sexta-feira, setembro 12, 2025

Polícia Federal abre inquérito após surgirem ameaças ao ministro Flávio Dino

Publicado em 12 de setembro de 2025 por Tribuna da Internet

Pedido acontece após o voto do ministro no julgamento do STF

Deu no Terra

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar os responsáveis por ameaças de morte contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, publicadas nas redes sociais após seu voto pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no julgamento da suposta trama golpista.

Segundo a assessoria de imprensa da PF, o diretor-geral da corporação, delegado Andrei Rodrigues, recebeu um ofício de Dino, no qual ele afirma ser alvo de “ameaças graves” contra sua integridade física e até contra sua própria vida.

ATAQUES – “São milhares de postagens em redes sociais incentivando ataques letais ao ministro e a seus familiares, bem como a destruição do STF. A representação busca garantir que a PF adote todas as medidas cabíveis para identificar os autores das gravíssimas ameaças”, informou a assessoria do ministro.

O magistrado afirmou que é necessário que os responsáveis sejam identificados e alertou que essas mensagens circulam no momento em que grupos de extrema direita brasileiros divulgam postagens com referência aos recentes protestos no Nepal e expressam o desejo de que revolta semelhante aconteça contra o STF.

VOTO – Na terça-feira, Dino votou para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro Braga Netto e os demais seis réus da trama golpista. Ele também afirmou que Bolsonaro e Braga Netto eram os líderes da trama golpista e que a Constituição veda a anistia a crimes contra a democracia. O ministro ainda rebateu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que afirmou que o ministro Alexandre de Moraes promove uma “tirania”.

O Nepal viveu nesta semana uma onda de protestos sem precedentes, liderada por jovens da chamada “Geração Z”, que tomou as ruas contra a desigualdade social, a corrupção e o bloqueio das redes sociais imposto pelo governo. Em apenas dois dias, a revolta transformou Katmandu em cenário de caos: prédios governamentais, casas de ministros, o Parlamento e até a Suprema Corte foram incendiados.

AGRESSÕES – Autoridades foram agredidas pela multidão e o primeiro-ministro Khadga Prasad Oli acabou renunciando diante da pressão popular. O estopim da revolta foi a decisão de restringir o acesso às plataformas digitais, usadas pelos jovens para denunciar a ostentação da elite política em contraste com a pobreza generalizada.

Hoje, um em cada cinco nepaleses vive abaixo da linha da pobreza e 22% dos jovens estão desempregados. Com escândalos de corrupção e impunidade recorrentes, a mobilização ganhou força e expôs a fragilidade de uma democracia ainda recente — instaurada apenas em 2008, após a abolição da monarquia — e que segue marcada por instabilidade política e econômica.

 


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