Embora a apuração dos votos os EUA seja bem mais lenta do que no Brasil, todas as pesquisas indicavam ontem a vitória de Barack Obama, que virá a ser, assim, o primeiro negro a ocupar a Casa Branca. Em se tornando o homem mais poderoso do mundo, Obama, com apenas 47 anos, chega ao clímax de uma trajetória político/eleitoral que emocionou os Estados Unidos e boa parte do mundo. E gerou um recorde: o maior número de eleitores que já foram às urnas nos Estados Unidos, onde o voto é realmente um direito e não uma obrigação: cerca de 130milhões. Obama marcou altos pontos também na preferência dos jovens, ganhando cerca de72% dos votos dos estreantes. No Brasil, onde vivem cerca de 60 mil norte-americanos, especula-se que a grande maioria votou em Obama, enquanto os evangélicos, nos EUA, optaram em massa por McCain. As pesquisas mostraram também que a maior preocupação de 62% dos que foram às urnas ontem nos EUA era com a crise financeira mundial. Se as pesquisas não estiverem inteiramente erradas, não apenas Barack Obama se elege presidente, como seu partido, Democrata, conquista sólida maioria na Câmara e no Senado. Ou seja, recebe um amplo mandato – e isso está exercendo uma influência positiva no ambiente econômico. Resumo da ópera: termina a desastrosa presidência Bush – na qual o capitalismo fixou associado à crise financeira – e entra um novo presidente, com a possibilidade de restabelecer a liderança política e econômica dos EUA.
Rua fechada em Chicago para a festa da vitória
Prefeito de Chicago, democrata Richard Daley, prevendo a vitória de Obama nas eleições e de Chicago para sediar Jogos Olímpicos de 2016 determinou o fechamento de uma rua iteira para o grande show comemorativo da vitória. Daley falou com o jornal “Chicago Tribune” logo depois de votar, no final da manhã ontem. Para ele, Obama como presidente vai aumentar as chances de Chicago sediar as Olimpíadas de 2016. Segundo ele, Obama vai ser o primeiro presidente saído de uma grande cidade desde John F. Kennedy, o que vai melhorar as perspectivas de políticas voltadas a centros urbanos como Chicago. “Ele vai ajudar todas as cidades”, disse. A previsão de uma grande festa em toda a cidade pela empolgação pela possibilidade de ver um conterrâneo se tornar presidente dos Estados Unidos fez as empresas de entretenimento da maior cidade de Illinois apelarem à promoção. A maioria dos espetáculos musicais da cidade está oferecendo ingressos pela metade do preço para a noite desta terça-feira (4). A oferta do grupo Broadway in Chicago, vinculada ao código “vote”, oferece ingressos por US$ 44 em homenagem ao 44º presidente do país. A promoção vale para shows como “Jersey Boys”, “Dirty Dancing” e “Wicked”. O site dos espetáculos avisa, entretanto, que os resultados da eleição também vão ser divulgados nos intervalos das apresentações.
Recorde de eleitores, sem o voto obrigatório
O comparecimento de americanos às urnas na eleição deste ano deverá bater recorde. Na eleição de 2004, 125,7 milhões votaram, 63,8% dos eleitores registrados. Desta vez, 153,1 milhões de pessoas se registraram para votar —número mais alto desde que foi permitido o voto feminino nos EUA, em 1920— e a expectativa é a de que 130 milhões compareçam. “Às 7h30 de hoje(ontem) tínhamos tantos votos quanto às 12h de 2004”, disse o mesário John Ritch, que trabalha em Chappaqua, rico subúrbio de Nova York. Em uma das seções eleitorais de Springfield, em Ohio, cerca da 200 pessoas votaram em menos de duas horas. “Estamos à frente do que costumamos ver”, afirmou Margaret MacGillivary, mesária na região há quase 20 anos, ao jornal “Springfield News-Sun”. Conforme o jornal, o diretor da comissão eleitoral do condado de Clark, Mark Oster, disse que o movimento nas seções eleitorais foi muito grande pela manhã, diminuiu no horário do almoço e deve voltar a explodir, no final da tarde. “Será o movimento das pessoas que estão saindo do trabalho”, disse à publicação local. Na Pensilvânia, o governador Edward G. Rendell pediu aos eleitores que tenham paciência. Quando as urnas na Primeira Igreja Presbiteriana de Allentown foram abertas, já havia mais de 160 pessoas em fila.
Chávez acredita em Obama
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, que mantém relações tensas com o presidente George W. Bush, disse ontem que Barack Obama,por quem demonstrou simpatia, “esteja à altura do que o mundo espera” e comece “relações bilaterais marcadas pelo respeito”. “Eu também acredito que Obama vai ganhar. Espero que [...] convença os poderosos dos EUA e as suas instituições de que é impossível que eles dominem o mundo”, afirmou Chávez, em ato público. O presidente disse ainda que espera que a relação com o novo presidente seja de “respeito, como irmãos e amigos”. “Queremos ser amigos do mundo e que o mundo seja nosso amigo”, disse Chávez, que expulsou recentemente o embaixador dos EUA de Caracas, em setembro, para demonstrar solidariedade à Bolívia, que teve seu representante diplomático expulso de Washington. A maioria dos hispânicos residentes em Nova York declarou ontem, na saída dos locais de votação, a preferência pelo candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama. Ao todo, 859 eleitores latinos vivem em uma comunidade na cidade. Ao serem perguntados sobre seu voto, a maioria dos latinos coincidiu em apontar o senador por Illinois como a melhor alternativa a atual administração, à qual atribuíram a crise financeira e o aumento do desemprego. A comunidade latina também baseou a escolha por Obama pela proposta de acabar com as deportações de imigrantes ilegais, pelo fim do conflito no Iraque e na melhoria das relações com a América Latina e dos serviços de saúde e educação.
Ricúpero: racismo ainda atrapalha
Em meio a um emaranhando de números que dá como certa a vitória de Barack Obama, o ex-embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Rubens Ricupero, chama a atenção para a vantagem relativamente baixa do senador por Illinois. Explica: "A prova de que (o racismo) tem um certo peso é o seguinte: em condições normais, um candidato democrata agora deveria ter uma vantagem imensa, quinze, vinte pontos percentuais à frente. Por que não está? Isso não se explica pela qualidade do candidato adversário. A explicação só pode estar por aí. O Obama ainda luta contra essa desvantagem". Em entrevista a Terra Magazine, Ricupero, que foi embaixador em Washington entre 1991 e 1993 e ministro da Fazenda no governo Itamar Franco (1994), comenta as eleições norte-americanas. Para ele, o Brasil não tem nenhum “interesse específico” na eleição de nenhum dos dois postulantes à Casa Branca.
Bifurcação
Kathleen Parker Não seria exagero dizer que os americanos estão com os nervos à flor da pele. Esta temporada eleitoral interminável cobrou seu preço de amizades, casamentos e relações com colegas de trabalho. Nossos nervos estão no limite. Está. Quase. No. Fim. Um novo presidente será eleito, finalmente, e ... bom, e aí? Por mais que nós, americanos, gostemos de reclamar da política, também gostamos das discussões, das brigas internas, dos bate-bocas com os adversários externos, do debate belo e hediondo sobre o papel que o governo deve exercer em nossas vidas. É tudo uma grande confusão, mas é nossa confusão. Mesmo assim, esta era particular na história americana testou para valer nosso bom humor habitual. Desde o 11 de Setembro nosso país vive em estados alternados de choque, negação, histeria e mal-estar. A Guerra do Iraque nos dividiu, colocando vizinho contra vizinho. A crise econômica levou os americanos de classe média a voltar-se contra aqueles cuja cobiça nos levou à beira do colapso. Raiva e ansiedade são as emoções que nos dominam. Como todo o mundo já observou, ou vamos eleger o primeiro presidente afro-descendente, ou a primeira vice-presidente mulher. Bravo. Mas os desafios que este presidente vai enfrentar acabarão logo com nossos aplausos autocongratulatórios. A Guerra no Iraque pode mudar de rumo, dependendo de quem vencer a eleição. A ameaça do terrorismo persiste. A maioria dos americanos compreende, em algum nível, que em algum momento nos próximos anos seremos obrigados a defender nosso país. O fato de estarmos aguardando a próxima catástrofe -uma bomba escondida numa mala ou uma explosão no sistema de transporte de massas- faz a Guerra Fria parecer algo de um passado até pitoresco. Naquela época, pelo menos, sabíamos quem era o inimigo; sabíamos que ele era suficientemente lúcido para não querer morrer conosco. Nosso novo inimigo não se importa com isso. Esta eleição também tem o potencial de assinalar uma mudança de gerações. A chapa McCain-Palin representa não apenas o velho, mas o tradicional. Personifica a memória institucional da América. Obama representa o novo, o progressista, o que ainda não foi testado. Mas ele ingressa na luta com uma legião de jovens cheios de esperança e sedentos por mudanças. Os jovens sempre são assim. Finalmente, esta eleição opôs o chamado “americano comum” (Joe, o encanador, ou Joe Six-Pack, aquele que compra um engradado de seis cervejas) às elites, vistas como tal. McCain e Palin alimentaram esse fogo com ferocidade indecorosa, cavando fissuras profundas num momento em que não podemos nos dar ao luxo de ter nenhuma. Assim, o desafio maior do próximo presidente será lançar uma ponte sobre o abismo que nos separa e tentar alisar o gramado do campo comum onde jogamos. Nada fácil. Se Obama perder a eleição, os afro-descendentes provavelmente sentirão que ficaram de escanteio. De novo. McCain terá dificuldade em convencê-los de que não é o caso, graças à eficácia de Palin em levantar suspeitas de que Obama não é exatamente um de nós. Talvez o discurso de “eles e nós” não tivesse a intenção de alimentar o mal-estar racial, mas foi apreendido assim. Se McCain vencer, os efeitos sobre a harmonia racial serão sentidos por muito, muito tempo. O que virá a seguir, então? Esperança e mudança, a julgar pelas pesquisas. A esperança pode ser uma curva que não permite divisar o que vem a seguir, e a mudança pode não passar de uma promessa vazia, na qual só os inexperientes acreditam, mas elas não podem nos prejudicar, neste momento em que os americanos tentam lembrar quem são. Para melhor ou para pior, estamos nisto juntos. E as coisas vão se agravar. Precisamos de uma mão calma e firme no leme.
