos vereadores e três prefeitos - passaram a campanha recebendo os benefícios e muitos continuaram a sacar depois de eleitos. Pela lei, político não pode ser beneficiado. O TCU não divulgou os nomes dos envolvidos.
Segundo o levantamento, cerca de 40 mil candidatos a cargos eletivos estão registrados no cadastro único do governo federal, o que os habilita a integrar o rol de beneficiados do Bolsa Família, o que não é considerado irregular. No entanto, um decreto de 2007 impede que eles continuem a receber o benefício, mesmo que indiretamente, por meio de algum familiar, caso sejam eleitos. O que não aconteceu com os 577 eleitos que se apresentaram nas eleições de 2004 e 2006.
- A auditoria teve o objetivo de auxiliar o governo a tornar o Bolsa Família mais eficiente. Foi um trabalho preventivo e pedagógico, para que o programa possa beneficiar mais famílias e evitar fraudes - explica o ministro Augusto Nardes, relator do processo no TCU, que afirma que o governo acompanha a auditoria e já mandou inclusive anular 450 pagamentos apontados como irregulares pelo tribunal.
A auditoria do tribunal descobriu entre os beneficiados pessoas com veículos avaliados em R$ 100 mil e muitos já falecidos. Um cruzamento de dados do cadastro único dos programas sociais do governo federal com informações do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Sistema Informatizado de Controle de Óbitos revelou que cerca de 312 mil famílias receberam irregularmente o benefício médio de R$ 85 pago em fevereiro do ano passado pelo programa de transferência de renda do governo federal.
Segundo o relatório, cerca de 106 mil famílias com veículos como caminhonete, motos e utilitários fabricados entre 2002 e 2007 foram beneficiadas e outras 3.791 pessoas já falecidas continuaram a receber os recursos do programa.
Há o caso de uma família que declarou renda per capita de R$ 35 - o que dá o direito ao benefício de R$ 94 mensais - e que possui registrados no Detran sete caminhões, avaliados em R$ 756 mil. Uma outra família que recebe o benefício possui uma moto importada ano 2007 que custa R$ 64 mil. Em um dos casos investigados pela equipe da Secretaria de Fiscalização de Tecnologia da Informação do TCU - criada há dois anos - só o IPVA do veículo de uma família custa R$ 3 mil anuais, ou cerca de R$ 250 mensais, enquanto um dos critérios para participar do programa é renda per capita de meio salário mínimo por mês.
Apesar disso, o TCU encontrou fortes indícios de subdeclaração de renda no cadastro único. Para o órgão, há suspeitas de que 195.330 famílias com renda acima de R$ 120 tenham omitido seus verdadeiros rendimentos na hora do cadastramento para fraudar o Bolsa Família, o que pode ter gerado prejuízos da ordem de R$ 11 milhões aos cofres públicos.
O TCU encontrou ainda indícios de famílias cadastradas com mais de um responsável legal ou com duplicidade de registro no cadastro único. São 10.194 pessoas suspeitas de receberem mais de um benefício, num total de R$ 746.293 liberados na folha de pagamento do programa em fevereiro do ano passado.
Poucas irregularidades
Apesar da série de irregularidades apontadas pela auditoria, o tribunal ressalta que o montante possivelmente desviado em fevereiro do ano passado representa apenas 3,11% do orçamento mensal de R$ 851 milhões da folha de pagamento do programa Bolsa Família no mês analisado. O órgão fez recomendações ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para que os problemas sejam sanados e os sistemas de controle e fiscalização aprimorados.
- Vamos agora verificar de seis em seis meses os dados do cadastro - adianta o ministro Nardes.
Por meio de nota, o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome esclareceu que desde 2005 vem implantando constantemente ações que aprimorem o Cadastro Único usado pelo Bolsa Família e outros programas sociais. Em relação às 106.329 famílias beneficiárias que possuem veículos registrados em seus nomes, 10% já tiveram benefício cancelado e outras 40% estão passando por processo de atualização cadastral. Sobre as 577 famílias que tiveram componentes eleitos no último pleito, 172 já estão com benefícios cancelados. As 404 restantes terão os benefícios bloqueados e serão alvo de fiscalização.
FONTE: Jornal do Brasil (RJ)
O Tribunal de Contas da União (TCU) suspeita que R$ 318 milhões tenham sido pagos indevidamente pelo Bolsa Família em 2008. E, o mais grave, incluem-se na lista de malfeitorias justamente aqueles que deveriam combatê-las: nada menos que 577 candidatos - depois eleitos vereadores e três prefeitos - passaram a campanha recebendo os benefícios e muitos continuaram a sacar depois de eleitos. Pela lei, político não pode ser beneficiado. O TCU não divulgou os nomes dos envolvidos.
Segundo o levantamento, cerca de 40 mil candidatos a cargos eletivos estão registrados no cadastro único do governo federal, o que os habilita a integrar o rol de beneficiados do Bolsa Família, o que não é considerado irregular. No entanto, um decreto de 2007 impede que eles continuem a receber o benefício, mesmo que indiretamente, por meio de algum familiar, caso sejam eleitos. O que não aconteceu com os 577 eleitos que se apresentaram nas eleições de 2004 e 2006.
- A auditoria teve o objetivo de auxiliar o governo a tornar o Bolsa Família mais eficiente. Foi um trabalho preventivo e pedagógico, para que o programa possa beneficiar mais famílias e evitar fraudes - explica o ministro Augusto Nardes, relator do processo no TCU, que afirma que o governo acompanha a auditoria e já mandou inclusive anular 450 pagamentos apontados como irregulares pelo tribunal.
A auditoria do tribunal descobriu entre os beneficiados pessoas com veículos avaliados em R$ 100 mil e muitos já falecidos. Um cruzamento de dados do cadastro único dos programas sociais do governo federal com informações do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Sistema Informatizado de Controle de Óbitos revelou que cerca de 312 mil famílias receberam irregularmente o benefício médio de R$ 85 pago em fevereiro do ano passado pelo programa de transferência de renda do governo federal.
Segundo o relatório, cerca de 106 mil famílias com veículos como caminhonete, motos e utilitários fabricados entre 2002 e 2007 foram beneficiadas e outras 3.791 pessoas já falecidas continuaram a receber os recursos do programa.
Há o caso de uma família que declarou renda per capita de R$ 35 - o que dá o direito ao benefício de R$ 94 mensais - e que possui registrados no Detran sete caminhões, avaliados em R$ 756 mil. Uma outra família que recebe o benefício possui uma moto importada ano 2007 que custa R$ 64 mil. Em um dos casos investigados pela equipe da Secretaria de Fiscalização de Tecnologia da Informação do TCU - criada há dois anos - só o IPVA do veículo de uma família custa R$ 3 mil anuais, ou cerca de R$ 250 mensais, enquanto um dos critérios para participar do programa é renda per capita de meio salário mínimo por mês.
