terça-feira, janeiro 25, 2011

Quem entra e quem sai na Câmara e no Senado

Deputados:

Rogério Carvalho (PT-ES), no lugar de Fábio Reis (PMDB-ES)
Cristiano Rodrigues (PTdoB-RJ) - retotalização de votos, no lugar de Paulo Feijó (PR-RJ)
Pedro Henry (PP-MT) - entrou no lugar de Nilson Leitão (PSDB-MT), que acabou como primeiro suplente
Paulo Maluf (PP-SP) - saiu Sinval Malheiros (PV-SP), que ficou na condição de não eleito
Beto Mansur (PP-SP) – perdeu a vaga Vanderlei Siraque (PT), primeiro suplente da coligação PT-PR
Natan Donadon (PMDB-RO) - saiu Marcos Rogério (PDT-RO)
Maria do Rosário (PT-RS) - no lugar de Fernando Marroni (PT-RS), que ficou de primeiro suplente
Manoel Salviano (PSDB-CE) - no lugar de Mario Feitoza (PMDB-CE)
José Augusto Maia (PTB-PE) - no lugar de Paulo Rubem Santiago (PDT-PE)
Professora Marcivânia (PT-AP) - Janete Capiberibe (PSB) chegou a ser proclamada eleita, mas não foi diplomada.

Senador

Gilvam Borges (PMDB-AP) no lugar de João Capiberibe (PSB-AP)

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A lista de eleitos em 3 de outubro

Fonte: Congressoemfoco

Onze parlamentares perderam a vaga na Justiça

Composição que tomará posse na Câmara e no Senado na próxima semana difere do resultado das urnas por conta de ações que foram julgadas pelos tribunais eleitorais depois das eleições

Luiz Xavier/Câmara
Inicialmente barrado pela ficha limpa, Maluf não estava entre os eleitos em outubro. Ao conseguir rever sua eleição, ele provocou outras alterações na bancada paulista

Mário Coelho

Eles foram eleitos, mas não vão tomar posse em 1º de fevereiro. Em alguns casos, nem como suplente ficaram. Dez candidatos a deputado federal e um ao Senado tiveram votos suficientes para conseguir uma cadeira na Câmara dos Deputados em 3 de outubro. No entanto, após decisões da Justiça Eleitoral e recontagem de votos, eles tiveram de ceder as vagas para outros com melhor desempenho eleitoral.

Quem entra e quem sai na Câmara e no Senado

Entre as eleições do ano passado e a posse na Câmara dos Deputados, vão se passar quase quatro meses. Período suficiente para montagem de gabinetes, para a diplomação na Justiça Eleitoral e, no caso de alguns, para assumir secretarias e ministérios. Até o momento, são 41 os deputados eleitos que já assumiram cargos no poder Executivo estaduais e federal. O número pode aumentar a consolidação de secretariados de estados como Amazonas, Bahia e Rio de Janeiro.

Um dos casos mais emblemáticos é do deputado Paulo Maluf (PP-SP). Candidato à reeleição, o o ex-prefeito paulistano concorreu com o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Pesava contra ele uma condenação por improbidade administrativa por conta da compra de frangos congelados para a prefeitura de São Paulo na década de 1990.

Seus 497.203 votos não foram computados, já que ele tinha concorrido com o registro negado. Maluf entrou com recurso no TSE, que inicialmente foi descartado sob a alegação de que tinha sido apresentado fora do prazo legal. A corte revogou o entendimento do ministro Marco Aurélio e decidiu aceitar a contestação do parlamentar.

Em 13 de dezembro, quatro dias antes da diplomação no TRE-SP, a 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) julgou improcedente uma ação de improbidade administrativa contra Maluf. A ação, ajuizada pelo Ministério Público, denunciava uma suposta compra superfaturada de frangos pela prefeitura de São Paulo.

Com a determinação, a 7ª Câmara revogou decisão que o próprio tribunal havia tomado em abril do ano passado. Foi por causa dessa decisão que Maluf teve inicialmente o registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral, com base na Lei da Ficha Limpa. Com a condenação revogada, a razão da inelegibilidade, na avaliação dos juízes, terminou e o TSE voltou atrás e liberou o registro do parlamentar.

A decisão mexeu na formação na bancada paulista, formada por 70 deputados. Maluf entrou no lugar de Sinval Malheiros (PV-SP). O candidato se deu mal: além de ver o mandato escapar entre os dedos antes de tomar posse, não conseguiu nem ficar na condição de suplente. O TRE-SP, ao fazer recontagem dos votos, informou que o quociente eleitoral aumentou. Por isso, o candidato verde acabou de fora.