Fonte: Tribuna da Bahia
quinta-feira, novembro 06, 2008
Intoxicação em Itapetinga já atingiu cerca de 900 moradores
Redação CORREIO
A intoxicação que atinge os moradores do município de Itapetinga (a 580 km de Salvador) desde a última sexta-feira (31) já registrou o número de 900 vítimas até terça-feira (4). Segundo informações da TV Sudoeste (afiliada da TV Globo), cerca de 200 pessoas foram atendidas nos hospitais e ambulatórios da cidade, apresentando sintomas de intoxicação, somente na noite de ontem.
Além dos funcionários de uma fábrica de sapatos, outros moradores da cidade também apresentaram os sintomas, como dor de estômago, diarréia e vômitos. Técnicos da Secretaria de Saúde e da Vigilância Sanitária visitaram a fábrica na segunda (5) e recolheram amostras da água e dos alimentos do refeitório para análise. A suspeita é de que a água da fábrica esteja contaminada por algum tipo de produto químico.
A direção da fábrica disse que já tomou algumas providências e está disponibilizando todos os medicamentos solicitados pelos hospitais para os pacientes.
Fonte: Correio da Bahia
A intoxicação que atinge os moradores do município de Itapetinga (a 580 km de Salvador) desde a última sexta-feira (31) já registrou o número de 900 vítimas até terça-feira (4). Segundo informações da TV Sudoeste (afiliada da TV Globo), cerca de 200 pessoas foram atendidas nos hospitais e ambulatórios da cidade, apresentando sintomas de intoxicação, somente na noite de ontem.
Além dos funcionários de uma fábrica de sapatos, outros moradores da cidade também apresentaram os sintomas, como dor de estômago, diarréia e vômitos. Técnicos da Secretaria de Saúde e da Vigilância Sanitária visitaram a fábrica na segunda (5) e recolheram amostras da água e dos alimentos do refeitório para análise. A suspeita é de que a água da fábrica esteja contaminada por algum tipo de produto químico.
A direção da fábrica disse que já tomou algumas providências e está disponibilizando todos os medicamentos solicitados pelos hospitais para os pacientes.
Fonte: Correio da Bahia
Geddel diz que PMDB baiano apoiará aliança com PT para 2010
No que depender do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, o PMDB estará ao lado do PT nas eleições presidenciais de 2010. Após participar de reunião do prefeito reeleito de Salvador, João Henrique (PMDB), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Geddel garantiu que o PMDB baiano apoiará a aliança com o PT.
'A Bahia será um diretório que vai defender, de forma muito clara, a manutenção da aliança com o presidente Lula, com o seu projeto para 2010', afirmou Geddel, assegurando que os atritos com o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), são apenas reflexos do processo eleitoral.
'Esses problemas com o governador são muito mais problemas identificados por um ôba ôba pós-eleitoral do que propriamente problemas reais', disse o ministro.
'Tenho com o governador Wagner uma postura fraterna, de amizade, o que evidentemente não pode ser interpretado como uma postura de submissão. Vamos ter que permanentemente conversar no entendimento de que são dois grandes partidos que disputam espaço de forma legítima no estado da Bahia', completou Geddel.
Disputa na Câmara e Senado
Quanto à disputa pelo comando da Câmara e do Senado, ele disse que as articulações das duas Casas não estão vinculadas. Segundo Geddel, o apoio do governo ao PMDB para o comando da Câmara é uma retribuição ao 'apoio decisivo' dado pelo partido na eleição do atual presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT), há dois anos.
Geddel confirmou que o assunto foi tratado com o presidente Lula e deixou claro, no entanto, que não concorda que o PMDB fique com a presidência tanto da Câmara quanto do Senado.
Essa também é a posição do prefeito de Salvador, João Henrique. 'Acho que tem que haver um equilíbrio de forças', afirmou. Segundo ele, já há um acordo em torno do nome de Michel Temer para a presidência da Câmara. 'É um grande nome, acho que Michel Temer deverá ter esse apoio', afirmou.
Ele preferiu não afirmar, no entanto, que o referido equilíbrio de forças significaria deixar a presidência do Senado para o PT. 'Não tenho avaliação sobre isso', disse.
VisitaGeddel e João Henrique se reuniram com o presidente Lula para agradecer o fato de Lula não ter participado de campanhas de candidatos petistas que disputavam prefeituras com partidos da base aliada. Em Salvador, Lula apenas gravou participação nos últimos programas de TV do candidato petista Walter Pinheiro.
'Agradecemos a postura absolutamente correta do presidente Lula de ter respeitado a postulação do PMDB, não se envolvendo diretamente no apoio ao candidato de seu partido', disse Geddel.
De acordo com o ministro, o presidente autorizou o Ministério da Integração a liberar verbas para projetos antigos do prefeito de Salvador, como macro-drenagem e obras de enchente.
Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, segundo Geddel, também teriam sinalizado a conclusão do metrô de Salvador.
(Com informações da Agência Brasil)
Fonte: Correio da Bahia
'A Bahia será um diretório que vai defender, de forma muito clara, a manutenção da aliança com o presidente Lula, com o seu projeto para 2010', afirmou Geddel, assegurando que os atritos com o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), são apenas reflexos do processo eleitoral.
'Esses problemas com o governador são muito mais problemas identificados por um ôba ôba pós-eleitoral do que propriamente problemas reais', disse o ministro.
'Tenho com o governador Wagner uma postura fraterna, de amizade, o que evidentemente não pode ser interpretado como uma postura de submissão. Vamos ter que permanentemente conversar no entendimento de que são dois grandes partidos que disputam espaço de forma legítima no estado da Bahia', completou Geddel.
Disputa na Câmara e Senado
Quanto à disputa pelo comando da Câmara e do Senado, ele disse que as articulações das duas Casas não estão vinculadas. Segundo Geddel, o apoio do governo ao PMDB para o comando da Câmara é uma retribuição ao 'apoio decisivo' dado pelo partido na eleição do atual presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT), há dois anos.
Geddel confirmou que o assunto foi tratado com o presidente Lula e deixou claro, no entanto, que não concorda que o PMDB fique com a presidência tanto da Câmara quanto do Senado.
Essa também é a posição do prefeito de Salvador, João Henrique. 'Acho que tem que haver um equilíbrio de forças', afirmou. Segundo ele, já há um acordo em torno do nome de Michel Temer para a presidência da Câmara. 'É um grande nome, acho que Michel Temer deverá ter esse apoio', afirmou.
Ele preferiu não afirmar, no entanto, que o referido equilíbrio de forças significaria deixar a presidência do Senado para o PT. 'Não tenho avaliação sobre isso', disse.
VisitaGeddel e João Henrique se reuniram com o presidente Lula para agradecer o fato de Lula não ter participado de campanhas de candidatos petistas que disputavam prefeituras com partidos da base aliada. Em Salvador, Lula apenas gravou participação nos últimos programas de TV do candidato petista Walter Pinheiro.
'Agradecemos a postura absolutamente correta do presidente Lula de ter respeitado a postulação do PMDB, não se envolvendo diretamente no apoio ao candidato de seu partido', disse Geddel.
De acordo com o ministro, o presidente autorizou o Ministério da Integração a liberar verbas para projetos antigos do prefeito de Salvador, como macro-drenagem e obras de enchente.
Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, segundo Geddel, também teriam sinalizado a conclusão do metrô de Salvador.
(Com informações da Agência Brasil)
Fonte: Correio da Bahia
Prefeito e ex são acusados de desvio de recursos
Juscelino Souza, da Sucursal Vitória da Conquista
Homicídio, desvio de R$ 1,5 milhão dos cofres públicos e improbidade administrativa são alguns dos crimes imputados pelo Ministério Público Federal (MPF) a gestores e ex-gestores públicos de Rio de Contas, a 673 km de Salvador, após mais de dois anos de investigações. Com fundamento nas provas colhidas a Procuradoria da República de Guanambi ingressou na Justiça com ação por improbidade administrativa pedindo o afastamento e a condenação do prefeito do município, Evilácio Miranda Silva, e dos secretários municipais de Administração, João Batista Pinto Santos, e de Finanças, Nildete Lopes dos Santos Moura.O MPF também pediu a condenação do ex-prefeito Pedro da Rocha Reis Filho, acusado do desvio de R$ 1,5 milhão, e do contador da prefeitura, Wilde José Cardoso Tanajura. A ação foi ajuizada em 27 de outubro, mas até o momento nenhum dos acusados se manifestou sobre o caso. Nessa ação os quatro procuradores da República pedem também a quebra do sigilo fiscal dos acusados, incluindo a herança do falecido empresário Roberto Fernandez Veiga, baleado na cabeça no dia em que iria depor contra o grupo indiciado. Veiga, que morreu em maio de 2007, foi apontado pelo MPF como um dos cabeças do esquema. Alijado do esquema, sete meses antes de ser alvejado na porta do seu escritório em Livramento de Nossa Senhora, o empresário compareceu à Câmara Municipal de Rio de Contas para fazer declarações delatando todo o esquema.Veiga era responsável pela ONG Instituto Preservar e diversas empresas contratadas pelo município para a realização dos convênios celebrados com os ministérios. “A ONG criava os projetos que aparentemente beneficiariam a população do município de Rio de Contas e nos quais o prefeito e ex-prefeito se baseavam para realizar os convênios com a União, angariando os recursos”, acusam os procuradores. “Obtidas as verbas, as empresas de Roberto, dentre elas a Fernandes, Veiga & Cia e a Inconsec, mediante licitações flagrantemente fraudadas, eram contratadas para a execução dos projetos”, continuam.Foi apurado que, por meio de superfaturamento de obras, utilização de materiais de construção de baixa qualidade e obras inacabadas, cuja prestação de contas era aceita com base em documentos falsificados, eram feitos os desvios das verbas públicas. “A apropriação dos recursos, também utilizados no financiamento das campanhas eleitorais de Evilácio Miranda e Pedro da Rocha, permitiu que os dois ficassem se alternando no poder desde 1989”, sustentam.