Apesar disso, o TCU encontrou fortes indícios de subdeclaração de renda no cadastro único. Para o órgão, há suspeitas de que 195.330 famílias com renda acima de R$ 120 tenham omitido seus verdadeiros rendimentos na hora do cadastramento para fraudar o Bolsa Família, o que pode ter gerado prejuízos da ordem de R$ 11 milhões aos cofres públicos.
O TCU encontrou ainda indícios de famílias cadastradas com mais de um responsável legal ou com duplicidade de registro no cadastro único. São 10.194 pessoas suspeitas de receberem mais de um benefício, num total de R$ 746.293 liberados na folha de pagamento do programa em fevereiro do ano passado.
Poucas irregularidades
Apesar da série de irregularidades apontadas pela auditoria, o tribunal ressalta que o montante possivelmente desviado em fevereiro do ano passado representa apenas 3,11% do orçamento mensal de R$ 851 milhões da folha de pagamento do programa Bolsa Família no mês analisado. O órgão fez recomendações ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para que os problemas sejam sanados e os sistemas de controle e fiscalização aprimorados.
- Vamos agora verificar de seis em seis meses os dados do cadastro - adianta o ministro Nardes.
Por meio de nota, o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome esclareceu que desde 2005 vem implantando constantemente ações que aprimorem o Cadastro Único usado pelo Bolsa Família e outros programas sociais. Em relação às 106.329 famílias beneficiárias que possuem veículos registrados em seus nomes, 10% já tiveram benefício cancelado e outras 40% estão passando por processo de atualização cadastral. Sobre as 577 famílias que tiveram componentes eleitos no último pleito, 172 já estão com benefícios cancelados. As 404 restantes terão os benefícios bloqueados e serão alvo de fiscalização.
FONTE: Jornal do Brasil (RJ)
Um prefeito de R$ 16 mil
Da Redação
Quem é, quem é? Tem salário maior que o do governador Aécio Neves, de R$ 10.500. Maior até mesmo que o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de R$ 11.420. É o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama? Nada disso. É o prefeito de Paracatu, Vasco Praça Filho (PMDB), que recebe contracheque mensal de R$ 16 mil. Aliado de Vasco, o presidente da Câmara de Vereadores da cidade, Wilson Martins de Melo (PR), justifica o valor: "um salário que cabe na realidade (financeira) do município", argumenta. Wilson é o único dos 10 parlamentares da cidade que fazia parte da legislatura encerrada no ano passado, quando a câmara aumentou o valor recebido pelo prefeito de R$ 12 mil para os atuais R$ 16 mil.
Em outra realidade, bem mais espartana, estão 1.100 dos 2.600 servidores da prefeitura que recebem salário mínimo, hoje em R$ 465. O contraste entre o que recebe o prefeito e os vencimentos dos servidores fez com que os funcionários entrassem em greve. A paralisação começou segunda e, conforme dados do diretor do Sindicato dos Servidores de Paracatu (Sindispar), Benedito do Carmo Batista, 70% do quadro está parado, o que daria cerca de 1.800 funcionários. "Estamos mantendo apenas os 30% exigidos pela legislação que fala sobre o direito de greve", afirma o diretor do sindicato. "Não tem nem cem pessoas paradas", rebate o presidente da Câmara.
Paracatu fica na Região Noroeste de Minas, a 480 quilômetros de Belo Horizonte, tem aproximadamente 90 mil habitantes e pode ter a "realidade financeira" citada pelo presidente da Câmara resumida na receita de R$ 128 milhões anuais originada principalmente com impostos gerados na mineração de ouro, cobre e zinco. E não foi só o prefeito o beneficiado pela tal "realidade financeira". Depois da decisão da legislatura passada da Câmara, secretários municipais passaram a receber R$ 8 mil, contra salário de R$ 4.925 percebido antes da alteração.
Cabo de guerra Para encerrar a greve, o sindicato pedia inicialmente reajuste de 25%. Com as negociações, reduziu a reivindicação para R$ 12,05%. O prefeito, no entanto, insiste em praticar aumento equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), ou seja, em torno de 5,5%. Pela legislação municipal, qualquer que seja o índice, o percentual incidirá também sobre os vencimentos do prefeito e dos secretários. O sindicato afirma que o prefeito não quer receber representantes dos funcionários para nova rodada de negociação. Vasco Praça não foi encontrado por assessores para comentar a paralisação dos servidores e o salário que recebe.
Conforme o chefe de gabinete do prefeito, Roberto Mendonça, uma comissão nomeada por Vasco para tratar do reajuste está pronta para se reunir com os servidores "no momento em que quiserem". O chefe de gabinete disse ainda que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita gastos com folha de pagamento do poder público, impede que o município dê reajuste superior ao INPC. Argumentou ainda que, com a crise, a arrecadação de Paracatu caiu, impedindo concessão de aumento maior. Com relação aos R$ 16 mil recebidos pelo prefeito, Roberto Mendonça disse que Vasco poderia reduzir o valor, "mas não tem motivos para isso".
Fonte: Estado de Minas (MG)
Nossos Comentários:
LUGAR QUE NÃO TEM IMPRENSA É UM ATRASO MESMO.
Em Minas região mais evoluída e que tem Jornais, um prefeito recebe, R$ 16 mil de salário, a imprensa divulga e leva logo ao conhecimento do povo. Aqui em Jeremoabo/Bahia onde não existe imprensa, e quando um site divulga irregularidades é censurado e processado, é a verdadeira Sodoma da impunidade, um prefeito tem um salário de mais de R$ 10 mil, e diárias, maior do que a do Presidente da República, do Governador e dos Ministros, e ninguém falam nada, também, falar o k?
Tudo isso porque é prefeito de uma cidade paupérrima, onde a maior fonte de renda é: Aposentadoria do INSS e Bolsa Família.
Quem é, quem é? Tem salário maior que o do governador Aécio Neves, de R$ 10.500. Maior até mesmo que o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de R$ 11.420. É o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama? Nada disso. É o prefeito de Paracatu, Vasco Praça Filho (PMDB), que recebe contracheque mensal de R$ 16 mil. Aliado de Vasco, o presidente da Câmara de Vereadores da cidade, Wilson Martins de Melo (PR), justifica o valor: "um salário que cabe na realidade (financeira) do município", argumenta. Wilson é o único dos 10 parlamentares da cidade que fazia parte da legislatura encerrada no ano passado, quando a câmara aumentou o valor recebido pelo prefeito de R$ 12 mil para os atuais R$ 16 mil.
