Agencia EstadoO presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, afirmou hoje que, se o STF decidir que o ex-extremista italiano Cesare Battisti deve ser devolvido a seu país de origem, a decisão deverá ser cumprida, não cabendo mais intervenção do Poder Executivo. A afirmação coloca Mendes, mais uma vez, em confronto com o Palácio do Planalto: conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já fez chegar à Corte o recado de que, se ficar com a decisão final, não remeterá o ex-ativista para a Itália, mesmo que tenha de contrariar decisão do Supremo. Mendes, contudo, afirmou que, nesses casos, a decisão é do órgão que preside."Já há entendimento avançado de que, havendo tratado (de extradição), se o tribunal determinar a extradição, ela é compulsória", declarou Mendes, que participou da solenidade de posse do ministro Cesar Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na Academia Brasileira de Letras Jurídicas. "Houve uma certa confusão na mídia sobre o assunto, mas não se trata de mudança na jurisprudência. Não há dúvida sobre essa possibilidade. É uma coisa impositiva quando a extradição se funda em tratado." Battisti foi condenado por quatro homicídios, cometidos quando era da organização Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Ele alega inocência e diz que sua condenação foi política. Ganhou o status de refugiado por decisão do ministro Tarso Genro (Justiça).Mais cedo, em palestra sobre controle de constitucionalidade na Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), Mendes rebateu críticas de que o STF estaria atuando em esferas que não são da sua alçada. "O Supremo não está participativo demais nem participativo de menos"."Está participativo na forma adequada", declarou. "Agora, eu diria, em caso de omissão constitucional sistêmica, recalcitrante, o tribunal tem que assumir uma posição ativa ou mais enfática."
Fonte: A Tarde
terça-feira, março 24, 2009
CJF liberaR$ 269 milhões para pagamento de RPV
O presidente do Conselho da Justiça Federal e do Superior Tribunal de Justiça, ministro Cesar Asfor Rocha, liberou nesta segunda-feira (23/3), aos Tribunais Regionais Federais, R$ 269.024.495,14 para pagamento de requisições de pequeno valor (RPVs) na Justiça Federal.
As requisições se referem a dívidas judiciais da União e de órgãos públicos federais, autuadas em fevereiro de 2009. Os valores são atualizados pelo IPCA-E do mês de referência. O depósito desses valores na conta dos beneficiários é feito pelos TRFs, de acordo com cronogramas próprios.
Do total de requisições, mais de R$ 200 mil corresponde a processos previdenciários, como revisões de aposentadorias, pensões e outros benefícios. Eles abrangem um total de 25,9 mil ações, beneficiando 37,7 mil pessoas em todo o país.
Veja qual o valor que será repassado a cada TRF:
TRF da 1ª Região (sede Brasília, abrangendo os estados de MG, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO, AP)Geral: R$ 69.366.882,05Previdenciárias: R$ 51.748.366,76 – 6,2 mil pessoas beneficiadas
TRF da 2ª Região (sede no Rio de Janeiro, abrangendo também o ES)Geral: R$ 21.535.116,09Previdenciárias: R$ 9.765.669,54 – 1,3 mil pessoas beneficiadas
TRF da 3ª Região (sede em São Paulo, abrangendo também o MS)Geral: R$ 55.863.387,90Previdenciárias: R$ 45.539.897, 37 - 5,8 mil pessoas beneficiadas
TRF da 4ª Região (sede em Porto Alegre, abrangendo os estados do PR e SC)Geral: R$ 72.506.489,38Previdenciárias: R$ 57.783.196,15 – 13,6 mil pessoas beneficiadas
TRF da 5ª Região (sede em Recife, abrangendo os estados do CE, AL, SE, RN e PB)Geral: R$ 49.752.619,72Previdenciárias: 36. 960.670, 99 – 10,6 mil pessoas beneficiadas
Total geral: R$ 269.024.495,14Total previdenciária: R$ 201.797.799,81
Com informações da Assessoria de Imprensa do Conselho da Justiça Federal
Fonte: Última Instância
As requisições se referem a dívidas judiciais da União e de órgãos públicos federais, autuadas em fevereiro de 2009. Os valores são atualizados pelo IPCA-E do mês de referência. O depósito desses valores na conta dos beneficiários é feito pelos TRFs, de acordo com cronogramas próprios.
Do total de requisições, mais de R$ 200 mil corresponde a processos previdenciários, como revisões de aposentadorias, pensões e outros benefícios. Eles abrangem um total de 25,9 mil ações, beneficiando 37,7 mil pessoas em todo o país.
Veja qual o valor que será repassado a cada TRF:
TRF da 1ª Região (sede Brasília, abrangendo os estados de MG, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO, AP)Geral: R$ 69.366.882,05Previdenciárias: R$ 51.748.366,76 – 6,2 mil pessoas beneficiadas
TRF da 2ª Região (sede no Rio de Janeiro, abrangendo também o ES)Geral: R$ 21.535.116,09Previdenciárias: R$ 9.765.669,54 – 1,3 mil pessoas beneficiadas
TRF da 3ª Região (sede em São Paulo, abrangendo também o MS)Geral: R$ 55.863.387,90Previdenciárias: R$ 45.539.897, 37 - 5,8 mil pessoas beneficiadas
TRF da 4ª Região (sede em Porto Alegre, abrangendo os estados do PR e SC)Geral: R$ 72.506.489,38Previdenciárias: R$ 57.783.196,15 – 13,6 mil pessoas beneficiadas
TRF da 5ª Região (sede em Recife, abrangendo os estados do CE, AL, SE, RN e PB)Geral: R$ 49.752.619,72Previdenciárias: 36. 960.670, 99 – 10,6 mil pessoas beneficiadas
Total geral: R$ 269.024.495,14Total previdenciária: R$ 201.797.799,81
Com informações da Assessoria de Imprensa do Conselho da Justiça Federal
Fonte: Última Instância
Ação por falsidade ideológica deve deixar destino de Battisti nas mãos de Lula
Ação por falsidade ideológica deve deixar destino de Battisti nas mãos de Lula
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William Maia
Um processo por falsidade ideológica que corre na Justiça Federal do Rio de Janeiro poderá colocar nas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o destino do italiano Cesare Battisti.Caso o STF (Supremo Tribunal Federal) decida pela extradição do ex-militante comunista para a Itália —revogando ou ignorando o refúgio político concedido a Battisti pelo ministro da Justiça, Tarso Genro— caberá a Lula decidir se ele ficará no Brasil para responder por uso de documento falso, ou se será entregue a seu país de origem.Em abril de 2007, Battisti foi preso pela Polícia Federal no Rio de Janeiro. Ele estava no país com passaporte falso desde 2004, quando fugiu da França, depois de ver revogado o asilo político que tinha naquele país. Ele foi condenado a prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos, mas nega participação nos crimes.A existência de uma condenação ou processo em andamento no Brasil proíbe a extradição. Entretanto, essa é a única hipótese prevista pela legislação e que tem entendimento consolidado no STF na qual cabe ao chefe de Estado decidir se entrega ou não o acusado.O caso mais emblemático e recente dessa competência presidencial foi o do megatraficante colombiano Juan Carlos Ababia, enviado para os Estados Unidos apesar de responder a processo no Brasil.Essa interpretação decorre da combinação de dois artigos do Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/80): o artigo 89 estabelece que “quando o extraditando estiver sendo processado, ou tiver sido condenado, no Brasil, [...] a extradição será executada somente depois da conclusão do processo ou do cumprimento da pena, ressalvado, entretanto, o disposto no artigo 67”.Por sua vez o artigo 67 diz que “desde que conveniente ao interesse nacional, a expulsão do estrangeiro poderá efetivar-se, ainda que haja processo ou tenha ocorrido condenação”De acordo com a jurisprudência oficial do STF, em pelo menos 25 casos os ministros concederam a extradição condicionando a entrega do réu ao fim do processo ou do cumprimento de sua pena no Brasil, com a ressalva de que o presidente poder antecipar a extradição. Dois deles inclusive foram relatados pelo ministro Gilmar Mendes (EXT 893 e EXT 978).Mudança de entendimentoReportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo dá conta de que o presidente do STF teria o interesse de mudar a jurisprudência da Corte. A idéia seria tornar a decisão do Supremo impositiva em processos de extradição, não havendo mais opção ao chefe de Estado.A matéria, publicada na edição deste sábado (21/3), cita três precedentes do Tribunal que assentariam o entendimento de que o presidente tem a última palavra em todos os casos de extradição. Essa tese, no entanto, não é compartilhada pelo constitucionalista Oscar Vilhena Vieira.Para o professor e coordenador de mestrado da Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas, casos como o de Juan Carlos Abadía são exceções à regra. “A competência para decidir sobre a extradição é do Supremo”, diz Vilhena, citando o artigo 201 da Constituição.Já para o professor de direito constitucional da PUC-SP, Pedro Estevam Serrano, o fato de a extradição se iniciar como um processo administrativo corrobora a argumentação da ministra Carmen Lúcia, segundo quem o papel do Supremo “limita-se a analisar a legalidade e a procedência do pedido”.Segundo Serrano, uma mudança de jurisprudência do STF que tirasse o poder de decisão do presidente “faria o Judiciário brasileiro deixar de ser republicano para se tornar um Judiciário imperial. A função do Supremo é aplicar a lei, não criar normas, inovar a ordem jurídica”, protestou.Oscar Vilhena pensa diferente e ressalta que o verdadeiro conflito entre Executivo e Judiciário está no fato de, ao mesmo tempo em que existe o processo de extradição, também foi concedido o refúgio político.“São situações distintas e conflitantes, a concessão do refúgio e o pedido de extradição. É possível que o Supremo decida pela extradição e o presidente recuse a devolvê-lo à Itália. Aí é que está o verdadeiro braço-de-ferro”, ressalta Oscar Vilhena.
Fonte: Última Instância
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William Maia
Um processo por falsidade ideológica que corre na Justiça Federal do Rio de Janeiro poderá colocar nas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o destino do italiano Cesare Battisti.Caso o STF (Supremo Tribunal Federal) decida pela extradição do ex-militante comunista para a Itália —revogando ou ignorando o refúgio político concedido a Battisti pelo ministro da Justiça, Tarso Genro— caberá a Lula decidir se ele ficará no Brasil para responder por uso de documento falso, ou se será entregue a seu país de origem.Em abril de 2007, Battisti foi preso pela Polícia Federal no Rio de Janeiro. Ele estava no país com passaporte falso desde 2004, quando fugiu da França, depois de ver revogado o asilo político que tinha naquele país. Ele foi condenado a prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos, mas nega participação nos crimes.A existência de uma condenação ou processo em andamento no Brasil proíbe a extradição. Entretanto, essa é a única hipótese prevista pela legislação e que tem entendimento consolidado no STF na qual cabe ao chefe de Estado decidir se entrega ou não o acusado.O caso mais emblemático e recente dessa competência presidencial foi o do megatraficante colombiano Juan Carlos Ababia, enviado para os Estados Unidos apesar de responder a processo no Brasil.Essa interpretação decorre da combinação de dois artigos do Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/80): o artigo 89 estabelece que “quando o extraditando estiver sendo processado, ou tiver sido condenado, no Brasil, [...] a extradição será executada somente depois da conclusão do processo ou do cumprimento da pena, ressalvado, entretanto, o disposto no artigo 67”.Por sua vez o artigo 67 diz que “desde que conveniente ao interesse nacional, a expulsão do estrangeiro poderá efetivar-se, ainda que haja processo ou tenha ocorrido condenação”De acordo com a jurisprudência oficial do STF, em pelo menos 25 casos os ministros concederam a extradição condicionando a entrega do réu ao fim do processo ou do cumprimento de sua pena no Brasil, com a ressalva de que o presidente poder antecipar a extradição. Dois deles inclusive foram relatados pelo ministro Gilmar Mendes (EXT 893 e EXT 978).Mudança de entendimentoReportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo dá conta de que o presidente do STF teria o interesse de mudar a jurisprudência da Corte. A idéia seria tornar a decisão do Supremo impositiva em processos de extradição, não havendo mais opção ao chefe de Estado.A matéria, publicada na edição deste sábado (21/3), cita três precedentes do Tribunal que assentariam o entendimento de que o presidente tem a última palavra em todos os casos de extradição. Essa tese, no entanto, não é compartilhada pelo constitucionalista Oscar Vilhena Vieira.Para o professor e coordenador de mestrado da Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas, casos como o de Juan Carlos Abadía são exceções à regra. “A competência para decidir sobre a extradição é do Supremo”, diz Vilhena, citando o artigo 201 da Constituição.Já para o professor de direito constitucional da PUC-SP, Pedro Estevam Serrano, o fato de a extradição se iniciar como um processo administrativo corrobora a argumentação da ministra Carmen Lúcia, segundo quem o papel do Supremo “limita-se a analisar a legalidade e a procedência do pedido”.Segundo Serrano, uma mudança de jurisprudência do STF que tirasse o poder de decisão do presidente “faria o Judiciário brasileiro deixar de ser republicano para se tornar um Judiciário imperial. A função do Supremo é aplicar a lei, não criar normas, inovar a ordem jurídica”, protestou.Oscar Vilhena pensa diferente e ressalta que o verdadeiro conflito entre Executivo e Judiciário está no fato de, ao mesmo tempo em que existe o processo de extradição, também foi concedido o refúgio político.“São situações distintas e conflitantes, a concessão do refúgio e o pedido de extradição. É possível que o Supremo decida pela extradição e o presidente recuse a devolvê-lo à Itália. Aí é que está o verdadeiro braço-de-ferro”, ressalta Oscar Vilhena.
Fonte: Última Instância
segunda-feira, março 23, 2009
Disque Denúncia Dengue
Prezado(a) Cidadão(ã),
O Governo do Estado da Bahia criou um Grupo de Trabalhocoordenado pelas Voluntárias Sociais e SESAB - Secretariade Saúde do Estado, do qual participam servidores públicosdos diversos órgãos do poder público estadual, visandoimplementar ações para promover a prevenção e combate àdengue na Bahia.Dentre essa ações foram disponibilizados os meios de contatoscom diversos órgão que participam dessa campanha,que depende muito da nossa mobilização e participação.