Fonte: A Tarde
Homicídio, desvio de R$ 1,5 milhão dos cofres públicos e improbidade administrativa são alguns dos crimes imputados pelo Ministério Público Federal (MPF) a gestores e ex-gestores públicos de Rio de Contas, a 673 km de Salvador, após mais de dois anos de investigações. Com fundamento nas provas colhidas a Procuradoria da República de Guanambi ingressou na Justiça com ação por improbidade administrativa pedindo o afastamento e a condenação do prefeito do município, Evilácio Miranda Silva, e dos secretários municipais de Administração, João Batista Pinto Santos, e de Finanças, Nildete Lopes dos Santos Moura.O MPF também pediu a condenação do ex-prefeito Pedro da Rocha Reis Filho, acusado do desvio de R$ 1,5 milhão, e do contador da prefeitura, Wilde José Cardoso Tanajura. A ação foi ajuizada em 27 de outubro, mas até o momento nenhum dos acusados se manifestou sobre o caso. Nessa ação os quatro procuradores da República pedem também a quebra do sigilo fiscal dos acusados, incluindo a herança do falecido empresário Roberto Fernandez Veiga, baleado na cabeça no dia em que iria depor contra o grupo indiciado. Veiga, que morreu em maio de 2007, foi apontado pelo MPF como um dos cabeças do esquema. Alijado do esquema, sete meses antes de ser alvejado na porta do seu escritório em Livramento de Nossa Senhora, o empresário compareceu à Câmara Municipal de Rio de Contas para fazer declarações delatando todo o esquema.Veiga era responsável pela ONG Instituto Preservar e diversas empresas contratadas pelo município para a realização dos convênios celebrados com os ministérios. “A ONG criava os projetos que aparentemente beneficiariam a população do município de Rio de Contas e nos quais o prefeito e ex-prefeito se baseavam para realizar os convênios com a União, angariando os recursos”, acusam os procuradores. “Obtidas as verbas, as empresas de Roberto, dentre elas a Fernandes, Veiga & Cia e a Inconsec, mediante licitações flagrantemente fraudadas, eram contratadas para a execução dos projetos”, continuam.Foi apurado que, por meio de superfaturamento de obras, utilização de materiais de construção de baixa qualidade e obras inacabadas, cuja prestação de contas era aceita com base em documentos falsificados, eram feitos os desvios das verbas públicas. “A apropriação dos recursos, também utilizados no financiamento das campanhas eleitorais de Evilácio Miranda e Pedro da Rocha, permitiu que os dois ficassem se alternando no poder desde 1989”, sustentam.
Fonte: A Tarde
Operador operado
PF faz busca e apreensão na casa de Protógenes Queiroz
por Claudio Julio Tognolli
A Polícia Federal fez operação de busca e apreensão na casa do delegado Protógenes Queiroz, em Brasília, nesta quarta-feira (5/10), e de outros delegados que participaram das investigações sobre supostos crimes financeiros do banqueiro Daniel Dantas, na chamada Operação Satiagraha. A ordem de busca e apreensão foi concedida pelo juiz da 7ª Vara Federal em São Paulo, Ali Mazloum.
As diligências apuram vazamento de informações das investigações sobre Daniel Dantas ocorridas antes da deflagração da operação que resultou na prisão do banqueiro em julho. Em São Paulo, a ação foi liderada pelo superintendente regional da PF, Leandro Daiello Coimbra.
Ao reconstituir os últimos momentos da operação contra Daniel Dantas, para averiguar vazamentos, a PF chegou a uma constatação intrigante. Protógenes Queiroz tinha à sua disposição salas em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Quando procurado em um desses locais, não encontrado, supunha-se que ele estaria, obrigatoriamente, em um dos outros dois endereços. Não estava em nenhum dos três, concluiu-se agora. O mesmo ocorreu no dia em que se deflagrou a operação. Protógenes simplesmente sumiu. Seus colegas querem agora saber onde e com quem ele estava.
O blog do jornalista Luiz Nassif publicou mensagem que descreve a ação da PF: “Hoje pela manhã recebi a visita de alguns colegas da PF, tinham um mandado de busca e apreensão para cumprir em minha casa, foi chamada de “operação G” (será que o “G” é de Gilmar ???). Acordei minha esposa e meus filhos para que acompanhassem as buscas em nosso apartamento, estavam 'procurando grampos ilegais e mídias', como todo o trabalho em que participei sempre foi respaldado por autorização judicial (seja a interceptação telefônica, ambiental ou ação controlada), não havia nada a ser encontrado, como não encontraram”. A mensagem é assinada por “Neófito”, que se identifica como policial federal.
Protógenes, que não estava em casa no momento da ação policial
— consta que estaria em São Paulo — foi o chefe da denominada Operação Satiagraha.
Durante a operação, o banqueiro foi preso em duas oportunidades, cumprindo ordem do juiz Fausto Martin de Sanctis, por solicitação do delegado. Nas duas oportunidades, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, concedeu Habeas Corpus colocando o banqueiro em liberdade.
A operação acabou provocando um grande escândalo e Protógenes foi afastado de seu comando. Em seguida, a revista Veja publicou reportagem afirmando que telefones do ministro estavam grampeados, supostamente pela Agência Brasileira de Informação e pela Polícia Federal, também num desdobramento da operação comandada por Protógenes.
Revista Consultor Jurídico,
por Claudio Julio Tognolli
A Polícia Federal fez operação de busca e apreensão na casa do delegado Protógenes Queiroz, em Brasília, nesta quarta-feira (5/10), e de outros delegados que participaram das investigações sobre supostos crimes financeiros do banqueiro Daniel Dantas, na chamada Operação Satiagraha. A ordem de busca e apreensão foi concedida pelo juiz da 7ª Vara Federal em São Paulo, Ali Mazloum.
As diligências apuram vazamento de informações das investigações sobre Daniel Dantas ocorridas antes da deflagração da operação que resultou na prisão do banqueiro em julho. Em São Paulo, a ação foi liderada pelo superintendente regional da PF, Leandro Daiello Coimbra.
Ao reconstituir os últimos momentos da operação contra Daniel Dantas, para averiguar vazamentos, a PF chegou a uma constatação intrigante. Protógenes Queiroz tinha à sua disposição salas em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Quando procurado em um desses locais, não encontrado, supunha-se que ele estaria, obrigatoriamente, em um dos outros dois endereços. Não estava em nenhum dos três, concluiu-se agora. O mesmo ocorreu no dia em que se deflagrou a operação. Protógenes simplesmente sumiu. Seus colegas querem agora saber onde e com quem ele estava.
O blog do jornalista Luiz Nassif publicou mensagem que descreve a ação da PF: “Hoje pela manhã recebi a visita de alguns colegas da PF, tinham um mandado de busca e apreensão para cumprir em minha casa, foi chamada de “operação G” (será que o “G” é de Gilmar ???). Acordei minha esposa e meus filhos para que acompanhassem as buscas em nosso apartamento, estavam 'procurando grampos ilegais e mídias', como todo o trabalho em que participei sempre foi respaldado por autorização judicial (seja a interceptação telefônica, ambiental ou ação controlada), não havia nada a ser encontrado, como não encontraram”. A mensagem é assinada por “Neófito”, que se identifica como policial federal.
Protógenes, que não estava em casa no momento da ação policial
— consta que estaria em São Paulo — foi o chefe da denominada Operação Satiagraha.
Durante a operação, o banqueiro foi preso em duas oportunidades, cumprindo ordem do juiz Fausto Martin de Sanctis, por solicitação do delegado. Nas duas oportunidades, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, concedeu Habeas Corpus colocando o banqueiro em liberdade.
A operação acabou provocando um grande escândalo e Protógenes foi afastado de seu comando. Em seguida, a revista Veja publicou reportagem afirmando que telefones do ministro estavam grampeados, supostamente pela Agência Brasileira de Informação e pela Polícia Federal, também num desdobramento da operação comandada por Protógenes.
Revista Consultor Jurídico,
quarta-feira, novembro 05, 2008
Barack Obama, presidente dos Estados Unidos da América
“Se alguém aí fora ainda duvida de que algumas coisas podem acontecer em nosso país, se alguns questionam os sonhos de nossos fundadores, hoje é a resposta para suas dúvidas.”
Foi com essa espécie de desabafo que o democrata Barack Obama, extra-oficialmente declarado novo presidente dos Estados Unidos, iniciou o discurso da vitória em Chicago, diante de milhares de eufóricos e emocionados eleitores norte-americanos. O senador por Illinois é o 44º presidente da história dos EUA, e o primeiro negro a ocupar o posto mais alto da Casa Branca, sede do governo.
