sábado, setembro 28, 2019

Janot, cale a boca, jogue seu livro no lixo e não desgrace ainda mais esta nação

Posted on 

Resultado de imagem para livro de janot
Com barba e cabelos tingidos, Janot mudou para pior
Jorge Béja
O relato de Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, de que entrou armado no Supremo Tribunal Federal em 2017 para matar o ministro Gilmar Mendes e em seguida cometer o suicídio, sendo ou não verdadeiro,  o relato já fez um estrago gravemente danoso e incomensurável para toda a sociedade brasileira.
O gesto tresloucado, agora contado por Janot, gera um parâmetro, um estímulo, um exemplo a ser seguido por outros e só serve para o recrudescimento da violência.
E OS DESESPERADOS? – Se uma das mais altas autoridades da República decidiu assassinar um ministro da Suprema Corte de Justiça do país, ainda que no momento de apertar o gatilho recuou, o que não dirão, o que não farão, o que não pensarão os que não ostentam tão elevados cargos e estão em permanente desespero neste Brasil de 14 milhões de desempregados, de milicianos, de assassinos de aluguel, de famintos, de traficantes, de sem vez e sem voz?
Anos atrás falava-se na “Lista de Janot”. Agora, entra o “Relato de Janot”. Dramático e criminoso relato que leva a múltiplas e inimagináveis consequências. Indaga-se: o que levou Janot a tornar pública e do conhecimento de todos, a sua ação criminosa, iniciada mas não efetivada, não concretizada, não executada?
HIPÓTESES –  Teria sido para que o ministro passasse a ter, para o resto da vida, o sentimento, o pensamento, a reflexão de que “eu hoje poderia estar morto”? Ou “estou vivo graças ao Janot, que não me matou”? Teria sido para fazer nascer no ministro o temor de ser assassinado por decisões e votos seus? Teria sido para chamar a atenção de um tal livro que Janot em breve vai lançar à venda?
Se foi por um, por uns ou por todos estes motivos,  nada mais torpe. Nada mais desgraçado para o país, para os jovens deste país, para todos nós, brasileiros.
Mas uma coisa é certa. Gilmar Mendes e Rodrigo Janot entram para a História com uma triste e lamentabilíssima referência: Gilmar Mendes, o ministro do STF que quase foi assassinado. Rodrigo Janot, o procurador-Geral da Republica que entrou no STF para matar o ministro Gilmar Mendes e na hora “H” desistiu.
OUTROS EXEMPLOS -É dessa forma que as pessoas que se projetam no meio social passam a ser referidas, quando na vida cometem ou tentam cometer desatinos de tamanha gravidade. Foi e é assim com o padre Hosaná, que matou o Bispo de Garanhuns, Dom Francisco Expedito Lopes; com o escritor Euclides da Cunha, assassinado com 3 tiros no coração, pelo suposto amante de sua esposa, Tenente Dilermano de Assis, quando Euclides o enfrentou para matá-lo; com Doca Street, que matou Ângela Diniz; com Ronaldo Guilherme Castro e Cássio Murilo, que mataram a jovem Aída Curi em Copacabana; com Guilherme de Padua e Paula Thomaz, que mataram Daniella Perez; com Neyde Maria Lopes, que matou com um tiro e depois queimou o corpo da pequena Taninha. São estigmas que passam a personificar e identificar malignamente tais pessoas.
E com o ministro Gilmar Mendes e com o ex-procurador-Geral da República não será diferente. No futuro, quando neles se falar, a eles se mencionar, o fato relatado agora por Janot sempre será acrescido à identificação, à lembrança de cada um deles.
Janot, cale a boca. Jogue este seu livro fora. Não desgrace ainda mais esta nação, que tenta se levantar, progredir e alcançar a Paz geral.

Em destaque

Aliados de Lula defendem que ele não indique novo nome ao STF neste ano

  Aliados de Lula defendem que ele não indique novo nome ao STF neste ano Ala teme que o presidente sofra nova derrota e sugere que cadeira ...

Mais visitadas