Em outra realidade, bem mais espartana, estão 1.100 dos 2.600 servidores da prefeitura que recebem salário mínimo, hoje em R$ 465. O contraste entre o que recebe o prefeito e os vencimentos dos servidores fez com que os funcionários entrassem em greve. A paralisação começou segunda e, conforme dados do diretor do Sindicato dos Servidores de Paracatu (Sindispar), Benedito do Carmo Batista, 70% do quadro está parado, o que daria cerca de 1.800 funcionários. "Estamos mantendo apenas os 30% exigidos pela legislação que fala sobre o direito de greve", afirma o diretor do sindicato. "Não tem nem cem pessoas paradas", rebate o presidente da Câmara.
Paracatu fica na Região Noroeste de Minas, a 480 quilômetros de Belo Horizonte, tem aproximadamente 90 mil habitantes e pode ter a "realidade financeira" citada pelo presidente da Câmara resumida na receita de R$ 128 milhões anuais originada principalmente com impostos gerados na mineração de ouro, cobre e zinco. E não foi só o prefeito o beneficiado pela tal "realidade financeira". Depois da decisão da legislatura passada da Câmara, secretários municipais passaram a receber R$ 8 mil, contra salário de R$ 4.925 percebido antes da alteração.
Cabo de guerra Para encerrar a greve, o sindicato pedia inicialmente reajuste de 25%. Com as negociações, reduziu a reivindicação para R$ 12,05%. O prefeito, no entanto, insiste em praticar aumento equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), ou seja, em torno de 5,5%. Pela legislação municipal, qualquer que seja o índice, o percentual incidirá também sobre os vencimentos do prefeito e dos secretários. O sindicato afirma que o prefeito não quer receber representantes dos funcionários para nova rodada de negociação. Vasco Praça não foi encontrado por assessores para comentar a paralisação dos servidores e o salário que recebe.
Conforme o chefe de gabinete do prefeito, Roberto Mendonça, uma comissão nomeada por Vasco para tratar do reajuste está pronta para se reunir com os servidores "no momento em que quiserem". O chefe de gabinete disse ainda que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita gastos com folha de pagamento do poder público, impede que o município dê reajuste superior ao INPC. Argumentou ainda que, com a crise, a arrecadação de Paracatu caiu, impedindo concessão de aumento maior. Com relação aos R$ 16 mil recebidos pelo prefeito, Roberto Mendonça disse que Vasco poderia reduzir o valor, "mas não tem motivos para isso".
Fonte: Estado de Minas (MG)
Nossos Comentários:
LUGAR QUE NÃO TEM IMPRENSA É UM ATRASO MESMO.
Em Minas região mais evoluída e que tem Jornais, um prefeito recebe, R$ 16 mil de salário, a imprensa divulga e leva logo ao conhecimento do povo. Aqui em Jeremoabo/Bahia onde não existe imprensa, e quando um site divulga irregularidades é censurado e processado, é a verdadeira Sodoma da impunidade, um prefeito tem um salário de mais de R$ 10 mil, e diárias, maior do que a do Presidente da República, do Governador e dos Ministros, e ninguém falam nada, também, falar o k?
Tudo isso porque é prefeito de uma cidade paupérrima, onde a maior fonte de renda é: Aposentadoria do INSS e Bolsa Família.
Suplicy admite ter dado bilhetes à namorada e diz que devolveu verba
Da Redação
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) admitiu ontem ter repassado passagens de sua cota parlamentar para a sua namorada, a jornalista Mônica Dallari. Segundo o senador, todos os valores relativos a essas passagens foram ressarcidos até a última terça-feira.
"Fiz a restituição relativa à viagem para a Mônica. Geralmente as viagens com ela são feitas com milhagens. Quando, em alguma ocasião, não foi possível utilizar, foi feito dessa forma e já restitui", disse.
A assessoria do senador afirma que, na terça-feira, foi devolvido o montante de R$ 5.521, relativo a passagens dadas a Mônica entre novembro de 2007 e dezembro de 2008. Ele já havia ressarcido o Senado, em novembro de 2007, em R$ 15,1 mil relativos a uma passagem para a namorada no trecho São Paulo-Paris-São Paulo.
No caso da viagem ao exterior, a assessoria argumenta que o ressarcimento aconteceu mesmo com a viagem da namorada do senador tendo acontecido a trabalho. Ela acompanhou Suplicy em uma viagem à China, sendo o trecho final pago pelo governo daquele país. A jornalista tirou fotos dos eventos de que o senador participou, fazendo também a gravação desses encontros no país asiático.
A assessoria reconhece também o repasse de passagens a terceiros. Seriam passagens para pessoas participarem de eventos relativos ao mandato do senador, além do pagamento de uma passagem para uma pessoa se tratar no Hospital Sarah Kubitscheck em Brasília. O senador não pretende ressarcir a Casa nesses casos.
Fonte: O Tempo (MG)
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) admitiu ontem ter repassado passagens de sua cota parlamentar para a sua namorada, a jornalista Mônica Dallari. Segundo o senador, todos os valores relativos a essas passagens foram ressarcidos até a última terça-feira.
"Fiz a restituição relativa à viagem para a Mônica. Geralmente as viagens com ela são feitas com milhagens. Quando, em alguma ocasião, não foi possível utilizar, foi feito dessa forma e já restitui", disse.
A assessoria do senador afirma que, na terça-feira, foi devolvido o montante de R$ 5.521, relativo a passagens dadas a Mônica entre novembro de 2007 e dezembro de 2008. Ele já havia ressarcido o Senado, em novembro de 2007, em R$ 15,1 mil relativos a uma passagem para a namorada no trecho São Paulo-Paris-São Paulo.
No caso da viagem ao exterior, a assessoria argumenta que o ressarcimento aconteceu mesmo com a viagem da namorada do senador tendo acontecido a trabalho. Ela acompanhou Suplicy em uma viagem à China, sendo o trecho final pago pelo governo daquele país. A jornalista tirou fotos dos eventos de que o senador participou, fazendo também a gravação desses encontros no país asiático.
A assessoria reconhece também o repasse de passagens a terceiros. Seriam passagens para pessoas participarem de eventos relativos ao mandato do senador, além do pagamento de uma passagem para uma pessoa se tratar no Hospital Sarah Kubitscheck em Brasília. O senador não pretende ressarcir a Casa nesses casos.