Com a conquista de 338 votos de delegados dentre os 538 colégios eleitorais nos estados (até cerca de 3h20 desta quarta-feira), dos 270 necessários para a vitória, e após o telefonema no qual a derrota foi admitida pelo republicano John McCain, o democrata apareceu com contida felicidade e alívio diante da gigantesca platéia. Como manda o figurino, chegou de mãos dadas com a nova primeira-dama, Michelle Obama, e as filhas Malia e Sasha.
Obama fez um pronunciamento de quase meia-hora no Grant Park, em Chicago, no qual saudou o “corajoso líder” derrotado John McCain, e repetiu diversas vezes o lema de campanha “Yes, we can” (“Sim, nós podemos”, no que era acompanhado em uníssono pela multidão). E, em meio a uma ovação unânime, mandou um recadinho ao mundo, com atenção especial aos terroristas.
“Àqueles que querem destruir o mundo, nós vamos derrotar vocês. Àqueles que querem paz no mundo, nós apoiaremos vocês”, bradou, endurecendo o discurso ameno e calculado durante a campanha presidencial, e fazendo referência à mudança tão apregoada em sua proposta de gestão. “Um novo amanhecer está no horizonte”, profetizou Obama, dirigindo-se a cidadãos que o acompanhavam em todo o mundo, “nos cantos mais esquecidos do planeta”.
Agradecimentos
Finalmente vitorioso, o avaiano de Honolulu Barack Hussein Obama fez alguns agradecimentos a figuras-chave de sua campanha e da vida pessoal, como "a rocha que sustenta a minha família, o amor da minha vida, a nova primeira-dama dos Estados Unidos da América".
Em momento de alta carga emotiva, o democrata lembrou dos ensinamentos da avó materna, Madelyn Dunham, morta nesta segunda-feira (3) no Hawaii, onde vivia. Levando populares às lágrimas, Obama disse que Madelyn o teria inspirado a agir em momentos difíceis, e que seu exemplo permanecerá com ele.
Obama agradeceu também ao próprio adversário, dizendo que a nação norte-americana teve "o privilégio" de testemunhar "os serviços desse corajoso líder" McCain, que recebeu a honraria "herói de guerra" pelas inúmeras missões militares, em mais de uma guerra. Obama declarou querer trabalhar com o republicano para o bem do país.
"[McCain] lutou duro e por um longo tempo", ensejou Obama, referindo-se à extensa agenda da campanha presidencial. "E ainda mais arduamente pelo país que ama. Ele fez um sacrifício que a maioria de nós não pode sequer imaginar", completou, agora com referência à epoca em que McCain foi combatente das forças armadas.
Por fim, Obama se dirigiu novamente aos eleitores, dizendo que faria um governo em que negros, brancos, latinos, asiáticos, gays, homossexuais e demais minorias não seriam discriminados. E estendeu os agradecimentos ao eleitorado: "Jamais esquecerei a quem essa história pertence. E ela pertence a vocês." (Fábio Góis)
Fonte: congressoemfoco
Foi com essa espécie de desabafo que o democrata Barack Obama, extra-oficialmente declarado novo presidente dos Estados Unidos, iniciou o discurso da vitória em Chicago, diante de milhares de eufóricos e emocionados eleitores norte-americanos. O senador por Illinois é o 44º presidente da história dos EUA, e o primeiro negro a ocupar o posto mais alto da Casa Branca, sede do governo.
Com a conquista de 338 votos de delegados dentre os 538 colégios eleitorais nos estados (até cerca de 3h20 desta quarta-feira), dos 270 necessários para a vitória, e após o telefonema no qual a derrota foi admitida pelo republicano John McCain, o democrata apareceu com contida felicidade e alívio diante da gigantesca platéia. Como manda o figurino, chegou de mãos dadas com a nova primeira-dama, Michelle Obama, e as filhas Malia e Sasha.
Obama fez um pronunciamento de quase meia-hora no Grant Park, em Chicago, no qual saudou o “corajoso líder” derrotado John McCain, e repetiu diversas vezes o lema de campanha “Yes, we can” (“Sim, nós podemos”, no que era acompanhado em uníssono pela multidão). E, em meio a uma ovação unânime, mandou um recadinho ao mundo, com atenção especial aos terroristas.
“Àqueles que querem destruir o mundo, nós vamos derrotar vocês. Àqueles que querem paz no mundo, nós apoiaremos vocês”, bradou, endurecendo o discurso ameno e calculado durante a campanha presidencial, e fazendo referência à mudança tão apregoada em sua proposta de gestão. “Um novo amanhecer está no horizonte”, profetizou Obama, dirigindo-se a cidadãos que o acompanhavam em todo o mundo, “nos cantos mais esquecidos do planeta”.
Agradecimentos
Finalmente vitorioso, o avaiano de Honolulu Barack Hussein Obama fez alguns agradecimentos a figuras-chave de sua campanha e da vida pessoal, como "a rocha que sustenta a minha família, o amor da minha vida, a nova primeira-dama dos Estados Unidos da América".
Em momento de alta carga emotiva, o democrata lembrou dos ensinamentos da avó materna, Madelyn Dunham, morta nesta segunda-feira (3) no Hawaii, onde vivia. Levando populares às lágrimas, Obama disse que Madelyn o teria inspirado a agir em momentos difíceis, e que seu exemplo permanecerá com ele.
Obama agradeceu também ao próprio adversário, dizendo que a nação norte-americana teve "o privilégio" de testemunhar "os serviços desse corajoso líder" McCain, que recebeu a honraria "herói de guerra" pelas inúmeras missões militares, em mais de uma guerra. Obama declarou querer trabalhar com o republicano para o bem do país.
"[McCain] lutou duro e por um longo tempo", ensejou Obama, referindo-se à extensa agenda da campanha presidencial. "E ainda mais arduamente pelo país que ama. Ele fez um sacrifício que a maioria de nós não pode sequer imaginar", completou, agora com referência à epoca em que McCain foi combatente das forças armadas.
Por fim, Obama se dirigiu novamente aos eleitores, dizendo que faria um governo em que negros, brancos, latinos, asiáticos, gays, homossexuais e demais minorias não seriam discriminados. E estendeu os agradecimentos ao eleitorado: "Jamais esquecerei a quem essa história pertence. E ela pertence a vocês." (Fábio Góis)
Fonte: congressoemfoco
O cinismo macabro da oposição ao Governo Lula
Desde que a crise financeira internacional se instalou o governo brasileiro reagiu prontamente. No geral, as medidas foram saudadas com entusiasmo pelo setor industrial. A “Carta do IEDI” analisou as medidas com lucidez. Também o sistema bancário reagiu positivamente às medidas governamentais. Entretanto, se o caro amigo pretende se informar sobre a política econômica recomenda-se consultar o Diário Oficial da União (DOU), buscar a informação diretamente nas fontes, pois a grande mídia, em geral, tem se prestado a confundir a opinião pública, com o único propósito de desqualificar a ação das autoridades econômicas.A mídia executa uma estratégia de desmoralização, faz alusões ligeiras, imputa afirmações falsas. A mídia desenha um perfil de autoridades vacilantes, omissas e levianas. Quer provocar um clima de desconfiança contra o governo. A grande mídia não se conforma em ver o Brasil de Lula preparado para enfrentar a crise. São os golpistas de sempre. Total desfaçatez e absoluta falta de princípios na mídia. Há jornais que publicam editoriais de um cinismo macabro. Eles falam até numa suposta “gastança”. Não admitem que poucos países no mundo se encontram em posição tão sólida como o Brasil.Leia a crítica do jornalista, advogado e deputado Rui Falcão (PT-SP)
Fonte: Bahia de Fato
Fonte: Bahia de Fato
Solidariedade a Mário Kertész, o grampeado
Está virando motivo de grande gozação na cidade. O radialista Mário Kertész está divulgando que foi grampeado pelo PT. O deputado Heraldo Rocha (ex-PFL) pediu uma “investigação profunda” na Assembléia Legislativa da Bahia. Seu pedido foi reforçado pelo líder do DEM na Assembléia, deputado Gildásio Penedo. Só pode ser gozação. O líder do PT na Assembléia Legislativa, deputado Paulo Rangel, ironizou a denúncia feita pelo deputado Heraldo Rocha (DEM). “Nós acabamos de ouvir uma fala aqui talvez de um dos deputados que mais entendam de grampo nesta Casa. Um deputado que acabou com uma CPI sobre os grampos em apenas 40 segundos”. Ele se referia ao abafamento de uma CPI para apurar os grampos ordenados pelo falecido ACM e executados por conhecidos delegados. Daí o apelido de ACM Neto, o grampinho.Na Bahia, todo mundo sabe quem entende de grampo. Como o deputado Paulo Rangel, “quero me solidarizar com o radialista Mário Kértesz, porque não tivemos a oportunidade de limpar a Polícia Civil do jeito que deveríamos. Não parte do nosso governo. Não parte de nenhum senador nosso. Nenhum deputado de nosso partido tem autorização para grampear qualquer cidadão”.Inventa outra Marão!
