Publicado em 6 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet
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‘Não posso ser votado, mas posso conseguir muito voto’
Bernardo Mello Franco
O Globo
O ex-juiz Marcelo Bretas, que conduziu os processos da Lava-Jato no Rio, deve ressurgir como cabo eleitoral em 2026. Quer apoiar candidatos de direita a presidente e a governador.
Em junho, ele foi condenado pelo Conselho Nacional de Justiça à aposentadoria compulsória, acusado de conduta irregular e parcial. Além de perder o cargo, ficou inelegível por oito anos.
POSICIONAMENTO – “Há muitas formas de participar da política sem ser candidato. Não posso ser votado, mas posso conseguir muito voto. E vou me posicionar enfaticamente até a eleição”, promete.
O ex-juiz, que mandou prender figurões como Michel Temer e Sérgio Cabral, diz ainda não tem favoritos para o Planalto e o Palácio Guanabara. “Estou procurando candidatos conservadores e de direita”, avisa.
Bretas afirma se arrepender da foto de mãos dadas com o então governador Wilson Witzel, em janeiro de 2019. “Não se sabia de nada contra ele naquele momento. Olhando para o passado, obviamente foi um erro”, penitencia-se.
ANISTIA – A autocrítica não se estende à participação, ainda como juiz federal, em agendas ao lado de Jair Bolsonaro. Hoje ele defende a anistia ao ex-presidente e aos condenados pelo 8 de Janeiro.
Enquanto a campanha não começa, Bretas tenta engrenar uma nova carreira de coach jurídico. “Estou fazendo consultorias e mentorias para advogados”, conta.