Fonte: O Tempo (MG)
TCU flagra 577 políticos com Bolsa
Demétrio Weber
O Bolsa Família, principal programa do governo para combater a pobreza, é suspeito de pagar benefícios a 577 políticos eleitos, 3.791 mortos, 106.329 donos de carros, caminhões, tratores ou motos e a 1,1 milhão de famílias com renda acima do permitido. Os indícios de fraude foram apontados em auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), aprovada ontem. Em seu voto, o relator do caso, ministro Augusto Nardes, afirmou que, contabilizando-se apenas os casos mais evidentes de irregularidades, pelo menos 312.021 famílias estão recebendo recursos de forma irregular, causando um prejuízo mensal de R$ 26,5 milhões - o equivalente a 3,11% da folha do Bolsa Família em fevereiro de 2008, mês analisado.
Ao cruzar os nomes da lista de beneficiários do Bolsa Família com a relação de candidatos nas eleições de 2004 e 2006, os auditores identificaram 577 políticos eleitos. Considerandose os suplentes, isto é, quem foi derrotado nas eleições, o número totaliza 39.937 beneficiários. O relatório não especifica qual eleição os 577 políticos venceram. Em 2004, foram disputados cargos de vereador, prefeito e vice; em 2006, deputado estadual, deputado federal, senador, governador, vice e presidente da República.
O TCU constatou que os quase 40 mil suplentes e eleitos pertencem a 22,6 mil famílias, contempladas com R$ 1,5 milhão em fevereiro do ano passado. Desde março de 2008, decreto do presidente Lula proíbe que políticos eleitos em qualquer esfera de governo recebam recursos do Bolsa Família.
O ministro-relator, Augusto Nardes, lembra em seu voto que a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral não permite saber se os eleitos efetivamente tomaram posse. Mas considera indispensável a investigação caso a caso. Os auditores debruçaram-se sobre o Cadastro Único, lista da população pobre que é beneficiada por programa sociais em todo o país. Segundo eles, a presença de políticos eleitos no CadÚnico e, pior ainda, no Bolsa Família, "compromete a eficácia" do programa e a "elaboração de políticas públicas com base nos dados do cadastro".
Família tem sete caminhões
A auditoria levantou suspeitas de diversos tipos de irregularidades. O cruzamento da lista de beneficiários com o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) mostrou que 106,4 mil famílias atendidas pelo programa têm veículos novos - ou mesmo uma moto importada, no valor de R$ 63.800 - em seus nomes. No caso de caminhões, tratores e ônibus, só entraram no cálculo veículos fabricados a partir de 2000; caminhonetes, a partir de 2002; carros, 2004; e motos, 2007. Segundo o TCU, uma família que declarou ter renda mensal por pessoa de R$ 35 - o que lhe dava direito a um repasse mensal de R$ 94 - tinha sete caminhões, avaliados em R$ 756,4 mil.
Outra que informou ter renda per capita de R$ 60 era dona de três tratores, avaliados em R$ 538,5 mil. A auditoria recorreu a outras bases de dados para fiscalizar o Bolsa Família. Uma consulta ao Sistema Informatizado de Controle de Óbitos (Sisobi), do Dataprev, revelou que 299 mil pessoas registradas no Cadastro Único constam como mortas. Os auditores são cautelosos em afirmar que se trata de fraude, temendo estarem diante de homônimos, erros de digitação ou informação.
Dos 299 mil mortos, 3.791 estavam na folha do Bolsa Família de fevereiro de 2008. Todos eles são os únicos membros de suas famílias. Assim, o pagamento não deveria mais estar sendo feito, se eles de fato estão mortos. Atualmente o Bolsa Família paga de R$ 20 a R$ 182 por mês. O valor varia conforme o grau de pobreza e o número de filhos até 17 anos. Lares com renda por pessoa inferior a R$ 69 por mês são consideradas extremamente pobres e têm direito a um benefício básico de R$ 62. O restante está ligado ao número de crianças e jovens.
Os auditores recomendam maior fiscalização sobre o Cadastro Único, em especial sobre a renda familiar informada no momento do cadastramento, que é feito pelas prefeituras. Segundo os auditores, 1,1 milhão de famílias tinham renda acima de R$ 120 (o limite máximo em fevereiro de 2008; hoje esse valor está em R$ 137). Desse total, os técnicos desconfiam que 195,3 mil podem ter agido de má-fé, informando uma renda familiar menor do que a real. Esse contingente de beneficiários recebeu R$ 10,9 milhões em fevereiro de 2008.
Segundo os auditores, o Bolsa Família continuava pagando os benefícios para jovens, mesmo depois que eles completavam 16 anos. Até fevereiro do ano passado, essa modalidade de pagamento era restrita a quem tinha no máximo 15 anos - hoje quem tem 16 e 17 anos também ganha um extra. O governo, porém, só suspende os repasses no mês de janeiro, de modo que um jovem com idade acima do permitido pode ficar 11 meses recebendo o acréscimo. O TCU apontou que 385.226 benefícios foram pagos com valor acima do possível, a maioria por incluir jovens de 16 anos ou mais. Além disso, 1.742 benefícios para famílias extremamente pobres foram dados a quem não tinha direito.
Nardes considerou alto o valor de R$ 240 milhões pagos pelo Ministério do Desenvolvimento Social à Caixa Econômica Federal pela operacionalização do Bolsa Família. Nardes registra que se trata de um "baixo percentual de prováveis desvios e irregularidades". Nesse ritmo, ao longo de um ano, a perda seria de R$ 318 milhões. O Bolsa Família deverá gastar R$ 11,4 bilhões este ano. Hoje são pagos 11,1 milhões de benefícios. A partir de outubro, devem ser 12,9 milhões.
Fonte: O Globo (RJ)
O Bolsa Família, principal programa do governo para combater a pobreza, é suspeito de pagar benefícios a 577 políticos eleitos, 3.791 mortos, 106.329 donos de carros, caminhões, tratores ou motos e a 1,1 milhão de famílias com renda acima do permitido. Os indícios de fraude foram apontados em auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), aprovada ontem. Em seu voto, o relator do caso, ministro Augusto Nardes, afirmou que, contabilizando-se apenas os casos mais evidentes de irregularidades, pelo menos 312.021 famílias estão recebendo recursos de forma irregular, causando um prejuízo mensal de R$ 26,5 milhões - o equivalente a 3,11% da folha do Bolsa Família em fevereiro de 2008, mês analisado.
Ao cruzar os nomes da lista de beneficiários do Bolsa Família com a relação de candidatos nas eleições de 2004 e 2006, os auditores identificaram 577 políticos eleitos. Considerandose os suplentes, isto é, quem foi derrotado nas eleições, o número totaliza 39.937 beneficiários. O relatório não especifica qual eleição os 577 políticos venceram. Em 2004, foram disputados cargos de vereador, prefeito e vice; em 2006, deputado estadual, deputado federal, senador, governador, vice e presidente da República.
O TCU constatou que os quase 40 mil suplentes e eleitos pertencem a 22,6 mil famílias, contempladas com R$ 1,5 milhão em fevereiro do ano passado. Desde março de 2008, decreto do presidente Lula proíbe que políticos eleitos em qualquer esfera de governo recebam recursos do Bolsa Família.
