terça-feira, setembro 10, 2019

Filha de Nélson Werneck Sodré teme mau uso do nacionalismo e da soberania


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Olga Sodré faz um apelo pela conciliação nacional
Carlos Newton
Faz sucesso na internet e nas redes sociais uma carta-aberta de Olga Sodré, filha de Yolanda e Nélson Werneck Sodré, um dos mais respeitados oficiais das Forças Armadas brasileiras. Psicóloga clínica, doutora em Filosofia e diretora do Instituto Cultural de Itu, Olga Sodré teme que governo e oposição usem de forma equivocada as teses do nacionalismo e da soberania, fazendo um apelo para que a defesa dos interesses do país seja feita sem os brasileiros serem arrastados no rumo da destruição e do ódio.
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O QUE APRENDI COM NELSON WERNECK SODRÉ
Olga Sodré
Fui educada por meu pai, Nelson Werneck Sodré, no amor pela Pátria e afirmação da Soberania Nacional, mas, ao mesmo tempo, ele me alertou sobre as distorções e perigos históricos dessas palavras.
Assim sendo, no momento atual, em que elas estão sendo alçadas como bandeiras, no cenário político nacional, quero partilhar com vocês o que escutei do historiador e militar Nelson Werneck Sodré, que escreveu a “História Militar do Brasil” e foi professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), estabelecimento de mais alto nível de ensino do Exército, no Rio de Janeiro.
A foto logo abaixo marca um momento de grande reviravolta na luta política e cultural de Nelson Werneck Sodré, como ele próprio relata no tópico “Intensificação da atividade cultural” do livro “Desenvolvimento Brasileiro e Luta pela Cultura Nacional” (Parte IV – pág. 288), em que descreve as circunstâncias históricas nas quais foi desligado do ensino da Eceme por suas posições na Diretoria Cultural do Clube Militar, e enviado para o comando do quartel de Cruz Alta no sul do Brasil, em julho de 1951.
LUCIDEZ E AMOR –Eu ainda criança, naquela época, ele me ensinava a amar e respeitar o Exército, a Nação brasileira – nossa Pátria, e a importância de defender a Soberania Nacional. Lembro-me muito bem das explicações que me transmitia, e que aprofundei posteriormente lendo seus livros, como o amor da Pátria e a defesa da Soberania foram muitas vezes utilizados para embotar as multidões e arrastá-las para a guerra e para a perseguição cruel de grupos sociais, narrando, por exemplo, o que aconteceu na Alemanha, na Itália e em outros países, com as instalações de ditaduras.
Para ele, a noção de Pátria e de Soberania Nacional implicavam o respeito dos Povos e a fraternidade humana e internacional, sem a qual essas palavras serviam apenas para a dominação e o ódio aos que são considerados diferentes e estrangeiros, para o fechamento dos países, o isolamento das nações e o acirramento dos conflitos e das guerras.
Desejo a todos vocês lucidez e amor ao próximo para que cultivem o patriotismo e a defesa da soberania nacional sem serem arrastados em direções de destruição e ódio.
(Carta-aberta enviada pelo jornalistas Sergio Caldieri)

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