A Ouvidoria Geral do Estado conta com o seu apoio.
Saudações,
Osmário SilvaOuvidor Geral Adjunto do EstadoOuvidoria Geral do Estado da Bahia(71) 3115-6558/3870
Disque Dengue - 160Defensoria Pública - (71) 4002-2140Dep. de Vigilância à Saúde - Lauro de Freitas - (71) 3252-9453Centro de Controle de Zoonose - Camaçari - (71) 36345753/5743Sec. da Saúde - Candeias - (71) 3605-2220Centro de Controle de Zoonose - Dias D’Avila - (71) 3625-1924Secretaria Municipal de Saúde - Itaparica - (71) 3631-1730Vigilância Epidemiologica - Mata de São João - (71) 3635-3803Vigilância Sanitária - São Francisco do Conde - (71) 3651-1759Vigilância Sanitária - São Sebastião do Passé - (71) 3655-8020Vigilância Epidemiologica - Simões Filho - (71) 3296-1704http://www.saude.ba.gov.br/noticias/noticia.asp?NOTICIA=5804
O Governo do Estado da Bahia criou um Grupo de Trabalhocoordenado pelas Voluntárias Sociais e SESAB - Secretariade Saúde do Estado, do qual participam servidores públicosdos diversos órgãos do poder público estadual, visandoimplementar ações para promover a prevenção e combate àdengue na Bahia.Dentre essa ações foram disponibilizados os meios de contatoscom diversos órgão que participam dessa campanha,que depende muito da nossa mobilização e participação.
A Ouvidoria Geral do Estado conta com o seu apoio.
Saudações,
Osmário SilvaOuvidor Geral Adjunto do EstadoOuvidoria Geral do Estado da Bahia(71) 3115-6558/3870
Disque Dengue - 160Defensoria Pública - (71) 4002-2140Dep. de Vigilância à Saúde - Lauro de Freitas - (71) 3252-9453Centro de Controle de Zoonose - Camaçari - (71) 36345753/5743Sec. da Saúde - Candeias - (71) 3605-2220Centro de Controle de Zoonose - Dias D’Avila - (71) 3625-1924Secretaria Municipal de Saúde - Itaparica - (71) 3631-1730Vigilância Epidemiologica - Mata de São João - (71) 3635-3803Vigilância Sanitária - São Francisco do Conde - (71) 3651-1759Vigilância Sanitária - São Sebastião do Passé - (71) 3655-8020Vigilância Epidemiologica - Simões Filho - (71) 3296-1704http://www.saude.ba.gov.br/noticias/noticia.asp?NOTICIA=5804
Cada vez mais escabroso
Paulo Brossard
Faz um mês, deputada federal e vereador fizeram grave denúncia, com vasta publicidade e repercussão, envolvendo várias pessoas, inclusive a governadora do Estado. Para conferir relevo especial ao caso, acrescentaram os denunciantes terem tido acesso às gravações nas quais a denúncia se fundava e que não deixariam dúvida acerca dos fatos divulgados, fatos esses colhidos em investigação policial ainda sigilosa. Considerando as responsabilidades públicas dos denunciantes e dos denunciados, bem como o conteúdo dos fatos, fossem eles verídicos ou não, a gravidade era inegável, se verdadeiros porque verdadeiros, se falsos por falsos, e não se trata de jogo de palavras. A gravidade é inerente, seja qual rumo que a investigação imprescindível venha a tomar; podem mudar o nome das pessoas, os denunciantes passando a acusados e os acusados a vítimas, mas a seriedade do episódio é indisfarçável e sua apuração necessária e imperiosa. Até o interesse pessoal de cada uma das pessoas envolvidas, denunciantes e acusadas, pouco importa, exige o esclarecimento cabal do caso, sem falar no interesse coletivo, também ferido e ferido gravemente. No entanto, passado um mês, a opinião pública permanece órfã, não de um esclarecimento que a escabrosidade do episódio impõe, mas de uma simples notícia acerca do mínimo que pudesse ser divulgado com seriedade e responsabilidade. Até agora, nada, como se se tratasse de um fuxico à-toa, que não interessasse a ninguém e deixasse a qualquer um a faculdade de extrair as conclusões que quisesse.
Mas, a fazer o fato central ainda mais intrigante, não foi dita uma palavra acerca das supostas gravações que teriam fundamentado a denúncia, às quais os acusadores disseram ter tido acesso, ainda que sigilosa a investigação, promovida pela Polícia Federal. Se sigilosa, como, quando, onde, com quem ou graças a quem teria ocorrido o acesso alardeado pelos denunciantes? Esta é outra questão que deve ser esclarecida sem deixar sombra de dúvida. Houve acesso ou não? E nela se abriga uma garantia que não pode ser ignorada, nem esquecida, nem desprezada, ainda que seja desagradável.
Ao que se diz, a investigação, ou que outro nome tenha, a qual teriam tido acesso os dois denunciantes, corre perante a Polícia Federal. Também é fato notório que um dos denunciantes tem como ascendente o próprio ministro de Estado sob cuja autoridade está subordinada a Polícia Federal. Muitas ilações poderiam ser extraídas, mas vou limitar-me a uma pergunta: como se obtém acesso a assuntos sob apuração sigilosa na Polícia Federal, junto a quem, quando e de que forma?
O certo é que o caso entra em fase melindrosa. Os denunciantes se serviram de gazua para, a desoras, pelo faro se dirigirem à gaveta onde se guardavam as gravações supostamente arrasadoras, ou contaram com a ajuda de alguém? Longe de admitir, mesmo para argumentar, que o ministro de Estado pudesse cometer essa deslealdade, ele praticou ato tendente ao esclarecimento do estranho episódio? Ou não sabia de nada, como de nada sabia o presidente da República no caso de mensalão, e continuou a nada saber até agora? O certo é que a situação vai ficando cada vez mais escabrosa e cada vez mais tem de ser dilucidada, pois ela interessa a todos. E um mês decorreu e a respeito da denúncia arrasadora reina silêncio tumular. Por quê? Para quê? Afinal, como se consegue acesso aos resultados sigilosos apurados pela Polícia Federal em investigações também sigilosas? Ou tudo é falso? A gravidade do caso, o alegado acesso a segredos da investigação em curso na Polícia Federal, afirmado pelos acusadores, não pode ser cadaverizado a ponto de vir a ser recolhido ao silêncio dos túmulos.
*Jurista, ministro aposentado do STF
Fonte: Zero Hora (RS)
Faz um mês, deputada federal e vereador fizeram grave denúncia, com vasta publicidade e repercussão, envolvendo várias pessoas, inclusive a governadora do Estado. Para conferir relevo especial ao caso, acrescentaram os denunciantes terem tido acesso às gravações nas quais a denúncia se fundava e que não deixariam dúvida acerca dos fatos divulgados, fatos esses colhidos em investigação policial ainda sigilosa. Considerando as responsabilidades públicas dos denunciantes e dos denunciados, bem como o conteúdo dos fatos, fossem eles verídicos ou não, a gravidade era inegável, se verdadeiros porque verdadeiros, se falsos por falsos, e não se trata de jogo de palavras. A gravidade é inerente, seja qual rumo que a investigação imprescindível venha a tomar; podem mudar o nome das pessoas, os denunciantes passando a acusados e os acusados a vítimas, mas a seriedade do episódio é indisfarçável e sua apuração necessária e imperiosa. Até o interesse pessoal de cada uma das pessoas envolvidas, denunciantes e acusadas, pouco importa, exige o esclarecimento cabal do caso, sem falar no interesse coletivo, também ferido e ferido gravemente. No entanto, passado um mês, a opinião pública permanece órfã, não de um esclarecimento que a escabrosidade do episódio impõe, mas de uma simples notícia acerca do mínimo que pudesse ser divulgado com seriedade e responsabilidade. Até agora, nada, como se se tratasse de um fuxico à-toa, que não interessasse a ninguém e deixasse a qualquer um a faculdade de extrair as conclusões que quisesse.
Mas, a fazer o fato central ainda mais intrigante, não foi dita uma palavra acerca das supostas gravações que teriam fundamentado a denúncia, às quais os acusadores disseram ter tido acesso, ainda que sigilosa a investigação, promovida pela Polícia Federal. Se sigilosa, como, quando, onde, com quem ou graças a quem teria ocorrido o acesso alardeado pelos denunciantes? Esta é outra questão que deve ser esclarecida sem deixar sombra de dúvida. Houve acesso ou não? E nela se abriga uma garantia que não pode ser ignorada, nem esquecida, nem desprezada, ainda que seja desagradável.
Ao que se diz, a investigação, ou que outro nome tenha, a qual teriam tido acesso os dois denunciantes, corre perante a Polícia Federal. Também é fato notório que um dos denunciantes tem como ascendente o próprio ministro de Estado sob cuja autoridade está subordinada a Polícia Federal. Muitas ilações poderiam ser extraídas, mas vou limitar-me a uma pergunta: como se obtém acesso a assuntos sob apuração sigilosa na Polícia Federal, junto a quem, quando e de que forma?
O certo é que o caso entra em fase melindrosa. Os denunciantes se serviram de gazua para, a desoras, pelo faro se dirigirem à gaveta onde se guardavam as gravações supostamente arrasadoras, ou contaram com a ajuda de alguém? Longe de admitir, mesmo para argumentar, que o ministro de Estado pudesse cometer essa deslealdade, ele praticou ato tendente ao esclarecimento do estranho episódio? Ou não sabia de nada, como de nada sabia o presidente da República no caso de mensalão, e continuou a nada saber até agora? O certo é que a situação vai ficando cada vez mais escabrosa e cada vez mais tem de ser dilucidada, pois ela interessa a todos. E um mês decorreu e a respeito da denúncia arrasadora reina silêncio tumular. Por quê? Para quê? Afinal, como se consegue acesso aos resultados sigilosos apurados pela Polícia Federal em investigações também sigilosas? Ou tudo é falso? A gravidade do caso, o alegado acesso a segredos da investigação em curso na Polícia Federal, afirmado pelos acusadores, não pode ser cadaverizado a ponto de vir a ser recolhido ao silêncio dos túmulos.
*Jurista, ministro aposentado do STF
Fonte: Zero Hora (RS)
Ainda a corrupção
Luís Cruz de Vasconcelos
Leio na imprensa que Jarbas Vasconcelos, famoso líder peemedebista e ex-governador de Pernambuco, cansado de praticar a corrupção eleitoral, que está impregnada no falido sistema político brasileiro e haver denunciado isto, reuniu-se com os deputados Fernando Gabeira (PV-RJ), Gustavo Fruet (PSDB-PR) e Raul Jungman (PPS-PE) para constituir um "encontro superpartidário e formar uma frente parlamentar anticorrupção".
E eu, daqui, fiquei aplaudindo a iniciativa, embora me lembrando do que, há cerca de 30 anos, escrevi em uma de minhas crônicas, reproduzida no meu penúltimo livro publicado "Velhos Temas que não Morrem": "Só há uma forma de se chegar a um posto eletivo, no Brasil do passado, no Brasil do presente e no Brasil do futuro", por muitos e muitos anos ainda, a corrupção eleitoral!
Ou se corrompe pelos meios governamentais, através de obras ou serviços eleitoreiros, ou se corrompe pelo dinheiro dos candidatos. Partidos não existem e a história de programas é pra boi dormir. Não importa se o candidato é competente, honesto, tem experiência. O que importa é a força do dinheiro, inclusive para comprar também a mídia. E não é dinheiro pouco. É preciso muito dinheiro. Quem usa dinheiro pouco fica derrotado, puxando os cabelos, e saber o que vai inventar para pagar as dívidas.
Estou exagerando? Quer prova? Candidate-se e verá! E sobre os cabos eleitorais, eu disse: "Dividem-se em dois tipos: os oficiais e os particulares. Os oficiais já estão mamando nas tetas da administração e cada um deles recebe uma cota para o "trabalho", uma cota que não é pequena. Os particulares subdividem-se em sérios e corruptos, embora todos se apresentem como honestíssimos... E os oficiais comportam-se, por temor de perder o peito.
Candidato forte é aquele que tem dinheiro para comprar currais eleitorais que lhe rendam o dobro ou o triplo para ser eleito. Ele já conhece a malandragem.
Quando isso vai mudar? Não sei nem nossos bisnetos verão"...
LUÍS CRUZ DE VASCONCELOS
Professor e advogado
Fonte: Diário do Nordeste (CE)
Leio na imprensa que Jarbas Vasconcelos, famoso líder peemedebista e ex-governador de Pernambuco, cansado de praticar a corrupção eleitoral, que está impregnada no falido sistema político brasileiro e haver denunciado isto, reuniu-se com os deputados Fernando Gabeira (PV-RJ), Gustavo Fruet (PSDB-PR) e Raul Jungman (PPS-PE) para constituir um "encontro superpartidário e formar uma frente parlamentar anticorrupção".
E eu, daqui, fiquei aplaudindo a iniciativa, embora me lembrando do que, há cerca de 30 anos, escrevi em uma de minhas crônicas, reproduzida no meu penúltimo livro publicado "Velhos Temas que não Morrem": "Só há uma forma de se chegar a um posto eletivo, no Brasil do passado, no Brasil do presente e no Brasil do futuro", por muitos e muitos anos ainda, a corrupção eleitoral!
Ou se corrompe pelos meios governamentais, através de obras ou serviços eleitoreiros, ou se corrompe pelo dinheiro dos candidatos. Partidos não existem e a história de programas é pra boi dormir. Não importa se o candidato é competente, honesto, tem experiência. O que importa é a força do dinheiro, inclusive para comprar também a mídia. E não é dinheiro pouco. É preciso muito dinheiro. Quem usa dinheiro pouco fica derrotado, puxando os cabelos, e saber o que vai inventar para pagar as dívidas.