O ministro-relator, Augusto Nardes, lembra em seu voto que a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral não permite saber se os eleitos efetivamente tomaram posse. Mas considera indispensável a investigação caso a caso. Os auditores debruçaram-se sobre o Cadastro Único, lista da população pobre que é beneficiada por programa sociais em todo o país. Segundo eles, a presença de políticos eleitos no CadÚnico e, pior ainda, no Bolsa Família, "compromete a eficácia" do programa e a "elaboração de políticas públicas com base nos dados do cadastro".
Família tem sete caminhões
A auditoria levantou suspeitas de diversos tipos de irregularidades. O cruzamento da lista de beneficiários com o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) mostrou que 106,4 mil famílias atendidas pelo programa têm veículos novos - ou mesmo uma moto importada, no valor de R$ 63.800 - em seus nomes. No caso de caminhões, tratores e ônibus, só entraram no cálculo veículos fabricados a partir de 2000; caminhonetes, a partir de 2002; carros, 2004; e motos, 2007. Segundo o TCU, uma família que declarou ter renda mensal por pessoa de R$ 35 - o que lhe dava direito a um repasse mensal de R$ 94 - tinha sete caminhões, avaliados em R$ 756,4 mil.
Outra que informou ter renda per capita de R$ 60 era dona de três tratores, avaliados em R$ 538,5 mil. A auditoria recorreu a outras bases de dados para fiscalizar o Bolsa Família. Uma consulta ao Sistema Informatizado de Controle de Óbitos (Sisobi), do Dataprev, revelou que 299 mil pessoas registradas no Cadastro Único constam como mortas. Os auditores são cautelosos em afirmar que se trata de fraude, temendo estarem diante de homônimos, erros de digitação ou informação.
Dos 299 mil mortos, 3.791 estavam na folha do Bolsa Família de fevereiro de 2008. Todos eles são os únicos membros de suas famílias. Assim, o pagamento não deveria mais estar sendo feito, se eles de fato estão mortos. Atualmente o Bolsa Família paga de R$ 20 a R$ 182 por mês. O valor varia conforme o grau de pobreza e o número de filhos até 17 anos. Lares com renda por pessoa inferior a R$ 69 por mês são consideradas extremamente pobres e têm direito a um benefício básico de R$ 62. O restante está ligado ao número de crianças e jovens.
Os auditores recomendam maior fiscalização sobre o Cadastro Único, em especial sobre a renda familiar informada no momento do cadastramento, que é feito pelas prefeituras. Segundo os auditores, 1,1 milhão de famílias tinham renda acima de R$ 120 (o limite máximo em fevereiro de 2008; hoje esse valor está em R$ 137). Desse total, os técnicos desconfiam que 195,3 mil podem ter agido de má-fé, informando uma renda familiar menor do que a real. Esse contingente de beneficiários recebeu R$ 10,9 milhões em fevereiro de 2008.
Segundo os auditores, o Bolsa Família continuava pagando os benefícios para jovens, mesmo depois que eles completavam 16 anos. Até fevereiro do ano passado, essa modalidade de pagamento era restrita a quem tinha no máximo 15 anos - hoje quem tem 16 e 17 anos também ganha um extra. O governo, porém, só suspende os repasses no mês de janeiro, de modo que um jovem com idade acima do permitido pode ficar 11 meses recebendo o acréscimo. O TCU apontou que 385.226 benefícios foram pagos com valor acima do possível, a maioria por incluir jovens de 16 anos ou mais. Além disso, 1.742 benefícios para famílias extremamente pobres foram dados a quem não tinha direito.
Nardes considerou alto o valor de R$ 240 milhões pagos pelo Ministério do Desenvolvimento Social à Caixa Econômica Federal pela operacionalização do Bolsa Família. Nardes registra que se trata de um "baixo percentual de prováveis desvios e irregularidades". Nesse ritmo, ao longo de um ano, a perda seria de R$ 318 milhões. O Bolsa Família deverá gastar R$ 11,4 bilhões este ano. Hoje são pagos 11,1 milhões de benefícios. A partir de outubro, devem ser 12,9 milhões.
Fonte: O Globo (RJ)
Para relator, não há motivo para cassar dono de castelo
Maria Clara Cabral
O deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), relator do caso contra Edmar Moreira (sem partido-MG) no Conselho de Ética, deixou claro ontem que não vê motivo para pedir a cassação do colega. Para Moraes -que disse estar se "lixando para a opinião pública"-, Moreira está sendo usado como "boi de piranha".
Conhecido por ser dono de um castelo avaliado em cerca de R$ 25 milhões, Edmar Moreira é suspeito de utilizar irregularmente a verba indenizatória de R$ 15 mil a que os congressistas têm direito mensalmente. Ele usou notas de suas próprias empresas de segurança para justificar os gastos. A suspeita é que os serviços não tenham sido prestados.
Na opinião do relator, prevalece o entendimento do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), no caso da farra das passagens: todos os abusos cometidos até agora serão anistiados. O argumento também foi utilizado por Moreira em sua defesa entregue ao conselho na semana passada.
"O grande pecado foi a história das passagens. Usaram porque não tinha normas e todo mundo foi absolvido", disse, referindo-se ao fato de grande parte dos deputados ter admitido que cedeu bilhetes da cota aérea a parentes, inclusive para viagens ao exterior.
Moraes também deu sinais ontem de que não pretende levar adiante as investigações contra Moreira, já que, segundo ele, não tem como provar que os serviços de segurança não foram prestados.
"Como é que eu vou provar? Teria de ir para Minas Gerais e sair perguntando para todo mundo. E é lógico que ele [Moreira] vai trazer aqui pessoas que confirmem a sua versão. Tem tanta gente que abastece nos seus próprios postos, eu acho isso moral. Se não tinha norma, ele não cometeu irregularidade alguma", afirmou.
Questionado se não estava preocupado com a má repercussão de uma possível absolvição do investigado, Moraes respondeu: "Estou me lixando para a opinião pública".
Moraes foi escolhido relator dentre uma comissão formada por outros dois deputados que também investigarão o caso, Hugo Leal (PSC-RJ) e Ruy Pauletti (PSDB-RS). Leal mostrou-se insatisfeito com a manifestação de Moraes e disse que todas as acusações que vão para o conselho têm de ser apuradas.
Ele lembrou que o trabalho no colegiado contra Edmar Moreira tem de se basear no relatório feito pela comissão de sindicância da corregedoria da Casa -que encontrou indícios de que os serviços de segurança não foram prestados- e não no pedido de abertura do processo do PSOL -que apenas questionou o uso da verba com as próprias empresas. Leal pode apresentar relatório paralelo.