Fonte: Bahia de Fato
Fonte: Bahia de Fato
Agente provocador da Receita Federal tentou constranger o governador da Bahia
Algum agente provocador da Receita Federal decidiu constranger o governador Jaques Wagner, em sua chegada ao Aeroporto Internacional de Salvador, ao retornar da viagem aos EUA para inauguração da linha Miami-Salvador.O governador deixou na sala VIP seus convidados, o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel, o governador de Sergipe, Marcelo deda e diretores da American Airlines e foi atender a fiscalização.O agente provocador da Receita Federal afirmava que havia um notebook na mala do governador da Bahia. A mala foi aberta na presença de Jaques Wagner e não havia nenhum notebook.O que devia ser apenas uma grande festa transformou-se em motivo de aborrecimento. A Receita Federal precisa apurar essa sacanagem. Quem foi o moleque que decidiu constranger o governador da Bahia?NOTA DA REDAÇÃO - A fonte dessa nota é o site Bahia Negócios, de Geraldo Vilalva. Mas, depois soube que ele tirou a informação do site do Cláudio Humberto. Sinto informar que tem 99% de chance de ser mentira.
Fonte: Bahia de Fato
Fonte: Bahia de Fato
Fusão prevê lucro de R$ 142 milhões
SÃO PAULO - A união entre Itaú e Unibanco deverá gerar um lucro adicional de R$ 142 milhões na nova instituição financeira, segundo estimativa feita pelos dois bancos e apresentada ontem em teleconferência a analistas. "É uma situação em que há um resultado positivo no lucro por ação já no curto prazo", afirmou Alfredo Setubal, diretor de Relações com Investidores do Itaú.
Os dados apresentados consideram, com base nos dados da First Call, que individualmente o Itaú terá um lucro de R$ 8,23 bilhões e o Unibanco, de R$ 3,07 bilhões, totalizando R$ 11,40 bilhões, com lucros por ação de, respectivamente, R$ 2,82, R$ 1,13 e as duas juntas de R$ 2,79. No entanto, a sinergia adicional projetada de R$ 142 milhões fará com que o lucro de Itaú Unibanco Holding fique em R$ 11,55 bilhões, o que representa um lucro por ação de R$ 2,82.
Apesar desse número, o presidente do Itaú e futuro diretor-presidente da nova instituição, Roberto Setubal, afirmou que não foram feitas as contas sobre as sinergias possíveis. "É um processo lento. Um processo complexo que queremos fazer com cuidado. Não estamos com pressa em realizar sinergias", disse.
Entre as sinergias possíveis ele citou a possibilidade de ganhos com a venda de produtos e redução de custos na área de informática, com uma otimização das despesas em processamento de dados e compras de sistemas. O executivo acredita que a autorização para a união de Itaú e Unibanco será feita em até quatro meses, prazo em que foi concluído o processo envolvendo o Bank Boston, comprado pelo Itaú em 2006.
Para Setubal, como as duas instituições envolvidas são brasileiras a aprovação deve levar menos tempo. Na última segunda-feira, o Conselho de Administração do Itaú aprovou a proposta de união, que será levada à assembléia de acionistas até a primeira semana de dezembro. O conselho do Unibanco também deverá aprovar essa proposta e encaminhar para a assembléia.
Segundo Pedro Moreira Salles, presidente da instituição, isso deverá ocorrer nas próximas semanas. Aprovada nas assembléias de acionistas, a proposta de união será encaminhada ao Banco Central, que irá autorizar o funcionamento dessa nova holding.
Controle compartilhado
Em teleconferência, os dois executivos defenderam que o controle da holding será compartilhado e a Itaúsa, que terá maior número de ações ordinárias que a família Moreira Salles, votará sempre em consenso com a IU Participações. A IU Participações terá o controle compartilhado entre os Moreira Salles e a Itaúsa, cada um com 50% das ordinárias e Itaúsa com 100% das preferenciais.
Essa empresa terá 51% das ações ordinárias de Itaú Unibanco Holding. Já a Itaúsa terá 36% das ONs da holding e o Bank of America 2,5% das ONs e 8,5% das preferências da holding. O restante dos papéis da holding ficará na mão do mercado (10,5% das ONs e 91,5% das PNs).
Para que essa relação seja possível, a Itaú Unibanco Holding irá emitir 1,12 milhão de ações (ordinárias e preferenciais) que ficarão com os acionistas de Unibanco, em substituição dos papéis atuais que estão em circulação no mercado hoje. Segundo Setubal, a relação de troca inclui cerca de R$ 27 bilhões de prêmio aos controladores pelo Unibanco, mas esse valor está incluso nessas ações que serão emitidas.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Os dados apresentados consideram, com base nos dados da First Call, que individualmente o Itaú terá um lucro de R$ 8,23 bilhões e o Unibanco, de R$ 3,07 bilhões, totalizando R$ 11,40 bilhões, com lucros por ação de, respectivamente, R$ 2,82, R$ 1,13 e as duas juntas de R$ 2,79. No entanto, a sinergia adicional projetada de R$ 142 milhões fará com que o lucro de Itaú Unibanco Holding fique em R$ 11,55 bilhões, o que representa um lucro por ação de R$ 2,82.
Apesar desse número, o presidente do Itaú e futuro diretor-presidente da nova instituição, Roberto Setubal, afirmou que não foram feitas as contas sobre as sinergias possíveis. "É um processo lento. Um processo complexo que queremos fazer com cuidado. Não estamos com pressa em realizar sinergias", disse.
Entre as sinergias possíveis ele citou a possibilidade de ganhos com a venda de produtos e redução de custos na área de informática, com uma otimização das despesas em processamento de dados e compras de sistemas. O executivo acredita que a autorização para a união de Itaú e Unibanco será feita em até quatro meses, prazo em que foi concluído o processo envolvendo o Bank Boston, comprado pelo Itaú em 2006.
Para Setubal, como as duas instituições envolvidas são brasileiras a aprovação deve levar menos tempo. Na última segunda-feira, o Conselho de Administração do Itaú aprovou a proposta de união, que será levada à assembléia de acionistas até a primeira semana de dezembro. O conselho do Unibanco também deverá aprovar essa proposta e encaminhar para a assembléia.
Segundo Pedro Moreira Salles, presidente da instituição, isso deverá ocorrer nas próximas semanas. Aprovada nas assembléias de acionistas, a proposta de união será encaminhada ao Banco Central, que irá autorizar o funcionamento dessa nova holding.
Controle compartilhado
Em teleconferência, os dois executivos defenderam que o controle da holding será compartilhado e a Itaúsa, que terá maior número de ações ordinárias que a família Moreira Salles, votará sempre em consenso com a IU Participações. A IU Participações terá o controle compartilhado entre os Moreira Salles e a Itaúsa, cada um com 50% das ordinárias e Itaúsa com 100% das preferenciais.
Essa empresa terá 51% das ações ordinárias de Itaú Unibanco Holding. Já a Itaúsa terá 36% das ONs da holding e o Bank of America 2,5% das ONs e 8,5% das preferências da holding. O restante dos papéis da holding ficará na mão do mercado (10,5% das ONs e 91,5% das PNs).
Para que essa relação seja possível, a Itaú Unibanco Holding irá emitir 1,12 milhão de ações (ordinárias e preferenciais) que ficarão com os acionistas de Unibanco, em substituição dos papéis atuais que estão em circulação no mercado hoje. Segundo Setubal, a relação de troca inclui cerca de R$ 27 bilhões de prêmio aos controladores pelo Unibanco, mas esse valor está incluso nessas ações que serão emitidas.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Anderson Adauto é afastado em Uberaba
Ex-ministro de Lula é acusado de favorecer empresa em concorrência pública
BELO HORIZONTE - O prefeito reeleito de Uberaba (MG), Anderson Adauto (PMDB), foi afastado ontem do cargo pela Justiça. A decisão contra Adauto, ex-ministro dos Transportes do governo Lula e réu no processo dos 40 do mensalão, foi tomada pelo juiz Lênin Ignachitti, da 4ª Vara Civil da cidade, na ação que contesta o contrato do município com a empresa Home Care Medical para a gestão das farmácias e do almoxarifado da Secretaria da Saúde da cidade. A decisão não é definitiva - cabe recurso ao Tribunal de Justiça de Minas.
O juiz decretou ainda o seqüestro dos bens de Adauto, do secretário de Governo de Uberaba, João Franco Junior, da funcionária pública Vera Lúcia Silveira Abdalla, da Home Care e da offshore River Finance Co, que tem sede no Panamá e é uma das sócias da Home Care. Franco Junior e Vera também foram afastados dos cargos.
Adauto, que nega a acusação, é o primeiro administrador suspeito de envolvimento no escândalo da máfia dos parasitas, o suposto esquema de fraudes em centenas de licitações em 21 hospitais públicos de São Paulo e em 29 prefeituras de quatro estados, entre os quais o Rio de Janeiro. A investigação sobre o contrato de Uberaba ocorreu paralelamente à da Polícia Civil de São Paulo, que levou à deflagração da Operação Parasitas.
Por meio dela, a polícia executou 23 mandados de busca e a apreensão e prendeu cinco acusados de compor o núcleo empresarial da organização criminosa, entre eles Renato Pereira Junior e Marcos Agostinho Paioli, sócios da Home Care. A empresa seria responsável pela maioria dos contratos suspeitos com as prefeituras.
O contrato assinado pela Home Care com Uberaba, no montante de R$ 15,9 milhões, é de setembro de 2006 e foi suspenso em outubro de 2007 por decisão da Justiça, quando a prefeitura já havia pago à empresa R$ 5 milhões.
"O que se descortinou neste inquérito civil mostra com clareza que o caso da saúde pública não reside, principalmente, na falta de recursos públicos, mas antes de tudo na falta de moralidade administrativa de alguns. É uma verdade, uma triste verdade, mas a mais pura verdade", afirmou o promotor José Carlos Fernandes Júnior, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Uberaba. O advogado da Home Care, Roberto Podval, disse que a defesa ainda não teve acesso à decisão da 4ª Vara Civil de Uberaba.