Estou exagerando? Quer prova? Candidate-se e verá! E sobre os cabos eleitorais, eu disse: "Dividem-se em dois tipos: os oficiais e os particulares. Os oficiais já estão mamando nas tetas da administração e cada um deles recebe uma cota para o "trabalho", uma cota que não é pequena. Os particulares subdividem-se em sérios e corruptos, embora todos se apresentem como honestíssimos... E os oficiais comportam-se, por temor de perder o peito.
Candidato forte é aquele que tem dinheiro para comprar currais eleitorais que lhe rendam o dobro ou o triplo para ser eleito. Ele já conhece a malandragem.
Quando isso vai mudar? Não sei nem nossos bisnetos verão"...
LUÍS CRUZ DE VASCONCELOS
Professor e advogado
Fonte: Diário do Nordeste (CE)
Avalanche de escândalos
Renato Scapolatempore
Com a sucessão interminável de escândalos no país, fica quase impossível para o contribuinte brasileiro acompanhar o que andam fazendo com o seu dinheiro. Uma denúncia se sobrepõe a outra nos jornais e quase ninguém se lembra mais daquele caso de desvio de verba pública da semana retrasada ou do mês passado.
Os envolvidos é que devem vibrar com essa avalanche de falcatruas. Edmar Moreira, o deputado do castelo, por exemplo, deve ter levantado as mãos para o céu quando, semanas depois das acusações contra ele, surgiu na imprensa a denúncia envolvendo o então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, acusado de esconder do seu patrimônio uma casa no valor de R$ 5 milhões. Por sua vez, Agaciel, mesmo depois de afastado do cargo, certamente respirou aliviado quando o seu caso saiu do foco da mídia e foi substituído pelas notícias de pagamento de horas extras a servidores do Senado em pleno recesso parlamentar.
São apenas alguns casos, exemplos, mas que ilustram bem o que anda acontecendo no país: o escândalo mais recente tem jogado para o esquecimento o escândalo anterior.
Depois falam que o brasileiro não tem memória. Como ter memória de tanta coisa errada? Quem é capaz de se lembrar de todas as operações feitas nos últimos tempos pela Polícia Federal para desmontar quadrilhas que, não raro, tinham políticos entre seus integrantes? Quem tem memória de elefante para contar quantos escândalos estouraram no Congresso de uns cinco anos para cá?
Daqui a pouco vamos esquecer também do escândalo do mau uso da verba indenizatória (aqueles R$ 15 mil destinados aos parlamentares federais para custear despesas do mandato, como aluguel, material de escritório, locomoção etc.) e que envolveu Edmar Moreira, acusado de usar o dinheiro para pagar uma empresa de segurança de sua família.
Nesse caso específico, o Congresso agiu. Câmara e Senado decidiram que a partir de agora vão informar pela internet todos os gastos feitos pelos senhores deputados e senadores. O problema é que a aparente transparência mostrada pelas mesas diretoras das duas casas ainda está muito embaçada. Isso porque decidiram que só divulgarão as despesas que os parlamentares vão fazer daqui para frente. O que foi gasto nos últimos dois anos e dois meses de mandato vai continuar trancado na caixa-preta.
Pode parecer besteira exigir que o Congresso informe as despesas dos últimos 26 meses, mas basta fazer uma rápida conta para perceber que não é bem assim. A conta é a seguinte: multiplique os R$ 15 mil que cada um dos 513 deputados e 81 senadores recebeu mensalmente nos 26 meses de mandato. Como resultado, teremos que foram gastos com pagamento de verba indenizatória nesse período R$ 231,66 milhões.
Para onde foi esse dinheiro? Nós, brasileiros, não vamos saber por que o Congresso simplesmente decidiu que não vai mexer no passado. Como se nos dissessem: quem quiser que acredite que os parlamentares usaram a verba corretamente. Quem tiver dúvida sobre a destinação dos recursos que vá reclamar ao papa.
Se as mesas da Câmara e do Senado queriam mesmo moralizar o uso da verba indenizatória, deveriam ter dado prazo de alguns dias para que deputados e senadores colocassem à disposição todas as informações sobre os gastos que tiveram durante o mandato, comprovados com as devidas notas fiscais. Se dizem que não têm mais como provar esses gastos, é porque, primeiro, não têm zelo com a coisa pública. Segundo, porque podem estar escondendo problemas muito graves nessas contas e elas merecem investigação.
Fonte: Estado de Minas (MG)
Com a sucessão interminável de escândalos no país, fica quase impossível para o contribuinte brasileiro acompanhar o que andam fazendo com o seu dinheiro. Uma denúncia se sobrepõe a outra nos jornais e quase ninguém se lembra mais daquele caso de desvio de verba pública da semana retrasada ou do mês passado.
Os envolvidos é que devem vibrar com essa avalanche de falcatruas. Edmar Moreira, o deputado do castelo, por exemplo, deve ter levantado as mãos para o céu quando, semanas depois das acusações contra ele, surgiu na imprensa a denúncia envolvendo o então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, acusado de esconder do seu patrimônio uma casa no valor de R$ 5 milhões. Por sua vez, Agaciel, mesmo depois de afastado do cargo, certamente respirou aliviado quando o seu caso saiu do foco da mídia e foi substituído pelas notícias de pagamento de horas extras a servidores do Senado em pleno recesso parlamentar.
São apenas alguns casos, exemplos, mas que ilustram bem o que anda acontecendo no país: o escândalo mais recente tem jogado para o esquecimento o escândalo anterior.
Depois falam que o brasileiro não tem memória. Como ter memória de tanta coisa errada? Quem é capaz de se lembrar de todas as operações feitas nos últimos tempos pela Polícia Federal para desmontar quadrilhas que, não raro, tinham políticos entre seus integrantes? Quem tem memória de elefante para contar quantos escândalos estouraram no Congresso de uns cinco anos para cá?
Daqui a pouco vamos esquecer também do escândalo do mau uso da verba indenizatória (aqueles R$ 15 mil destinados aos parlamentares federais para custear despesas do mandato, como aluguel, material de escritório, locomoção etc.) e que envolveu Edmar Moreira, acusado de usar o dinheiro para pagar uma empresa de segurança de sua família.
Nesse caso específico, o Congresso agiu. Câmara e Senado decidiram que a partir de agora vão informar pela internet todos os gastos feitos pelos senhores deputados e senadores. O problema é que a aparente transparência mostrada pelas mesas diretoras das duas casas ainda está muito embaçada. Isso porque decidiram que só divulgarão as despesas que os parlamentares vão fazer daqui para frente. O que foi gasto nos últimos dois anos e dois meses de mandato vai continuar trancado na caixa-preta.
Pode parecer besteira exigir que o Congresso informe as despesas dos últimos 26 meses, mas basta fazer uma rápida conta para perceber que não é bem assim. A conta é a seguinte: multiplique os R$ 15 mil que cada um dos 513 deputados e 81 senadores recebeu mensalmente nos 26 meses de mandato. Como resultado, teremos que foram gastos com pagamento de verba indenizatória nesse período R$ 231,66 milhões.
Para onde foi esse dinheiro? Nós, brasileiros, não vamos saber por que o Congresso simplesmente decidiu que não vai mexer no passado. Como se nos dissessem: quem quiser que acredite que os parlamentares usaram a verba corretamente. Quem tiver dúvida sobre a destinação dos recursos que vá reclamar ao papa.
Se as mesas da Câmara e do Senado queriam mesmo moralizar o uso da verba indenizatória, deveriam ter dado prazo de alguns dias para que deputados e senadores colocassem à disposição todas as informações sobre os gastos que tiveram durante o mandato, comprovados com as devidas notas fiscais. Se dizem que não têm mais como provar esses gastos, é porque, primeiro, não têm zelo com a coisa pública. Segundo, porque podem estar escondendo problemas muito graves nessas contas e elas merecem investigação.
Fonte: Estado de Minas (MG)
O CINISMO E A FALTA DE VERGONHA AO ALCANCE DE TODOS - MATE DOIS COM UM TIRO
Laerte Braga
Por maior que seja o poder da mídia no processo de alienação há um componente de cinismo ora explícito, ora disfarçado no cidadão comum que se extasia com toda essa parafernália tecnológica de nada – existe aquela que é de tudo e no caso não é parafernália –. Quando se reclamava da má qualidade dos programas de televisão, isso na década de 60, Sérgio Porto dizia que era simples – “basta apertar o botão de desligar”. O cidadão que vai até o candidato, época de eleição, pede um saco de cimento, uma quantidade xis de tijolos, etc, sabe que está tirando proveito de uma situação – o período eleitoral – e conta com aquilo para um puxadinho, ou o que seja. Um emprego para o filho ou a filha. Isso por baixo, no mais simples, no mais corriqueiro, comum, deixando de lado as grandes trapaças entre grandes coronéis da política e eleitores que se submetem em função de interesses pessoais ou de grupos, sem qualquer preocupação com a coisa pública, o futuro, o que seja, até pelo contrário, exibindo aquele ar triunfal de quem chegou, conseguiu. Todos os eleitores de Edmar Moreira sabiam do tal castelo, mas todos se sentiam parte do dito cujo, nem que se lhes coubesse, como se lhes cabe, o papel de servos, os que vivem ao redor em torno das migalhas. João Ubaldo Ribeiro andou escrevendo sobre isso quando tratou do tema corrupção. É difícil exigir que um bandido montado em bilhões, caso de Daniel Dantas, fique preso, se o distinto aqui embaixo tenta subornar o guarda porque a data da carteira de habilitação está vencida. Ou passa por baixo dos panos uns quinhentos para o Pastinha sossegar uns dias e só voltar na semana que vem e ignorar a sonegação. Uma cultura cínica que o feio é perder e vale tudo para chegar lá. Não importa o que, vale tudo. O BBB é o exemplo mais claro disso e agora o concurso que escolhe as garotas que vão ao programa dito humorístico Casseta e Planeta. Segundo o portal GLOBO elas “fazem de tudo para conseguir chegar ao Casseta”. Em Israel jovens andam pelas ruas com camisetas conclamando a matar uma palestina grávida por dia, pois assim, com um só tiro, estarão sendo mortos dois “inimigos”. Só comprova que na questão do holocausto, uma realidade, ele só aconteceu porque Hitler venceu. Fosse o contrário, como agora na Palestina, haveria como existe o mesmo holocausto e a mesma barbárie, com os mesmos métodos, porque sionistas e nazistas são iguais. O grande triunfo do modelo político e econômico foi o de fazer o cidadão acreditar nos tais quinze minutos de glória e sucesso previstos por Andy Wahrol. A ditadura da imagem, do sucesso, o fetiche do consumo desvairado, nem que seja necessário andar pela rua como se fosse uma vitrine de cores e berloques, mas dentro dos padrões determinados pelo sucesso. O cidadão, por exemplo, que vai ao Rio contrata uma dançarina de determinado programa de televisão a tempo certo e altos salários e leva para sua cidade, distribui fotos aos colunistas sociais – fotos de book – e proclama que estão vivendo um “tórrido amor”. Somem os parâmetros de normal e anormal, de real e irreal. Misturam-se. A expressão felicidade ganha a dimensão de hoje e agora o resto depois eu vejo sem perceber o lixo que vai ficando pela estrada e vai ter que ser catado, até porque o modelo é impiedoso e vai exigir a limpeza. Há uma data de validade para esse tipo de gente. E nesse caso nem personal trainner dá jeito. Esse é só um adereço para eventuais casos românticos, nada mais que isso. Importante é que quando o pastor gritar que as casas no céu estão à venda o distinto ou a distinta mexa no bolso e doe o que pode e não pode, mas saia absolvido e com garantias da moradia futura. E de um futuro que ninguém pensa, daqueles que a gente acha que só acontece com o outro. Que o digam os bancos norte-americanos que financiaram imobiliárias. Aí, um fascista com passado pela juventude hitlerista, vai a África, falo de Bento XVI, diz um monte de asneiras a milhões de pessoas sofridas e marcadas historicamente pela escravidão, pela fome, pela miséria, doenças, pelas ditaduras, vender a idéia da modernidade nesse monte de máquinas que os bancos usam para dispensar bancários e transformar o mundo em agências bancárias onde você enfrenta filas que nos cartazes não deveriam existir, mas existem e como existem. É compreensível que os franceses, boa parte dos católicos naquele país, queiram a renúncia do papa. Não é um papa, é um homem de negócios a serviço dos mais sórdidos interesses do capitalismo. Só um Edir, falo do Macedo – gosto de explicar para que não haja confusão com o quinhentinho - com paramentos e mais história, nada além disso. Mais pompa. As hordas de assassinos sionistas de Israel continuam demolindo casas, matando homens, mulheres e crianças – agora com direito a camiseta – tudo com o aval de Barak Obama, representante da vaselina Johnson and Johnson – Lula já provou dela – encantando o mundo como aquele cara que levanta serpente dormindo no fundo do jarro com sua flauta. A flauta de Obama é o parecer ser negro e de origem pobre, enquanto é branco e grudado no sionismo através da senhora Hilary Clinton. O Irã não mordeu a isca, aquele negócio de maçã maravilhosa que bruxa (ao papa aí) oferece a Branca de Neve. É isso que explica um Berlusconi primeiro-ministro da Itália e isso que explica todo esse aparato para demitir o delegado Protógenes Queiroz dos quadros da Polícia Federal. Pô o cara foi mexer com um banqueiro amigo de FHC que o considera “brilhante” e ainda por cima não levou em conta que a quadrilha tem Gilmar Mendes na presidência da STF DANTAS INCORPORATION LTD. E é o que explica as pesquisas IBOPE/DATA FOLHA mostrando figuras como José Serra liderando a corrida presidencial. Hélio Costa liderando em Minas. A empresa PSDB (tucano é marca de fantasia) liderando em vários estados inclusive São Paulo e faz com que figuras como José Sarney e Michel Temer presidam as duas casas do Congresso, promovam censura para não desagradar ao capo Gilmar Mendes e aqui embaixo todo mundo se desespere entrando na fila às cinco da manhã para pegar a liquidação das Casas Bahia. Cinco da manhã na véspera. A reação de povos como os da Venezuela, da Bolívia, do Paraguai (José Serra pagou a ABRIL para fazer um mapa da América do Sul e o Paraguai sumiu), do Equador, da Nicarágua, de El Salvador, o sentimento de respeito que parcelas da população começam a exigir na luta contra o modelo de empresas/quadrilhas, sociedade de espetáculo, de imagem, de fetiches, de fome, miséria, corrupção, tudo isso sinaliza em duas direções. No Brasil o mundo institucional faliu, acabou, está podre, não tem recuperação. Morreu e continua respirando de teimoso de cínico. A segunda, que a saída não está no jogo democrático montado e desenhado pelos donos. Mas na luta popular não importa de que forma. Do contrário daqui a pouco Lula chama o advogado geral da União e manda convocar Brilhante Ulstra para a ativa novamente e enquadra todo mundo. Ou o próprio Gilmar Mendes faz isso, manda o torturador entrar pela porta dos fundos. Um cidadão, no antigo estado do Espírito Santa, hoje latifúndio ARACRUZ/VALE/SAMARCO/CST foi escravo durante anos a fio de um desses defensores de Deus, pátria, liberdade e família, mas a dele. E está tranqüilo tem uma bancada no Congresso para defender os seus interesses. Em último caso é só fazer como o prefeito tucano de Unaí, manda matar os fiscais. Fica do mesmo tamanho, não acontece nada. Mas não mexa com Daniel Dantas. Dá galho. No meio disso tudo Lula, cada vez mais banana, sem perceber a dimensão de sua responsabilidade o real significado do desastre sem volta que seria a eleição de Serra para a presidência. Ou que será. Ele e o seu PTSDB. Ou acorda ou vai virar a Bela Adormecida nessa história. A camiseta que soldados e jovens terroristas de Israel vestem conclama o cidadão a matar mulheres grávidas. Deve ser indicação do “deus” do povo eleito, o que mora em Wall Street.