Outro que estava com o mandato na mão em São Paulo era Vanderlei Siraque (PT-SP). Em 3 de outubro, ele foi o 24º parlamentar eleito pela coligação formada por PT, PCdoB e PR. A votação do palhaço Tiririca (PR), de aproximadamente 1,3 milhão de votos, ajudou o petista a ser eleito para a Câmara. No entanto, com a totalização dos votos de Maluf e de Beto Mansur (PP-SP), que também concorreu com registro indeferido, ele caiu para primeiro suplente da coligação.

Casal Capiberibe

A situação de Janete e João Capiberibe, ambos do PSB, é um pouco diferente. O casal tem uma condenação por compra de votos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por conta da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10), estão inelegíveis. Porém, o TRE do Amapá decidiu que as novas regras de inelegibilidade só poderiam ser aplicadas a partir das eleições de 2012, por conta do artigo 16 da Constituição Federal, que prevê o princípio da anualidade.

Eles, então, estavam liberados. Mas, às vésperas das eleições, o TSE reformou a decisão da corte eleitoral local. Janete Capiberibe, que concorreu a deputada federal, foi declarada inelegível pelo plenário do TSE em 29 de setembro. Ela ainda entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) contestando o indeferimento. Um dia depois, em 30 de setembro, o registro de João Capiberibe foi indeferido pela ministra do TSE Cármen Lucia. Em 16 de dezembro, o voto da ministra foi confirmado pelos outros integrantes da corte.

Mesmo assim com os registros indeferidos pelo TSE, o TRE-AP decidiu declarar o casal Capiberibe como eleitos. A justificativa era que não havia decisão sem possibilidade de recurso sobre a Lei da Ficha Limpa. No entanto, Cármen Lúcia determinou que a corte refizesse a proclamação do resultado. No lugar de João, assumirá o mandato de senador Gilvam Borges (PMDB-AP), terceiro colocado nas eleições. Com Janete fora, foi mantida a bancada do Amapá eleita em 3 de outubro.

Secretaria

Outro caso que acabou sendo revisto pelo TSE foi do deputado reeleito Pedro Henry (PP-AP). Assim como o colega de partido Maluf, ele foi barrado pelo TRE-MT com base na Lei da Ficha Limpa por conta de duas condenações. Em 2007 ele chegou a ter o mandato cassado por compra de votos, mas conseguiu se manter no cargo graças a recursos. A condenação acabou revertida pelo próprio TSE no mês passado.

Em julho de 2010, o deputado foi condenado pela prática de abuso de poder econômico e de autoridade por uso indevido dos meios de comunicação durante as eleições municipais de 2008. No julgamento, a relatora do recurso de Henry no TSE, ministra Cármen Lúcia, ressaltou que a condenação ocorreu 15 dias após o pedido de registro de candidatura feito pelo deputado e, por isso, não poderia retroagir.

Ele, no entanto, vai assumir o cargo e logo depois se licenciar, já que foi nomeado secretário de Saúde do Mato Grosso.

Já o ex-deputado Natan Donadon (PMDB-RO) tem uma trajetória mais complicada. Eleito em 2006, foi condenado pelo STF a 13 anos de prisão, em regime fechado, pelos crimes de formação de quadrilha e peculato. Ele foi acusado de fazer parte de um esquema que fraudou licitações para contratos de publicidade da Assembleia Legislativa de Rondônia entre 1998 e 1999.

Barrado pelo TRE de Rondônia com base na Lei da Ficha Limpa por conta de condenação pelo TJRO, renunciou ao mandato para tentar escapar da condenação no Supremo. A estratégia não deu certo. Porém, antes teve votação suficiente para ser eleito, mesmo com o registro de candidatura indeferido. O TSE negou seus recursos, mas o peemedebista vai tomar posse na Câmara por conta de uma liminar concedida pelo ministro do STF Celso de Mello.

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Supremo dará decisão final sobre revisão do FGTS

Carolina Rangel e Gisele Lobato
do Agora

O STF (Supremo Tribunal Federal) anunciou ontem que vai unificar o entendimento sobre o direito à revisão do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) por conta das perdas provocadas pelos planos econômicos Verão (1989) e Collor 1 (1990).

Isso quer dizer que os recursos sobre o assunto estão suspensos a partir de agora e que a decisão do Supremo valerá para os demais tribunais do país. No entanto, não há data prevista para o julgamento.