A denúncia contra Adauto nasceu da representação feita por Alaor Carlos de Oliveira Junior, ex-secretário da Saúde de Adauto. Oliveira Junior acusou o ex-chefe de se encontrar com Renato Delgado, gerente da Home Care, para promover uma licitação de "cartas marcadas" com o objetivo de garantir que a empresa fosse vencedora.
Ao depor, o ex-secretário contou como foi o encontro no gabinete do prefeito. "Delgado comentou que já tinha toda a documentação pronta para a licitação, inclusive o modelo de edital e que poderia encaminhá-lo para agilizar o processo.
O prefeito, então, concordou com a proposta, ficando acertado que ele (Delgado) ia encaminhar o modelo de edital", relatou Oliveira Junior. Para a promotoria, "estava montado o esquema para a dilapidação do patrimônio público municipal de Uberaba", um "verdadeiro negócio das Arábias, comparável ao acerto das seis dezenas da Mega-Sena".
Fonte: Tribuna da Imprensa
BELO HORIZONTE - O prefeito reeleito de Uberaba (MG), Anderson Adauto (PMDB), foi afastado ontem do cargo pela Justiça. A decisão contra Adauto, ex-ministro dos Transportes do governo Lula e réu no processo dos 40 do mensalão, foi tomada pelo juiz Lênin Ignachitti, da 4ª Vara Civil da cidade, na ação que contesta o contrato do município com a empresa Home Care Medical para a gestão das farmácias e do almoxarifado da Secretaria da Saúde da cidade. A decisão não é definitiva - cabe recurso ao Tribunal de Justiça de Minas.
O juiz decretou ainda o seqüestro dos bens de Adauto, do secretário de Governo de Uberaba, João Franco Junior, da funcionária pública Vera Lúcia Silveira Abdalla, da Home Care e da offshore River Finance Co, que tem sede no Panamá e é uma das sócias da Home Care. Franco Junior e Vera também foram afastados dos cargos.
Adauto, que nega a acusação, é o primeiro administrador suspeito de envolvimento no escândalo da máfia dos parasitas, o suposto esquema de fraudes em centenas de licitações em 21 hospitais públicos de São Paulo e em 29 prefeituras de quatro estados, entre os quais o Rio de Janeiro. A investigação sobre o contrato de Uberaba ocorreu paralelamente à da Polícia Civil de São Paulo, que levou à deflagração da Operação Parasitas.
Por meio dela, a polícia executou 23 mandados de busca e a apreensão e prendeu cinco acusados de compor o núcleo empresarial da organização criminosa, entre eles Renato Pereira Junior e Marcos Agostinho Paioli, sócios da Home Care. A empresa seria responsável pela maioria dos contratos suspeitos com as prefeituras.
O contrato assinado pela Home Care com Uberaba, no montante de R$ 15,9 milhões, é de setembro de 2006 e foi suspenso em outubro de 2007 por decisão da Justiça, quando a prefeitura já havia pago à empresa R$ 5 milhões.
"O que se descortinou neste inquérito civil mostra com clareza que o caso da saúde pública não reside, principalmente, na falta de recursos públicos, mas antes de tudo na falta de moralidade administrativa de alguns. É uma verdade, uma triste verdade, mas a mais pura verdade", afirmou o promotor José Carlos Fernandes Júnior, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Uberaba. O advogado da Home Care, Roberto Podval, disse que a defesa ainda não teve acesso à decisão da 4ª Vara Civil de Uberaba.
A denúncia contra Adauto nasceu da representação feita por Alaor Carlos de Oliveira Junior, ex-secretário da Saúde de Adauto. Oliveira Junior acusou o ex-chefe de se encontrar com Renato Delgado, gerente da Home Care, para promover uma licitação de "cartas marcadas" com o objetivo de garantir que a empresa fosse vencedora.
Ao depor, o ex-secretário contou como foi o encontro no gabinete do prefeito. "Delgado comentou que já tinha toda a documentação pronta para a licitação, inclusive o modelo de edital e que poderia encaminhá-lo para agilizar o processo.
O prefeito, então, concordou com a proposta, ficando acertado que ele (Delgado) ia encaminhar o modelo de edital", relatou Oliveira Junior. Para a promotoria, "estava montado o esquema para a dilapidação do patrimônio público municipal de Uberaba", um "verdadeiro negócio das Arábias, comparável ao acerto das seis dezenas da Mega-Sena".
Fonte: Tribuna da Imprensa
Justiça atrasada não é justiça
Por: Helio Fernendes
Pedido de preferência para o ministro Joaquim Barbosa
Luiz Nogueira
Encontra-se em seu gabinete para exame e elaboração de voto o Recurso Extraordinário nº 487393-RJ, da União, que há 29 anos pugna pelo não pagamento de indenização pleiteado pelo intrépido, isento e democrático jornal TRIBUNA DA IMPRENSA, que, no período revolucionário, sofreu implacável perseguição e censura discriminatória, procedimentos esses inaceitáveis e que quase o conduziram à falência.
Em parecer datado de 29 de novembro de 2006, o procurador-geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do recurso. Para ele, a matéria trazida pela União não restou devidamente pré-questionada.
Por outro lado, como também não foi suscitado o debate da questão federal, nem na apelação e nem por meio de embargos de declaração, restou inadmissível e prejudicado o exame do RE nos termos do enunciado 282 do STF, mesmo porque o recurso em questão não se presta a rediscutir matéria já debatida.
Nesse quadro, considerando as notórias dificuldades econômico-financeiras que esse respeitado diário enfrenta, em parte, por seguir também linha nacionalista independente, seria, por outra parte, deplorável que o produto dessa justa indenização chegasse tarde demais, a ponto de não reparar os vultosos e comprovados prejuízos que sofreu ao longo de várias décadas. TRIBUNA DA IMPRENSA nunca foi comensal dos poderosos do dia e nem se vergou diante das diárias ameaças daqueles que não conseguem viver sob o regime democrático.
Nas próximas semanas, TRIBUNA DA IMPRENSA, que sempre batalhou pelo direito de todos, completará 60 anos de vida independente. Lamentável que, por conta da morosidade da Justiça e dos recursos intermináveis da União, não possa se valer dessa tardia mas justa indenização para, com fôlego e disposição, continuar defendendo o estado democrático de direito, combatendo iniciativas entreguistas e debatendo com determinação os principais problemas que impedem o rápido e equânime desenvolvimento do Brasil.
Senhor ministro, se, de acordo com o procurador-geral da República, o RE nº 487393 nem deve ser conhecido, então, por que não levá-lo logo a julgamento para que a Justiça a ser feita MOSTRE-SE EFICAZ, afastando o risco de fechamento de tão importante veículo de comunicação? Isso é o pedido de preferência de um cidadão que lê e vibra com a TRIBUNA e não do advogado da causa, que também, por certo, já deve ter exposto a Vossa Excelência argumentos semelhantes ou mais convincentes. SE É PARA OFERECER JUSTIÇA PLENA E EFICAZ, A HORA É AGORA. DEPOIS PODERÁ SER TARDE DEMAIS.
Respeitosamente,LUIZ NOGUEIRA OAB/SP 75708
PS HF - Apesar do ministro Joaquim Barbosa ter dito até com um certo ar de bravata que não fica com processos atrasados, ou, como se diz abertamente, "engavetados", ele já tem despachado vários processos que chegaram às suas mãos, depois da ação da Tribuna da Imprensa.
PS HF 2 - Não escrevo como jornalista ou como parte e sim como denunciante. Pois é de denúncia que se trata. Denúncia de retardamento e constatação de negligência. E para dar ainda mais relevo e importância, citemos Rui Barbosa.
De Anás a Herodes o julgamento de Cristo é o espelho de todas as deserções da justiça, corrompida pelas facções, pelos demagogos e pelos governos. A sua fraqueza, a sua inconsciência, a sua perversão moral crucificaram o Salvador, e continuam a crucificá-lo, ainda hoje, nos impérios e nas repúblicas, de cada vez que um tribunal sofisma, tergiversa, recua, abdica.
Foi como agitador do povo e subversor das instituições que se imolou Jesus. E, de cada vez que há precisão de sacrificar um amigo do direito, um advogado da verdade, um protetor dos indefesos, um apóstolo de idéias generosas, um confessor da lei, um educador do povo, é esse, a ordem pública, o pretexto, que renasce, para exculpar as transações dos juízes tíbios com os interesses do poder.
Todos esses acreditam, como Pôncio, salvar-se lavando as mãos do sangue que vão derramar, do atentado que vão cometer. Medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de estado, interesse supremo, como quer que te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde.
RUI BARBOSA
"A Imprensa", 31 de março de 1899
Fonte: Tribuna da Imprensa
Pedido de preferência para o ministro Joaquim Barbosa
Luiz Nogueira
Encontra-se em seu gabinete para exame e elaboração de voto o Recurso Extraordinário nº 487393-RJ, da União, que há 29 anos pugna pelo não pagamento de indenização pleiteado pelo intrépido, isento e democrático jornal TRIBUNA DA IMPRENSA, que, no período revolucionário, sofreu implacável perseguição e censura discriminatória, procedimentos esses inaceitáveis e que quase o conduziram à falência.
Em parecer datado de 29 de novembro de 2006, o procurador-geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do recurso. Para ele, a matéria trazida pela União não restou devidamente pré-questionada.
Por outro lado, como também não foi suscitado o debate da questão federal, nem na apelação e nem por meio de embargos de declaração, restou inadmissível e prejudicado o exame do RE nos termos do enunciado 282 do STF, mesmo porque o recurso em questão não se presta a rediscutir matéria já debatida.