Por maior que seja o poder da mídia no processo de alienação há um componente de cinismo ora explícito, ora disfarçado no cidadão comum que se extasia com toda essa parafernália tecnológica de nada – existe aquela que é de tudo e no caso não é parafernália –. Quando se reclamava da má qualidade dos programas de televisão, isso na década de 60, Sérgio Porto dizia que era simples – “basta apertar o botão de desligar”. O cidadão que vai até o candidato, época de eleição, pede um saco de cimento, uma quantidade xis de tijolos, etc, sabe que está tirando proveito de uma situação – o período eleitoral – e conta com aquilo para um puxadinho, ou o que seja. Um emprego para o filho ou a filha. Isso por baixo, no mais simples, no mais corriqueiro, comum, deixando de lado as grandes trapaças entre grandes coronéis da política e eleitores que se submetem em função de interesses pessoais ou de grupos, sem qualquer preocupação com a coisa pública, o futuro, o que seja, até pelo contrário, exibindo aquele ar triunfal de quem chegou, conseguiu. Todos os eleitores de Edmar Moreira sabiam do tal castelo, mas todos se sentiam parte do dito cujo, nem que se lhes coubesse, como se lhes cabe, o papel de servos, os que vivem ao redor em torno das migalhas. João Ubaldo Ribeiro andou escrevendo sobre isso quando tratou do tema corrupção. É difícil exigir que um bandido montado em bilhões, caso de Daniel Dantas, fique preso, se o distinto aqui embaixo tenta subornar o guarda porque a data da carteira de habilitação está vencida. Ou passa por baixo dos panos uns quinhentos para o Pastinha sossegar uns dias e só voltar na semana que vem e ignorar a sonegação. Uma cultura cínica que o feio é perder e vale tudo para chegar lá. Não importa o que, vale tudo. O BBB é o exemplo mais claro disso e agora o concurso que escolhe as garotas que vão ao programa dito humorístico Casseta e Planeta. Segundo o portal GLOBO elas “fazem de tudo para conseguir chegar ao Casseta”. Em Israel jovens andam pelas ruas com camisetas conclamando a matar uma palestina grávida por dia, pois assim, com um só tiro, estarão sendo mortos dois “inimigos”. Só comprova que na questão do holocausto, uma realidade, ele só aconteceu porque Hitler venceu. Fosse o contrário, como agora na Palestina, haveria como existe o mesmo holocausto e a mesma barbárie, com os mesmos métodos, porque sionistas e nazistas são iguais. O grande triunfo do modelo político e econômico foi o de fazer o cidadão acreditar nos tais quinze minutos de glória e sucesso previstos por Andy Wahrol. A ditadura da imagem, do sucesso, o fetiche do consumo desvairado, nem que seja necessário andar pela rua como se fosse uma vitrine de cores e berloques, mas dentro dos padrões determinados pelo sucesso. O cidadão, por exemplo, que vai ao Rio contrata uma dançarina de determinado programa de televisão a tempo certo e altos salários e leva para sua cidade, distribui fotos aos colunistas sociais – fotos de book – e proclama que estão vivendo um “tórrido amor”. Somem os parâmetros de normal e anormal, de real e irreal. Misturam-se. A expressão felicidade ganha a dimensão de hoje e agora o resto depois eu vejo sem perceber o lixo que vai ficando pela estrada e vai ter que ser catado, até porque o modelo é impiedoso e vai exigir a limpeza. Há uma data de validade para esse tipo de gente. E nesse caso nem personal trainner dá jeito. Esse é só um adereço para eventuais casos românticos, nada mais que isso. Importante é que quando o pastor gritar que as casas no céu estão à venda o distinto ou a distinta mexa no bolso e doe o que pode e não pode, mas saia absolvido e com garantias da moradia futura. E de um futuro que ninguém pensa, daqueles que a gente acha que só acontece com o outro. Que o digam os bancos norte-americanos que financiaram imobiliárias. Aí, um fascista com passado pela juventude hitlerista, vai a África, falo de Bento XVI, diz um monte de asneiras a milhões de pessoas sofridas e marcadas historicamente pela escravidão, pela fome, pela miséria, doenças, pelas ditaduras, vender a idéia da modernidade nesse monte de máquinas que os bancos usam para dispensar bancários e transformar o mundo em agências bancárias onde você enfrenta filas que nos cartazes não deveriam existir, mas existem e como existem. É compreensível que os franceses, boa parte dos católicos naquele país, queiram a renúncia do papa. Não é um papa, é um homem de negócios a serviço dos mais sórdidos interesses do capitalismo. Só um Edir, falo do Macedo – gosto de explicar para que não haja confusão com o quinhentinho - com paramentos e mais história, nada além disso. Mais pompa. As hordas de assassinos sionistas de Israel continuam demolindo casas, matando homens, mulheres e crianças – agora com direito a camiseta – tudo com o aval de Barak Obama, representante da vaselina Johnson and Johnson – Lula já provou dela – encantando o mundo como aquele cara que levanta serpente dormindo no fundo do jarro com sua flauta. A flauta de Obama é o parecer ser negro e de origem pobre, enquanto é branco e grudado no sionismo através da senhora Hilary Clinton. O Irã não mordeu a isca, aquele negócio de maçã maravilhosa que bruxa (ao papa aí) oferece a Branca de Neve. É isso que explica um Berlusconi primeiro-ministro da Itália e isso que explica todo esse aparato para demitir o delegado Protógenes Queiroz dos quadros da Polícia Federal. Pô o cara foi mexer com um banqueiro amigo de FHC que o considera “brilhante” e ainda por cima não levou em conta que a quadrilha tem Gilmar Mendes na presidência da STF DANTAS INCORPORATION LTD. E é o que explica as pesquisas IBOPE/DATA FOLHA mostrando figuras como José Serra liderando a corrida presidencial. Hélio Costa liderando em Minas. A empresa PSDB (tucano é marca de fantasia) liderando em vários estados inclusive São Paulo e faz com que figuras como José Sarney e Michel Temer presidam as duas casas do Congresso, promovam censura para não desagradar ao capo Gilmar Mendes e aqui embaixo todo mundo se desespere entrando na fila às cinco da manhã para pegar a liquidação das Casas Bahia. Cinco da manhã na véspera. A reação de povos como os da Venezuela, da Bolívia, do Paraguai (José Serra pagou a ABRIL para fazer um mapa da América do Sul e o Paraguai sumiu), do Equador, da Nicarágua, de El Salvador, o sentimento de respeito que parcelas da população começam a exigir na luta contra o modelo de empresas/quadrilhas, sociedade de espetáculo, de imagem, de fetiches, de fome, miséria, corrupção, tudo isso sinaliza em duas direções. No Brasil o mundo institucional faliu, acabou, está podre, não tem recuperação. Morreu e continua respirando de teimoso de cínico. A segunda, que a saída não está no jogo democrático montado e desenhado pelos donos. Mas na luta popular não importa de que forma. Do contrário daqui a pouco Lula chama o advogado geral da União e manda convocar Brilhante Ulstra para a ativa novamente e enquadra todo mundo. Ou o próprio Gilmar Mendes faz isso, manda o torturador entrar pela porta dos fundos. Um cidadão, no antigo estado do Espírito Santa, hoje latifúndio ARACRUZ/VALE/SAMARCO/CST foi escravo durante anos a fio de um desses defensores de Deus, pátria, liberdade e família, mas a dele. E está tranqüilo tem uma bancada no Congresso para defender os seus interesses. Em último caso é só fazer como o prefeito tucano de Unaí, manda matar os fiscais. Fica do mesmo tamanho, não acontece nada. Mas não mexa com Daniel Dantas. Dá galho. No meio disso tudo Lula, cada vez mais banana, sem perceber a dimensão de sua responsabilidade o real significado do desastre sem volta que seria a eleição de Serra para a presidência. Ou que será. Ele e o seu PTSDB. Ou acorda ou vai virar a Bela Adormecida nessa história. A camiseta que soldados e jovens terroristas de Israel vestem conclama o cidadão a matar mulheres grávidas. Deve ser indicação do “deus” do povo eleito, o que mora em Wall Street.
Os nostálgicos da ditadura
Léo Lince
Ao ser substituído no posto, o até então chefe do Comando Militar do Leste, general Luiz Cesário da Silveira Filho, despediu-se com um discurso de exaltação ao golpe de 64. O ato de força que derrubou o presidente Jango foi saudado como um “memorável acontecimento”. Na presença do comandante geral do Exército e do seu substituto no posto, o general se valeu de Garrastazu Médici para recolocar o que chamou de “página consagradora” nos “umbrais da glória”. A efeméride foi noticiada, no último dia 12, pela “Folha de S.Paulo”, que lhe dedicou um quarto de página. Por suposto, não se trata de fato isolado ou raio em céu azul. O cidadão que acompanha com regularidade o noticiário tem observado, com preocupação, o aparecimento cada vez mais frequente de manifestações que expressam, para dizer o menos, certa nostalgia da ditadura militar. Aquela “página infeliz da nossa história”, da qual depois de tanta luta conseguimos nos livrar, alguns agora querem desvirar.Não faz muito, o jornal “O Globo” publicou uma série de matérias para mostrar que a OAB, a ABI e a igreja católica apoiaram a ditadura nos seus momentos iniciais. Claro que, em certo período, tal fato ocorreu e, mais, os setores conservadores de tais instituições apoiaram a ditadura até o fim. Uma mancha que não invalida a verdade maior e fato histórico indiscutível: a CNBB, a ABI e a OAB foram pontos luminosos na luta da resistência democrática. A escolha de um período e não de outro, por certo, não foi casual. Assim como não foi casual a introdução do neologismo “ditabranda” no repudiado editorial da “Folha de S.Paulo”. Os dois maiores jornais brasileiros, que cresceram como conglomerados de negócios sob o manto protetor do autoritarismo, não por acaso definem como adequado para o atual momento político o mesmo objetivo: lavar a imagem da ditadura.A linha editorial dos jornalões trabalha, todo santo dia e com a competência de sempre, a rearticulação do pensamento autoritário e a defesa dos interesses conservadores. Se o governo despeja bilhões para o capitalista encalacrado na roleta do cassino financeiro, não dá outra: será elogiado pelo bom uso da racionalidade econômica. Se a Justiça do Trabalho, pressionada pela mobilização sindical, susta demissões imotivadas, como foi o caso da Embraer, isso não pode, é “delírio ideológico”. Vejam, para exemplo, este trecho de editorial (Globo, 10/03): “o termo “criminalização dos movimentos sociais” passa a ter um outro significado. Não mais de defesa destes movimentos, supostamente criminalizados por agentes públicos, mas para designar a utilização dessas organizações com finalidades criminosas”. Logo, porrada neles.A questão social, como na República Velha, volta a ser tratada como caso de polícia. Entre as causas de tal procedimento, sem dúvida, está o agravamento da crise econômica. A chamada “direita social”, os setores que dominam a economia e mandam nos governos, sabe onde lhe aperta o calo. Sabe que a crise, além de profunda e duradora, se destina a mexer fundo na dinâmica dos conflitos sociais. Os beneficiários da ordem injusta não brincam em serviço quando se trata de conservar os seus privilégios. Quem fala em “ditabranda” quer, de imediato, “democradura”. Quem fala em “choque de ordem”, com o teor da criminalização dos pobres e dos movimentos sociais, prepara a “ordem de choque”. Barbas de molho, todo cuidado é pouco com os nostálgicos da ditadura.