Moraes já presidiu o conselho e chegou a sugerir o fim do colegiado, pois, segundo ele, há um "desconforto" em julgar colegas. Ontem, os integrantes do órgão aprovaram um cronograma de trabalho sobre o caso. Eles querem ouvir Moreira no dia 13 ou no dia 20 deste mês.
Fonte: Folha de S.Paulo
O deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), relator do caso contra Edmar Moreira (sem partido-MG) no Conselho de Ética, deixou claro ontem que não vê motivo para pedir a cassação do colega. Para Moraes -que disse estar se "lixando para a opinião pública"-, Moreira está sendo usado como "boi de piranha".
Conhecido por ser dono de um castelo avaliado em cerca de R$ 25 milhões, Edmar Moreira é suspeito de utilizar irregularmente a verba indenizatória de R$ 15 mil a que os congressistas têm direito mensalmente. Ele usou notas de suas próprias empresas de segurança para justificar os gastos. A suspeita é que os serviços não tenham sido prestados.
Na opinião do relator, prevalece o entendimento do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), no caso da farra das passagens: todos os abusos cometidos até agora serão anistiados. O argumento também foi utilizado por Moreira em sua defesa entregue ao conselho na semana passada.
"O grande pecado foi a história das passagens. Usaram porque não tinha normas e todo mundo foi absolvido", disse, referindo-se ao fato de grande parte dos deputados ter admitido que cedeu bilhetes da cota aérea a parentes, inclusive para viagens ao exterior.
Moraes também deu sinais ontem de que não pretende levar adiante as investigações contra Moreira, já que, segundo ele, não tem como provar que os serviços de segurança não foram prestados.
"Como é que eu vou provar? Teria de ir para Minas Gerais e sair perguntando para todo mundo. E é lógico que ele [Moreira] vai trazer aqui pessoas que confirmem a sua versão. Tem tanta gente que abastece nos seus próprios postos, eu acho isso moral. Se não tinha norma, ele não cometeu irregularidade alguma", afirmou.
Questionado se não estava preocupado com a má repercussão de uma possível absolvição do investigado, Moraes respondeu: "Estou me lixando para a opinião pública".
Moraes foi escolhido relator dentre uma comissão formada por outros dois deputados que também investigarão o caso, Hugo Leal (PSC-RJ) e Ruy Pauletti (PSDB-RS). Leal mostrou-se insatisfeito com a manifestação de Moraes e disse que todas as acusações que vão para o conselho têm de ser apuradas.
Ele lembrou que o trabalho no colegiado contra Edmar Moreira tem de se basear no relatório feito pela comissão de sindicância da corregedoria da Casa -que encontrou indícios de que os serviços de segurança não foram prestados- e não no pedido de abertura do processo do PSOL -que apenas questionou o uso da verba com as próprias empresas. Leal pode apresentar relatório paralelo.
Moraes já presidiu o conselho e chegou a sugerir o fim do colegiado, pois, segundo ele, há um "desconforto" em julgar colegas. Ontem, os integrantes do órgão aprovaram um cronograma de trabalho sobre o caso. Eles querem ouvir Moreira no dia 13 ou no dia 20 deste mês.
Fonte: Folha de S.Paulo
Suspeito de arrastar bebê por 1 km é morto em Maceió
Portal Terra
MACEIÓ - A Polícia Civil de Alagoas afirmou que um adolescente de 16 anos assassinado na quinta-feira por três homens armados no bairro do Canaã, parte alta de Maceió, teve participação no sequestro de um bebê de três meses, arrastado por 1 km por duas ruas de Maceió, há duas semanas. A criança sobreviveu porque estava presa a uma cadeira de segurança.
- Pelo retrato falado, não há dúvida de que é um dos envolvidos - disse o delegado Valdir Silva de Carvalho. Além do adolescente, o irmão também foi executado dentro de casa. A polícia investiga se as mortes têm relação com o tráfico de drogas na região.
O adolescente, disse o delegado, tinha participação em assaltos e roubos de carros desde os 10 anos e foi preso três vezes. O duplo homicídio pode ter sido encomendado por um traficante.
No dia 23 de abril, três jovens armados abordaram os pais do bebê de três meses na Avenida Sandoval Arroxelas, na Ponta Verde, área nobre de Maceió. A arquiteta Renata Jobim, mãe da criança, contou que saiu do carro, mas não conseguiu retirar o bebê, que estava na cadeira de segurança.
A criança ficou presa na cadeira do lado de fora do veículo e foi arrastada por cerca de 1 km. A mãe da criança tentou correr atrás do carro. Pessoas que passavam perto também gritaram para os três, mas eles aceleraram. O veículo só parou quando um dos homens notou que o bebê estava do lado de fora. Os três abandonaram o veículo e fugiram.
Fonte: JB Online
MACEIÓ - A Polícia Civil de Alagoas afirmou que um adolescente de 16 anos assassinado na quinta-feira por três homens armados no bairro do Canaã, parte alta de Maceió, teve participação no sequestro de um bebê de três meses, arrastado por 1 km por duas ruas de Maceió, há duas semanas. A criança sobreviveu porque estava presa a uma cadeira de segurança.
- Pelo retrato falado, não há dúvida de que é um dos envolvidos - disse o delegado Valdir Silva de Carvalho. Além do adolescente, o irmão também foi executado dentro de casa. A polícia investiga se as mortes têm relação com o tráfico de drogas na região.
O adolescente, disse o delegado, tinha participação em assaltos e roubos de carros desde os 10 anos e foi preso três vezes. O duplo homicídio pode ter sido encomendado por um traficante.
No dia 23 de abril, três jovens armados abordaram os pais do bebê de três meses na Avenida Sandoval Arroxelas, na Ponta Verde, área nobre de Maceió. A arquiteta Renata Jobim, mãe da criança, contou que saiu do carro, mas não conseguiu retirar o bebê, que estava na cadeira de segurança.
A criança ficou presa na cadeira do lado de fora do veículo e foi arrastada por cerca de 1 km. A mãe da criança tentou correr atrás do carro. Pessoas que passavam perto também gritaram para os três, mas eles aceleraram. O veículo só parou quando um dos homens notou que o bebê estava do lado de fora. Os três abandonaram o veículo e fugiram.
Fonte: JB Online
SC: policial pagará R$ 5 mil por ir a prostíbulo em carro da PRF
Portal Terra
FLORIANÓPOLIS - Um policial rodoviário federal de São Miguel d'Oeste, em Santa Catarina, foi condenado a pagar uma multa de R$ 5 mil por ir a uma casa de prostituição no horário de serviço e com um carro da corporação.