Nesse quadro, considerando as notórias dificuldades econômico-financeiras que esse respeitado diário enfrenta, em parte, por seguir também linha nacionalista independente, seria, por outra parte, deplorável que o produto dessa justa indenização chegasse tarde demais, a ponto de não reparar os vultosos e comprovados prejuízos que sofreu ao longo de várias décadas. TRIBUNA DA IMPRENSA nunca foi comensal dos poderosos do dia e nem se vergou diante das diárias ameaças daqueles que não conseguem viver sob o regime democrático.
Nas próximas semanas, TRIBUNA DA IMPRENSA, que sempre batalhou pelo direito de todos, completará 60 anos de vida independente. Lamentável que, por conta da morosidade da Justiça e dos recursos intermináveis da União, não possa se valer dessa tardia mas justa indenização para, com fôlego e disposição, continuar defendendo o estado democrático de direito, combatendo iniciativas entreguistas e debatendo com determinação os principais problemas que impedem o rápido e equânime desenvolvimento do Brasil.
Senhor ministro, se, de acordo com o procurador-geral da República, o RE nº 487393 nem deve ser conhecido, então, por que não levá-lo logo a julgamento para que a Justiça a ser feita MOSTRE-SE EFICAZ, afastando o risco de fechamento de tão importante veículo de comunicação? Isso é o pedido de preferência de um cidadão que lê e vibra com a TRIBUNA e não do advogado da causa, que também, por certo, já deve ter exposto a Vossa Excelência argumentos semelhantes ou mais convincentes. SE É PARA OFERECER JUSTIÇA PLENA E EFICAZ, A HORA É AGORA. DEPOIS PODERÁ SER TARDE DEMAIS.
Respeitosamente,LUIZ NOGUEIRA OAB/SP 75708
PS HF - Apesar do ministro Joaquim Barbosa ter dito até com um certo ar de bravata que não fica com processos atrasados, ou, como se diz abertamente, "engavetados", ele já tem despachado vários processos que chegaram às suas mãos, depois da ação da Tribuna da Imprensa.
PS HF 2 - Não escrevo como jornalista ou como parte e sim como denunciante. Pois é de denúncia que se trata. Denúncia de retardamento e constatação de negligência. E para dar ainda mais relevo e importância, citemos Rui Barbosa.
De Anás a Herodes o julgamento de Cristo é o espelho de todas as deserções da justiça, corrompida pelas facções, pelos demagogos e pelos governos. A sua fraqueza, a sua inconsciência, a sua perversão moral crucificaram o Salvador, e continuam a crucificá-lo, ainda hoje, nos impérios e nas repúblicas, de cada vez que um tribunal sofisma, tergiversa, recua, abdica.
Foi como agitador do povo e subversor das instituições que se imolou Jesus. E, de cada vez que há precisão de sacrificar um amigo do direito, um advogado da verdade, um protetor dos indefesos, um apóstolo de idéias generosas, um confessor da lei, um educador do povo, é esse, a ordem pública, o pretexto, que renasce, para exculpar as transações dos juízes tíbios com os interesses do poder.
Todos esses acreditam, como Pôncio, salvar-se lavando as mãos do sangue que vão derramar, do atentado que vão cometer. Medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de estado, interesse supremo, como quer que te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde.
RUI BARBOSA
"A Imprensa", 31 de março de 1899
Fonte: Tribuna da Imprensa
O PT poderá reagir
Por: carlos Chagas
BRASÍLIA - Como regra, o PT costuma tomar decisões através de sua Executiva Nacional, em São Paulo. Quinze ou dezesseis pessoas, como rotina. Claro que quase sempre de comum acordo com o presidente Lula. Como está marcada para sexta-feira, em Brasília, reunião do Diretório Nacional do partido, com mais de cem companheiros, a pergunta que se faz é se anda acontecendo coisa grave ou, mesmo, explosiva, nos corredores petistas.
Divulga-se que no encontro será examinada e quem sabe decidida à questão das presidências da Câmara e do Senado. Porque o acordo anterior entre PT e PMDB era para a alternância nas presidências das casas do Congresso. Arlindo Chinaglia, do PT, seria sucedido por Michel Temer, do PMDB, na Câmara, enquanto no Senado Garibaldi Alves, do PMDB, cederia o lugar a Tião Viana, do PT.
Menos pela vitória nas eleições municipais, mais pela observação das preliminares da sucessão presidencial de 2010, senadores do PMDB decidiram-se fazer valer o regimento interno do Senado, estabelecendo a presidência para a maior bancada. O PMDB dispõe de vinte senadores, o PT de treze, mantida proporção parecida na Câmara.
Em pé-de-guerra, propriamente, o PT não está, mas as escaramuças começaram. Se os peemedebistas não cumprem o acordo no Senado, os petistas sentem-se desobrigados de cumpri-lo na Câmara. Em vez de votar no deputado Michel Temer, votariam no deputado Ciro Nogueira, avulso, ou em outro nome a aparecer. Seria a réplica pelo fato de o PMDB não escolher Tião Viana e lançar um dos seus, quem sabe até José Sarney.
No começo o presidente Lula procurou obter o compromisso dos peemedebistas, depois vacilou um pouco, não querendo briga com o partido fundamental para a preservação do poder em 2010. Parece que de segunda-feira para cá, o chefe do governo engrossou de novo, exigindo a alternância. Poderá oscilar outra vez, até sexta-feira, tudo dependendo da capacidade de resistência do PMDB, ao qual também não interessam entreveros com o palácio do Planalto. Afinal, o partido tem seis ministros e montes de dirigentes de estatais e sucedâneos.
A solução poderá estar na convocação do Diretório Nacional do PT, pretensamente quem dá a última palavra. Se foram apenas os dirigentes petistas a programá-la, sem participação do presidente Lula, será sinal de turbulências no relacionamento entre eles. Como o presidente não é ingênuo, quem sabe partiu dele a iniciativa, mesmo encoberta, de reunir o dito órgão máximo das decisões?
Um fechamento de questão pela alternância no Senado, tendo como reação o abandono do acordo na Câmara, levaria a iniciativa ao PMDB. Como reagiriam seus caciques? Mesmo sabendo que Lula não rasga dinheiro e não demitirá os ministros do maior partido nacional, um curto-circuito faria mal a todos. Estaria nessa pressão a chave para a vitória de Tião Viana?
O que nos leva à última consideração: os motivos para os senadores do PMDB reivindicarem a presidência da casa transcendem questões regimentais e até a idiossincrasia verificada entre Tião Viana e o ex-presidente Renan Calheiros. Atingem diretamente a sucessão presidencial de 2010. Dispondo das duas presidências do Congresso, o partido balizaria a disputa.
Primeiro, evitando manobras para a mudança nas regras do jogo, ou seja, impedindo a votação de emendas constitucionais capazes de gerar o terceiro mandato ou a prorrogação por dois anos. Como, também, obrigando o presidente a desistir da candidatura de Dilma Rousseff, se a chefe da Casa Civil não decolar.
Dirigindo os trabalhos na Câmara e no Senado, tudo favorecerá os interesses do PMDB. Só que esses formam um arco-íris: apoiar Dilma, se ela emplacar, indicando o candidato a vice-presidente; forçar o presidente Lula a aceitar Aécio Neves, se ele ingressar no partido, ou bandear-se para José Serra. São complicados os desígnios do PMDB...
Logo no estado natal de Lula
Divulgou-se esta semana a primeira pesquisa, mesmo restrita a Pernambuco, a respeito da sucessão presidencial. Senão um espectro das tendências nacionais, a consulta confirmou velhos números, conhecidos antes da campanha pelas eleições municipais. Deu José Serra na frente, seguido por Ciro Gomes, Aécio Neves e Heloísa Helena. Fechando a raia ficou Dilma Rousseff, com minguados 4%.
Com o maior respeito, fica evidente que Pernambuco não é o Brasil, mas se sinais idênticos começarem a ser colhidos em outros estados e outras regiões estará aceso o sinal amarelo no semáforo postado defronte ao palácio do Planalto. Contaria o presidente Lula com outras opções petistas? Dificilmente, pelo menos analisando o quadro com os fatores de hoje. Para ele, será insistir na chefe da Casa Civil através de mecanismos bem superiores aos adotados até agora ou...
Ou curvar-se ao abominável apelo que se faz sentir cada vez mais forte no PT e adjacências: o terceiro mandato ou a prorrogação por dois anos. Aliás, a esse respeito, é bom esclarecer que por falar de bruxas a gente tem que entrar no caldeirão. Pelo contrário, levantando com freqüência essa hipótese execrável porque golpista, estamos alertando, jamais estimulando. O esclarecimento vai para o leitor e ouvinte Ari Marques, de São Paulo, capital.
Alckmin não recua
Desabafo de Geraldo Alckmin, ouvido por quem esteve com ele faz pouco: "Eu sou feito o Zagalo. Vão ter que me engolir...".
O ex-governador e candidato derrotado à prefeitura paulistana mantêm duas disposições paralelas: não sair do PMDB e colocar-se como candidato à sucessão de José Serra.
Alckmin sabe não contar com a menor simpatia do atual governador, com quem, aliás, ainda não se encontrou desde o domingo 5 de outubro, quando da realização do primeiro turno das eleições municipais. Mas sabe, também, que um PSDB rachado em São Paulo não constituirá propriamente uma boa rampa de lançamento para a candidatura de Serra à presidência da República.
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Como regra, o PT costuma tomar decisões através de sua Executiva Nacional, em São Paulo. Quinze ou dezesseis pessoas, como rotina. Claro que quase sempre de comum acordo com o presidente Lula. Como está marcada para sexta-feira, em Brasília, reunião do Diretório Nacional do partido, com mais de cem companheiros, a pergunta que se faz é se anda acontecendo coisa grave ou, mesmo, explosiva, nos corredores petistas.