Léo Lince é sociólogo e meestre em ciência política pelo IUPERJ
Fonte: Fundação Lauro Campos
Ao ser substituído no posto, o até então chefe do Comando Militar do Leste, general Luiz Cesário da Silveira Filho, despediu-se com um discurso de exaltação ao golpe de 64. O ato de força que derrubou o presidente Jango foi saudado como um “memorável acontecimento”. Na presença do comandante geral do Exército e do seu substituto no posto, o general se valeu de Garrastazu Médici para recolocar o que chamou de “página consagradora” nos “umbrais da glória”. A efeméride foi noticiada, no último dia 12, pela “Folha de S.Paulo”, que lhe dedicou um quarto de página. Por suposto, não se trata de fato isolado ou raio em céu azul. O cidadão que acompanha com regularidade o noticiário tem observado, com preocupação, o aparecimento cada vez mais frequente de manifestações que expressam, para dizer o menos, certa nostalgia da ditadura militar. Aquela “página infeliz da nossa história”, da qual depois de tanta luta conseguimos nos livrar, alguns agora querem desvirar.Não faz muito, o jornal “O Globo” publicou uma série de matérias para mostrar que a OAB, a ABI e a igreja católica apoiaram a ditadura nos seus momentos iniciais. Claro que, em certo período, tal fato ocorreu e, mais, os setores conservadores de tais instituições apoiaram a ditadura até o fim. Uma mancha que não invalida a verdade maior e fato histórico indiscutível: a CNBB, a ABI e a OAB foram pontos luminosos na luta da resistência democrática. A escolha de um período e não de outro, por certo, não foi casual. Assim como não foi casual a introdução do neologismo “ditabranda” no repudiado editorial da “Folha de S.Paulo”. Os dois maiores jornais brasileiros, que cresceram como conglomerados de negócios sob o manto protetor do autoritarismo, não por acaso definem como adequado para o atual momento político o mesmo objetivo: lavar a imagem da ditadura.A linha editorial dos jornalões trabalha, todo santo dia e com a competência de sempre, a rearticulação do pensamento autoritário e a defesa dos interesses conservadores. Se o governo despeja bilhões para o capitalista encalacrado na roleta do cassino financeiro, não dá outra: será elogiado pelo bom uso da racionalidade econômica. Se a Justiça do Trabalho, pressionada pela mobilização sindical, susta demissões imotivadas, como foi o caso da Embraer, isso não pode, é “delírio ideológico”. Vejam, para exemplo, este trecho de editorial (Globo, 10/03): “o termo “criminalização dos movimentos sociais” passa a ter um outro significado. Não mais de defesa destes movimentos, supostamente criminalizados por agentes públicos, mas para designar a utilização dessas organizações com finalidades criminosas”. Logo, porrada neles.A questão social, como na República Velha, volta a ser tratada como caso de polícia. Entre as causas de tal procedimento, sem dúvida, está o agravamento da crise econômica. A chamada “direita social”, os setores que dominam a economia e mandam nos governos, sabe onde lhe aperta o calo. Sabe que a crise, além de profunda e duradora, se destina a mexer fundo na dinâmica dos conflitos sociais. Os beneficiários da ordem injusta não brincam em serviço quando se trata de conservar os seus privilégios. Quem fala em “ditabranda” quer, de imediato, “democradura”. Quem fala em “choque de ordem”, com o teor da criminalização dos pobres e dos movimentos sociais, prepara a “ordem de choque”. Barbas de molho, todo cuidado é pouco com os nostálgicos da ditadura.
Léo Lince é sociólogo e meestre em ciência política pelo IUPERJ
Fonte: Fundação Lauro Campos
EDITORIAL: CPI a serviço da direita

Delegado Protógenes Quieiroz
As manchetes em página dupla de O Globo de 19 de março são sintomáticas da podridão estrutural que se alastra pelo cenário político brasileiro. Na página oito, “Nove ministros, inclusive Dilma, festejam Dirceu”, ao lado de “Delubio pede refiliação ao PT para tentar ser deputado”, com a matéria revelando que a manobra conta com inteiro apoio do líder da bancada na Câmara, Candido Vacarezza. Mais embaixo, “Dilma abre hoje, com Geddel, torneira de obra”. Na página nove, destaque, de margem a margem, para “Protógenes é indiciado pela Corregedoria da PF”. Dá para entender a relação?
Na terra onde a bandidagem comemora, nada mais natural: o policial que usa o aparelho do Estado para desvendar as bandalheiras bilionárias do sistema financeiro, protegendo o bem público, é transformado em réu. Mais precisamente, réu numa investigação conduzida por outro delegado, este no papel tradicional de proteger os poderosos.
Há aí material para farta reflexão quando os historiadores futuros se debruçarem sobre a análise do tempo em que vivemos. Se até lá, é claro, não vermos o país retratado numa conjuntura dantesca, na qual a lei do mais forte seja a constituição em vigor.Para nós da esquerda combativa, não há alternativa. Assumimos lado diante da gravidade da operação que se monta contra o delegado Protógenes, sem que isso nos omita da discussão maior sobre o caráter da crise atual do capitalismo e seus possíveis desdobramentos.
Ou seja, sem nos afastar da avaliação das medidas que os Estados, de forma geral, vêm tomando para manter os privilégios do grande capital ─ usando recursos públicos para socializar prejuízos e privatizar os lucros ─, não nos podemos furtar a combates sobre os quais a pressão social pode influir no resultado. E o caso Protógenes é um desses.
Abandonado às feras, ele vai sucumbir. Sua situação é a do cordeiro em luta com o lobo na disputa da água do riacho. A própria matéria anunciando possibilidade de pena de até dez anos de prisão, por vazamento de informação, é prova disso. Esconde, no final, que as escutas foram feitas com proteção legal de decisão da Justiça. Mas, no destaque das primeiras linhas, e como se fosse um crime inominável, destaca a ameaça da Corregedoria da atual PF de até levá-lo à expulsão dos quadros da instituição através de processo administrativo.
O presidente do Supremo Tribunal Federal viria em defesa dele com a mesma presteza com que o fez em relação a Daniel Dantas? Certamente que não. Cabe às forças progressistas da Nação, aos que lutam por “um outro mundo possível”, incorporar essa batalha como meta fundamental. Meta que impeça o retorno ao poder na PF daqueles que, no Congresso, no Judiciário ou na própria instituição, sempre a entenderam como instrumento das classes dominantes, no apoio aos regimes autoritários e na repressão ao mundo do trabalho.
Fonte: Fundação Lauro Campos
AVC pode voltar se paciente não tomar cuidado
Mariana Pintodo Agora
Pessoas que tiveram um AVC (acidente vascular cerebral) têm grandes chances de passar pelo problema novamente se não tomarem medidas de precaução, como fazer o controle da pressão arterial, ter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos.
Na semana passada, a doença causou a morte do deputado federal Clodovil Hernandes (PR-SP), 71 anos. O estilista e parlamentar não resistiu ao segundo derrame. O primeiro ocorreu em 2007, provocado pela pressão alta.
O deputado, que foi enterrado no último dia 19, teve uma parada cardíaca quando era levado por médicos para uma sala onde seria feita a retirada de seus órgãos para transplante. A morte cerebral dele havia sido constatada pelos especialistas horas antes da parada cardíaca.
"Os derrames cerebrais são divididos em dois tipos: o AVC isquêmico e o AVC hemorrágico. Ambos são causados por alterações nos vasos sanguíneos que irrigam o encéfalo", afirma Alessandro Blassioli, neurocirurgião e coordenador de Neurocirurgia do Hospital Estadual Regional Sul (zona sul de São Paulo).
Segundo o médico, o AVC isquêmico é o mais comum. "Ele ocorre com o entupimento de uma artéria que pode ser do pescoço (carótida ou vertebral) ou de uma artéria interna da cabeça, que limita parcial ou totalmente a chegada de sangue a uma parte do encéfalo."
Sintomas semelhantesDe acordo com o neurocirurgião, no AVC hemorrágico há ruptura de um vaso no cérebro e sangramento. "Os sintomas do hemorrágico e do isquêmico podem ser semelhantes. Pode ocorrer dor de cabeça, vômitos, rigidez na nuca, desmaio ou coma."
A neurologista Ana Paula Dias, do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (zona sul de SP), diz que os fatores de risco do primeiro AVC são os mesmos que provocam o segundo episódio. "Diabetes, tabagismo, sedentarismo, alcoolismo e hipertensão arterial são fatores de risco."
De acordo com ela, o socorro imediato de quem está sofrendo um AVC é fundamental. "A medicação usada para quebrar o coágulo deve ser administrada em até três horas após o AVC. Depois disso, ela não pode ser aplicada", afirma a neurologista.
"A causa mais comum de acidente vascular cerebral é a hipertensão arterial crônica, pois geralmente é silenciosa e não provoca sintomas no dia a dia. Muitas vezes a primeira manifestação é o próprio derrame", diz o neurocirurgião.
Entre as sequelas do derrame cerebral estão a perda de movimentos do corpo, dificuldade para falar, dificuldades de compreensão e alterações visuais. O tratamento varia conforme a área do cérebro que foi afetada pelo acidente vascular cerebral.
Fonte: AGORA
Pessoas que tiveram um AVC (acidente vascular cerebral) têm grandes chances de passar pelo problema novamente se não tomarem medidas de precaução, como fazer o controle da pressão arterial, ter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos.
Na semana passada, a doença causou a morte do deputado federal Clodovil Hernandes (PR-SP), 71 anos. O estilista e parlamentar não resistiu ao segundo derrame. O primeiro ocorreu em 2007, provocado pela pressão alta.
O deputado, que foi enterrado no último dia 19, teve uma parada cardíaca quando era levado por médicos para uma sala onde seria feita a retirada de seus órgãos para transplante. A morte cerebral dele havia sido constatada pelos especialistas horas antes da parada cardíaca.
"Os derrames cerebrais são divididos em dois tipos: o AVC isquêmico e o AVC hemorrágico. Ambos são causados por alterações nos vasos sanguíneos que irrigam o encéfalo", afirma Alessandro Blassioli, neurocirurgião e coordenador de Neurocirurgia do Hospital Estadual Regional Sul (zona sul de São Paulo).
Segundo o médico, o AVC isquêmico é o mais comum. "Ele ocorre com o entupimento de uma artéria que pode ser do pescoço (carótida ou vertebral) ou de uma artéria interna da cabeça, que limita parcial ou totalmente a chegada de sangue a uma parte do encéfalo."
Sintomas semelhantesDe acordo com o neurocirurgião, no AVC hemorrágico há ruptura de um vaso no cérebro e sangramento. "Os sintomas do hemorrágico e do isquêmico podem ser semelhantes. Pode ocorrer dor de cabeça, vômitos, rigidez na nuca, desmaio ou coma."
A neurologista Ana Paula Dias, do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (zona sul de SP), diz que os fatores de risco do primeiro AVC são os mesmos que provocam o segundo episódio. "Diabetes, tabagismo, sedentarismo, alcoolismo e hipertensão arterial são fatores de risco."
De acordo com ela, o socorro imediato de quem está sofrendo um AVC é fundamental. "A medicação usada para quebrar o coágulo deve ser administrada em até três horas após o AVC. Depois disso, ela não pode ser aplicada", afirma a neurologista.
"A causa mais comum de acidente vascular cerebral é a hipertensão arterial crônica, pois geralmente é silenciosa e não provoca sintomas no dia a dia. Muitas vezes a primeira manifestação é o próprio derrame", diz o neurocirurgião.
Entre as sequelas do derrame cerebral estão a perda de movimentos do corpo, dificuldade para falar, dificuldades de compreensão e alterações visuais. O tratamento varia conforme a área do cérebro que foi afetada pelo acidente vascular cerebral.
Fonte: AGORA
Pesquisas apontam Wagner e Cabral na liderança
Agência Folha e Folha de S.Paulo
Os governadores Sérgio Cabral Filho (PMDB), do Rio, e Jaques Wagner (PT), da Bahia, largam à frente nas disputas sucessórias de 2010 em seus Estados, segundo as pesquisas mais recentes do Datafolha.
No Rio de Janeiro, Cabral aparece em primeiro nos dois cenários em que seu nome é inserido, mas o senador Marcelo Crivella (PRB), o deputado federal Fernando Gabeira (PV), o deputado estadual Wagner Montes (PDT) e o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) são rivais próximos na disputa.
No primeiro cenário, Cabral atingiu 26% dos votos, contra 16% de Crivella, 15% de Gabeira, 11% de Montes e 10% de Maia. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
A segunda projeção permite uma especulação caso Cabral consiga se viabilizar como candidato a vice-presidente, numa eventual chapa da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Com Anthony Garotinho saindo pelo PMDB, a liderança se dividiria entre Gabeira com 18%, Crivella com 17%, Maia 16% e Montes 13%. Garotinho, atual presidente regional do PMDB, atingiria 8%.
Com o atual vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, saindo pelo PMDB, Crivella teria 20%, Gabeira 19%, Maia 17% e Montes 14%, permanecendo o empate técnico no primeiro lugar. Pezão ficaria com 1%.
Foi testada ainda a hipótese de Garotinho deixar o PMDB para enfrentar Cabral, que lideraria com 21% dos votos. Em segundo, ficariam Gabeira com 15%, Crivella com 14%, Montes com 12% e Maia com 11%. Garotinho teria 7%.
No NordesteAtual governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) deslancha em todos os cenários. Na pesquisa estimulada, ele oscila entre 36% e 38%. Cotado a vice em uma eventual chapa presidencial encabeçada por Dilma, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), aparece em quarto lugar. O segundo lugar nas pesquisas é disputado entre os dois principais nomes do DEM baiano, ACM Neto e Paulo Souto. O partido vem sendo considerado cambaleante no Estado após a morte do senador Antonio Carlos Magalhães, a perda da hegemonia no governo para o PT e a derrota de ACM Neto na disputa pela Prefeitura de Salvador em 2008.
Em Pernambuco, as pesquisas apontam uma disputa acirrada entre o atual governador Eduardo Campos (PSDB) e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB). Em um cenário sem nomes do PT, Campos surge com 40%, seguido pelo peemedebista (34%). Nesta simulação, os dois estão em empate técnico no limite da margem de erro _três pontos percentuais para mais ou para menos. Já nos dois cenários projetados no Ceará, o atual governador do Estado, Cid Gomes (PSB), seria reeleito com vantagens superiores a 15 pontos percentuais.
Fonte: AGORA
Os governadores Sérgio Cabral Filho (PMDB), do Rio, e Jaques Wagner (PT), da Bahia, largam à frente nas disputas sucessórias de 2010 em seus Estados, segundo as pesquisas mais recentes do Datafolha.
No Rio de Janeiro, Cabral aparece em primeiro nos dois cenários em que seu nome é inserido, mas o senador Marcelo Crivella (PRB), o deputado federal Fernando Gabeira (PV), o deputado estadual Wagner Montes (PDT) e o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) são rivais próximos na disputa.