Os processos de revisão que estão no Judiciário são de trabalhadores que não aceitaram o acordo do governo, oferecido até 2003, para pagar a correção do fundo. O Instituto FGTS Fácil afirma que, na época, cerca de 5 milhões optaram por continuar com uma ação na Justiça. Segundo dados de setembro de 2010 da Caixa Econômica Federal, gestora do FGTS, há 200 mil processos que pedem a revisão.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta terça

INSS paga atrasados a 38.720 no país

Ana Magalhães
do Agora

O CJF (Conselho da Justiça Federal) liberou ontem R$ 220 milhões para pagar aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que ganharam, na Justiça, uma ação de concessão ou de revisão de benefício.

Tem o direito de receber a grana quem ganhou uma ação com valor inferior a 60 salários mínimos (R$ 30.600, segundo valores do ano passado, e R$ 32.400, de acordo com valores atuais) e teve a ação finalizada --ou seja, sem a possibilidade de o INSS recorrer a instâncias superiores.

Além disso, a ordem de pagamento deve ter sido emitida pelo Judiciário no mês de dezembro. Os beneficiados poderão sacar os valores a partir do dia 10 de fevereiro.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta terça

Autor de 20 homicídios é preso em Valença

Autor de mais de 20 homicídios no município de Valença, Alex Sandro Deiró Souza, 22 anos, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma, na noite de domingo (23), no povoado de Porto da Imbira.

De acordo com a delegada Glória Isabel Santos Ramos, coordenadora da 5ª Coordenadoria Regional de Polícia (Coorpin), a prisão de Alex, um dos criminosos mais procurados na Bahia, é resultado de operação destinada a desarticular uma quadrilha que vem atuando na região de Valença, município a 255 quilômetros de Salvador,

Com vários mandados de prisão preventiva por homicídios, tráfico de drogas e roubos, Alex foi encontrado por policiais militares da 33ª CIPM, que perseguiam um grupo de rapazes surpreendido em atitude suspeita em Porto da Imbira. Flagrado com uma pistola 380 furtada de um PM no ano passado, ele foi encaminhado para a sede da 5ª Coorpin.

Segundo a delegada, Alex Sandro Deiró Souza tem passagens pela polícia desde a adolescência. Considerado um criminoso de alta periculosidade, ele será transferido da carceragem da 5ª Coorpin para o Presídio de Valença.
Fonte: Tribuna da Bahia

Baiana é degolada dentro de apartamento na Itália

Daniela Pereira

A polícia encontrou o corpo da dançarina baiana Iulsa Sousa Moreira, 35 anos, no banheiro do apartamento onde vivia na via Valli em Monselice, na Itália. A vítima estava seminua e degolada.

A polícia prendeu o operário Simone Maestrello, 35, que confessou o crime e contou que matou a mulher para roubar 200 euros, pois queria retornar para a Alemanha, onde tinha uma proposta de emprego. Iulsa era natural do município de Cordeiros, a 662 km de Salvador, onde familiares aguardam providências do consulado brasileiro.

Segundo informações do Blog do Anderson, Iulsa era dançarina de lap-dance, um tipo de dança erótica na qual a dançarina tira a roupa com sensualidade, e vivia clandestinamente na Itália. Ela foi assassinada na cama e em seguida o assassino removeu o corpo até o banheiro, onde tentou incendiá-lo com um líquido inflamável. Ainda de acordo com informações do blog, Maestrello não tinha emprego fixo e vivia de serviços informais na cidade.

Investigação policial identificaram registros de ligações do celular do acusado para Iulsa. Ele foi preso dentro de um hotel da cidade de Montagnana, onde foram encontrados vestígios de sangue e a faca usada no crime.

O consulado italiano da Bahia, situado na Avenida Sete de Setembro, afirmou ainda não ter tomado conhecimento sobre o crime, e disse que não lhe cabe nenhuma interferência no caso. “Até agora só fui informado disso através da mídia. Infelizmente não podemos fazer nada sobre isso porque não temos competência jurídica, Quem tem que se responsabilizar sobre esse assunto é o consulado brasileiro que está lá na Itália”, explicou o cônsul Geovanni Pesanu.