Antônio Gilmar Freitas afirmou que foi ao local para checar um carro suspeito e aproveitou para comprar água e ir ao banheiro. Contudo, cinco testemunhas disseram que viram o policial na parte onde ficavam os quartos do prostíbulo.
Os advogados do policial, que ainda podem recorrer, não se pronunciaram sobre a decisão. Freitas continua na corporação.
Fonte: JB Online
FLORIANÓPOLIS - Um policial rodoviário federal de São Miguel d'Oeste, em Santa Catarina, foi condenado a pagar uma multa de R$ 5 mil por ir a uma casa de prostituição no horário de serviço e com um carro da corporação.
Antônio Gilmar Freitas afirmou que foi ao local para checar um carro suspeito e aproveitou para comprar água e ir ao banheiro. Contudo, cinco testemunhas disseram que viram o policial na parte onde ficavam os quartos do prostíbulo.
Os advogados do policial, que ainda podem recorrer, não se pronunciaram sobre a decisão. Freitas continua na corporação.
Fonte: JB Online
Advogado cita impeachment de Collor na defesa de Battisti
Portal Terra
BRASÍLIA - O novo advogado do italiano Cesare Battisti mudou o rumo da defesa do ex-ativista no Supremo Tribunal Federal (STF). Luís Roberto Barroso falou sobre a "antiga e tradicional jurisprudência" da Corte, de não rever o mérito de decisão política. O advogado citou na ação os casos do impeachment de Fernando Collor, em 1992, e a cassação do ex-ministro e então deputado José Dirceu, em 2005, que não foram revistos pelo Supremo. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Barroso assumiu a defesa no lugar do ex-deputado petista Luís Eduardo Greenhalgh e enviou a nova linha de argumentação ao STF nesta semana. O ministro da Justiça, Tarso Genro, ofereceu a Battisti, que está detido desde 2007, o status de refugiado político no Brasil. A decisão levou a Itália a pedir no Supremo a extradição do ex-ativista, que foi condenado à prisão perpétua por envolvimento em assassinatos no país europeu.
Fonte: JB Online
BRASÍLIA - O novo advogado do italiano Cesare Battisti mudou o rumo da defesa do ex-ativista no Supremo Tribunal Federal (STF). Luís Roberto Barroso falou sobre a "antiga e tradicional jurisprudência" da Corte, de não rever o mérito de decisão política. O advogado citou na ação os casos do impeachment de Fernando Collor, em 1992, e a cassação do ex-ministro e então deputado José Dirceu, em 2005, que não foram revistos pelo Supremo. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Barroso assumiu a defesa no lugar do ex-deputado petista Luís Eduardo Greenhalgh e enviou a nova linha de argumentação ao STF nesta semana. O ministro da Justiça, Tarso Genro, ofereceu a Battisti, que está detido desde 2007, o status de refugiado político no Brasil. A decisão levou a Itália a pedir no Supremo a extradição do ex-ativista, que foi condenado à prisão perpétua por envolvimento em assassinatos no país europeu.
Fonte: JB Online
Ações de combate à pobreza rural transforma a vida de 13,7 milhões de baianos
Com ações prioritariamente voltadas para o combate à pobreza rural e à redução das desigualdades regionais, a Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), por intermédio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), está conseguindo transformar a realidade de centenas de comunidades nas áreas mais distantes e carentes da Bahia.
Somente no primeiro quadrimestre deste ano, foram liberados R$ 13, 7 milhões em convênios para a execução de projetos considerados imprescindíveis para a melhoria da qualidade de vida de famílias do semiárido.Neste período, o Produzir movimentou cerca de 16 mil projetos referentes à implantação de sanitários, cisternas, barragens, poços, sistemas de abastecimento de água, melhorias habitacionais e sanitárias, beneficiando 42.511 famílias com 22.195 obras.
Os projetos, que estão sendo executados em 407 municípios baianos atendidos pelo Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR)/Produzir, envolvem ainda a implantação de pontes, casas de farinha, fábricas de polpa de frutas e de fécula e farinha de mandioca.
Também integram o raio de abrangência do Produzir a implantação de mecanização agrícola, unidades de beneficiamento de café, leite e mel, além de tanques de resfriamento de leite, uma central de classificação de ovos, implementos agrícolas, artesanato comunitário, batedeira comunitária de sisal, módulo para feira, capacitação de beneficiários e assistência técnica agropecuária.
Segundo o presidente da Cooperativa de Produção, Beneficiamento e Comercialização do Projeto de Assentamento Nova Palmares, João Nilton Santana, 44 anos, morador há 11 anos da região, a batedeira de sisal financiada pela CAR vai ajudar a beneficiar o sisal, gerando renda para os trabalhadores rurais e agregando valor ao produto.
“O projeto da batedeira comunitária vai beneficiar diretamente 250 famílias. Neste convênio, firmado entre a CAR e a associação, estão sendo investidos cerca de R$ 75 mil”, disse. Para o presidente da cooperativa, a comunidade também está contente, porque já vão ser implantadas cisternas nas casas e a liberação das obras vai acontecer a qualquer momento. “A CAR vai ajudar a nossa comunidade com a construção de 75 cisternas, que vão reduzir a dificuldade da gente com relação à água potável e melhorar a saúde”.
Ele informou que a cooperativa foi criada em 2004 e hoje possui 50 associados. A comunidade vive de caprinos, ovinos e sisal, que é o forte da região. A intenção, disse, é beneficiar o sisal e utilizá-lo também para o artesanato. Os recursos foram utilizados para a reforma e ampliação do depósito de sisal. O assentamento Nova Palmares, localizado a 12 quilômetros do município de Conceição do Coité, data de 1998 e foi o primeiro povoado a ser registrado na cidade. Oferta de água e sanitários Lídia Ferreira, 43 anos, moradora há 11 anos da localidade de Fazenda Alagadiço, também em Coité, disse que a cisterna foi construída há um ano e que, quando não existia, a família bebia água de tanque, barrenta. “Não sei direito quem fez a obra, mas sei que agora podemos usar água sem ter que ir para longe buscar”. Já no município de Cipó, na comunidade de Amari, Maria Celeste Marinho, 55, moradora há 32 anos da localidade, ressaltou que não é mais preciso andar até o rio. “Esse tempo de empreitada acabou. O chuveiro agora está bem pertinho e a gente sente um alívio danado”.
Para Isabel Francisca dos Santos,72, nascida e criada também na localidade de Amari, em Cipó, são inúmeros os benefícios trazidos com o projeto de melhorias sanitárias. “Ave Maria, esse sanitário facilita bastante a vida de todo mundo aqui. Sem ele, mesmo com a idade, tinha que correr para o mato ou para fonte para tomar banho. Agora, o sossego é maior. Só em nossa comunidade, são 80 famílias atendidas”, disse.