No primeiro cenário, Cabral atingiu 26% dos votos, contra 16% de Crivella, 15% de Gabeira, 11% de Montes e 10% de Maia. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
A segunda projeção permite uma especulação caso Cabral consiga se viabilizar como candidato a vice-presidente, numa eventual chapa da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Com Anthony Garotinho saindo pelo PMDB, a liderança se dividiria entre Gabeira com 18%, Crivella com 17%, Maia 16% e Montes 13%. Garotinho, atual presidente regional do PMDB, atingiria 8%.
Com o atual vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, saindo pelo PMDB, Crivella teria 20%, Gabeira 19%, Maia 17% e Montes 14%, permanecendo o empate técnico no primeiro lugar. Pezão ficaria com 1%.
Foi testada ainda a hipótese de Garotinho deixar o PMDB para enfrentar Cabral, que lideraria com 21% dos votos. Em segundo, ficariam Gabeira com 15%, Crivella com 14%, Montes com 12% e Maia com 11%. Garotinho teria 7%.
No NordesteAtual governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) deslancha em todos os cenários. Na pesquisa estimulada, ele oscila entre 36% e 38%. Cotado a vice em uma eventual chapa presidencial encabeçada por Dilma, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), aparece em quarto lugar. O segundo lugar nas pesquisas é disputado entre os dois principais nomes do DEM baiano, ACM Neto e Paulo Souto. O partido vem sendo considerado cambaleante no Estado após a morte do senador Antonio Carlos Magalhães, a perda da hegemonia no governo para o PT e a derrota de ACM Neto na disputa pela Prefeitura de Salvador em 2008.
Em Pernambuco, as pesquisas apontam uma disputa acirrada entre o atual governador Eduardo Campos (PSDB) e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB). Em um cenário sem nomes do PT, Campos surge com 40%, seguido pelo peemedebista (34%). Nesta simulação, os dois estão em empate técnico no limite da margem de erro _três pontos percentuais para mais ou para menos. Já nos dois cenários projetados no Ceará, o atual governador do Estado, Cid Gomes (PSB), seria reeleito com vantagens superiores a 15 pontos percentuais.
Fonte: AGORA
A Help pede socorro
Marcelo Mirisola*
Parece que dessa vez vão fechar mesmo o maior puteiro do país. Para quem ainda não sabe, é isso mesmo. Um puteirão. A Help de Copacabana. Que se estende desde o prédio onde fica a “discoteca”, passando pelo “terraço ou curral” e de lá se espraia pela avenida Atlântica, até chegar ao mar de Dorival Caymmi, fazendo um contraponto perfeito ao vaivem das ondas. Num passado não muito remoto chamavam isso de romantismo, o mesmo romantismo que – por exemplo – deixou de existir na rua Augusta, em São Paulo. Querem trocar a Help por um MIS. Um Museu da Imagem e do Som. E eu lá, aboletado no “terraço”. Pensava nos fluxos da vida, na tábua das marés. Num instante, quis saber das primas o que elas achavam da extinção da Help, mas desisti. Ninguém vai a uma trincheira perguntar aos soldados o que eles pensam da guerra. Foi quando me ocorreu o pior. E imaginei o tipo de gente que vai tomar o lugar das moças.
Um Museu da Imagem e do Som. Que tristeza. Vislumbrei um sarau de modernetes. Só de pensar no povinho cultural e na atmosfera que envolve essa gente sem virilidade e metida a besta que usa franjinha, calça rasgada e óculos com aro de tartaruga... sei lá, acho que eles e seus projetos culturais e seus amores expressos e picaretagens do gênero, são mais modorrentos, caipiras e nefastos do que os pastores da Igreja Universal do reino do Edir, digo Deus, que igualmente ocupam o lugar de antigos cinemas e teatros.
Não por acaso, logo ao meu lado, três franceses divertiam-se com duas mulatas. Alguém acha que esses caras viriam ao Brasil para visitar o MIS?
Será que os franceses trocariam o Musée d’Orsay pelos grafites dos Irmãos Gêmeos? Ou pior: trocariam um minuto de Camille Claudel pelas performances dos amigos do João Paulo Cuenca? Pois é nisso que querem transformar a Help. Num lugar para mauricinhos líricos desfilarem suas pretensões artísticas e havaianas de grife.
Quanta insensatez. Imaginem o contrário. Imaginem se destruíssem o Louvre para colocar a Help no lugar.
Aqui, abro um parêntese. E digo que o nome disso é sina. Que nada tem a ver com vocação, esta é resultado de uma construção que nem sempre dá certo. Eu, por exemplo, em vez de ter derretido os meus miolos para ser um escritor, podia ter sido garçom da Help. Seria mais feliz. Às vezes é melhor não cumprir as vocações. Tem casos em que as duas coisas, sina e vocação, andam juntas, e aí é um perigo. O sujeito pode virar um Mussolini ou uma Ivete Sangalo da vida.
Pois bem, voltando à Help. Um caso típico de sina. Se em vez de despachar no Palácio da Alvorada, Lula despachasse na Help, não ia fazer a mínima diferença. Não existe Niemeyer, nem vocação para o belo que dê jeito. Tanto podemos encarar isso como se fosse uma benção, ou feito uma maldição. Depende do ponto de vista. Eu prefiro encarar a partir da bunda vendida das nossas mulatas. Um meio-termo, digamos assim.
O Lula, aliás, é o presidente mais bem avaliado da história do Brasil – embora tenha caído um pouco nas últimas pesquisas – não só porque entendeu “a sina” mas porque efetivamente exerce o papel e a vocação do bom selvagem que lhe cabe. Lula é a prova viva de que Rousseau era um canalha. Para resumir: o Brasil é pasto para esses gringos. Uma piada. Eles vem aqui fazer safári.
Somos irrelevantes. Não existe arte nem uma inteligência brasileira a ser considerada, suscitamos – desde sempre – apenas o interesse antropológico desses gringos, ou seja, eles comem nossas mulatas e nos estudam e nós, agradecidos, empenhamos nossas alminhas e vestimos a carapuça . Sempre foi assim.
Somos laboratório, macaquinhos deles. Não é o caso de festejar essa condição. Trata-se, creio, de dar um lustro na verossimilhança para não perder de vez a identidade. Acabar com a Help é burrice. Se ainda existe uma antropofagia salvadora por aqui, é a antropofagia do possível. Algo parecido com uma putaria enfadonha e limitado feito um desfile de escola de samba, nada exuberante. Um tropicalismo triste e sem camada de ozônio. Caetano Veloso envelheceu. De modo que não me sinto nenhum pouco ultrajado por morar na selva e servir de pasto para esses gringos. Uma coisa é ser submisso, outra completamente diferente é ser otário.
Ora, se somos a bunda do mundo, o negócio é rebolar gostoso e tirar o couro desses gringos. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, devia ter umas aulas de sociologia e comércio exterior com as putas da Help. Por que ele não destrói a Estátua da Liberdade da Barra da Tijuca? Lá sim é lugar de MIS. Como bem disse meu amigo Jarbas Capusso Filho: “Vamos escancarar geral e aceitar, de vez, a nossa condição de um povo hospitaleiro até o rabo”.
Ou por outra: acabar com a Help é quebrar o espelho. É ignorar a nossa condição de bunda, ou potencial de submissão – dá na mesma. Nossa grande riqueza consiste em refletir a miséria deles nos espelhos que eles mesmos nos presentearam. O que seria do sádico sem o masoquista? Ida e volta. Imagem e semelhança.
Pois aqui, eu faço um apelo. De repente, até ecológico. Autoridades responsáveis e até as irresponsáveis, tanto faz, preservem nossas florestas, nossos índios, e nossas putas: não deixem a Help virar Museu. O Brasil jamais vai ser o país do futuro se perder o endereço e o respectivo brilho na penteadeira da vida. Somos bunda. Em nenhum outro lugar do mundo houve um encontro tão perfeito e descompromissado da sina com a vocação. A Help é nosso Louvre, e pede socorro.
* Marcelo Mirisola, 42, é paulistano, autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô, O azul do filho morto (os três pela Editora 34), Joana a contragosto (Record), entre outros.
Fonte: Congressoemfoco
Parece que dessa vez vão fechar mesmo o maior puteiro do país. Para quem ainda não sabe, é isso mesmo. Um puteirão. A Help de Copacabana. Que se estende desde o prédio onde fica a “discoteca”, passando pelo “terraço ou curral” e de lá se espraia pela avenida Atlântica, até chegar ao mar de Dorival Caymmi, fazendo um contraponto perfeito ao vaivem das ondas. Num passado não muito remoto chamavam isso de romantismo, o mesmo romantismo que – por exemplo – deixou de existir na rua Augusta, em São Paulo. Querem trocar a Help por um MIS. Um Museu da Imagem e do Som. E eu lá, aboletado no “terraço”. Pensava nos fluxos da vida, na tábua das marés. Num instante, quis saber das primas o que elas achavam da extinção da Help, mas desisti. Ninguém vai a uma trincheira perguntar aos soldados o que eles pensam da guerra. Foi quando me ocorreu o pior. E imaginei o tipo de gente que vai tomar o lugar das moças.
Um Museu da Imagem e do Som. Que tristeza. Vislumbrei um sarau de modernetes. Só de pensar no povinho cultural e na atmosfera que envolve essa gente sem virilidade e metida a besta que usa franjinha, calça rasgada e óculos com aro de tartaruga... sei lá, acho que eles e seus projetos culturais e seus amores expressos e picaretagens do gênero, são mais modorrentos, caipiras e nefastos do que os pastores da Igreja Universal do reino do Edir, digo Deus, que igualmente ocupam o lugar de antigos cinemas e teatros.
Não por acaso, logo ao meu lado, três franceses divertiam-se com duas mulatas. Alguém acha que esses caras viriam ao Brasil para visitar o MIS?
Será que os franceses trocariam o Musée d’Orsay pelos grafites dos Irmãos Gêmeos? Ou pior: trocariam um minuto de Camille Claudel pelas performances dos amigos do João Paulo Cuenca? Pois é nisso que querem transformar a Help. Num lugar para mauricinhos líricos desfilarem suas pretensões artísticas e havaianas de grife.
Quanta insensatez. Imaginem o contrário. Imaginem se destruíssem o Louvre para colocar a Help no lugar.
Aqui, abro um parêntese. E digo que o nome disso é sina. Que nada tem a ver com vocação, esta é resultado de uma construção que nem sempre dá certo. Eu, por exemplo, em vez de ter derretido os meus miolos para ser um escritor, podia ter sido garçom da Help. Seria mais feliz. Às vezes é melhor não cumprir as vocações. Tem casos em que as duas coisas, sina e vocação, andam juntas, e aí é um perigo. O sujeito pode virar um Mussolini ou uma Ivete Sangalo da vida.
Pois bem, voltando à Help. Um caso típico de sina. Se em vez de despachar no Palácio da Alvorada, Lula despachasse na Help, não ia fazer a mínima diferença. Não existe Niemeyer, nem vocação para o belo que dê jeito. Tanto podemos encarar isso como se fosse uma benção, ou feito uma maldição. Depende do ponto de vista. Eu prefiro encarar a partir da bunda vendida das nossas mulatas. Um meio-termo, digamos assim.
O Lula, aliás, é o presidente mais bem avaliado da história do Brasil – embora tenha caído um pouco nas últimas pesquisas – não só porque entendeu “a sina” mas porque efetivamente exerce o papel e a vocação do bom selvagem que lhe cabe. Lula é a prova viva de que Rousseau era um canalha. Para resumir: o Brasil é pasto para esses gringos. Uma piada. Eles vem aqui fazer safári.
Somos irrelevantes. Não existe arte nem uma inteligência brasileira a ser considerada, suscitamos – desde sempre – apenas o interesse antropológico desses gringos, ou seja, eles comem nossas mulatas e nos estudam e nós, agradecidos, empenhamos nossas alminhas e vestimos a carapuça . Sempre foi assim.
Somos laboratório, macaquinhos deles. Não é o caso de festejar essa condição. Trata-se, creio, de dar um lustro na verossimilhança para não perder de vez a identidade. Acabar com a Help é burrice. Se ainda existe uma antropofagia salvadora por aqui, é a antropofagia do possível. Algo parecido com uma putaria enfadonha e limitado feito um desfile de escola de samba, nada exuberante. Um tropicalismo triste e sem camada de ozônio. Caetano Veloso envelheceu. De modo que não me sinto nenhum pouco ultrajado por morar na selva e servir de pasto para esses gringos. Uma coisa é ser submisso, outra completamente diferente é ser otário.
Ora, se somos a bunda do mundo, o negócio é rebolar gostoso e tirar o couro desses gringos. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, devia ter umas aulas de sociologia e comércio exterior com as putas da Help. Por que ele não destrói a Estátua da Liberdade da Barra da Tijuca? Lá sim é lugar de MIS. Como bem disse meu amigo Jarbas Capusso Filho: “Vamos escancarar geral e aceitar, de vez, a nossa condição de um povo hospitaleiro até o rabo”.
Ou por outra: acabar com a Help é quebrar o espelho. É ignorar a nossa condição de bunda, ou potencial de submissão – dá na mesma. Nossa grande riqueza consiste em refletir a miséria deles nos espelhos que eles mesmos nos presentearam. O que seria do sádico sem o masoquista? Ida e volta. Imagem e semelhança.
Pois aqui, eu faço um apelo. De repente, até ecológico. Autoridades responsáveis e até as irresponsáveis, tanto faz, preservem nossas florestas, nossos índios, e nossas putas: não deixem a Help virar Museu. O Brasil jamais vai ser o país do futuro se perder o endereço e o respectivo brilho na penteadeira da vida. Somos bunda. Em nenhum outro lugar do mundo houve um encontro tão perfeito e descompromissado da sina com a vocação. A Help é nosso Louvre, e pede socorro.
* Marcelo Mirisola, 42, é paulistano, autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô, O azul do filho morto (os três pela Editora 34), Joana a contragosto (Record), entre outros.