Divulga-se que no encontro será examinada e quem sabe decidida à questão das presidências da Câmara e do Senado. Porque o acordo anterior entre PT e PMDB era para a alternância nas presidências das casas do Congresso. Arlindo Chinaglia, do PT, seria sucedido por Michel Temer, do PMDB, na Câmara, enquanto no Senado Garibaldi Alves, do PMDB, cederia o lugar a Tião Viana, do PT.
Menos pela vitória nas eleições municipais, mais pela observação das preliminares da sucessão presidencial de 2010, senadores do PMDB decidiram-se fazer valer o regimento interno do Senado, estabelecendo a presidência para a maior bancada. O PMDB dispõe de vinte senadores, o PT de treze, mantida proporção parecida na Câmara.
Em pé-de-guerra, propriamente, o PT não está, mas as escaramuças começaram. Se os peemedebistas não cumprem o acordo no Senado, os petistas sentem-se desobrigados de cumpri-lo na Câmara. Em vez de votar no deputado Michel Temer, votariam no deputado Ciro Nogueira, avulso, ou em outro nome a aparecer. Seria a réplica pelo fato de o PMDB não escolher Tião Viana e lançar um dos seus, quem sabe até José Sarney.
No começo o presidente Lula procurou obter o compromisso dos peemedebistas, depois vacilou um pouco, não querendo briga com o partido fundamental para a preservação do poder em 2010. Parece que de segunda-feira para cá, o chefe do governo engrossou de novo, exigindo a alternância. Poderá oscilar outra vez, até sexta-feira, tudo dependendo da capacidade de resistência do PMDB, ao qual também não interessam entreveros com o palácio do Planalto. Afinal, o partido tem seis ministros e montes de dirigentes de estatais e sucedâneos.
A solução poderá estar na convocação do Diretório Nacional do PT, pretensamente quem dá a última palavra. Se foram apenas os dirigentes petistas a programá-la, sem participação do presidente Lula, será sinal de turbulências no relacionamento entre eles. Como o presidente não é ingênuo, quem sabe partiu dele a iniciativa, mesmo encoberta, de reunir o dito órgão máximo das decisões?
Um fechamento de questão pela alternância no Senado, tendo como reação o abandono do acordo na Câmara, levaria a iniciativa ao PMDB. Como reagiriam seus caciques? Mesmo sabendo que Lula não rasga dinheiro e não demitirá os ministros do maior partido nacional, um curto-circuito faria mal a todos. Estaria nessa pressão a chave para a vitória de Tião Viana?
O que nos leva à última consideração: os motivos para os senadores do PMDB reivindicarem a presidência da casa transcendem questões regimentais e até a idiossincrasia verificada entre Tião Viana e o ex-presidente Renan Calheiros. Atingem diretamente a sucessão presidencial de 2010. Dispondo das duas presidências do Congresso, o partido balizaria a disputa.
Primeiro, evitando manobras para a mudança nas regras do jogo, ou seja, impedindo a votação de emendas constitucionais capazes de gerar o terceiro mandato ou a prorrogação por dois anos. Como, também, obrigando o presidente a desistir da candidatura de Dilma Rousseff, se a chefe da Casa Civil não decolar.
Dirigindo os trabalhos na Câmara e no Senado, tudo favorecerá os interesses do PMDB. Só que esses formam um arco-íris: apoiar Dilma, se ela emplacar, indicando o candidato a vice-presidente; forçar o presidente Lula a aceitar Aécio Neves, se ele ingressar no partido, ou bandear-se para José Serra. São complicados os desígnios do PMDB...
Logo no estado natal de Lula
Divulgou-se esta semana a primeira pesquisa, mesmo restrita a Pernambuco, a respeito da sucessão presidencial. Senão um espectro das tendências nacionais, a consulta confirmou velhos números, conhecidos antes da campanha pelas eleições municipais. Deu José Serra na frente, seguido por Ciro Gomes, Aécio Neves e Heloísa Helena. Fechando a raia ficou Dilma Rousseff, com minguados 4%.
Com o maior respeito, fica evidente que Pernambuco não é o Brasil, mas se sinais idênticos começarem a ser colhidos em outros estados e outras regiões estará aceso o sinal amarelo no semáforo postado defronte ao palácio do Planalto. Contaria o presidente Lula com outras opções petistas? Dificilmente, pelo menos analisando o quadro com os fatores de hoje. Para ele, será insistir na chefe da Casa Civil através de mecanismos bem superiores aos adotados até agora ou...
Ou curvar-se ao abominável apelo que se faz sentir cada vez mais forte no PT e adjacências: o terceiro mandato ou a prorrogação por dois anos. Aliás, a esse respeito, é bom esclarecer que por falar de bruxas a gente tem que entrar no caldeirão. Pelo contrário, levantando com freqüência essa hipótese execrável porque golpista, estamos alertando, jamais estimulando. O esclarecimento vai para o leitor e ouvinte Ari Marques, de São Paulo, capital.
Alckmin não recua
Desabafo de Geraldo Alckmin, ouvido por quem esteve com ele faz pouco: "Eu sou feito o Zagalo. Vão ter que me engolir...".
O ex-governador e candidato derrotado à prefeitura paulistana mantêm duas disposições paralelas: não sair do PMDB e colocar-se como candidato à sucessão de José Serra.
Alckmin sabe não contar com a menor simpatia do atual governador, com quem, aliás, ainda não se encontrou desde o domingo 5 de outubro, quando da realização do primeiro turno das eleições municipais. Mas sabe, também, que um PSDB rachado em São Paulo não constituirá propriamente uma boa rampa de lançamento para a candidatura de Serra à presidência da República.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Costa lança Sarney para presidir Senado
PORTO ALEGRE - O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse ontem que o senador José Sarney (PMDB-AP) é o candidato de seu partido para a presidência da Casa. "É uma convocação do PMDB para que o senador Sarney assuma a candidatura à presidência do Senado", indicou o ministro, que participou ontem da assinatura do termo de consignação de sinal para transmissão digital de televisão de seis emissoras de Porto Alegre.
Costa ressaltou que há um rito a ser seguido no Senado, conforme o regimento interno, onde o partido com a maior bancada indica o presidente. Por isso, a indicação cabe ao PMDB, assim como na Câmara, comparou o ministro. Há dois anos, o PMDB cedeu o direito de indicar o presidente ao PT na Câmara, porque não tinha candidato, conforme Costa. "Desta vez, cabe ao PMDB indicar o candidato a presidente e eleger, porque tem maioria", comparou.
"Não existe uma disputa entre Câmara e Senado", afirmou, acrescentando que a eleição do presidente em uma Casa legislativa não exclui a eleição na outra. "São duas Casas totalmente divorciadas no processo eleitoral", argumentou. O PT lançou o senador Tião Viana (PT-AC) para a presidência do Senado e espera contar com o apoio do PMDB.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Costa ressaltou que há um rito a ser seguido no Senado, conforme o regimento interno, onde o partido com a maior bancada indica o presidente. Por isso, a indicação cabe ao PMDB, assim como na Câmara, comparou o ministro. Há dois anos, o PMDB cedeu o direito de indicar o presidente ao PT na Câmara, porque não tinha candidato, conforme Costa. "Desta vez, cabe ao PMDB indicar o candidato a presidente e eleger, porque tem maioria", comparou.
"Não existe uma disputa entre Câmara e Senado", afirmou, acrescentando que a eleição do presidente em uma Casa legislativa não exclui a eleição na outra. "São duas Casas totalmente divorciadas no processo eleitoral", argumentou. O PT lançou o senador Tião Viana (PT-AC) para a presidência do Senado e espera contar com o apoio do PMDB.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Um longo histórico de escândalos
SÃO PAULO - Anderson Adauto tem uma trajetória política enredada em escândalos. Levado ao governo Lula pelas mãos do vice-presidente José Alencar, para comandar o Ministério dos Transportes, em janeiro de 2003, em apenas duas semanas no cargo Adauto já via seu nome ligado a um caso de irregularidades. Na ocasião foi acusado pela Justiça Eleitoral de participação em desvios de recursos na Prefeitura de Iturama (MG) - que estava sob o comando de seu correligionário Aelton José de Freitas.
Apesar do constrangimento, Lula manteve o ministro, mas seu assessor Sérgio de Souza, também citado no escândalo, foi demitido. Em abril de 2004, quando figurava em todas as listas de ministros em processo de fritura, ele enfim pediu demissão do ministério. Candidatou-se à Prefeitura de Uberaba e saiu eleito das urnas.
Nesse ano, contudo, voltou à cena nacional. Com o estouro do escândalo do mensalão, Adauto apareceu como um dos beneficiários do valerioduto. Admitiu, então, ter pedido ajuda ao PT para quitar dívidas de sua campanha a deputado em 2002. Alegou ter recebido R$ 200 mil, mas a contabilidade do empresário Marcos Valério indicou R$ 1 milhão.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Apesar do constrangimento, Lula manteve o ministro, mas seu assessor Sérgio de Souza, também citado no escândalo, foi demitido. Em abril de 2004, quando figurava em todas as listas de ministros em processo de fritura, ele enfim pediu demissão do ministério. Candidatou-se à Prefeitura de Uberaba e saiu eleito das urnas.
Nesse ano, contudo, voltou à cena nacional. Com o estouro do escândalo do mensalão, Adauto apareceu como um dos beneficiários do valerioduto. Admitiu, então, ter pedido ajuda ao PT para quitar dívidas de sua campanha a deputado em 2002. Alegou ter recebido R$ 200 mil, mas a contabilidade do empresário Marcos Valério indicou R$ 1 milhão.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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