Ainda em Conceição do Coité, o governo estadual, por meio da CAR e da Sedir, está trabalhando para implantar mais 278 cisternas nas localidades de Tanque, Amaralina e Boa Vista II.
Já as comunidades de Amorosa e Riacho da Serra estão sendo contempladas com a recuperação de uma barragem, onde estão sendo investidos recursos da ordem de R$ 43,9 mil.
A CAR, por meio do programa Água para Todos, também está universalizando o acesso à água nos municípios de Aracatu e Macururé, no Semiárido, beneficiando 10.300 pessoas com a construção de 2.039 cisternas, sete barragens, e a implantação e recuperação de 15 sistemas de abastecimento de água.
Neste quadrimestre, a companhia trabalhou para implantação de 11.447 cisternas. Deste total, 1.699 já foram construídas através do Produzir, estando 3.609 em execução. Já o Projeto Gente de Valor, concluiu 1.354 unidades, tendo já sido licitadas pela empresa 4.623 cisternas. Programa Produzir O Programa Produzir é executado no Estado da Bahia desde 1996 e integra uma proposta mais ampla de combate à pobreza rural implementada pelo Banco Mundial e governos estaduais da região Nordeste do país. Com o objetivo de reduzir as desigualdades regionais, criar emprego e renda e melhorar a vida das populações mais pobres, o programa financia projetos comunitários nas áreas social, de infra-estrutura e produção. Os recursos financeiros são do Banco Mundial e do Governo do Estado e toda a coordenação técnica é de responsabilidade da CAR, empresa vinculada à Sedir.
Fonte: Tribuna da Bahia
Somente no primeiro quadrimestre deste ano, foram liberados R$ 13, 7 milhões em convênios para a execução de projetos considerados imprescindíveis para a melhoria da qualidade de vida de famílias do semiárido.Neste período, o Produzir movimentou cerca de 16 mil projetos referentes à implantação de sanitários, cisternas, barragens, poços, sistemas de abastecimento de água, melhorias habitacionais e sanitárias, beneficiando 42.511 famílias com 22.195 obras.
Os projetos, que estão sendo executados em 407 municípios baianos atendidos pelo Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR)/Produzir, envolvem ainda a implantação de pontes, casas de farinha, fábricas de polpa de frutas e de fécula e farinha de mandioca.
Também integram o raio de abrangência do Produzir a implantação de mecanização agrícola, unidades de beneficiamento de café, leite e mel, além de tanques de resfriamento de leite, uma central de classificação de ovos, implementos agrícolas, artesanato comunitário, batedeira comunitária de sisal, módulo para feira, capacitação de beneficiários e assistência técnica agropecuária.
Segundo o presidente da Cooperativa de Produção, Beneficiamento e Comercialização do Projeto de Assentamento Nova Palmares, João Nilton Santana, 44 anos, morador há 11 anos da região, a batedeira de sisal financiada pela CAR vai ajudar a beneficiar o sisal, gerando renda para os trabalhadores rurais e agregando valor ao produto.
“O projeto da batedeira comunitária vai beneficiar diretamente 250 famílias. Neste convênio, firmado entre a CAR e a associação, estão sendo investidos cerca de R$ 75 mil”, disse. Para o presidente da cooperativa, a comunidade também está contente, porque já vão ser implantadas cisternas nas casas e a liberação das obras vai acontecer a qualquer momento. “A CAR vai ajudar a nossa comunidade com a construção de 75 cisternas, que vão reduzir a dificuldade da gente com relação à água potável e melhorar a saúde”.
Ele informou que a cooperativa foi criada em 2004 e hoje possui 50 associados. A comunidade vive de caprinos, ovinos e sisal, que é o forte da região. A intenção, disse, é beneficiar o sisal e utilizá-lo também para o artesanato. Os recursos foram utilizados para a reforma e ampliação do depósito de sisal. O assentamento Nova Palmares, localizado a 12 quilômetros do município de Conceição do Coité, data de 1998 e foi o primeiro povoado a ser registrado na cidade. Oferta de água e sanitários Lídia Ferreira, 43 anos, moradora há 11 anos da localidade de Fazenda Alagadiço, também em Coité, disse que a cisterna foi construída há um ano e que, quando não existia, a família bebia água de tanque, barrenta. “Não sei direito quem fez a obra, mas sei que agora podemos usar água sem ter que ir para longe buscar”. Já no município de Cipó, na comunidade de Amari, Maria Celeste Marinho, 55, moradora há 32 anos da localidade, ressaltou que não é mais preciso andar até o rio. “Esse tempo de empreitada acabou. O chuveiro agora está bem pertinho e a gente sente um alívio danado”.
Para Isabel Francisca dos Santos,72, nascida e criada também na localidade de Amari, em Cipó, são inúmeros os benefícios trazidos com o projeto de melhorias sanitárias. “Ave Maria, esse sanitário facilita bastante a vida de todo mundo aqui. Sem ele, mesmo com a idade, tinha que correr para o mato ou para fonte para tomar banho. Agora, o sossego é maior. Só em nossa comunidade, são 80 famílias atendidas”, disse.
Ainda em Conceição do Coité, o governo estadual, por meio da CAR e da Sedir, está trabalhando para implantar mais 278 cisternas nas localidades de Tanque, Amaralina e Boa Vista II.
Já as comunidades de Amorosa e Riacho da Serra estão sendo contempladas com a recuperação de uma barragem, onde estão sendo investidos recursos da ordem de R$ 43,9 mil.
A CAR, por meio do programa Água para Todos, também está universalizando o acesso à água nos municípios de Aracatu e Macururé, no Semiárido, beneficiando 10.300 pessoas com a construção de 2.039 cisternas, sete barragens, e a implantação e recuperação de 15 sistemas de abastecimento de água.
Neste quadrimestre, a companhia trabalhou para implantação de 11.447 cisternas. Deste total, 1.699 já foram construídas através do Produzir, estando 3.609 em execução. Já o Projeto Gente de Valor, concluiu 1.354 unidades, tendo já sido licitadas pela empresa 4.623 cisternas. Programa Produzir O Programa Produzir é executado no Estado da Bahia desde 1996 e integra uma proposta mais ampla de combate à pobreza rural implementada pelo Banco Mundial e governos estaduais da região Nordeste do país. Com o objetivo de reduzir as desigualdades regionais, criar emprego e renda e melhorar a vida das populações mais pobres, o programa financia projetos comunitários nas áreas social, de infra-estrutura e produção. Os recursos financeiros são do Banco Mundial e do Governo do Estado e toda a coordenação técnica é de responsabilidade da CAR, empresa vinculada à Sedir.
Fonte: Tribuna da Bahia
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