Fonte: Congressoemfoco
Valério negocia delação premiada no mensalão
Folha de São Paulo
O Ministério Público Federal e os advogados de Marcos Valério Fernandes de Souza negociam um acordo de delação premiada que pode beneficiar o principal personagem do mensalão e, ao mesmo tempo, trazer à tona novos documentos e provas sobre os negócios do empresário mineiro. Os entendimentos são mantidos sob rigoroso sigilo. A Folha recebeu, em meados de fevereiro, as primeiras informações sobre as tratativas para o acordo. Nos últimos dias, surgiram sinais de que a proposta estaria em fase final de elaboração. As partes não confirmam a existência das consultas e deverão negar formalmente as conversas nesse sentido. "Não temos nada a declarar sobre o assunto", afirmou o advogado Marcelo Leonardo, em seu nome e de seu cliente Marcos Valério. A Procuradoria Geral da República, em Brasília, limita-se a informar que não há nenhuma providência a respeito no STF (Supremo Tribunal Federal) e que o acompanhamento do caso cabe ao Ministério Público Federal em Minas Gerais. A hipótese de Valério acrescentar informações relevantes sobre seus negócios deve preocupar petistas e tucanos. O publicitário foi figura central no esquema de pagamentos a deputados do PT e de partidos da base aliada do governo Lula. É acusado, também, de ter sido o mentor de práticas semelhantes ainda em 1998, na campanha eleitoral que tentou reeleger o então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB).
Cabral lidera, mas oposição é forte no Rio
O governador Sérgio Cabral (PMDB) larga à frente na disputa sucessória de 2010 no Rio de Janeiro, mas pesquisa Datafolha mostra haver hoje adversários com potencial para tentar impedir sua eventual reeleição. Cabral aparece em primeiro nos dois cenários em que seu nome é apresentado, mas o senador Marcelo Crivella (PRB), o deputado federal Fernando Gabeira (PV), o deputado estadual Wagner Montes (PDT) e o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) são rivais próximos. Foram apresentados quatro cenários ao eleitor. No primeiro, foi levado em conta que os partidos mais representativos teriam candidato próprio (veja quadro). Cabral atingiu 26%, Crivella, 16%, Gabeira, 15%, Montes, 11%, e Maia, 10%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os quatro estão empatados em segundo lugar.
Chuchu sobe a serra
A não ser na hipótese, hoje remota, de uma reversão total de expectativas que leve José Serra a desistir da disputa presidencial, o candidato do PSDB ao governo paulista em 2010 só por muita teimosia poderá deixar de ser Geraldo Alckmin. Entre os tucanos, como se sabe, tudo é possível, mas o resultado do Datafolha em São Paulo, divulgado ontem, joga um balde de água gelada sobre as pretensões do secretário da Casa Civil de Serra, Aloysio Nunes Ferreira. Menos pelos índices inexpressivos que alcança -é provável que não esperasse mais do que seus 2% ou 3%- e muito mais pelo resultado do ex-governador -acima de 40 pontos em qualquer cenário, chegando a 46% num deles.
Wagner está em 1º na Bahia; Geddel não passa do 4º lugar
Cotado a vice em uma eventual chapa presidencial encabeçada pela chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), aparece apenas em quarto lugar na intenção de voto dos eleitores da Bahia para o governo do Estado, a pouco mais de um ano e meio das eleições. Quatro cenários projetados pelo Datafolha com oito possíveis candidatos ao governo indicam liderança folgada do atual governador baiano, Jaques Wagner (PT). Ele oscila entre 36% e 38% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Na espontânea -sem a apresentação de nomes-, também mantém a dianteira, com 24%.
Arruda e Roriz disputam liderança no DF
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e seu antecessor, Joaquim Roriz (PMDB), lideram na disputa pelo comando da capital do país em 2010. De acordo com a mais recente pesquisa Datafolha, eles estão tecnicamente empatados, apesar da vantagem do democrata em pontos percentuais. Enquanto Arruda obtém 40% e 41% nos dois cenários em que aparece como candidato, Roriz conquista 35% e 36%. A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos, por isso o empate técnico.
Eduardo Campos e Jarbas lideram empatados em PE
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) aparecem empatados tecnicamente em dois possíveis cenários na disputa pelo governo do Estado em 2010, segundo pesquisa Datafolha. Em um cenário sem nome do PT, o ex-prefeito de Recife João Paulo, Campos tem 40% das intenção de voto, seguido por Jarbas, com 34%. Nesta simulação, os dois estão em empate técnico no limite da margem de erro -três pontos percentuais para mais ou para menos.
Atual governador, Cid lidera cenários no Ceará
Atual governador do Ceará, Cid Gomes (PSB) lidera com folga as intenções de voto dos cearenses para o governo do Estado. Nos dois cenários projetados pelo Datafolha Cid seria reeleito, com vantagens superiores a 15 pontos percentuais sobre o segundo colocado. No retrovisor de Cid Gomes, disputam entre si o senador e ex-governador Tasso Jereissati (PSDB), o ex-governador Lúcio Alcântara (PR), a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), e o ex-deputado federal Moroni Torgan (DEM).
O Estado de S. Paulo
PT antecipa negociação com PMDB para garantir já palanques em 2010
Na certeza de que não terá o PMDB por inteiro, embora lute pela parceria oficial que vai lhe garantir cerca de cinco minutos a mais na programação eleitoral gratuita, o PT investe na estratégia de fincar estacas nos Estados onde a aliança com a legenda é mais fácil. A antecipação da negociação é para garantir desde já palanques regionais fortes para a ministra da Casa Civil e pré-candidata, Dilma Rousseff. Para construir uma candidatura que terá de enfrentar um adversário de peso e temido pelos petistas - o governador de São Paulo, o tucano José Serra -, o PT poderá abrir mão de disputar governos estaduais e cadeiras no Senado em favor dos acordos com os aliados.
Dilma articula candidatura com bloquinho
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já começou a articular sua candidatura presidencial com os partidos de esquerda que formam o bloquinho (PC do B, PSB e PDT). Nas conversas, Dilma tem afirmado que, apesar de valorizar a aliança com o PMDB, pretende reagrupar os parceiros históricos do PT. Mais: diz que seu destino político depende do êxito do governo Lula. Ela teria comentado, em café da manhã com dirigentes do PC do B, no dia 5, que quer continuar a obra de Lula, mas que será difícil sem ele. O argumento oficial para essas reuniões é aproximar mais os partidos de esquerda do Planalto. O PSB do deputado Ciro Gomes (CE), por exemplo, é um dos que mais reclamam do "esquecimento" do governo. Ex-ministro da Integração Nacional, Ciro não esconde a contrariedade: quer lançar seu nome para a disputa ao Planalto e disse considerar "um grave erro" a intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de apresentar candidatura única dos aliados.
Projeto quer cortar comissionados
Aproveitando a onda de indignação da sociedade causada pela revelação de que o Senado tinha 181 diretores, o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), apresenta nesta semana um projeto de resolução para atacar outro foco de farra com dinheiro público. Ele quer cortar pela metade os cerca de 3 mil cargos comissionados da Casa. Com salários que variam de R$ 9,7 mil a R$ 12 mil, esses funcionários não passam por concurso público. O único critério exigido é que tenham o aval do senador ou do diretor do departamento em que vão atuar. Só na Diretoria-Geral do Senado, há 124 cargos de confiança. Em outra frente, o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), promete anunciar a extinção de mais diretorias. Na semana passada, ele demitiu 50 dos 181 diretores da Casa.
Reforma de porta-aviões frustra festa de Lula
A festa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer fazer no dia 1º de maio, para marcar o início das operações de extração de petróleo no campo de Tupi, na reserva do pré-sal, não vai ter o cenário espetacular pretendido: o porta-aviões A-12 São Paulo, capitânia da frota da Marinha, está em reforma, depois de sofrer um incêndio em maio de 2005. A operação de recuperação, inicialmente limitada ao reparo do dano causado pelo fogo, deveria terminar em 90 dias, eventualmente seis meses. Passou por modificações, virou programa de atualização parcial e teve os recursos de caixa congelados várias vezes. Com tudo isso, a operação já dura quatro anos. O Comando da Marinha não revela quanto terá gasto até o fim da longa revisão.
Pauta travada completa 3 semanas na Câmara
A Câmara dos Deputados abre mais uma vez a semana com a pauta de votações trancada pela Medida Provisória 449. O texto altera a legislação tributária federal, estabelece novas regras de parcelamento de débitos tributários e perdoa dívidas de até R$ 10 mil com a União. Há mais de um mês os parlamentares tentam fechar o acordo para a MP. Desde 28 de fevereiro a Câmara não vota nenhuma matéria. A previsão é que a Casa ficará até meados de maio votando apenas as nove MPs.
O Globo
Senado cortará novos diretores mas vai rever as demissões
Ainda sob o efeito da avalanche de denúncias, o Senado está preparando para esta semana uma nova lista de diretorias que deverão ser extintas. Desta vez o alvo serão os funcionários comissionados, admitidos sem concurso. Mas, ao mesmo tempo, já planeja maneira de compensar a extinção dos 50 cargos anunciados na semana passada. A ideia é recriar algumas chefias, com gratificações menores para servidores que tiveram as diretorias extintas, mas que coordenam equipes.
Assentamentos do Incra lideram desmatamento
Exigida por Lula- depois que o Incra rejeitou o título de maior desmatador da Amazônia num primeiro estudo, em 2008 – auditoria feita pelo Ibama comprovou que é mesmo nos assentamentos do órgão que cuida da reforma agrária que ocorrem as maiores derrubadas de florestas. O estudo revela que em Mato Grosso a destruição de florestas nativas em assentamentos é, na realidade, 18% maior do que o calculado antes. Em resposta, o Incra voltou a desqualificar o trabalho do Ibama, acusando-o de superficial.
Brasil adota medidas tímidas contra a crise
Em comparação a medidas adotadas em países da América do Sul, as decisões tomadas pelo governo brasileiro para aliviar o bolso do contribuinte e enfrentar a crise são consideradas tímidas. Levantamento da consultoria Ernst & Young mostra que, apesar da criação de novas alíquotas de Imposto de Renda no país, a classe média é a segunda mais tributada entre cinco países da região. Na Argentina e no Equador foram ampliados os limites de gastos dedutíveis do IR.
Jornal do Brasil
Cota racial abre guerra no ensino superior
Pesquisa do JB junto a 11 universidades federais revela que em 10 o sistema de cotas já existe, mas um novo projeto no Congresso amplia as reservas para 50% das vagas. Quem é contra diz que a medida afronta o mérito e a Constituição. Quem é a favor da ampliação a vincula ao combate a um racismo disfarçado.
Brasil vira o salva-vidas de empresas estrangeiras
A crise é aguda nas matrizes, mas filiais de multinacionais de bens de consumo aqui e na América latina estão garantido lucros tranqüilizadores, segundo apuração do Jornal do Brasil e da Gazeta Mercantil. O Brasil virou o porto seguro para multinacionais como Kraft Foods, Coca-Cola, Nestlé, Unilever e outras.
Correio Braziliense
Uma imobiliária abarrotada
A União é uma grande imobiliária. E, além de colocar 1,5 mil apartamentos e casas à disposição de funcionários públicos, ainda cede, em todo o país, outros 450 mil imóveis a terceiros, seja por aluguel e permutas ou para famílias de baixa renda. O número é bem superior ao que é ocupado por repartições públicas, hoje distribuídas em 26 mil prédios, sendo a maioria no Distrito Federal. A tendência é de que esse patrimônio cresça depois da incorporação dos bens das empresas públicas extintas nos últimos anos. O Executivo tem hoje o maior número de apartamentos e casas cedidas a servidores públicos. Só em Brasília, são 1.535 imóveis, dos quais 1.088 ocupados por servidores civis e outros 282 por militares. Na contabilidade imobiliária, estão incluídas 50 casas. Dessas, seis foram destinadas a ministros. Além disso, há a reserva técnica que atende funcionários de outros poderes. Para a Câmara, por exemplo, foram emprestados 33 apartamentos funcionais que atendem a assessores de alto escalão da Casa, muitas vezes por indicação de políticos.
Novos cortes em discussão
A onda de escândalos envolvendo a área administrativa do Senado foi o assunto de uma reunião informal ontem entre o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e o primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI). No encontro, ambos concordaram que é preciso reduzir ainda mais o número de diretorias e tornar a estrutura mais enxuta. Na prática, isso significa desfazer o organograma de excesso de cargos criados durante os 14 anos em que Agaciel Maia permaneceu à frente da diretoria-geral e colocar um freio ao inchaço da Casa, que multiplicou o número de diretores na última década para atender aos interesses de senadores e funcionários do alto escalão. Os dois vão voltar a discutir o assunto esta semana e prometem anunciar novos cortes em breve.
Relatorias da discórdia
Um dos mais comuns instrumentos de barganha utilizados por parlamentares, as relatorias de projetos analisados pela Câmara dos Deputados motivam quedas de braço entre partidos da base aliada. Nos últimos dois anos, os protagonistas dos principais embates foram PT e PMDB, aliados que representam a maior força de sustentação do governo Lula. Juntas as duas legendas dividiram 45% das 716 propostas aprovadas entre fevereiro de 2007 e 31 de dezembro de 2008, segundo levantamento da Secretaria de Comunicação Social da Casa.
Propina unificada nos tribunais de MG e Rio
A Polícia Federal conseguiu reunir um arsenal de documentos que comprova que os tribunais de contas de Minas Gerais e do Rio abrigavam um esquema unificado de corrupção. A papelada indica que os conselheiros de Minas chegaram a elaborar com os seus colegas do Rio uma mesma tabela de propina para aprovar as contas de cerca de 300 prefeituras dos dois estados. Apreendidos no ano passado durante a Operação Pasárgada, os papéis (que incluem a cópia da transcrição de e-mails e planilhas da contabilidade da organização) serviram como base para a PF indiciar três conselheiros dos tribunais de Contas de Minas: Elmo Braz, Wanderley Ávila e Antônio Andrada, e dois do Rio Janeiro: José Graciosa e José Nader. Além deles, foram indiciados ainda dezenas de prefeitos, lobistas e outros funcionários dos tribunais dos dois estados.