Fonte: Tribuna da Bahia

Quem ainda é o chefe

Carlos Chagas

Nos estertores da II Guerra Mundial, vencedor de El Alamein e comandante dos exércitos ingleses que invadiram a Alemanha, o marechal Bernard Montgomery respondeu aos jornalistas sobre a razão de seu sucesso: “É porque não bebo, não fumo e não jogo.” Winston Churchill, ainda primeiro-ministro, ficou com ciúme, chamou os repórteres e disse: “podem escrever que eu bebo, fumo, jogo e sou o chefe dele…”
¼br /> A historinha se conta a propósito das críticas que começam a germinar no PMDB contra Michel Temer, acusado de não estar pressionando Dilma Rousseff como deveria, para assegurar os cargos que o partido tem no segundo escalão do governo. O vice-presidente pode estar trocando espaço por tempo, até engolindo sapos, mas, acima de tudo, continua sendo o chefe. Ruim com ele, em termos de nomeações, pior sem ele, caso lavasse as mãos e se omitisse na defesa do que o PMDB entende como suas prerrogativas.

Adianta muito pouco certos dirigentes alegarem o direito de co-participação e condomínio no governo, por conta do apoio dado a Dilma na campanha eleitoral. Ocupar cargos na administração federal depende da caneta da presidente da República, e ninguém melhor do que Temer para reduzir o prejuízo e aproveitar as brechas para ir indicando seus correligionários, mesmo em número inferior ao governo Lula. Podem as bancadas, alguns governadores e até senadores peemedebistas alegar estarem sendo alijados das decisões de governo, até com certa razão, mas o chefe que hoje recua continua sendo o chefe.¼br /> ¼br /> EXPORTADORES DE MATÉRIA PRIMA
¼br /> Acautela-se a economia com a queda do superávit na balança comercial. Ainda exportamos mais do que importamos, mas, continuando as coisas como vão, logo o pêndulo se inverterá. A sombra do déficit anda pairando sobre o país. Perigo maior, estamos cada vez mais exportando matéria prima, do minério de ferro aos produtos agrícolas, com menor valor agregado.

Nossa indústria é aconselhada a reciclar-se e a competir com mais vigor, fazendo a sua parte. Só que o governo, nos últimos oito anos, não fez a dele. Pelo contrário, aumentou o percentual dos impostos, sem falar na alta taxa de juros. Por isso está propondo ao Congresso um reajuste insuficiente do salário mínimo, quer dizer, a conta vai mesmo para o trabalhador.
¼br /> CADA UM POR SI
¼br /> Não há um só dos governadores, da situação ou da oposição, que não se encontre apreensivo com as contas a pagar. Alguns, até, encontram-se em dificuldade para honrar as folhas de vencimento do respectivo funcionalismo, daqui a uma semana. No Nordeste e no Norte parece pior, mas mesmo no Sudeste e no Sul, faltam recursos.

O remédio é apelar para o governo federal, como muitos vem fazendo, ainda mais pressionados alguns pelos efeitos das catástrofes naturais. Como resultado, ficou adiada a tal frente de governadores de que se falava no final do ano passado, sob a impressão de poderem, à margem de diferenças partidárias, dialogar em uníssono com o palácio do Planalto. Agora é cada um por si…
¼br /> DISPUTA ACIRRADA
¼br /> Continua a confusão no ninho dos tucanos. Quem manda, afinal? Os paulistas clássicos, de Fernando Henrique a José Serra, ou os “novos paulistas”, com Geraldo Alckmin à frente? Ou serão os mineiros, aliados aos pernambucanos, liderados por Aécio Neves? Uma ponta do tapete poderá ser levantada no começo de fevereiro, quando da apresentação do programa de propaganda partidária gratuita do PSDB.

Vamos ver quem ocupará os maiores espaços, havendo até quem sustente a volta ao passado, com elogios e imagens dos oito anos de Fernando Henrique. Ou chegarão a Prudente de Moraes, Campos Salles e Rodrigues Alves?

Fonte: Tribuna da Imprensa

Marx caluniado

Helio Fernandes

Fazem tudo para desmoralizá-lo, diminuí-lo, jogá-lo contra a coletividade. Mas com tudo que tentam, não o atingem nem de raspão. Ainda na Tribuna impressa, escrevi dois artigos sobre o genial economista, com afirmações que reproduzo, gostaria de republicar, não há como entrar nos prédios da Tribuna.

1 – A parte Social do “Manifesto” de 1848, é dele e dos ensinamentos de Jesus Cristo. Marx não fez a menor força para refutar os que diziam isso.

2 – Deixava bem clara a minha posição em relação ao genial economista, e na comparação que faziam do “Capital” e as “descobertas” de Adam Smith. “Marx não ligava a mínima para os críticos”.

3 – Terminava afirmando: “O mundo CAMINHA com Marx ou se ARREGIMENTA contra ele. E isso ficará para sempre na História”. 162 anos depois do “Manifesto”. Marx irrita e revolta anões que se exaltam para diminuí-lo.

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