O Ministério Público Federal e os advogados de Marcos Valério Fernandes de Souza negociam um acordo de delação premiada que pode beneficiar o principal personagem do mensalão e, ao mesmo tempo, trazer à tona novos documentos e provas sobre os negócios do empresário mineiro. Os entendimentos são mantidos sob rigoroso sigilo. A Folha recebeu, em meados de fevereiro, as primeiras informações sobre as tratativas para o acordo. Nos últimos dias, surgiram sinais de que a proposta estaria em fase final de elaboração. As partes não confirmam a existência das consultas e deverão negar formalmente as conversas nesse sentido. "Não temos nada a declarar sobre o assunto", afirmou o advogado Marcelo Leonardo, em seu nome e de seu cliente Marcos Valério. A Procuradoria Geral da República, em Brasília, limita-se a informar que não há nenhuma providência a respeito no STF (Supremo Tribunal Federal) e que o acompanhamento do caso cabe ao Ministério Público Federal em Minas Gerais. A hipótese de Valério acrescentar informações relevantes sobre seus negócios deve preocupar petistas e tucanos. O publicitário foi figura central no esquema de pagamentos a deputados do PT e de partidos da base aliada do governo Lula. É acusado, também, de ter sido o mentor de práticas semelhantes ainda em 1998, na campanha eleitoral que tentou reeleger o então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB).
Cabral lidera, mas oposição é forte no Rio
O governador Sérgio Cabral (PMDB) larga à frente na disputa sucessória de 2010 no Rio de Janeiro, mas pesquisa Datafolha mostra haver hoje adversários com potencial para tentar impedir sua eventual reeleição. Cabral aparece em primeiro nos dois cenários em que seu nome é apresentado, mas o senador Marcelo Crivella (PRB), o deputado federal Fernando Gabeira (PV), o deputado estadual Wagner Montes (PDT) e o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) são rivais próximos. Foram apresentados quatro cenários ao eleitor. No primeiro, foi levado em conta que os partidos mais representativos teriam candidato próprio (veja quadro). Cabral atingiu 26%, Crivella, 16%, Gabeira, 15%, Montes, 11%, e Maia, 10%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os quatro estão empatados em segundo lugar.
Chuchu sobe a serra
A não ser na hipótese, hoje remota, de uma reversão total de expectativas que leve José Serra a desistir da disputa presidencial, o candidato do PSDB ao governo paulista em 2010 só por muita teimosia poderá deixar de ser Geraldo Alckmin. Entre os tucanos, como se sabe, tudo é possível, mas o resultado do Datafolha em São Paulo, divulgado ontem, joga um balde de água gelada sobre as pretensões do secretário da Casa Civil de Serra, Aloysio Nunes Ferreira. Menos pelos índices inexpressivos que alcança -é provável que não esperasse mais do que seus 2% ou 3%- e muito mais pelo resultado do ex-governador -acima de 40 pontos em qualquer cenário, chegando a 46% num deles.
Wagner está em 1º na Bahia; Geddel não passa do 4º lugar
Cotado a vice em uma eventual chapa presidencial encabeçada pela chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), aparece apenas em quarto lugar na intenção de voto dos eleitores da Bahia para o governo do Estado, a pouco mais de um ano e meio das eleições. Quatro cenários projetados pelo Datafolha com oito possíveis candidatos ao governo indicam liderança folgada do atual governador baiano, Jaques Wagner (PT). Ele oscila entre 36% e 38% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Na espontânea -sem a apresentação de nomes-, também mantém a dianteira, com 24%.
Arruda e Roriz disputam liderança no DF
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e seu antecessor, Joaquim Roriz (PMDB), lideram na disputa pelo comando da capital do país em 2010. De acordo com a mais recente pesquisa Datafolha, eles estão tecnicamente empatados, apesar da vantagem do democrata em pontos percentuais. Enquanto Arruda obtém 40% e 41% nos dois cenários em que aparece como candidato, Roriz conquista 35% e 36%. A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos, por isso o empate técnico.
Eduardo Campos e Jarbas lideram empatados em PE
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) aparecem empatados tecnicamente em dois possíveis cenários na disputa pelo governo do Estado em 2010, segundo pesquisa Datafolha. Em um cenário sem nome do PT, o ex-prefeito de Recife João Paulo, Campos tem 40% das intenção de voto, seguido por Jarbas, com 34%. Nesta simulação, os dois estão em empate técnico no limite da margem de erro -três pontos percentuais para mais ou para menos.
Atual governador, Cid lidera cenários no Ceará
Atual governador do Ceará, Cid Gomes (PSB) lidera com folga as intenções de voto dos cearenses para o governo do Estado. Nos dois cenários projetados pelo Datafolha Cid seria reeleito, com vantagens superiores a 15 pontos percentuais sobre o segundo colocado. No retrovisor de Cid Gomes, disputam entre si o senador e ex-governador Tasso Jereissati (PSDB), o ex-governador Lúcio Alcântara (PR), a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), e o ex-deputado federal Moroni Torgan (DEM).
O Estado de S. Paulo
PT antecipa negociação com PMDB para garantir já palanques em 2010
Na certeza de que não terá o PMDB por inteiro, embora lute pela parceria oficial que vai lhe garantir cerca de cinco minutos a mais na programação eleitoral gratuita, o PT investe na estratégia de fincar estacas nos Estados onde a aliança com a legenda é mais fácil. A antecipação da negociação é para garantir desde já palanques regionais fortes para a ministra da Casa Civil e pré-candidata, Dilma Rousseff. Para construir uma candidatura que terá de enfrentar um adversário de peso e temido pelos petistas - o governador de São Paulo, o tucano José Serra -, o PT poderá abrir mão de disputar governos estaduais e cadeiras no Senado em favor dos acordos com os aliados.
Dilma articula candidatura com bloquinho
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já começou a articular sua candidatura presidencial com os partidos de esquerda que formam o bloquinho (PC do B, PSB e PDT). Nas conversas, Dilma tem afirmado que, apesar de valorizar a aliança com o PMDB, pretende reagrupar os parceiros históricos do PT. Mais: diz que seu destino político depende do êxito do governo Lula. Ela teria comentado, em café da manhã com dirigentes do PC do B, no dia 5, que quer continuar a obra de Lula, mas que será difícil sem ele. O argumento oficial para essas reuniões é aproximar mais os partidos de esquerda do Planalto. O PSB do deputado Ciro Gomes (CE), por exemplo, é um dos que mais reclamam do "esquecimento" do governo. Ex-ministro da Integração Nacional, Ciro não esconde a contrariedade: quer lançar seu nome para a disputa ao Planalto e disse considerar "um grave erro" a intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de apresentar candidatura única dos aliados.
Projeto quer cortar comissionados
Aproveitando a onda de indignação da sociedade causada pela revelação de que o Senado tinha 181 diretores, o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), apresenta nesta semana um projeto de resolução para atacar outro foco de farra com dinheiro público. Ele quer cortar pela metade os cerca de 3 mil cargos comissionados da Casa. Com salários que variam de R$ 9,7 mil a R$ 12 mil, esses funcionários não passam por concurso público. O único critério exigido é que tenham o aval do senador ou do diretor do departamento em que vão atuar. Só na Diretoria-Geral do Senado, há 124 cargos de confiança. Em outra frente, o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), promete anunciar a extinção de mais diretorias. Na semana passada, ele demitiu 50 dos 181 diretores da Casa.
Reforma de porta-aviões frustra festa de Lula
A festa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer fazer no dia 1º de maio, para marcar o início das operações de extração de petróleo no campo de Tupi, na reserva do pré-sal, não vai ter o cenário espetacular pretendido: o porta-aviões A-12 São Paulo, capitânia da frota da Marinha, está em reforma, depois de sofrer um incêndio em maio de 2005. A operação de recuperação, inicialmente limitada ao reparo do dano causado pelo fogo, deveria terminar em 90 dias, eventualmente seis meses. Passou por modificações, virou programa de atualização parcial e teve os recursos de caixa congelados várias vezes. Com tudo isso, a operação já dura quatro anos. O Comando da Marinha não revela quanto terá gasto até o fim da longa revisão.
Pauta travada completa 3 semanas na Câmara
A Câmara dos Deputados abre mais uma vez a semana com a pauta de votações trancada pela Medida Provisória 449. O texto altera a legislação tributária federal, estabelece novas regras de parcelamento de débitos tributários e perdoa dívidas de até R$ 10 mil com a União. Há mais de um mês os parlamentares tentam fechar o acordo para a MP. Desde 28 de fevereiro a Câmara não vota nenhuma matéria. A previsão é que a Casa ficará até meados de maio votando apenas as nove MPs.
O Globo
Senado cortará novos diretores mas vai rever as demissões
Ainda sob o efeito da avalanche de denúncias, o Senado está preparando para esta semana uma nova lista de diretorias que deverão ser extintas. Desta vez o alvo serão os funcionários comissionados, admitidos sem concurso. Mas, ao mesmo tempo, já planeja maneira de compensar a extinção dos 50 cargos anunciados na semana passada. A ideia é recriar algumas chefias, com gratificações menores para servidores que tiveram as diretorias extintas, mas que coordenam equipes.
Assentamentos do Incra lideram desmatamento
Exigida por Lula- depois que o Incra rejeitou o título de maior desmatador da Amazônia num primeiro estudo, em 2008 – auditoria feita pelo Ibama comprovou que é mesmo nos assentamentos do órgão que cuida da reforma agrária que ocorrem as maiores derrubadas de florestas. O estudo revela que em Mato Grosso a destruição de florestas nativas em assentamentos é, na realidade, 18% maior do que o calculado antes. Em resposta, o Incra voltou a desqualificar o trabalho do Ibama, acusando-o de superficial.
Brasil adota medidas tímidas contra a crise
Em comparação a medidas adotadas em países da América do Sul, as decisões tomadas pelo governo brasileiro para aliviar o bolso do contribuinte e enfrentar a crise são consideradas tímidas. Levantamento da consultoria Ernst & Young mostra que, apesar da criação de novas alíquotas de Imposto de Renda no país, a classe média é a segunda mais tributada entre cinco países da região. Na Argentina e no Equador foram ampliados os limites de gastos dedutíveis do IR.
Jornal do Brasil
Cota racial abre guerra no ensino superior
Pesquisa do JB junto a 11 universidades federais revela que em 10 o sistema de cotas já existe, mas um novo projeto no Congresso amplia as reservas para 50% das vagas. Quem é contra diz que a medida afronta o mérito e a Constituição. Quem é a favor da ampliação a vincula ao combate a um racismo disfarçado.
Brasil vira o salva-vidas de empresas estrangeiras
A crise é aguda nas matrizes, mas filiais de multinacionais de bens de consumo aqui e na América latina estão garantido lucros tranqüilizadores, segundo apuração do Jornal do Brasil e da Gazeta Mercantil. O Brasil virou o porto seguro para multinacionais como Kraft Foods, Coca-Cola, Nestlé, Unilever e outras.
Correio Braziliense
Uma imobiliária abarrotada
A União é uma grande imobiliária. E, além de colocar 1,5 mil apartamentos e casas à disposição de funcionários públicos, ainda cede, em todo o país, outros 450 mil imóveis a terceiros, seja por aluguel e permutas ou para famílias de baixa renda. O número é bem superior ao que é ocupado por repartições públicas, hoje distribuídas em 26 mil prédios, sendo a maioria no Distrito Federal. A tendência é de que esse patrimônio cresça depois da incorporação dos bens das empresas públicas extintas nos últimos anos. O Executivo tem hoje o maior número de apartamentos e casas cedidas a servidores públicos. Só em Brasília, são 1.535 imóveis, dos quais 1.088 ocupados por servidores civis e outros 282 por militares. Na contabilidade imobiliária, estão incluídas 50 casas. Dessas, seis foram destinadas a ministros. Além disso, há a reserva técnica que atende funcionários de outros poderes. Para a Câmara, por exemplo, foram emprestados 33 apartamentos funcionais que atendem a assessores de alto escalão da Casa, muitas vezes por indicação de políticos.
Novos cortes em discussão
A onda de escândalos envolvendo a área administrativa do Senado foi o assunto de uma reunião informal ontem entre o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e o primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI). No encontro, ambos concordaram que é preciso reduzir ainda mais o número de diretorias e tornar a estrutura mais enxuta. Na prática, isso significa desfazer o organograma de excesso de cargos criados durante os 14 anos em que Agaciel Maia permaneceu à frente da diretoria-geral e colocar um freio ao inchaço da Casa, que multiplicou o número de diretores na última década para atender aos interesses de senadores e funcionários do alto escalão. Os dois vão voltar a discutir o assunto esta semana e prometem anunciar novos cortes em breve.
Relatorias da discórdia
Um dos mais comuns instrumentos de barganha utilizados por parlamentares, as relatorias de projetos analisados pela Câmara dos Deputados motivam quedas de braço entre partidos da base aliada. Nos últimos dois anos, os protagonistas dos principais embates foram PT e PMDB, aliados que representam a maior força de sustentação do governo Lula. Juntas as duas legendas dividiram 45% das 716 propostas aprovadas entre fevereiro de 2007 e 31 de dezembro de 2008, segundo levantamento da Secretaria de Comunicação Social da Casa.
Propina unificada nos tribunais de MG e Rio
A Polícia Federal conseguiu reunir um arsenal de documentos que comprova que os tribunais de contas de Minas Gerais e do Rio abrigavam um esquema unificado de corrupção. A papelada indica que os conselheiros de Minas chegaram a elaborar com os seus colegas do Rio uma mesma tabela de propina para aprovar as contas de cerca de 300 prefeituras dos dois estados. Apreendidos no ano passado durante a Operação Pasárgada, os papéis (que incluem a cópia da transcrição de e-mails e planilhas da contabilidade da organização) serviram como base para a PF indiciar três conselheiros dos tribunais de Contas de Minas: Elmo Braz, Wanderley Ávila e Antônio Andrada, e dois do Rio Janeiro: José Graciosa e José Nader. Além deles, foram indiciados ainda dezenas de prefeitos, lobistas e outros funcionários dos tribunais dos dois estados.
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